sexta-feira, novembro 22, 2013

É sexta-feira!

E é também tempo de recomeço. Pelo menos é o que sinto. Terminou uma fase mais complicada da minha vida (a nível profissional). Agora é tempo de agarrar a normalidade, de passar mais tempo c a família e os amigos.
Hoje tive vontade de partir uma garrafa para comemorar. Mas acho que me vou ficar por uma bela noite de sono.
Segunda-feira é tempo de retomar o trabalho com novo fôlego. Até lá quero descanso, muito descanso.

quinta-feira, novembro 21, 2013

Ausências e culpa

Começo por dizer que não me considero uma daquelas mães histéricas que não conseguem estar longe das crias sem desatar aos gritos ou a mandar mensagens para casa a cada 5 minutos para saber se a bebé fez xixi ou cocó ou se comeu ou chorou.
Mas outra coisa é estar há três semanas a chegar tarde a casa, a sair cedo, a não conseguir dar-lhe banho e, muitas vezes, nem sequer o jantar. Sinto-me tão triste...
E em cima disto não tenho tempo para o meu filho mais velho: mal consigo estar com ele, não conseguimos estudar juntos, sempre que estou com ele estou agarrada ao telefone...
Há dias maus e este é um deles

Os sapos e idade

Aos 20 anos não acreditaria se me dissessem que com quase 40 andaria a engolir sapos daqueles que ficam entalados na garganta durante dias. Ma sé mesmo assim...
às vezes sinto-me uma prostitua intelectual. (sim, intelectual porque este corpo já viu melhores dias) e não é um bom sentimento. Olhar para o espelho e calar o que me vai na alma dá-me cá uma azia...

segunda-feira, novembro 18, 2013

A puta da consciência e da culpa

Foi em 2008. O meu pai estava a morrer, lentamente a escapar-se e a sofrer. Todos os dias um pouco mais. A minha mãe não se cansava de lutar por todos nós e de tentar procurar soluções crente que as coisas correriam pelo melhor, como parecia acontecer comigo. Estávamos com uma viagem a Madrid marcada para consultar um médico que prometia a cura do meu pai.
Foi por esses dias que soube que estava grávida. Grávida? Mas se eu estava a tomar a pílula... mas se eu era doente oncológica e tinha ainda o corpo minado de tóxicos da quimio e da rádio... como era possível que estivesse grávida? Soube pouco depois que sendo eu uma pessoa sem estômago poderia
não fazer correctamente a absorção da pílula. Soube-o da pior forma possível.
Hoje, quase seis anos depois, tenho momentos de grande arrependimento. Mas na altura tomei a decisão que poderia tomar com a informação de que dispunha: o risco de voltar a ficar doente era grande sem uma gravidez, grávida então subia exponencialmente; já para não falar dos possíveis efeitos no bebé de tantos ciclos de quimioterapia e radioterapia. Eu estava em frangalhos a lutar há um ano contra a doença do meu pai, a fazer das tripas coração para que ele pudesse recuperar ou, pelo menos, ter um final de vida digno... fiquei devastada, morta por dentro. Eu que queria tanto ter outro filho tinha diante de mim uma das decisões mais difíceis da minha vida. Ali estava diante de mim a razão pela qual eu tinha sido uma acérrima defensora da despenalização da IVG.
Na minha cabeça, naquele momento, não havia outra decisão a tomar.
Seguiram-se dias horríveis: três dias obrigatórios de reflexão; o olhar crítico das funcionárias da maternidade (as mesmas que na gravidez da Alice me trataram tão bem), o ter de levar uma vida como se nada se passasse comigo durante esses dias, o fim-de-semana em Vila Viçosa (ainda hoje não gosto de olhar para essas fotografias), a viagem a Madrid com  o meu pai, eu a conduzir para lá e para cá... o tempo parecia passar em câmara lenta, a agonia não parava de crescer... e a cada dia que passava as minhas dúvidas aumentavam: será que estava a tomar a decisão certa? e se nada me acontecesse? e se eu nunca mais conseguisse engravidar?
Na altura tomei a minha decisão depois de muita ponderação. Mas com muita dor, e muitas dúvidas. E obriguei a auxiliar de acção médica a exigir que no processo constasse "razões médicas" na minha decisão. Por nada, a não ser porque era a verdade. Eu tinha lutado e discutido muito para que aquela decisão fosse livre. Mas, no meu caso, estava a morrer por dentro por ter de a tomar.
Já passaram muitos anos, quase seis, eu voltei a engravidar, tenho a bebé mais fofa do mundo, tenho uma família que amo e que me adora. E, às vezes penso, poderíamos ser 5 e não 4.
Mas rapidamente afasto estes pensamentos. Eu fiz o que deveria ter feito. Vivo com a minha decisão, mas sei que tomei a decisão que deveria.
Por isso fico doente e irada quando vejo as fundamentalistas do pró-vida à porta da Clinica dos Arcos a rotular de assassinas as mulheres que ali se deslocam. Fico tão fora de mim que me apetece bater-lhes, muito. Com força. Com toda a força necessária para que percebam que às vezes é a única solução que nos resta. Que às vezes, perante uma grande dúvida e incerteza, a mãe não tem condições físicas e psicológicas para levar uma gravidez para a frente; que ninguém sofre mais do que nós, que enquanto mães que amam os seus filhos, que anseiam pelo nascimento de mais uma criança, nos vemos forçadas a tomar a mais dura das decisões.
Hoje senti necessidade de contar esta parte mais triste da minha história, para que todas as que se sentem obrigadas a tomar uma decisão como aquela que eu tomei percebam que as coisas acabam por passar; a vida continua o seu caminho, nós deixamos de nos sentir secas e vazias, voltamos a amar, voltamos a deixar que nos toquem, voltamos a querer ser mães, voltamos a ter um bebé nos nossos braços.

sexta-feira, novembro 15, 2013

Tristeza

Hoje sinto-me triste. E impotente. Uma pessoa de quem gosto muito está a passar por uma situação horrível, um sofrimento desumano ao qual ninguém devia estar sujeito.
Que injustiça... Bem sei que coisas destas acontecem a todos nós, todos os dias. Mas nem por isso fico menos triste ou a sentir-me menos impotente.

terça-feira, novembro 05, 2013

Pura diversão

Eu tinha avisado que a festa foi de arromba, que me diverti como há muito não o fazia. E o melhor (ou será o pior?´) é que há provas... ui! Temos pelo que ainda me espero.
Adorei SMS. Mesmo!
Aqui estou eu com duas amigas do coração!

segunda-feira, novembro 04, 2013

SMS

Eu tenho muitos conhecidos, pessoas que vão passando pela minha vida. Houve uma altura, fruto da idade, talvez, em que achei que essas pessoas teriam de ser minhas amigas. À conta disso fui tendo a minha dose de dissabores e tristezas.
Hoje em dia, continuo a cruzar-me com muita gente, mas apenas uma pequena parcela deles pertence ao meu grupo de amigos. Aqueles de quem gosto sempre, aqueles com os quais me preocupo, com quem gosto de partilhar uma boa notícia ou a quem recorro quando me sinto perdida.
A SMS entrou há relativamente pouco tempo na minha vida. Temos várias amigas em comum, seguia o seu blogue há muito tempo, mas foi há pouco que a conheci. No entanto, esse pouco parece-me muito. Puxo pela memória e não me lembro quando fomos apresentadas, se é que fomos... gosto de a ouvir rir, gosto da sua mania das doenças e a sua tendência para a catástrofe, do amor incondicional pelos filhos e pelo marido, do companheirismo...
Esta rapariga ultrapassou, com distinção, a barreira que coloco à porta dos meus conhecidos e saltou com distinção para o lado dos amigos.
Este fim-de-semana ela fez 40 anos e eu, como era óbvio*, fui convidada. E gostei tanto. Foi bonito, pá. Diverti-me imenso, estive com vários amigos, dancei como se não houvesse amanhã e vi-a, ali, linda, rodeada dos que mais ama (parte deles, já que faltavam os filhos). Belo momento de partilha.
Venham mais 40, miúda!

* alteração feita depois de ter recebido uma ameaça da visada :-)

segunda-feira, outubro 21, 2013

Baby love

A Alice continua a crescer. Fofa como só ela. Olhando para trás pergunto-me como era possível a vida sem ela, sem o seu sorriso pela manhã, sem o seu olhar ternurento sempre que ouve o mano falar . A nossa bebé está um amor e recomenda-se.

quarta-feira, outubro 16, 2013

Depressão

Ha momentos em que só me apetece baixar os braços. É tão difícil fazer alguma coisa neste país...

terça-feira, outubro 15, 2013

09

No dia 9 fez 5 anos que o meu pai morreu. E eu pensei nele todo o dia e em como ele estaria feliz com a sua neta.

segunda-feira, setembro 02, 2013

Férias

Estamos de férias. As primeiras passadas a 4. Começámos na sexta-feira, em casa de uns amigos UE nos receberam muito muito bem. Ontem descemos para Tavira e aqui vamos ficar até ao próximo domingo. São férias daquelas em que se cozinha e arrumam camas, em que lavamos loiça e damos um jeito na casa de banho. Mas são férias. De cabelo molhado e roupa de praia, de areia nos pés e mergulhos de mar ( poucos, é verdade) E eu tenho de as aproveitar bem. Em menos de um mês regresso ao trabalho, o Henrique vai para uma escola nova... São tantas as mudanças que se adivinham...

sexta-feira, agosto 23, 2013

Luto

Morreu mais um bombeiro. No caso, uma jovem bombeira. Morreu a Ana Rita. Caraças, como é possível tamanha injustiça? Como é possível que haja quem ateie fogos? Quantas mais mortes vão ser necessárias? Quantos mais órfãos?
Hoje os meus pensamentos estão cm esta jovem, que tinha tanto para viver...

Crónica dos dias que passam

A vida vai correndo, dia a dia. Depois de um primeiro mês muito complicado, em que me senti literalmente deprimida, veio a bonança. O momento de viragem foi ter percebido e aceitado que a vida mudou. Um destes dias escreverei aqui sobre este meu primeiro mês. Para já quero relatar estes dias. A Alice está a uma semana de completar 3 meses. Já faz intervalos de pelo menos três horas entre refeições. À noite esse intervalo sobe para 6 horas. Infelizmente tal não significa que eu durma toda a noite. Este intervalo começa por volta das 8, 9 e termina pelas 3h. Mas é um bom começo.
A Alice já sorri. Um sorriso muito simpático, quase gargalhada. Continua a adormecer sozinha. Gosta de enfiar a mão na boca, gosta de se aconchegar com uma fralda, gosta de passear no sling. Adora a voz do mano. Continua com muitos gases, principalmente por volta das 6 da manhã.

sexta-feira, agosto 02, 2013

Dois meses

Parece que foi ontem e já lá vão dois meses. A Alice já sorri quando lhe falo, já segue o mano com o olhar, já faz intervalos mais regulares entre refeições... Está tão querida que só me apetece apertá-la.

quarta-feira, julho 24, 2013

E querem ver que vou acabar nos AA?

Quando engravidei do Henrique não bebia álcool. Foi numa outra vida, aquela em que tinha estômago. Depois vi a luz e comecei a beber, para gáudio do senhor meu marido que deixou de estar condicionado às meias garrafas de vinho de cada vez que íamos a um restaurante.
E isto para dizer que me apetece imenso um vinho branco e um Gin. Tónico... Mas tanto, que chego a desejar que o meu marido se engasgue de cada vez que o vejo beber algo que me apetece.

domingo, julho 21, 2013

Crónica dos dias que passam

A Alice está quase a fazer dois meses. Ainda não há rotinas muito definidas, mas as coisas vão-se compondo. Já reage mais à nossa voz, já nos segue com o olhar, já faz intervalos maiores entre refeições. Está um pequeno amor. Continua a bolsar que se farta, o que ainda me assusta um bocadinho por mais que diga que já estou habituada.
Já pesa 3,900 e mede 55cm. Vou ter de rever as gavetas da reocupa porque já temos algumas peças que não lhe servem!!!!
Eu já não me sinto tão sem rede, tão angustiada. Olho para ela com mais serenidade, mais paz.
O irmão continua apaixonado por ela mas sempre a enviar-me sinais. Está mais respondão, malcriado mesmo. Um desafio...
Para a semana vamos estar os 4, em familia, que é coisa que sinto falta. O estado da política nacional não tem ajudado nada. O pai sempre ausente e cheio de trabalho... Irrita-me a forma como somos afectados por esta trapalhada. Espero que hoje se resolva, pelo menos parte.

domingo, julho 14, 2013

Desabafos

Têm sido semanas complicadas, um turbilhão de emoções. Às vezes parece-me que não consigo respirar, quanto mais dar conta do recado de criar duas crianças, uma delas recém-nascida, e de tocar uma empresa para a frente.
Do que me lembro o pós parto do Henrique foi muito mais tranquilo... A todos os níveis.
Desta vez parece que estou sempre em falência... Sempre s correr atrás das coisas...
O sentimento que mais me acompanha nestes dias é a angústia. Não estar onde é suposto, não fazer o que é normal, não sentir...
Vai passar... Tento mentalizar-me que vai passar.

quinta-feira, junho 27, 2013

Os piores 20 minutos da minha vida

Ainda fico sem pinga de sangue quando penso nisso. Ainda sinto a garganta seca, o coração acelerado e uma enorme vontade de gritar. Ainda me sinto a gelar e a desfalecer.
Não passou de um susto, e por isso decidi contar aqui. Mas foi o maior susto da minha vida e pode acontecer a qualquer um. 
Há umas semanas uma amiga veio buscar-me para almoçar. Como já tem duas cadeirinhas de criança no seu carro e são daquelas difíceis de tirar, tentou meter o ovo da Alice no lugar do meio. Lá nos debatemos durante uns minutos para tentar encaixar o ovo, mas acabámos por conseguir. E o que fizemos a seguir? Batemos as portas para nos sentarmos à frente... O que eu não sabia era que ela tinha tirado a chave da ignição e que, por artes do demo a mesma tinha caído no banco traseiro do carro e que ela, sem querer, a tinha pisado com o joelho e tinha trancado o carro. 
Por isso, quando batemos as portas para passarmos para o banco da frente a  Alice ficou trancada dentro do carro.
Não vou escrever o que senti porque não existem palavras que o façam devidamente. Senti-me morrer, com uma vontade enorme de partir o vidro, mas com medo que os estilhaços chegassem à bebé. 
Felizmente não passou de um susto: ela esteve sempre a dormir; o carro estava estacionado à sombra e estava frio no seu interior; o marido da minha amiga meteu-se num taxi e foi em tempo record  do seu trabalho até casa buscar a chave suplente e daí até minha casa.
Foi só um susto, é o que não paro de dizer a mim mesma, mas não consigo deixar de pensar no que poderia ter acontecido e no que poderia ter feito para o evitar.


terça-feira, junho 25, 2013

Desafios

A Alice continua a crescer. Já sabe chorar e tem um choro forte, que se faz ouvir. Mas chora sobretudo quando tem fome. Já deu para perceber que tem personalidade forte!
O mano mais velho continua apaixonado pela sua maninha. Mas está a descompensar. No espaço de uma semana fez xixi na cama três vezes. Eu sei que é insegurança, eu sei que é passageiro. Mas ontem tive de lhe dizer que não aguento isto muito mais tempo. Bem sei que estou a colocar nos seus ombros muita responsabilidade, mas ele é crescido e tem de perceber que eu o adoro, que lhe dou toda a atenção que ele quiser, mas que não consigo acordar para dar de mamar à mana e depois ter de acordar para lhe dar banho e mudar a cama.
Há momentos em que me sinto tão cansada...

sábado, junho 22, 2013

3 semanas

A Alice gosta da voz do mano; tenta segui-lo com o olhar.
A Alice bolsa imenso, muito mesmo. Às vezes até assusta.
A Alice chora pouco mas faz muitos ruidinhos...
A Alice já pesa 3 kg, já abre os olhos enquanto falamos com ela.
A Alice já tem cólicas, essas malditas.
A Alice adormece por si, na cama, sem embalos nem colo.
São assim as primeiras 3 semanas de Alice

quinta-feira, junho 13, 2013

12 de Junho

Fez ontem 9 anos que soube o que era ser mãe. Fez ontem 9 anos que o mundo mudou para sempre. O meu mundo, pelo menos. Ficou mais preenchido, passou a fazer mais sentido. Fez ontem 9 anos que acabou a vida sem preocupações, as noites dormidas de seguida, as idas ao cinema sem planeamento, os fins-de-semana fora de improviso, os silêncios demorados do sossego..
Fez ontem 9 anos que o Henrique nasceu e o meu mundo passou a ser um lugar melhor.

segunda-feira, junho 10, 2013

Arrotar

Porque será que esta criança escolhe sempre a madrugada para demorar eternidades a arrotar?

domingo, junho 09, 2013

Primeira semana

Estamos em casa há uma semana. Os 4. Juntinhos. A minha mãe esteve cá até ontem para ajudar. E que ajuda!!!
A Alice já foi ao centro de saúde e já foi à pediatra. Está tudo bem. Diz a pediatra que vai ser forte. Tem instinto e força.
O mano é muito fofo com ela, quer ajudar e pegar-lhe. Mas andou com uma virose e, por isso. Restringi um bocadinho o contacto entre ambos até quinta-feira. Ele andava tão triste por não lhe poder tocar...
A Alice dorme muito, tenho de a acordar para lhe dar leite... Às vezes demora mais tempo a acordá-la do que a comer...
Tenho vontade de a levar à rua... Só para beber um cafezinho. Talvez seja hoje.
Nesta primeira semana a 4 conseguimos restringir as visitas. Temos sido nós... Só nós. Mas agora vamos iniciar nova etapa... Nós e os que nos são queridos.

terça-feira, junho 04, 2013

Home sweet home

Estive aqui a reler os dois últimos posts que publiquei e respectivos comentários. Antes de mais queria agradecer a todos os que aqui deixaram uma palavra amiga. É estranho mas a força dos que por aqui passam foi importante, apesar de não saber quem são.
Domingo foi mesmo ali ao virar da esquina e, no entanto, parece que foi há uma eternidade. Já aconteceu tanta coisa... No domingo ao fim da manhã a Alice teve alta dos cuidados intermédios e veio para perto de mim. Na verdade acabou por ter alta antes de mim! Às 5h da tarde já estava pronta para ir para casa. E, até eu, tive alta no domingo. Às nove da noite, mas foi no domingo.
Agora somos 4. Ontem foi o primeiro dia do resto das nossas vidas. Crescemos e agora vamos descobrir esta nova realidade.

domingo, junho 02, 2013

Saudades

Pouco depois da Alice ter ido para a incubadora eu vivi a minha experiência Twillight: comecei por sentir uma dor forte nas omoplatas (coisa que não me lembro que me tenha acontecido com o Henrique) e,a dada altura, quando me ia deitar, simplesmente bloqueei de dor e deixei de conseguir respirar. Uma cena verdadeiramente horrivel, desesperante. A sala cheia de visitas. Eu a não querer impressionar as outras mães mas, ao mesmo tempo, a morrer de dores... A sala sem cortinas (assunto que merece um post), as enfermeiras que nunca mais apareciam, eu a não conseguir explicar exactamente o que estava a sentir.
Resultado, depois de exames, análises e muitas visitas médicas fica a suspeita de ter havido uma punção da dura mater... Não é uma coisa porreira de se sentir, mas não há nada a fazer: é uma das complicações possíveis com uma epidural que implica estar deitada pelo menos 24 horas. Quer isto dizer que estou ha mais de 36 horas sem ver a Alice.
O pai já tratou mais dela do que eu. Ja lhe deu biberão, mudou a fralda... O mano ja lhe tocou... A avó já se derreteu a olhar para ela e a adivinhar parecenças comigo (que eu não vejo). Eles são, neste momento, as únicas pessoas que a podem ver. São os meus olhos...
Que saudades... Não vejo a hora de ter a minha mão na dela... Assim, como o pai
Talvez seja hoje.

sexta-feira, maio 31, 2013

Novidades

A Alice nasceu linda e maravilhosa, uma verdadeira campeã se tivermos em conta que nasceu na semana 35 de gestação com 2,695.
Mas a minha pequenota tem os açúcares baixos, e por isso teve de fazer uma visita à unidade de cuidados intermédios de neonatologia onde está a ser seguida de perto.
Nem imaginam o que chorei quando a pousei naquela incubadora...
Neste momento está a estabilizar... Vamos ver se amanhã volta para perto de mim.



Nunca se fiem nas maravilhas de uma cesariana

Algumas amigas achavam que eu era maluca quando dizia que gostava de tentar um parto normal com a Alice. Amigas de certeza que com um parto normal não teria metade dos problemas que estou a ter hoje: dores horríveis na cicatriz, um intestino que não funciona e tem ar que vai até às omoplatas, uma bexiga que não trabalha sozinha...
A serio, pensem duas vezes antes de avançarem para uma cesariana...

Alice



quinta-feira, maio 30, 2013

quarta-feira, maio 29, 2013

Omg

O meu filho mandou-me um mail...

terça-feira, maio 28, 2013

35...

E uns pozinhos e continua a crescer. E com ela as minhas dores. A última semana tem sido bastante difícil: dores nas costas, dores na barriga, dores na cicatriz da cirurgia ao estômago... Até me dói quando tusso ou espirro.
Diz a médica que o meu corpo está a dar sinais de que está a atingir o seu limite.
Depois do que tenho passado estes dias começo a perceber ao que se referia quando falava de não ser muito provável escapar a uma cesariana.
Sexta-feira volto à médica...
Até lá é aguentar com posso...

sexta-feira, maio 24, 2013

Pestanas

As pestanas da Alice são, até ver, a notícia do dia.

terça-feira, maio 21, 2013

34...

A Alice foi ao futebol. E apesar de não termos ganho ela gostou muito.
Para a próxima época há mais.

quinta-feira, maio 16, 2013

Domingo vamos à Luz

Ainda bem que já tínhamos os bilhetes comprados para não soar a prémio de consolação aos nossos jogadores.
Ontem nem consegui ficar triste.: fiquei de pés colados no chão, mão na cabeça, olhar fixo na televisão. A história não se podia repetir... Não depois do excelente jogo que fizeram, não depois de terem dado tudo.
Não consegui ver aqueles rostos cheios de lágrimas, a descrença dos nossos rapazes.
Domingo vamos à Luz. Vamos aplaudi-los e dizer que foram os melhores.

quarta-feira, maio 15, 2013

Ser benfiquista

Eu adoro futebol.
Gosto mesmo. Não tem de ser o meu Benfica. Eu gosto do espectáculo, dos passes, das fintas, dos golos... mas se for o Benfica tanto melhor.
Desde que me conheço que é assim. Ia com o meu pai à bola e nunca me cansava. Ele ia em trabalho e eu ficava sempre sozinha a ver os jogos e no fim tinha de esperar por ele para ir para casa. E o meu pai só podia sair depois da equipa de arbitragem e tinha de chegar sempre umas duas a três horas antes de o jogo começar. Mas eu gostava tanto de ver o Benfica jogar que nada daquilo me parecia um sacrifício.
Cresci no meio de homens que gostavam de futebol mas que nunca se chateavam por causa disso. O meu pai, que era benfiquista, não se deixava enganar. Sempre que a sua equipa jogava mal arranjava coisa melhor para fazer do que ficar à frente da televisão. O meu irmão, um portista ferrenho, sempre me ensinou que há coisas mais importantes do que o futebol. Já nos chateámos muitas vezes, creio que nunca por causa do futebol.
Isto para dizer que o meu benfiquismo me está cravado na pele, faz parte do meu ADN, mas não me cega, não me impede de distinguir as coisas. Sei ver quando o Benfica joga mal, sei ver quando é favorecido numa decisão do árbitro. Se quero que ganhe sempre? Claro que quero! Mas isso não faz com que eu deixe de ver as coisas como elas são.
Ao contrário da maioria dos benfiquistas, eu não gosto do Jesus, nunca gostei.
Nem do Cardozo... Lamento. Mas isso não me faz menos benfiquista nem menos solidária com o que aconteceu.
Este fim-de-semana fiquei triste, muito triste com o resultado do jogo. E senti pena de Jorge Jesus. Aquele cair de joelhos, aquele desalento, bateu-me fundo; eu própria me senti assim, triste, derrotada, desalentada, vencida em cima da meta.
E acredito que isto da gravidez tenha alguma influência na dimensão dos meus sentimentos. Estas hormonais deixam-me doida, é verdade. Mas o que senti foi mais do que resultado de um desequilíbrio hormonal: foi tristeza, foi sentir que ser o melhor não chega, que ser a equipa que pratica o melhor futebol não é sinónimo de ganhar o campeonato. E é evidente que o pib não vai subir por causa do futebol, nem o Governo vai passar a ser competente, mas a verdade é que esta derrota teve grande impacto na minha força anímica, na minha vontade de ver o lado bom das coisas...
Não vou aqui dizer se acho que acho que a estratégia do treinador foi ou não a correcta, ou se as substituições foram as mais indicadas. Nada disso importa agora. O importante é lamber as feridas e seguir em frente. Eu, que até nem gosto do Jesus hoje estou com ele, solidária. E não vou menosprezar o que conseguimos, que é coisa que me irrita e que oiço agora de muitos benfiquistas. Caraças, estamos na final da Liga Europa! Vamos à final da Taça de Portugal! É claro que me irrita morrer na praia, ver o campeonato escapar por entre os dedos mesmo no fim, mesmo quando já se sentia o cheiro da vitória. Mas isso não pode apagar a nossa época, e o Benfica esteve bem, jogou bem, praticou o melhor futebol do nosso campeonato.
Por isso hoje vou estar a torcer pela minha equipa e domingo lá estarei, na Luz, a bater palmas aos meus jogadores... FORÇA BENFICA!!!

sábado, maio 11, 2013

Pequenita esperança

É pouco provável que assim seja, principalmente se a Alice se mantiver a crescer a este ritmo, mas hoje, na consulta, ficou pelo menos a hipótese de que este parto ainda possa ser normal.
Segundo a minha médica me explicou se a Alice decidir, por si, nascer antes do fim do tempo, lá para as 37 semanas, é possível tentar um parto normal. Mas se ela se deixar ficar no seu cantinho a crescer  como uma vitelinha... Então terá de ser cesariana e é provável que tenha de ser antes das 40 semanas porque os meus músculos abdominais podem não aguentar.
Daqui a 15 dias volto para nova ecografia e consulta, pra ver como param as modas.

quarta-feira, maio 08, 2013

Vergonha

Mas as pessoas andam com vergonha de dizer o preço das coisas? Estou a tentar escolher um sítio para fazer a ginástica de recuperação do parto e acreditam que nenhum dos sites tem o preço???? E quando ligo a dizer que gostava de ter mais informação dizem-me que vão mandar por mail...
Arre gente que não tem o que fazer

segunda-feira, maio 06, 2013

Noticia do dia

Parece que a Alice é um verdadeiro leitãozinho. Na ecografia de hoje o médico foi peremptório: a sua bebé está gorda. Ups... Engoli em seco e tentei não me importar muito com o assunto. Estou 13kg mais gorda, mas a verdade é que comecei 5kg abaixo da minha última gravidez, não tenho estômago, logo não como grandes quantidades de nada (mesmo que quisesse) e não ando sempre a enfardar coisas que fazem mal...
Mas esta rapariga que deveria ter 1,700kg tem um peso estimado de 2,400kg.
Se tivermos em conta que a partir de agora ela deve aumentar umas 200g por semana...
Bem, vou ali comer uma folha de alface!

domingo, maio 05, 2013

Dia da mãe parte III

Almoço feito pelos rapazes depois de um merecido descanso no jardim.





Dia da mãe parte II

Pequeno-almoço na cama feito pelo filho... Ovos, sumo de fruta... Tudo a que se tem direito. Veleu a pena a espera na cama.



Dia da mãe parte I

Dez da manhã e eu, apesar de já não ter posição, estou na cama a fingir que durmo enquanto ele prepara um pequeno-almoço especial com o pai.

sábado, maio 04, 2013

32...

Já só faltam oito semanas...
Que alívio!
Que meeeeddddddoooooooo!!!

Cansada...

Deste PM. Juro, já nem o consigo ouvir. Não é por mal mas não consigo mesmo. Esta noite, enquanto ele falava, estava a montar um lego com o meu filho.
E não é desinteresse pelo país. Eu sou uma empresária que sofre diariamente na pele as consequências das políticas homicidas deste governo; tenho um filho para criar e uma filha a caminho; vivo do meu salário. Nesta casa não há pais ricos, nem heranças, bem ganhos na bolsa ou coisa que o valha.
Mas já não consigo olhar para aquele fatinho Maconde, aquela merda de corte se cabelo, aquele ar de quem vai arrancar um dente sem anestesia mas que, ao mesmo tempo, vai salvar o país.
Tirem-mo da frente. Irra!

quarta-feira, maio 01, 2013

Está quase

Eu ando, como se deve imaginar, cada vez mais cansada. Mas agora que deixei os dois dígitos (faltam menos de 9 semanas para o fim da coisa) começo a ver tudo o que já deveria estar feito. E, verdade seja dita, ando com mais vontade de ver as coisas terminadas e bonitas. Ontem foi dia de reciclagem aqui em casa e a ajuda do pai foi preciosa.
Tínhamos um camiseiro muito manhoso da Ikea que não podíamos deitar fora, mas que não ia ficar grande coisa no quarto da Alice. E a estante que lá estava tinha umas portas de um laranja muito escuro, quase tijolo, que também não ficava lá muito bem com a parede lavanda.
Há uns dias pensei em soluções para estes dois trambolhos que estavam no futuro quarto da bebé e lembrei-me que poderia ficar giro se os forrasse com papel de parede. Como cada rolo de papel de parede tem 10 metros e o engraçado era ter gavetas de padrões diferentes, pedi ajuda às minhas amigas no facebook que me dessem sobras. Foram várias as que responderam, mas a Lina foi a mais rápida e o resultado está à vista... Não está lindo?







terça-feira, abril 30, 2013

Do, did, done

Aula de preparação para o parto logo às 8h30 da matina - done
Comprar papel de parede - done
Ir à Ikea comprar cama para o quarto da Alice - done
Pintar as pernas da máquina de costura da minha avó - done
Ir buscar filho à escola - done
Ir a casa de amiga na outra ponta da cidade buscar berço e sobras de papel de parede - done
Comprar jantar - done
Deitar filhote - done...

Talvez seja normal que me sinta como se tivesse sido atropelada...

quinta-feira, abril 25, 2013

25 de Abril

A praia estava fantástica. A água fria nas minhas pernas faz milagres. Eu, apesar de estar a enlouquecer por ter o futuro quarto da criança em modo armazém, disse ao senhor do roupeiro que hoje não podia ser e que a montagem das portas Tinha mesmo de ficar para amanhã.
Mas, apesar de tudo, às 15h saímos da praia direitinhos ao Marquês.
Sim, porque há coisas demasiado importantes e há datas, momentos, que o Henrique tem de valorizar e um dia passar à sua irmã.
Infelizmente não tenho uma única foto que ilustre o momento, mas foi muito bonito. E, apesar de estar agora a pagar o esforço da caminhada, valeu muito a pena.
Para o ano seremos 4!
25 de Abril sempre!

Rotinas

Amanhã é dia de consulta na maternidade. Com quase 31 semanas espero que a minha médica me dê algumas luzes sobre o parto. Apesar de não ser uma mãe de primeira viagem confess que ando um bocadinho ansiosa. Em primeiro lugar por não saber se a maternidade fecha o não antes do final de Junho; depois por não me terem dito nada acerca dos meus antecedentes (cesariana anterior e uma cicatriz enorme da operação ao estômago). Há algum problema em tentar parto normal? Posso fazer a mesma força que outra mulher que não tenha sido sujeita a uma cirurgia como a minha ( na qual basicamente me rasgaram os músculos abdominais numa extensão superior a 40cm)? A semana passada fiquei a saber, por exemplo, que com uma cesariana anterior não me podem induzir o parto.
Veremos como corre tudo amanhã.

A saga do quarto

Prometo para breve algumas fotos do quarto da Alice. Para já, aquele espaço mais parece um a
Deposito de caixas e madeiras. A montagem das portas de correr no roupeiro (o que me vai permitir ganhar quais 40 cm de espaço num quarto que é o mais pequeno da casa por ter a varanda) acabou por não ser feita ontem porque o senhor enganou-se numa medida. E iss atrasou todo. Resto: a troca das roupas de inverno pelas de verão (sim, porque aquele roupeiro tem a minha roupa), a montagem do berço, a troca de umas portas, a compra de uma outra cama (que servirá para receber as avós), a escolha do cortinado... Até parei de lavar a roupa da pequena porque primeiro tenho de ver muito bem onde a vou guardar depois de lavada... Está tudo parado e com um ar bastante desarrumado. Amanhã, se tudo correr bem, o roupeiro fica pronto e com isso posso organizar melhor todo o espaço.   Vou tentar não desesperar... Mas não está a ser fácil, confesso.

segunda-feira, abril 22, 2013

Work in progress

Começaram, oficialmente, os preparativos para a inauguração do quarto da Alice. Este fim-de-semana foi para pintar a parede do quarto. E o mano ajudou...

sábado, abril 20, 2013

Isto há que ir com calma

Na quinta-feira ao fim do dia, quando parecia que o meu dia ia acabar em grande... Houve uma viravolta daquelas que nos deixam os cabelos em pé... Confirmando as minhas suspeitas, o Henrique passou-se da marmita na aula de música e bateu numa menina. Fiquei mesmo triste, zangada... Só me apetecia abaná-lo. Mas, em vez disso, sentei-me a falar com ele a tentar explicar-lhe que o que tinha feito estava errado e porquê. Confesso que o mais fácil seria dar-lhe m palmadão daqueles, que era merecido... Mas não ia resolver nada.
Espero que a nossa conversa tenha servido para alguma coisa... Vamos ver como correm as coisas nas próximas semanas.

quinta-feira, abril 18, 2013

A minha luzinha vai apagar-se

Nesta semana o Henrique tem andado mais descompensado. Aborreci-me com ele na terça-feira (com direito a palmada no rabo e tudo) e na quarta, bem foi o descalabro completo.
O dia até correu bem: ele veio para casa, fez os tpc, fomos lanchar à Padaria Portuguesa e ele ainda esteve no parque a brincar com um amiguinho da escola. À noite o meu irmão veio jantar connosco e trouxe os dois filhos... tudo parecia bem.
Mas ele, coitado, está mesmo assustado com esta coisa de deixar de ser o único aqui por casa e ontem partiu-me o coração.
Eu zanguei-me com ele porque, no meio da excitação de estar com os primos acabou por fazer xixi nas cuecas. A acrescer a isto, no meio da confusão, acabou por fazer uma idiotice que fez com que o primo mais velho o magoasse. Mas, num contexto normal, ele chorava porque o primo o tinha magoado, eu ralhava com ele por causa do xixi e a vida seguia traquilamente. Nada disso. Ele chorou, chorou, falou alto, irritou-se, irritou-me... um verdadeiro filme. Às tantas tive a presença de espírito de me lembrar que a adulta sou eu e tentei levar a coisa para a conversa, perguntando porque razão ele anda tão alterado, tal rabugento, tão revoltado. E, depois de muita hesitação, ele disse-me desenhando pequenos círculos imaginários com o seu dedo: "neste momento eu tenho a minha luzinha acesa e vocês dão-me atenção mas eu acho que quando a mana nascer a minha luzinha se vai apagar, porque vocês só lhe vão dar atenção a ela." Escusado será dizer que me partiu o coração a forma como ele se expressou.
Pensei que o tinha ajudado ao responder-lhe que era verdade, que a mana ia ter mais atenção, mas apenas porque ela não consegue fazer as coisas sozinha. Depois também lhe disse que, provavelmente a minha luzinha também se iria apagar porque ele e o pai iriam dar muito mais atenção à mana do que a mim. Espero ter ajudao.

quarta-feira, abril 17, 2013

Gente com tantas certezas....

E assim foi a minha segunda-feira: começou pela fresca, 8h30 da manhã na MAC para a minha primeira sessão de preparação para o parto. A sessão era a primeira de duas com a psicóloga da maternidade. Gostei imenso dela e muitas das coisas que disse deixaram-me mais tranquila em relação à forma como estou a viver esta gravidez.
A esmagadora maioria das mulheres que ali se encontram estão a viver a sua primeira gravidez. Apenas três já estiveram grávidas e apenas duas conseguiram levar a gravidez até ao fim. Por isso são muitas as perguntas de algibeira que se ouvem. As cuecas descartáveis, os sacos para o leite, as fraldas, as toalhitas... Tudo questões válidas de quem vai ser mãe pela primeira vez.
Mas o que me irrita mesmo é o oposto: é quem julga que, por já ter tido um filho, sabe as respostas todas. Eu estou um bocadinho preocupada com a forma como o Henrique irá lidar com a chegada da mana; que receios isso levanta nele, de que forma é que se sentirá ameaçado... Eu sei que o meu filho está muito feliz com a chegada da mana que foi um bebé muito desejado. Mas acho normal que tenha dúvidas e que haja momentos em que se sinta ameaçado. Parece-me normal que assim seja. Foram nove anos de reinado.
Mas na segunda-feira saiu-me, na rifa, uma daquelas mães que dá vontade de insultar. A sua filha não vai reagir ao nascimento do irmão porque ela, enquanto mãe, deu-lhe uma educação xpto. Ao contrário de mim, que devo ter criado um monstro. Acreditem que foi assim que me senti. Será que aquela parvalhona  não percebe que não é normal que uma criança não acuse o toque, não se sinta insegura... É quase impossível que isso não aconteça...
Talvez para a semana ela esteja mas calma...

Ambivalências

Ao contrário da minha primeira gravidez, em que tudo era um mar de rosas e felicidade, desta vez tenho vivido as coisas de forma mais ambivalente. Às vezes pareço uma maluquinha, confesso. Cheia de dúvidas, de sentimentos contraditórios, de insatisfações...
Esta semana, na sessão de preparação para o parto na MAC tive a oportunidade de escutar a psicóloga da maternidade que nos esteve a explicar vários aspectos psicológicos que nos acompanham, durante a gravidez, bem como as diferentes fases pelas quais todas nós passamos e por alguns receios  que possamos ter em relação à gravidez, ao parto, à sexualidade, à reacção dos outros filhos...
Confesso que achei que não haveria muito a acrescentar neste tema, mas estava redondamente enganada.
Aquela mulher conquistou-me. Não foi para ali armada em pessoa que sabe tudo, não teceu juízos de valor, não deu bitaites sobre as nossas vidas. Apenas nos informou, esclareceu, ouviu... Como os brasileiros costumam dizer " o meu santo bateu com o dela". E, por incrível que possa parecer (a mim, pelo menos, pareceu-me) ajudou-me a perceber esta permanente ambivalência que se tornou a minha vida. Esta constante incerteza, insatisfação... Pela primeira vez nesta gravidez alguém conseguiu explicar exactamente o que tenho vindo a sentir.
E não imaginam como isso foi importante para mim.

terça-feira, abril 16, 2013

Alice na praia

Foi assim, a tarde de domingo. Ninguém diria, a julgar pela forma como o tempo voltou a ficar merdoso, mas a tarde de domingo foi mesmo espectacular.

sexta-feira, abril 12, 2013

Crise a quanto obrigas

Gosto de pensar que sou uma pessoa financeiramente organizada. Não faço compras à maluca (embora, por vezes, tenha muita vontade), raramente uso o cartão de crédito (cujo pagamento é a 100%) e nunca chego ao fim do mês com a conta a zero.
No último ano, apesar de estar a ganhar menos (como toda a gente) ainda consegui poupar algum dinheiro. A minha mãe sempre me ensinou que é quando menos temos que conseguimos poupar. E parece que tem razão. O meu truque é todos os meses, no dia em que recebo, tiro logo uma pequena quantia previamente definida para uma outra conta. E é assim que tenho amealhado alguma coisa.
Acho que também me tornei uma consumidora mais cautelosa e mais autocrítica: penso sempre várias vezes antes de fazer uma compra e mesmo na comida penso dias vezes antes de cometer uma extravagância.
Com a gravidez não tem sido diferente: herdei muita roupa de uma querida amiga (embora quase toda de Verão...) e contam-se pelos dedos das mãos as peças que comprei para mim. Mesmo para a Alice foram muitos os empréstimos: a roupa e o berço da amiga Lina, o carrinho emprestado pela tia Liliana, a almofada de amamentação da Blan, que também emprestou lençóis e fraldas de pano... E muitas outras coisas que ainda vou herdar.
Só não poupei nas ecografias. Apesar de estar a ser muito bem seguida no DPN da maternidade, a verdade é que depois vou ao consultório do Dr. Amadeu repetir as ecos. Não é por mal, é mesmo porque, para mim, ele é o melhor e todos os euros são bem empregues.
Isto para dizer que nesta gravidez tinha decidido não fazer preparação para o parto. É uma coisa cara e que, no caso do Henrique, para nada me serviu.
Mas a médica que me segue na MAC disse-me que era melhor fazer o curso da MAC uma vez que é lá que a Alice deve nascer. E, uma vez que ando lá na consulta, fui referenciada para as itãs aulas de preparação.
Até aqui tudo perfeito. .. Hoje telefonam-me da maternidade: o curso é todas as segundas-feiras às 8h30 da manhã. Sim, leram bem: 8h30.
Ai se eu fosse rica...

quinta-feira, abril 11, 2013

Já cá faltava...

Um xixi na cama às três e meia da manhã,. Um banho, uma máquina de roupa (que inclui edredão) e uma cama de lavado a 1,80 de altura. Uma tarefa nada fácil quando estamos grávidas de sete meses...
Vou ali tentar esquecer e dormir o que ainda me falta. Isto se o pai não estiver s ressonar.

segunda-feira, abril 08, 2013

Ufa!

Hoje foi dia de revisão. É assim que me refiro às consultas anuais que tenho de fazer no Hospital de Santa Cruz, onde fui operada ao meu tumor. Hoje era o dia da revisão dos 8 mil km (oito anos) e eu estava especialmente apreensiva por estar grávida e não saber como o meu médico iria reagir. No ano passado tinha-lhe falado desta minha intenção e ele não foi muito entusiasta. E por isso estava com um friozinho na barriga. Mas correu tudo bem. Ele recebeu-me de braços abertos e com muito elogios. Disse-me que tudo iria correr bem. E assim, num instante, saiu-me um peso do coração.
A seguir à consulta fui a correr pra a MAC para mais má ecografia. E, confirma-se, esta miúda é quase uma bezerra. Está no percentual 90 o que, trocado em miúdos, lhe dá, entre outras coisas, um peso estimado de 1,450kg. E eu não tenho estômago....

sábado, abril 06, 2013

28 semanas

Ainda é cedo para certas coisas. Mas talvez seja melhor ter a primeira roupa dela separada. Só para garantir que fui eu que a escolhi.

sexta-feira, abril 05, 2013

Odeio

A forma como o dinheiro corrompe as pessoas.

Projectos

Chegou a hora de tratar do quarto da Alice!

domingo, março 31, 2013

As pessoas mudam...

E é muito bom constatá-lo. A minha obstetra, por exemplo, é uma dessa pessoas. É mina médica há cerca de 12 anos e, se no inciso a nossa relação foi muito difícil, a verdade é que agora é das pessoas em quem mas confio, alguém que não me julga, que não cai na tentação de me çriticar ou de me forçar a tomar a sua decisão por minha. Foi assim quando tive de fazer uma ivg, foi assim quando lhe disse que gostava muito de voltar a ser mãe.
Ao contrario de muitos dos médicos com quem falei, e que estavam mais preocupados em incutir-me um medo abstracto ( deixe-se ficar assim que está bem), a minha obstetra alertou-me para os potenciais riscos de uma nova gravidez, mas também me disse o que tínhamos de fazer, que exames realizar, com que médicos falar... E, no final, terminou comum" seja qual for a sua decisão eu estou aqui para a apoiar.  Só quero que tome uma decisão informada." E não imaginam como é importante e difícil encontrar alguém com este tipo de discurso.
Se já notei muitas diferenças na minha primeira gravidez, nesta então nem se fala. Não é ela que me segue "oficialmente" nesta gravidez porque tenho de ser seguida no alto risco da maternidade. Mas nem por isso deixo de ir ao seu consultório todos os meses e quando algo corre mal na Mac é sempre ela que resolve tudo.
Obrigada, Dra. Alice, por me ajudar e me fazer sentir especial.

Relações e ralações

Eu adoro a minha mãe. Mesmo. É um pilar da minha vida, um exemplo de coragem, de luta, de sobrevivência. Mas é a minha mãe... E são mais as vezes que me passo da marmita com ela do que aquelas em que tudo corre bem. E não vale a pena dizer que é por culpa dela, ou mina... Somos duas adultas muito diferentes, que vivem a sua vida de forma distinta, e isso por vezes cia incompatibilidades... Mas eu detesto chatear-me com ela, e detesto perder a paciência. Bem sei que tenho m feitio difícil e agora, grávida, sou anda mais insuportável... Mas ela não facilita. Tudo é uma critica, tudo o que digo é porque estou contra ela, tudo o que faço ficava melhor se fizesse doutra forma... " porque não aqueces antes o leite na caneca de plástico?"  ou " era melhor ligares a torradeira na outra tomada" " abre antes a porta" " talvez seja melhor deixá-la fechada"...
Acaba por ser sempre assim, nestes dias de festa. E eu não aprendo: não aprendo a ficar calada ( que seria a melhor solução) nem sequer aprendo a inventar desculpas para não vir e ficar em Lisboa no conforto do meu sofá.
Esta relação tem muito de ralação, e essa é que é essa.

quinta-feira, março 28, 2013

Carta ao meu pai

Olá pai, espero que estejas bem. Espero que estejas a passar este dia, o teu dia de aniversário, de uma forma diferente. Vocês, os mortos comemoram os aniversários? Espero bem que sim.
Espero que daí nos consigas ver, embora tu saibas que eu tenho as maiores dúvidas em relação a isso. Se nos acompanhas saberás que nestes quatro anos e meio muita coisa mudou na nossa vida.
Eu continuo com a minha vida, como tu querias. Não voltei a ficar doente e já só tenho consultas anuais... tu bem me dizias que tudo ia correr bem. Despedi-me do emprego que tinha, criei a minha própria empresa... às vezes nem eu própria acredito que dei este passo, mas a verdade é que dei e a ajuda da mãe foi preciosa.
O Henrique está crescido, está no terceiro ano. De vez em quando pergunta por ti, mas, não fiques triste por favor, acho que ele já não se lembra muito bem de ti, da tua cara... vai repetindo histórias que lhe contamos mas tenho dúvidas que se lembre mesmo de ti, de tudo o que brincaste com ele, dos passeios, das manhãs passadas na tua cama a ver desenhos animados...Está no terceiro ano, tem boas notas, é um menino meigo mas com um espírito muito rebelde. Às vezes lembra-me o mano...
O mano voltou a casar e parece-me bem, mas espero que ele te vá mantendo a par do que se passa na sua vida.
A mãe, bem a mãe é uma guerreira, vai arrepiando caminho e levando a sua vida em frente. Mas nem sempre é fácil. Agora, por exemplo, acho-a triste. Andou aí numa fase super bem disposta, arranjada, bonita, vaidosa, com um espírito positivo que só visto... mas passou-lhe. Volta e meia fica assim, mais triste, vazia, sem brilho no olhar. E só o nascimento da neta a parece alegrar.
Sim, pai, eu estou grávida. De uma menina. Vai chamar-se Alice. Nem sei bem o porquê do nome. Não é uma homenagem a ninguém em particular, não é um daqueles nomes que eu tivesse na cabeça desde sempre... é simplesmente um nome do qual gostamos: um nome redondo e feliz. Espero que gostes.
Hoje acordei a pensar que a minha filha não vai conhecer os seus avôs... e fiquei triste. Por ela e por mim. Imagina as coisas fantásticas que iria aprender contigo, os passeios, as idas à praia...
resta-me falar-lhe de ti e esperar que o pai lhe fale do outro avô. Eu acredito que as pessoas só morrem em nós quando deixamos de a lembrar, quando deixamos de falar delas... eu eu recuso-me a esquecer-te.
Hoje é um dia triste, amanhã espero que seja melhor.
Quando a Alice nascer vou lembrar-me e lembrá-la de ti!

Um beijo meu
Inês

Apresento-vos...

A Alice. Às 26 semanas + 4 dias.
A cena esquisita do lado direito da imagem é um pé da artista. Espetadinho que só ele.

quarta-feira, março 27, 2013

Estás enorme... ou, porque não te calas?

Se há coisa que não sou é obcecada com o peso. Nunca fui, nem quando tinha estômago. é evidente que tenho cuidado com o que como e cada vez mais tenho esse cuidado, uma vez que não vou para nova. Mas há limites para tudo. Da gravidez do Henrique tive imensos cuidados, não comia porcarias, bebia imensa água, nada de pizas nem hamburgers, os doces todos muito controladinhos... e nem por isso deixei de engordar. Aos 18 kg deixei de me pesar porque estava a deprimir... a verdade é que grande parte desso peso era retenção de liquidos, já que um mês deois de ele nascer eu estava com o meu peso normal. Mas, mesmo assim, engordei que nem uma lontra.
Desta vez, e porque sou uma gaja sem estômago, confesso que não tive grandes cuidados. Até porque, supostamente, e mesmo que queira, não consigo engordar acima de um limite. Não dá, o organismo não absorve. Pelo menos era o que os médicos me diziam. E eu acreditava. Também não devo comer grandes quantidades de comida porque a seguir fico mal disposta. Mas, a verdade verdadinha é que já aumentei e bem... Há números para todos os gostos, dependendo da balança que me pesa. Na da farmácia aqui da rua aumentei 10kg, na da minha obstetra aumentei 8... o que significa que devo andar nos 9kg em 26 semanas. Ah, e tal é muito peso, tem de ter cuidado... eu tenho. Como pouco e em pequenas quantidades. Ah e como é que justifica o qumento de peso? Não justifico, não sei justificar e, muito sinceramente, não me apetece perder tempo com isso. Eu comecei esta gravidez muito magra (5kg a menos do que tinha quando engravidei do Henrique) e sinto-me bem como estou. Tenho os cuidados que devo ter e a mais não sou obrigada.
E não quero que me chateiem muito com o assunto. Há dias zanguei-me com a minha mãe porque ela disse que eu estava muito grande. E vou zangar-me com todas as pessoas de andarem a dar bitaites... a sério. Para umas estou grande, para outras é só barriga; para umas a barriga está em cima, para outras tenho de ter cuidado porque está muito descida...
Basem, desaparçam-me da frente. Já bem basta estar a maior parte do tempo em casa. e já bem basta esta merda de tempo que me obriga a andar sempre com a mesma roupa.
Se têm coisas agradáveis para me dizer, façam o favor. Caso contrário, agradeço que se mantenham caladinhos.
Tenho dito

segunda-feira, março 25, 2013

O nome...

Cá em casa nunca tivemos uma lista de nomes preferidos para os nossos filhos. Conheço muito boa gente que, antes de estar grávida, já sabe exactamente o nome dos futuros petizes que irá gerar. Lamento mas, por estas bandas nunca foi assim. E também não somos daqueles que acham que é preciso ver a cara da criança para saber que nome lhe vamos dar. Eles não têm cara de nada, nascem a berrar, completamente amarrotados... Não me parece que me fosse ocorrer um nome particularmente bonito se estivesse à espera do nascimento para dar nome à criança.
Posto isto, ainda não demos um nome à nossa cria. E isso está a fazer confusão a muito boa gente. Temos alguns nomes dos quais gostamos mas ainda não fechamos a coisa. Pessoalmente preferia esperar pelas 26 semanas para o fazer. Sei que é palerma, mas é como qualquer outra mania. Para mim dar nome é assumir definitivamente este bebé já não só na minha cabeça mas perante o mundo. E as 26 semanas são aquela linha de sobrevivência. A partir delas grande parte dos bebés é viável.
Só que já lá chegámos e ainda não nos decidimos. Em cima da mesa estão dois nomes: Carolina e Alice. Para já brincamos e chamamos-lhe Carolialice... Mas, acreditem, não estamos em stress, continuamos a dormir bem e sem qualquer tipo de sobressalto.
Ah, e quando tivermos nome avisamos, podem ficar descansados.

terça-feira, março 19, 2013

Pai

Eu sou festeira por natureza. Sempre fui. Gosto do dia do pai, do dia da mãe, dos aniversários dos que me são queridos, do Natal. Podia-me dar para outra coisa qualquer, deu-me para isto. Confesso que não tenho grande paciência para coisas estilo, Dia da Mulher, mas o Dia do Pai, por exemplo, sempre foi um dos meus favoritos.
Quando era miúda adorava aquela coisa de fazer a prenda do Dia do Pai, a emoção de criar algo com as minhas próprias mãos, de depois oferecer ao meu pai, de ver a cara dele, o seu olhar cheio de orgulho, por mais merdosa e inútil que fosse a prenda (o que acontecia muitas vezes).
Masi tarde, quando conheci o meu gajo e engravidei, o Dia do Pai passou a ser ainda mais giro. E só se tornou melhor quando o Henrique nasceu e ganhou, ele próprio, conscîência da importância deste dia. Ele adora fazer a prenda, nunca faz só uma e rarmente consegue esperar até oa Dia 19 para dar pelo menos uma das prendas que fez. E fica sempre tão entusiasmado e feliz.
De há uns anos para cá, mais precisamente, dede que o meu pai morreu, o Dia do Pai passou também a ser um dia triste para mim, por não o ter por cá, por não lhe poder telefonar, comprar uma gravata, uma garrafa de bom vinho... Nos primeiros 2, 3 anos foi mais difícil. Eu estava ainda muito magoada por ter perdido o meu pai aos 57 anos, de uma forma tão dolorosa e penosa. Março era um mêspara esquecer: o mês do Dia do Pai e o mês do seu aniversário.
Mas, a verdade, é que as feridas saram e o coração apazigua-se. Este ano, estou grávida do meu segundo filho (neste caso, filha. Se, por um lado, estou muito triste, porque sei que uma neta seria a loucura do avô babado e porque sei que a minha filha não conhecerá nenhum dos seus avôs, por outro lado tenho de pensar na renovação das gerações. A vida continua, vem mais um bebé a caminho e com ela mais um momento de alegria e um motivo para festejar o dia de hoje.

Estava-se tão bem na neve...

mas tive de voltar. Para casa, o que não é nada mau; para o meu filhote, o que é muito bom...
mas para esta chuva? Para este raio de tempo?
Que neura!

domingo, março 17, 2013

Ah, os ciúmes... Tardaram mas não falharam

Este está a ser um fim-de-semana de descanso a dois, um momento mesmo muito especial e desejado. É claro que o Henrique ia adorar estar aqui e tudo e tudo. Mas ele sabe que é importante para os pais estarem sozinhos de vez em quando. Sempre foi assim e ele sempre entendeu.
E parecia que esta vez não ia ser diferente. Até que hoje ao fim do dia e já depois de ter falado com ele o telefone ( momento que aproveitou para dizer que estas eram as primeiras férias da mana), tinha 4 chamadas da minha mãe. Fiquei logo a pensar que tinha acontecido algo? Mas não. Era apenas ele que estava com saudades... Eu sabia que isto iria acontecer mais cedo ou mais tarde... Fofinho

quarta-feira, março 13, 2013

A vida é um carrocel ou... Ninguém disse que isto era fácil

Depois do dia de ontem, mais atribulado, achei que hoje iria ter algum descanso. Afinal tinha apenas uma consulta médica às 15h. Mas, como diz o ditado "ninguém disse que isto ia ser fácil. Senão vejamos: já fui às Caldas da Rainha buscar umas coisas para uma sessão fotográfica de amanhã ( que vai ficar espectacular); já fui à minha programada consulta de obstetrícia e agora, para terminar o dia em beleza, estou nas urgências da Estefânia com o Henrique que ontem à tarde levou um pontapé no peito e agora se queixa de dificuldade em respirar.
Se podia ser pior? Claro que podia, e uma vez que são apenas seis da tarde e este hospital está cheio de crianças que essas Sm devem estar cheias de doenças esquisitas, o melhor é estar caladinha...

O fenómeno Justin Bieber ou porque é que os pais deste país andam todos loucos

Bem sei que nestas coisas da maternidade não vale a pena embandeirar em arco... achamos sempre que vamos ser isto e aquilo e vai-se a ver a criança troca-nos as voltas e acabamos a fazer o que achávamos impensável (um bocadinho como acontece com as relações amorosas). Mas, meus amigos, eu já tenho um filho cá em casa de quase 9 anos e há algumas coisas que dou como adquiridas, a primeira das quais é a seguinte: filho meu não tatua o nome do seu actor/cantor preferido no corpo enquanto morar em minha casa. E a esta podemos juntar uma outra: filho meu não dorme à porta do Pavilhão Atlântico aos 14 anos para assegurar que estará na primeira fila de um qualquer concerto.
A sério, pá, os pais deste país andam tão absorvidos pela crise que lhes deu para a maluquice? Eu também já fui adolescente (daquelas que achava impossível o George Michael ser gay) e tive os meus delírios. É bem verdade que o meu pai não dava margem para grandes extravagâncias (nem sequer podia ter posters colados na parede). Mas, apesar de achar que o meu pai foi um autoritário e ditador de primeira e que não vou querer repetir o padrão, não vou passar para o extremo oposto da bitola, podem ter a certeza!
O que é que leva um pai a permitir que uma criança durma ao relento, em pleno Inverno??

segunda-feira, março 11, 2013

domingo, março 10, 2013

Gerir expectativas

A noite tinha tudo para ser espectacular: filho a dormir em casa de um amigo, mãe recolhida ao seu quarto e a sala toda só para mim.
Resultado: nada de jeito na tv, uma caimbra danada durante a noite e uma insónia....

sábado, março 09, 2013

24

Entrei hoje nas 24 semanas de gravidez. Já sinto muitos muitos pontapés e com eles esta noção de que é mesmo verdade, vem mesmo um bebé a caminho.

sexta-feira, março 08, 2013

O meu 8 de Março

Faz hoje 8 anos era Terça-feira. Faz hoje 8 anos vivi o dia mais longo da minha vida. Arrisco-me a dizer, embora não tenha a certeza, que foi também o dia mais longo da vida dos meus pais, do meu irmão, da minha sogra, do meu marido e talvez até de alguns amigos. Há precisamente 8 anos eu entrava num bloco operatório sem saber em que condições de lá sairia. Foram 8 ou 9 horas de operação, na qual me removeram estômago e baço para além de várias cadeias de gânglios linfáticos. Um tumor agressivo, repetia o meu médico. Mas que iria operar para curar. Lembro-me de estar na maca, lembro-me do elevador cinzento, dos olhares esperançosos que se cruzaram com o meu, do sorriso da anestesista do frio insuportável da mesa de operações.
Lembro-me de não ter medo (esse só veio depois, quando me apercebi da gravidade do tumor), lembro-me de pensar no meu bebé, na altura prestes a completar nove meses... Lembro-me de pensar que queria ser eu a sua recordação de mãe. Até podia morrer, mas não naquele momento, não antes de ele ter memória de mim.
E depois, bem, depois está tudo disperso na minha memória, como um mata borrão: a mão do meu marido na minha cara, os meus pais, o meu irmão, as vozes... E depois as dores, misturadas com o cheiro a café da sala das enfermeiras, o ruído da rádio, os passos no corredor, os sussurros, o cheiro da comida que eu não podia comer... E mais tarde, passados uns dias, os meus amigos, as fotografias que o meu marido tirava diariamente ao nosso bebé e afixava num quadro de cortiça que havia no quarto do hospital, as dores, as noites que eram intermináveis... A minha companheira de quarto que ressonava como se não houvesse amanhã...
Foi um processo, um longo processo, que me marcou mas que não me matou.
Há oito anos eu comecei uma nova contabilidade. Passei a ter sobrevida. É assim que os médicos falam de quem teve um tumor tão agressivo como o meu (T3N1M0). Dois anos? Cinco anos? Já cá cantam 8. Se tenho medo? Tenho! Se tenho dias maus em que penso que estou novamente doente? Tenho. Mas são momentos, pinceladas num quadro muito maior e mais bonito que é a minha vida. Uma vida onde também há felicidade, amor, partilha, alegrias... Uma sobrevida bem vivida.
Por tudo isto o dia que hoje se comemora é para mim muito mais do que o Dia Internacional da Mulher. Ou talvez não. Talvez faça apenas com que a data tenha ainda mais significado.
Agora vou ali tentar ser feliz.

quinta-feira, março 07, 2013

Quem tem mãe..

tem tudo.
Eu que o diga, que tenho a minha aqui por perto, a aturar-me, a amparar-me... sabe-se lá com que sacrifício porque eu não sou uma pessoa fácil, reconheço. Principalmente agora, com as hormonas aos saltos.
Obrigada, mãe.

O milagre da vida

Depois de uma noite horrível, de um pequeno almoço de esgrima... Isto. Hoje senti, pela primeira vez nesta gravidez, o pequeno grande milagre da vida... Vi a minha bebé a chuchar no dedo, mirei o seu perfil, a boca, o narizinho... Talvez por estar tão emocional, senti tudo como devia ser: em grande.
Obrigada, Dr. Amadeu, por ser sempre amoroso comigo. Por me ter mostrado a minha bebé e por me ter descansado.


quarta-feira, março 06, 2013

Help!

Numa semana e meia o Henrique dez xixi na cama 3 vezes, a última delas esta noite na minha cama. Resultado: tudo para lavar, incluindo o edredão que é enorme e não cabe na minha máquina. Vou ter de o levar à lavandaria e fazer um choradinho para o entregarem o mais rapidamente possível.
Esta noite entrei em desespero. Eram 5h da manhã, o dia de ontem não tinha sido famoso; eu estava cansada. Passei a noite a acordar com medo que ele fizesse xixi na cama e mesmo assim não o consegui evitar.
Não sei o que faça. Não sei se é a minha gravidez que o está a deixar inseguro, não sei qual a melhor terapia a aplicar, mas posso garantir que, depois do banho dado e de lhe ter trocado o pijama, quando reparei que nem o edredão se tinha salvo... Desatei a chorar... Ali à frente dele, o que não é nada bom. Ele, coitado, já se sente culpado o suficiente.
Help? Anyone? Ligo à pediatra? Digo que não aguento? Que temos mesmo de pensar em medicação? Estou a exagerar? O que sei é que ainda não são sete da manhã e eu estou no sofá, acordada...

terça-feira, março 05, 2013

Hugo Chávez

Morreu... E pena é coisa que não sinto. Lamento.

domingo, março 03, 2013

Semana 23

Já só faltam 17 semanas! É assim que gosto de pensar. Não se pode dizer que esteja a odiar estar grávida, não é isso. Mas esta vez está a ser muito mais chata do que a anterior. Também não quero parecer uma daquelas grávidas que estão sempre a queixar-se, mas a verdade é que me estou sempre a queixar.
Esta semana correu relativamente bem, sem queixas para além das normais, sem infecções, sem injecções. O que é muito bom!
A barriga cresce a todo o vapor. Fiz uma ecografia e vi a bebé a chuchar no dedo. Também a vi a abrir a boca. Foi um momento bonito, há que dizê-lo. À medida que os dias passam começo a sentir tudo isto com maior nitidez e realidade.
Ainda não nos decidimos pelo nome. Ainda é cedo. Ela ainda não passa de um ser completamente dependente de mim. Não quero que tenha nome antes de ser um bebé viável. Sei que pode parecer parvo, mas é assim que me sinto. A partir do momento em que lhe der nome não há volta a dar e eu só quero que isso aconteça quando ela puder exisitir para além de mim... coisas de grávida.
Continuo sozinha com o Henrique e ainda não houve um conflito duro entre nós. Também ainda não tive vontade de matar a minha mãe (o que acaba por acontecer sempre que estamos muito tempo juntas).
 Isto podia estar a correr pior, não podia

sábado, março 02, 2013

O que dizem os meus olhos...

Lina Santos, só tu para me fazeres ter este momento piegas enquanto vejo um episódio do pókemon com o Henrique. Como querias que adivinhasse o que me querias? Tens de ser mais directa.
Gosto:
Da pele salgada depois de um mergulho; do calor; de praia; de caracóis; de sangria; de noites quentes, daquelas que nos atiram para a rua sem casaco e com vontade de beber um gin tónico; de gin tónico; dos beijos do meu filho mais velho; de dizer filho mais velho; da minha barriga; de comer com as mãos; de amêijoas à bulhão pato; do cheiro de uma cama acabada de fazer; do cheiro da terra molhada depois de uma chuvada de verão; do cheiro dos bebés; de conversas de gaja; dos meus amigos; dos meus
Homens; de ler; de andar descalça; gosto dos pontapés da minha bebé; gosto de dança; gosto de dançar; gosto do chico e da Marisa. E de tantas outras pequenas grandes coisas...
Não gosto de doenças, nem de ter medo de ficar doente; não gosto de pessoas fingidas; não gosto de ratos; nem de baratas; não gosto de atrasos nem de me atrasar; não gosto de birras; não gosto de me zangar com o meu filho, de lhe ralhar ou dar uma palmada; não gosto de o ver sofrer; não gosto de saber que no meu país há um milhão de desempregados; não gosto de pessoas que reclamam de tudo mas que depois não têm o mínimo de educação cívica; não gosto de cocó de cão no passeio, nem de lixo espalhado no chão e muito menos de pessoas que cospem no chão; não gosto de tanta coisa... Mas como estou grávida estou meio babaca e por isso vejo o mundo mais cor de rosa do que seria normal.
Satisfeita??
Gosto de ti, que me fizeste escrever isto.

Dia1/10

Hoje é o primeiro de dez dias em que vamos estar sozinhos aqui em casa. O pai foi para fora numa viagem de trabalho.
O Henrique pediu-me para dormir com o pai, o que me levou para o beliche onde dormi mal e porcamente. O meu marido levantou-se antes das 5 da manhã e eu com ele, porque lhe queria fazer o pequeno almoço. E embora não me tenha arrependido a verdade é que já não consegui dormir mais porque antes das 8 o Henrique já miava pelo pai. "Eu não lhe dei um beijinho".
Agora é seguir em frente, tentar aproveitar estes momentos a dois, que dentro em breve vão acabar, dormir juntinhos, dar muitos beijinhos e esperar que ele não se passe da marmita!

sábado, fevereiro 23, 2013

Este sábado promete

Insónia às 5h40. Quando estava a pegar no sono o Henrique acorda: tinha feito xixi na cama. O pai resolveu o incidente mas a mãe já não voltou a dormir. Decidimos tornar o nosso sábado produtivo. O pai escreve, o Henrique já terminou os trabalhos de casa, ja jogou psp, já estudou as tabuadas e agora brinca. E eu? Bem, eu ando a partir a cabeça de volta dos stocks dos livros lá da empresa (tenho de entregar tudo à contabilidade até ao fim de segunda, e já vai tarde). Quanto mais olho para estes números e para estas tabelas de excel mais me convenço que deveria ser rica... ou pelo menos ter o dinheiro suficiente para ter alguém a fazer isto por mim...
E agora, vou-me arranjar para fazer de D. Dolores. Hoje há liga interna lá no Benfica e o puto vai jogar.
E ainda não são onze da manhã...

sexta-feira, fevereiro 22, 2013

manias de grávida

ou serão desejos? vontades súbitas? De pouco me lembro destas pequenas manias durante a gravidez do Henrique, mas nesta posso confessar que ando viciada em Brasa (para substituir o café) e em tostas com queijo da serra.

O ministro e as facturas...

Devo confessar que hoje, às 7h30 da manhã, quando ouvi as notícias da TSF larguei uma bela gargalhada com a história das facturas em nome do primeiro-ministro e do ministro das finanças.
Mas confesso que, à medida que o dia foi avançando, deixei de achar tanta graça à coisa. Sim é a criatura contra o criador... e blá blá blá... mas o que é que isso nos traz? Nada, a não ser a gargalhada. E a eles? Nada.
Confesso que me começo a cansar de um povo que acha o máximo a ser engraçado e que na hora da verdade não se faz ouvir como devia. Não vota, não veta, não se manifesta, não reclama, um povo que amocha sempre mas que gosta de dar umas larachas...
Ainda estou para ver a abstenção nas próximas eleições.

quinta-feira, fevereiro 21, 2013

Massageeeeemmmmmm

Foi hoje, quase às 22 semanas de gravidez, que tive direito à minha primeira massagem. Foi uma longa espera. Porque já estou a fazer retenção de líquidos e tenho as pernas inchadas e cansadas; porque respiro mal e, como durmo quase sentada, tenho dores nas costas... mas valeu a pena. A minha querida amiga Cristina deu-me um tratamento vip. Sala quentinha, como eu gosto, manta fofinha e sem pelo, chá quentinho, almofadas altas para as costas, um óleo com um cheiro maravilhoso e sabe-se lá que propriedades miraculosas e, mais importante que tudo, aquelas mãos maravilhosas nas minhas pernas e pés.
Para a semana há mais, que é para ver se eu não chego à figura de Popota com que terminei a gravidez do Henrique.

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

E não é que o desejo se concretizou?

Graças ao meu marido, que está sempre muito atento, e aos meus amigos, que são os melhores do mundo, vou passar um belo fim-de-semana nas Casas das Penhas Douradas... iupi!

terça-feira, fevereiro 19, 2013

Miguel Relvas

Eu nem sei por onde começar; se pelo ridículo das palminhas e da tentativa desafinada de cantarolar o "Grândola", se pelo despudor com que apareceu no ISCTE. Mas afinal o que espera este senhor? Politicamente ele é um zombie, não pode aparecer em público, arrasta para o subsolo todo o governo.
A minha pergunta é "até quando vai continuar a teimosia do primeiro ministro"?
Quem cairá primeiro? Relvas ou o governo?

Pézinhos de porco

Ou de porca... Assim estão os meus pés às 21 semanas. Isto vai ser lindo...

Estou a modos que ressacada

E não é como se tivesse bebido uns belos canecos. É apenas porque não meto os pés na maternidade desde o dia 11. Uma semana e meia??? Ui, não sei se aguento!

sábado, fevereiro 16, 2013

Mais um bebé?? Iupi!

Foi na noite dos namorados, no meio de um jantar muito animado com 9 convivas gajas que, a meio de um brinde, ela se saiu com um "ao vosso sobrinho que nasce em Agosto". Foi tão bonito e tão inesperado... Parabéns amiga porque apesar de todas as tuas legitimas dúvidas embarcaste nesta aventura. Love you!

segunda-feira, fevereiro 11, 2013

Desejo

Amanhã faço anos... E não me importava nada de passá-los aqui... ouviram amigos???

sábado, fevereiro 09, 2013

Linha do Equador

Hoje completam-se 20 semanas desta minha gravidez. Como diz uma querida amiga, cheguei à linha do Equador. O caminho não tem sido fácil: estou em casa desde as 14; já somo 3 infecções urinárias, uma anemia e um pequeno descolamento da placenta. Sempre que acelero um bocadinho tenho dores de barriga e ela fica dura...
Mas estamos muito felizes cá por casa. Para a semana faço anos; depois virá a Páscoa e, quando dermos por isso, será Junho e a picatchu nasce. É só ter paciência.

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

Mau dia longo

Vejamos: foi-me confirmada a 3.ª infecção urinária deste gravidez (que só amanhã chega às 19 semans); fui picada nos dois braços (direito para levar ferro injectável) e esquerdo para a primeira de 7 tomas diárias de antibiótico. Ah... e também me espetei pelas escadas quando estava a chegar a casa com o meu filho.
Dia longo, não?

segunda-feira, janeiro 28, 2013

Coisas que não percebo

A propósito do acidente que vitimou 11 pessoas. Não consigo perceber como é que um autocarro que é contratado por uma empresa portuguesa não tem de estar em conformidade com as leis portuguesas.Para mim, que não percebo nada disto, é como se a taxa de alcolémia permitida por lei em Espanha fosse de 1gr e um espanhol fosse apanhado a conduzir em Portugal com 0,8gr e não fosse punido porque, no país dele, não estava a cometer um crime...

domingo, janeiro 27, 2013

18 semanas

Em casa, de molho. Por precaução.
Esta gravidez está a ser um bocadinho chata. Porque estou anémica, porque tenho dores se andar muito... Por isso estou em casa. Posso ir à rua mas sem grandes abusos.
Cá por casa também temos tido algumas aventuras domesticas que também não ajudam... Mas tudo se ha-de resolver.
E já cá cantam 18 semanas!

segunda-feira, janeiro 14, 2013

Desafios

Há dias em que a maternidade me parece o maior dos desafios... E sinto-me a falhar redondamente. Felizmente não me acontece todos os dias.

quarta-feira, janeiro 02, 2013

Kick

Foi assim esta manhã, às 14 semanas e 4 dias, o mano sentiu o primeiro pontapé da picatchu. Ele estava, como sempre, a passar a mão na minha barriga quando ela pregou um pequenino pontapé na barriga. E depois outro, e mais um... Foi uma emoção!