Eu ando, como se deve imaginar, cada vez mais cansada. Mas agora que deixei os dois dígitos (faltam menos de 9 semanas para o fim da coisa) começo a ver tudo o que já deveria estar feito. E, verdade seja dita, ando com mais vontade de ver as coisas terminadas e bonitas. Ontem foi dia de reciclagem aqui em casa e a ajuda do pai foi preciosa.
Tínhamos um camiseiro muito manhoso da Ikea que não podíamos deitar fora, mas que não ia ficar grande coisa no quarto da Alice. E a estante que lá estava tinha umas portas de um laranja muito escuro, quase tijolo, que também não ficava lá muito bem com a parede lavanda.
Há uns dias pensei em soluções para estes dois trambolhos que estavam no futuro quarto da bebé e lembrei-me que poderia ficar giro se os forrasse com papel de parede. Como cada rolo de papel de parede tem 10 metros e o engraçado era ter gavetas de padrões diferentes, pedi ajuda às minhas amigas no facebook que me dessem sobras. Foram várias as que responderam, mas a Lina foi a mais rápida e o resultado está à vista... Não está lindo?
quarta-feira, maio 01, 2013
terça-feira, abril 30, 2013
Do, did, done
Aula de preparação para o parto logo às 8h30 da matina - done
Comprar papel de parede - done
Ir à Ikea comprar cama para o quarto da Alice - done
Pintar as pernas da máquina de costura da minha avó - done
Ir buscar filho à escola - done
Ir a casa de amiga na outra ponta da cidade buscar berço e sobras de papel de parede - done
Comprar jantar - done
Deitar filhote - done...
Talvez seja normal que me sinta como se tivesse sido atropelada...
Comprar papel de parede - done
Ir à Ikea comprar cama para o quarto da Alice - done
Pintar as pernas da máquina de costura da minha avó - done
Ir buscar filho à escola - done
Ir a casa de amiga na outra ponta da cidade buscar berço e sobras de papel de parede - done
Comprar jantar - done
Deitar filhote - done...
Talvez seja normal que me sinta como se tivesse sido atropelada...
quinta-feira, abril 25, 2013
25 de Abril
A praia estava fantástica. A água fria nas minhas pernas faz milagres. Eu, apesar de estar a enlouquecer por ter o futuro quarto da criança em modo armazém, disse ao senhor do roupeiro que hoje não podia ser e que a montagem das portas Tinha mesmo de ficar para amanhã.
Mas, apesar de tudo, às 15h saímos da praia direitinhos ao Marquês.
Sim, porque há coisas demasiado importantes e há datas, momentos, que o Henrique tem de valorizar e um dia passar à sua irmã.
Infelizmente não tenho uma única foto que ilustre o momento, mas foi muito bonito. E, apesar de estar agora a pagar o esforço da caminhada, valeu muito a pena.
Para o ano seremos 4!
25 de Abril sempre!
Mas, apesar de tudo, às 15h saímos da praia direitinhos ao Marquês.
Sim, porque há coisas demasiado importantes e há datas, momentos, que o Henrique tem de valorizar e um dia passar à sua irmã.
Infelizmente não tenho uma única foto que ilustre o momento, mas foi muito bonito. E, apesar de estar agora a pagar o esforço da caminhada, valeu muito a pena.
Para o ano seremos 4!
25 de Abril sempre!
Rotinas
Amanhã é dia de consulta na maternidade. Com quase 31 semanas espero que a minha médica me dê algumas luzes sobre o parto. Apesar de não ser uma mãe de primeira viagem confess que ando um bocadinho ansiosa. Em primeiro lugar por não saber se a maternidade fecha o não antes do final de Junho; depois por não me terem dito nada acerca dos meus antecedentes (cesariana anterior e uma cicatriz enorme da operação ao estômago). Há algum problema em tentar parto normal? Posso fazer a mesma força que outra mulher que não tenha sido sujeita a uma cirurgia como a minha ( na qual basicamente me rasgaram os músculos abdominais numa extensão superior a 40cm)? A semana passada fiquei a saber, por exemplo, que com uma cesariana anterior não me podem induzir o parto.
Veremos como corre tudo amanhã.
Veremos como corre tudo amanhã.
A saga do quarto
Prometo para breve algumas fotos do quarto da Alice. Para já, aquele espaço mais parece um a
Deposito de caixas e madeiras. A montagem das portas de correr no roupeiro (o que me vai permitir ganhar quais 40 cm de espaço num quarto que é o mais pequeno da casa por ter a varanda) acabou por não ser feita ontem porque o senhor enganou-se numa medida. E iss atrasou todo. Resto: a troca das roupas de inverno pelas de verão (sim, porque aquele roupeiro tem a minha roupa), a montagem do berço, a troca de umas portas, a compra de uma outra cama (que servirá para receber as avós), a escolha do cortinado... Até parei de lavar a roupa da pequena porque primeiro tenho de ver muito bem onde a vou guardar depois de lavada... Está tudo parado e com um ar bastante desarrumado. Amanhã, se tudo correr bem, o roupeiro fica pronto e com isso posso organizar melhor todo o espaço. Vou tentar não desesperar... Mas não está a ser fácil, confesso.
Deposito de caixas e madeiras. A montagem das portas de correr no roupeiro (o que me vai permitir ganhar quais 40 cm de espaço num quarto que é o mais pequeno da casa por ter a varanda) acabou por não ser feita ontem porque o senhor enganou-se numa medida. E iss atrasou todo. Resto: a troca das roupas de inverno pelas de verão (sim, porque aquele roupeiro tem a minha roupa), a montagem do berço, a troca de umas portas, a compra de uma outra cama (que servirá para receber as avós), a escolha do cortinado... Até parei de lavar a roupa da pequena porque primeiro tenho de ver muito bem onde a vou guardar depois de lavada... Está tudo parado e com um ar bastante desarrumado. Amanhã, se tudo correr bem, o roupeiro fica pronto e com isso posso organizar melhor todo o espaço. Vou tentar não desesperar... Mas não está a ser fácil, confesso.
segunda-feira, abril 22, 2013
Work in progress
Começaram, oficialmente, os preparativos para a inauguração do quarto da Alice. Este fim-de-semana foi para pintar a parede do quarto. E o mano ajudou...
sábado, abril 20, 2013
Isto há que ir com calma
Na quinta-feira ao fim do dia, quando parecia que o meu dia ia acabar em grande... Houve uma viravolta daquelas que nos deixam os cabelos em pé... Confirmando as minhas suspeitas, o Henrique passou-se da marmita na aula de música e bateu numa menina. Fiquei mesmo triste, zangada... Só me apetecia abaná-lo. Mas, em vez disso, sentei-me a falar com ele a tentar explicar-lhe que o que tinha feito estava errado e porquê. Confesso que o mais fácil seria dar-lhe m palmadão daqueles, que era merecido... Mas não ia resolver nada.
Espero que a nossa conversa tenha servido para alguma coisa... Vamos ver como correm as coisas nas próximas semanas.
Espero que a nossa conversa tenha servido para alguma coisa... Vamos ver como correm as coisas nas próximas semanas.
quinta-feira, abril 18, 2013
A minha luzinha vai apagar-se
Nesta semana o Henrique tem andado mais descompensado. Aborreci-me com ele na terça-feira (com direito a palmada no rabo e tudo) e na quarta, bem foi o descalabro completo.
O dia até correu bem: ele veio para casa, fez os tpc, fomos lanchar à Padaria Portuguesa e ele ainda esteve no parque a brincar com um amiguinho da escola. À noite o meu irmão veio jantar connosco e trouxe os dois filhos... tudo parecia bem.
Mas ele, coitado, está mesmo assustado com esta coisa de deixar de ser o único aqui por casa e ontem partiu-me o coração.
Eu zanguei-me com ele porque, no meio da excitação de estar com os primos acabou por fazer xixi nas cuecas. A acrescer a isto, no meio da confusão, acabou por fazer uma idiotice que fez com que o primo mais velho o magoasse. Mas, num contexto normal, ele chorava porque o primo o tinha magoado, eu ralhava com ele por causa do xixi e a vida seguia traquilamente. Nada disso. Ele chorou, chorou, falou alto, irritou-se, irritou-me... um verdadeiro filme. Às tantas tive a presença de espírito de me lembrar que a adulta sou eu e tentei levar a coisa para a conversa, perguntando porque razão ele anda tão alterado, tal rabugento, tão revoltado. E, depois de muita hesitação, ele disse-me desenhando pequenos círculos imaginários com o seu dedo: "neste momento eu tenho a minha luzinha acesa e vocês dão-me atenção mas eu acho que quando a mana nascer a minha luzinha se vai apagar, porque vocês só lhe vão dar atenção a ela." Escusado será dizer que me partiu o coração a forma como ele se expressou.
Pensei que o tinha ajudado ao responder-lhe que era verdade, que a mana ia ter mais atenção, mas apenas porque ela não consegue fazer as coisas sozinha. Depois também lhe disse que, provavelmente a minha luzinha também se iria apagar porque ele e o pai iriam dar muito mais atenção à mana do que a mim. Espero ter ajudao.
O dia até correu bem: ele veio para casa, fez os tpc, fomos lanchar à Padaria Portuguesa e ele ainda esteve no parque a brincar com um amiguinho da escola. À noite o meu irmão veio jantar connosco e trouxe os dois filhos... tudo parecia bem.
Mas ele, coitado, está mesmo assustado com esta coisa de deixar de ser o único aqui por casa e ontem partiu-me o coração.
Eu zanguei-me com ele porque, no meio da excitação de estar com os primos acabou por fazer xixi nas cuecas. A acrescer a isto, no meio da confusão, acabou por fazer uma idiotice que fez com que o primo mais velho o magoasse. Mas, num contexto normal, ele chorava porque o primo o tinha magoado, eu ralhava com ele por causa do xixi e a vida seguia traquilamente. Nada disso. Ele chorou, chorou, falou alto, irritou-se, irritou-me... um verdadeiro filme. Às tantas tive a presença de espírito de me lembrar que a adulta sou eu e tentei levar a coisa para a conversa, perguntando porque razão ele anda tão alterado, tal rabugento, tão revoltado. E, depois de muita hesitação, ele disse-me desenhando pequenos círculos imaginários com o seu dedo: "neste momento eu tenho a minha luzinha acesa e vocês dão-me atenção mas eu acho que quando a mana nascer a minha luzinha se vai apagar, porque vocês só lhe vão dar atenção a ela." Escusado será dizer que me partiu o coração a forma como ele se expressou.
Pensei que o tinha ajudado ao responder-lhe que era verdade, que a mana ia ter mais atenção, mas apenas porque ela não consegue fazer as coisas sozinha. Depois também lhe disse que, provavelmente a minha luzinha também se iria apagar porque ele e o pai iriam dar muito mais atenção à mana do que a mim. Espero ter ajudao.
quarta-feira, abril 17, 2013
Gente com tantas certezas....
E assim foi a minha segunda-feira: começou pela fresca, 8h30 da manhã na MAC para a minha primeira sessão de preparação para o parto. A sessão era a primeira de duas com a psicóloga da maternidade. Gostei imenso dela e muitas das coisas que disse deixaram-me mais tranquila em relação à forma como estou a viver esta gravidez.
A esmagadora maioria das mulheres que ali se encontram estão a viver a sua primeira gravidez. Apenas três já estiveram grávidas e apenas duas conseguiram levar a gravidez até ao fim. Por isso são muitas as perguntas de algibeira que se ouvem. As cuecas descartáveis, os sacos para o leite, as fraldas, as toalhitas... Tudo questões válidas de quem vai ser mãe pela primeira vez.
Mas o que me irrita mesmo é o oposto: é quem julga que, por já ter tido um filho, sabe as respostas todas. Eu estou um bocadinho preocupada com a forma como o Henrique irá lidar com a chegada da mana; que receios isso levanta nele, de que forma é que se sentirá ameaçado... Eu sei que o meu filho está muito feliz com a chegada da mana que foi um bebé muito desejado. Mas acho normal que tenha dúvidas e que haja momentos em que se sinta ameaçado. Parece-me normal que assim seja. Foram nove anos de reinado.
Mas na segunda-feira saiu-me, na rifa, uma daquelas mães que dá vontade de insultar. A sua filha não vai reagir ao nascimento do irmão porque ela, enquanto mãe, deu-lhe uma educação xpto. Ao contrário de mim, que devo ter criado um monstro. Acreditem que foi assim que me senti. Será que aquela parvalhona não percebe que não é normal que uma criança não acuse o toque, não se sinta insegura... É quase impossível que isso não aconteça...
Talvez para a semana ela esteja mas calma...
A esmagadora maioria das mulheres que ali se encontram estão a viver a sua primeira gravidez. Apenas três já estiveram grávidas e apenas duas conseguiram levar a gravidez até ao fim. Por isso são muitas as perguntas de algibeira que se ouvem. As cuecas descartáveis, os sacos para o leite, as fraldas, as toalhitas... Tudo questões válidas de quem vai ser mãe pela primeira vez.
Mas o que me irrita mesmo é o oposto: é quem julga que, por já ter tido um filho, sabe as respostas todas. Eu estou um bocadinho preocupada com a forma como o Henrique irá lidar com a chegada da mana; que receios isso levanta nele, de que forma é que se sentirá ameaçado... Eu sei que o meu filho está muito feliz com a chegada da mana que foi um bebé muito desejado. Mas acho normal que tenha dúvidas e que haja momentos em que se sinta ameaçado. Parece-me normal que assim seja. Foram nove anos de reinado.
Mas na segunda-feira saiu-me, na rifa, uma daquelas mães que dá vontade de insultar. A sua filha não vai reagir ao nascimento do irmão porque ela, enquanto mãe, deu-lhe uma educação xpto. Ao contrário de mim, que devo ter criado um monstro. Acreditem que foi assim que me senti. Será que aquela parvalhona não percebe que não é normal que uma criança não acuse o toque, não se sinta insegura... É quase impossível que isso não aconteça...
Talvez para a semana ela esteja mas calma...
Ambivalências
Ao contrário da minha primeira gravidez, em que tudo era um mar de rosas e felicidade, desta vez tenho vivido as coisas de forma mais ambivalente. Às vezes pareço uma maluquinha, confesso. Cheia de dúvidas, de sentimentos contraditórios, de insatisfações...
Esta semana, na sessão de preparação para o parto na MAC tive a oportunidade de escutar a psicóloga da maternidade que nos esteve a explicar vários aspectos psicológicos que nos acompanham, durante a gravidez, bem como as diferentes fases pelas quais todas nós passamos e por alguns receios que possamos ter em relação à gravidez, ao parto, à sexualidade, à reacção dos outros filhos...
Confesso que achei que não haveria muito a acrescentar neste tema, mas estava redondamente enganada.
Aquela mulher conquistou-me. Não foi para ali armada em pessoa que sabe tudo, não teceu juízos de valor, não deu bitaites sobre as nossas vidas. Apenas nos informou, esclareceu, ouviu... Como os brasileiros costumam dizer " o meu santo bateu com o dela". E, por incrível que possa parecer (a mim, pelo menos, pareceu-me) ajudou-me a perceber esta permanente ambivalência que se tornou a minha vida. Esta constante incerteza, insatisfação... Pela primeira vez nesta gravidez alguém conseguiu explicar exactamente o que tenho vindo a sentir.
E não imaginam como isso foi importante para mim.
Esta semana, na sessão de preparação para o parto na MAC tive a oportunidade de escutar a psicóloga da maternidade que nos esteve a explicar vários aspectos psicológicos que nos acompanham, durante a gravidez, bem como as diferentes fases pelas quais todas nós passamos e por alguns receios que possamos ter em relação à gravidez, ao parto, à sexualidade, à reacção dos outros filhos...
Confesso que achei que não haveria muito a acrescentar neste tema, mas estava redondamente enganada.
Aquela mulher conquistou-me. Não foi para ali armada em pessoa que sabe tudo, não teceu juízos de valor, não deu bitaites sobre as nossas vidas. Apenas nos informou, esclareceu, ouviu... Como os brasileiros costumam dizer " o meu santo bateu com o dela". E, por incrível que possa parecer (a mim, pelo menos, pareceu-me) ajudou-me a perceber esta permanente ambivalência que se tornou a minha vida. Esta constante incerteza, insatisfação... Pela primeira vez nesta gravidez alguém conseguiu explicar exactamente o que tenho vindo a sentir.
E não imaginam como isso foi importante para mim.
terça-feira, abril 16, 2013
Alice na praia
Foi assim, a tarde de domingo. Ninguém diria, a julgar pela forma como o tempo voltou a ficar merdoso, mas a tarde de domingo foi mesmo espectacular.
sexta-feira, abril 12, 2013
Crise a quanto obrigas
Gosto de pensar que sou uma pessoa financeiramente organizada. Não faço compras à maluca (embora, por vezes, tenha muita vontade), raramente uso o cartão de crédito (cujo pagamento é a 100%) e nunca chego ao fim do mês com a conta a zero.
No último ano, apesar de estar a ganhar menos (como toda a gente) ainda consegui poupar algum dinheiro. A minha mãe sempre me ensinou que é quando menos temos que conseguimos poupar. E parece que tem razão. O meu truque é todos os meses, no dia em que recebo, tiro logo uma pequena quantia previamente definida para uma outra conta. E é assim que tenho amealhado alguma coisa.
Acho que também me tornei uma consumidora mais cautelosa e mais autocrítica: penso sempre várias vezes antes de fazer uma compra e mesmo na comida penso dias vezes antes de cometer uma extravagância.
Com a gravidez não tem sido diferente: herdei muita roupa de uma querida amiga (embora quase toda de Verão...) e contam-se pelos dedos das mãos as peças que comprei para mim. Mesmo para a Alice foram muitos os empréstimos: a roupa e o berço da amiga Lina, o carrinho emprestado pela tia Liliana, a almofada de amamentação da Blan, que também emprestou lençóis e fraldas de pano... E muitas outras coisas que ainda vou herdar.
Só não poupei nas ecografias. Apesar de estar a ser muito bem seguida no DPN da maternidade, a verdade é que depois vou ao consultório do Dr. Amadeu repetir as ecos. Não é por mal, é mesmo porque, para mim, ele é o melhor e todos os euros são bem empregues.
Isto para dizer que nesta gravidez tinha decidido não fazer preparação para o parto. É uma coisa cara e que, no caso do Henrique, para nada me serviu.
Mas a médica que me segue na MAC disse-me que era melhor fazer o curso da MAC uma vez que é lá que a Alice deve nascer. E, uma vez que ando lá na consulta, fui referenciada para as itãs aulas de preparação.
Até aqui tudo perfeito. .. Hoje telefonam-me da maternidade: o curso é todas as segundas-feiras às 8h30 da manhã. Sim, leram bem: 8h30.
Ai se eu fosse rica...
No último ano, apesar de estar a ganhar menos (como toda a gente) ainda consegui poupar algum dinheiro. A minha mãe sempre me ensinou que é quando menos temos que conseguimos poupar. E parece que tem razão. O meu truque é todos os meses, no dia em que recebo, tiro logo uma pequena quantia previamente definida para uma outra conta. E é assim que tenho amealhado alguma coisa.
Acho que também me tornei uma consumidora mais cautelosa e mais autocrítica: penso sempre várias vezes antes de fazer uma compra e mesmo na comida penso dias vezes antes de cometer uma extravagância.
Com a gravidez não tem sido diferente: herdei muita roupa de uma querida amiga (embora quase toda de Verão...) e contam-se pelos dedos das mãos as peças que comprei para mim. Mesmo para a Alice foram muitos os empréstimos: a roupa e o berço da amiga Lina, o carrinho emprestado pela tia Liliana, a almofada de amamentação da Blan, que também emprestou lençóis e fraldas de pano... E muitas outras coisas que ainda vou herdar.
Só não poupei nas ecografias. Apesar de estar a ser muito bem seguida no DPN da maternidade, a verdade é que depois vou ao consultório do Dr. Amadeu repetir as ecos. Não é por mal, é mesmo porque, para mim, ele é o melhor e todos os euros são bem empregues.
Isto para dizer que nesta gravidez tinha decidido não fazer preparação para o parto. É uma coisa cara e que, no caso do Henrique, para nada me serviu.
Mas a médica que me segue na MAC disse-me que era melhor fazer o curso da MAC uma vez que é lá que a Alice deve nascer. E, uma vez que ando lá na consulta, fui referenciada para as itãs aulas de preparação.
Até aqui tudo perfeito. .. Hoje telefonam-me da maternidade: o curso é todas as segundas-feiras às 8h30 da manhã. Sim, leram bem: 8h30.
Ai se eu fosse rica...
quinta-feira, abril 11, 2013
Já cá faltava...
Um xixi na cama às três e meia da manhã,. Um banho, uma máquina de roupa (que inclui edredão) e uma cama de lavado a 1,80 de altura. Uma tarefa nada fácil quando estamos grávidas de sete meses...
Vou ali tentar esquecer e dormir o que ainda me falta. Isto se o pai não estiver s ressonar.
Vou ali tentar esquecer e dormir o que ainda me falta. Isto se o pai não estiver s ressonar.
segunda-feira, abril 08, 2013
Ufa!
Hoje foi dia de revisão. É assim que me refiro às consultas anuais que tenho de fazer no Hospital de Santa Cruz, onde fui operada ao meu tumor. Hoje era o dia da revisão dos 8 mil km (oito anos) e eu estava especialmente apreensiva por estar grávida e não saber como o meu médico iria reagir. No ano passado tinha-lhe falado desta minha intenção e ele não foi muito entusiasta. E por isso estava com um friozinho na barriga. Mas correu tudo bem. Ele recebeu-me de braços abertos e com muito elogios. Disse-me que tudo iria correr bem. E assim, num instante, saiu-me um peso do coração.
A seguir à consulta fui a correr pra a MAC para mais má ecografia. E, confirma-se, esta miúda é quase uma bezerra. Está no percentual 90 o que, trocado em miúdos, lhe dá, entre outras coisas, um peso estimado de 1,450kg. E eu não tenho estômago....
A seguir à consulta fui a correr pra a MAC para mais má ecografia. E, confirma-se, esta miúda é quase uma bezerra. Está no percentual 90 o que, trocado em miúdos, lhe dá, entre outras coisas, um peso estimado de 1,450kg. E eu não tenho estômago....
sábado, abril 06, 2013
28 semanas
Ainda é cedo para certas coisas. Mas talvez seja melhor ter a primeira roupa dela separada. Só para garantir que fui eu que a escolhi.
domingo, março 31, 2013
As pessoas mudam...
E é muito bom constatá-lo. A minha obstetra, por exemplo, é uma dessa pessoas. É mina médica há cerca de 12 anos e, se no inciso a nossa relação foi muito difícil, a verdade é que agora é das pessoas em quem mas confio, alguém que não me julga, que não cai na tentação de me çriticar ou de me forçar a tomar a sua decisão por minha. Foi assim quando tive de fazer uma ivg, foi assim quando lhe disse que gostava muito de voltar a ser mãe.
Ao contrario de muitos dos médicos com quem falei, e que estavam mais preocupados em incutir-me um medo abstracto ( deixe-se ficar assim que está bem), a minha obstetra alertou-me para os potenciais riscos de uma nova gravidez, mas também me disse o que tínhamos de fazer, que exames realizar, com que médicos falar... E, no final, terminou comum" seja qual for a sua decisão eu estou aqui para a apoiar. Só quero que tome uma decisão informada." E não imaginam como é importante e difícil encontrar alguém com este tipo de discurso.
Se já notei muitas diferenças na minha primeira gravidez, nesta então nem se fala. Não é ela que me segue "oficialmente" nesta gravidez porque tenho de ser seguida no alto risco da maternidade. Mas nem por isso deixo de ir ao seu consultório todos os meses e quando algo corre mal na Mac é sempre ela que resolve tudo.
Obrigada, Dra. Alice, por me ajudar e me fazer sentir especial.
Ao contrario de muitos dos médicos com quem falei, e que estavam mais preocupados em incutir-me um medo abstracto ( deixe-se ficar assim que está bem), a minha obstetra alertou-me para os potenciais riscos de uma nova gravidez, mas também me disse o que tínhamos de fazer, que exames realizar, com que médicos falar... E, no final, terminou comum" seja qual for a sua decisão eu estou aqui para a apoiar. Só quero que tome uma decisão informada." E não imaginam como é importante e difícil encontrar alguém com este tipo de discurso.
Se já notei muitas diferenças na minha primeira gravidez, nesta então nem se fala. Não é ela que me segue "oficialmente" nesta gravidez porque tenho de ser seguida no alto risco da maternidade. Mas nem por isso deixo de ir ao seu consultório todos os meses e quando algo corre mal na Mac é sempre ela que resolve tudo.
Obrigada, Dra. Alice, por me ajudar e me fazer sentir especial.
Relações e ralações
Eu adoro a minha mãe. Mesmo. É um pilar da minha vida, um exemplo de coragem, de luta, de sobrevivência. Mas é a minha mãe... E são mais as vezes que me passo da marmita com ela do que aquelas em que tudo corre bem. E não vale a pena dizer que é por culpa dela, ou mina... Somos duas adultas muito diferentes, que vivem a sua vida de forma distinta, e isso por vezes cia incompatibilidades... Mas eu detesto chatear-me com ela, e detesto perder a paciência. Bem sei que tenho m feitio difícil e agora, grávida, sou anda mais insuportável... Mas ela não facilita. Tudo é uma critica, tudo o que digo é porque estou contra ela, tudo o que faço ficava melhor se fizesse doutra forma... " porque não aqueces antes o leite na caneca de plástico?" ou " era melhor ligares a torradeira na outra tomada" " abre antes a porta" " talvez seja melhor deixá-la fechada"...
Acaba por ser sempre assim, nestes dias de festa. E eu não aprendo: não aprendo a ficar calada ( que seria a melhor solução) nem sequer aprendo a inventar desculpas para não vir e ficar em Lisboa no conforto do meu sofá.
Esta relação tem muito de ralação, e essa é que é essa.
Acaba por ser sempre assim, nestes dias de festa. E eu não aprendo: não aprendo a ficar calada ( que seria a melhor solução) nem sequer aprendo a inventar desculpas para não vir e ficar em Lisboa no conforto do meu sofá.
Esta relação tem muito de ralação, e essa é que é essa.
quinta-feira, março 28, 2013
Carta ao meu pai
Olá pai, espero que estejas bem. Espero que estejas a passar este dia, o teu dia de aniversário, de uma forma diferente. Vocês, os mortos comemoram os aniversários? Espero bem que sim.
Espero que daí nos consigas ver, embora tu saibas que eu tenho as maiores dúvidas em relação a isso. Se nos acompanhas saberás que nestes quatro anos e meio muita coisa mudou na nossa vida.
Eu continuo com a minha vida, como tu querias. Não voltei a ficar doente e já só tenho consultas anuais... tu bem me dizias que tudo ia correr bem. Despedi-me do emprego que tinha, criei a minha própria empresa... às vezes nem eu própria acredito que dei este passo, mas a verdade é que dei e a ajuda da mãe foi preciosa.
O Henrique está crescido, está no terceiro ano. De vez em quando pergunta por ti, mas, não fiques triste por favor, acho que ele já não se lembra muito bem de ti, da tua cara... vai repetindo histórias que lhe contamos mas tenho dúvidas que se lembre mesmo de ti, de tudo o que brincaste com ele, dos passeios, das manhãs passadas na tua cama a ver desenhos animados...Está no terceiro ano, tem boas notas, é um menino meigo mas com um espírito muito rebelde. Às vezes lembra-me o mano...
O mano voltou a casar e parece-me bem, mas espero que ele te vá mantendo a par do que se passa na sua vida.
A mãe, bem a mãe é uma guerreira, vai arrepiando caminho e levando a sua vida em frente. Mas nem sempre é fácil. Agora, por exemplo, acho-a triste. Andou aí numa fase super bem disposta, arranjada, bonita, vaidosa, com um espírito positivo que só visto... mas passou-lhe. Volta e meia fica assim, mais triste, vazia, sem brilho no olhar. E só o nascimento da neta a parece alegrar.
Sim, pai, eu estou grávida. De uma menina. Vai chamar-se Alice. Nem sei bem o porquê do nome. Não é uma homenagem a ninguém em particular, não é um daqueles nomes que eu tivesse na cabeça desde sempre... é simplesmente um nome do qual gostamos: um nome redondo e feliz. Espero que gostes.
Hoje acordei a pensar que a minha filha não vai conhecer os seus avôs... e fiquei triste. Por ela e por mim. Imagina as coisas fantásticas que iria aprender contigo, os passeios, as idas à praia...
resta-me falar-lhe de ti e esperar que o pai lhe fale do outro avô. Eu acredito que as pessoas só morrem em nós quando deixamos de a lembrar, quando deixamos de falar delas... eu eu recuso-me a esquecer-te.
Hoje é um dia triste, amanhã espero que seja melhor.
Quando a Alice nascer vou lembrar-me e lembrá-la de ti!
Um beijo meu
Inês
Espero que daí nos consigas ver, embora tu saibas que eu tenho as maiores dúvidas em relação a isso. Se nos acompanhas saberás que nestes quatro anos e meio muita coisa mudou na nossa vida.
Eu continuo com a minha vida, como tu querias. Não voltei a ficar doente e já só tenho consultas anuais... tu bem me dizias que tudo ia correr bem. Despedi-me do emprego que tinha, criei a minha própria empresa... às vezes nem eu própria acredito que dei este passo, mas a verdade é que dei e a ajuda da mãe foi preciosa.
O Henrique está crescido, está no terceiro ano. De vez em quando pergunta por ti, mas, não fiques triste por favor, acho que ele já não se lembra muito bem de ti, da tua cara... vai repetindo histórias que lhe contamos mas tenho dúvidas que se lembre mesmo de ti, de tudo o que brincaste com ele, dos passeios, das manhãs passadas na tua cama a ver desenhos animados...Está no terceiro ano, tem boas notas, é um menino meigo mas com um espírito muito rebelde. Às vezes lembra-me o mano...
O mano voltou a casar e parece-me bem, mas espero que ele te vá mantendo a par do que se passa na sua vida.
A mãe, bem a mãe é uma guerreira, vai arrepiando caminho e levando a sua vida em frente. Mas nem sempre é fácil. Agora, por exemplo, acho-a triste. Andou aí numa fase super bem disposta, arranjada, bonita, vaidosa, com um espírito positivo que só visto... mas passou-lhe. Volta e meia fica assim, mais triste, vazia, sem brilho no olhar. E só o nascimento da neta a parece alegrar.
Sim, pai, eu estou grávida. De uma menina. Vai chamar-se Alice. Nem sei bem o porquê do nome. Não é uma homenagem a ninguém em particular, não é um daqueles nomes que eu tivesse na cabeça desde sempre... é simplesmente um nome do qual gostamos: um nome redondo e feliz. Espero que gostes.
Hoje acordei a pensar que a minha filha não vai conhecer os seus avôs... e fiquei triste. Por ela e por mim. Imagina as coisas fantásticas que iria aprender contigo, os passeios, as idas à praia...
resta-me falar-lhe de ti e esperar que o pai lhe fale do outro avô. Eu acredito que as pessoas só morrem em nós quando deixamos de a lembrar, quando deixamos de falar delas... eu eu recuso-me a esquecer-te.
Hoje é um dia triste, amanhã espero que seja melhor.
Quando a Alice nascer vou lembrar-me e lembrá-la de ti!
Um beijo meu
Inês
Apresento-vos...
A Alice. Às 26 semanas + 4 dias.
A cena esquisita do lado direito da imagem é um pé da artista. Espetadinho que só ele.
A cena esquisita do lado direito da imagem é um pé da artista. Espetadinho que só ele.
quarta-feira, março 27, 2013
Estás enorme... ou, porque não te calas?
Se há coisa que não sou é obcecada com o peso. Nunca fui, nem quando tinha estômago. é evidente que tenho cuidado com o que como e cada vez mais tenho esse cuidado, uma vez que não vou para nova. Mas há limites para tudo. Da gravidez do Henrique tive imensos cuidados, não comia porcarias, bebia imensa água, nada de pizas nem hamburgers, os doces todos muito controladinhos... e nem por isso deixei de engordar. Aos 18 kg deixei de me pesar porque estava a deprimir... a verdade é que grande parte desso peso era retenção de liquidos, já que um mês deois de ele nascer eu estava com o meu peso normal. Mas, mesmo assim, engordei que nem uma lontra.
Desta vez, e porque sou uma gaja sem estômago, confesso que não tive grandes cuidados. Até porque, supostamente, e mesmo que queira, não consigo engordar acima de um limite. Não dá, o organismo não absorve. Pelo menos era o que os médicos me diziam. E eu acreditava. Também não devo comer grandes quantidades de comida porque a seguir fico mal disposta. Mas, a verdade verdadinha é que já aumentei e bem... Há números para todos os gostos, dependendo da balança que me pesa. Na da farmácia aqui da rua aumentei 10kg, na da minha obstetra aumentei 8... o que significa que devo andar nos 9kg em 26 semanas. Ah, e tal é muito peso, tem de ter cuidado... eu tenho. Como pouco e em pequenas quantidades. Ah e como é que justifica o qumento de peso? Não justifico, não sei justificar e, muito sinceramente, não me apetece perder tempo com isso. Eu comecei esta gravidez muito magra (5kg a menos do que tinha quando engravidei do Henrique) e sinto-me bem como estou. Tenho os cuidados que devo ter e a mais não sou obrigada.
E não quero que me chateiem muito com o assunto. Há dias zanguei-me com a minha mãe porque ela disse que eu estava muito grande. E vou zangar-me com todas as pessoas de andarem a dar bitaites... a sério. Para umas estou grande, para outras é só barriga; para umas a barriga está em cima, para outras tenho de ter cuidado porque está muito descida...
Basem, desaparçam-me da frente. Já bem basta estar a maior parte do tempo em casa. e já bem basta esta merda de tempo que me obriga a andar sempre com a mesma roupa.
Se têm coisas agradáveis para me dizer, façam o favor. Caso contrário, agradeço que se mantenham caladinhos.
Tenho dito
Desta vez, e porque sou uma gaja sem estômago, confesso que não tive grandes cuidados. Até porque, supostamente, e mesmo que queira, não consigo engordar acima de um limite. Não dá, o organismo não absorve. Pelo menos era o que os médicos me diziam. E eu acreditava. Também não devo comer grandes quantidades de comida porque a seguir fico mal disposta. Mas, a verdade verdadinha é que já aumentei e bem... Há números para todos os gostos, dependendo da balança que me pesa. Na da farmácia aqui da rua aumentei 10kg, na da minha obstetra aumentei 8... o que significa que devo andar nos 9kg em 26 semanas. Ah, e tal é muito peso, tem de ter cuidado... eu tenho. Como pouco e em pequenas quantidades. Ah e como é que justifica o qumento de peso? Não justifico, não sei justificar e, muito sinceramente, não me apetece perder tempo com isso. Eu comecei esta gravidez muito magra (5kg a menos do que tinha quando engravidei do Henrique) e sinto-me bem como estou. Tenho os cuidados que devo ter e a mais não sou obrigada.
E não quero que me chateiem muito com o assunto. Há dias zanguei-me com a minha mãe porque ela disse que eu estava muito grande. E vou zangar-me com todas as pessoas de andarem a dar bitaites... a sério. Para umas estou grande, para outras é só barriga; para umas a barriga está em cima, para outras tenho de ter cuidado porque está muito descida...
Basem, desaparçam-me da frente. Já bem basta estar a maior parte do tempo em casa. e já bem basta esta merda de tempo que me obriga a andar sempre com a mesma roupa.
Se têm coisas agradáveis para me dizer, façam o favor. Caso contrário, agradeço que se mantenham caladinhos.
Tenho dito
segunda-feira, março 25, 2013
O nome...
Cá em casa nunca tivemos uma lista de nomes preferidos para os nossos filhos. Conheço muito boa gente que, antes de estar grávida, já sabe exactamente o nome dos futuros petizes que irá gerar. Lamento mas, por estas bandas nunca foi assim. E também não somos daqueles que acham que é preciso ver a cara da criança para saber que nome lhe vamos dar. Eles não têm cara de nada, nascem a berrar, completamente amarrotados... Não me parece que me fosse ocorrer um nome particularmente bonito se estivesse à espera do nascimento para dar nome à criança.
Posto isto, ainda não demos um nome à nossa cria. E isso está a fazer confusão a muito boa gente. Temos alguns nomes dos quais gostamos mas ainda não fechamos a coisa. Pessoalmente preferia esperar pelas 26 semanas para o fazer. Sei que é palerma, mas é como qualquer outra mania. Para mim dar nome é assumir definitivamente este bebé já não só na minha cabeça mas perante o mundo. E as 26 semanas são aquela linha de sobrevivência. A partir delas grande parte dos bebés é viável.
Só que já lá chegámos e ainda não nos decidimos. Em cima da mesa estão dois nomes: Carolina e Alice. Para já brincamos e chamamos-lhe Carolialice... Mas, acreditem, não estamos em stress, continuamos a dormir bem e sem qualquer tipo de sobressalto.
Ah, e quando tivermos nome avisamos, podem ficar descansados.
Posto isto, ainda não demos um nome à nossa cria. E isso está a fazer confusão a muito boa gente. Temos alguns nomes dos quais gostamos mas ainda não fechamos a coisa. Pessoalmente preferia esperar pelas 26 semanas para o fazer. Sei que é palerma, mas é como qualquer outra mania. Para mim dar nome é assumir definitivamente este bebé já não só na minha cabeça mas perante o mundo. E as 26 semanas são aquela linha de sobrevivência. A partir delas grande parte dos bebés é viável.
Só que já lá chegámos e ainda não nos decidimos. Em cima da mesa estão dois nomes: Carolina e Alice. Para já brincamos e chamamos-lhe Carolialice... Mas, acreditem, não estamos em stress, continuamos a dormir bem e sem qualquer tipo de sobressalto.
Ah, e quando tivermos nome avisamos, podem ficar descansados.
terça-feira, março 19, 2013
Pai
Eu sou festeira por natureza. Sempre fui. Gosto do dia do pai, do dia da mãe, dos aniversários dos que me são queridos, do Natal. Podia-me dar para outra coisa qualquer, deu-me para isto. Confesso que não tenho grande paciência para coisas estilo, Dia da Mulher, mas o Dia do Pai, por exemplo, sempre foi um dos meus favoritos.
Quando era miúda adorava aquela coisa de fazer a prenda do Dia do Pai, a emoção de criar algo com as minhas próprias mãos, de depois oferecer ao meu pai, de ver a cara dele, o seu olhar cheio de orgulho, por mais merdosa e inútil que fosse a prenda (o que acontecia muitas vezes).
Masi tarde, quando conheci o meu gajo e engravidei, o Dia do Pai passou a ser ainda mais giro. E só se tornou melhor quando o Henrique nasceu e ganhou, ele próprio, conscîência da importância deste dia. Ele adora fazer a prenda, nunca faz só uma e rarmente consegue esperar até oa Dia 19 para dar pelo menos uma das prendas que fez. E fica sempre tão entusiasmado e feliz.
De há uns anos para cá, mais precisamente, dede que o meu pai morreu, o Dia do Pai passou também a ser um dia triste para mim, por não o ter por cá, por não lhe poder telefonar, comprar uma gravata, uma garrafa de bom vinho... Nos primeiros 2, 3 anos foi mais difícil. Eu estava ainda muito magoada por ter perdido o meu pai aos 57 anos, de uma forma tão dolorosa e penosa. Março era um mêspara esquecer: o mês do Dia do Pai e o mês do seu aniversário.
Mas, a verdade, é que as feridas saram e o coração apazigua-se. Este ano, estou grávida do meu segundo filho (neste caso, filha. Se, por um lado, estou muito triste, porque sei que uma neta seria a loucura do avô babado e porque sei que a minha filha não conhecerá nenhum dos seus avôs, por outro lado tenho de pensar na renovação das gerações. A vida continua, vem mais um bebé a caminho e com ela mais um momento de alegria e um motivo para festejar o dia de hoje.
Quando era miúda adorava aquela coisa de fazer a prenda do Dia do Pai, a emoção de criar algo com as minhas próprias mãos, de depois oferecer ao meu pai, de ver a cara dele, o seu olhar cheio de orgulho, por mais merdosa e inútil que fosse a prenda (o que acontecia muitas vezes).
Masi tarde, quando conheci o meu gajo e engravidei, o Dia do Pai passou a ser ainda mais giro. E só se tornou melhor quando o Henrique nasceu e ganhou, ele próprio, conscîência da importância deste dia. Ele adora fazer a prenda, nunca faz só uma e rarmente consegue esperar até oa Dia 19 para dar pelo menos uma das prendas que fez. E fica sempre tão entusiasmado e feliz.
De há uns anos para cá, mais precisamente, dede que o meu pai morreu, o Dia do Pai passou também a ser um dia triste para mim, por não o ter por cá, por não lhe poder telefonar, comprar uma gravata, uma garrafa de bom vinho... Nos primeiros 2, 3 anos foi mais difícil. Eu estava ainda muito magoada por ter perdido o meu pai aos 57 anos, de uma forma tão dolorosa e penosa. Março era um mêspara esquecer: o mês do Dia do Pai e o mês do seu aniversário.
Mas, a verdade, é que as feridas saram e o coração apazigua-se. Este ano, estou grávida do meu segundo filho (neste caso, filha. Se, por um lado, estou muito triste, porque sei que uma neta seria a loucura do avô babado e porque sei que a minha filha não conhecerá nenhum dos seus avôs, por outro lado tenho de pensar na renovação das gerações. A vida continua, vem mais um bebé a caminho e com ela mais um momento de alegria e um motivo para festejar o dia de hoje.
Estava-se tão bem na neve...
mas tive de voltar. Para casa, o que não é nada mau; para o meu filhote, o que é muito bom...
mas para esta chuva? Para este raio de tempo?
Que neura!
mas para esta chuva? Para este raio de tempo?
Que neura!
domingo, março 17, 2013
Ah, os ciúmes... Tardaram mas não falharam
Este está a ser um fim-de-semana de descanso a dois, um momento mesmo muito especial e desejado. É claro que o Henrique ia adorar estar aqui e tudo e tudo. Mas ele sabe que é importante para os pais estarem sozinhos de vez em quando. Sempre foi assim e ele sempre entendeu.
E parecia que esta vez não ia ser diferente. Até que hoje ao fim do dia e já depois de ter falado com ele o telefone ( momento que aproveitou para dizer que estas eram as primeiras férias da mana), tinha 4 chamadas da minha mãe. Fiquei logo a pensar que tinha acontecido algo? Mas não. Era apenas ele que estava com saudades... Eu sabia que isto iria acontecer mais cedo ou mais tarde... Fofinho
E parecia que esta vez não ia ser diferente. Até que hoje ao fim do dia e já depois de ter falado com ele o telefone ( momento que aproveitou para dizer que estas eram as primeiras férias da mana), tinha 4 chamadas da minha mãe. Fiquei logo a pensar que tinha acontecido algo? Mas não. Era apenas ele que estava com saudades... Eu sabia que isto iria acontecer mais cedo ou mais tarde... Fofinho
quarta-feira, março 13, 2013
A vida é um carrocel ou... Ninguém disse que isto era fácil
Depois do dia de ontem, mais atribulado, achei que hoje iria ter algum descanso. Afinal tinha apenas uma consulta médica às 15h. Mas, como diz o ditado "ninguém disse que isto ia ser fácil. Senão vejamos: já fui às Caldas da Rainha buscar umas coisas para uma sessão fotográfica de amanhã ( que vai ficar espectacular); já fui à minha programada consulta de obstetrícia e agora, para terminar o dia em beleza, estou nas urgências da Estefânia com o Henrique que ontem à tarde levou um pontapé no peito e agora se queixa de dificuldade em respirar.
Se podia ser pior? Claro que podia, e uma vez que são apenas seis da tarde e este hospital está cheio de crianças que essas Sm devem estar cheias de doenças esquisitas, o melhor é estar caladinha...
Se podia ser pior? Claro que podia, e uma vez que são apenas seis da tarde e este hospital está cheio de crianças que essas Sm devem estar cheias de doenças esquisitas, o melhor é estar caladinha...
O fenómeno Justin Bieber ou porque é que os pais deste país andam todos loucos
Bem sei que nestas coisas da maternidade não vale a pena embandeirar em arco... achamos sempre que vamos ser isto e aquilo e vai-se a ver a criança troca-nos as voltas e acabamos a fazer o que achávamos impensável (um bocadinho como acontece com as relações amorosas). Mas, meus amigos, eu já tenho um filho cá em casa de quase 9 anos e há algumas coisas que dou como adquiridas, a primeira das quais é a seguinte: filho meu não tatua o nome do seu actor/cantor preferido no corpo enquanto morar em minha casa. E a esta podemos juntar uma outra: filho meu não dorme à porta do Pavilhão Atlântico aos 14 anos para assegurar que estará na primeira fila de um qualquer concerto.
A sério, pá, os pais deste país andam tão absorvidos pela crise que lhes deu para a maluquice? Eu também já fui adolescente (daquelas que achava impossível o George Michael ser gay) e tive os meus delírios. É bem verdade que o meu pai não dava margem para grandes extravagâncias (nem sequer podia ter posters colados na parede). Mas, apesar de achar que o meu pai foi um autoritário e ditador de primeira e que não vou querer repetir o padrão, não vou passar para o extremo oposto da bitola, podem ter a certeza!
O que é que leva um pai a permitir que uma criança durma ao relento, em pleno Inverno??
A sério, pá, os pais deste país andam tão absorvidos pela crise que lhes deu para a maluquice? Eu também já fui adolescente (daquelas que achava impossível o George Michael ser gay) e tive os meus delírios. É bem verdade que o meu pai não dava margem para grandes extravagâncias (nem sequer podia ter posters colados na parede). Mas, apesar de achar que o meu pai foi um autoritário e ditador de primeira e que não vou querer repetir o padrão, não vou passar para o extremo oposto da bitola, podem ter a certeza!
O que é que leva um pai a permitir que uma criança durma ao relento, em pleno Inverno??
segunda-feira, março 11, 2013
domingo, março 10, 2013
Gerir expectativas
A noite tinha tudo para ser espectacular: filho a dormir em casa de um amigo, mãe recolhida ao seu quarto e a sala toda só para mim.
Resultado: nada de jeito na tv, uma caimbra danada durante a noite e uma insónia....
Resultado: nada de jeito na tv, uma caimbra danada durante a noite e uma insónia....
sábado, março 09, 2013
24
Entrei hoje nas 24 semanas de gravidez. Já sinto muitos muitos pontapés e com eles esta noção de que é mesmo verdade, vem mesmo um bebé a caminho.
sexta-feira, março 08, 2013
O meu 8 de Março
Faz hoje 8 anos era Terça-feira. Faz hoje 8 anos vivi o dia mais longo da minha vida. Arrisco-me a dizer, embora não tenha a certeza, que foi também o dia mais longo da vida dos meus pais, do meu irmão, da minha sogra, do meu marido e talvez até de alguns amigos. Há precisamente 8 anos eu entrava num bloco operatório sem saber em que condições de lá sairia. Foram 8 ou 9 horas de operação, na qual me removeram estômago e baço para além de várias cadeias de gânglios linfáticos. Um tumor agressivo, repetia o meu médico. Mas que iria operar para curar. Lembro-me de estar na maca, lembro-me do elevador cinzento, dos olhares esperançosos que se cruzaram com o meu, do sorriso da anestesista do frio insuportável da mesa de operações.
Lembro-me de não ter medo (esse só veio depois, quando me apercebi da gravidade do tumor), lembro-me de pensar no meu bebé, na altura prestes a completar nove meses... Lembro-me de pensar que queria ser eu a sua recordação de mãe. Até podia morrer, mas não naquele momento, não antes de ele ter memória de mim.
E depois, bem, depois está tudo disperso na minha memória, como um mata borrão: a mão do meu marido na minha cara, os meus pais, o meu irmão, as vozes... E depois as dores, misturadas com o cheiro a café da sala das enfermeiras, o ruído da rádio, os passos no corredor, os sussurros, o cheiro da comida que eu não podia comer... E mais tarde, passados uns dias, os meus amigos, as fotografias que o meu marido tirava diariamente ao nosso bebé e afixava num quadro de cortiça que havia no quarto do hospital, as dores, as noites que eram intermináveis... A minha companheira de quarto que ressonava como se não houvesse amanhã...
Foi um processo, um longo processo, que me marcou mas que não me matou.
Há oito anos eu comecei uma nova contabilidade. Passei a ter sobrevida. É assim que os médicos falam de quem teve um tumor tão agressivo como o meu (T3N1M0). Dois anos? Cinco anos? Já cá cantam 8. Se tenho medo? Tenho! Se tenho dias maus em que penso que estou novamente doente? Tenho. Mas são momentos, pinceladas num quadro muito maior e mais bonito que é a minha vida. Uma vida onde também há felicidade, amor, partilha, alegrias... Uma sobrevida bem vivida.
Por tudo isto o dia que hoje se comemora é para mim muito mais do que o Dia Internacional da Mulher. Ou talvez não. Talvez faça apenas com que a data tenha ainda mais significado.
Agora vou ali tentar ser feliz.
Lembro-me de não ter medo (esse só veio depois, quando me apercebi da gravidade do tumor), lembro-me de pensar no meu bebé, na altura prestes a completar nove meses... Lembro-me de pensar que queria ser eu a sua recordação de mãe. Até podia morrer, mas não naquele momento, não antes de ele ter memória de mim.
E depois, bem, depois está tudo disperso na minha memória, como um mata borrão: a mão do meu marido na minha cara, os meus pais, o meu irmão, as vozes... E depois as dores, misturadas com o cheiro a café da sala das enfermeiras, o ruído da rádio, os passos no corredor, os sussurros, o cheiro da comida que eu não podia comer... E mais tarde, passados uns dias, os meus amigos, as fotografias que o meu marido tirava diariamente ao nosso bebé e afixava num quadro de cortiça que havia no quarto do hospital, as dores, as noites que eram intermináveis... A minha companheira de quarto que ressonava como se não houvesse amanhã...
Foi um processo, um longo processo, que me marcou mas que não me matou.
Há oito anos eu comecei uma nova contabilidade. Passei a ter sobrevida. É assim que os médicos falam de quem teve um tumor tão agressivo como o meu (T3N1M0). Dois anos? Cinco anos? Já cá cantam 8. Se tenho medo? Tenho! Se tenho dias maus em que penso que estou novamente doente? Tenho. Mas são momentos, pinceladas num quadro muito maior e mais bonito que é a minha vida. Uma vida onde também há felicidade, amor, partilha, alegrias... Uma sobrevida bem vivida.
Por tudo isto o dia que hoje se comemora é para mim muito mais do que o Dia Internacional da Mulher. Ou talvez não. Talvez faça apenas com que a data tenha ainda mais significado.
Agora vou ali tentar ser feliz.
quinta-feira, março 07, 2013
Quem tem mãe..
tem tudo.
Eu que o diga, que tenho a minha aqui por perto, a aturar-me, a amparar-me... sabe-se lá com que sacrifício porque eu não sou uma pessoa fácil, reconheço. Principalmente agora, com as hormonas aos saltos.
Obrigada, mãe.
Eu que o diga, que tenho a minha aqui por perto, a aturar-me, a amparar-me... sabe-se lá com que sacrifício porque eu não sou uma pessoa fácil, reconheço. Principalmente agora, com as hormonas aos saltos.
Obrigada, mãe.
O milagre da vida
Depois de uma noite horrível, de um pequeno almoço de esgrima... Isto. Hoje senti, pela primeira vez nesta gravidez, o pequeno grande milagre da vida... Vi a minha bebé a chuchar no dedo, mirei o seu perfil, a boca, o narizinho... Talvez por estar tão emocional, senti tudo como devia ser: em grande.
Obrigada, Dr. Amadeu, por ser sempre amoroso comigo. Por me ter mostrado a minha bebé e por me ter descansado.
Obrigada, Dr. Amadeu, por ser sempre amoroso comigo. Por me ter mostrado a minha bebé e por me ter descansado.
quarta-feira, março 06, 2013
Help!
Numa semana e meia o Henrique dez xixi na cama 3 vezes, a última delas esta noite na minha cama. Resultado: tudo para lavar, incluindo o edredão que é enorme e não cabe na minha máquina. Vou ter de o levar à lavandaria e fazer um choradinho para o entregarem o mais rapidamente possível.
Esta noite entrei em desespero. Eram 5h da manhã, o dia de ontem não tinha sido famoso; eu estava cansada. Passei a noite a acordar com medo que ele fizesse xixi na cama e mesmo assim não o consegui evitar.
Não sei o que faça. Não sei se é a minha gravidez que o está a deixar inseguro, não sei qual a melhor terapia a aplicar, mas posso garantir que, depois do banho dado e de lhe ter trocado o pijama, quando reparei que nem o edredão se tinha salvo... Desatei a chorar... Ali à frente dele, o que não é nada bom. Ele, coitado, já se sente culpado o suficiente.
Help? Anyone? Ligo à pediatra? Digo que não aguento? Que temos mesmo de pensar em medicação? Estou a exagerar? O que sei é que ainda não são sete da manhã e eu estou no sofá, acordada...
Esta noite entrei em desespero. Eram 5h da manhã, o dia de ontem não tinha sido famoso; eu estava cansada. Passei a noite a acordar com medo que ele fizesse xixi na cama e mesmo assim não o consegui evitar.
Não sei o que faça. Não sei se é a minha gravidez que o está a deixar inseguro, não sei qual a melhor terapia a aplicar, mas posso garantir que, depois do banho dado e de lhe ter trocado o pijama, quando reparei que nem o edredão se tinha salvo... Desatei a chorar... Ali à frente dele, o que não é nada bom. Ele, coitado, já se sente culpado o suficiente.
Help? Anyone? Ligo à pediatra? Digo que não aguento? Que temos mesmo de pensar em medicação? Estou a exagerar? O que sei é que ainda não são sete da manhã e eu estou no sofá, acordada...
terça-feira, março 05, 2013
domingo, março 03, 2013
Semana 23
Já só faltam 17 semanas! É assim que gosto de pensar. Não se pode dizer que esteja a odiar estar grávida, não é isso. Mas esta vez está a ser muito mais chata do que a anterior. Também não quero parecer uma daquelas grávidas que estão sempre a queixar-se, mas a verdade é que me estou sempre a queixar.
Esta semana correu relativamente bem, sem queixas para além das normais, sem infecções, sem injecções. O que é muito bom!
A barriga cresce a todo o vapor. Fiz uma ecografia e vi a bebé a chuchar no dedo. Também a vi a abrir a boca. Foi um momento bonito, há que dizê-lo. À medida que os dias passam começo a sentir tudo isto com maior nitidez e realidade.
Ainda não nos decidimos pelo nome. Ainda é cedo. Ela ainda não passa de um ser completamente dependente de mim. Não quero que tenha nome antes de ser um bebé viável. Sei que pode parecer parvo, mas é assim que me sinto. A partir do momento em que lhe der nome não há volta a dar e eu só quero que isso aconteça quando ela puder exisitir para além de mim... coisas de grávida.
Continuo sozinha com o Henrique e ainda não houve um conflito duro entre nós. Também ainda não tive vontade de matar a minha mãe (o que acaba por acontecer sempre que estamos muito tempo juntas).
Isto podia estar a correr pior, não podia
Esta semana correu relativamente bem, sem queixas para além das normais, sem infecções, sem injecções. O que é muito bom!
A barriga cresce a todo o vapor. Fiz uma ecografia e vi a bebé a chuchar no dedo. Também a vi a abrir a boca. Foi um momento bonito, há que dizê-lo. À medida que os dias passam começo a sentir tudo isto com maior nitidez e realidade.
Ainda não nos decidimos pelo nome. Ainda é cedo. Ela ainda não passa de um ser completamente dependente de mim. Não quero que tenha nome antes de ser um bebé viável. Sei que pode parecer parvo, mas é assim que me sinto. A partir do momento em que lhe der nome não há volta a dar e eu só quero que isso aconteça quando ela puder exisitir para além de mim... coisas de grávida.
Continuo sozinha com o Henrique e ainda não houve um conflito duro entre nós. Também ainda não tive vontade de matar a minha mãe (o que acaba por acontecer sempre que estamos muito tempo juntas).
Isto podia estar a correr pior, não podia
sábado, março 02, 2013
O que dizem os meus olhos...
Lina Santos, só tu para me fazeres ter este momento piegas enquanto vejo um episódio do pókemon com o Henrique. Como querias que adivinhasse o que me querias? Tens de ser mais directa.
Gosto:
Da pele salgada depois de um mergulho; do calor; de praia; de caracóis; de sangria; de noites quentes, daquelas que nos atiram para a rua sem casaco e com vontade de beber um gin tónico; de gin tónico; dos beijos do meu filho mais velho; de dizer filho mais velho; da minha barriga; de comer com as mãos; de amêijoas à bulhão pato; do cheiro de uma cama acabada de fazer; do cheiro da terra molhada depois de uma chuvada de verão; do cheiro dos bebés; de conversas de gaja; dos meus amigos; dos meus
Homens; de ler; de andar descalça; gosto dos pontapés da minha bebé; gosto de dança; gosto de dançar; gosto do chico e da Marisa. E de tantas outras pequenas grandes coisas...
Não gosto de doenças, nem de ter medo de ficar doente; não gosto de pessoas fingidas; não gosto de ratos; nem de baratas; não gosto de atrasos nem de me atrasar; não gosto de birras; não gosto de me zangar com o meu filho, de lhe ralhar ou dar uma palmada; não gosto de o ver sofrer; não gosto de saber que no meu país há um milhão de desempregados; não gosto de pessoas que reclamam de tudo mas que depois não têm o mínimo de educação cívica; não gosto de cocó de cão no passeio, nem de lixo espalhado no chão e muito menos de pessoas que cospem no chão; não gosto de tanta coisa... Mas como estou grávida estou meio babaca e por isso vejo o mundo mais cor de rosa do que seria normal.
Satisfeita??
Gosto de ti, que me fizeste escrever isto.
Gosto:
Da pele salgada depois de um mergulho; do calor; de praia; de caracóis; de sangria; de noites quentes, daquelas que nos atiram para a rua sem casaco e com vontade de beber um gin tónico; de gin tónico; dos beijos do meu filho mais velho; de dizer filho mais velho; da minha barriga; de comer com as mãos; de amêijoas à bulhão pato; do cheiro de uma cama acabada de fazer; do cheiro da terra molhada depois de uma chuvada de verão; do cheiro dos bebés; de conversas de gaja; dos meus amigos; dos meus
Homens; de ler; de andar descalça; gosto dos pontapés da minha bebé; gosto de dança; gosto de dançar; gosto do chico e da Marisa. E de tantas outras pequenas grandes coisas...
Não gosto de doenças, nem de ter medo de ficar doente; não gosto de pessoas fingidas; não gosto de ratos; nem de baratas; não gosto de atrasos nem de me atrasar; não gosto de birras; não gosto de me zangar com o meu filho, de lhe ralhar ou dar uma palmada; não gosto de o ver sofrer; não gosto de saber que no meu país há um milhão de desempregados; não gosto de pessoas que reclamam de tudo mas que depois não têm o mínimo de educação cívica; não gosto de cocó de cão no passeio, nem de lixo espalhado no chão e muito menos de pessoas que cospem no chão; não gosto de tanta coisa... Mas como estou grávida estou meio babaca e por isso vejo o mundo mais cor de rosa do que seria normal.
Satisfeita??
Gosto de ti, que me fizeste escrever isto.
Dia1/10
Hoje é o primeiro de dez dias em que vamos estar sozinhos aqui em casa. O pai foi para fora numa viagem de trabalho.
O Henrique pediu-me para dormir com o pai, o que me levou para o beliche onde dormi mal e porcamente. O meu marido levantou-se antes das 5 da manhã e eu com ele, porque lhe queria fazer o pequeno almoço. E embora não me tenha arrependido a verdade é que já não consegui dormir mais porque antes das 8 o Henrique já miava pelo pai. "Eu não lhe dei um beijinho".
Agora é seguir em frente, tentar aproveitar estes momentos a dois, que dentro em breve vão acabar, dormir juntinhos, dar muitos beijinhos e esperar que ele não se passe da marmita!
O Henrique pediu-me para dormir com o pai, o que me levou para o beliche onde dormi mal e porcamente. O meu marido levantou-se antes das 5 da manhã e eu com ele, porque lhe queria fazer o pequeno almoço. E embora não me tenha arrependido a verdade é que já não consegui dormir mais porque antes das 8 o Henrique já miava pelo pai. "Eu não lhe dei um beijinho".
Agora é seguir em frente, tentar aproveitar estes momentos a dois, que dentro em breve vão acabar, dormir juntinhos, dar muitos beijinhos e esperar que ele não se passe da marmita!
sábado, fevereiro 23, 2013
Este sábado promete
Insónia às 5h40. Quando estava a pegar no sono o Henrique acorda: tinha feito xixi na cama. O pai resolveu o incidente mas a mãe já não voltou a dormir. Decidimos tornar o nosso sábado produtivo. O pai escreve, o Henrique já terminou os trabalhos de casa, ja jogou psp, já estudou as tabuadas e agora brinca. E eu? Bem, eu ando a partir a cabeça de volta dos stocks dos livros lá da empresa (tenho de entregar tudo à contabilidade até ao fim de segunda, e já vai tarde). Quanto mais olho para estes números e para estas tabelas de excel mais me convenço que deveria ser rica... ou pelo menos ter o dinheiro suficiente para ter alguém a fazer isto por mim...
E agora, vou-me arranjar para fazer de D. Dolores. Hoje há liga interna lá no Benfica e o puto vai jogar.
E ainda não são onze da manhã...
E agora, vou-me arranjar para fazer de D. Dolores. Hoje há liga interna lá no Benfica e o puto vai jogar.
E ainda não são onze da manhã...
sexta-feira, fevereiro 22, 2013
manias de grávida
ou serão desejos? vontades súbitas? De pouco me lembro destas pequenas manias durante a gravidez do Henrique, mas nesta posso confessar que ando viciada em Brasa (para substituir o café) e em tostas com queijo da serra.
O ministro e as facturas...
Devo confessar que hoje, às 7h30 da manhã, quando ouvi as notícias da TSF larguei uma bela gargalhada com a história das facturas em nome do primeiro-ministro e do ministro das finanças.
Mas confesso que, à medida que o dia foi avançando, deixei de achar tanta graça à coisa. Sim é a criatura contra o criador... e blá blá blá... mas o que é que isso nos traz? Nada, a não ser a gargalhada. E a eles? Nada.
Confesso que me começo a cansar de um povo que acha o máximo a ser engraçado e que na hora da verdade não se faz ouvir como devia. Não vota, não veta, não se manifesta, não reclama, um povo que amocha sempre mas que gosta de dar umas larachas...
Ainda estou para ver a abstenção nas próximas eleições.
Mas confesso que, à medida que o dia foi avançando, deixei de achar tanta graça à coisa. Sim é a criatura contra o criador... e blá blá blá... mas o que é que isso nos traz? Nada, a não ser a gargalhada. E a eles? Nada.
Confesso que me começo a cansar de um povo que acha o máximo a ser engraçado e que na hora da verdade não se faz ouvir como devia. Não vota, não veta, não se manifesta, não reclama, um povo que amocha sempre mas que gosta de dar umas larachas...
Ainda estou para ver a abstenção nas próximas eleições.
quinta-feira, fevereiro 21, 2013
Massageeeeemmmmmm
Foi hoje, quase às 22 semanas de gravidez, que tive direito à minha primeira massagem. Foi uma longa espera. Porque já estou a fazer retenção de líquidos e tenho as pernas inchadas e cansadas; porque respiro mal e, como durmo quase sentada, tenho dores nas costas... mas valeu a pena. A minha querida amiga Cristina deu-me um tratamento vip. Sala quentinha, como eu gosto, manta fofinha e sem pelo, chá quentinho, almofadas altas para as costas, um óleo com um cheiro maravilhoso e sabe-se lá que propriedades miraculosas e, mais importante que tudo, aquelas mãos maravilhosas nas minhas pernas e pés.
Para a semana há mais, que é para ver se eu não chego à figura de Popota com que terminei a gravidez do Henrique.
Para a semana há mais, que é para ver se eu não chego à figura de Popota com que terminei a gravidez do Henrique.
quarta-feira, fevereiro 20, 2013
E não é que o desejo se concretizou?
Graças ao meu marido, que está sempre muito atento, e aos meus amigos, que são os melhores do mundo, vou passar um belo fim-de-semana nas Casas das Penhas Douradas... iupi!
terça-feira, fevereiro 19, 2013
Miguel Relvas
Eu nem sei por onde começar; se pelo ridículo das palminhas e da tentativa desafinada de cantarolar o "Grândola", se pelo despudor com que apareceu no ISCTE. Mas afinal o que espera este senhor? Politicamente ele é um zombie, não pode aparecer em público, arrasta para o subsolo todo o governo.
A minha pergunta é "até quando vai continuar a teimosia do primeiro ministro"?
Quem cairá primeiro? Relvas ou o governo?
A minha pergunta é "até quando vai continuar a teimosia do primeiro ministro"?
Quem cairá primeiro? Relvas ou o governo?
Estou a modos que ressacada
E não é como se tivesse bebido uns belos canecos. É apenas porque não meto os pés na maternidade desde o dia 11. Uma semana e meia??? Ui, não sei se aguento!
sábado, fevereiro 16, 2013
Mais um bebé?? Iupi!
Foi na noite dos namorados, no meio de um jantar muito animado com 9 convivas gajas que, a meio de um brinde, ela se saiu com um "ao vosso sobrinho que nasce em Agosto". Foi tão bonito e tão inesperado... Parabéns amiga porque apesar de todas as tuas legitimas dúvidas embarcaste nesta aventura. Love you!
segunda-feira, fevereiro 11, 2013
sábado, fevereiro 09, 2013
Linha do Equador
Hoje completam-se 20 semanas desta minha gravidez. Como diz uma querida amiga, cheguei à linha do Equador. O caminho não tem sido fácil: estou em casa desde as 14; já somo 3 infecções urinárias, uma anemia e um pequeno descolamento da placenta. Sempre que acelero um bocadinho tenho dores de barriga e ela fica dura...
Mas estamos muito felizes cá por casa. Para a semana faço anos; depois virá a Páscoa e, quando dermos por isso, será Junho e a picatchu nasce. É só ter paciência.
Mas estamos muito felizes cá por casa. Para a semana faço anos; depois virá a Páscoa e, quando dermos por isso, será Junho e a picatchu nasce. É só ter paciência.
sexta-feira, fevereiro 01, 2013
Mau dia longo
Vejamos: foi-me confirmada a 3.ª infecção urinária deste gravidez (que só amanhã chega às 19 semans); fui picada nos dois braços (direito para levar ferro injectável) e esquerdo para a primeira de 7 tomas diárias de antibiótico. Ah... e também me espetei pelas escadas quando estava a chegar a casa com o meu filho.
Dia longo, não?
Dia longo, não?
segunda-feira, janeiro 28, 2013
Coisas que não percebo
A propósito do acidente que vitimou 11 pessoas. Não consigo perceber como é que um autocarro que é contratado por uma empresa portuguesa não tem de estar em conformidade com as leis portuguesas.Para mim, que não percebo nada disto, é como se a taxa de alcolémia permitida por lei em Espanha fosse de 1gr e um espanhol fosse apanhado a conduzir em Portugal com 0,8gr e não fosse punido porque, no país dele, não estava a cometer um crime...
domingo, janeiro 27, 2013
18 semanas
Em casa, de molho. Por precaução.
Esta gravidez está a ser um bocadinho chata. Porque estou anémica, porque tenho dores se andar muito... Por isso estou em casa. Posso ir à rua mas sem grandes abusos.
Cá por casa também temos tido algumas aventuras domesticas que também não ajudam... Mas tudo se ha-de resolver.
E já cá cantam 18 semanas!
Esta gravidez está a ser um bocadinho chata. Porque estou anémica, porque tenho dores se andar muito... Por isso estou em casa. Posso ir à rua mas sem grandes abusos.
Cá por casa também temos tido algumas aventuras domesticas que também não ajudam... Mas tudo se ha-de resolver.
E já cá cantam 18 semanas!
segunda-feira, janeiro 14, 2013
Desafios
Há dias em que a maternidade me parece o maior dos desafios... E sinto-me a falhar redondamente. Felizmente não me acontece todos os dias.
quarta-feira, janeiro 02, 2013
Kick
Foi assim esta manhã, às 14 semanas e 4 dias, o mano sentiu o primeiro pontapé da picatchu. Ele estava, como sempre, a passar a mão na minha barriga quando ela pregou um pequenino pontapé na barriga. E depois outro, e mais um... Foi uma emoção!
domingo, dezembro 30, 2012
Eu disse 5 horas?
Mas não. Deixem-me rectificar a informação que escrevi ainda na maternidade. Afinal eu estive oito horas na MAC. OITO!
Cheguei lá pouco passava das 10h30 e já eram quase 19h00 quando saí, não sem antes escrever uma reclamação e sem ouvir uma médica dizer " não sei o que se passou. Acho que o seu processo ficou meio esquecido". ESQUECIDO? Depois de eu ter ido várias vezes falar com a adminstrativa que estava lá sentadinha a olhar para os processos e dizer-lhe que achava um bocadinho demorado demais para quem só estava à espera do resultado de uma análise de urina e de fazer uma ecografia?
A sério. eu sei que escrevi uns posts inflamados sobre a MAC no meu facebook. E que as hormonas dão cabo de nós e isto, e aquilo.
Mas a verdade é que continuo a achar o mesmo. Há valências que só a MAC tem; há lá médicos de excelência.Eu quero muito acreditar na MAC. Mas aquele espaço não tem condições para receber grávidas. e de cada vez que lá vou mais confirmo a minha opinião. Eu escolho a MAC quando vou a uma urgência apesar de ter seguro de saúde. Mas, muito sinceramente, não sei se o faço por confiar mais naqueles médicos ou simplesmente porque todo o meu processo está lá. E, acreditem, às vezes parece que não serve de nada. Ninguém olha para as análises, para a história clínica...; de todas as vezes falo que fui gastrectomizada; perguntam-me o nome do antibiótico que tomei, quando me foi receitado lá e, como tal, deve constar no processo; na sext-feira mandaram-me fazer um CTG porque não se deram ao trabalho de ler o meu tempo de gravidez que a enfermeira tinha acabado de anotar; da vez anterior, e apesar da própria médica me dizer que eu estava com uma infecção urinária porque não tinha feito uma absorção correcta do antibiótico que tinha tomado anteriormente, voltou a receitar-me comprimidos em vez de injecções... Estou até hoje à espera que me liguem a marcar uma ecografica renal de urgência que foi pedida pela minha médica (essa sim, um médica do caraças!) no dia 3 de Dezembro!
E fico sempre nesta coisa, nesta indecisão de saber se devo ou não mudar de hospital. Porque eu quero muito acreditar na MAC e há pessoas que ainda me fazem acreditar que lá as coisas comrrem bem, e que se salvam muitas vidas, e muitos bebés e isto e aquilo... mas de cada vez que vou a uma urgência saio de lá aterrada, com muito medo que no dia do parto me calhe um daqueles médicos que atendem telefonemas de amigos e mandam SMS enquanto consultam grávidas, que olham para nós como se fossemos transparentes.
Cheguei lá pouco passava das 10h30 e já eram quase 19h00 quando saí, não sem antes escrever uma reclamação e sem ouvir uma médica dizer " não sei o que se passou. Acho que o seu processo ficou meio esquecido". ESQUECIDO? Depois de eu ter ido várias vezes falar com a adminstrativa que estava lá sentadinha a olhar para os processos e dizer-lhe que achava um bocadinho demorado demais para quem só estava à espera do resultado de uma análise de urina e de fazer uma ecografia?
A sério. eu sei que escrevi uns posts inflamados sobre a MAC no meu facebook. E que as hormonas dão cabo de nós e isto, e aquilo.
Mas a verdade é que continuo a achar o mesmo. Há valências que só a MAC tem; há lá médicos de excelência.Eu quero muito acreditar na MAC. Mas aquele espaço não tem condições para receber grávidas. e de cada vez que lá vou mais confirmo a minha opinião. Eu escolho a MAC quando vou a uma urgência apesar de ter seguro de saúde. Mas, muito sinceramente, não sei se o faço por confiar mais naqueles médicos ou simplesmente porque todo o meu processo está lá. E, acreditem, às vezes parece que não serve de nada. Ninguém olha para as análises, para a história clínica...; de todas as vezes falo que fui gastrectomizada; perguntam-me o nome do antibiótico que tomei, quando me foi receitado lá e, como tal, deve constar no processo; na sext-feira mandaram-me fazer um CTG porque não se deram ao trabalho de ler o meu tempo de gravidez que a enfermeira tinha acabado de anotar; da vez anterior, e apesar da própria médica me dizer que eu estava com uma infecção urinária porque não tinha feito uma absorção correcta do antibiótico que tinha tomado anteriormente, voltou a receitar-me comprimidos em vez de injecções... Estou até hoje à espera que me liguem a marcar uma ecografica renal de urgência que foi pedida pela minha médica (essa sim, um médica do caraças!) no dia 3 de Dezembro!
E fico sempre nesta coisa, nesta indecisão de saber se devo ou não mudar de hospital. Porque eu quero muito acreditar na MAC e há pessoas que ainda me fazem acreditar que lá as coisas comrrem bem, e que se salvam muitas vidas, e muitos bebés e isto e aquilo... mas de cada vez que vou a uma urgência saio de lá aterrada, com muito medo que no dia do parto me calhe um daqueles médicos que atendem telefonemas de amigos e mandam SMS enquanto consultam grávidas, que olham para nós como se fossemos transparentes.
sexta-feira, dezembro 28, 2012
Acabem com o ano, vá lá!
Talvez eu ande meio-histérica com esta coisa de estar grávida aos 36 anos, de me ter enfiado nesta grande aventura de alto risco sem um estômago que forneça comida à picatchu que cresce dentro de mim e que me dê forças para aturar a malta que me aparece à frente.
Ou então talvez não. Talvez seja normal que eu ande preocupada, que ache que duas infecções urinárias até às 13 semanas já são mais do que a conta, que não ache normal ter um corrimento castanho escuro acompanhado de moínhas na barriga. Então, e só neste caso, talvez seja normal que Eu me dirija a uma urgência para ver o que se passa. E pergunto-me, será normal esperar 5 horas, 5, pelo resultado de uma analise de urina e para fazer uma ecografia? A serio, considero-me uma pessoa tolerante e até já venho munida de tricô quando venho à Mac. Mas isto? Isto é demais! Uma sala de espera sem condições, tempos de espera que roçam o ridículo... De cada vê que aqui venho fico com a certeza que esta maternidade não tem condições para funcionar.
Ou então talvez não. Talvez seja normal que eu ande preocupada, que ache que duas infecções urinárias até às 13 semanas já são mais do que a conta, que não ache normal ter um corrimento castanho escuro acompanhado de moínhas na barriga. Então, e só neste caso, talvez seja normal que Eu me dirija a uma urgência para ver o que se passa. E pergunto-me, será normal esperar 5 horas, 5, pelo resultado de uma analise de urina e para fazer uma ecografia? A serio, considero-me uma pessoa tolerante e até já venho munida de tricô quando venho à Mac. Mas isto? Isto é demais! Uma sala de espera sem condições, tempos de espera que roçam o ridículo... De cada vê que aqui venho fico com a certeza que esta maternidade não tem condições para funcionar.
terça-feira, dezembro 25, 2012
quinta-feira, dezembro 13, 2012
estou que não posso...
Hoje levei a 6.ª de 10 injecções intramusculares... e posso afianças que isto aqui para estes lados não está nada fácil. Nadinha mesmo. Por vezes tenho tantas dores que me apetece chorar..., às vezes a perna prende... os enfermeiros, coitados, já tentam encontrar novos locais para me picarem... mas um rabo tem uma área limitada e o meu, verdade seja dita, não é dos maiores que já vi.
Sábado às 10h levarei a última dose... resta apenas saber quanto tempo estarei sem me conseguir sentar direita. UI!
Sábado às 10h levarei a última dose... resta apenas saber quanto tempo estarei sem me conseguir sentar direita. UI!
segunda-feira, dezembro 10, 2012
Quando os médicos não estão atentos...
... receitam antibióticos em comprimido a uma pessoa sem estômago ( e que, por isso, faz má absroçao de medicamentos), mesmo quando há uma repetição da infecção em duas semanas... mesmo depois da pessoa, moi, lhes ter explicado que faz má absorção...
Felizmente aparece quase sempre (mesmo que seja á terceira ida ao hospital), uma daquelas médicas que só de olhar para o processo clínico diz: «Mas esta gente anda toda maluca?». Sim, dra., a resposta é sim.
Felizmente aparece quase sempre (mesmo que seja á terceira ida ao hospital), uma daquelas médicas que só de olhar para o processo clínico diz: «Mas esta gente anda toda maluca?». Sim, dra., a resposta é sim.
sexta-feira, dezembro 07, 2012
Como o castigo que te dei me dói
Esta noite castiguei o meu filho. Há muito que as palmadas se foram e os castigos, até esses andavam fugidos. Mas esta noite ele abusou. Descontrolou-se, não parou para pensar mesmo quando lhe disse para o fazer... E castiguei-o onde lhe dói mais: não o deixei dormir comigo sté o pai chegar. Hoje, que era o nosso dia. Ele implorou perdão, que queria muito, que estava arrependido ( se bem, que quando lhe expliquei que os castigos não se tiram, ele me disse que então se ia portar mal porque nada valia a pena), e eu tentei explicar-lhe calmamente que não podia voltar atrás, que o tinha avisado, que ele tinha de perceber como agir.
Tenho a certeza que todos os manuais de pediatria me dão razão. Mas a verdade é que me sinto mal com a decisão que tomei.
Tenho a certeza que todos os manuais de pediatria me dão razão. Mas a verdade é que me sinto mal com a decisão que tomei.
sexta-feira, novembro 30, 2012
Anatomia de Grey
Ontem confiei em demasia na tecnologia.
Esqueci-me de gravar o segundo episódio da Anatomia de Grey e quando me sentei no sofá prontinha para o meu repasto de quinta-feira à noite o episódio já tinha acabado e já não dava para andar para trás no raio da box.
Estou danada. Só repete no sábado à noite.
Esqueci-me de gravar o segundo episódio da Anatomia de Grey e quando me sentei no sofá prontinha para o meu repasto de quinta-feira à noite o episódio já tinha acabado e já não dava para andar para trás no raio da box.
Estou danada. Só repete no sábado à noite.
segunda-feira, novembro 19, 2012
Fim-de-semana
foi curto, porque só começou depois de uma noitada de trabalho que me fez acordar tarde no sábado. Mas foi bom, muito bom... o meu filho continua "do lado bom da força", fuia um concerto dos Cowboy Junkies e, no domingo, houve almoço em casa da minha mãe, regressada a Lisboa. Foi bom... mas queria que amanhã fosse sexa-feira, outra vez.
quarta-feira, novembro 14, 2012
Estado das coisas
Eu já fiz muitas greves. As que achei necessárias. E para mim greve é greve de zelo. é ir e não trabalhar. É estar lá e não na praia, ou no café, ou nas compras, ou a beber café com os amigos. E também já fui a muitas manifestações: às que achei necessário ir.
Tento ensinar ao meu filho os princípios básicos de uma sociedade democrática, de uma sociedade cívica e mais justa. Ele sabe que a greve é um direito, que votar é um dever, mas também sabe que a rua é para se manter limpa, que não se deve cuspir no chão, que não se atiram pedras à polícia, e que quando as manifestações deixam de ser pacíficas nós debandamos... porque nã acreditamos que seja pela violência que se vai lá.
O meu filho, do alto dos seus 8 anos, sabe coisas que, pelos vistos, muita gente (jornalistas incluídos) não sabe. Ele sabe que uma carga polícial é sempre violenta, porque é uma carga... não pode ser pacífica.
Ele sabe que as pedras da calçada devem ficar na calçada. E sabe que se ouve num megafone que é para dispersar... o melhor é dispersar.
Hoje não fiz greve. Não porque ache que não há motivos para tal, não porque ache que está tudo bem. Não fiz greve porque não podia. Tenho uma pequena empresa e um dia sem trabalhar numa altura como esta pode ditar o seu encerramento. Por isso, pesando os prós e os contras, decidi trabalhar. Não fiz greve mas respeito muito quem a fez e quem a defende.
Mas não percebo quem se pendura na greve para dizer que não tem forma de chegar ao trabalho, e abomino os chamados "piquetes de greve", que maltratam colegas que querem trabalhar.
Hoje decidi não ir à manifestação. Mas respeito as pessoas que lá estiveram. Pelo menos as que foram de forma pacífica e ordeira. Mas, infelizmente, quando o PCP e a CGTP saem das manifestações (quando as dão por terminadas) há sempre uns badamecos profissionais da pedra e da lata de tinta, que gostam de fazer merda, de pôr em causa o que os outros conquistaram de forma pacífica, que buscam os 3 minutos de fama do directo da televisão, que ganham o dia quando acertam com uma pedra num polícia.
Talvez seja porque o meu pai foi polícia, ou talvez não, mas eu vejo ali pessoas. Por detrás dos escudos partidos e dos capacetes eu vejo pessoas. Algumas delas com umas ganas do caraças de fazer greve, de se manifestar... mas não podem. Estão ali a trabalhar. E, depois de hora e meia de pedrada e de um pré-aviso de que vão fazer uma carga, o que se espera? Que escolham a dedo em quem vão bater? Que há velhos e crianças? Deviam ter-se posto ao largo.
É como ir a um jogo de futebol de alto risco e achar que não há perigo, que nada nos vai acontecer. Eu adoro futebol e gosto de ir ao estádio em família, mas há momentos em que sei que o melhor é ficar em casa...
Peço muitas desculpas. Porventura alguns dos meus amigos vão achar que sou uma perigosa fascista, que me transformei numa reaccionária de primeira mas, citando o meu falecido pai "só se perderam as que caíram no chão".
Tento ensinar ao meu filho os princípios básicos de uma sociedade democrática, de uma sociedade cívica e mais justa. Ele sabe que a greve é um direito, que votar é um dever, mas também sabe que a rua é para se manter limpa, que não se deve cuspir no chão, que não se atiram pedras à polícia, e que quando as manifestações deixam de ser pacíficas nós debandamos... porque nã acreditamos que seja pela violência que se vai lá.
O meu filho, do alto dos seus 8 anos, sabe coisas que, pelos vistos, muita gente (jornalistas incluídos) não sabe. Ele sabe que uma carga polícial é sempre violenta, porque é uma carga... não pode ser pacífica.
Ele sabe que as pedras da calçada devem ficar na calçada. E sabe que se ouve num megafone que é para dispersar... o melhor é dispersar.
Hoje não fiz greve. Não porque ache que não há motivos para tal, não porque ache que está tudo bem. Não fiz greve porque não podia. Tenho uma pequena empresa e um dia sem trabalhar numa altura como esta pode ditar o seu encerramento. Por isso, pesando os prós e os contras, decidi trabalhar. Não fiz greve mas respeito muito quem a fez e quem a defende.
Mas não percebo quem se pendura na greve para dizer que não tem forma de chegar ao trabalho, e abomino os chamados "piquetes de greve", que maltratam colegas que querem trabalhar.
Hoje decidi não ir à manifestação. Mas respeito as pessoas que lá estiveram. Pelo menos as que foram de forma pacífica e ordeira. Mas, infelizmente, quando o PCP e a CGTP saem das manifestações (quando as dão por terminadas) há sempre uns badamecos profissionais da pedra e da lata de tinta, que gostam de fazer merda, de pôr em causa o que os outros conquistaram de forma pacífica, que buscam os 3 minutos de fama do directo da televisão, que ganham o dia quando acertam com uma pedra num polícia.
Talvez seja porque o meu pai foi polícia, ou talvez não, mas eu vejo ali pessoas. Por detrás dos escudos partidos e dos capacetes eu vejo pessoas. Algumas delas com umas ganas do caraças de fazer greve, de se manifestar... mas não podem. Estão ali a trabalhar. E, depois de hora e meia de pedrada e de um pré-aviso de que vão fazer uma carga, o que se espera? Que escolham a dedo em quem vão bater? Que há velhos e crianças? Deviam ter-se posto ao largo.
É como ir a um jogo de futebol de alto risco e achar que não há perigo, que nada nos vai acontecer. Eu adoro futebol e gosto de ir ao estádio em família, mas há momentos em que sei que o melhor é ficar em casa...
Peço muitas desculpas. Porventura alguns dos meus amigos vão achar que sou uma perigosa fascista, que me transformei numa reaccionária de primeira mas, citando o meu falecido pai "só se perderam as que caíram no chão".
terça-feira, novembro 13, 2012
segunda-feira, novembro 12, 2012
A tampa
Desde muito pequeno que o meu filho gosta de dormir todo tapadinho até às orelhas. Mesmo que depois se destape durante a noite. No momento em que se deita, o edredão tem de chegar às orelhas para se sentir quentinho.
Este Verão comprámos-lhe um beliche enorme, com um colchão de dois metros. Mas o edredão permaneceu o mesmo, também com dois metros. Durante o Verão não houve crise mas, agora que o frio começou a apertar, ele sentia-se infeliz por não ter uma "tampa" até às orelhas ou, pelo menos, até ao pescoço.
E lá fui ao IKEA, onde tinha comprado o colchão, à procura do edredão. Mas a loja não tem os benditos com mais de dois metros. E hoje a casa ia caindo. Ele acordou com birra, porque tinha sono e, depois de ter passado dez minutos na minha cama tapadinho até à testa, começou a chorar alegando que eu "não lhe dava condições para descansar". E chorou, chorou... e eu lá fui, em busca do edredão de 2,20m que, felizmente, encontrei na Zara Home.
Hoje, lá em casa, vai haver uma criança feliz! E uma mãe mais tranquila
Este Verão comprámos-lhe um beliche enorme, com um colchão de dois metros. Mas o edredão permaneceu o mesmo, também com dois metros. Durante o Verão não houve crise mas, agora que o frio começou a apertar, ele sentia-se infeliz por não ter uma "tampa" até às orelhas ou, pelo menos, até ao pescoço.
E lá fui ao IKEA, onde tinha comprado o colchão, à procura do edredão. Mas a loja não tem os benditos com mais de dois metros. E hoje a casa ia caindo. Ele acordou com birra, porque tinha sono e, depois de ter passado dez minutos na minha cama tapadinho até à testa, começou a chorar alegando que eu "não lhe dava condições para descansar". E chorou, chorou... e eu lá fui, em busca do edredão de 2,20m que, felizmente, encontrei na Zara Home.
Hoje, lá em casa, vai haver uma criança feliz! E uma mãe mais tranquila
Consegui
No dia em que a Frau Merkel esteve em Portugal consegui não ver televisão. Nada de notícias logo, para mim, é como se ela não tivesse passado por cá. Nada mau.
sábado, novembro 03, 2012
Dr. Pina...
Já aqui falei muitas vezes do Dr. Pina, o médico que me operou e me salvou, literalmente. Tudo o que possa dizer sobre ele, sobre a sua generosidade, sobre o seu profissionalismo e dedicação, é pouco. Nunca será o suficiente. Porque o que ele fez foi, nas palavras dos muitos médicos com os quais já falei entretanto, um milagre.
Infelizmente, o Dr. Pina não viveu o suficiente para me aturar muitos anos. E hoje sinto-me orfã. Precisava de falar com ele, de pedir conselhos, orientação. Apetecia-me ligar-lhe para darmos umas boas gargalhadas com o que tinha para lhe contar... tenho a certeza que nunca encontrarei outro médico como ele, e isso deixa-me triste.
Infelizmente, o Dr. Pina não viveu o suficiente para me aturar muitos anos. E hoje sinto-me orfã. Precisava de falar com ele, de pedir conselhos, orientação. Apetecia-me ligar-lhe para darmos umas boas gargalhadas com o que tinha para lhe contar... tenho a certeza que nunca encontrarei outro médico como ele, e isso deixa-me triste.
quinta-feira, novembro 01, 2012
Boas notícias
A Marisa Monte vem a Portugal em Abril, a Disney vai continuar a saga da Guerra das Estrelas, fui ver o skyfall mesmo antes das avós invadirem a nossa casa e agora vou ver o top gun ou o cricodile dundee 2 enquanto como línguas de gato!
Nada mau
Nada mau
quarta-feira, outubro 31, 2012
Xi pá...
Aqui em cada estamos tão cansados que acabámos de adormecer no sofá com o fogão ligado... Era o almoço de amanhã... Quase incendiei a casa. Está um pivete que não se aguenta.
Isto está mesmo mau.
Isto está mesmo mau.
quinta-feira, outubro 25, 2012
Tosse
Odeio-a tanto... Esta maldita tosse que o corrói, coitadinho. Horas e horas a fio a tossir...
O que vale é que amanhã já é quase fim-de-semana.
O que vale é que amanhã já é quase fim-de-semana.
quinta-feira, outubro 18, 2012
Mariquinhas pé de salsa...
é o que me ocorre dizer de alguém que fala através de um comunicado numa altura como esta. Uns usam o facebook, outros os comunicados. Mas esta malta não tem tomates?
Eu não votei nem nunca votarei CDS mas, porra, um partido vê-se obrigado a aprovar um orçamento no qual não acredita, que vai contra todas as promessas eleitorais que fez, que viola todos os princípios do próprio partido, que vai ter consequências brutais na vida de todas as pessoas, e fá-lo num comunicado? Hello?
Paulo Portas, se me estás a ouvir, põe-te frente a uma câmara e diz:« isto é mau, muito mau. Isto é péssimo, mas se não o aprovar os funcionários públicos não terão ordenado no fim do mês».
Já que politicamente estás morto, ao menos faz aqualquer coisa que te devolva alguma dignidade.
Eu não votei nem nunca votarei CDS mas, porra, um partido vê-se obrigado a aprovar um orçamento no qual não acredita, que vai contra todas as promessas eleitorais que fez, que viola todos os princípios do próprio partido, que vai ter consequências brutais na vida de todas as pessoas, e fá-lo num comunicado? Hello?
Paulo Portas, se me estás a ouvir, põe-te frente a uma câmara e diz:« isto é mau, muito mau. Isto é péssimo, mas se não o aprovar os funcionários públicos não terão ordenado no fim do mês».
Já que politicamente estás morto, ao menos faz aqualquer coisa que te devolva alguma dignidade.
terça-feira, outubro 16, 2012
Desalento
É o sentimento que mais me invade hoje. Esse e raiva, vontade de partir umas quantas cabeças...
Como é que esta gente que nos desgoverna não consegue perceber o que está a fazer a um país inteiro?
Há dias em que me sinto sem forças para contrariar a depressão geral que o país atravessa. Hoje é um desses dias
Como é que esta gente que nos desgoverna não consegue perceber o que está a fazer a um país inteiro?
Há dias em que me sinto sem forças para contrariar a depressão geral que o país atravessa. Hoje é um desses dias
domingo, outubro 07, 2012
Oficialmente deprimida
Ontem, enquanto via o "Eixo do Mal" na SIC Notícias, fiquei oficialmente deprimida. Eu, que me considero uma optimista, que me desdobro a trabalhar, que acho que há sempre uma solução para tudo... fiquei oficialmente sem chão. Acho que muitos de nós ainda não nos apercebemos de como vamo todos ficar pobres. E não me lixem dizendo que o bom é a pobreza generalizada, que isso é conversa de gente miudinha. O bom é que todos vivam melhor. E não é aniquilando de vez com uma classe média que ainda faz mexer a economia que o vamos conseguir. Como é possível que aqui em casa passemos a pagar tantos impostos como o Ricardo Salgado? Como é que é possível que um agregado familiar em que os dois membros do casal ganhem 80 mil euos brutos por ano (o que dá mais ou menos 2 mil euros cada um por mês) passe a ser tratado como milionário?
Eu sei que há muita gente que não ganha um décimo disso. E eu sou a favor de que quem ganha mais deve descontar mais, não é isso que está em causa. O que me frustra, o que me desanima, o que me assusta, é perceber que estão a considerar rico quem não é, taxando da mesma forma os que ganham 2 mil euros liquidos por mês e os que ganham 30, 40 ou 50 mil. É a isto que chamam justiça fiscal? Que eu deixe 66% do meu ordenado ir para um governo que nos rouba todos os dias, que anda num desnorte, que não sabe o que fazer, que não tem coragem de cortar onde deve?
Isto já para não falar dos restantes impostos.
Todos temos de fazer ajustes. Mas alguns vão passar por despedir pessoas que precisam dos salários que auferem para sobreviver. E como eu estarão muitos que, a partir de Janeiro, vão despedir empregadas, tirar os filhos dos colégios privados... vida de ricos, dirão alguns.... mas não. é simplesmente parar a economia... parar o país. E fazer crescer muito, mas muito mesmo, a miséria.
Eu sei que há muita gente que não ganha um décimo disso. E eu sou a favor de que quem ganha mais deve descontar mais, não é isso que está em causa. O que me frustra, o que me desanima, o que me assusta, é perceber que estão a considerar rico quem não é, taxando da mesma forma os que ganham 2 mil euros liquidos por mês e os que ganham 30, 40 ou 50 mil. É a isto que chamam justiça fiscal? Que eu deixe 66% do meu ordenado ir para um governo que nos rouba todos os dias, que anda num desnorte, que não sabe o que fazer, que não tem coragem de cortar onde deve?
Isto já para não falar dos restantes impostos.
Todos temos de fazer ajustes. Mas alguns vão passar por despedir pessoas que precisam dos salários que auferem para sobreviver. E como eu estarão muitos que, a partir de Janeiro, vão despedir empregadas, tirar os filhos dos colégios privados... vida de ricos, dirão alguns.... mas não. é simplesmente parar a economia... parar o país. E fazer crescer muito, mas muito mesmo, a miséria.
quarta-feira, outubro 03, 2012
CHIÇA!
Caraças, este Governo é mesmo uma merda, pá. Onde é que está o corte na despesa? 2014? Ouvi bem? Então a malta fica sem dois ordenados já para o ano (sim, eu sou daquelas que ganha mais de 1500 euros brutos por ano, desculpem se me acham milionária) e estes cabrões de merda não fazem nada para descer a despesa pública?
Os serviços do Estado que pagamos todos os dias funcionam cada vez pior (a semana passada fui à Segurança Social com marcação e fiquei à espera na rua), os nossos governantes são, grosso modo, uns incompetentes, muitos deles corruptos, que nunca pagam pelos seus crimes.
Estou cansada de viver num país que cobra aos seus contribuintes como se vivessemos na Dinamarca, mas que depois nos trata como cidadão no Uganda. É a merda de cão em todos os lados, os jardins descuidados, pessoas que não têm cuidados básicos de saúde, falta de comida nas escolas, salas de aula com 30 alunos...
Eu não gosto destes gajos, e sei que eles não gostam de mim. Porque não tenho uma empresa exportadora. Devem estar à espreita, à espera que feche portas e emigre, ou então que me arme em piegas. Mas uma coisa vos digo: estes cabrões hão-de cair e eu assistirei de pé!
Os serviços do Estado que pagamos todos os dias funcionam cada vez pior (a semana passada fui à Segurança Social com marcação e fiquei à espera na rua), os nossos governantes são, grosso modo, uns incompetentes, muitos deles corruptos, que nunca pagam pelos seus crimes.
Estou cansada de viver num país que cobra aos seus contribuintes como se vivessemos na Dinamarca, mas que depois nos trata como cidadão no Uganda. É a merda de cão em todos os lados, os jardins descuidados, pessoas que não têm cuidados básicos de saúde, falta de comida nas escolas, salas de aula com 30 alunos...
Eu não gosto destes gajos, e sei que eles não gostam de mim. Porque não tenho uma empresa exportadora. Devem estar à espreita, à espera que feche portas e emigre, ou então que me arme em piegas. Mas uma coisa vos digo: estes cabrões hão-de cair e eu assistirei de pé!
sábado, setembro 15, 2012
Há sempre uns palhaços
que estragam tudo. Já cá faltavam os infiltras a fazer merda. Estes grupinhos que se metem no meio das pessoas só para estragar. Apetece-me tanto dizer asneiras, pá! Se apanhasse um deste c**** à minha frente dava-lhes com uma garrafa na cabeça.
O PRINCÍPIO DO FIM
A festa foi bonita. Não me lembro de ter visto tanta gente, tão diferente junta por um mesmo objectivo.
Alguns dos meus amigos perguntaram-me porque fui. Eu não sou contra a Troika. Acho mesmo que temos de pagar as nossas dívidas. Foi assim que a minha mãe me educou. A minha indignação vem do facto de achar que chegámos ao limite. Transferir o sacrifício dos trabalhadores directamente para os cofres das empresas parece-me uma medida errada. E acho que há muita, muita gente a achar o mesmo. Hoje, cheirou-me a fim de ciclo: espero que haja o bom senso de voltar atrás.
Alguns dos meus amigos perguntaram-me porque fui. Eu não sou contra a Troika. Acho mesmo que temos de pagar as nossas dívidas. Foi assim que a minha mãe me educou. A minha indignação vem do facto de achar que chegámos ao limite. Transferir o sacrifício dos trabalhadores directamente para os cofres das empresas parece-me uma medida errada. E acho que há muita, muita gente a achar o mesmo. Hoje, cheirou-me a fim de ciclo: espero que haja o bom senso de voltar atrás.
sexta-feira, setembro 14, 2012
Direito à Indignação
Foi há uma semana e ainda me sinto em transe. Choque, raiva, indignação, desrespeito. Raiva por mim e pelos outros, pelos que me rodeiam, pelos que, de alguma forma, dependem de mim.
Tenho 36 anos, trabalho a tempo inteiro e a fazer descontos para a SS e IRS desde os 22. Nunca fiz uma marosca fical, nunca recebi por fora, nunca deixei de pagar os meus impostos.
Há cerca de sete anos tive uma doença grave que me valeu uma incapacidade de 80 por cento. Como consequência dessa incapacidade, passei a ter algumas regalias fiscais e a ser isenta de taxas moderadoras.
Durante a minha doença, estive 25 dias de baixa médica. Tirei o estômago e o baço, fiz seis ciclos de quimioterapia e 30 sessões de radioterapias, mas não deixei de trabalhar. Entre tratamentos e vómitos lá me ia arrastando, com a ajuda da família, para não deixar de trabalhar, para não consumir o dinheiro que fazia falta a quem realmente dele precisava. Há cerca de um ano a minha médica do centro de saúde reformou-se e estou, até agora, sem médica. Eu, que tenho uma doença crónica. Eu que, como os médicos costumam dizer, sou um milagre com pernas. Apesar de fazer os meus descontos não tenho direito a algo tão básico como um médico de família. Há poucos dias soube que me tinha sido retirada a minha isenção. Assim, à má fila, sem aviso. Tal como aconteceu quando fiquei sem médico. Com a informatização do SNS soube, durante uma consulta de clínica geral paga (à Casa da Imprensa, associação para a qual desconto todos os meses de modo a atenuar as falhas do SNS) que teria de pagar as taxas moderadoras das análises que me foram prescritas. Este governo funciona assim: à má fila, às escodidas; vai tirando a torto e a direito sem avisar. E eu sinto-me INDIGNADA. E arrependo-me de não ter andado a roçar o rabo pelos hospitais e a meter baixa atrás de baixa. Porque o que este governo quer é promover a preguiça, o menor esforço, o chico-espertismo.
Há dois anos decidi criar a minha própria empresa, uma pequena empresa. Assumi o risco com uma sócia, saí da minha zona de conforto (expressão tão apreciada pelos nossos governantes) e arrisquei tudo numa empresa que corre agora o risco de definhar com as sucessivas políticas de cortes no rendimento das pessoas.
Eu, que sou uma pequena empresária que não faz descontos sobre o ordenado mínimo, que não tenho dívidas ao Estado, sinto-me INDIGNADA com as sucessivas políticas destes palhaços que teimam em destruir qualquer capacidade deste povo para consumir algo para além de batatas e pão. Estes senhores só podem viver numa bolha. Eles acham que é com os 50 euros que vou poupar da TSU da minha colaboradora que vou contratar alguém? Como? Se andam a asfixiar (e não lentamente) a capacidade de consumo das pessoas.
Hoje, mais do que nunca, sinto-me enganada. Fazer tudo como manda a lei, ser uma cidadã exemplar (do ponto de vista fiscal) só me tem causado dissabores.
E os outros, como se sentirão? Os que ganham 485 euros, que misturam café no leite dos filhos, que é bebido apenas duas vezes por semana? Os que pouco mais têm para além da sopa de couves, porque o resto fica na prestação da casa, na bilha do gás, na electricidade, na água e em alguma, pouca, comida?
O que faz uma mãe que ganha 485 euros quando um filho adoece por desnutrição? Quando precisa de comprar medicamentos ou de ir ao dentista? Será que estes senhores percebem que 34 euros é uma fortuna para estas pessoas?
Onde vivem estes cabrões que se passeiam de BMW pelas ruas da cidade? Será que vão ao café do bairro? Será que vão ao minipreço? Ou ao Pingo Doce? Onde é que eles vão as compras? Onde é que estudam os seus filhos? Com que lata nos mentem dia após dia?
Com que desplante vão à televisão dizer quase nada e tratar-nos como se fossemos atrasados mentais?
Já não me lembro da última manifestação onde participei. Provavelmente foi durante a faculdade. vou sempre amochando, à bom português. Porque não há alternativas, porque o momento não é bom, porque os sacrifícios são necessários para sairmos deste buraco, porque há sempre quem viva abaixo de nós, muito abaixo.
Mas tirar do bolso de milhões de trabalhadores para o transferir quase na totalidade para o bolso dos grandes patrões ficando depois à espera que o depenado do cidadão vá pressionar os senhores grandes patrões a descerem preços.... meus senhores, vão para a real puta que vos pariu. Estou mesmo a ver a Galp descer o preços dos combustíveis, a PT a dar chamadas grátis e a Sonae a descer os preços do cabaz básico. é que estou mesmo a ver o filme. Estou mesmo a vê-los a esfregar as mãos de contentamento na hora da distribuição de dividendos.
É por tudo isto, e muito mais, é por toda esta INDIGNAÇÃO que se abate sobre mim, que não posso deixar de estar presente na manisfestação do próximo sábado.
Quero lá saber da Troika, quero lá saber se o Seguro é capaz ou incapaz, estou-me a cagar para o patriotismo do Paulo Portas. O que eu quero é gritar à boca cheia que estou farta deles, destes pulhas que hipotecam o meu futuro, o do meus filho, o da minha mãe, o de todos os que me rodeiam.
E tenho a certeza que daqui a um ano estará tudo na mesma. O país continuará atolado no lodo e a única coisa que estará diferente e o nosso cinto; três furos mais apertado.
Tenho 36 anos, trabalho a tempo inteiro e a fazer descontos para a SS e IRS desde os 22. Nunca fiz uma marosca fical, nunca recebi por fora, nunca deixei de pagar os meus impostos.
Há cerca de sete anos tive uma doença grave que me valeu uma incapacidade de 80 por cento. Como consequência dessa incapacidade, passei a ter algumas regalias fiscais e a ser isenta de taxas moderadoras.
Durante a minha doença, estive 25 dias de baixa médica. Tirei o estômago e o baço, fiz seis ciclos de quimioterapia e 30 sessões de radioterapias, mas não deixei de trabalhar. Entre tratamentos e vómitos lá me ia arrastando, com a ajuda da família, para não deixar de trabalhar, para não consumir o dinheiro que fazia falta a quem realmente dele precisava. Há cerca de um ano a minha médica do centro de saúde reformou-se e estou, até agora, sem médica. Eu, que tenho uma doença crónica. Eu que, como os médicos costumam dizer, sou um milagre com pernas. Apesar de fazer os meus descontos não tenho direito a algo tão básico como um médico de família. Há poucos dias soube que me tinha sido retirada a minha isenção. Assim, à má fila, sem aviso. Tal como aconteceu quando fiquei sem médico. Com a informatização do SNS soube, durante uma consulta de clínica geral paga (à Casa da Imprensa, associação para a qual desconto todos os meses de modo a atenuar as falhas do SNS) que teria de pagar as taxas moderadoras das análises que me foram prescritas. Este governo funciona assim: à má fila, às escodidas; vai tirando a torto e a direito sem avisar. E eu sinto-me INDIGNADA. E arrependo-me de não ter andado a roçar o rabo pelos hospitais e a meter baixa atrás de baixa. Porque o que este governo quer é promover a preguiça, o menor esforço, o chico-espertismo.
Há dois anos decidi criar a minha própria empresa, uma pequena empresa. Assumi o risco com uma sócia, saí da minha zona de conforto (expressão tão apreciada pelos nossos governantes) e arrisquei tudo numa empresa que corre agora o risco de definhar com as sucessivas políticas de cortes no rendimento das pessoas.
Eu, que sou uma pequena empresária que não faz descontos sobre o ordenado mínimo, que não tenho dívidas ao Estado, sinto-me INDIGNADA com as sucessivas políticas destes palhaços que teimam em destruir qualquer capacidade deste povo para consumir algo para além de batatas e pão. Estes senhores só podem viver numa bolha. Eles acham que é com os 50 euros que vou poupar da TSU da minha colaboradora que vou contratar alguém? Como? Se andam a asfixiar (e não lentamente) a capacidade de consumo das pessoas.
Hoje, mais do que nunca, sinto-me enganada. Fazer tudo como manda a lei, ser uma cidadã exemplar (do ponto de vista fiscal) só me tem causado dissabores.
E os outros, como se sentirão? Os que ganham 485 euros, que misturam café no leite dos filhos, que é bebido apenas duas vezes por semana? Os que pouco mais têm para além da sopa de couves, porque o resto fica na prestação da casa, na bilha do gás, na electricidade, na água e em alguma, pouca, comida?
O que faz uma mãe que ganha 485 euros quando um filho adoece por desnutrição? Quando precisa de comprar medicamentos ou de ir ao dentista? Será que estes senhores percebem que 34 euros é uma fortuna para estas pessoas?
Onde vivem estes cabrões que se passeiam de BMW pelas ruas da cidade? Será que vão ao café do bairro? Será que vão ao minipreço? Ou ao Pingo Doce? Onde é que eles vão as compras? Onde é que estudam os seus filhos? Com que lata nos mentem dia após dia?
Com que desplante vão à televisão dizer quase nada e tratar-nos como se fossemos atrasados mentais?
Já não me lembro da última manifestação onde participei. Provavelmente foi durante a faculdade. vou sempre amochando, à bom português. Porque não há alternativas, porque o momento não é bom, porque os sacrifícios são necessários para sairmos deste buraco, porque há sempre quem viva abaixo de nós, muito abaixo.
Mas tirar do bolso de milhões de trabalhadores para o transferir quase na totalidade para o bolso dos grandes patrões ficando depois à espera que o depenado do cidadão vá pressionar os senhores grandes patrões a descerem preços.... meus senhores, vão para a real puta que vos pariu. Estou mesmo a ver a Galp descer o preços dos combustíveis, a PT a dar chamadas grátis e a Sonae a descer os preços do cabaz básico. é que estou mesmo a ver o filme. Estou mesmo a vê-los a esfregar as mãos de contentamento na hora da distribuição de dividendos.
É por tudo isto, e muito mais, é por toda esta INDIGNAÇÃO que se abate sobre mim, que não posso deixar de estar presente na manisfestação do próximo sábado.
Quero lá saber da Troika, quero lá saber se o Seguro é capaz ou incapaz, estou-me a cagar para o patriotismo do Paulo Portas. O que eu quero é gritar à boca cheia que estou farta deles, destes pulhas que hipotecam o meu futuro, o do meus filho, o da minha mãe, o de todos os que me rodeiam.
E tenho a certeza que daqui a um ano estará tudo na mesma. O país continuará atolado no lodo e a única coisa que estará diferente e o nosso cinto; três furos mais apertado.
terça-feira, setembro 11, 2012
segunda-feira, setembro 10, 2012
Sem ânimo
Considero-me uma optimista.A sério. Mas desta vez não sei se consigo. Quando começamos a fazer contas e a ver o que nos vai acontecer, quando percebemos as decisões que vamos ter de tomar, as mudanças que vão ter de acontecer, dá-nos vontade de sair desta merda de país, governado por políticos de merda, que nos mentem com quantos dentes têm na boca... se há coisa que me deixa doente é que me tratem como se eu fosse atrasada. E foi isso que o Passos Coelho fez na sexta-feira, quando deu uma cenoura aos funcionários públicos para, no segundo seguinte, lhes tirar cenoura e meia; quando nos mentiu falando de 7% que, na verdade, são mais, muito mais.
Temo pelo que ainda aí vem... e estou desanimada.
Temo pelo que ainda aí vem... e estou desanimada.
quarta-feira, agosto 29, 2012
Explicar a morte
Foi na semana passada que o levei, pela primeira vez, à campa do avô. Ele nunca tinha entrado num cemitério, mas já me tinha pedido várias vezes para ir ver o avô. E lá tive de lhe explicar que o avó podia estar no céu e debaixo da terra ao mesmo tempo. Teve de ser, embora eu própria tenha dificuldade em acreditar no que lhe contei. Mas foi o melhor. Assim poderá continuar a olhar para as estrelas e a ver o brilho dos seus dois avôs.
Mas o que mais me custou foi perceber que ele já não se recorda do meu pai. Olhou para a sua foto e não fazia ideia de quem era aquele homem de bigode... E tanto que eu queria que ele não esquecesse.
Mas o que mais me custou foi perceber que ele já não se recorda do meu pai. Olhou para a sua foto e não fazia ideia de quem era aquele homem de bigode... E tanto que eu queria que ele não esquecesse.
segunda-feira, julho 16, 2012
Algo está mal...
Quando no primeiro dia de regresso ao trabalho me esqueci, duas vezes, do meu número de telemóvel.
terça-feira, maio 29, 2012
DESGOSTO
Surpreende-me a forma como as pessoas conseguem ser más, deliberadamente más, mesquinhas, mentirosas... ontem fiquei muito desgostosa com algo que uma amiga me contou. Nunca me passou pela cabeça que alguém que me fez tanto mal e contra quem nunca mexi uma palha, andasse por aí a falar mal de mim. E não é o falar mal que me incomoda, a sério que não é, é o facto de pegar na minha doença e na do meu pai e mentir com isso, dizendo que eu faltava ao trabalho, que não cumpria as minhas obrigações... mais do que qualquer outra coisa, foi um desgosto. E tantos anos depois ainda me vieram as lágrimas aos olhos.
sexta-feira, maio 18, 2012
Crescimento
O meu filho está a crescer... tanto que às vezes me dói. Ontem, no nosso serão a dois, houve um pequeno desaguisado entre nós. Ele a fazer os trabalhos a despachar, eu a repreendê-lo e a fazê-lo repetir tudo o que estava mal. Eu falava-lhe da cozinha e ele, respondia do quarto dizendo que não ia repetir os trabalhos e isto, e aquilo. Até que ele se sai com esta «quando eu puder falar e explicar-te as coisas sem me estares sempre a interromper, avisa.» E com esta me fiquei, consciente que nunca o deixo acabar, que a minha voz se sobrepõe sempre à dele, nas pequenas e nas grandes discussões. Tive vontade de rir. Se ele é assim e ainda não tem oito anos, espera-me uma longa batalha discursiva.
P.S. No final acabou por fazer tudo, e bem feito. Deu-me muitos beijinhos, comemos os nosso caracóis e fomos para a cama juntos, até o pai chegar.
P.S. No final acabou por fazer tudo, e bem feito. Deu-me muitos beijinhos, comemos os nosso caracóis e fomos para a cama juntos, até o pai chegar.
quinta-feira, maio 03, 2012
obrigada
Foi esta "princesa das estrelas" que recebi de presente que me fez, decididamente, voltar a este blogue. Ainda por cima vinda de quem veio. Obrigada.
quarta-feira, maio 02, 2012
Pingo Doce
Confesso que ontem não fui ao Pingo Doce. Mas não por qualquer motivo ideológico. Não fui porque não estive para me sujeitar a horas de fila. Não fui porque (ainda) me posso dar ao luxo de não querer estar horas na fila de uma caixa de supermercado em troca de um desconto (mesmo que esse desconto seja de 50 por cento). Mas também confesso que não percebo a onde de histeria e moralismo que vejo pela blogosfera e pelo facebook. Acho que se pode condenar a escolha do dia, acho que cada um pode achar o que bem entender, mas o que eu gostava mesmo, era que cada um pensasse no desespero em que vivem muitas famílias, asfixiadas pelas prestações mensais e que as faz encarar um desconto destes como um milagre.
E também gostava de ver estas preocupações morais em outros sectores que não o dos hipermercados. Alguém pensa nos pequenos editores na hora de ir a correr ao espaço da Leya ou da Porto Editora na Feira do Livro comprar 3 livros e levar 4 para casa? Alguém pensa na forma como os pequenos editores são esmagados com estas margens? E alguém pensa nas pequenas livrarias quando entra no Continente ou na Fnac para comprar um livro? E será que alguém pensa nos autores quando copia o CD do amigo porque está com pouco dinheiro para comprar o dito CD?
Pois....
E também gostava de ver estas preocupações morais em outros sectores que não o dos hipermercados. Alguém pensa nos pequenos editores na hora de ir a correr ao espaço da Leya ou da Porto Editora na Feira do Livro comprar 3 livros e levar 4 para casa? Alguém pensa na forma como os pequenos editores são esmagados com estas margens? E alguém pensa nas pequenas livrarias quando entra no Continente ou na Fnac para comprar um livro? E será que alguém pensa nos autores quando copia o CD do amigo porque está com pouco dinheiro para comprar o dito CD?
Pois....
terça-feira, maio 01, 2012
Regresso
A decisão de terminar este blogue foi pensada. De repente, quase sete anos depois de ter ficado doente, achei que já não se justificava andar pela blogosfera. Já pouco ou nada tinha a dizer; não escrevia com a frequência com que devia, deixava passar muita coisa, não tinha tempo... e comecei a ficar com aquela estranha sensação de que me expunha sem necessidade. E assim andei, alguns meses. Mas a verdade é que dou por mim, perante certas situações, a pensar "isto era muito giro para pôr no meu blogue"...
Depois pensei que este blogue, com este nome já não fazia sentido. E criei um novo blogue, mais terra-a-terra.
Mas não deu resultado. Escrevi dois ou três posts e nunca mais lá voltei, apesar de continuar a ter vontade de escrever. Sobre a minha vida, sobre as conquistas do meu filho, sobre as minhas angústias, sobre os meus medos, sobre a dor dos que me rodeiam, sobre as injustiças que vejo, sobre os falsos moralismos, sobre os sonhos, sobre a esperança... e por isso estou aqui. Não sei se para escrever todos os dias ou uma vez por mês; mas voltei. e sabe bem.
P.S. Acabei de apagar o outro blogue.
sábado, outubro 08, 2011
Fim
Foram mais de seis anos de desabafos, partilhas, alegrias, tristezas, dúvidas... foi muito tempo, é verdade. E gostei. Confesso que preferia o início, em que este blogue era anónimo. Sentia-me mais livre.
Hoje sinto-me mais livre, mais leve. O motivo pelo qual iniciei este blogue deixou, de certa forma, de existir e os acontecimentos mais recentes que tenho vivido fazem-me mesmo pensar que não quero que toda a gente (pelo menos hipoteticamente) saiba demasiadas coisas sobre mim...
Por este motivo, decidi que este será o último post do meu blogue.
Alguns dias depois da morte de Steve Jobbs e um dia antes de mais um triste aniversário sobre a morte do meu pai, apetece-me dizer adeus
sexta-feira, setembro 02, 2011
Coisas que me irritam II
os cortes cegos no Serviço Nacional de Saúde. Eu até como o argumento hipócrita de que quem ganha mais pague mais taxas moderadoras (e digo hipócrita porque os que mais ganham também são os que mais descontam todos os meses). Mas quando oiço ministro da saúde dizer que é preciso reduzir os incentivos aos transplantes porque esses incentivos incrementam o número de transplantes fico com vontade de lhe desejar que uma ou várias pessoas da sua família sejam obrigadas a fazer diálise ou entrem em lista para um transplante de fígado ou de pulmão para ele ver o que é bom para a tosse. O homem falava e eu tinha vontade de lhe bater. Como é possível que alguém pense que os médicos fazem mais ou menos transplantes porque gostam de esbanjar o herário público? "O que é que hei-de fazer para chatear o ministro Paulo Macedo? Há, já sei, vou ali fazer um transplante renal que, só por acaso, fica mais barato do que manter um doente em diálise."
Coisas que me irritam I
Que o Américo Amorim digaà boca cheia que não se considera rico.
Etiquetas:
2011,
amor. crise
sexta-feira, agosto 05, 2011
notícias deste lado do mundo
Sei que foi há mais de um mês, mas não tive oportunidade para escrever antes. O que não quer dizer que não tenha ocupado a minha mente.
Morreu o Angélico , uma verdadeira tragédia. E não brinco quando o digo. Às vezes os média retiram a dimensão humana às pessoas. Senti isso com o Angélico. Aquela algazarra de fãs, namoradas, correntes de força, notícias e especulações sobre o uso ou não de cinto... até que há umas semanas conheci, por acaso, um casal de amigos do Angélico. E senti ali o lado humano da tragédia, o modo como aquela família está e estará para sempre marcada pela morte do padrinho de um dos seus filhos... comoveu-me e dei por mim a pensar o que aconteceria, como estaria, se fosse comigo, se fosse um dos meus.
Penso naquela mãe, penso no muito que se especula e especulou, no muito que se criticou... e penso em como é fácil carregar no pedal. Quem tem um bom carro e anda na autoestrada sabe o que digo... é tão fácil pisar o risco.
Outra tragédia, a uma outra escala, claro está, e que muito me abalou foi a da Noruega. Como é possível que um ser humano seja capz de tal brutalidade? Acho que a humanidade está a enlouquecer. No outro dia estava no metro e ouvi um senhor a dizer, a respeito do aumento dos transportes, qualquer coisa do género "depois admiram-se com coisas como as da Noruega. Um gajo passa-se". E tive tanta vontade de lhe partir a tromba, mas tanta mesmo.
O mundo corre de tragédia em tragédia e a nossa vida vai avançando. Sempre a tentar manter-me à tona. Sempre a tentar ser feliz.
E raios me partam se não sou capaz
Morreu o Angélico , uma verdadeira tragédia. E não brinco quando o digo. Às vezes os média retiram a dimensão humana às pessoas. Senti isso com o Angélico. Aquela algazarra de fãs, namoradas, correntes de força, notícias e especulações sobre o uso ou não de cinto... até que há umas semanas conheci, por acaso, um casal de amigos do Angélico. E senti ali o lado humano da tragédia, o modo como aquela família está e estará para sempre marcada pela morte do padrinho de um dos seus filhos... comoveu-me e dei por mim a pensar o que aconteceria, como estaria, se fosse comigo, se fosse um dos meus.
Penso naquela mãe, penso no muito que se especula e especulou, no muito que se criticou... e penso em como é fácil carregar no pedal. Quem tem um bom carro e anda na autoestrada sabe o que digo... é tão fácil pisar o risco.
Outra tragédia, a uma outra escala, claro está, e que muito me abalou foi a da Noruega. Como é possível que um ser humano seja capz de tal brutalidade? Acho que a humanidade está a enlouquecer. No outro dia estava no metro e ouvi um senhor a dizer, a respeito do aumento dos transportes, qualquer coisa do género "depois admiram-se com coisas como as da Noruega. Um gajo passa-se". E tive tanta vontade de lhe partir a tromba, mas tanta mesmo.
O mundo corre de tragédia em tragédia e a nossa vida vai avançando. Sempre a tentar manter-me à tona. Sempre a tentar ser feliz.
E raios me partam se não sou capaz
quinta-feira, julho 28, 2011
cena de ciúmes
O meu filho tem um grande amigo na escola, o Afonso Beijoca. O Afonso é um mimo de menino, talvez porque é um de três filhos e não tem tempo para merdas. Não há cá birras desnecessárias. Isso é pura perda de tempo. O meu filho não pode viver sem o Afonso, mas quando estão juntos gosta de armar um barraco. Coisas de gajos. Hoje, no entanto, conseguiu ser mais refinado do que costume e saltou com um "tu gostas mais dele do que de mim, queres é que ele seja teu filho". Jesus... o gajo arma um barraco, porta-se mal mas como eu repreendo já não gosto dele. Cómico, não fosse trágico.
quarta-feira, julho 06, 2011
Morrer de pé
gosto desta expressão. Não gosto de a usar, porque significa que alguém morreu.
Morreu Maria José Nogueira Pinto, vítima de cancro do pâncreas. E se a expressão "morrer de pé" se pode aplicar a alguém, esse alguém é esta mulher que ainda há um mês, já gravemente doente e debilitada pelos tratamentos, participava na campanha para as eleições.
Não partilhava muitos dos ideais de Maria José Nogueira Pinto, mas partilhámos, por infortúnio, uma doença chamada cancro. E creio que partilhámos também a bravura com que lutámos contra a doença e com que tentámos levar a nossa vida da forma mais normal possível. Infelizmente tivemos resultados diferentes.
Muito prazer me daria poder discutir com ela muitas das questões nas quais não estamos de acordo.
Fica aqui, para muitos dos nossos políticos, o exemplo de alguém que não desistiu, enquanto lhe foi possível.
Morreu Maria José Nogueira Pinto, vítima de cancro do pâncreas. E se a expressão "morrer de pé" se pode aplicar a alguém, esse alguém é esta mulher que ainda há um mês, já gravemente doente e debilitada pelos tratamentos, participava na campanha para as eleições.
Não partilhava muitos dos ideais de Maria José Nogueira Pinto, mas partilhámos, por infortúnio, uma doença chamada cancro. E creio que partilhámos também a bravura com que lutámos contra a doença e com que tentámos levar a nossa vida da forma mais normal possível. Infelizmente tivemos resultados diferentes.
Muito prazer me daria poder discutir com ela muitas das questões nas quais não estamos de acordo.
Fica aqui, para muitos dos nossos políticos, o exemplo de alguém que não desistiu, enquanto lhe foi possível.
segunda-feira, julho 04, 2011
Gosto
de um ministro da educação que não acha normal que meninos que andam no 5º ano de escolaridade possam usar máquina calculadora. A sério que gosto!
sexta-feira, maio 27, 2011
the big picture
Eu sei que eles não fazem por mal. Os médicos que me seguem são excelentes, a sério. Mas vivem no seu burgo, olham para a sua capela, raramente olham para o quadro geral. Não é por mal, é mesmo defeito de fabrico. Excepção feita aos internistas e a um ou outro mais atento e interessado.
Desde que fui operada que tenho caimbras muito dolorosas. E quando digo dolorosas falo daquelas que nos fazem acordar a meio da noite a chorar. E em sítios estranhos. Não apenas nos pés e nas pernas mas também no diafragma, E estas são do catarino porque não me deixam respirar e porque é muito difícil esticar essa zona. Só fazendo a ponte! Também tenho muitos gases na barriga e na zona do diafragma e estes já me levaram as urgências, tantas eram as dores.
A resposta é quase sempre a mesma: magnésio para as caimbras, aero-om para os gases. Mas já lá vão 6 anos e as melhoras não aparecem. Sim, estou viva, sim estou livre de doença... mas não há mesmo nada a fazer?
Talvez não... ou talvez haja.
Foi preciso escangalhar o meu pé para conhecer as terapeutas Vera e Margarida. E hoje, juro, hoje só não abracei uma delas a chorar de alegria por vergonha.
Depois do pé e dos gémeos da perna esquerda, a terapeuta Margarida, depois de lhe ter dito o estranho local onde tinha caimbras, decidiu mexer no meu diafragma. E fez maravilhas, juro que fez. E mostrou-me que não tenho de viver com estas dores, com este mau-estar.
Deixem-me ir à próxima consulta de fisiatria que logo vêem o que vou pedir ao médico: as mãos da terapeuta espetadas no meu diafragma...
Escrevo sobre isto porque durante anos achei que estas dores eram o preço apagar por estar bem e viva. Mas não, eu não tenho de pagar este preço e imagino a quantidade de pessoas que por aí há a sofrer, a ter dores desnecessariamente. Se alguém nessas condições me lê, não desista, queixe-se ao seu médico, faça qualquer coisa.
Eu, no que a mimme diz respeito, tive hoje uma dia muito feliz.
Desde que fui operada que tenho caimbras muito dolorosas. E quando digo dolorosas falo daquelas que nos fazem acordar a meio da noite a chorar. E em sítios estranhos. Não apenas nos pés e nas pernas mas também no diafragma, E estas são do catarino porque não me deixam respirar e porque é muito difícil esticar essa zona. Só fazendo a ponte! Também tenho muitos gases na barriga e na zona do diafragma e estes já me levaram as urgências, tantas eram as dores.
A resposta é quase sempre a mesma: magnésio para as caimbras, aero-om para os gases. Mas já lá vão 6 anos e as melhoras não aparecem. Sim, estou viva, sim estou livre de doença... mas não há mesmo nada a fazer?
Talvez não... ou talvez haja.
Foi preciso escangalhar o meu pé para conhecer as terapeutas Vera e Margarida. E hoje, juro, hoje só não abracei uma delas a chorar de alegria por vergonha.
Depois do pé e dos gémeos da perna esquerda, a terapeuta Margarida, depois de lhe ter dito o estranho local onde tinha caimbras, decidiu mexer no meu diafragma. E fez maravilhas, juro que fez. E mostrou-me que não tenho de viver com estas dores, com este mau-estar.
Deixem-me ir à próxima consulta de fisiatria que logo vêem o que vou pedir ao médico: as mãos da terapeuta espetadas no meu diafragma...
Escrevo sobre isto porque durante anos achei que estas dores eram o preço apagar por estar bem e viva. Mas não, eu não tenho de pagar este preço e imagino a quantidade de pessoas que por aí há a sofrer, a ter dores desnecessariamente. Se alguém nessas condições me lê, não desista, queixe-se ao seu médico, faça qualquer coisa.
Eu, no que a mimme diz respeito, tive hoje uma dia muito feliz.
quinta-feira, maio 12, 2011
Fases
Quando eu era miúda achava-me invencível, insuperável, imortal, até certo ponto. A morte não entrava no meu vocabulário. A não ser um avô ou avó velhinhos.... ou um parente distante.
Depois fui crescendo e as mortes foram acontecendo...
Com o nascimento do meu filho, as coisas mudaram, a morte passou a assustar-me. A ideia de que lhe poderia faltar começou a assustar-me e a tirar-me o ar. Depois, bem depois veio a minha doença e a coisa complicou-se ainda mais.
Depois morreu o meu pai e comecei a perceber que estava a começar uma nova etapa, aquela em que começamos a ir a velórios com alguma frequência; aquela em que os pais dos nossos amigos começam a morrer.
Ontem morreu a mãe de uma grande amigo meu, daqueles de coração, aqueles que escolhemos já em adultos, que não são nossos amigos porque crescemos com eles mas porque nos identificamos com eles, partilhamos ideias, vivências, momentos.
Hoje vou ter de partilhar um momento doloroso com este meu amigo, este meu querido amigo que assim, do nada, perdeu a sua referência.
E percebo que este é só o início de uma nova era.
Depois fui crescendo e as mortes foram acontecendo...
Com o nascimento do meu filho, as coisas mudaram, a morte passou a assustar-me. A ideia de que lhe poderia faltar começou a assustar-me e a tirar-me o ar. Depois, bem depois veio a minha doença e a coisa complicou-se ainda mais.
Depois morreu o meu pai e comecei a perceber que estava a começar uma nova etapa, aquela em que começamos a ir a velórios com alguma frequência; aquela em que os pais dos nossos amigos começam a morrer.
Ontem morreu a mãe de uma grande amigo meu, daqueles de coração, aqueles que escolhemos já em adultos, que não são nossos amigos porque crescemos com eles mas porque nos identificamos com eles, partilhamos ideias, vivências, momentos.
Hoje vou ter de partilhar um momento doloroso com este meu amigo, este meu querido amigo que assim, do nada, perdeu a sua referência.
E percebo que este é só o início de uma nova era.
domingo, maio 08, 2011
Abrir caminho
Hoje, enquanto via a edição on-line do Público, deparei-me com uma notícia sobre os transplantes entre pessoas que não tem qualquer relação de sangue.
E, não podia deixar de me lembrar do meu médico, que foi quem fez, em Portugal, a primeira operação do género. O Dr. Pina morreu mas nós, doentes tratados por ele, estamos aqui e somos a prova viva da sua generosidade e dedicação.
Obrigada!
E, não podia deixar de me lembrar do meu médico, que foi quem fez, em Portugal, a primeira operação do género. O Dr. Pina morreu mas nós, doentes tratados por ele, estamos aqui e somos a prova viva da sua generosidade e dedicação.
Obrigada!
quarta-feira, maio 04, 2011
Respeito
Há pouco tive a oportunidade de rever uma entrevista que o António Barreto deu à RTP e onde dizia uma coisa que, para mim, é lapidar. Dizia que os portugueses devem ser tratados com respeito pelos políticos, que não devem ser tratados como parvos. Que só assim poderemos voltar a confiar nas instituições democráticas. E eu não podia estar mais de acordo.
Eu, que tenho 35 anos, que abri a minha própria empresa, que contribuo activamente para o crescimento deste país. Eu, que não me isento das minhas obrigações de cidadã; que voto, que tento educar o meu filho para, ele próprio, respeitar e participar na sociedade que temos... senti-me, ontem à noite enquanto o nosso PM falava, tratada como uma parva.
E se há coisa que me deixa furiosa é isto: ser tratada como burra por um tipo que, esse sim, deixou de merecer o meu respeito há muito.
Eu, que tenho 35 anos, que abri a minha própria empresa, que contribuo activamente para o crescimento deste país. Eu, que não me isento das minhas obrigações de cidadã; que voto, que tento educar o meu filho para, ele próprio, respeitar e participar na sociedade que temos... senti-me, ontem à noite enquanto o nosso PM falava, tratada como uma parva.
E se há coisa que me deixa furiosa é isto: ser tratada como burra por um tipo que, esse sim, deixou de merecer o meu respeito há muito.
segunda-feira, maio 02, 2011
Novo dia
O mundo não deixou de ser um lugar estranho, nem tão pouco passou a ser mais seguro. Quem leu o mínimo sobre o terrorismo sabe que ele sobrevive aos seus líderes e que atrás de um Bin Laden virá outro tão ou mais mortal, tão ou mais ameaçador. Mas a morte de Bin Laden vale, sobretudo, pela sua carga simbólica. Pelo que representa para os muitos familiares das vítimas dos atentados do 11 de Setembro, ou dos atentados de Londres, ou da Atocha. Por eles vale a pena um brinde.
Obrigada Barack.
Obrigada Barack.
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