quinta-feira, janeiro 02, 2014

Adenda ao post "se o Natal é quando um homem quer"...

Eu não sou doida varrida, embora o possa parecer. Aquele post e respectiva fotografia só fazem sentido porque se referem a uma festa a que fui no dia 30. Só que, por um motivo informático que desconheço, o meu post só foi publicado no dia 1, o que tornou tudo um bocadinho esquizofrénico.
Pois que foi a primeira vez que comemorei o fim de ano a 30 de Dezembro. E o que me diverti, meus amigos. Parece que é a grande moda aqui na Madeira. A malta com pequenada que não pode ir para os copos a 31, veste-se a rigor no dia 30 e vai a uma festa. E não faltaram festas pelo Funchal, posso-vos garantir. Nós fomos com uns amigos para o Casino. E tivemos direito a tudo, ou melhor, quase tudo. Faltaram as passas e a contagem decrescente.
Mas foi muito divertido. Andámos na gandaia até às 5 da matina e no dia 31 já não tivemos aquela pressão de saber onde iríamos depois do fogo de artifício. Ficámos aqui por casa a ver o fogo (e por pouco não fomos assados...) em família e depois fomos a casa de uns amigos. Tudo muito calmo e tranquilo.
Não sei quando voltarei a passar o ano na Madeira mas cheira-me que vou repetir a dose da loucura do dia 30. Senti-me verdadeiramente uma mulher à frente do seu tempo!

2013

Não é que eu goste muito de balanços, mas o ano que há pouco acabou foi muito importante para mim. Foi o ano em que nasceu a Alice e, apesar do muito que me custou física e emocionalmente levar esta gravidez até ao fim, ela foi a melhor coisa do meu ano.
2013 foi o ano da Alice, e isso é o mais importante. Mas seria injusto e ingénuo resumi-lo assim.
2013 foi o ano em que deixei a minha sócia pendurada 9 meses. Sozinha a levar uma empresa para a frente e bem sei o que lhe custou a ela porque também me doeu a mim  ( foi por um bem maior ).
2013 foi o ano em que voltei a fazer terapia ( coisa que não acontecia desde os meus 20 anos) com uma das pessoas mais incríveis que apareceu no meu caminho e que me ajudou a perceber todo o amor que tinha dentro de mim é que eu não conseguia ver.
2013 foi o ano em que pensei que me ia passar da cabeça com uma depressão pós parto do tamanho de um boi, e depois consegui dar a volta por cima (se bem que com muita ajuda).
2013 foi o ano em que o Henrique deixou o seu colégio de sempre  e bateu com os costados numa escola pública. Passei muitas noites sem dormir a pensar e repensar a nossa decisão. Mas hoje sei que foi a melhor para nós. A crise também passou por aqui (embora saiba e tenha consciência de que os seus efeitos são muito diferentes do que passam muitas famílias por este Portugal fora) e também nós tivemos de nos ajustar. Quero acreditar que um passo atrás hoje significa dois em frente num dia futuro. O Henrique está feliz e a adaptar-se, apesar de ter sofrido um bocado no inicio.
2013 foi também o ano em que percebi que o Henrique está a crescer com todas as implicações boas e mas que isso acarreta. Por vezes dói muito ver um filho crescer. Custa acreditar que aquele ser que nos diz coisas tão horríveis possa ser o menino doce de há um par de anos. Mas são apenas momentos... Duros, mas apenas momentos.
2013 foi o ano em que a família voltou a crescer com o nascimento do meu sobrinho Francisco, um amor de bebé que, temo, vai crescer muito longe de mim, o que me entristece...
2013 foi, acima de tudo, o ano em que me senti mais próxima dos meus amigos. A crise tem este outro efeito, que é o de aproximar as pessoas. Houve menos jantares em restaurantes, e menos férias, e menos gastos, mas houve mais encontros em casa de amigos, mais jantaradas caseiras, mais convívio fraterno, mais conversas fora de horas.
2013 foi o ano em que a nossa família ficou mais harmoniosa, em que o nosso amor se cimentou mais um bocadinho.
Foi o ano em que voltámos a escutar um bebé na nossa casa o que, durante alguns anos, me pareceu um sonho impossível de concretizar.
E se 2013 foi o ano do maior milagre da minha vida, acredito que 2014 vai ser muito melhor.


quarta-feira, janeiro 01, 2014

Se o Natal é quando um homem quer...

A passagem do ano também. 
A nossa foi ontem.
Ora vejam:
Sou ou não uma mulher à frente do seu tempo?

segunda-feira, dezembro 30, 2013

Amigos

Eu adoro os meus amigos. Sei que soa a banalidade mas os amigos são mesmo do melhor que a vida nos dá.
Costumo dizer que não escolhemos a família (embora não me esteja a queixar da minha) mas os amigos, esses são peças do puzle que vamos montando ao longo da nossa vida. Fazem parte integrante dela e ajudam a definir-nos enquanto pessoas. Há os amigos mais recentes, os mais antigos que vêm desde a adolescência (esses mais raros porque o nosso processo de crescimento muitas vezes nos conduz em direcções opostas) e os que nem nos lembramos de onde vêm mas que são indispensáveis à nossa vida.
Eu tenho vários amigos e espaço no coração para todos eles. Aqueles de quem sou mais chegada são os que fui conhecendo já em adulta, muitos deles nos locais onde trabalhei e os que herdei do meu marido. Aqueles que conheci por serem seus amigos mas que hoje são tão meus como dele.
Nesta quota parte dos amigos herdados cinto alguns dos mais queridos. O Ricardo e a Sofia são desses amigos. Quando estamos juntos o tempo voa, a conversa flui... Rimos tanto quando estamos juntos... E até os nossos filhos são amigos. Estão mais de um ano sem se verem e quando se reencontram é como se tivesse sido ontem a última vez que estiveram juntos.
Sabe muito bem vê-los e estar com eles. Mas fico sempre a pensar como é possível estarmos tanto tempo sem nos vermos. Não é suposto ser assim. 
E deixa-me sempre um bocadinho triste saber que vai demorar muito mais do que deveria até voltar a estar com eles. 

sexta-feira, dezembro 27, 2013

É só para avisar

Que estão a chegar as resoluções de Ano Novo.

Os saldos da zara...

Estão mesmo a começar... Mas cheira-me que não vão ser para mim... Este ano o Natal já vai caro:
Uma televisão avariada, um microondas falecido, um avião perdido...
Buá!

Amores



É tão bonito vê-los juntos. Há tanto amor e gargalhadas quando brincam. Pergunto-me como tudo era possível antes de eles serem dois.






E 5 dias depois...

Continuo a sonhar com o avião que perdi...

Como dizer isto sem parecer insensível?

Eu sei que é Natal e é a festa da família e que devemos estar muito agradecidos por tudo o que temos, mas já estou cansada desta coisa de andar com as avós atreladas. Leia-se a minha sogra e a minha mãe. Hoje consegui escapar por uma hora para ir à worten comprar um microondas e para beber um café a sós com o meu gajo e nem queria acreditar.
A sério... A coisa de não poder ajudar, nem ser espontânea dá cabo de mim. A minha sogra quer agir como se ainda tivesse 40 anos e pudesse fazer tudo sozinha. É uma luta para conseguir que deixe que a ajude no que quer que seja. Resultado: chega ao fim do dia cansada, exausta, de rastos.
A minha mãe está a passar-se por não poder ajudar.
E eu estou-me a passar com as duas.
Socorrrooooo

quinta-feira, dezembro 26, 2013

Oh... Já acabou

O Natal já lá vai... Que pena. Este foi o primeiro Natal da Alice. Não foi um Natal passado a 4 mas a 6, na companhia das avós. Que são o que nos resta. O pai do meu marido morreu há muitos anos ( tinha o meu marido 16) e o meu também já morreu há 5 anos. E por isso o Natal é sempre um bocadinho triste, porque penso sempre em como seria melhor e mais especial se o pudéssemos partilhar com os avôs... Mas é o que temos e eu que defendo que devemos aproveitar o que q vida nos dá, esforço-me sempre por fazer do Natal uma época especial.
Este ano não foi em nossa cada, como costuma ser. Viemos para a Madeira, para a casa da minha sogra. Para mim é sempre estranho passar o Natal longe das minhas coisas, do meu canto, mas percebo que para o meu marido fosse especial vir até aqui, até à sua terra, com a filha e restante família.
Fomos à noite do mercado, na noite de 23, andámos pela cidade com a Alice e o Henrique. Foi muito divertido. Bebi a minha pincha e. O,i a minha sandes em carne de vinha de alhos. O horário foi um bocadinho diferente dos outros anos, mas foi om, teve um gosto muito especial. A Alice esteve sempre super atenta aos sons e às cores. O Hemrique divertiu-se imenso com o seu amigo Henrique Figueira.
Já fomos à esplanada do Golden e do café doTeatro.
Ainda nos falta fazer muitas das coisas que gostamos d fazer quando cá estamos, mas ainda temos tempo... Não é preciso correr.
Vou tentar saborear estes dias que ainda temos pela frente. O que nem sempre é fácil, estando eu numa casa que não é a minha...

quarta-feira, dezembro 25, 2013

Inspira, expira... Está tudo bem

Só hoje, três dias depois do meu atestado de estupidez, consigo falar sobre o que me aconteceu.
Tínhamos viagem marcada para a Madeira. Dia 22, voo das 10h20. Tudo marcadissimo há meses. Tudo em cima. Chegámos ao aeroporto antes das nove, fizemos tudo o que era necessário e sem grande preocupação.
E depois? Bem, depois fomos ver a nova área de compras do aeroporto e perdemos o avião. Assim, sem dó nem piedade. Eu juro que olhei para o relógio e vi 9 horas. Mas na verdade eram 10. E quando dei conta do erro era tarde demais. Um avião não é como um comboio, não podemos chegar à porta de embarque 10 minutos antes. Tem de ser 40. É a minha frustração foi tão grande que desatei a chorar. Como é que foi possível? Ainda hoje, três dias depois não consigo perceber como perdemos aquele avião e o stresse que se seguiu. Tentar encontrar novo ovo para três adultos, uma criança e um bebé para um dos destinos mais procurados nesta altura... 
Conseguimos, depois de pagarmos mais 700 euros ( só havia lugares em executiva); tivemos de viajar separados e no meio da confusão a senhora da tap pôs-me a mim é à Alice sozinhas, em vez de ter colocado um dos outros adultos. E já não se pode desfazer o engano porque corríamos o risco de ficar sem o lugar. Como se isso não bastasse, o lugar disponível era num voo para Caraças com escala no Funchal e a Alice não tem cartão do cidadão, apenas o registo de nascimento. E aquele raio daquele voo obriga a passar no SEF... Outro filme, eu quase em lágrimas de tanto stresse...
Tudo está bem quando acaba bem. Ninguém se magoou, ninguém está doente, chegámos todos ao nosso destino. Mas a verdade é que me sinto como se tivesse sido atropelada por um camião.
A ironia disto tudo é que estive uma hora dentro do avião à espera. O raio do avião da manhã não atrasou bem um minuto mas o da tarde, em que viajava em executiva, atrasou uma hora... É preciso ter azar.
Feliz Natal.

quarta-feira, dezembro 18, 2013

És mesmo má. Quero uma mãe melhor

Há já algum tempo que não era presenteada com uma frase deste género. Mas aconteceu ontem. E não foi nada bonito, devo confessar.
O meu filho tem a mania de deixar sempre parte do lanche para comer.
Eu não lhe mando muita comida (apenas uma sandes e um pacote de leite ou iogurte) apesar de ele ter dois recreios. Tenho o cuidado de lhe perguntar o que é que ele quer comer, não repito as mesmas coisas todos os dias.. e mesmo assim o gajo traz sempre qualquer coisa para trás. A semana passada estragou uma sandes, que levou e trouxe de volta duas vezes, as suficientes para o fiambre azedar; esta semana não bebeu um iogurte e, noutro dia, deixou ficar o pacote de vigor do dia.
Passei-me, deu-me mesmo um ataque de mau feitio e cansada que estava de estar sempre a ralhar, decidi optar por outra estratégia: ontem não lhe fiz lanche.
O meu marido ainda me mandou um SMS a avisar que me tinha esquecido do lanche e para passar na escola a deixar. Mas respondi-lhe que não, que tinha feito de propósito, para que o Henrique desse valor à comida.
À tarde, quando o fui buscar à escola, e depois do beijinho da praxe, perguntei-lhe como tinha corrido o dia. "Bem", respondeu-me ele, atalhando "esqueceste-te de mandar o lanche, mãe". 
Quando eu lhe disse que não me tinha esquecido e que não lhe tinha mandado o lanche para ele dar valor à comida passou-se. Literalmente. Ficou lívido. Começou aos gritos: que eu não gostava dele, que não era boa mãe, que só me preocupava com o trabalho e nunca com ele.
Ignorei até onde consegui. Mas quando, já em casa, me fechou a porta do quarto na cara, apanhou uma bofetada. E depois foi o choro, o grito...
deixei-o sozinho no quarto a recuperar a calma e o juízo.
Passados uns 15 minutos conseguimos falar: ele ainda de olhos completamente vermelhos e eu a tentar explicar que não se pode deitar comida fora e que, apesar de gostar muito dele,se voltar a mandar o lancche para trás vai voltar a ficar sem ele.
Educar não é fácil, meus amigos. E este rapaz tem dias em que é um desafio maior do que posso suportar.

Quarta-feira? A sério?

Domingo temos de estar no aeroporto às 9h00 da matina prontos para quase duas semanas fora o que, com uma bebé, significa tralha, muita tralha.
amanhã tenho uma reunião na Fnac às 10h30, sexta-feira tenho outra no Porto... e o tempo está a escapar-se por entre os dedos.
Ainda não acabei a apresentação que tenho de levar para as reuniões, ainda não fiz as malas, ainda não arranjei mãos, pés e afins... estou a enlouquecer, a sério que estou.
Socorrooooo

terça-feira, dezembro 17, 2013

Lado B de fazer duas sestas...

Acordar as 6h20 como se fossem 9h. 
Argh... Odeio o lado B da maternidade.

domingo, dezembro 15, 2013

Já acabou? A sério?

Estou com sérias dificuldades em acreditar que o fim-de-semana acabou... A sério, foi tão curto, tão preenchido, com tão pouco tempo para descansar...
Ontem fui a Coimbra e voltei. Sozinha a conduzir para lá e para cá. Trabalho. Cheguei a casa às oito e meia e já cá tinha os meus convidados para jantar. Deitei-me perto da uma da manhã. A Alice acordou antes das sete. Levantei-me, estive a brincar com ela, dei-lhe o biberão e não mais dormi. Quer dizer, ainda passei pelas brasas por volta das nove, mas nada que se compare com um sozinho dormido na nossa cama. Almoço de Natal em casa da minha amiga Lina. Seis crianças à mesa, mas três que ainda não se sentam. Tratar da criançada, almoçar com gosto, ajudar a arrumar a cozinha, voltar para casa, tratas de arrumar, fazer mais bolachas de Natal, tratar da mais nova, arrumar, fazer uma máquina de roupa... Ufa! Precisava tanto de um dia para descansar... Amanhã?

Lobo Antunes

A minha relação com o António Lobo Antunes é tudo menos pacífica. Respeito-o imenso como escritor. "A explicação dos Pássaros" foi dos livros que mais me marcaram no inicio da minha vida adulta. Mas, a par desta aura do escritor há o resto: as duas palavras quando se refere a outros, alguns dos seus textos, a sua afamada misogenia... Há quase tanto a unir-nos como a separar-nos.
Mas depois, bem depois há textos como o que ele escreveu na última edição da Visão e eu sinto-me de novo perto dele, tanta é a afinidade.
Este texto é absolutamente desarmaste, triste e bonito na sua verdade. Eu também frequentei uma sala de quimioterapia; também vi alguns que um dia deixaram de aparecer; e, como ele, nunca senti tanta dignidade por metro quadrado.
Mas nunca seria capa de um texto com tanta grandiosidade.
Obrigada, António Lobo Antunes.
P.S. Vou tentar encontrar o link do texto para o colocar aqui.

sábado, dezembro 14, 2013

Ugly sweater

Desde "O Diário de Bridget Jones" que anseio pelo momento em que o meu marido vai aparecer na ceia de Natal com uma ugly sweater. Como os anos vão passando e ele não se toca, decidi compensar nos filhos.
Este ano o Henrique terá a sua ugly sweater e a Alice um ugly dress.
Fica aqui a foto da camisola, comprada na zippy por uns incríveis €9,90
O vestido também é muito fofo. Cinzento porque já não havia vermelho. Mostro mais tarde.

Foi tão bonita a festa!

O Henrique estava super concentrado. Nesta audição senti-o crescido. Não esteve o tempo todo na palhaçada, distraído, alheado. Quando cheou a sua vez de sair da zona do coro para tocar o seu violoncelo fê-lo muito bem é de forma bastante concentrada. Foi um orgulho pegado.
Este momento foi também a estreia da Alice nos concertos do mano e correu lindamente. Nem um choro para amostra. Nada!
No final fomos todos com a minha mãe jantar ao Buenos Aires, um dos sítios preferidos do Henrique.
E a querida Catarina, que estava cheia de saudades dele, ofereceu-lhe a sobremesa.
Um fim de tarde para lá de espectacular, essa é que é essa.

sexta-feira, dezembro 13, 2013

Bebé exorcista

A Alice está uma fofura de bebé. Come lindamente, dorme a noite toda (quase sempre), é bem disposta que se farta... uma alegria de miúda.
Mas bolsa terrivelmente. É incrível a quantidade de leite que jorra daquela boquinha. Neste momento ela só faz duas refeições de leite: de manhã e ao lanche mas, por junto, deve bolsar quase 1/3 do que bebe. é aflitivo. Não é que ela se rale - porque continua bem disposta. Não é que ache que algo de grave se está a passar com ela - a pediatra já disse que é algo que acontece com mais frequência do que pensamos e ela continua a aumentar de peso alegremente. Mas é uma grande chatice: suja-se toda, suja-me toda, não pode andar como as outras meninas, sem babete... e às vezes juro que assusta. Parece o exorcista. Só lhe falta andar com a cabecinha à volta.

Ah, e não me venham falar de teorias sobre o leite: ela bolsava imenso quando era o meu leite e agora bebe um leite todo xpto anti refluxo e bolsa na mesma. Sim, e também já tentei o truque da papa no leite (truque recomendado pela pediatra). Hoje mudei-a três vezes antes de sair de casa...

As minhas gajas

Já o são há muitos anos. Elas são as minhas gajas antes do meu gajo ser meu gajo, antes dos meus filhos existirem... Elas são um pedacinho de mim, completam-me. Dantes estávamos mais vezes juntas. Agora só anualmente conseguimos estar as quatro. Vou-as encontrando, mas nunca as quatro ao mesmo tempo.
Mas de cada vez que estamos juntas é como se a última tivesse sido na semana passada. Há risota, má língua, confidências, copos de vinho, gargalhadas, atropelos de palavras e de ideias, mais risos, bocejos, lamentos porque é tarde e amanhã temos de acordar cedo, troca de fotos de filhos, revelações de novas férias, de novas tristezas, de novas alegrias. Abraços e mais risos.
E no fim fica sempre aquela vontade de não deixar passar um ano. Um ano é muito tempo e nós gostamos demasiado umas das outras para deixar que o tempo seja assim, tanto... 356 dias, 52 semanas...
Mas com elas é como se o tempo tivesse congelado. Continuamos as 4 no meu peugeot vermelho, continuamos a ir ao Lux e a dizer disparates a torto e a direito.
 E é tão bom que não posso mesmo deixar que passe um ano inteiro sem as ver.

quinta-feira, dezembro 12, 2013

Eu a fazer de Dona Dolores

O futebol é onde quero que o Henrique se divirta. Ele tem a pressão das boas notas e da escola de música. Por isso, para mim, o futebol é pura diversão. Nunca me passou pela cabeça ser a nova D. Dolores. Nunca achei que o Henrique tivesse de me provar alguma coisa enquanto jogava à bola. 
É evidente que gostava quando jogava bem e fiquei muito feliz por ele quando foi chamado para jogar na selecção de 2004.
Mas as coisas começaram a descambar. Ele não tinha horário para treinar com a selecção do seu ano de nascimento e foi-nos sugerido que treinasse com os meninos nascidos em 2003. Porquei os crescidos puxariam por ele e na turma dita normal de 2004 já pouco tinha para aprender. Pois... Teoricamente era tudo muito bonito.
Mas a verdade é que os meninos nascidos em 2003 são uns marmanjos. Jogam mais e melhor, têm muito mais força. Têm um ano a mais: de vida e de futebol.
A adaptação foi difícil. Tão difícil que eu achava que era melhor ele voltar para uma turma normal para jogar pelo prazer.
Mas ele, esperto como é, em vez de desistir adaptou-se e aceitou o desafio da mister para ser segundo guarda-redes. 
Pois que não há coisa pior para o coração de uma mãe que ter o seu menino à baliza. Alguma mãe que gostasse de ver o seu filho na baliza que me diga, que partilhe comigo essa alegria, porque eu nao a percebo e não a sinto. 
O guarda-redes é sempre o culpado das desgraças da equipa. Para além de não ter graça nenhuma ver um puto 80 por cento do tempo de jogo parado, entre balizas, a olhar para os outros que, esses sim, estão a jogar à bola.
Ainda não consegui perceber se ele está a baliza para se conseguir integrar e para ser chamado para as competições (a equipa só tinha um guarda-redes) ou se é porque gosta. Cheira-me que será pela primeira razão. 
E apesar de detestar vê-lo à baliza, a verdade é que, quando penso no assunto, há que lhe tirar o chapéu. Em vez de continuar a chorar e a sentir-se mal  na equipa, tentou encontrar o seu lugar. Pode ser que resulte. Desde que se divirta.

Não ter pena

«Pois e tal, e quando as equipas portuguesas jogam em competições europeias queremos muito que elas ganhem, porque estão a representar Portugal e tal»... sim, é muito bonito e, ao contrário da minha cara metade, é este o discurso que uso com o meu filho mais velho. Mas no fundo, bem no fundo, fartei-me de rir ontem com a derrota do Porto. Lamento, é mais forte do que eu. E lamento mesmo. É a única equipa que desperta em mim este tipo de anomalia 100.
Azarito. Vão para a liga dos pequeninos como nós.

Árvore de Natal

A nossa árvore de Natal já anima as nossas noites. Este ano, ao contrário dos anos anteriores, não a fizemos no dia 1 (o meu marido bem que tentou comprá-la mas, não sei porquê, o IKEA trocou-nos as voltas e decidiu que este ano não venderia árvores de Natal).
Ficou para dia 2.
Apesar de não passarmos o Natal em Lisboa, esta é a primeira árvore de Natal da Alice e posso assegurar que, a julgar pela forma como fica hipnotizada a olhar para ela, gostou bastante.
A foto está um bocadinho torta e tal, mas dá para ver que a nossa árvore já está pronta.,
Só faltam as prendas!

quarta-feira, dezembro 11, 2013

Dia especial...

Hoje é um dia muito especial para o Henrique. é o dia da audição de Natal da escola de música.
O Henrique vai cantar e, mais importante, foi escolhido para tocar violoncelo durante a apresentação.
Estamos todos super entusiasmados e até um bocadinho nervosos.
É já daqui a nada.

Cara lavada

Este blogue está com uma nova imagem. Dentro das minhas modestas limitações... e das ferramentas que tenho à disposição.
Porque tive tempo; porque sim.
Porque na verdade a minha noção de princesa das estrelas é esta personagem.
Pode ser que agora venha cá mais vezes no registo guerreira, que esta vida é uma batalha diária.
Até já!

terça-feira, dezembro 10, 2013

Estás a ver, oh Jesus?

Quem depende dos outros acaba quase sempre por se dar mal... Até ganhámos à equipa B do PSG... Mas não chegou.
É desta que te fazem as malas?

Eu e os secadores

Para quem não me conhece sou uma mulher avesasa a secadores. Tenho cabelos curtos, que oscilam sempre entre o muito curto, o medianamente curto e o faz de conta que está grande (que é quando cobre completamente o pescoço).
Não uso cabelo comprido desde o início da minha adolescência. Não porque não goste, aliás acho bem bonito um belo cabelo abaixo da linha dos ombros; mas o meu cabelo é fino, finíssimo. Não fica bem comprido.
A grande vantagem do meu cabelo é não ter de usar secador. Pelo menos na maioria das vezes. E só isso justifique que eu tenha um secador do tempo da outra senhora: um secador que o meu marido trouxe de casa da mãe quando veio viver para Lisboa, já lá vão mais de 20 anos. 
Todas as visitas que passam aqui por casa gozam com o meu secador. Que é do tempo da pedra; que bem sequer seca o cabelo quanto mais dar volume, que é isto, e aquilo. E eu, moita carrasco, nunca pensei em comprar outro. Ia assobiando para o lado, até porque não usava o dito cujo.
E é quando menos esperamos que precisamos dele, do raio do secador. Desta vez não acertei com o corte e o meu cabelo está sempre no ar, espetado... Uma chatice. Tenho de o lavar todos os dias. E agora, meus amigos, a falta que me faz um secador que tenha mais do que uma velocidade???

Benfica do meu coração

Eu até vou estar frente à televisão, para não dizerem que não apoio. Mas não estou nada confiante e ao segundo golo do PSG mudo de canal. É só para avisar!

segunda-feira, dezembro 09, 2013

Um mês depois

Voltei às minhas caminhadas. E espero que para continuar. 48 minutos, 6km!0

sexta-feira, dezembro 06, 2013

A sério?

O que pode ser pior do que estar às 6h47 dentro de um comboio com destino a Lisboa? É ver que está alguém sentado no nosso lugar. E pior ainda? É ver que essa pessoa tem esse mesmo lugar no seu bilhete. E pior ainda? É ver (ou melhor foi o revisor que viu) que o meu bilhete era para ONTEM!!! Mas se eu vim ontem as 8 como é que podia estar a sair antes de chegar??
Apetece-me matar alguém...

Fofinho

Fofinho lindo da tia.

quarta-feira, dezembro 04, 2013

Já nasceu!!!

3,600kg e 52 cm. O meu Francisco já nasceu e amanhã de manhã vai levar uns valentes apertões de sua tia.
Que felicidade!

terça-feira, dezembro 03, 2013

Família a crescer

Amanhã nasce o meu sobrinho Francisco e eu estou em pulgas para o conhecer.
Ainda me lembro como se fosse hoje do dia em que nasceu o meu sobrinho mais velho, o Diogo, hoje com 14 anos. Foi um dos dias mais marcantes da minha vida. Eu não tinha filhos nem sonhava ter, vivia em casa dos pais, tinha todo o tempo do mundo para auxiliar a então minha cunhada. E foram meses muito bem passados. Eu adorava aquela criança de paixão. Levava-o a jantar com os meus amigos de faculdade, ia para Sesimbra sozinha com ele passar o fim-de-semana, dormia lá em casa para fazer turnos com a minha cunhada... Foi uma experiência do caraças.
Já não foi igual com o nascimento do segundo... Eu estava doente quando soube da gravidez, tinha eu própria um bebé... Depois o meu irmão separou-se e, por razões que agora já não interessam, mas todas elas parvas, acabei por me distanciar deles: do mais crescido e do mais novo.
O Francisco que nasce amanhã vai ser o priminho mais próximo da Alice. Mas só na idade, uma vez que vai viver em Marco de Canaveses, a mais de 300 km de distância.
Eu estou em pulgas para o agarrar e beijar ( vou vê-lo na quinta-feira se tudo correr bem), mas custa-me que este seja mais um sobrinho que vou ver  ao longe, sem serões aqui em casa, sem noites passadas com os primos, sem beijos com sabor a rebuçados.
O Francisco nasce amanhã e eu vou agarrá-lo e dizer-lhe que a tia o adora, mesmo que de longe

segunda-feira, dezembro 02, 2013

Tradições de Natal

 Cá em casa temos um calendário do advento que é lindo de morrer. Uma casinha em madeira com 24 janelinhas. Um mimo que comprei quando o Henrique tinha um ano e meio e que, desde então, marca a nossa entrada no Natal. Todos os dias é vê-lo correr para a janelinha para ver a surpresa. E já foi de tudo: mini figuras para a árvore de Nstal, moedas para o mealheiro, bilhetinhos a lamentar o mau comportamento... O nosso calendário do advento foi crescendo com o nosso filho e mesmo agora, que ele já sabe que o Pai Natal resulta da combinação entre pai e mãe, continua a adorar o seu calendário. Ontem tinha um bilhetinho a mandá-lo procurar debaixo da almofada. E lá estava, uma forma para fazer bolachas de Natal que foi usada logo ontem. Bolachas maravilhosas feitas por pai e filho. 
E depois, do nada, quando já estávamos sentados a jantar, veio a pergunta: o calendário do advento vai ficar para a mana ou eu vou continuar a ter as minhas surpresas?
Este menino, que às vezes (cada vez mais vezes) é bruto e respondão, é também ainda o meu menino, preocupado com o seu próprio crescimento, a querer ser tratado como a  criança que ainda é.
Descansa rapaz, que a nossa tradição de Natal vai-se manter. Em cada janelinha cabem dois bilhetinhos.

E qual é a melhor forma de começar a semana?

Nas urgências da Estefânia, claro.
Aqui estou com o mais velho que tosse, tem dores de ouvido e de garganta...
Que maravilha.

sexta-feira, novembro 29, 2013

E depois há isto

A pessoa anda cheia de trabalho, quase a rebentar pelas costuras, sem tempo para absolutamente nada e recebe uma mensagem de uma amiga do coração, que tem dois braços fortes que abraçam muito bem. E tudo fica melhor, muito melhor. Obrigada S.

segunda-feira, novembro 25, 2013

Amor

Amorosa, esta bebé é mesmo a coisa mais fofa do mundo inteiro.

domingo, novembro 24, 2013

Domingo à noite

Pouco passa das dez e as crianças já dormem há que tempos; a cozinha está arrumada, já fiz compras no continente online, já limpei a carteira... Só me falta tirar este verniz das unhas (está num estado nojento) e estou pronta para ir para a cama ler ( "irmãos", de David Talbot, uma fantástica investigação sobre os irmãos Kennedy. Pena a letra ser tão pequenina que devia ter uma lupa comigo).
Amanhã é um novo dia: mais uma semana sem empregada... Não fosse a minha mãe e não sei muito bem o que seria de mim...
Esta semana vai ser um corrompido: três lançamentos de livros para ultimar, o Henrique tem três testes... Mas nada há-de ser tão mau como a semana passada. Tenho a certeza.
E é com este pensamento de que nada poderá ser tão stressante e desgastaste como as três últimas semanas que vou preparar-me para dormir.

sexta-feira, novembro 22, 2013

É sexta-feira!

E é também tempo de recomeço. Pelo menos é o que sinto. Terminou uma fase mais complicada da minha vida (a nível profissional). Agora é tempo de agarrar a normalidade, de passar mais tempo c a família e os amigos.
Hoje tive vontade de partir uma garrafa para comemorar. Mas acho que me vou ficar por uma bela noite de sono.
Segunda-feira é tempo de retomar o trabalho com novo fôlego. Até lá quero descanso, muito descanso.

quinta-feira, novembro 21, 2013

Ausências e culpa

Começo por dizer que não me considero uma daquelas mães histéricas que não conseguem estar longe das crias sem desatar aos gritos ou a mandar mensagens para casa a cada 5 minutos para saber se a bebé fez xixi ou cocó ou se comeu ou chorou.
Mas outra coisa é estar há três semanas a chegar tarde a casa, a sair cedo, a não conseguir dar-lhe banho e, muitas vezes, nem sequer o jantar. Sinto-me tão triste...
E em cima disto não tenho tempo para o meu filho mais velho: mal consigo estar com ele, não conseguimos estudar juntos, sempre que estou com ele estou agarrada ao telefone...
Há dias maus e este é um deles

Os sapos e idade

Aos 20 anos não acreditaria se me dissessem que com quase 40 andaria a engolir sapos daqueles que ficam entalados na garganta durante dias. Ma sé mesmo assim...
às vezes sinto-me uma prostitua intelectual. (sim, intelectual porque este corpo já viu melhores dias) e não é um bom sentimento. Olhar para o espelho e calar o que me vai na alma dá-me cá uma azia...

segunda-feira, novembro 18, 2013

A puta da consciência e da culpa

Foi em 2008. O meu pai estava a morrer, lentamente a escapar-se e a sofrer. Todos os dias um pouco mais. A minha mãe não se cansava de lutar por todos nós e de tentar procurar soluções crente que as coisas correriam pelo melhor, como parecia acontecer comigo. Estávamos com uma viagem a Madrid marcada para consultar um médico que prometia a cura do meu pai.
Foi por esses dias que soube que estava grávida. Grávida? Mas se eu estava a tomar a pílula... mas se eu era doente oncológica e tinha ainda o corpo minado de tóxicos da quimio e da rádio... como era possível que estivesse grávida? Soube pouco depois que sendo eu uma pessoa sem estômago poderia
não fazer correctamente a absorção da pílula. Soube-o da pior forma possível.
Hoje, quase seis anos depois, tenho momentos de grande arrependimento. Mas na altura tomei a decisão que poderia tomar com a informação de que dispunha: o risco de voltar a ficar doente era grande sem uma gravidez, grávida então subia exponencialmente; já para não falar dos possíveis efeitos no bebé de tantos ciclos de quimioterapia e radioterapia. Eu estava em frangalhos a lutar há um ano contra a doença do meu pai, a fazer das tripas coração para que ele pudesse recuperar ou, pelo menos, ter um final de vida digno... fiquei devastada, morta por dentro. Eu que queria tanto ter outro filho tinha diante de mim uma das decisões mais difíceis da minha vida. Ali estava diante de mim a razão pela qual eu tinha sido uma acérrima defensora da despenalização da IVG.
Na minha cabeça, naquele momento, não havia outra decisão a tomar.
Seguiram-se dias horríveis: três dias obrigatórios de reflexão; o olhar crítico das funcionárias da maternidade (as mesmas que na gravidez da Alice me trataram tão bem), o ter de levar uma vida como se nada se passasse comigo durante esses dias, o fim-de-semana em Vila Viçosa (ainda hoje não gosto de olhar para essas fotografias), a viagem a Madrid com  o meu pai, eu a conduzir para lá e para cá... o tempo parecia passar em câmara lenta, a agonia não parava de crescer... e a cada dia que passava as minhas dúvidas aumentavam: será que estava a tomar a decisão certa? e se nada me acontecesse? e se eu nunca mais conseguisse engravidar?
Na altura tomei a minha decisão depois de muita ponderação. Mas com muita dor, e muitas dúvidas. E obriguei a auxiliar de acção médica a exigir que no processo constasse "razões médicas" na minha decisão. Por nada, a não ser porque era a verdade. Eu tinha lutado e discutido muito para que aquela decisão fosse livre. Mas, no meu caso, estava a morrer por dentro por ter de a tomar.
Já passaram muitos anos, quase seis, eu voltei a engravidar, tenho a bebé mais fofa do mundo, tenho uma família que amo e que me adora. E, às vezes penso, poderíamos ser 5 e não 4.
Mas rapidamente afasto estes pensamentos. Eu fiz o que deveria ter feito. Vivo com a minha decisão, mas sei que tomei a decisão que deveria.
Por isso fico doente e irada quando vejo as fundamentalistas do pró-vida à porta da Clinica dos Arcos a rotular de assassinas as mulheres que ali se deslocam. Fico tão fora de mim que me apetece bater-lhes, muito. Com força. Com toda a força necessária para que percebam que às vezes é a única solução que nos resta. Que às vezes, perante uma grande dúvida e incerteza, a mãe não tem condições físicas e psicológicas para levar uma gravidez para a frente; que ninguém sofre mais do que nós, que enquanto mães que amam os seus filhos, que anseiam pelo nascimento de mais uma criança, nos vemos forçadas a tomar a mais dura das decisões.
Hoje senti necessidade de contar esta parte mais triste da minha história, para que todas as que se sentem obrigadas a tomar uma decisão como aquela que eu tomei percebam que as coisas acabam por passar; a vida continua o seu caminho, nós deixamos de nos sentir secas e vazias, voltamos a amar, voltamos a deixar que nos toquem, voltamos a querer ser mães, voltamos a ter um bebé nos nossos braços.

sexta-feira, novembro 15, 2013

Tristeza

Hoje sinto-me triste. E impotente. Uma pessoa de quem gosto muito está a passar por uma situação horrível, um sofrimento desumano ao qual ninguém devia estar sujeito.
Que injustiça... Bem sei que coisas destas acontecem a todos nós, todos os dias. Mas nem por isso fico menos triste ou a sentir-me menos impotente.

terça-feira, novembro 05, 2013

Pura diversão

Eu tinha avisado que a festa foi de arromba, que me diverti como há muito não o fazia. E o melhor (ou será o pior?´) é que há provas... ui! Temos pelo que ainda me espero.
Adorei SMS. Mesmo!
Aqui estou eu com duas amigas do coração!

segunda-feira, novembro 04, 2013

SMS

Eu tenho muitos conhecidos, pessoas que vão passando pela minha vida. Houve uma altura, fruto da idade, talvez, em que achei que essas pessoas teriam de ser minhas amigas. À conta disso fui tendo a minha dose de dissabores e tristezas.
Hoje em dia, continuo a cruzar-me com muita gente, mas apenas uma pequena parcela deles pertence ao meu grupo de amigos. Aqueles de quem gosto sempre, aqueles com os quais me preocupo, com quem gosto de partilhar uma boa notícia ou a quem recorro quando me sinto perdida.
A SMS entrou há relativamente pouco tempo na minha vida. Temos várias amigas em comum, seguia o seu blogue há muito tempo, mas foi há pouco que a conheci. No entanto, esse pouco parece-me muito. Puxo pela memória e não me lembro quando fomos apresentadas, se é que fomos... gosto de a ouvir rir, gosto da sua mania das doenças e a sua tendência para a catástrofe, do amor incondicional pelos filhos e pelo marido, do companheirismo...
Esta rapariga ultrapassou, com distinção, a barreira que coloco à porta dos meus conhecidos e saltou com distinção para o lado dos amigos.
Este fim-de-semana ela fez 40 anos e eu, como era óbvio*, fui convidada. E gostei tanto. Foi bonito, pá. Diverti-me imenso, estive com vários amigos, dancei como se não houvesse amanhã e vi-a, ali, linda, rodeada dos que mais ama (parte deles, já que faltavam os filhos). Belo momento de partilha.
Venham mais 40, miúda!

* alteração feita depois de ter recebido uma ameaça da visada :-)

segunda-feira, outubro 21, 2013

Baby love

A Alice continua a crescer. Fofa como só ela. Olhando para trás pergunto-me como era possível a vida sem ela, sem o seu sorriso pela manhã, sem o seu olhar ternurento sempre que ouve o mano falar . A nossa bebé está um amor e recomenda-se.

quarta-feira, outubro 16, 2013

Depressão

Ha momentos em que só me apetece baixar os braços. É tão difícil fazer alguma coisa neste país...

terça-feira, outubro 15, 2013

09

No dia 9 fez 5 anos que o meu pai morreu. E eu pensei nele todo o dia e em como ele estaria feliz com a sua neta.

segunda-feira, setembro 02, 2013

Férias

Estamos de férias. As primeiras passadas a 4. Começámos na sexta-feira, em casa de uns amigos UE nos receberam muito muito bem. Ontem descemos para Tavira e aqui vamos ficar até ao próximo domingo. São férias daquelas em que se cozinha e arrumam camas, em que lavamos loiça e damos um jeito na casa de banho. Mas são férias. De cabelo molhado e roupa de praia, de areia nos pés e mergulhos de mar ( poucos, é verdade) E eu tenho de as aproveitar bem. Em menos de um mês regresso ao trabalho, o Henrique vai para uma escola nova... São tantas as mudanças que se adivinham...

sexta-feira, agosto 23, 2013

Luto

Morreu mais um bombeiro. No caso, uma jovem bombeira. Morreu a Ana Rita. Caraças, como é possível tamanha injustiça? Como é possível que haja quem ateie fogos? Quantas mais mortes vão ser necessárias? Quantos mais órfãos?
Hoje os meus pensamentos estão cm esta jovem, que tinha tanto para viver...

Crónica dos dias que passam

A vida vai correndo, dia a dia. Depois de um primeiro mês muito complicado, em que me senti literalmente deprimida, veio a bonança. O momento de viragem foi ter percebido e aceitado que a vida mudou. Um destes dias escreverei aqui sobre este meu primeiro mês. Para já quero relatar estes dias. A Alice está a uma semana de completar 3 meses. Já faz intervalos de pelo menos três horas entre refeições. À noite esse intervalo sobe para 6 horas. Infelizmente tal não significa que eu durma toda a noite. Este intervalo começa por volta das 8, 9 e termina pelas 3h. Mas é um bom começo.
A Alice já sorri. Um sorriso muito simpático, quase gargalhada. Continua a adormecer sozinha. Gosta de enfiar a mão na boca, gosta de se aconchegar com uma fralda, gosta de passear no sling. Adora a voz do mano. Continua com muitos gases, principalmente por volta das 6 da manhã.

sexta-feira, agosto 02, 2013

Dois meses

Parece que foi ontem e já lá vão dois meses. A Alice já sorri quando lhe falo, já segue o mano com o olhar, já faz intervalos mais regulares entre refeições... Está tão querida que só me apetece apertá-la.

quarta-feira, julho 24, 2013

E querem ver que vou acabar nos AA?

Quando engravidei do Henrique não bebia álcool. Foi numa outra vida, aquela em que tinha estômago. Depois vi a luz e comecei a beber, para gáudio do senhor meu marido que deixou de estar condicionado às meias garrafas de vinho de cada vez que íamos a um restaurante.
E isto para dizer que me apetece imenso um vinho branco e um Gin. Tónico... Mas tanto, que chego a desejar que o meu marido se engasgue de cada vez que o vejo beber algo que me apetece.

domingo, julho 21, 2013

Crónica dos dias que passam

A Alice está quase a fazer dois meses. Ainda não há rotinas muito definidas, mas as coisas vão-se compondo. Já reage mais à nossa voz, já nos segue com o olhar, já faz intervalos maiores entre refeições. Está um pequeno amor. Continua a bolsar que se farta, o que ainda me assusta um bocadinho por mais que diga que já estou habituada.
Já pesa 3,900 e mede 55cm. Vou ter de rever as gavetas da reocupa porque já temos algumas peças que não lhe servem!!!!
Eu já não me sinto tão sem rede, tão angustiada. Olho para ela com mais serenidade, mais paz.
O irmão continua apaixonado por ela mas sempre a enviar-me sinais. Está mais respondão, malcriado mesmo. Um desafio...
Para a semana vamos estar os 4, em familia, que é coisa que sinto falta. O estado da política nacional não tem ajudado nada. O pai sempre ausente e cheio de trabalho... Irrita-me a forma como somos afectados por esta trapalhada. Espero que hoje se resolva, pelo menos parte.

domingo, julho 14, 2013

Desabafos

Têm sido semanas complicadas, um turbilhão de emoções. Às vezes parece-me que não consigo respirar, quanto mais dar conta do recado de criar duas crianças, uma delas recém-nascida, e de tocar uma empresa para a frente.
Do que me lembro o pós parto do Henrique foi muito mais tranquilo... A todos os níveis.
Desta vez parece que estou sempre em falência... Sempre s correr atrás das coisas...
O sentimento que mais me acompanha nestes dias é a angústia. Não estar onde é suposto, não fazer o que é normal, não sentir...
Vai passar... Tento mentalizar-me que vai passar.

quinta-feira, junho 27, 2013

Os piores 20 minutos da minha vida

Ainda fico sem pinga de sangue quando penso nisso. Ainda sinto a garganta seca, o coração acelerado e uma enorme vontade de gritar. Ainda me sinto a gelar e a desfalecer.
Não passou de um susto, e por isso decidi contar aqui. Mas foi o maior susto da minha vida e pode acontecer a qualquer um. 
Há umas semanas uma amiga veio buscar-me para almoçar. Como já tem duas cadeirinhas de criança no seu carro e são daquelas difíceis de tirar, tentou meter o ovo da Alice no lugar do meio. Lá nos debatemos durante uns minutos para tentar encaixar o ovo, mas acabámos por conseguir. E o que fizemos a seguir? Batemos as portas para nos sentarmos à frente... O que eu não sabia era que ela tinha tirado a chave da ignição e que, por artes do demo a mesma tinha caído no banco traseiro do carro e que ela, sem querer, a tinha pisado com o joelho e tinha trancado o carro. 
Por isso, quando batemos as portas para passarmos para o banco da frente a  Alice ficou trancada dentro do carro.
Não vou escrever o que senti porque não existem palavras que o façam devidamente. Senti-me morrer, com uma vontade enorme de partir o vidro, mas com medo que os estilhaços chegassem à bebé. 
Felizmente não passou de um susto: ela esteve sempre a dormir; o carro estava estacionado à sombra e estava frio no seu interior; o marido da minha amiga meteu-se num taxi e foi em tempo record  do seu trabalho até casa buscar a chave suplente e daí até minha casa.
Foi só um susto, é o que não paro de dizer a mim mesma, mas não consigo deixar de pensar no que poderia ter acontecido e no que poderia ter feito para o evitar.


terça-feira, junho 25, 2013

Desafios

A Alice continua a crescer. Já sabe chorar e tem um choro forte, que se faz ouvir. Mas chora sobretudo quando tem fome. Já deu para perceber que tem personalidade forte!
O mano mais velho continua apaixonado pela sua maninha. Mas está a descompensar. No espaço de uma semana fez xixi na cama três vezes. Eu sei que é insegurança, eu sei que é passageiro. Mas ontem tive de lhe dizer que não aguento isto muito mais tempo. Bem sei que estou a colocar nos seus ombros muita responsabilidade, mas ele é crescido e tem de perceber que eu o adoro, que lhe dou toda a atenção que ele quiser, mas que não consigo acordar para dar de mamar à mana e depois ter de acordar para lhe dar banho e mudar a cama.
Há momentos em que me sinto tão cansada...

sábado, junho 22, 2013

3 semanas

A Alice gosta da voz do mano; tenta segui-lo com o olhar.
A Alice bolsa imenso, muito mesmo. Às vezes até assusta.
A Alice chora pouco mas faz muitos ruidinhos...
A Alice já pesa 3 kg, já abre os olhos enquanto falamos com ela.
A Alice já tem cólicas, essas malditas.
A Alice adormece por si, na cama, sem embalos nem colo.
São assim as primeiras 3 semanas de Alice

quinta-feira, junho 13, 2013

12 de Junho

Fez ontem 9 anos que soube o que era ser mãe. Fez ontem 9 anos que o mundo mudou para sempre. O meu mundo, pelo menos. Ficou mais preenchido, passou a fazer mais sentido. Fez ontem 9 anos que acabou a vida sem preocupações, as noites dormidas de seguida, as idas ao cinema sem planeamento, os fins-de-semana fora de improviso, os silêncios demorados do sossego..
Fez ontem 9 anos que o Henrique nasceu e o meu mundo passou a ser um lugar melhor.

segunda-feira, junho 10, 2013

Arrotar

Porque será que esta criança escolhe sempre a madrugada para demorar eternidades a arrotar?

domingo, junho 09, 2013

Primeira semana

Estamos em casa há uma semana. Os 4. Juntinhos. A minha mãe esteve cá até ontem para ajudar. E que ajuda!!!
A Alice já foi ao centro de saúde e já foi à pediatra. Está tudo bem. Diz a pediatra que vai ser forte. Tem instinto e força.
O mano é muito fofo com ela, quer ajudar e pegar-lhe. Mas andou com uma virose e, por isso. Restringi um bocadinho o contacto entre ambos até quinta-feira. Ele andava tão triste por não lhe poder tocar...
A Alice dorme muito, tenho de a acordar para lhe dar leite... Às vezes demora mais tempo a acordá-la do que a comer...
Tenho vontade de a levar à rua... Só para beber um cafezinho. Talvez seja hoje.
Nesta primeira semana a 4 conseguimos restringir as visitas. Temos sido nós... Só nós. Mas agora vamos iniciar nova etapa... Nós e os que nos são queridos.

terça-feira, junho 04, 2013

Home sweet home

Estive aqui a reler os dois últimos posts que publiquei e respectivos comentários. Antes de mais queria agradecer a todos os que aqui deixaram uma palavra amiga. É estranho mas a força dos que por aqui passam foi importante, apesar de não saber quem são.
Domingo foi mesmo ali ao virar da esquina e, no entanto, parece que foi há uma eternidade. Já aconteceu tanta coisa... No domingo ao fim da manhã a Alice teve alta dos cuidados intermédios e veio para perto de mim. Na verdade acabou por ter alta antes de mim! Às 5h da tarde já estava pronta para ir para casa. E, até eu, tive alta no domingo. Às nove da noite, mas foi no domingo.
Agora somos 4. Ontem foi o primeiro dia do resto das nossas vidas. Crescemos e agora vamos descobrir esta nova realidade.

domingo, junho 02, 2013

Saudades

Pouco depois da Alice ter ido para a incubadora eu vivi a minha experiência Twillight: comecei por sentir uma dor forte nas omoplatas (coisa que não me lembro que me tenha acontecido com o Henrique) e,a dada altura, quando me ia deitar, simplesmente bloqueei de dor e deixei de conseguir respirar. Uma cena verdadeiramente horrivel, desesperante. A sala cheia de visitas. Eu a não querer impressionar as outras mães mas, ao mesmo tempo, a morrer de dores... A sala sem cortinas (assunto que merece um post), as enfermeiras que nunca mais apareciam, eu a não conseguir explicar exactamente o que estava a sentir.
Resultado, depois de exames, análises e muitas visitas médicas fica a suspeita de ter havido uma punção da dura mater... Não é uma coisa porreira de se sentir, mas não há nada a fazer: é uma das complicações possíveis com uma epidural que implica estar deitada pelo menos 24 horas. Quer isto dizer que estou ha mais de 36 horas sem ver a Alice.
O pai já tratou mais dela do que eu. Ja lhe deu biberão, mudou a fralda... O mano ja lhe tocou... A avó já se derreteu a olhar para ela e a adivinhar parecenças comigo (que eu não vejo). Eles são, neste momento, as únicas pessoas que a podem ver. São os meus olhos...
Que saudades... Não vejo a hora de ter a minha mão na dela... Assim, como o pai
Talvez seja hoje.

sexta-feira, maio 31, 2013

Novidades

A Alice nasceu linda e maravilhosa, uma verdadeira campeã se tivermos em conta que nasceu na semana 35 de gestação com 2,695.
Mas a minha pequenota tem os açúcares baixos, e por isso teve de fazer uma visita à unidade de cuidados intermédios de neonatologia onde está a ser seguida de perto.
Nem imaginam o que chorei quando a pousei naquela incubadora...
Neste momento está a estabilizar... Vamos ver se amanhã volta para perto de mim.



Nunca se fiem nas maravilhas de uma cesariana

Algumas amigas achavam que eu era maluca quando dizia que gostava de tentar um parto normal com a Alice. Amigas de certeza que com um parto normal não teria metade dos problemas que estou a ter hoje: dores horríveis na cicatriz, um intestino que não funciona e tem ar que vai até às omoplatas, uma bexiga que não trabalha sozinha...
A serio, pensem duas vezes antes de avançarem para uma cesariana...

Alice



quinta-feira, maio 30, 2013

quarta-feira, maio 29, 2013

Omg

O meu filho mandou-me um mail...

terça-feira, maio 28, 2013

35...

E uns pozinhos e continua a crescer. E com ela as minhas dores. A última semana tem sido bastante difícil: dores nas costas, dores na barriga, dores na cicatriz da cirurgia ao estômago... Até me dói quando tusso ou espirro.
Diz a médica que o meu corpo está a dar sinais de que está a atingir o seu limite.
Depois do que tenho passado estes dias começo a perceber ao que se referia quando falava de não ser muito provável escapar a uma cesariana.
Sexta-feira volto à médica...
Até lá é aguentar com posso...

sexta-feira, maio 24, 2013

Pestanas

As pestanas da Alice são, até ver, a notícia do dia.

terça-feira, maio 21, 2013

34...

A Alice foi ao futebol. E apesar de não termos ganho ela gostou muito.
Para a próxima época há mais.

quinta-feira, maio 16, 2013

Domingo vamos à Luz

Ainda bem que já tínhamos os bilhetes comprados para não soar a prémio de consolação aos nossos jogadores.
Ontem nem consegui ficar triste.: fiquei de pés colados no chão, mão na cabeça, olhar fixo na televisão. A história não se podia repetir... Não depois do excelente jogo que fizeram, não depois de terem dado tudo.
Não consegui ver aqueles rostos cheios de lágrimas, a descrença dos nossos rapazes.
Domingo vamos à Luz. Vamos aplaudi-los e dizer que foram os melhores.

quarta-feira, maio 15, 2013

Ser benfiquista

Eu adoro futebol.
Gosto mesmo. Não tem de ser o meu Benfica. Eu gosto do espectáculo, dos passes, das fintas, dos golos... mas se for o Benfica tanto melhor.
Desde que me conheço que é assim. Ia com o meu pai à bola e nunca me cansava. Ele ia em trabalho e eu ficava sempre sozinha a ver os jogos e no fim tinha de esperar por ele para ir para casa. E o meu pai só podia sair depois da equipa de arbitragem e tinha de chegar sempre umas duas a três horas antes de o jogo começar. Mas eu gostava tanto de ver o Benfica jogar que nada daquilo me parecia um sacrifício.
Cresci no meio de homens que gostavam de futebol mas que nunca se chateavam por causa disso. O meu pai, que era benfiquista, não se deixava enganar. Sempre que a sua equipa jogava mal arranjava coisa melhor para fazer do que ficar à frente da televisão. O meu irmão, um portista ferrenho, sempre me ensinou que há coisas mais importantes do que o futebol. Já nos chateámos muitas vezes, creio que nunca por causa do futebol.
Isto para dizer que o meu benfiquismo me está cravado na pele, faz parte do meu ADN, mas não me cega, não me impede de distinguir as coisas. Sei ver quando o Benfica joga mal, sei ver quando é favorecido numa decisão do árbitro. Se quero que ganhe sempre? Claro que quero! Mas isso não faz com que eu deixe de ver as coisas como elas são.
Ao contrário da maioria dos benfiquistas, eu não gosto do Jesus, nunca gostei.
Nem do Cardozo... Lamento. Mas isso não me faz menos benfiquista nem menos solidária com o que aconteceu.
Este fim-de-semana fiquei triste, muito triste com o resultado do jogo. E senti pena de Jorge Jesus. Aquele cair de joelhos, aquele desalento, bateu-me fundo; eu própria me senti assim, triste, derrotada, desalentada, vencida em cima da meta.
E acredito que isto da gravidez tenha alguma influência na dimensão dos meus sentimentos. Estas hormonais deixam-me doida, é verdade. Mas o que senti foi mais do que resultado de um desequilíbrio hormonal: foi tristeza, foi sentir que ser o melhor não chega, que ser a equipa que pratica o melhor futebol não é sinónimo de ganhar o campeonato. E é evidente que o pib não vai subir por causa do futebol, nem o Governo vai passar a ser competente, mas a verdade é que esta derrota teve grande impacto na minha força anímica, na minha vontade de ver o lado bom das coisas...
Não vou aqui dizer se acho que acho que a estratégia do treinador foi ou não a correcta, ou se as substituições foram as mais indicadas. Nada disso importa agora. O importante é lamber as feridas e seguir em frente. Eu, que até nem gosto do Jesus hoje estou com ele, solidária. E não vou menosprezar o que conseguimos, que é coisa que me irrita e que oiço agora de muitos benfiquistas. Caraças, estamos na final da Liga Europa! Vamos à final da Taça de Portugal! É claro que me irrita morrer na praia, ver o campeonato escapar por entre os dedos mesmo no fim, mesmo quando já se sentia o cheiro da vitória. Mas isso não pode apagar a nossa época, e o Benfica esteve bem, jogou bem, praticou o melhor futebol do nosso campeonato.
Por isso hoje vou estar a torcer pela minha equipa e domingo lá estarei, na Luz, a bater palmas aos meus jogadores... FORÇA BENFICA!!!

sábado, maio 11, 2013

Pequenita esperança

É pouco provável que assim seja, principalmente se a Alice se mantiver a crescer a este ritmo, mas hoje, na consulta, ficou pelo menos a hipótese de que este parto ainda possa ser normal.
Segundo a minha médica me explicou se a Alice decidir, por si, nascer antes do fim do tempo, lá para as 37 semanas, é possível tentar um parto normal. Mas se ela se deixar ficar no seu cantinho a crescer  como uma vitelinha... Então terá de ser cesariana e é provável que tenha de ser antes das 40 semanas porque os meus músculos abdominais podem não aguentar.
Daqui a 15 dias volto para nova ecografia e consulta, pra ver como param as modas.

quarta-feira, maio 08, 2013

Vergonha

Mas as pessoas andam com vergonha de dizer o preço das coisas? Estou a tentar escolher um sítio para fazer a ginástica de recuperação do parto e acreditam que nenhum dos sites tem o preço???? E quando ligo a dizer que gostava de ter mais informação dizem-me que vão mandar por mail...
Arre gente que não tem o que fazer

segunda-feira, maio 06, 2013

Noticia do dia

Parece que a Alice é um verdadeiro leitãozinho. Na ecografia de hoje o médico foi peremptório: a sua bebé está gorda. Ups... Engoli em seco e tentei não me importar muito com o assunto. Estou 13kg mais gorda, mas a verdade é que comecei 5kg abaixo da minha última gravidez, não tenho estômago, logo não como grandes quantidades de nada (mesmo que quisesse) e não ando sempre a enfardar coisas que fazem mal...
Mas esta rapariga que deveria ter 1,700kg tem um peso estimado de 2,400kg.
Se tivermos em conta que a partir de agora ela deve aumentar umas 200g por semana...
Bem, vou ali comer uma folha de alface!

domingo, maio 05, 2013

Dia da mãe parte III

Almoço feito pelos rapazes depois de um merecido descanso no jardim.





Dia da mãe parte II

Pequeno-almoço na cama feito pelo filho... Ovos, sumo de fruta... Tudo a que se tem direito. Veleu a pena a espera na cama.



Dia da mãe parte I

Dez da manhã e eu, apesar de já não ter posição, estou na cama a fingir que durmo enquanto ele prepara um pequeno-almoço especial com o pai.

sábado, maio 04, 2013

32...

Já só faltam oito semanas...
Que alívio!
Que meeeeddddddoooooooo!!!

Cansada...

Deste PM. Juro, já nem o consigo ouvir. Não é por mal mas não consigo mesmo. Esta noite, enquanto ele falava, estava a montar um lego com o meu filho.
E não é desinteresse pelo país. Eu sou uma empresária que sofre diariamente na pele as consequências das políticas homicidas deste governo; tenho um filho para criar e uma filha a caminho; vivo do meu salário. Nesta casa não há pais ricos, nem heranças, bem ganhos na bolsa ou coisa que o valha.
Mas já não consigo olhar para aquele fatinho Maconde, aquela merda de corte se cabelo, aquele ar de quem vai arrancar um dente sem anestesia mas que, ao mesmo tempo, vai salvar o país.
Tirem-mo da frente. Irra!

quarta-feira, maio 01, 2013

Está quase

Eu ando, como se deve imaginar, cada vez mais cansada. Mas agora que deixei os dois dígitos (faltam menos de 9 semanas para o fim da coisa) começo a ver tudo o que já deveria estar feito. E, verdade seja dita, ando com mais vontade de ver as coisas terminadas e bonitas. Ontem foi dia de reciclagem aqui em casa e a ajuda do pai foi preciosa.
Tínhamos um camiseiro muito manhoso da Ikea que não podíamos deitar fora, mas que não ia ficar grande coisa no quarto da Alice. E a estante que lá estava tinha umas portas de um laranja muito escuro, quase tijolo, que também não ficava lá muito bem com a parede lavanda.
Há uns dias pensei em soluções para estes dois trambolhos que estavam no futuro quarto da bebé e lembrei-me que poderia ficar giro se os forrasse com papel de parede. Como cada rolo de papel de parede tem 10 metros e o engraçado era ter gavetas de padrões diferentes, pedi ajuda às minhas amigas no facebook que me dessem sobras. Foram várias as que responderam, mas a Lina foi a mais rápida e o resultado está à vista... Não está lindo?







terça-feira, abril 30, 2013

Do, did, done

Aula de preparação para o parto logo às 8h30 da matina - done
Comprar papel de parede - done
Ir à Ikea comprar cama para o quarto da Alice - done
Pintar as pernas da máquina de costura da minha avó - done
Ir buscar filho à escola - done
Ir a casa de amiga na outra ponta da cidade buscar berço e sobras de papel de parede - done
Comprar jantar - done
Deitar filhote - done...

Talvez seja normal que me sinta como se tivesse sido atropelada...

quinta-feira, abril 25, 2013

25 de Abril

A praia estava fantástica. A água fria nas minhas pernas faz milagres. Eu, apesar de estar a enlouquecer por ter o futuro quarto da criança em modo armazém, disse ao senhor do roupeiro que hoje não podia ser e que a montagem das portas Tinha mesmo de ficar para amanhã.
Mas, apesar de tudo, às 15h saímos da praia direitinhos ao Marquês.
Sim, porque há coisas demasiado importantes e há datas, momentos, que o Henrique tem de valorizar e um dia passar à sua irmã.
Infelizmente não tenho uma única foto que ilustre o momento, mas foi muito bonito. E, apesar de estar agora a pagar o esforço da caminhada, valeu muito a pena.
Para o ano seremos 4!
25 de Abril sempre!

Rotinas

Amanhã é dia de consulta na maternidade. Com quase 31 semanas espero que a minha médica me dê algumas luzes sobre o parto. Apesar de não ser uma mãe de primeira viagem confess que ando um bocadinho ansiosa. Em primeiro lugar por não saber se a maternidade fecha o não antes do final de Junho; depois por não me terem dito nada acerca dos meus antecedentes (cesariana anterior e uma cicatriz enorme da operação ao estômago). Há algum problema em tentar parto normal? Posso fazer a mesma força que outra mulher que não tenha sido sujeita a uma cirurgia como a minha ( na qual basicamente me rasgaram os músculos abdominais numa extensão superior a 40cm)? A semana passada fiquei a saber, por exemplo, que com uma cesariana anterior não me podem induzir o parto.
Veremos como corre tudo amanhã.

A saga do quarto

Prometo para breve algumas fotos do quarto da Alice. Para já, aquele espaço mais parece um a
Deposito de caixas e madeiras. A montagem das portas de correr no roupeiro (o que me vai permitir ganhar quais 40 cm de espaço num quarto que é o mais pequeno da casa por ter a varanda) acabou por não ser feita ontem porque o senhor enganou-se numa medida. E iss atrasou todo. Resto: a troca das roupas de inverno pelas de verão (sim, porque aquele roupeiro tem a minha roupa), a montagem do berço, a troca de umas portas, a compra de uma outra cama (que servirá para receber as avós), a escolha do cortinado... Até parei de lavar a roupa da pequena porque primeiro tenho de ver muito bem onde a vou guardar depois de lavada... Está tudo parado e com um ar bastante desarrumado. Amanhã, se tudo correr bem, o roupeiro fica pronto e com isso posso organizar melhor todo o espaço.   Vou tentar não desesperar... Mas não está a ser fácil, confesso.

segunda-feira, abril 22, 2013

Work in progress

Começaram, oficialmente, os preparativos para a inauguração do quarto da Alice. Este fim-de-semana foi para pintar a parede do quarto. E o mano ajudou...

sábado, abril 20, 2013

Isto há que ir com calma

Na quinta-feira ao fim do dia, quando parecia que o meu dia ia acabar em grande... Houve uma viravolta daquelas que nos deixam os cabelos em pé... Confirmando as minhas suspeitas, o Henrique passou-se da marmita na aula de música e bateu numa menina. Fiquei mesmo triste, zangada... Só me apetecia abaná-lo. Mas, em vez disso, sentei-me a falar com ele a tentar explicar-lhe que o que tinha feito estava errado e porquê. Confesso que o mais fácil seria dar-lhe m palmadão daqueles, que era merecido... Mas não ia resolver nada.
Espero que a nossa conversa tenha servido para alguma coisa... Vamos ver como correm as coisas nas próximas semanas.

quinta-feira, abril 18, 2013

A minha luzinha vai apagar-se

Nesta semana o Henrique tem andado mais descompensado. Aborreci-me com ele na terça-feira (com direito a palmada no rabo e tudo) e na quarta, bem foi o descalabro completo.
O dia até correu bem: ele veio para casa, fez os tpc, fomos lanchar à Padaria Portuguesa e ele ainda esteve no parque a brincar com um amiguinho da escola. À noite o meu irmão veio jantar connosco e trouxe os dois filhos... tudo parecia bem.
Mas ele, coitado, está mesmo assustado com esta coisa de deixar de ser o único aqui por casa e ontem partiu-me o coração.
Eu zanguei-me com ele porque, no meio da excitação de estar com os primos acabou por fazer xixi nas cuecas. A acrescer a isto, no meio da confusão, acabou por fazer uma idiotice que fez com que o primo mais velho o magoasse. Mas, num contexto normal, ele chorava porque o primo o tinha magoado, eu ralhava com ele por causa do xixi e a vida seguia traquilamente. Nada disso. Ele chorou, chorou, falou alto, irritou-se, irritou-me... um verdadeiro filme. Às tantas tive a presença de espírito de me lembrar que a adulta sou eu e tentei levar a coisa para a conversa, perguntando porque razão ele anda tão alterado, tal rabugento, tão revoltado. E, depois de muita hesitação, ele disse-me desenhando pequenos círculos imaginários com o seu dedo: "neste momento eu tenho a minha luzinha acesa e vocês dão-me atenção mas eu acho que quando a mana nascer a minha luzinha se vai apagar, porque vocês só lhe vão dar atenção a ela." Escusado será dizer que me partiu o coração a forma como ele se expressou.
Pensei que o tinha ajudado ao responder-lhe que era verdade, que a mana ia ter mais atenção, mas apenas porque ela não consegue fazer as coisas sozinha. Depois também lhe disse que, provavelmente a minha luzinha também se iria apagar porque ele e o pai iriam dar muito mais atenção à mana do que a mim. Espero ter ajudao.

quarta-feira, abril 17, 2013

Gente com tantas certezas....

E assim foi a minha segunda-feira: começou pela fresca, 8h30 da manhã na MAC para a minha primeira sessão de preparação para o parto. A sessão era a primeira de duas com a psicóloga da maternidade. Gostei imenso dela e muitas das coisas que disse deixaram-me mais tranquila em relação à forma como estou a viver esta gravidez.
A esmagadora maioria das mulheres que ali se encontram estão a viver a sua primeira gravidez. Apenas três já estiveram grávidas e apenas duas conseguiram levar a gravidez até ao fim. Por isso são muitas as perguntas de algibeira que se ouvem. As cuecas descartáveis, os sacos para o leite, as fraldas, as toalhitas... Tudo questões válidas de quem vai ser mãe pela primeira vez.
Mas o que me irrita mesmo é o oposto: é quem julga que, por já ter tido um filho, sabe as respostas todas. Eu estou um bocadinho preocupada com a forma como o Henrique irá lidar com a chegada da mana; que receios isso levanta nele, de que forma é que se sentirá ameaçado... Eu sei que o meu filho está muito feliz com a chegada da mana que foi um bebé muito desejado. Mas acho normal que tenha dúvidas e que haja momentos em que se sinta ameaçado. Parece-me normal que assim seja. Foram nove anos de reinado.
Mas na segunda-feira saiu-me, na rifa, uma daquelas mães que dá vontade de insultar. A sua filha não vai reagir ao nascimento do irmão porque ela, enquanto mãe, deu-lhe uma educação xpto. Ao contrário de mim, que devo ter criado um monstro. Acreditem que foi assim que me senti. Será que aquela parvalhona  não percebe que não é normal que uma criança não acuse o toque, não se sinta insegura... É quase impossível que isso não aconteça...
Talvez para a semana ela esteja mas calma...

Ambivalências

Ao contrário da minha primeira gravidez, em que tudo era um mar de rosas e felicidade, desta vez tenho vivido as coisas de forma mais ambivalente. Às vezes pareço uma maluquinha, confesso. Cheia de dúvidas, de sentimentos contraditórios, de insatisfações...
Esta semana, na sessão de preparação para o parto na MAC tive a oportunidade de escutar a psicóloga da maternidade que nos esteve a explicar vários aspectos psicológicos que nos acompanham, durante a gravidez, bem como as diferentes fases pelas quais todas nós passamos e por alguns receios  que possamos ter em relação à gravidez, ao parto, à sexualidade, à reacção dos outros filhos...
Confesso que achei que não haveria muito a acrescentar neste tema, mas estava redondamente enganada.
Aquela mulher conquistou-me. Não foi para ali armada em pessoa que sabe tudo, não teceu juízos de valor, não deu bitaites sobre as nossas vidas. Apenas nos informou, esclareceu, ouviu... Como os brasileiros costumam dizer " o meu santo bateu com o dela". E, por incrível que possa parecer (a mim, pelo menos, pareceu-me) ajudou-me a perceber esta permanente ambivalência que se tornou a minha vida. Esta constante incerteza, insatisfação... Pela primeira vez nesta gravidez alguém conseguiu explicar exactamente o que tenho vindo a sentir.
E não imaginam como isso foi importante para mim.

terça-feira, abril 16, 2013

Alice na praia

Foi assim, a tarde de domingo. Ninguém diria, a julgar pela forma como o tempo voltou a ficar merdoso, mas a tarde de domingo foi mesmo espectacular.

sexta-feira, abril 12, 2013

Crise a quanto obrigas

Gosto de pensar que sou uma pessoa financeiramente organizada. Não faço compras à maluca (embora, por vezes, tenha muita vontade), raramente uso o cartão de crédito (cujo pagamento é a 100%) e nunca chego ao fim do mês com a conta a zero.
No último ano, apesar de estar a ganhar menos (como toda a gente) ainda consegui poupar algum dinheiro. A minha mãe sempre me ensinou que é quando menos temos que conseguimos poupar. E parece que tem razão. O meu truque é todos os meses, no dia em que recebo, tiro logo uma pequena quantia previamente definida para uma outra conta. E é assim que tenho amealhado alguma coisa.
Acho que também me tornei uma consumidora mais cautelosa e mais autocrítica: penso sempre várias vezes antes de fazer uma compra e mesmo na comida penso dias vezes antes de cometer uma extravagância.
Com a gravidez não tem sido diferente: herdei muita roupa de uma querida amiga (embora quase toda de Verão...) e contam-se pelos dedos das mãos as peças que comprei para mim. Mesmo para a Alice foram muitos os empréstimos: a roupa e o berço da amiga Lina, o carrinho emprestado pela tia Liliana, a almofada de amamentação da Blan, que também emprestou lençóis e fraldas de pano... E muitas outras coisas que ainda vou herdar.
Só não poupei nas ecografias. Apesar de estar a ser muito bem seguida no DPN da maternidade, a verdade é que depois vou ao consultório do Dr. Amadeu repetir as ecos. Não é por mal, é mesmo porque, para mim, ele é o melhor e todos os euros são bem empregues.
Isto para dizer que nesta gravidez tinha decidido não fazer preparação para o parto. É uma coisa cara e que, no caso do Henrique, para nada me serviu.
Mas a médica que me segue na MAC disse-me que era melhor fazer o curso da MAC uma vez que é lá que a Alice deve nascer. E, uma vez que ando lá na consulta, fui referenciada para as itãs aulas de preparação.
Até aqui tudo perfeito. .. Hoje telefonam-me da maternidade: o curso é todas as segundas-feiras às 8h30 da manhã. Sim, leram bem: 8h30.
Ai se eu fosse rica...

quinta-feira, abril 11, 2013

Já cá faltava...

Um xixi na cama às três e meia da manhã,. Um banho, uma máquina de roupa (que inclui edredão) e uma cama de lavado a 1,80 de altura. Uma tarefa nada fácil quando estamos grávidas de sete meses...
Vou ali tentar esquecer e dormir o que ainda me falta. Isto se o pai não estiver s ressonar.

segunda-feira, abril 08, 2013

Ufa!

Hoje foi dia de revisão. É assim que me refiro às consultas anuais que tenho de fazer no Hospital de Santa Cruz, onde fui operada ao meu tumor. Hoje era o dia da revisão dos 8 mil km (oito anos) e eu estava especialmente apreensiva por estar grávida e não saber como o meu médico iria reagir. No ano passado tinha-lhe falado desta minha intenção e ele não foi muito entusiasta. E por isso estava com um friozinho na barriga. Mas correu tudo bem. Ele recebeu-me de braços abertos e com muito elogios. Disse-me que tudo iria correr bem. E assim, num instante, saiu-me um peso do coração.
A seguir à consulta fui a correr pra a MAC para mais má ecografia. E, confirma-se, esta miúda é quase uma bezerra. Está no percentual 90 o que, trocado em miúdos, lhe dá, entre outras coisas, um peso estimado de 1,450kg. E eu não tenho estômago....

sábado, abril 06, 2013

28 semanas

Ainda é cedo para certas coisas. Mas talvez seja melhor ter a primeira roupa dela separada. Só para garantir que fui eu que a escolhi.

sexta-feira, abril 05, 2013

Odeio

A forma como o dinheiro corrompe as pessoas.

Projectos

Chegou a hora de tratar do quarto da Alice!