segunda-feira, maio 26, 2014

Votar, direito ou dever

Encanita-me tanto com os nervos os níveis de abstenção nas eleições... nem imaginam.
é verdade que estamos fartos dos que nos governam, e que a Europa parece uma coisa lá tão distante... mas, caraças, ainda há 40 anos só havia um partido a concorrer a eleições. E não foi assim há tanto tempo que as mulheres não podiam votar, nem sair do país ou trabalhar sem autorização do marido.
Quantas pessoas foram presas e torturadas para que hoje todos possam votar? Quantas pessoas se viram privadas das suas vidas familiares, da sua liberdade?
Para quê?
Em dias como este acho mesmo que deveria ser obrigatório votar. É um daqueles casos em que o direito e o dever se cruzam. Não votar significa, para mim, não ter direito a reclamar. Se não quer participar nas escolhas depois não se queixe que não gosta do estado das coisas. É tão tipicamente português esta coisa do treinador de bancada, do governante de mesa de café.
Que merda de país estamos a construir para os nossos filhos? Que tipo de ensinamento lhes damos quando não saímos de casa para votar? Não se iludam, somos nós que fazemos os governos. Nós, os que votam e quantos menos votarem mas hipóteses de haver merda nós temos.
Há dias em que os portugueses me irritam. Hoje é um desses dias.

2 comentários:

Isabel Patrício disse...

Concordo plenamente ! seja em branco em nulo mas votem ! participem ! não votar é o caminho mais fácil... que não se iludam. Não diz nada, nadinha. Custa-me tanto que se tenha lutado tento pelo direito ao voto e depois ninguém lhe dê a devida inportância. bolas !

Nina Mota disse...

Assino por baixo, sempre achei que o acto de votar é uma dádiva, muitos morreram em tempos, para nos dar a opção de escolha e o que é que o povo faz?? Fica em casa... Mesmo que não concorda com nenhum dos partidos, acho que votar, nem que seja um voto em branco é significativo, pois a pessoa foi mostrar o seu descontentamento indo a urna, desloca-se do seu lar ou doutro sitio qualquer, para votar, em branco, certo, mas fez o seu dever, seja qual for a sua opinião é de louvar.