quinta-feira, maio 15, 2014

Satisfaz?

Hoje era um daqueles dias em que só queria ficar no sofá, de pijama, a ouvir música e a dar beijos na Alice.
Quis o destino que a minha empregada precisasse do dia de hoje, o que me obrigou a ficar em casa e ajudou neste meu desígnio.
Mas foi sol de pouca dura. Tive de trabalhar, tive de ir à rua, tive de ir buscar o Henrique à escola e levá-lo ao futebol. E foi no regresso a casa que a bomba caiu no nosso carro.
«Mãe acho que vai ficar chateada comigo. Tive Satisfaz a Português.» WTF? Não estava a acreditar no qua estava a ouvir. «O quê? Estás a brincar com a mãe. Olha que hoje, depois da derrota do Benfica, não é um bom dia para esse tipo de brincadeiras», disse-lhe eu. Mas não era brincadeira. Era mesmo verdade. E eu passei-me da marmita. Ele ainda me atirou com um 80% a Matemática. Mas não me animou. Principalmente porque já tínhamos feito aquela ficha os dois e ele tinha tido exactamente aquela nota. e até tínhamos corrigido os exercícios que ele errou (e que na maioria dos casos, voltou a errar). Fiquei lixada. Mesmo. Que porra, não bastava o Benfica ter perdido a Liga Europa, e ainda tinha de levar com este filme? Tive de vestir a capa de má da fita e dizer-lhe umas quantas. Não era nada disto que tinha planeado. Eu só queria ficar no sofá. Só isso. E ali estava eu, carro estacionado à pressa para ver com os meus olhos aquele Satisfaz, que era um miserável 54%.
Gritei, barafustei, ralhei... ele pediu desculpa, mas isso ainda me irritou mais. E depois veio o discurso do «vocês nunca estão satisfeitos, nunca vêem o lado bom, só o mau. Querem sempre mais. Só sabem criticar.» Caraças que o cabrãozinho é mesmo um manipulador de primeira.
E eu não parava de pensar que hoje não era o dia. Hoje era para chorar o Benfica e a má sorte de ainda ter o Cardozo na minha equipa.
Mas não, ser mãe também é isto, também é não poder carpir as mágoas quando queremos. E por isso ali estava eu a discutir, a ameaçar.
Agora temos fichas todos os dias até aos exames nacionais.
Eu não quero que ele seja o melhor do mundo, nem sequer o melhor da turma. Não faço esse tipo de pressão que foi uma merda de uma maldição que tive sobre mim. Mas fico lixada quando as notas dele são más porque ele é preguiçoso, porque é distraído, porque não se empenha. E isso deixa-me mesmo chateada.
Por isso o fim de tarde foi merdoso, comigo a ralhar, com ele a fazer uma ficha e a pedir-me, durante o jantar, se podíamos falar de outra coisa qualquer. E logo hoje, que eu só queria estar no sofá a carpir mágoas.
Amanhã é outro dia. Mas macacos me mordam se ele não tem boas notas!

crónica de um coração partido

É assim que me sinto. Lamento. Sei que somos campeões nacionais, que vencemos a taça da liga, que temos tudo para ganhar a taça de Portugal, que estamos muitafortes e tudo e tudo. Mas nada aplaca este meu coração. A sério. Ontem fiquei tão triste que me enfiei na cama, com a camisola do Benfica vestida e chorei, chorei, se forma infantil. Durante o jogo fiz o impensável: disse palavrões, deitei-me no chão da copa aqui de casa a ouvir a tsf durante os penáltis, corri, barafustei, gritei... uma coisa lamentável.
Depois, acordei às 4h da manhã com um nó no coração, um peso que me impedia de respirar. Mas que caraças, foi só um jogo de futebol, não parava de me dizer.
Mas nada aplacava a minha dor, o meu desespero.
A coisa foi de tal modo que hoje, quando olhei para o meu facebook não queria acreditar que tinha sido eu a escrever o que estava no meu mural. Juro que houve um momento em que pensei que tinha sido o meu marido a escrever lá. Mas não, fui mesmo eu. E juro que não me lembro de o ter feito. E isso deixou-me assustada, o facto de não me lembrar de coisas que disse e fiz.
E depois percebi que ontem à noite eu era aquela miúda de 12 anos que não conseguia parar de chorar porque o Veloso tinha falhado o penalti contra o PSV na final da Taça dos Campeões Europeus. Ontem, aos 38 anos, eu era novamente aquela miúda cheia de esperança, que achava que os melhores ganham sempre.
Hoje percebi que ontem juntei todas as minhas frustrações de Benfiquista. Chorei por mim, que nunca vi o meu clube ganhar uma competição europeia, chorei por todos os que foram até lá (e Deus sabe como eu também queria ter ido), chorei por aqueles jogadores. Até chorei pelo JJ naquele momento em que está completamente desesperado a abraçar o seu Presidente.
Eu sei que tudo isto é estúpido e infantil. Mas o futebol é mesmo assim: é algo de irracional. Não vale a pena teorizar muito, é mesmo para sentir.
Só que eu também sou um ser racional e depois da tormenta, fico a pensar como fui capaz de fazer certas coisas e como sou capaz de me sentir desta forma.
Hoje ainda me sinto aquela menina de 12 anos que chorou até se sentir sem ar. Mas amanhã vou estar melhor, e depois de amanhã ainda melhor. E, se tudo correr bem, domingo voltarei a sorrir.
Porque isto é só futebol.


De tanto bater o meu coração parou...

Foi assim, ontem, com a derrota do Benfica. Estou mesmo triste.

segunda-feira, maio 12, 2014

Boas notícias

Há imagens que dificilmente se apagam da memória de uma mulher benfiquista.
E esta é uma delas.
Fala-se por aí que o Xavi Garcia pode estar de volta a casa. Se é verdade que a troca não me parece a melhor no plano futebolístico (diz-se que o Gaitan vai para o City), do ponto de vista pessoal, ou mesmo das vistas... todo o mulherio benfiquista sai a ganhar.
Anda lá Xavi, volta para a casa onde foste feliz (e titular)!

Dores

Até acho que não sou pessoa de se andar sempre a queixar. A sério que acho. Mas a verdade é que há muito que não sei o que é acordar sem dores de costas. Dores daquelas de me fazer vir lágrimas aos olhos. Tudo começou quando fiquei doente. Volta e meia umas dores horríveis, muitas contracturas... mas depois que engravidei da Alice parece que este mau estar é o meu modo normal de viver. Nas últimas semanas a coisa tem piorado. Ontem voltei ao relaxante muscular (que é coisa que evito por não ter estômago... tento sempre adiar ao máximo o consumo de medicamentos) e o meu querido marido fez-me uma massagem. Uma daquelas que me faz ganir, literalmente, mas que no dia seguinte me deixa muito melhor.
E foi assim que hoje acordei sem vontade de chorar. Com dores, mas sem vontade de chorar. O que é uma grande conquista.

sábado, maio 10, 2014

Cansaço

Estou sem pilhas... Cansada mesmo.

sexta-feira, maio 09, 2014

Ainda bem que hoje já é quase amanhã

Há dias assim, em que o copo está definitivamente meio-vazio, em que penso que quase com 40 anos devia era estar a dobrar camisolas numa loja (sem desprimor para quem o faz), que ando a chover no molhado e não consigo dar o salto, ser boa, exceder-me no que faço. E estes dias são uma verdadeira merda, é o que tenho a dizer.

memórias do meu pai

Hoje quando vinha a caminho do escritório cruzei-me com um senhor que tinha o cheiro do meu pai. Aquele cheiro de quem acabou de fazer a barba e colocou perfume... um cheiro fresco e único como ele tinha. Senti tantas saudades dele naquele momento... O meu pai já morreu há quase seis anos, e eu tenho cada vez mais saudades dele.

quinta-feira, maio 08, 2014

O Verão tem destas coisas

Não, eu não enlouqueci... sei perfeitamente que o Verão ainda vem longe e que não está assim tanto calor. Mas aproxima-se o tempo de praia (pelo menos assim o quero crer) e com ele as preocupações com a imagem. Nunca fui muito dada a dietas malucas e a picos de exercício. Na verdade também nunca precisei muito.
Mas os 40 aproximam-se e este corpinho já passou por duas gravidezes (em que aumentei como uma porquinha). E por isso rendi-me. Para além das minhas caminhadas/corridas semanais (uma por semana) aceitei o desafio da minha amiga Pipoca e comecei no agachamento. Depois de uma falsa partida no dia 1, ontem foi mesmo o primeiro dia oficial do agachamento. Hoje já fiz a minha parte.
Amanhã é um novo dia. E adorava ter companhia. Embora aí?

quarta-feira, maio 07, 2014

E é isto

O dia não começou grande coisa, até meteu um acidente pelo meio, mas terminou da melhor forma possível.

A sério?

E de que forma podemos estragar um dia? Tendo um acidente de carro do mais parvo que há. Estúpida, é o que sou. Uma jumenta 

terça-feira, maio 06, 2014

Dia da mãe

A história repete-se todos os anos. No treino mais próximo do Dia da Mãe a malta do Benfica chama as mães para treinarem com os seus filhos e mostrarem os seus dotes futebolísticos.
No meu caso, a minha paixão pelo futebol é inversamente proporcional ao meu jeito para jogar. Mas como ele adora e como o ano passado ficou muito triste por eu ter ficado de fora (grávida de 33 semanas), achei por bem responder à chamada.
Só que a brincadeira está cada vez mais difícil: não só porque eu estou cada vez mais velha, mas sobretudo porque ele e os amiguinhos estão cada vez mais crescidos, logo mais rápidos e com remates muito mas muito mais poderosos. Esta mãe aqui acabou à baliza. E o que poderia ter sido um fim de tarde trágico, acabou por nem correr assim tão mal. Segundo o Henrique "safei-me muito bem".
Hoje tenho músculos do meu corpo que não sabia que existiam a chorar de dor. Mas tirando isso está tudo bem.
Não temos fotos do treino deste ano porque o pai teve de ficar em casa a tratar da Alice (o treino acaba às 21h30, não é hora para uma bebé andar na rua).
Mas fizemos duas selfies no balneário. 
Para o ano há mais (ou talvez não, talvez ele troque o futebol por outra coisa qualquer - vamos fazer figas, sim?)
Este foi o estado em que terminei o treino do Dia da Mãe

Aqui já mais refeita do esforço

A troca da roupa

Muda a estação e a minha vida entra em caos criativo... todos os semestres é a mesma dor de cabeça.
A nossa casa nem é muito pequena e eu nem tenho assim tanta roupa (já sei que é o que todas dizemos mas no meu caso anda mesmo perto da verdade), mas parece-me sempre que o espaço é cada vez mais pequeno. Antes de termos a Alice a coisa era pacífica: eu tinha por minha conta o roupeiro do escritório e uma cómoda com umas belas seis gavetas. Mas agora a coisa mudou... esta miúda tem, aos 11 meses, mais roupa do que eu. E não é só roupa. São as mantas, e as malinhas e todo o tipo de tralhas que possam imaginar, o que me deixa com cada vez menos espaço no outrora escritório. Neste momento resta-me apenas uma mísera gaveta na cómoda entretanto ocupada pela Alice e mesmo o roupeiro já não é inteiramente meu. Os vestidinhos da pirosa cá de casa invadiram lentamente o meu roupeiro.
Resultado: este ano  troca de roupa arrasta-se há uma semana e eu não vislumbro o seu fim.
O meu quarto está invadido por seres estranhos (que são as caixas pretas onde guardo a roupa) e é em momentos como este que penso como é que fui ter filhos... sim, porque antes de ficar grávida do Henrique tinha um closet. Que durou meia dúzia de meses mas que fez a minha felicidade.
A única solução era termos sempre Verão. Assim não havia trocas a fazer e ficávamos todos felizes

Madrugar

São 6:40. Já estou acordada há uma hora e levantei-me várias vezes durante a noite.
Este é o lado negro da maternidade.

segunda-feira, maio 05, 2014

Fim-de-semana de última hora

Ia ser um fim-de-semana igual aos demais, com muita roupa de Verão para arrumar e talvez uma ida à praia.
Mas na sexta à hora do almoço fui desafiada para ir até ao Algarve, mais concretamente, até Vale de Lobo.
Conferência muito rápida com o gajo lá de casa e aceitámos (obrigada L, obrigada A.) o gentil convite. Como as coisas não estavam programadas acabámos por demorar mais tempo a sair de Lisboa.
Mas no sábado de manhã acordámos no meio da paz, a ouvir passarinhos... tomámos o pequeno-almoço na varanda, fomos à praia, fomos à piscina, houve jantarada... foi um belo fim-de-semana.
Não pudemos ficar mesmo até aos últimos cartuchos porque ontem era Dia da Mãe e dia de jogo na Luz (ao qual tinha ficado de ir com o meu sobrinho mais velho).
Mas o que importa aqui é que foi um fim-de-semana de última hora, mas muito bom, muito gostoso.
Aqui ficam algumas imagens.



A pequena Alice a tentar adormecer à beira da piscina.
A primeira ida à praia, com direito a comer muita, mas muita areia.
O Henrique em versão "Eu nasci mesmo para isto".
As miúdas no Dia da Mãe.
Ainda houve tempo para ir à catedral festejar com os meus rapazes e tentar evangelizar o meu sobrinho mais velho. 

sexta-feira, maio 02, 2014

Ainda estou a tentar perceber

Se os impostos vão ou não aumentar. O PM diz que não, aqui em casa há quem diga que não é significativo e que as contrapartidas são boas para uma grande parte da população (funcionários públicos e pensionistas). Mas eu tenho para mim que um aumento é um aumento.

A sério?

Havia mesmo necessidade de abrir uma fantástica pastelaria francesa, daquelas mesmo mesmo giras, e quase à porta do escritório? A sério? E a dieta? e o biquini? 
Algo me diz quer vou mudar o meu trajecto de casa para o escritório. 

Futebol e loucura

O jogo de ontem foi do caraças, senhores ouvintes. Senti a boca a secar, tive vontade de gritar, pelo meio chorei, insultei, tive falta de paciência... tudo o que vem nos livros que não se pode fazer.
Foi uma emoção como há muito não sentia.
Nestes momentos percebo que as pessoas se possam transformar em algo de estranho e perigoso durante uma partida de futebol.
No nosso caso, lá em casa, não houve grandes danos físicos, só nervoseira. Mas foi uma alegria ver aquela garra, aquela entrega. Há muito que o meu Benfica não tinha esta alma.
Parabéns, rapazes!

Memória

A memória tem de perdurar. Nunca esquecerei o dia em que Ayrton Senna morreu. Pode soar a frase feita, mas foi o dia em que deixei de ver fórmula 1.
Tinha uma admiração/paixoneta pelo Senna, o seu temperamento, a forma como defendia os colegas, o ar de galã, as férias em Sintra...
Deixo aqui duas fotos que me fizeram chorar: a homenagem do Corinthians e a montagem da exposição que assinala os 20 anos da sua morte em San Marino.


quinta-feira, maio 01, 2014

quarta-feira, abril 30, 2014

Gerir as perdas

Acabámos de declarar o óbito do peixinho do Henrique. O Manchinhas resistiu, contra todas as expectativas, durante uns 4 ou 5 anos.
Com jeitinho seria mesmo o peixinho dourado que mais viveu em casa de uma criança que passava dias sem o alimentar.
Há muito que tinha deixado de ser a alegria desta casa e, na verdade, foi um verdadeiro milagre ter durado tanto tempo. Mas há pouco, quando o pai se preparava para lhe mudar a água e o viu a boiar, qualquer coisa gelou nos nossos corações.
O Henrique tem quase 10 anos e tem de saber lidar com as suas perdas, mas ficou tão triste, o meu bichinho... Chorou tanto. Há dores às quais simplesmente não os conseguimos poupar.

Mou... Desta vez ficaste pelo caminho

Já me disseram (várias vezes até) que ele não merece, que é arrogante, que tem a mania, que é um misógino e outras pérolas. Mas eu não o conheço pessoalmente e por isso posso continuar a alimentar o mito. Gosto do Mourinho e tive pena que ficasse pelo caminho. Mas não mereceu mais do que teve... E sempre pode ser que nos sirva de inspiração para amanhã.
Carrega Benfica!

Ter de enganar as finanças

Não, não pensem que ando para aí a enganar as finanças porque fujo aos impostos ou coisa que o valha. Cruzes, credo. Se há instituição da qual tenho pavor é das finanças e de todos os seus ministros. E secretários de Estado. E funcionários... são eles e a Segurança Social. Tenho sempre as continhas em dia, tudo pago e entregue dentro dos prazos.
Mas esta manhã tive de os enganar, ou melhor, tive de os fintar. Porque a isso me obrigaram. Ontem fui às finanças tratar de uma isenção à qual tenho direito. Mas estamos em época de entrega de IRS e aquilo estava para lá de complicado. Apesar da minha senha ser diferente, porque era de pagamentos, a verdade é que às 15h20 já não me deixaram tirar senha. Fiquei mesmo chateada. Não só pela situação mas pela forma como fui tratada. Tive imensa vontade de lhes chamar nomes. E pensei, "ai é? ai estão armados em parvos?. Então esperem por mim amanhã".
E lá fui, esta manhã, com a Alice no carrinho. Senha prioritária. Odeio fazer isto. Mas fui obrigada. Paciência.

11 meses


de alegria. De muito amor, de uma felicidade mais completa. De uma vida mais plena. Todos os dias agradeço o facto de ter vencido o medo e ter voltado a engravidar depois do cancro. Foram precisos 8 anos, muitas perguntas, muitas dúvidas, muitas noites sem dormir... mas valeu a pena. Cada segundo.

Coisas que me irritam #2

Pagar o condomínio.
Penso sempre, mas sempre, em formas muito melhores e mais úteis de gastar o meu dinheiro.

terça-feira, abril 29, 2014

Ainda o Porto

E o que me diverti ontem à noite?
A sério, há momentos únicos nesta coisa de ser editora.
Não são só as horas (muitas) a trabalhar, não são só desgostos pelos livros que não vendem tanto como desejávamos, não são só momentos a pensar que, se calhar, não percebo nada disto e devia estar a tratar da horta da minha mãe.
Ser editora também é isto: conhecer pessoas genuínas, simpáticas, que acrescentam algo à nossa existência (caso da Catarina e do Manel, meus queridos autores). E ter o privilégio de conhecer os ídolos da minha adolescência e comportar-me (sem vergonha, sem medos) como uma adolescente.
P.S. é evidente que não tem comparação estar ao lado do Paneira ou do Baía (Paneira rules!!!!). Mas o Baía deu-me muitas alegrias na selecção e, acima de tudo, sou uma profissional. Lol.

Coisas que me irritam

Atrasos nos comboios...
Neste caso fiquei parada 45 minutos algures entre Aveiro e Coimbra. chateia-me, a sério.

Boas notícias

Ontem, a caminho do Porto, recebi um telefonema que me deixou muito contente. A pediatra dos meus filhos vai regressar ao trabalho um ano depois de ter ficado doente. Foi mais do que um susto. Foi quase a morte. A Dra. Odília, que é uma das pessoas mais extraordinárias que conheço e que viu nascer o Henrique, contraiu uma septicemia gravíssima que a deixou em coma e muito debilitada. Foi um ano de luta intensa. Imagino o que terá passado. Quando a Alice nasceu e marquei a primeira consulta, foi-me dito que estava ausente do consultório. Mas nada de pormenores. Percebi pouco tempo depois que a situação era gravíssima e que poderia acabar em tragédia. Mas não acabou. Continuei a ir à sua clínica porque sempre tive esperança que voltasse ao trabalho e queria que, quando isso acontecesse, o processo da Alice estivesse lá. O Henrique não voltou ao pediatra porque diz que a sua médica é a Odília e que espera por ela. Nestes longos meses tenho-lhe enviado mensagens, fotografias da Alice e do Henrique...
Ontem, quando recebi o telefonema a dizer que podíamos marcar a próxima consulta da Alice com a Dra. Odília, fiquei tão contente. Como se um raio de sol iluminasse o meu dia.
Dia 8 lá estaremos! Para a consulta, para por a conversa em dia, para um abraço muito forte de cumplicidade.

O Porto

Sempre gostei desta cidade, não fosse eu uma rapariga com costela do Norte. 
O meu Porto de infância era muito diferente, ficava-se pela Pasteleira e pelas piscinas do fluvial.
Nos últimos anos tenho vindo ca de fugida, quase sempre em trabalho ou num fugaz passeio de uma tarde em família a caminho de Marco de Canaveses, mas fico sempre com vontade de mais.
Desta vez fiquei num hotel espectacular, o Hotel da Música. E a vontade de voltar em família está aqui... A borbulhar.

segunda-feira, abril 28, 2014

Eu a fazer de adolescente

Foi hoje, estava em trabalho, na apresentação do livro lá em casa mando eu... Mas ao meu lado estava o Vítor Paneira, esse grande senhor, esse fantástico jogador, esse enorme benfiquista... E eu comportei-me como uma miúda de 15 anos que se cruza com o seu cantor favorito... Foi triste, mas foi bonito.

A matemática dá cabo da nossa relação

Este podia ser o título da minha história com o meu filho. Tudo parece estar bem até a Matemática entrar nos nossos dias.
Nesta coisa das tarefas domésticas fica na minha coutada os trabalhos de casa e  o estudo. O pai já tem a sua parte com o futebol e o violoncelo.
O Henrique é um miúdo esperto, rápido a pensar, com um bom raciocínio. Mas tem uma coisa que me encanita com os nervos: excesso de confiança. E depois espalha-se na Matemática e em vez de ter 80 ou 90 por cento, não consegue sair dos 73, 74. E era suficiente se ele não soubesse mais. Mas o sacana do miúdo sabe, mas não se preocupa, não faz os cálculos, não regista os dados nos problemas, não faz as reduções... E depois erra. 
Este fim-de-semana foi mais uma luta. E tudo por causa da Matemática, essa pulha.

domingo, abril 27, 2014

Amanhã vou ao Porto... será boa ideia?

Amanhã vou ao Porto em trabalho. A Catarina e o Manel vão fazer a primeira apresentação pública do seu livro, editado pela minha editora e eu lá estarei, como anfitriã.
Tudo normal e desejável, uma vez que vou dormir no Porto e aproveitar para uma bela noite de sono... mas o livro que vou apresentar amanhã é tudo menos normal. é o livro de dois fanáticos do futebol: ele benfiquista, ela portista... e, assim de repente e depois dos dois últimos embates entre Benfica e Porto, a ideia de me meter na toca do lobo não me parece lá muito boa ideia...
Pelo menos vou conhecer o grande Vítor Paneira. E acho que ele não vai deixar que me façam mal. Espero.

Benfica!

Pronto, mais um jogo, mais uma vitória de 10 contra 11. Jogámos bem? Não. Mas eles também não. Para dizer a verdade este bem era um jogo que me importasse muito, porque sabia que íamos desfalcados ao dragão a pensar (e bem) no jogo de quinta com a Juventus.
Mas adorei o sabor. Amanhã não há kompesan que chegue nas farmácias do Porto. 

sexta-feira, abril 25, 2014

Falar de Abril

Hoje trocava mensagens com duas amigas a propósito do 25 de Abril e de descer a avenida, quando me lembrei de uma coisa, a meu ver, muito importante: se valorizamos este dia, se achamos que foi uma conquista importante, não o podemos esquecer. Temos a obrigação de passar esse principio aos nossos filhos. Se nós somos uma geração que já não viveu antes da Revolução, imaginem os nossos filhos. Se não formos nós a transmitir-lhes a importância desta data ela nada representará daqui a uma dúzia de anos. E o esquecimento é terrível. Por isso hoje desci a avenida em família. Melhor ainda, desci a avenida em família e rodeada de amigos. 
E foi fantástico. Para o ano há mais.

quinta-feira, abril 24, 2014

Da amizade

Hoje a minha querida S lançou um novo livro. Desta feita não fui eu que o editei (o que é uma pena), mas o mais importante não é isso mas sim o facto de ela ter levado a cabo mais uma grande empreitada na sua vida. Um belo livro sobre as desventuras da maternidade, o eterno sentimento de culpa, do não cumprido, do não feito. Todas nós que somos mães e mulheres sabermos bem o que é isto da culpa, de querermos fazer tudo e mais um par de botas, de querermos arcar com as maleitas do mundo, de querermos ser as melhores em tudo: mães, mulheres, amantes, cozinheiras, profissionais... E mais um flick flack à rectaguarda..a minha querida amiga, como sempre, levou a cabo mais um bela tarefa.


Parabéns, minha querida

Fim-de-semana em grande #2

E o nosso fim-de-semana não podia ter terminando de melhor forma: no domingo de Páscoa, depois de um almoço caseiro, lá fomos, vestidos a rigor rumo à Luz.
Escusado será dizer a loucura que foi. O coração a bater rápido, a boca seca, os nervos à flor da pele... Tudo isto misturado e ainda mais.
Foi uma tarde memorável! Houve bilhetes para toda a gente e no final uma grande festa. Há muito que o campeonato nos escapava.
Depois da tristeza do ano passado, depois do vazio que ficou este pode muito bem vir a ser o melhor campeonato das nossas vidas. Sim, porque eu ainda não andava por cá no tempo das grandes glórias internacionais.
Domingo há mais, espero!

terça-feira, abril 22, 2014

Fim-de-semana em grande #1

No sábado fomos "brunchar" com os nossos amigos L e A e com as suas lindas três crias. Comeu-se bem, falou-se alto, riu-se muito e tivémos a oportunidade de ver que os nossos mais velhos, o Henrique é a Madalena, já têm conversas de crescidos. Foi uma risota pegada. 
A meio do brunch a revelação: a Teté, uma das filhas dos nossos amigos, perguntou-me se queria ser madrinha dela. Fiquei para a minha vida. Bem consegui articular uma frase. A minha amiga L sabe tudo sobre as minhas duvidas e a minha relação com a igreja. Mas também sabe que adoro as suas filhas e que tudo farei para lhe transmitir bons valores.
No fim a L teve de ir trabalhar e nós ainda fomos até à Gulbenkian passear. Foi a primeira vez que a Alice se sentou na relva e adorou. 

sexta-feira, abril 18, 2014

Devo estar a ficar louca #2

Talvez tenha sido por isto que me deu a maluqueira hoje de manhã...

Foi lindo, memorável...
Inchem!

quinta-feira, abril 17, 2014

Devo estar a ficar louca

Hoje saí de casa como sempre para ir para o trabalho. Mas, ao chegar à porta do escritório deu-me a maluquice. E se eu fosse ao estádio ver como estava a fila para comprar bilhetes para domingo? Afinal era dia 17, o dia em que supostamente poderia levantar os meus bilhetes de oferta, os tais que me negaram na segunda-feira.
Talvez tenha sido um momento de insanidade, talvez tenha sido a paixão pelo Benfica, talvez tenha sido um misto das duas misturado com a ideia de que era mesmo muito fixe estarmos os três na Luz a comemorar o campeonato.
E se bem o pensei, melhor o fiz.
Quando cheguei ao estádio a fila era medonha, enorme... Uma coisa sem explicação. Ainda fui à bilheteira da meias-tigelas perguntar se, por acaso, não havia uma fila só para sócios... Nã.... E bilhetes, há muitos ou poucos? Bastantes, disse-me a senhora.
E lá fui, achando que duas horas depois estaria despachada. Engano meu. O temo passava e nada do raio da fila andar...
Fui metendo conversa com as pessoas atrás de mim, a conversa ajudou o tempo a passar e acabou até por ser divertido. É engraçado perceber o quão diferentes somos uns dos outros mas, quando toca ao futebol, é tudo igual. E deu para tudo, falou-se da situação do país, do Jorge Jesus, da loucura que era estarmos ali sem certezas...
Quatro horóscopo depois começámos a avistar a bilheteira ali tão perto. E foi quando começaram os rumores de que, afinal, já não havia bilhetes. Mas nenhum de nos desistiu. Havia lá mais pessoas como eu, sócios que queriam os seus bilhetes de oferta. Mas também havia quem quisesse fazer uma surpresa ao filho, ou mesmo um casal dinamarquês  de septuagenário que estava em Lisboa para comemorar o aniversário de um deles e que queria muito oferecer ao filho e ao neto, que iriam chegar dali a poucas horas para o aniversário do avó, um bilhete para um jogo do Benfica.
Convém dizer que duas horas depois de ter chegado à fila recebi um telefonema de um amigo muito querido a dizer que tinha três convites para mim (obrigada Rui). Mas eu tinha ficado de levantar um bilhete para a minha sócia e para a sua irmã. E não queria mesmo nada desistir. Sair de lá de mãos a abanar. Esperei é valeu a pena.
Domingo vamos todos à Luz, e via ser bonito.
Espero que

quarta-feira, abril 16, 2014

Quando a esmola é grande...

É quarta-feira. O Henrique chegou de casa da avó no sábado. E até ao momento ainda não nos chateámos...

Acreditem se quiserem

Mas hoje roubaram os sapatos ao meu marido no ginásio...
Dá que pensar, não?

São assim, os meus dias

Cheios de coisas boas.

Quando o meu clube me entristece...

Fico danada quando me sinto enganada. O Benfica hoje enganou-me. A instituição à qual o meu agregado familiar dá 24 eurosX14 todos os anos dá-me a possibilidade de levantar 2 bilhetes por época para jogos em casa (excepção feita aos jogos com o Sporting e com o Porto e o ultimo jogo em casa).
Mas hoje, com a euforia de ganhar o campeonato no proximo domingo e a ganância de fazer muito dinheiro, o meu clube criou uma nova regra e não me deixou levantar os meus bilhetes. Que são meus por direito. 
E, como se isso não bastasse, o Benfica colocou os bilhetes para este jogo a preços exorbitantes, mesmo! De tal forma que é bastante mais barato ir assistir ao jogo com a Juventus, que é um jogo europeu.
Hoje estou dança porque fui enganada. Mas, pior do que isso, estou triste com as pessoas que dirigem o meu Benfica.

segunda-feira, abril 14, 2014

Amigdalite

Chiça penico. A injecção de penicilina de quinta-feira pelos visto nãos foi suficiente. Na sexta és no sábado senti-me melhor mas ontem voltei a ter dores no corpo, diarreia, dores no lado direito da garganta... Resultado: ela continua aqui, eta safada. Mais uma semana de antibiótico, brufen e ultralevur...

Felicidade

Às vezes acho que sou um bocado tonta porque estou sempre à espera que algo de bom aconteça, que as notícias não sejam as piores, que o copo esteja meio cheio e não meio vazio. É até estranho porque não tenho uma crença em Deus que me permita ver tudo com alguma resignação ou à espera que ele mude as injustiças do mundo.
Mas a verdade é que acho sempre que coisas boas podem acontecer.
E hoje é um desses dias, em que a esperança que senti me acompanhou a mim e a uma amiga muito querida, que não sendo muito antiga está aqui gravada no meu coração. 
Hoje o mundo e um lugar espectaculR.
E só não apanho uma piela porque acabei de sair do médico e a puta f amigdalite continua aqui. Mais uma caixa de antibiótico. Mas pode ser, não faz mal. Hoje está tudo bem!

Algo de estranho se passa no meu corpo

será cansaço acumulado? Será que estou a "chocar" alguma?
A verdade é que depois da ida ao hospital de quinta-feira eda famosa penicilina, achei que hoje já estaria muito melhor. E não estou. Dói-me o corpo, doem-me os rins, dói-me a cabeça...
Está na hora de um check up, essa é que  essa.

sábado, abril 12, 2014

Agastar

Muitas vezes acho que o facto de ter estado muito doente não mudou nada de importante em mim. Mas depois, há dias como o de hoje, que me fazem ter a certeza que sim, que muito mudou. Que não me agasto com certas coisas que no passado me dariam a volta à cabeça. A sério, às vezes  não percebo como certas pessoas fazem de tudo uma questo de vida ou de morte, de honra ou desfaçatez...
Está um dia bonito, o sol brilha. Aproveitem a vida. Deixem-se de merdas.

Sabes que estás a ficar velha ...

Quando estás num comboio rodeada de jovens universitários e achas que eles são de Marte tantos são os bués e fofinhos, fixes e cenas que ouves.

sexta-feira, abril 11, 2014

Porque o Benfica é o meu grande amor


Macacos me mordam se não vou à Luz ver o jogo com a juve.

Sem pio 2

Eu achava que isto era uma laringite, coisa que curaria com uns brufen e uns chás de gengibre e limão. Mas a ida a Londres não ajudou e ontem lá me decidi a ir ao hospital. Ainda pensei que era um bocado estúpido ir a um hospital com dores de garganta e rouquidão.... Achava eu. Diagnóstico: amigdalite e infecção nas cordas vocais. Tratamento: dose cavalar de penicilina. Resultado: estou aqui no sofá coxa e de molho pelo menos até amanhã...

quinta-feira, abril 10, 2014

Dos direitos da mãe

Hoje vi um post no facebook que me recusei a comentar mas sobre o qual tenho opinião. E acho que é daquelas que não agrada a toda a gente. Mas, mesmo assim é porque este é o meu espaço, ca vai disto.
Nós, mulheres não podemos abdicar dos nossos direitos. Nunca. De cada vez que uma de nós abdica dos seus direitos está a contribuir para que um patrão um dia diga a uma sua empregada: "queres ficar 4 meses em casa? Mas a x só ficou 15 dias." Este é o tipo de pressão ao qual temos de saber responder sempre. Porque não mexe apenas com os nossos direitos mas também com os das  outras mulheres. E quem me chamou a atenção para isto foi um amigo homem, que não tem filhos. Mas que trabalha há muito num dos maiores bancos portugueses e quando tinha um cargo de chefia de uma equipa recusou que uma das suas subordinadas voltasse ao trabalho antes de tempo.
É claro que o caso muda de figura quando falamos de mulheres que estão a recibos verdes. Essas não têm, infelizmente, protecção. E têm de trabalhar para comer. Umas porque foram obrigadas a trabalhar neste regime, outras por opção, mas estas estão desprotegidas e muitas vezes têm de voltar mais cedo.
Agora em nenhum caso esse regresso ao trabalho deve ser encarado como uma coisa fantástica, digna de reportagem em revista ou em jornal. Porque essa mulher, mesmo que não queira, está a dar a entender que as outras não são tão profissionais como ela, que 15 dias depois há estava a trabalhar.
E não me venham com tretas que eu sei bem do que estou a falar. Sou sócia de uma empresa, somos apenas 3 no escritório, o trabalho é muito e ninguém o faz por nós, e passei por uma gravidez que me obrigou a ficar em casa muito tempo. Mas, mesmo assim, tomei
Conscientemente a decisão de ficar 4 meses em casa. Porque esse tempo é irrecuperável. E quando voltei ao trabalho fi-lo a 1000 à hora, para ajudar, para recuperar. Porque me sentia protegida pelos meus e pelo tempo que tinha passado em casa.
E fui a reuniões antes da Alice fazer 4 meses, e levei-a comigo umas vezes para o escritório. Mas nunca fiz disso um caso. Nunca fiz um post sobre o assunto, ou tirei uma foto. 
E é isto.

terça-feira, abril 08, 2014

Sem pio

Estou em Londres, em trabalho. Está frio e eu estou doente. Rouca, quase sem voz e com muitas dores de garganta... Piu

sábado, abril 05, 2014

Do amor

Porque nos dói a dor de um amigo? Às vezes dou comigo a pensar nisso. Às vezes a dor é funda, faz-nos faltar o ar, sentimos a cabeça a andar à roda e o chão a fugir-nos debaixo dos pés.
Uma má notícia relativa a um amigo deixa-me de rastos. Será que deve ser assim? às vezes penso se é suposto, se deve ser mesmo assim.
Há uns meses uma pessoa que me é próxima passou por um mau bocado e eu senti-me uma extensão da sua dor, de tão triste que estava como o que lhe estava a acontecer.
Passou-se o mesmo ontem. Apetecia-me tanto chorar, partilhar uma dor que não é minha mas que sinto como tal.
Será que é assim que medimos o quanto gostamos de um amigo, pelo impacto que a sua dor tem em nós?

quinta-feira, abril 03, 2014

Dias difíceis

Às vezes pergunto-me onde errei, onde deixei que a realidade me ultrapassasse. Quando é que deixei de fazer as coisas bem e permiti-me ser a mãe que dá palmadas, que se irrita, que discute, que grita, que chora...
Quando era mais nova achava que podia ser uma daquelas mães de antologia, as que ouvem e têm sempre uma palavra amiga, que não levantam a voz, que nunca batem, que sabem sempre puxar pelo melhor dos miúdos e levá-los a perceber que erraram.
Mas a realidade veio-me provar que estava enganada. Ou essas mães não existem, e não passam de uma fantasia da nossa cabeça, ou eu não sou mesmo nada boa mãe.
E gostava de ser, a sério.
Hoje estou tão triste comigo...

quarta-feira, abril 02, 2014

Quarto das brincadeiras

A minha amiga Mena está envolvida num projecto mesmo muito giro. Chama-se o quarto das brincadeiras e destina-se especialmente a quem tem crianças.
Tem muitas ideias de coisas que podemos fazer com os mais novos, de locais que podemos visitar, de brincadeiras... Enfim, é um orgulho ver que alguém que tem uma profissão exigente é dois filhos pequenos ainda arranja tempo para este projecto. Um destes dias participei com um texto. Está aqui.

Ridiculamente cansados

São nove e meia, a minha mãe está aqui em casa, o que nos permitia ir ao cinema ( algo muito desejado por estas bandas). Mas estamos tão cansados com estas disc últimas noites que simplesmente não temos forças para nos levantarmos do sofá.
Vai ter de ficar para outro dia.

Faço queixa de ti à policia

Foi o que o meu filho me disse hoje à tarde quando lhe disse que merecia uma grande bofetada por ser um porcalhão. Não sabia se lhe batia ou se me ria... Mas a verdade é que estes miúdos não têm noção.

Laringite

É uma palavra do demo, esta. Perdi a conta às laringites do Henrique. Tosse, tosse, vómitos, tosse, urgências, aerossol com adrenalina, celestone, em casos mais graves codipron... Foi assim durante anos.
Esta segunda-feira à noite senti um arrepio de medo quando ouvi a Alice com tosse e com estridor... Não queria acreditar que até nisto a miúda é parecida com o irmão. 
Ainda esperámos uma horita, mas ela piorava é a tosse não parava.
Lá fui, rua acima, a chover é com ela no canguru, rumo à Estefânia.
Ninguém diria que estava doente tantas foram as palmas, os risos e os olás que distribuiu. Parecia a princesa Diana.
Como estava sozinha com ela e a pé (de nada me adiantava levar o carro porque o parque do hospital dá parabéns 5 carros e teria de vir para a rua estacionar... E na verdade moramos naquela rua, que é inclinada como o caraças, mas não deixam de ser 100 metros), tive de a ir por a casa antes de partir em busca da farmácia de serviço. Ainda fiz uma paragem na pastelaria da Almirante Reis para comprar uns bolos (ha 15 anos ia lá depois das noitadas...).
Quando cheguei a casa ouvi tossir, fui ao quarto dela mas... Nada. Estava na nossa cama a dormir ao colo do pai. E assim foi a nossa noite, com ela sentada ao nosso colo para não tossir.
Esta noite a experiência repetiu-se quando ela acordou à uma e já não parou de tossir.
Hoje temos sessão de ginástica respiratória lá em casa para ver se atrancam o Darth Vader que está na garganta dela... E eu espero conseguir dormir. Finalmente.

segunda-feira, março 31, 2014

Hoje não me apetecia nada sair da cama...

Tinha esta companhia...

Regresso ao passado

Este fim-de-semana tinha tudo para ser catastrófico mas acabou por correr bem. Ninguém se magoou, chegámos sãos e salvos tanto a Marco de Canaveses como depois a Lisboa.
No sábado à tarde, antes da festa da minha tia, ainda houve tempo para aquilo que o Henrique mais adora: explorar, andar pelos caminhos que eu percorri há 30 anos e deliciar-se com as descobertas e o suposto perigo da aventura.
Quando eu era miúda achava que o tempo passado dos meus pais era muito mas mesmo muito antigo. Quando eles me diziam "quando eu tinha a tua idade..." eu achava que aquilo era tão distante como o tempo dos reis e rainhas. Agora dou comigo a falar desse tempo passado com o meu filho, com a sensação de que foi ontem. "Ali havia cenouras e milho", "ali havia muitas vides, passávamos o tempo a roubar as uvas deste senhor que era mau como as cobras"...  Será que ele acha o mesmo do que eu digo? Que é um passado tão distante e tão sem referentes no presente dele?
Este é o sinal mais claro do envelhecimento. Pelo menos para mim.







sábado, março 29, 2014

Chegámos

Sãos e salvos em Marco de Canaveses. Sei que muitas vezes me pergunto para que servem os seguros automóveis. Bem, servem para isto. Para nos trazerem ao destino de taxi; para mandarem um reboque buscar o nosso carro e deixá-lo à porta não da oficina mais próxima mas de uma no local para onde íamos (não tivéssemos feito merda e posto gasolina num carro a gasóleo) que fica a 100km do local da avaria.
É meia-noite. Estou exausta. Vou, pela primeira vez, dormir com a Alice que está aqui ao meu lado a roncar.
Amanhã é torcer para não ser um arranjo muito caro. Da ultima vez que isto aconteceu (sim já tinha acontecido mais com o meu marido e há uns 8 anos) a brincadeira ficou por 150 euros mais o dinheiro da gasolina (uns 60).
Agora não há nada a fazer. O melhor é mesmo dormir, que amanhã é outro dia.

sexta-feira, março 28, 2014

Até onde vai a minha estupidez, ou será cansaço

São nove e meia da noite. Estou na estação de serviço da Antuã. Ia para Marco de Canaveses para as bodas de ouro da minha tia mas, estupidamente, abasteci a minha carrinha a gasóleo com gasolina... Eu, duas crianças e a minha mãe... O verdadeiro filme de horror. E eu que nem queria vir. Estava tão cansada que só me apetecia inventar uma desculpa para não fazer a viagem...
Agora é esperar pela Assistência, pelo taxi e rezar para que nada esteja irremediavelmente estragado.

quinta-feira, março 27, 2014

Este fim-de-semana há festa

Este fim-de-semana vou até Marco de Canaveses às bodas de ouro da minha tia Augusta. Vai ser a primeira vez que vou assistir a uma cerimónia deste tipo e já estou emocionada. Esta é a minha tia do coração, a que tinha sempre lugar à mesa para mim, a que sempre me encheu de beijos, a que me telefonava sempre de voz embargada quando eu estava doente, a que me beija e abraça forte de cada vez que me vê.
Quando eu era adolescente e tinha a mania das mini saias era a minha tia Gusta (é assim que a chamo) que mas fazia, apesar de não costurar para nenhuma das 4 filhas.
Por tudo isto, e porque o meu pai também tinha uma adoração por esta irmã, este sábado vou fazer 400km com as crianças para estarmos presentes nesta celebração. E sei que vou chorar.

Isto hoje promete

O Benfica perdeu. Estão 11 graus e tenho 120 páginas de um manuscrito de economia para ler... Isto hoje promete.

quarta-feira, março 26, 2014

Des-gosto

Não como em desgosto mas como em não gosto. O meu Benfica jogou mal e perdeu. Perdeu bem mas eu estou fula porque foi para o Porto. Foi entregar o ouro ao bandido!
Não dava para terem feito melhor, rapazes?

O jogo ainda não acabou

Mas estou irritada com o meu Benfica.

A minha avó Inês





Da minha avó paterna herdei o nome. Inês. Na altura foi um acontecimento. Pelo menos para o meu avô que era muito apaixonado pela sua mulher. Entristecia-o que, das muitas netas que já haviam nascido, nenhuma tivesse o nome da sua mulher. 
Sempre gostei muito dos meus avós paternos, era perto deles que passava férias.
Apesar de nunca ter visto a minha avó trabalhar na sua máquina de costura, sempre tive uma adoração pela sua Oliva.
Já adulta tive a coragem de lha pedir. Andava lá pela casa aos caídos, cheia de ferrugem...
«Avó, gostava tanto que me desse a sua máquina...» e ela assim o fez. Na altura senti que tinha ficado comovida com o meu pedido porque ninguém ligava à máquina.
Não que eu fosse, ou seja um ás da costura. Nada. Sou bem limitada. Mas quero aprender. Adorava fazer uma vestido para a Alice na máquina da sua bisavó... que ela não chegou a conhecer.
Durante a gravidez arranjei coragem para arranjar o móvel da máquina. Lixei-o todo, tirei-lhe toda a ferrugem, envernizei, pintei e o resultado nem ficou mau.
Depois a minha querida mãe encarregou-se do resto: mandou-a limpar e colocar um motor.
No fim-de-semana passado tentei ligá-la mas a coisa não correu bem. Senti o motor em esforço e um cheirete a queimado.
A sorte, no meio da desgraça, foi que tinha visto uma loja de máquinas de costura em Alvalade e imaginei que poderiam fazer reparações. Hoje fui buscá-la e já a experimentei. Está linda na minha sala. E é um pedacinho da minha avó, ali perto de nós.

Ele há dias assim

Estar com quem se gosta

São muitas as vezes em que dou comigo a pensar o que ando a fazer com a minha vida que não me deixa tmepo para nada. Ando sempre a correr de um lado para o outro, passo menos tempo do que gostava com os miúdos, quando estou com eles parece que estou em modo zombie, não tenho tempo para namorar, deixo sempre coisas por fazer no trabalho... enfim, há dias assim.
E depois há os outros, aqueles em que nos levantamos a sorrir porque sabemos que daí a pouco estaremos com alguém que nos faz bem. Alguém com quem podemos trocar um sorriso, a quem podemos fazer uma confidência... alguém com quem estamos completamente à vontade.
E esses dias valem por todos os outros.
Obrigada S.

Uma questão de peso

A Alice está assim para o gordito. Nada de preocupante, acho eu, mas a verdade é que tinha rebentado com o percentil do peso e na altura, apesar de grande, não estava proporcional ao peso.
Na passada sexta-feira fomos à pediatra: a uma semana dos 10 meses está com 73,5 cm (grandita mas nada de extraordinário) e 11,300kg, ou seja, a minha filha está um pequeno leitão... E pensar que ela é prematura deixa-me boquiaberta.
Pois que fiquei preocupada, claro que fiquei. Se ela já não comia papas, nem batata, se já fica a chorar de cada vez que acaba de comer porque acha que lhe estou a dar pouca comida... Caraças que isto de ser mãe que tira a comida da boca dos filhos é duro...
Conversei com a pediatra e não chegámos a bom Porto. Ela acha que a minha empregada anda a encher a Alice de bolachas à socapa. Eu acho que não, e tendo em conta o regime alimentar da pequena, suspeito que seja do leite. Como ela bolsava muito tive de lhe dar um leite AR que, basicamente, é um leite com espessante, um género de farinha que torna o leite mais grosso e mais pesado no estômago. Como me parece que a Alice deixou de bolsar (finalmente, praise the Lord) decidi mudar-lhe o leite. Está desde ontem a tomar o nan confort 2.
Vamos ver o que acontece no próximo mês.
Ele há pessoas que choram porque os filhos não comem... Deviam ver o meu leitãozinho a abrir a boca...
O irmão diz que ela é como um peixe, se a deixássemos, comeria até rebentar.
Pelo sim pelo não é melhor não experimentar.

terça-feira, março 25, 2014

Mudo ou não mudo

Já não é a primeira vez que penso em sair do blogspot. Gosto muito de aqui estar, mas às vezes irrita-me não ter quem me ajude a resolver pequenos ou grandes problemas. Tentei mudar par ao sapo em 2009, e acabei por desistir... agora ando a pensar novamente nisso, mas não me consigo decidir.
Opiniões, há???

segunda-feira, março 24, 2014

E os medicamentos, mãe?

Às vezes acho que não estou boa da mona. A sério. então passo parte da tarde com o miúdo no hospital, ele é medicado e logo ao segundo dia esqueço-me de lhe dar a medicação?
A sério, Inês? Mas o que é que se passa comigo? Lá tive de ir a correr para a escola com o Brufen dentro da mala.

domingo, março 23, 2014

Está tudo bem

Afinal a doutora devia morar nas avenidas novas, não demorou mais de meia-hora, lá fez a ecografia ao meu rapaz e não está nada comprometido ali nas partes baixas. Tem uma inflamação dos tecidos à volta dos testículos mas nada de muito grave (felizmente). Agora é fazer anti-inflamatório durante uns dias, pôr gelo e nada de desporto. Nem de sexo, digo eu!
Ainda deu para ver o jogo do glorioso e tudo.
Agora é só dormir e rezar para conseguir levar a noite toda... Sem acordar. Era tãoooooo bom...

Surpresa...

E qual é o melhor local para passar uma tarde de domingo?
As urgências da Estefânia, claro!
Aqui estamos nós, eu é o Henrique.
Já foi visto pela cirurgia. Precisa de uma ecografia. Ok, lá fomos nós entregar o papelinho da ecografia quando ouvimos da auxiliar esta magnífica frase:"agora tem de ir para ali esperar que a doutora venha.". Eu, na inocência dos meus 38 anos, pergunto-lhe, "a doutora está onde", pensando que ela me ia dizer que tinha ido almoçar ou que estava noutra urgência. Mas não, enganem-se. A resposta foi "a doutora está em casa". Oi? Em casa, como assim. Isto é uma urgência hospitalar...
Já chegámos a isto, no nosso país... Agora imaginem que era uma apendicite, ou algo assim grave...Espero que a doutora não more em Sesimbra.

sexta-feira, março 21, 2014

Ominpresença

E o que eu gostava de ser omnipresente, de não faltar a ninguém? Não vos acontece estarem num local onde sabem que devem estar mas depois sentirem que estão a falhar? Que não chegam a todo o lado?
Ontem passei parte da tarde e do início da noite no hospital à espera que a operação da minha amiga S terminasse. E não consegui sair de lá sem a ver, sem olhar para a cara dela, sem lhe dar um beijo. O que consegui fazer, e  me deixou muito feliz.
Mas depois cheguei a casa e a Alice já dormia (nem um beijinho) e o Henrique estava quase a ir pelo mesmo caminho. E percebi que lhes tinha faltado. Bem sei que estou com eles todos os dias, que ela é pequenina e nem percebeu... mas passamos a nossa vida nisto: a faltar e a compensar. E às vezes cansa. E dói.

quinta-feira, março 20, 2014

Ufa

11 horas de cirurgia... 11 horas intermináveis. Mas correu tudo bem. Amanhã é um novo dia.

Espera

Custa tanto... Parece que tenho o estômago embrulhado... Logo eu

O equilíbrio das coisas

Gosto de pensar que há um certo equilibrio nas nossas vidas; não digo no universo, mas nas nossas vidas. Não pode ser sempre tudo mau, nem sempre tudo bom. é assim com os filhos, com o casamento, com a nossa relação com os nossos amigos...
Mesmo quando estamos tristes e preocupados com os que nos são queridos. Na semana passada recebi uma notícia horrível, a da doença da minha amiga S. Tenho andado triste e cabisbaixa, irritada...
Mas ontem, dando razão a esta minha teoria do equilíbrio, recebi uma notícia maravilhosa: daquelas que nos deixam borboletas na barriga e nos fazem acreditar na felicade, nas histórias de amor, na vida.
E em dias assim acredito mesmo que a vida deve ser vivida com amor e intensidade.

coisas que me lixam...

1- Pessoas que acham que eu sou bruxa e sei tudo.
2 - Pessoas que se acham moralmente acima das outras quando, na verdade, bem... é melhor nem dizer mais nada.
3 - Pessoas que acumulam o ponto 1 e 2

quarta-feira, março 19, 2014

Feliz dia, pai

Escolho esta por ser a fotografia do teu casamento. Estás com um ar jovial, com um meio sorriso que encerra toda a incerteza do que o futuro te reservava. 
Gosto de te olhar aqui com este meio sorriso que era a tua imagem de marca.
Não vou aqui dizer que tenho saudades, porque as tenho todos os dias, não apenas a 19 de Março. 
Mas hoje, enquanto o Filipe desembrulhava a prenda do Henrique tive vontade de voltar a ser a menina que faz a prenda para o seu pai.
Onde quer que estejas, feliz dia, pai.



Regresso ao passado

No domingo fui jantar com a S. A S é a minha amiga mais antiga. Estamos juntas desde o sétimo ano, o que equivale dizer que estamos juntas desde os nossos 12 anos. Durante mais de 10 anos ela foi um prolongamento da minha pessoa, as horas que passámos juntas... Meu Deus, que loucura. Fisicamente muito diferentes mas tão próximas de feitio. Aos poucos, a minha família passou a ser a dela e a dela a minha. Ainda me lembro de me dizer que o pai dela não era nem de grandes conversas nem de grandes risos, e pouco tempo depois de o conhecer arranquei-lhe um sorriso rasgado... O que nos rimos desse momento, parecíamos duas maluquinhas.
Há momentos da minha vida, do meu crescimento, que não fazem sentido sem ela. As Wilson Philips, os A-Ha, o George Michael, o Dirty Dancing... As revistas, os livros... As tardes passadas em cima da cama dela a ouvir música, a mãe a chamar-nos para comer, os jogos do Benfica...os namorados, os bailes da escola, os corações partidos, o choro, a tristeza.... A entrada na faculdade. Quando penso nisso, foram tantos os momentos que partilhámos... E depois a vida foi-nos afastando. Não ao nosso bem querer mútuo, isso é inabalável. Mas a rotina da vida foi-nos levando para sítios diferentes.
Depois eu fiquei doente. E ela não estava lá quando eu acordei. Nem no hospital, nem na minha casa... Lembro-me de quando me foi ver. Fez-me farófias. Não sei precisar se foi muito ou pouco tempo depois de ter estado nas profundezas do meu calvário. Mas lembro-me que me fez falta. E lembro-me de ter ficado magoada.
E depois a vida voltou a mostrar-me que o nosso bem querer não vai desaparecer quando o pai da S. Ficou doente. Assim, no espaço de pouco mais de uma semana foi-lhe diagnosticado um tumor inoperável na cabeça e ele morreu no decorrer da biópsia. E pouco tempo depois foi a vez do meu pai ficar doente e de morrer. E ela lá estava, daquela vez não me falhou. Acompanhou-me na pior das minhas dores. E sabemos que ficámos órfãs de pai duas vezes porque o nosso bem querer é assim.
Na semana passada a S. ligou-me a dizer que está doente. E eu queria que se abrisse um buraco no chão paras me engolir. Estes últimos dias têm sido muito difíceis. Tenho tentado resolver uma série de sentimentos, e talvez de ressentimentos que achava resolvidos. Mas tenho, sobretudo, pensado que não lhe posso faltar. Tenho de estar lá, de lhe passar a mão na cabeça, de lhe dar um beijo, de lhe dizer que a adoro e que o meu bem querer por ela nunca vai ter fim.
E, embora não lhe possa dizer, vou abraçá-la pensando que ela não me pode morrer. Ainda há tanta coisa para fazermos juntas, tantas revistas para ler, tantas músicas para partilhar. Ainda tenho de voltar à sua casa e buzinar à porta (como fazia no inicio da nossa idade adulta, como fiz no passado domingo quando fomos jantar) para ela sair; ainda nos falta tanta parvoíce juntas.... As namoradas do Henrique (a quem me vou queixar delas?), os namorados da Alice, as primeiras bebedeiras, a faculdade...
Quinta-feira vai ser o primeiro dia de uma nova fase. Mas não pode e não vai ser o início de um final. Vai ser apenas um recomeço que espero que sirva para nos juntar ao essencial, ao nosso bem querer.

terça-feira, março 18, 2014

Revolta?

Hoje almocei com uma amiga de faculdade com quem já não estava há alguns anos. Vamos falando (o facebook tem esta coisa maravilhosa de nos permitir saber de algumas pessoas, embora tenha em relação a isso sentimentos contraditórios), vamos trocando umas mensagens, vou segundo o blogue dela, mas já não estava com ela, no sentido físico do termo, há alguns anos. A M é uma força da natureza, sempre o achei. E assi continua. Apesar de toda a merda por que já passou na vida, apesar de todos os problemas que ultrapassou, apesar de, no seu dia-a-dia, ter de fazer certas rotinas que deixariam muitos sem vontade de sair de casa, ela não baixa os braços, segue em frente, com a sua inacreditável força de viver.
Foi um almoço memso muito fixe. Tão fixe que demorou duas horas e meia. Falámos de tudo e de nada, parecia que não tinham passado tantos anos, parecia que tinha sido ontem, há uma semana, a últim a vez que nos encontrámos.
A M. tem a particularidade de ser parapplégica há 23 anos. E, quando falávamos sobre isso, disse-me que nunca tinha tido um momento de revolta ou de profunda tristeza, de chorar dias seguidos. Não tinha, ponto final. Assim, de repente, aquilo pareceu-me estranho. Mas como é que é possível que fiques numa cadeira de rodas aos 15 anos e não tenhas tido vontade de partir o mundo ao pontapé.
E ela lá me foi explicando os seus motivos e eu percebi, juro que percebi. E foi interessante porque dei comigo a pensar em mim, no meu caso, na minha doença e na forma como também não me lembro de me fechar a chorar ou de pensar que me ia entregar à doença ou à morte.
Como diz a M, é claro que preferia andar (assim como eu preferia ter estômago), mas em relação a isso não se pode fazer nada. Quando temos um problema grave, temos de o resolver, de seguir em frente, ir ao essencial e deixar o acessório.
É evidente que há dias de merda, dias maus, tristes. Mas haveria sempre. No meu caso com ou sem estômago, com ou sem quimio; no caso dela, com ou sem cadeira de rodas.
A M. pôs-me a pensar na vida, o que é sempre bom. Pôs.me a pensar que a adversidade pode simplesmente fazer de ti uma pessoa melhor, mais resiliente, mais combativa. E não é preciso andar a lutar por causas, a gritar na praça pública. Basta que sejamos verdadeiras no que fazemos.
E acho, que no nosso caso, há um factor comum que faz toda a diferença: o amor que temos à vida. Viver é tão bom que vamos vender cara a nossa morte.
Obrigada M, adorei.

Susto

Não passou de um susto. A Alice "gemeu" toda a noite mas acordou muito bem disposta e não teve qualquer sintoma de alarme. E digo "gemeu" porque fez uns barulhinhos toda a noite, mas que não consigo saber se foi só ontem ou se é mesmo assim e "fala" durante o sono.
 É inacreditável como nós, perante a ameaça de que um filho não esteja bem, esquecemos todo o resto, o mundo, os problemas.... Tudo.
Ontem a Alice caiu no chão e bateu com a cabeça. Eu não estava em casa, o pai não viu e o irmão estava demasiado assustado para dizer coisa com coisa.
Hoje já temos um parque cá em casa. A partir de agora, e até andar como gente crescida, não sai dali.
Agora que penso nisso pode ficar lá até aos 18 anos...

domingo, março 16, 2014

Mas que dia...

Hoje desejei muitas vezes que fosse segunda, para estar a trabalhar e não ter de me irritar com coisas domésticas. Saí de casa para jantar com a minha amiga S a espumar de chateada. Um daqueles dias. E depois, no meio do nosso jantar, em que falámos de tudo e de nada, em que a nossa vida andou 20 anos para trás, recebo um telefonema: a Alice caiu... E , num instante, o mundo pára, a boca seca, o coração deixa de bater, e a chatice da tarde parece insignificante. E cá estou, a dormir no quarto dela para ver se vomita ou chora... Isto hoje promete, mas não há-de ser nada grave

sábado, março 15, 2014

Vergonha

Que dia triste, o de ontem. 
Que vergonha; do país, dos nossos governantes, de nós, de mim. Porque, no fundo, os políticos que temos representam o país que somos.
Olhamos sempre por cima do ombro, para ver se foi com o outro e não connosco. Se aconteceu com ele não preciso de me preocupar. É só fechar os olhos ou virar a cara e parece que nada aconteceu. 
Vivemos com os valores trocados: julgamos o que não nos compete e o que deviamos fazer achamos que é responsabilidade dos outros. É assim no trabalho, na escola dos nossos filhos, nos transportes públicos, no supermercado...
Este país, que é o meu e que amo, envergonha-me. Em momentos como este, em que se tentava regulamentar uma situação existente, em que se tentava proteger os mais frágeis (as crianças), este país anda para trás. E com ele nós.
É fácil culpar os outros, eu própria passei o dia de ontem a fazê-lo, a culpar deputados que colocaram os seus interesses partidários à frente da sua consciência, a culpar os fundamentalistas que não conseguem ver as crianças no meio disto tudo... Mas depois pensei mais, e mais.. E cheguei à triste conclusão que a culpa é nossa, sociedade, que educámos esta gente de merda, que lhes fomos passando a mão pelas costas quando nos roubavam nas autarquias, que fomos fechando os olhos aos muitos sinais de incompetência... Um país que vai para a porta da prisão festejar uma vitória eleitoral, um pais que se contenta com o menor de dois males, um país que não é exigente... Acaba por ter isto, esta vergonha. 
Hoje olho para os meus filhos e penso que quero fazer deles seres humanos bons, justos, que se comportem de acordo com uma série de valores, que não se deixem levar. 
Hoje penso em todos os meus amigos com filhos e peço que façam o mesmo, que tentem criar os seus filhos para que no futuro não sintamos está tristeza e esta vergonha.

quinta-feira, março 13, 2014

Hoje

Joga o meu Benfica. Carrega!!!!!!

terça-feira, março 11, 2014

Bolas!

E quando o dia até está calmo e as coisas parecem encarreiradas, um telefonem é o que basta para nos tirar o tapete. Mas que merda, pá! Dá para que os que me rodeiam tenhas um pouco de paz?
Já quando o meu pai ficou doente eu fiquei muito abananada. Quando foi comigo reagi, fui em frente, batalhei. Mas os que amamos... É mais difícil. É inevitável pensarmos como seria a nossa vida sem eles... Hoje senti-me ir abaixo. Mas não me vou permitir. Não por mim, principalmente pela minha amiga. Vou estar ao seu lado para o que for preciso e sempre, sempre com muita força!

segunda-feira, março 10, 2014

Domingo fomos à bola

Depois da Lourinhã e de um almoço em Torres Vedras nada melhor do que terminar o nosso domingo na Luz. Os três, que a mais pequenita ainda não tem idade para entrar na catedral.
à chegada ao estádio comecei a sentir-me mal. Esta coisa de não ter estômago faz com que, por vezes, tenha sintomas parecidos com uma quebra de tensão. Começo a tremer, a ficar sem força, muito calor, a boca seca, vista turva... foi por sorte que consegui chegar ao estádio (terceiro piso) sem cair. Mas fiz-me de forte e cheguei. A solução nestes casos é sempre atacar gelados. E foi o que fiz. Depois fiquei os primeiros 45 minutos do jogo em silêncio, a tentar recompor-me, com uma grande sonolência...
Passado o achaque ainda tive tempo de me divertir e de ver o meu Benfica ganhar. Daqui a 15 dias lá estaremos de novo, os três!

Domingo em cheio

Hoje o dia começou cedo, a caminho da Lourinhã, para uma visita ao museu daquela vila. Depois das notícias da semana passada dando conta da "descoberta" de uma nova espécie de dinossauro naquela zona decidi arregaçar as mangas, procurar informação e juntar uma grupeta rumo ao museu.
As dificuldades não se fizeram esperar: a página do museu é um pavor, nem sequer consegui encontrar a barra de navegação do site, mas não me dei por vencida e lá consegui saber que o dito museu estaria aberto no domingo, que ficava no centro da vila e que, infelizmente, não havia qualquer tipo de caminhada organizada pelos locais onde foram descobertos os muitos fósseis que estão neste museu.
E foi assim que, pelas nove e meia nos metemos ao caminho: nós quatro mais quarto amigos do coração.
A viagem é curta ( cerca de 45 minutos que a malta não gosta de ir a abrir) e, chegados à porta do museu, tememos o pior: o ar era de um museu muito amador. Achei que ficaríamos ali meio perdidos e sem muito para ver. Mas desenganem-se. Vale mesmo a pena ir e fazer a visita guiada. Mais do que dinossauros aquele é também um museu etnográfico da zona oeste. Pequeno mas muito engraçado. Os miúdos adoraram. E quando chegou à parte dos dinossauros não sei dizer se os mais entusiasmados eram eles ou nós, os adultos. Não estejam à espera de ver bonecos mecanizados a rugir, a abrir a boca ou a abanar a cauda. Ali não há nada disso, que o dinheiro é pouco. Mas há fósseis absolutamente espectaculares e há a paixão na voz e na cara de quem nos explica tudo o que tem sido feito e descoberto naquele espaço.
A equipa residente do museu é muito pequena mas, a julgar pela amostra, é do melhor que se pode encontrar. Calhou-nos um antropólogo francês (não fixei o nome) que nos falou com tanta paixão e entusiasmo de tudo, que fiquei rendida.
E o que aprendi? Só em relação à suposta descoberta da semana passada posso adiantar que os fósseis daquele dinossauro já forma descobertos há mais de 10 anos, mas julgava-se que era uma espécie que também existe na América, o trovosaurus tanneri. A grande descoberta foi, depois de muita investigação e comparação dos fósseis deste com os que tinham sido encontrados na América, a de que, na verdade, os fósseis encontrados na Lourinhã são de uma outra sub espécie a que deram o nome de trovosaurus gurneyi. Este é, até à data, o maior carnívoro encontrado no continente europeu (uma vez que o famoso t-rex não só é de um período posterior, como viveu apenas no continente americano).
Outra coisa interessante que aprendemos foi que naquele museu há 6 espécies únicas de dinossauros encontrados na zona da Lourinhã.
Espero que já estejam convencidos a ir visitar este museu. Eu cá diverti-me muito e aprendi coisas que nunca tinha aprendido em nenhuma das exposições xpto a que já fui.
No fim os rapazes ainda tiveram direito a visitar o laboratório onde os especialistas tratam os vários fósseis que trazem do terreno. Foi uma excitação!

domingo, março 09, 2014

8 de Março

Já aqui expliquei porque é que este dia é tão importante para mim. Na verdade acho que deveria passar a comemorar o meu aniversário neste dia, já que sem a operação à qual fui sujeita há nove anos, não estaria cá hoje.
Esta manhã, enquanto brincava com a Alice na nossa cama, não consegui deixar de me emocionar ao pensar que, mais do que sobrevida, o dia 8 de Março proporcionou-me uma nova vida, a da Alice.
Estar e viver a 4 é algo que há uma mão cheia de anos não passava de uma miragem.
O dia 8 de Março é o dia mais importante da minha vida e é impossível não fechar os olhos e pensar em todos os que me ajudaram e acompanharam, principalmente os que já cá não estão: o meu pai e o meu médico, o extraordinário Dr. António Pina. Foram duas das pessoas mais importantes na minha recuperação. Obrigada.

sexta-feira, março 07, 2014

E depois há dias assim

Em que o meu filho me liga mal sai da escola para me dizer, de voz embargada, que teve a segunda melhor nota da turma a Matemática. "Mãe, obrigad por acreditares em mim. Valeu a pena estudar."
E eu fico de lágrimas nos olhos e com uma alegria no peito que parece que vou crescer. Foi só um teste de matemática, mas soube-me pela vida.

quinta-feira, março 06, 2014

Ainda os carrinhos de bebé

Depois do que muito investiguei para comprar o carrinho de passeio da Alice sinto-me uma verdadeira pro dos carrinhos de bebé. Basicamente, no caso do Henrique não houve o que pensar, herdámos o carrinho do primo Diogo que ficava sempre guardado na mala do carro para não termos de alombar com ele três andares.
No caso da Alice pensámos que aconteceria mais ou menos o mesmo: tínhamos um carro lindo e maravilhoso da amiga L., um verdadeiro Ferrari. Mas havia umsenão: o carro não entrava no nosso elevador. E assim, passados os primeiro meses decidimos comprar um segundo carrinho, de passeio, mas que fosse confortável para uma bebé pequena. e havendo muito dinheiro a escolha é mais do que muita e variada. Mas quando o dinheiro não abunda e, sobretudo, quando não se vai ter mais filhos, um investimento de 300 ou 400 euros (no mínimo) parece-me um exagero.
e foi assim que parti à descoberta. O carrinho que comprei satisfaz-nos plenamente. Não é um Ferrari, mas é muito bom e, mais importante, mede 55cm, o que faz com que entre direitinho em qualquer elevador.
No outro dia recebi no mail uma imagem do novo carrinho da Chicco. é lindo de morrer, com um design xpto, a atirar para o moderno (que é coisa que faltava aos carrinhos da Chicco). Mas depois veio a má notíca... mede 63 cm. Por isso já sabem, se vivem num prédio com elevadores esquinados ou portas de fole, nada de carrinhos com mais de 55 cm de largura. Caso contrário, levem este que é bem giro!

Os pais

Os acontecimentos dos últimos dias têm-me feito pensar muito nos meus pais, em tudo o que fizeram pela educação dos seus filhos, em muitas das decisões que tomaram enquanto educadores e que eu, na altura, contestei com todas as forças do meu ser.
Cresci num meio bastante humilde. Em minha casa nunca se passou fome nem nada parecido, mas o fiambre era um luxo e o queijo não se desperdiçava (era o que a minha mãe considerava enrolar uma fatia de queijo e metê-la à boca. O queijo era para comer com pão).
Os meus pais, em especial o meu pai, foram muito duros na nossa educação (minha e do meu irmão). Muitos castigos, muita proibição, muita autoridade ou, pior, muito autoritarismo. Lá em casa ouviam-se amiúde frases como "a porta da rua é a serventia da casa", "filho meu só me levanta a mão uma vez porque a seguir parto-lha", "quem está mal que se mude" ou "é assim porque na minha casa são as minhas regras".
Se o meu irmão dava dores de cabeça aos meus pais em questões de comportamento e aproveitamento escolar, eu era o oposto. Melhor aluna da turma, bem comportada. A única queixa era residia (já na altura) no facto de não conseguir estar calada. Mas isto para explicar que lá em casa não havia facilidades. Os meus pais matavam-se a trabalhar para que nada nos faltasse (inglês, karaté, explicações..) mas em troca exigiam disciplina, não nos queriam na rua a vadiar, sendo que o conceito do meu pai de vadia incluía coisas como ir a casa de uma amiga fazer um trabalho de grupo. De cada vez que eu queria sair a luta era tão grande que, muitas das vezes, preferia ficar em casa, tal era o desgaste.
Passei por fases muito difíceis no meu relacionamento com os meus pais, em especial com o meu pai. Muita coisa ficou resolvida com terapia; mas outra parte só se resolveu quando saí de casa. Aí sim, comecei a aproximar-me do meu pai, a ter longas conversas com ele, a perceber, de alguma forma, algumas das suas acções enquanto pai.
Depois do Henrique nascer ficámos ainda mais próximos e foi muito curioso perceber como o meu pai, que fora tão duro e autoritário com os seus filhos, estava a ficar uma manteiga derretida, um avô mimoso, carinhoso, paciente... muitas das qualidades que lhe faltaram enquanto pai. Não me lembro do meu pai me mimar ou abraçar em criança. Talvez esteja a ser injusta, mas não me recordo mesmo.
Ser mãe ajudou-me a perceber muitas das acções do meu pai. Não significa que concorde com elas, mas percebo-as à luz da época, do meio onde vivíamos, dos perigos, dos medos dele, da sua insegurança enquanto pai...
Muitas das pessoas que cresceram comigo têm uma vida complicada, seguiram caminhos estranhos, perigosos...
Não renego o local onde nasci e cresci e muito menos as pessoas que me ajudaram a crescer, mas a verdade é que hoje percebo que aquele meio não prestava para nada e era uma verdadeira incubadora de marginais. Nos últimos dias aconteceu algo de grave com uma das pessoas que brincou comigo enquanto criança. Mesmo para ele, que levava uma vida perto da fronteira, o que aconteceu não deixa de me surpreender. Algo de horrível e, sobretudo, um duro golpe para os pais dele.
Depois de saber o que se tinha passado não conseguia deixar de pensar no meu pai e nas saudades que tenho dele. Naquele momento apetecia-me tanto dizer-lhe que o percebia, que sabia exactamente o que ele queria evitar mantendo-nos longe da rua...
Obrigada, pai.

quarta-feira, março 05, 2014

Da ignorância

Eu tenho noção das minhas limitações e por isso não me inscrevo em programas de cultura geral por mais falta que o dinheiro dos prémios me faça. Mas ver uma senhora na televisão indecisa sobre se foi o Paul Auster ou o Vargas Llosa que não recebeu o Nobel da Literatura.... A sério amiga?

terça-feira, março 04, 2014

Melhor amigo

O meu filho tem um boneco que é o seu companheiro, uma espécie de melhor amigo silencioso que o acompanha desde os seus dois anos. Durante breves meses chegou a chamar-se Figo, mas rapidamente o amor benfiquista falou mais alto e o Figo passou a Rui Costa. O Rui é uma espécie de companheiro de aventuras. Já foi a Londres (tinha o Henrique três anos), já viajou por toda a Áustria ( e bem que sofremos quando, no aeroporto descobrimos que nós tínhamos esquecido dele no hotel... Foi um drama. Felizmente o pessoal do hotel foi amoroso e mandou-o por correio de volta à nossa casa), já passou férias em Marco de Canaveses, Tavira, Madeira...
Nos momentos mais decisivos da vida do Henrique o Rui marca sempre presença.
Nestes últimos dias o Henrique quis emprestar o Rui à Alice. Tentei demove-lo da ideia, porque ela é muito pequena para tamanha relíquia. Mas não o consegui demover.
Hoje o Henrique chegou ao pé de mim lavado em lágrimas com o Rui nas mãos. Tinha uma perna esfacelada... a Alice tinha-o puxado. 
Na sua tristeza não culpava a irmã que é bebé, mas a sua angústia era enorme.
Expliquei-lhe que estava apenas descosido e que o poderia arranjar, mas fui adiantando que o melhor era mantê-lo longe da Alice.
O Henrique está a crescer. Muitas vezes tenho dificuldade em reconhecer nele o menino doce que foi. Vejo um menino/rapaz malcriado, arrogante, irónico capaz de dizer coisas que me deixam fora de mim.
Mas hoje de manhã quando se chegou a mim a chorar vi o meu menino, pequenino e indefeso, triste e desamparado. E, apesar da sua tristeza, senti-me feliz.

Dores de mãe

Nestes dias ando tão triste com o meu filho que até dói. Tenho um aperto no peito...há dias assim, em que ser mãe é uma merda.