Cá em casa nunca tivemos uma lista de nomes preferidos para os nossos filhos. Conheço muito boa gente que, antes de estar grávida, já sabe exactamente o nome dos futuros petizes que irá gerar. Lamento mas, por estas bandas nunca foi assim. E também não somos daqueles que acham que é preciso ver a cara da criança para saber que nome lhe vamos dar. Eles não têm cara de nada, nascem a berrar, completamente amarrotados... Não me parece que me fosse ocorrer um nome particularmente bonito se estivesse à espera do nascimento para dar nome à criança.
Posto isto, ainda não demos um nome à nossa cria. E isso está a fazer confusão a muito boa gente. Temos alguns nomes dos quais gostamos mas ainda não fechamos a coisa. Pessoalmente preferia esperar pelas 26 semanas para o fazer. Sei que é palerma, mas é como qualquer outra mania. Para mim dar nome é assumir definitivamente este bebé já não só na minha cabeça mas perante o mundo. E as 26 semanas são aquela linha de sobrevivência. A partir delas grande parte dos bebés é viável.
Só que já lá chegámos e ainda não nos decidimos. Em cima da mesa estão dois nomes: Carolina e Alice. Para já brincamos e chamamos-lhe Carolialice... Mas, acreditem, não estamos em stress, continuamos a dormir bem e sem qualquer tipo de sobressalto.
Ah, e quando tivermos nome avisamos, podem ficar descansados.
segunda-feira, março 25, 2013
terça-feira, março 19, 2013
Pai
Eu sou festeira por natureza. Sempre fui. Gosto do dia do pai, do dia da mãe, dos aniversários dos que me são queridos, do Natal. Podia-me dar para outra coisa qualquer, deu-me para isto. Confesso que não tenho grande paciência para coisas estilo, Dia da Mulher, mas o Dia do Pai, por exemplo, sempre foi um dos meus favoritos.
Quando era miúda adorava aquela coisa de fazer a prenda do Dia do Pai, a emoção de criar algo com as minhas próprias mãos, de depois oferecer ao meu pai, de ver a cara dele, o seu olhar cheio de orgulho, por mais merdosa e inútil que fosse a prenda (o que acontecia muitas vezes).
Masi tarde, quando conheci o meu gajo e engravidei, o Dia do Pai passou a ser ainda mais giro. E só se tornou melhor quando o Henrique nasceu e ganhou, ele próprio, conscîência da importância deste dia. Ele adora fazer a prenda, nunca faz só uma e rarmente consegue esperar até oa Dia 19 para dar pelo menos uma das prendas que fez. E fica sempre tão entusiasmado e feliz.
De há uns anos para cá, mais precisamente, dede que o meu pai morreu, o Dia do Pai passou também a ser um dia triste para mim, por não o ter por cá, por não lhe poder telefonar, comprar uma gravata, uma garrafa de bom vinho... Nos primeiros 2, 3 anos foi mais difícil. Eu estava ainda muito magoada por ter perdido o meu pai aos 57 anos, de uma forma tão dolorosa e penosa. Março era um mêspara esquecer: o mês do Dia do Pai e o mês do seu aniversário.
Mas, a verdade, é que as feridas saram e o coração apazigua-se. Este ano, estou grávida do meu segundo filho (neste caso, filha. Se, por um lado, estou muito triste, porque sei que uma neta seria a loucura do avô babado e porque sei que a minha filha não conhecerá nenhum dos seus avôs, por outro lado tenho de pensar na renovação das gerações. A vida continua, vem mais um bebé a caminho e com ela mais um momento de alegria e um motivo para festejar o dia de hoje.
Quando era miúda adorava aquela coisa de fazer a prenda do Dia do Pai, a emoção de criar algo com as minhas próprias mãos, de depois oferecer ao meu pai, de ver a cara dele, o seu olhar cheio de orgulho, por mais merdosa e inútil que fosse a prenda (o que acontecia muitas vezes).
Masi tarde, quando conheci o meu gajo e engravidei, o Dia do Pai passou a ser ainda mais giro. E só se tornou melhor quando o Henrique nasceu e ganhou, ele próprio, conscîência da importância deste dia. Ele adora fazer a prenda, nunca faz só uma e rarmente consegue esperar até oa Dia 19 para dar pelo menos uma das prendas que fez. E fica sempre tão entusiasmado e feliz.
De há uns anos para cá, mais precisamente, dede que o meu pai morreu, o Dia do Pai passou também a ser um dia triste para mim, por não o ter por cá, por não lhe poder telefonar, comprar uma gravata, uma garrafa de bom vinho... Nos primeiros 2, 3 anos foi mais difícil. Eu estava ainda muito magoada por ter perdido o meu pai aos 57 anos, de uma forma tão dolorosa e penosa. Março era um mêspara esquecer: o mês do Dia do Pai e o mês do seu aniversário.
Mas, a verdade, é que as feridas saram e o coração apazigua-se. Este ano, estou grávida do meu segundo filho (neste caso, filha. Se, por um lado, estou muito triste, porque sei que uma neta seria a loucura do avô babado e porque sei que a minha filha não conhecerá nenhum dos seus avôs, por outro lado tenho de pensar na renovação das gerações. A vida continua, vem mais um bebé a caminho e com ela mais um momento de alegria e um motivo para festejar o dia de hoje.
Estava-se tão bem na neve...
mas tive de voltar. Para casa, o que não é nada mau; para o meu filhote, o que é muito bom...
mas para esta chuva? Para este raio de tempo?
Que neura!
mas para esta chuva? Para este raio de tempo?
Que neura!
domingo, março 17, 2013
Ah, os ciúmes... Tardaram mas não falharam
Este está a ser um fim-de-semana de descanso a dois, um momento mesmo muito especial e desejado. É claro que o Henrique ia adorar estar aqui e tudo e tudo. Mas ele sabe que é importante para os pais estarem sozinhos de vez em quando. Sempre foi assim e ele sempre entendeu.
E parecia que esta vez não ia ser diferente. Até que hoje ao fim do dia e já depois de ter falado com ele o telefone ( momento que aproveitou para dizer que estas eram as primeiras férias da mana), tinha 4 chamadas da minha mãe. Fiquei logo a pensar que tinha acontecido algo? Mas não. Era apenas ele que estava com saudades... Eu sabia que isto iria acontecer mais cedo ou mais tarde... Fofinho
E parecia que esta vez não ia ser diferente. Até que hoje ao fim do dia e já depois de ter falado com ele o telefone ( momento que aproveitou para dizer que estas eram as primeiras férias da mana), tinha 4 chamadas da minha mãe. Fiquei logo a pensar que tinha acontecido algo? Mas não. Era apenas ele que estava com saudades... Eu sabia que isto iria acontecer mais cedo ou mais tarde... Fofinho
quarta-feira, março 13, 2013
A vida é um carrocel ou... Ninguém disse que isto era fácil
Depois do dia de ontem, mais atribulado, achei que hoje iria ter algum descanso. Afinal tinha apenas uma consulta médica às 15h. Mas, como diz o ditado "ninguém disse que isto ia ser fácil. Senão vejamos: já fui às Caldas da Rainha buscar umas coisas para uma sessão fotográfica de amanhã ( que vai ficar espectacular); já fui à minha programada consulta de obstetrícia e agora, para terminar o dia em beleza, estou nas urgências da Estefânia com o Henrique que ontem à tarde levou um pontapé no peito e agora se queixa de dificuldade em respirar.
Se podia ser pior? Claro que podia, e uma vez que são apenas seis da tarde e este hospital está cheio de crianças que essas Sm devem estar cheias de doenças esquisitas, o melhor é estar caladinha...
Se podia ser pior? Claro que podia, e uma vez que são apenas seis da tarde e este hospital está cheio de crianças que essas Sm devem estar cheias de doenças esquisitas, o melhor é estar caladinha...
O fenómeno Justin Bieber ou porque é que os pais deste país andam todos loucos
Bem sei que nestas coisas da maternidade não vale a pena embandeirar em arco... achamos sempre que vamos ser isto e aquilo e vai-se a ver a criança troca-nos as voltas e acabamos a fazer o que achávamos impensável (um bocadinho como acontece com as relações amorosas). Mas, meus amigos, eu já tenho um filho cá em casa de quase 9 anos e há algumas coisas que dou como adquiridas, a primeira das quais é a seguinte: filho meu não tatua o nome do seu actor/cantor preferido no corpo enquanto morar em minha casa. E a esta podemos juntar uma outra: filho meu não dorme à porta do Pavilhão Atlântico aos 14 anos para assegurar que estará na primeira fila de um qualquer concerto.
A sério, pá, os pais deste país andam tão absorvidos pela crise que lhes deu para a maluquice? Eu também já fui adolescente (daquelas que achava impossível o George Michael ser gay) e tive os meus delírios. É bem verdade que o meu pai não dava margem para grandes extravagâncias (nem sequer podia ter posters colados na parede). Mas, apesar de achar que o meu pai foi um autoritário e ditador de primeira e que não vou querer repetir o padrão, não vou passar para o extremo oposto da bitola, podem ter a certeza!
O que é que leva um pai a permitir que uma criança durma ao relento, em pleno Inverno??
A sério, pá, os pais deste país andam tão absorvidos pela crise que lhes deu para a maluquice? Eu também já fui adolescente (daquelas que achava impossível o George Michael ser gay) e tive os meus delírios. É bem verdade que o meu pai não dava margem para grandes extravagâncias (nem sequer podia ter posters colados na parede). Mas, apesar de achar que o meu pai foi um autoritário e ditador de primeira e que não vou querer repetir o padrão, não vou passar para o extremo oposto da bitola, podem ter a certeza!
O que é que leva um pai a permitir que uma criança durma ao relento, em pleno Inverno??
segunda-feira, março 11, 2013
domingo, março 10, 2013
Gerir expectativas
A noite tinha tudo para ser espectacular: filho a dormir em casa de um amigo, mãe recolhida ao seu quarto e a sala toda só para mim.
Resultado: nada de jeito na tv, uma caimbra danada durante a noite e uma insónia....
Resultado: nada de jeito na tv, uma caimbra danada durante a noite e uma insónia....
sábado, março 09, 2013
24
Entrei hoje nas 24 semanas de gravidez. Já sinto muitos muitos pontapés e com eles esta noção de que é mesmo verdade, vem mesmo um bebé a caminho.
sexta-feira, março 08, 2013
O meu 8 de Março
Faz hoje 8 anos era Terça-feira. Faz hoje 8 anos vivi o dia mais longo da minha vida. Arrisco-me a dizer, embora não tenha a certeza, que foi também o dia mais longo da vida dos meus pais, do meu irmão, da minha sogra, do meu marido e talvez até de alguns amigos. Há precisamente 8 anos eu entrava num bloco operatório sem saber em que condições de lá sairia. Foram 8 ou 9 horas de operação, na qual me removeram estômago e baço para além de várias cadeias de gânglios linfáticos. Um tumor agressivo, repetia o meu médico. Mas que iria operar para curar. Lembro-me de estar na maca, lembro-me do elevador cinzento, dos olhares esperançosos que se cruzaram com o meu, do sorriso da anestesista do frio insuportável da mesa de operações.
Lembro-me de não ter medo (esse só veio depois, quando me apercebi da gravidade do tumor), lembro-me de pensar no meu bebé, na altura prestes a completar nove meses... Lembro-me de pensar que queria ser eu a sua recordação de mãe. Até podia morrer, mas não naquele momento, não antes de ele ter memória de mim.
E depois, bem, depois está tudo disperso na minha memória, como um mata borrão: a mão do meu marido na minha cara, os meus pais, o meu irmão, as vozes... E depois as dores, misturadas com o cheiro a café da sala das enfermeiras, o ruído da rádio, os passos no corredor, os sussurros, o cheiro da comida que eu não podia comer... E mais tarde, passados uns dias, os meus amigos, as fotografias que o meu marido tirava diariamente ao nosso bebé e afixava num quadro de cortiça que havia no quarto do hospital, as dores, as noites que eram intermináveis... A minha companheira de quarto que ressonava como se não houvesse amanhã...
Foi um processo, um longo processo, que me marcou mas que não me matou.
Há oito anos eu comecei uma nova contabilidade. Passei a ter sobrevida. É assim que os médicos falam de quem teve um tumor tão agressivo como o meu (T3N1M0). Dois anos? Cinco anos? Já cá cantam 8. Se tenho medo? Tenho! Se tenho dias maus em que penso que estou novamente doente? Tenho. Mas são momentos, pinceladas num quadro muito maior e mais bonito que é a minha vida. Uma vida onde também há felicidade, amor, partilha, alegrias... Uma sobrevida bem vivida.
Por tudo isto o dia que hoje se comemora é para mim muito mais do que o Dia Internacional da Mulher. Ou talvez não. Talvez faça apenas com que a data tenha ainda mais significado.
Agora vou ali tentar ser feliz.
Lembro-me de não ter medo (esse só veio depois, quando me apercebi da gravidade do tumor), lembro-me de pensar no meu bebé, na altura prestes a completar nove meses... Lembro-me de pensar que queria ser eu a sua recordação de mãe. Até podia morrer, mas não naquele momento, não antes de ele ter memória de mim.
E depois, bem, depois está tudo disperso na minha memória, como um mata borrão: a mão do meu marido na minha cara, os meus pais, o meu irmão, as vozes... E depois as dores, misturadas com o cheiro a café da sala das enfermeiras, o ruído da rádio, os passos no corredor, os sussurros, o cheiro da comida que eu não podia comer... E mais tarde, passados uns dias, os meus amigos, as fotografias que o meu marido tirava diariamente ao nosso bebé e afixava num quadro de cortiça que havia no quarto do hospital, as dores, as noites que eram intermináveis... A minha companheira de quarto que ressonava como se não houvesse amanhã...
Foi um processo, um longo processo, que me marcou mas que não me matou.
Há oito anos eu comecei uma nova contabilidade. Passei a ter sobrevida. É assim que os médicos falam de quem teve um tumor tão agressivo como o meu (T3N1M0). Dois anos? Cinco anos? Já cá cantam 8. Se tenho medo? Tenho! Se tenho dias maus em que penso que estou novamente doente? Tenho. Mas são momentos, pinceladas num quadro muito maior e mais bonito que é a minha vida. Uma vida onde também há felicidade, amor, partilha, alegrias... Uma sobrevida bem vivida.
Por tudo isto o dia que hoje se comemora é para mim muito mais do que o Dia Internacional da Mulher. Ou talvez não. Talvez faça apenas com que a data tenha ainda mais significado.
Agora vou ali tentar ser feliz.
quinta-feira, março 07, 2013
Quem tem mãe..
tem tudo.
Eu que o diga, que tenho a minha aqui por perto, a aturar-me, a amparar-me... sabe-se lá com que sacrifício porque eu não sou uma pessoa fácil, reconheço. Principalmente agora, com as hormonas aos saltos.
Obrigada, mãe.
Eu que o diga, que tenho a minha aqui por perto, a aturar-me, a amparar-me... sabe-se lá com que sacrifício porque eu não sou uma pessoa fácil, reconheço. Principalmente agora, com as hormonas aos saltos.
Obrigada, mãe.
O milagre da vida
Depois de uma noite horrível, de um pequeno almoço de esgrima... Isto. Hoje senti, pela primeira vez nesta gravidez, o pequeno grande milagre da vida... Vi a minha bebé a chuchar no dedo, mirei o seu perfil, a boca, o narizinho... Talvez por estar tão emocional, senti tudo como devia ser: em grande.
Obrigada, Dr. Amadeu, por ser sempre amoroso comigo. Por me ter mostrado a minha bebé e por me ter descansado.
Obrigada, Dr. Amadeu, por ser sempre amoroso comigo. Por me ter mostrado a minha bebé e por me ter descansado.
quarta-feira, março 06, 2013
Help!
Numa semana e meia o Henrique dez xixi na cama 3 vezes, a última delas esta noite na minha cama. Resultado: tudo para lavar, incluindo o edredão que é enorme e não cabe na minha máquina. Vou ter de o levar à lavandaria e fazer um choradinho para o entregarem o mais rapidamente possível.
Esta noite entrei em desespero. Eram 5h da manhã, o dia de ontem não tinha sido famoso; eu estava cansada. Passei a noite a acordar com medo que ele fizesse xixi na cama e mesmo assim não o consegui evitar.
Não sei o que faça. Não sei se é a minha gravidez que o está a deixar inseguro, não sei qual a melhor terapia a aplicar, mas posso garantir que, depois do banho dado e de lhe ter trocado o pijama, quando reparei que nem o edredão se tinha salvo... Desatei a chorar... Ali à frente dele, o que não é nada bom. Ele, coitado, já se sente culpado o suficiente.
Help? Anyone? Ligo à pediatra? Digo que não aguento? Que temos mesmo de pensar em medicação? Estou a exagerar? O que sei é que ainda não são sete da manhã e eu estou no sofá, acordada...
Esta noite entrei em desespero. Eram 5h da manhã, o dia de ontem não tinha sido famoso; eu estava cansada. Passei a noite a acordar com medo que ele fizesse xixi na cama e mesmo assim não o consegui evitar.
Não sei o que faça. Não sei se é a minha gravidez que o está a deixar inseguro, não sei qual a melhor terapia a aplicar, mas posso garantir que, depois do banho dado e de lhe ter trocado o pijama, quando reparei que nem o edredão se tinha salvo... Desatei a chorar... Ali à frente dele, o que não é nada bom. Ele, coitado, já se sente culpado o suficiente.
Help? Anyone? Ligo à pediatra? Digo que não aguento? Que temos mesmo de pensar em medicação? Estou a exagerar? O que sei é que ainda não são sete da manhã e eu estou no sofá, acordada...
terça-feira, março 05, 2013
domingo, março 03, 2013
Semana 23
Já só faltam 17 semanas! É assim que gosto de pensar. Não se pode dizer que esteja a odiar estar grávida, não é isso. Mas esta vez está a ser muito mais chata do que a anterior. Também não quero parecer uma daquelas grávidas que estão sempre a queixar-se, mas a verdade é que me estou sempre a queixar.
Esta semana correu relativamente bem, sem queixas para além das normais, sem infecções, sem injecções. O que é muito bom!
A barriga cresce a todo o vapor. Fiz uma ecografia e vi a bebé a chuchar no dedo. Também a vi a abrir a boca. Foi um momento bonito, há que dizê-lo. À medida que os dias passam começo a sentir tudo isto com maior nitidez e realidade.
Ainda não nos decidimos pelo nome. Ainda é cedo. Ela ainda não passa de um ser completamente dependente de mim. Não quero que tenha nome antes de ser um bebé viável. Sei que pode parecer parvo, mas é assim que me sinto. A partir do momento em que lhe der nome não há volta a dar e eu só quero que isso aconteça quando ela puder exisitir para além de mim... coisas de grávida.
Continuo sozinha com o Henrique e ainda não houve um conflito duro entre nós. Também ainda não tive vontade de matar a minha mãe (o que acaba por acontecer sempre que estamos muito tempo juntas).
Isto podia estar a correr pior, não podia
Esta semana correu relativamente bem, sem queixas para além das normais, sem infecções, sem injecções. O que é muito bom!
A barriga cresce a todo o vapor. Fiz uma ecografia e vi a bebé a chuchar no dedo. Também a vi a abrir a boca. Foi um momento bonito, há que dizê-lo. À medida que os dias passam começo a sentir tudo isto com maior nitidez e realidade.
Ainda não nos decidimos pelo nome. Ainda é cedo. Ela ainda não passa de um ser completamente dependente de mim. Não quero que tenha nome antes de ser um bebé viável. Sei que pode parecer parvo, mas é assim que me sinto. A partir do momento em que lhe der nome não há volta a dar e eu só quero que isso aconteça quando ela puder exisitir para além de mim... coisas de grávida.
Continuo sozinha com o Henrique e ainda não houve um conflito duro entre nós. Também ainda não tive vontade de matar a minha mãe (o que acaba por acontecer sempre que estamos muito tempo juntas).
Isto podia estar a correr pior, não podia
sábado, março 02, 2013
O que dizem os meus olhos...
Lina Santos, só tu para me fazeres ter este momento piegas enquanto vejo um episódio do pókemon com o Henrique. Como querias que adivinhasse o que me querias? Tens de ser mais directa.
Gosto:
Da pele salgada depois de um mergulho; do calor; de praia; de caracóis; de sangria; de noites quentes, daquelas que nos atiram para a rua sem casaco e com vontade de beber um gin tónico; de gin tónico; dos beijos do meu filho mais velho; de dizer filho mais velho; da minha barriga; de comer com as mãos; de amêijoas à bulhão pato; do cheiro de uma cama acabada de fazer; do cheiro da terra molhada depois de uma chuvada de verão; do cheiro dos bebés; de conversas de gaja; dos meus amigos; dos meus
Homens; de ler; de andar descalça; gosto dos pontapés da minha bebé; gosto de dança; gosto de dançar; gosto do chico e da Marisa. E de tantas outras pequenas grandes coisas...
Não gosto de doenças, nem de ter medo de ficar doente; não gosto de pessoas fingidas; não gosto de ratos; nem de baratas; não gosto de atrasos nem de me atrasar; não gosto de birras; não gosto de me zangar com o meu filho, de lhe ralhar ou dar uma palmada; não gosto de o ver sofrer; não gosto de saber que no meu país há um milhão de desempregados; não gosto de pessoas que reclamam de tudo mas que depois não têm o mínimo de educação cívica; não gosto de cocó de cão no passeio, nem de lixo espalhado no chão e muito menos de pessoas que cospem no chão; não gosto de tanta coisa... Mas como estou grávida estou meio babaca e por isso vejo o mundo mais cor de rosa do que seria normal.
Satisfeita??
Gosto de ti, que me fizeste escrever isto.
Gosto:
Da pele salgada depois de um mergulho; do calor; de praia; de caracóis; de sangria; de noites quentes, daquelas que nos atiram para a rua sem casaco e com vontade de beber um gin tónico; de gin tónico; dos beijos do meu filho mais velho; de dizer filho mais velho; da minha barriga; de comer com as mãos; de amêijoas à bulhão pato; do cheiro de uma cama acabada de fazer; do cheiro da terra molhada depois de uma chuvada de verão; do cheiro dos bebés; de conversas de gaja; dos meus amigos; dos meus
Homens; de ler; de andar descalça; gosto dos pontapés da minha bebé; gosto de dança; gosto de dançar; gosto do chico e da Marisa. E de tantas outras pequenas grandes coisas...
Não gosto de doenças, nem de ter medo de ficar doente; não gosto de pessoas fingidas; não gosto de ratos; nem de baratas; não gosto de atrasos nem de me atrasar; não gosto de birras; não gosto de me zangar com o meu filho, de lhe ralhar ou dar uma palmada; não gosto de o ver sofrer; não gosto de saber que no meu país há um milhão de desempregados; não gosto de pessoas que reclamam de tudo mas que depois não têm o mínimo de educação cívica; não gosto de cocó de cão no passeio, nem de lixo espalhado no chão e muito menos de pessoas que cospem no chão; não gosto de tanta coisa... Mas como estou grávida estou meio babaca e por isso vejo o mundo mais cor de rosa do que seria normal.
Satisfeita??
Gosto de ti, que me fizeste escrever isto.
Dia1/10
Hoje é o primeiro de dez dias em que vamos estar sozinhos aqui em casa. O pai foi para fora numa viagem de trabalho.
O Henrique pediu-me para dormir com o pai, o que me levou para o beliche onde dormi mal e porcamente. O meu marido levantou-se antes das 5 da manhã e eu com ele, porque lhe queria fazer o pequeno almoço. E embora não me tenha arrependido a verdade é que já não consegui dormir mais porque antes das 8 o Henrique já miava pelo pai. "Eu não lhe dei um beijinho".
Agora é seguir em frente, tentar aproveitar estes momentos a dois, que dentro em breve vão acabar, dormir juntinhos, dar muitos beijinhos e esperar que ele não se passe da marmita!
O Henrique pediu-me para dormir com o pai, o que me levou para o beliche onde dormi mal e porcamente. O meu marido levantou-se antes das 5 da manhã e eu com ele, porque lhe queria fazer o pequeno almoço. E embora não me tenha arrependido a verdade é que já não consegui dormir mais porque antes das 8 o Henrique já miava pelo pai. "Eu não lhe dei um beijinho".
Agora é seguir em frente, tentar aproveitar estes momentos a dois, que dentro em breve vão acabar, dormir juntinhos, dar muitos beijinhos e esperar que ele não se passe da marmita!
sábado, fevereiro 23, 2013
Este sábado promete
Insónia às 5h40. Quando estava a pegar no sono o Henrique acorda: tinha feito xixi na cama. O pai resolveu o incidente mas a mãe já não voltou a dormir. Decidimos tornar o nosso sábado produtivo. O pai escreve, o Henrique já terminou os trabalhos de casa, ja jogou psp, já estudou as tabuadas e agora brinca. E eu? Bem, eu ando a partir a cabeça de volta dos stocks dos livros lá da empresa (tenho de entregar tudo à contabilidade até ao fim de segunda, e já vai tarde). Quanto mais olho para estes números e para estas tabelas de excel mais me convenço que deveria ser rica... ou pelo menos ter o dinheiro suficiente para ter alguém a fazer isto por mim...
E agora, vou-me arranjar para fazer de D. Dolores. Hoje há liga interna lá no Benfica e o puto vai jogar.
E ainda não são onze da manhã...
E agora, vou-me arranjar para fazer de D. Dolores. Hoje há liga interna lá no Benfica e o puto vai jogar.
E ainda não são onze da manhã...
sexta-feira, fevereiro 22, 2013
manias de grávida
ou serão desejos? vontades súbitas? De pouco me lembro destas pequenas manias durante a gravidez do Henrique, mas nesta posso confessar que ando viciada em Brasa (para substituir o café) e em tostas com queijo da serra.
O ministro e as facturas...
Devo confessar que hoje, às 7h30 da manhã, quando ouvi as notícias da TSF larguei uma bela gargalhada com a história das facturas em nome do primeiro-ministro e do ministro das finanças.
Mas confesso que, à medida que o dia foi avançando, deixei de achar tanta graça à coisa. Sim é a criatura contra o criador... e blá blá blá... mas o que é que isso nos traz? Nada, a não ser a gargalhada. E a eles? Nada.
Confesso que me começo a cansar de um povo que acha o máximo a ser engraçado e que na hora da verdade não se faz ouvir como devia. Não vota, não veta, não se manifesta, não reclama, um povo que amocha sempre mas que gosta de dar umas larachas...
Ainda estou para ver a abstenção nas próximas eleições.
Mas confesso que, à medida que o dia foi avançando, deixei de achar tanta graça à coisa. Sim é a criatura contra o criador... e blá blá blá... mas o que é que isso nos traz? Nada, a não ser a gargalhada. E a eles? Nada.
Confesso que me começo a cansar de um povo que acha o máximo a ser engraçado e que na hora da verdade não se faz ouvir como devia. Não vota, não veta, não se manifesta, não reclama, um povo que amocha sempre mas que gosta de dar umas larachas...
Ainda estou para ver a abstenção nas próximas eleições.
quinta-feira, fevereiro 21, 2013
Massageeeeemmmmmm
Foi hoje, quase às 22 semanas de gravidez, que tive direito à minha primeira massagem. Foi uma longa espera. Porque já estou a fazer retenção de líquidos e tenho as pernas inchadas e cansadas; porque respiro mal e, como durmo quase sentada, tenho dores nas costas... mas valeu a pena. A minha querida amiga Cristina deu-me um tratamento vip. Sala quentinha, como eu gosto, manta fofinha e sem pelo, chá quentinho, almofadas altas para as costas, um óleo com um cheiro maravilhoso e sabe-se lá que propriedades miraculosas e, mais importante que tudo, aquelas mãos maravilhosas nas minhas pernas e pés.
Para a semana há mais, que é para ver se eu não chego à figura de Popota com que terminei a gravidez do Henrique.
Para a semana há mais, que é para ver se eu não chego à figura de Popota com que terminei a gravidez do Henrique.
quarta-feira, fevereiro 20, 2013
E não é que o desejo se concretizou?
Graças ao meu marido, que está sempre muito atento, e aos meus amigos, que são os melhores do mundo, vou passar um belo fim-de-semana nas Casas das Penhas Douradas... iupi!
terça-feira, fevereiro 19, 2013
Miguel Relvas
Eu nem sei por onde começar; se pelo ridículo das palminhas e da tentativa desafinada de cantarolar o "Grândola", se pelo despudor com que apareceu no ISCTE. Mas afinal o que espera este senhor? Politicamente ele é um zombie, não pode aparecer em público, arrasta para o subsolo todo o governo.
A minha pergunta é "até quando vai continuar a teimosia do primeiro ministro"?
Quem cairá primeiro? Relvas ou o governo?
A minha pergunta é "até quando vai continuar a teimosia do primeiro ministro"?
Quem cairá primeiro? Relvas ou o governo?
Estou a modos que ressacada
E não é como se tivesse bebido uns belos canecos. É apenas porque não meto os pés na maternidade desde o dia 11. Uma semana e meia??? Ui, não sei se aguento!
sábado, fevereiro 16, 2013
Mais um bebé?? Iupi!
Foi na noite dos namorados, no meio de um jantar muito animado com 9 convivas gajas que, a meio de um brinde, ela se saiu com um "ao vosso sobrinho que nasce em Agosto". Foi tão bonito e tão inesperado... Parabéns amiga porque apesar de todas as tuas legitimas dúvidas embarcaste nesta aventura. Love you!
segunda-feira, fevereiro 11, 2013
sábado, fevereiro 09, 2013
Linha do Equador
Hoje completam-se 20 semanas desta minha gravidez. Como diz uma querida amiga, cheguei à linha do Equador. O caminho não tem sido fácil: estou em casa desde as 14; já somo 3 infecções urinárias, uma anemia e um pequeno descolamento da placenta. Sempre que acelero um bocadinho tenho dores de barriga e ela fica dura...
Mas estamos muito felizes cá por casa. Para a semana faço anos; depois virá a Páscoa e, quando dermos por isso, será Junho e a picatchu nasce. É só ter paciência.
Mas estamos muito felizes cá por casa. Para a semana faço anos; depois virá a Páscoa e, quando dermos por isso, será Junho e a picatchu nasce. É só ter paciência.
sexta-feira, fevereiro 01, 2013
Mau dia longo
Vejamos: foi-me confirmada a 3.ª infecção urinária deste gravidez (que só amanhã chega às 19 semans); fui picada nos dois braços (direito para levar ferro injectável) e esquerdo para a primeira de 7 tomas diárias de antibiótico. Ah... e também me espetei pelas escadas quando estava a chegar a casa com o meu filho.
Dia longo, não?
Dia longo, não?
segunda-feira, janeiro 28, 2013
Coisas que não percebo
A propósito do acidente que vitimou 11 pessoas. Não consigo perceber como é que um autocarro que é contratado por uma empresa portuguesa não tem de estar em conformidade com as leis portuguesas.Para mim, que não percebo nada disto, é como se a taxa de alcolémia permitida por lei em Espanha fosse de 1gr e um espanhol fosse apanhado a conduzir em Portugal com 0,8gr e não fosse punido porque, no país dele, não estava a cometer um crime...
domingo, janeiro 27, 2013
18 semanas
Em casa, de molho. Por precaução.
Esta gravidez está a ser um bocadinho chata. Porque estou anémica, porque tenho dores se andar muito... Por isso estou em casa. Posso ir à rua mas sem grandes abusos.
Cá por casa também temos tido algumas aventuras domesticas que também não ajudam... Mas tudo se ha-de resolver.
E já cá cantam 18 semanas!
Esta gravidez está a ser um bocadinho chata. Porque estou anémica, porque tenho dores se andar muito... Por isso estou em casa. Posso ir à rua mas sem grandes abusos.
Cá por casa também temos tido algumas aventuras domesticas que também não ajudam... Mas tudo se ha-de resolver.
E já cá cantam 18 semanas!
segunda-feira, janeiro 14, 2013
Desafios
Há dias em que a maternidade me parece o maior dos desafios... E sinto-me a falhar redondamente. Felizmente não me acontece todos os dias.
quarta-feira, janeiro 02, 2013
Kick
Foi assim esta manhã, às 14 semanas e 4 dias, o mano sentiu o primeiro pontapé da picatchu. Ele estava, como sempre, a passar a mão na minha barriga quando ela pregou um pequenino pontapé na barriga. E depois outro, e mais um... Foi uma emoção!
domingo, dezembro 30, 2012
Eu disse 5 horas?
Mas não. Deixem-me rectificar a informação que escrevi ainda na maternidade. Afinal eu estive oito horas na MAC. OITO!
Cheguei lá pouco passava das 10h30 e já eram quase 19h00 quando saí, não sem antes escrever uma reclamação e sem ouvir uma médica dizer " não sei o que se passou. Acho que o seu processo ficou meio esquecido". ESQUECIDO? Depois de eu ter ido várias vezes falar com a adminstrativa que estava lá sentadinha a olhar para os processos e dizer-lhe que achava um bocadinho demorado demais para quem só estava à espera do resultado de uma análise de urina e de fazer uma ecografia?
A sério. eu sei que escrevi uns posts inflamados sobre a MAC no meu facebook. E que as hormonas dão cabo de nós e isto, e aquilo.
Mas a verdade é que continuo a achar o mesmo. Há valências que só a MAC tem; há lá médicos de excelência.Eu quero muito acreditar na MAC. Mas aquele espaço não tem condições para receber grávidas. e de cada vez que lá vou mais confirmo a minha opinião. Eu escolho a MAC quando vou a uma urgência apesar de ter seguro de saúde. Mas, muito sinceramente, não sei se o faço por confiar mais naqueles médicos ou simplesmente porque todo o meu processo está lá. E, acreditem, às vezes parece que não serve de nada. Ninguém olha para as análises, para a história clínica...; de todas as vezes falo que fui gastrectomizada; perguntam-me o nome do antibiótico que tomei, quando me foi receitado lá e, como tal, deve constar no processo; na sext-feira mandaram-me fazer um CTG porque não se deram ao trabalho de ler o meu tempo de gravidez que a enfermeira tinha acabado de anotar; da vez anterior, e apesar da própria médica me dizer que eu estava com uma infecção urinária porque não tinha feito uma absorção correcta do antibiótico que tinha tomado anteriormente, voltou a receitar-me comprimidos em vez de injecções... Estou até hoje à espera que me liguem a marcar uma ecografica renal de urgência que foi pedida pela minha médica (essa sim, um médica do caraças!) no dia 3 de Dezembro!
E fico sempre nesta coisa, nesta indecisão de saber se devo ou não mudar de hospital. Porque eu quero muito acreditar na MAC e há pessoas que ainda me fazem acreditar que lá as coisas comrrem bem, e que se salvam muitas vidas, e muitos bebés e isto e aquilo... mas de cada vez que vou a uma urgência saio de lá aterrada, com muito medo que no dia do parto me calhe um daqueles médicos que atendem telefonemas de amigos e mandam SMS enquanto consultam grávidas, que olham para nós como se fossemos transparentes.
Cheguei lá pouco passava das 10h30 e já eram quase 19h00 quando saí, não sem antes escrever uma reclamação e sem ouvir uma médica dizer " não sei o que se passou. Acho que o seu processo ficou meio esquecido". ESQUECIDO? Depois de eu ter ido várias vezes falar com a adminstrativa que estava lá sentadinha a olhar para os processos e dizer-lhe que achava um bocadinho demorado demais para quem só estava à espera do resultado de uma análise de urina e de fazer uma ecografia?
A sério. eu sei que escrevi uns posts inflamados sobre a MAC no meu facebook. E que as hormonas dão cabo de nós e isto, e aquilo.
Mas a verdade é que continuo a achar o mesmo. Há valências que só a MAC tem; há lá médicos de excelência.Eu quero muito acreditar na MAC. Mas aquele espaço não tem condições para receber grávidas. e de cada vez que lá vou mais confirmo a minha opinião. Eu escolho a MAC quando vou a uma urgência apesar de ter seguro de saúde. Mas, muito sinceramente, não sei se o faço por confiar mais naqueles médicos ou simplesmente porque todo o meu processo está lá. E, acreditem, às vezes parece que não serve de nada. Ninguém olha para as análises, para a história clínica...; de todas as vezes falo que fui gastrectomizada; perguntam-me o nome do antibiótico que tomei, quando me foi receitado lá e, como tal, deve constar no processo; na sext-feira mandaram-me fazer um CTG porque não se deram ao trabalho de ler o meu tempo de gravidez que a enfermeira tinha acabado de anotar; da vez anterior, e apesar da própria médica me dizer que eu estava com uma infecção urinária porque não tinha feito uma absorção correcta do antibiótico que tinha tomado anteriormente, voltou a receitar-me comprimidos em vez de injecções... Estou até hoje à espera que me liguem a marcar uma ecografica renal de urgência que foi pedida pela minha médica (essa sim, um médica do caraças!) no dia 3 de Dezembro!
E fico sempre nesta coisa, nesta indecisão de saber se devo ou não mudar de hospital. Porque eu quero muito acreditar na MAC e há pessoas que ainda me fazem acreditar que lá as coisas comrrem bem, e que se salvam muitas vidas, e muitos bebés e isto e aquilo... mas de cada vez que vou a uma urgência saio de lá aterrada, com muito medo que no dia do parto me calhe um daqueles médicos que atendem telefonemas de amigos e mandam SMS enquanto consultam grávidas, que olham para nós como se fossemos transparentes.
sexta-feira, dezembro 28, 2012
Acabem com o ano, vá lá!
Talvez eu ande meio-histérica com esta coisa de estar grávida aos 36 anos, de me ter enfiado nesta grande aventura de alto risco sem um estômago que forneça comida à picatchu que cresce dentro de mim e que me dê forças para aturar a malta que me aparece à frente.
Ou então talvez não. Talvez seja normal que eu ande preocupada, que ache que duas infecções urinárias até às 13 semanas já são mais do que a conta, que não ache normal ter um corrimento castanho escuro acompanhado de moínhas na barriga. Então, e só neste caso, talvez seja normal que Eu me dirija a uma urgência para ver o que se passa. E pergunto-me, será normal esperar 5 horas, 5, pelo resultado de uma analise de urina e para fazer uma ecografia? A serio, considero-me uma pessoa tolerante e até já venho munida de tricô quando venho à Mac. Mas isto? Isto é demais! Uma sala de espera sem condições, tempos de espera que roçam o ridículo... De cada vê que aqui venho fico com a certeza que esta maternidade não tem condições para funcionar.
Ou então talvez não. Talvez seja normal que eu ande preocupada, que ache que duas infecções urinárias até às 13 semanas já são mais do que a conta, que não ache normal ter um corrimento castanho escuro acompanhado de moínhas na barriga. Então, e só neste caso, talvez seja normal que Eu me dirija a uma urgência para ver o que se passa. E pergunto-me, será normal esperar 5 horas, 5, pelo resultado de uma analise de urina e para fazer uma ecografia? A serio, considero-me uma pessoa tolerante e até já venho munida de tricô quando venho à Mac. Mas isto? Isto é demais! Uma sala de espera sem condições, tempos de espera que roçam o ridículo... De cada vê que aqui venho fico com a certeza que esta maternidade não tem condições para funcionar.
terça-feira, dezembro 25, 2012
quinta-feira, dezembro 13, 2012
estou que não posso...
Hoje levei a 6.ª de 10 injecções intramusculares... e posso afianças que isto aqui para estes lados não está nada fácil. Nadinha mesmo. Por vezes tenho tantas dores que me apetece chorar..., às vezes a perna prende... os enfermeiros, coitados, já tentam encontrar novos locais para me picarem... mas um rabo tem uma área limitada e o meu, verdade seja dita, não é dos maiores que já vi.
Sábado às 10h levarei a última dose... resta apenas saber quanto tempo estarei sem me conseguir sentar direita. UI!
Sábado às 10h levarei a última dose... resta apenas saber quanto tempo estarei sem me conseguir sentar direita. UI!
segunda-feira, dezembro 10, 2012
Quando os médicos não estão atentos...
... receitam antibióticos em comprimido a uma pessoa sem estômago ( e que, por isso, faz má absroçao de medicamentos), mesmo quando há uma repetição da infecção em duas semanas... mesmo depois da pessoa, moi, lhes ter explicado que faz má absorção...
Felizmente aparece quase sempre (mesmo que seja á terceira ida ao hospital), uma daquelas médicas que só de olhar para o processo clínico diz: «Mas esta gente anda toda maluca?». Sim, dra., a resposta é sim.
Felizmente aparece quase sempre (mesmo que seja á terceira ida ao hospital), uma daquelas médicas que só de olhar para o processo clínico diz: «Mas esta gente anda toda maluca?». Sim, dra., a resposta é sim.
sexta-feira, dezembro 07, 2012
Como o castigo que te dei me dói
Esta noite castiguei o meu filho. Há muito que as palmadas se foram e os castigos, até esses andavam fugidos. Mas esta noite ele abusou. Descontrolou-se, não parou para pensar mesmo quando lhe disse para o fazer... E castiguei-o onde lhe dói mais: não o deixei dormir comigo sté o pai chegar. Hoje, que era o nosso dia. Ele implorou perdão, que queria muito, que estava arrependido ( se bem, que quando lhe expliquei que os castigos não se tiram, ele me disse que então se ia portar mal porque nada valia a pena), e eu tentei explicar-lhe calmamente que não podia voltar atrás, que o tinha avisado, que ele tinha de perceber como agir.
Tenho a certeza que todos os manuais de pediatria me dão razão. Mas a verdade é que me sinto mal com a decisão que tomei.
Tenho a certeza que todos os manuais de pediatria me dão razão. Mas a verdade é que me sinto mal com a decisão que tomei.
sexta-feira, novembro 30, 2012
Anatomia de Grey
Ontem confiei em demasia na tecnologia.
Esqueci-me de gravar o segundo episódio da Anatomia de Grey e quando me sentei no sofá prontinha para o meu repasto de quinta-feira à noite o episódio já tinha acabado e já não dava para andar para trás no raio da box.
Estou danada. Só repete no sábado à noite.
Esqueci-me de gravar o segundo episódio da Anatomia de Grey e quando me sentei no sofá prontinha para o meu repasto de quinta-feira à noite o episódio já tinha acabado e já não dava para andar para trás no raio da box.
Estou danada. Só repete no sábado à noite.
segunda-feira, novembro 19, 2012
Fim-de-semana
foi curto, porque só começou depois de uma noitada de trabalho que me fez acordar tarde no sábado. Mas foi bom, muito bom... o meu filho continua "do lado bom da força", fuia um concerto dos Cowboy Junkies e, no domingo, houve almoço em casa da minha mãe, regressada a Lisboa. Foi bom... mas queria que amanhã fosse sexa-feira, outra vez.
quarta-feira, novembro 14, 2012
Estado das coisas
Eu já fiz muitas greves. As que achei necessárias. E para mim greve é greve de zelo. é ir e não trabalhar. É estar lá e não na praia, ou no café, ou nas compras, ou a beber café com os amigos. E também já fui a muitas manifestações: às que achei necessário ir.
Tento ensinar ao meu filho os princípios básicos de uma sociedade democrática, de uma sociedade cívica e mais justa. Ele sabe que a greve é um direito, que votar é um dever, mas também sabe que a rua é para se manter limpa, que não se deve cuspir no chão, que não se atiram pedras à polícia, e que quando as manifestações deixam de ser pacíficas nós debandamos... porque nã acreditamos que seja pela violência que se vai lá.
O meu filho, do alto dos seus 8 anos, sabe coisas que, pelos vistos, muita gente (jornalistas incluídos) não sabe. Ele sabe que uma carga polícial é sempre violenta, porque é uma carga... não pode ser pacífica.
Ele sabe que as pedras da calçada devem ficar na calçada. E sabe que se ouve num megafone que é para dispersar... o melhor é dispersar.
Hoje não fiz greve. Não porque ache que não há motivos para tal, não porque ache que está tudo bem. Não fiz greve porque não podia. Tenho uma pequena empresa e um dia sem trabalhar numa altura como esta pode ditar o seu encerramento. Por isso, pesando os prós e os contras, decidi trabalhar. Não fiz greve mas respeito muito quem a fez e quem a defende.
Mas não percebo quem se pendura na greve para dizer que não tem forma de chegar ao trabalho, e abomino os chamados "piquetes de greve", que maltratam colegas que querem trabalhar.
Hoje decidi não ir à manifestação. Mas respeito as pessoas que lá estiveram. Pelo menos as que foram de forma pacífica e ordeira. Mas, infelizmente, quando o PCP e a CGTP saem das manifestações (quando as dão por terminadas) há sempre uns badamecos profissionais da pedra e da lata de tinta, que gostam de fazer merda, de pôr em causa o que os outros conquistaram de forma pacífica, que buscam os 3 minutos de fama do directo da televisão, que ganham o dia quando acertam com uma pedra num polícia.
Talvez seja porque o meu pai foi polícia, ou talvez não, mas eu vejo ali pessoas. Por detrás dos escudos partidos e dos capacetes eu vejo pessoas. Algumas delas com umas ganas do caraças de fazer greve, de se manifestar... mas não podem. Estão ali a trabalhar. E, depois de hora e meia de pedrada e de um pré-aviso de que vão fazer uma carga, o que se espera? Que escolham a dedo em quem vão bater? Que há velhos e crianças? Deviam ter-se posto ao largo.
É como ir a um jogo de futebol de alto risco e achar que não há perigo, que nada nos vai acontecer. Eu adoro futebol e gosto de ir ao estádio em família, mas há momentos em que sei que o melhor é ficar em casa...
Peço muitas desculpas. Porventura alguns dos meus amigos vão achar que sou uma perigosa fascista, que me transformei numa reaccionária de primeira mas, citando o meu falecido pai "só se perderam as que caíram no chão".
Tento ensinar ao meu filho os princípios básicos de uma sociedade democrática, de uma sociedade cívica e mais justa. Ele sabe que a greve é um direito, que votar é um dever, mas também sabe que a rua é para se manter limpa, que não se deve cuspir no chão, que não se atiram pedras à polícia, e que quando as manifestações deixam de ser pacíficas nós debandamos... porque nã acreditamos que seja pela violência que se vai lá.
O meu filho, do alto dos seus 8 anos, sabe coisas que, pelos vistos, muita gente (jornalistas incluídos) não sabe. Ele sabe que uma carga polícial é sempre violenta, porque é uma carga... não pode ser pacífica.
Ele sabe que as pedras da calçada devem ficar na calçada. E sabe que se ouve num megafone que é para dispersar... o melhor é dispersar.
Hoje não fiz greve. Não porque ache que não há motivos para tal, não porque ache que está tudo bem. Não fiz greve porque não podia. Tenho uma pequena empresa e um dia sem trabalhar numa altura como esta pode ditar o seu encerramento. Por isso, pesando os prós e os contras, decidi trabalhar. Não fiz greve mas respeito muito quem a fez e quem a defende.
Mas não percebo quem se pendura na greve para dizer que não tem forma de chegar ao trabalho, e abomino os chamados "piquetes de greve", que maltratam colegas que querem trabalhar.
Hoje decidi não ir à manifestação. Mas respeito as pessoas que lá estiveram. Pelo menos as que foram de forma pacífica e ordeira. Mas, infelizmente, quando o PCP e a CGTP saem das manifestações (quando as dão por terminadas) há sempre uns badamecos profissionais da pedra e da lata de tinta, que gostam de fazer merda, de pôr em causa o que os outros conquistaram de forma pacífica, que buscam os 3 minutos de fama do directo da televisão, que ganham o dia quando acertam com uma pedra num polícia.
Talvez seja porque o meu pai foi polícia, ou talvez não, mas eu vejo ali pessoas. Por detrás dos escudos partidos e dos capacetes eu vejo pessoas. Algumas delas com umas ganas do caraças de fazer greve, de se manifestar... mas não podem. Estão ali a trabalhar. E, depois de hora e meia de pedrada e de um pré-aviso de que vão fazer uma carga, o que se espera? Que escolham a dedo em quem vão bater? Que há velhos e crianças? Deviam ter-se posto ao largo.
É como ir a um jogo de futebol de alto risco e achar que não há perigo, que nada nos vai acontecer. Eu adoro futebol e gosto de ir ao estádio em família, mas há momentos em que sei que o melhor é ficar em casa...
Peço muitas desculpas. Porventura alguns dos meus amigos vão achar que sou uma perigosa fascista, que me transformei numa reaccionária de primeira mas, citando o meu falecido pai "só se perderam as que caíram no chão".
terça-feira, novembro 13, 2012
segunda-feira, novembro 12, 2012
A tampa
Desde muito pequeno que o meu filho gosta de dormir todo tapadinho até às orelhas. Mesmo que depois se destape durante a noite. No momento em que se deita, o edredão tem de chegar às orelhas para se sentir quentinho.
Este Verão comprámos-lhe um beliche enorme, com um colchão de dois metros. Mas o edredão permaneceu o mesmo, também com dois metros. Durante o Verão não houve crise mas, agora que o frio começou a apertar, ele sentia-se infeliz por não ter uma "tampa" até às orelhas ou, pelo menos, até ao pescoço.
E lá fui ao IKEA, onde tinha comprado o colchão, à procura do edredão. Mas a loja não tem os benditos com mais de dois metros. E hoje a casa ia caindo. Ele acordou com birra, porque tinha sono e, depois de ter passado dez minutos na minha cama tapadinho até à testa, começou a chorar alegando que eu "não lhe dava condições para descansar". E chorou, chorou... e eu lá fui, em busca do edredão de 2,20m que, felizmente, encontrei na Zara Home.
Hoje, lá em casa, vai haver uma criança feliz! E uma mãe mais tranquila
Este Verão comprámos-lhe um beliche enorme, com um colchão de dois metros. Mas o edredão permaneceu o mesmo, também com dois metros. Durante o Verão não houve crise mas, agora que o frio começou a apertar, ele sentia-se infeliz por não ter uma "tampa" até às orelhas ou, pelo menos, até ao pescoço.
E lá fui ao IKEA, onde tinha comprado o colchão, à procura do edredão. Mas a loja não tem os benditos com mais de dois metros. E hoje a casa ia caindo. Ele acordou com birra, porque tinha sono e, depois de ter passado dez minutos na minha cama tapadinho até à testa, começou a chorar alegando que eu "não lhe dava condições para descansar". E chorou, chorou... e eu lá fui, em busca do edredão de 2,20m que, felizmente, encontrei na Zara Home.
Hoje, lá em casa, vai haver uma criança feliz! E uma mãe mais tranquila
Consegui
No dia em que a Frau Merkel esteve em Portugal consegui não ver televisão. Nada de notícias logo, para mim, é como se ela não tivesse passado por cá. Nada mau.
sábado, novembro 03, 2012
Dr. Pina...
Já aqui falei muitas vezes do Dr. Pina, o médico que me operou e me salvou, literalmente. Tudo o que possa dizer sobre ele, sobre a sua generosidade, sobre o seu profissionalismo e dedicação, é pouco. Nunca será o suficiente. Porque o que ele fez foi, nas palavras dos muitos médicos com os quais já falei entretanto, um milagre.
Infelizmente, o Dr. Pina não viveu o suficiente para me aturar muitos anos. E hoje sinto-me orfã. Precisava de falar com ele, de pedir conselhos, orientação. Apetecia-me ligar-lhe para darmos umas boas gargalhadas com o que tinha para lhe contar... tenho a certeza que nunca encontrarei outro médico como ele, e isso deixa-me triste.
Infelizmente, o Dr. Pina não viveu o suficiente para me aturar muitos anos. E hoje sinto-me orfã. Precisava de falar com ele, de pedir conselhos, orientação. Apetecia-me ligar-lhe para darmos umas boas gargalhadas com o que tinha para lhe contar... tenho a certeza que nunca encontrarei outro médico como ele, e isso deixa-me triste.
quinta-feira, novembro 01, 2012
Boas notícias
A Marisa Monte vem a Portugal em Abril, a Disney vai continuar a saga da Guerra das Estrelas, fui ver o skyfall mesmo antes das avós invadirem a nossa casa e agora vou ver o top gun ou o cricodile dundee 2 enquanto como línguas de gato!
Nada mau
Nada mau
quarta-feira, outubro 31, 2012
Xi pá...
Aqui em cada estamos tão cansados que acabámos de adormecer no sofá com o fogão ligado... Era o almoço de amanhã... Quase incendiei a casa. Está um pivete que não se aguenta.
Isto está mesmo mau.
Isto está mesmo mau.
quinta-feira, outubro 25, 2012
Tosse
Odeio-a tanto... Esta maldita tosse que o corrói, coitadinho. Horas e horas a fio a tossir...
O que vale é que amanhã já é quase fim-de-semana.
O que vale é que amanhã já é quase fim-de-semana.
quinta-feira, outubro 18, 2012
Mariquinhas pé de salsa...
é o que me ocorre dizer de alguém que fala através de um comunicado numa altura como esta. Uns usam o facebook, outros os comunicados. Mas esta malta não tem tomates?
Eu não votei nem nunca votarei CDS mas, porra, um partido vê-se obrigado a aprovar um orçamento no qual não acredita, que vai contra todas as promessas eleitorais que fez, que viola todos os princípios do próprio partido, que vai ter consequências brutais na vida de todas as pessoas, e fá-lo num comunicado? Hello?
Paulo Portas, se me estás a ouvir, põe-te frente a uma câmara e diz:« isto é mau, muito mau. Isto é péssimo, mas se não o aprovar os funcionários públicos não terão ordenado no fim do mês».
Já que politicamente estás morto, ao menos faz aqualquer coisa que te devolva alguma dignidade.
Eu não votei nem nunca votarei CDS mas, porra, um partido vê-se obrigado a aprovar um orçamento no qual não acredita, que vai contra todas as promessas eleitorais que fez, que viola todos os princípios do próprio partido, que vai ter consequências brutais na vida de todas as pessoas, e fá-lo num comunicado? Hello?
Paulo Portas, se me estás a ouvir, põe-te frente a uma câmara e diz:« isto é mau, muito mau. Isto é péssimo, mas se não o aprovar os funcionários públicos não terão ordenado no fim do mês».
Já que politicamente estás morto, ao menos faz aqualquer coisa que te devolva alguma dignidade.
terça-feira, outubro 16, 2012
Desalento
É o sentimento que mais me invade hoje. Esse e raiva, vontade de partir umas quantas cabeças...
Como é que esta gente que nos desgoverna não consegue perceber o que está a fazer a um país inteiro?
Há dias em que me sinto sem forças para contrariar a depressão geral que o país atravessa. Hoje é um desses dias
Como é que esta gente que nos desgoverna não consegue perceber o que está a fazer a um país inteiro?
Há dias em que me sinto sem forças para contrariar a depressão geral que o país atravessa. Hoje é um desses dias
domingo, outubro 07, 2012
Oficialmente deprimida
Ontem, enquanto via o "Eixo do Mal" na SIC Notícias, fiquei oficialmente deprimida. Eu, que me considero uma optimista, que me desdobro a trabalhar, que acho que há sempre uma solução para tudo... fiquei oficialmente sem chão. Acho que muitos de nós ainda não nos apercebemos de como vamo todos ficar pobres. E não me lixem dizendo que o bom é a pobreza generalizada, que isso é conversa de gente miudinha. O bom é que todos vivam melhor. E não é aniquilando de vez com uma classe média que ainda faz mexer a economia que o vamos conseguir. Como é possível que aqui em casa passemos a pagar tantos impostos como o Ricardo Salgado? Como é que é possível que um agregado familiar em que os dois membros do casal ganhem 80 mil euos brutos por ano (o que dá mais ou menos 2 mil euros cada um por mês) passe a ser tratado como milionário?
Eu sei que há muita gente que não ganha um décimo disso. E eu sou a favor de que quem ganha mais deve descontar mais, não é isso que está em causa. O que me frustra, o que me desanima, o que me assusta, é perceber que estão a considerar rico quem não é, taxando da mesma forma os que ganham 2 mil euros liquidos por mês e os que ganham 30, 40 ou 50 mil. É a isto que chamam justiça fiscal? Que eu deixe 66% do meu ordenado ir para um governo que nos rouba todos os dias, que anda num desnorte, que não sabe o que fazer, que não tem coragem de cortar onde deve?
Isto já para não falar dos restantes impostos.
Todos temos de fazer ajustes. Mas alguns vão passar por despedir pessoas que precisam dos salários que auferem para sobreviver. E como eu estarão muitos que, a partir de Janeiro, vão despedir empregadas, tirar os filhos dos colégios privados... vida de ricos, dirão alguns.... mas não. é simplesmente parar a economia... parar o país. E fazer crescer muito, mas muito mesmo, a miséria.
Eu sei que há muita gente que não ganha um décimo disso. E eu sou a favor de que quem ganha mais deve descontar mais, não é isso que está em causa. O que me frustra, o que me desanima, o que me assusta, é perceber que estão a considerar rico quem não é, taxando da mesma forma os que ganham 2 mil euros liquidos por mês e os que ganham 30, 40 ou 50 mil. É a isto que chamam justiça fiscal? Que eu deixe 66% do meu ordenado ir para um governo que nos rouba todos os dias, que anda num desnorte, que não sabe o que fazer, que não tem coragem de cortar onde deve?
Isto já para não falar dos restantes impostos.
Todos temos de fazer ajustes. Mas alguns vão passar por despedir pessoas que precisam dos salários que auferem para sobreviver. E como eu estarão muitos que, a partir de Janeiro, vão despedir empregadas, tirar os filhos dos colégios privados... vida de ricos, dirão alguns.... mas não. é simplesmente parar a economia... parar o país. E fazer crescer muito, mas muito mesmo, a miséria.
quarta-feira, outubro 03, 2012
CHIÇA!
Caraças, este Governo é mesmo uma merda, pá. Onde é que está o corte na despesa? 2014? Ouvi bem? Então a malta fica sem dois ordenados já para o ano (sim, eu sou daquelas que ganha mais de 1500 euros brutos por ano, desculpem se me acham milionária) e estes cabrões de merda não fazem nada para descer a despesa pública?
Os serviços do Estado que pagamos todos os dias funcionam cada vez pior (a semana passada fui à Segurança Social com marcação e fiquei à espera na rua), os nossos governantes são, grosso modo, uns incompetentes, muitos deles corruptos, que nunca pagam pelos seus crimes.
Estou cansada de viver num país que cobra aos seus contribuintes como se vivessemos na Dinamarca, mas que depois nos trata como cidadão no Uganda. É a merda de cão em todos os lados, os jardins descuidados, pessoas que não têm cuidados básicos de saúde, falta de comida nas escolas, salas de aula com 30 alunos...
Eu não gosto destes gajos, e sei que eles não gostam de mim. Porque não tenho uma empresa exportadora. Devem estar à espreita, à espera que feche portas e emigre, ou então que me arme em piegas. Mas uma coisa vos digo: estes cabrões hão-de cair e eu assistirei de pé!
Os serviços do Estado que pagamos todos os dias funcionam cada vez pior (a semana passada fui à Segurança Social com marcação e fiquei à espera na rua), os nossos governantes são, grosso modo, uns incompetentes, muitos deles corruptos, que nunca pagam pelos seus crimes.
Estou cansada de viver num país que cobra aos seus contribuintes como se vivessemos na Dinamarca, mas que depois nos trata como cidadão no Uganda. É a merda de cão em todos os lados, os jardins descuidados, pessoas que não têm cuidados básicos de saúde, falta de comida nas escolas, salas de aula com 30 alunos...
Eu não gosto destes gajos, e sei que eles não gostam de mim. Porque não tenho uma empresa exportadora. Devem estar à espreita, à espera que feche portas e emigre, ou então que me arme em piegas. Mas uma coisa vos digo: estes cabrões hão-de cair e eu assistirei de pé!
sábado, setembro 15, 2012
Há sempre uns palhaços
que estragam tudo. Já cá faltavam os infiltras a fazer merda. Estes grupinhos que se metem no meio das pessoas só para estragar. Apetece-me tanto dizer asneiras, pá! Se apanhasse um deste c**** à minha frente dava-lhes com uma garrafa na cabeça.
O PRINCÍPIO DO FIM
A festa foi bonita. Não me lembro de ter visto tanta gente, tão diferente junta por um mesmo objectivo.
Alguns dos meus amigos perguntaram-me porque fui. Eu não sou contra a Troika. Acho mesmo que temos de pagar as nossas dívidas. Foi assim que a minha mãe me educou. A minha indignação vem do facto de achar que chegámos ao limite. Transferir o sacrifício dos trabalhadores directamente para os cofres das empresas parece-me uma medida errada. E acho que há muita, muita gente a achar o mesmo. Hoje, cheirou-me a fim de ciclo: espero que haja o bom senso de voltar atrás.
Alguns dos meus amigos perguntaram-me porque fui. Eu não sou contra a Troika. Acho mesmo que temos de pagar as nossas dívidas. Foi assim que a minha mãe me educou. A minha indignação vem do facto de achar que chegámos ao limite. Transferir o sacrifício dos trabalhadores directamente para os cofres das empresas parece-me uma medida errada. E acho que há muita, muita gente a achar o mesmo. Hoje, cheirou-me a fim de ciclo: espero que haja o bom senso de voltar atrás.
sexta-feira, setembro 14, 2012
Direito à Indignação
Foi há uma semana e ainda me sinto em transe. Choque, raiva, indignação, desrespeito. Raiva por mim e pelos outros, pelos que me rodeiam, pelos que, de alguma forma, dependem de mim.
Tenho 36 anos, trabalho a tempo inteiro e a fazer descontos para a SS e IRS desde os 22. Nunca fiz uma marosca fical, nunca recebi por fora, nunca deixei de pagar os meus impostos.
Há cerca de sete anos tive uma doença grave que me valeu uma incapacidade de 80 por cento. Como consequência dessa incapacidade, passei a ter algumas regalias fiscais e a ser isenta de taxas moderadoras.
Durante a minha doença, estive 25 dias de baixa médica. Tirei o estômago e o baço, fiz seis ciclos de quimioterapia e 30 sessões de radioterapias, mas não deixei de trabalhar. Entre tratamentos e vómitos lá me ia arrastando, com a ajuda da família, para não deixar de trabalhar, para não consumir o dinheiro que fazia falta a quem realmente dele precisava. Há cerca de um ano a minha médica do centro de saúde reformou-se e estou, até agora, sem médica. Eu, que tenho uma doença crónica. Eu que, como os médicos costumam dizer, sou um milagre com pernas. Apesar de fazer os meus descontos não tenho direito a algo tão básico como um médico de família. Há poucos dias soube que me tinha sido retirada a minha isenção. Assim, à má fila, sem aviso. Tal como aconteceu quando fiquei sem médico. Com a informatização do SNS soube, durante uma consulta de clínica geral paga (à Casa da Imprensa, associação para a qual desconto todos os meses de modo a atenuar as falhas do SNS) que teria de pagar as taxas moderadoras das análises que me foram prescritas. Este governo funciona assim: à má fila, às escodidas; vai tirando a torto e a direito sem avisar. E eu sinto-me INDIGNADA. E arrependo-me de não ter andado a roçar o rabo pelos hospitais e a meter baixa atrás de baixa. Porque o que este governo quer é promover a preguiça, o menor esforço, o chico-espertismo.
Há dois anos decidi criar a minha própria empresa, uma pequena empresa. Assumi o risco com uma sócia, saí da minha zona de conforto (expressão tão apreciada pelos nossos governantes) e arrisquei tudo numa empresa que corre agora o risco de definhar com as sucessivas políticas de cortes no rendimento das pessoas.
Eu, que sou uma pequena empresária que não faz descontos sobre o ordenado mínimo, que não tenho dívidas ao Estado, sinto-me INDIGNADA com as sucessivas políticas destes palhaços que teimam em destruir qualquer capacidade deste povo para consumir algo para além de batatas e pão. Estes senhores só podem viver numa bolha. Eles acham que é com os 50 euros que vou poupar da TSU da minha colaboradora que vou contratar alguém? Como? Se andam a asfixiar (e não lentamente) a capacidade de consumo das pessoas.
Hoje, mais do que nunca, sinto-me enganada. Fazer tudo como manda a lei, ser uma cidadã exemplar (do ponto de vista fiscal) só me tem causado dissabores.
E os outros, como se sentirão? Os que ganham 485 euros, que misturam café no leite dos filhos, que é bebido apenas duas vezes por semana? Os que pouco mais têm para além da sopa de couves, porque o resto fica na prestação da casa, na bilha do gás, na electricidade, na água e em alguma, pouca, comida?
O que faz uma mãe que ganha 485 euros quando um filho adoece por desnutrição? Quando precisa de comprar medicamentos ou de ir ao dentista? Será que estes senhores percebem que 34 euros é uma fortuna para estas pessoas?
Onde vivem estes cabrões que se passeiam de BMW pelas ruas da cidade? Será que vão ao café do bairro? Será que vão ao minipreço? Ou ao Pingo Doce? Onde é que eles vão as compras? Onde é que estudam os seus filhos? Com que lata nos mentem dia após dia?
Com que desplante vão à televisão dizer quase nada e tratar-nos como se fossemos atrasados mentais?
Já não me lembro da última manifestação onde participei. Provavelmente foi durante a faculdade. vou sempre amochando, à bom português. Porque não há alternativas, porque o momento não é bom, porque os sacrifícios são necessários para sairmos deste buraco, porque há sempre quem viva abaixo de nós, muito abaixo.
Mas tirar do bolso de milhões de trabalhadores para o transferir quase na totalidade para o bolso dos grandes patrões ficando depois à espera que o depenado do cidadão vá pressionar os senhores grandes patrões a descerem preços.... meus senhores, vão para a real puta que vos pariu. Estou mesmo a ver a Galp descer o preços dos combustíveis, a PT a dar chamadas grátis e a Sonae a descer os preços do cabaz básico. é que estou mesmo a ver o filme. Estou mesmo a vê-los a esfregar as mãos de contentamento na hora da distribuição de dividendos.
É por tudo isto, e muito mais, é por toda esta INDIGNAÇÃO que se abate sobre mim, que não posso deixar de estar presente na manisfestação do próximo sábado.
Quero lá saber da Troika, quero lá saber se o Seguro é capaz ou incapaz, estou-me a cagar para o patriotismo do Paulo Portas. O que eu quero é gritar à boca cheia que estou farta deles, destes pulhas que hipotecam o meu futuro, o do meus filho, o da minha mãe, o de todos os que me rodeiam.
E tenho a certeza que daqui a um ano estará tudo na mesma. O país continuará atolado no lodo e a única coisa que estará diferente e o nosso cinto; três furos mais apertado.
Tenho 36 anos, trabalho a tempo inteiro e a fazer descontos para a SS e IRS desde os 22. Nunca fiz uma marosca fical, nunca recebi por fora, nunca deixei de pagar os meus impostos.
Há cerca de sete anos tive uma doença grave que me valeu uma incapacidade de 80 por cento. Como consequência dessa incapacidade, passei a ter algumas regalias fiscais e a ser isenta de taxas moderadoras.
Durante a minha doença, estive 25 dias de baixa médica. Tirei o estômago e o baço, fiz seis ciclos de quimioterapia e 30 sessões de radioterapias, mas não deixei de trabalhar. Entre tratamentos e vómitos lá me ia arrastando, com a ajuda da família, para não deixar de trabalhar, para não consumir o dinheiro que fazia falta a quem realmente dele precisava. Há cerca de um ano a minha médica do centro de saúde reformou-se e estou, até agora, sem médica. Eu, que tenho uma doença crónica. Eu que, como os médicos costumam dizer, sou um milagre com pernas. Apesar de fazer os meus descontos não tenho direito a algo tão básico como um médico de família. Há poucos dias soube que me tinha sido retirada a minha isenção. Assim, à má fila, sem aviso. Tal como aconteceu quando fiquei sem médico. Com a informatização do SNS soube, durante uma consulta de clínica geral paga (à Casa da Imprensa, associação para a qual desconto todos os meses de modo a atenuar as falhas do SNS) que teria de pagar as taxas moderadoras das análises que me foram prescritas. Este governo funciona assim: à má fila, às escodidas; vai tirando a torto e a direito sem avisar. E eu sinto-me INDIGNADA. E arrependo-me de não ter andado a roçar o rabo pelos hospitais e a meter baixa atrás de baixa. Porque o que este governo quer é promover a preguiça, o menor esforço, o chico-espertismo.
Há dois anos decidi criar a minha própria empresa, uma pequena empresa. Assumi o risco com uma sócia, saí da minha zona de conforto (expressão tão apreciada pelos nossos governantes) e arrisquei tudo numa empresa que corre agora o risco de definhar com as sucessivas políticas de cortes no rendimento das pessoas.
Eu, que sou uma pequena empresária que não faz descontos sobre o ordenado mínimo, que não tenho dívidas ao Estado, sinto-me INDIGNADA com as sucessivas políticas destes palhaços que teimam em destruir qualquer capacidade deste povo para consumir algo para além de batatas e pão. Estes senhores só podem viver numa bolha. Eles acham que é com os 50 euros que vou poupar da TSU da minha colaboradora que vou contratar alguém? Como? Se andam a asfixiar (e não lentamente) a capacidade de consumo das pessoas.
Hoje, mais do que nunca, sinto-me enganada. Fazer tudo como manda a lei, ser uma cidadã exemplar (do ponto de vista fiscal) só me tem causado dissabores.
E os outros, como se sentirão? Os que ganham 485 euros, que misturam café no leite dos filhos, que é bebido apenas duas vezes por semana? Os que pouco mais têm para além da sopa de couves, porque o resto fica na prestação da casa, na bilha do gás, na electricidade, na água e em alguma, pouca, comida?
O que faz uma mãe que ganha 485 euros quando um filho adoece por desnutrição? Quando precisa de comprar medicamentos ou de ir ao dentista? Será que estes senhores percebem que 34 euros é uma fortuna para estas pessoas?
Onde vivem estes cabrões que se passeiam de BMW pelas ruas da cidade? Será que vão ao café do bairro? Será que vão ao minipreço? Ou ao Pingo Doce? Onde é que eles vão as compras? Onde é que estudam os seus filhos? Com que lata nos mentem dia após dia?
Com que desplante vão à televisão dizer quase nada e tratar-nos como se fossemos atrasados mentais?
Já não me lembro da última manifestação onde participei. Provavelmente foi durante a faculdade. vou sempre amochando, à bom português. Porque não há alternativas, porque o momento não é bom, porque os sacrifícios são necessários para sairmos deste buraco, porque há sempre quem viva abaixo de nós, muito abaixo.
Mas tirar do bolso de milhões de trabalhadores para o transferir quase na totalidade para o bolso dos grandes patrões ficando depois à espera que o depenado do cidadão vá pressionar os senhores grandes patrões a descerem preços.... meus senhores, vão para a real puta que vos pariu. Estou mesmo a ver a Galp descer o preços dos combustíveis, a PT a dar chamadas grátis e a Sonae a descer os preços do cabaz básico. é que estou mesmo a ver o filme. Estou mesmo a vê-los a esfregar as mãos de contentamento na hora da distribuição de dividendos.
É por tudo isto, e muito mais, é por toda esta INDIGNAÇÃO que se abate sobre mim, que não posso deixar de estar presente na manisfestação do próximo sábado.
Quero lá saber da Troika, quero lá saber se o Seguro é capaz ou incapaz, estou-me a cagar para o patriotismo do Paulo Portas. O que eu quero é gritar à boca cheia que estou farta deles, destes pulhas que hipotecam o meu futuro, o do meus filho, o da minha mãe, o de todos os que me rodeiam.
E tenho a certeza que daqui a um ano estará tudo na mesma. O país continuará atolado no lodo e a única coisa que estará diferente e o nosso cinto; três furos mais apertado.
terça-feira, setembro 11, 2012
segunda-feira, setembro 10, 2012
Sem ânimo
Considero-me uma optimista.A sério. Mas desta vez não sei se consigo. Quando começamos a fazer contas e a ver o que nos vai acontecer, quando percebemos as decisões que vamos ter de tomar, as mudanças que vão ter de acontecer, dá-nos vontade de sair desta merda de país, governado por políticos de merda, que nos mentem com quantos dentes têm na boca... se há coisa que me deixa doente é que me tratem como se eu fosse atrasada. E foi isso que o Passos Coelho fez na sexta-feira, quando deu uma cenoura aos funcionários públicos para, no segundo seguinte, lhes tirar cenoura e meia; quando nos mentiu falando de 7% que, na verdade, são mais, muito mais.
Temo pelo que ainda aí vem... e estou desanimada.
Temo pelo que ainda aí vem... e estou desanimada.
quarta-feira, agosto 29, 2012
Explicar a morte
Foi na semana passada que o levei, pela primeira vez, à campa do avô. Ele nunca tinha entrado num cemitério, mas já me tinha pedido várias vezes para ir ver o avô. E lá tive de lhe explicar que o avó podia estar no céu e debaixo da terra ao mesmo tempo. Teve de ser, embora eu própria tenha dificuldade em acreditar no que lhe contei. Mas foi o melhor. Assim poderá continuar a olhar para as estrelas e a ver o brilho dos seus dois avôs.
Mas o que mais me custou foi perceber que ele já não se recorda do meu pai. Olhou para a sua foto e não fazia ideia de quem era aquele homem de bigode... E tanto que eu queria que ele não esquecesse.
Mas o que mais me custou foi perceber que ele já não se recorda do meu pai. Olhou para a sua foto e não fazia ideia de quem era aquele homem de bigode... E tanto que eu queria que ele não esquecesse.
segunda-feira, julho 16, 2012
Algo está mal...
Quando no primeiro dia de regresso ao trabalho me esqueci, duas vezes, do meu número de telemóvel.
terça-feira, maio 29, 2012
DESGOSTO
Surpreende-me a forma como as pessoas conseguem ser más, deliberadamente más, mesquinhas, mentirosas... ontem fiquei muito desgostosa com algo que uma amiga me contou. Nunca me passou pela cabeça que alguém que me fez tanto mal e contra quem nunca mexi uma palha, andasse por aí a falar mal de mim. E não é o falar mal que me incomoda, a sério que não é, é o facto de pegar na minha doença e na do meu pai e mentir com isso, dizendo que eu faltava ao trabalho, que não cumpria as minhas obrigações... mais do que qualquer outra coisa, foi um desgosto. E tantos anos depois ainda me vieram as lágrimas aos olhos.
sexta-feira, maio 18, 2012
Crescimento
O meu filho está a crescer... tanto que às vezes me dói. Ontem, no nosso serão a dois, houve um pequeno desaguisado entre nós. Ele a fazer os trabalhos a despachar, eu a repreendê-lo e a fazê-lo repetir tudo o que estava mal. Eu falava-lhe da cozinha e ele, respondia do quarto dizendo que não ia repetir os trabalhos e isto, e aquilo. Até que ele se sai com esta «quando eu puder falar e explicar-te as coisas sem me estares sempre a interromper, avisa.» E com esta me fiquei, consciente que nunca o deixo acabar, que a minha voz se sobrepõe sempre à dele, nas pequenas e nas grandes discussões. Tive vontade de rir. Se ele é assim e ainda não tem oito anos, espera-me uma longa batalha discursiva.
P.S. No final acabou por fazer tudo, e bem feito. Deu-me muitos beijinhos, comemos os nosso caracóis e fomos para a cama juntos, até o pai chegar.
P.S. No final acabou por fazer tudo, e bem feito. Deu-me muitos beijinhos, comemos os nosso caracóis e fomos para a cama juntos, até o pai chegar.
quinta-feira, maio 03, 2012
obrigada
Foi esta "princesa das estrelas" que recebi de presente que me fez, decididamente, voltar a este blogue. Ainda por cima vinda de quem veio. Obrigada.
quarta-feira, maio 02, 2012
Pingo Doce
Confesso que ontem não fui ao Pingo Doce. Mas não por qualquer motivo ideológico. Não fui porque não estive para me sujeitar a horas de fila. Não fui porque (ainda) me posso dar ao luxo de não querer estar horas na fila de uma caixa de supermercado em troca de um desconto (mesmo que esse desconto seja de 50 por cento). Mas também confesso que não percebo a onde de histeria e moralismo que vejo pela blogosfera e pelo facebook. Acho que se pode condenar a escolha do dia, acho que cada um pode achar o que bem entender, mas o que eu gostava mesmo, era que cada um pensasse no desespero em que vivem muitas famílias, asfixiadas pelas prestações mensais e que as faz encarar um desconto destes como um milagre.
E também gostava de ver estas preocupações morais em outros sectores que não o dos hipermercados. Alguém pensa nos pequenos editores na hora de ir a correr ao espaço da Leya ou da Porto Editora na Feira do Livro comprar 3 livros e levar 4 para casa? Alguém pensa na forma como os pequenos editores são esmagados com estas margens? E alguém pensa nas pequenas livrarias quando entra no Continente ou na Fnac para comprar um livro? E será que alguém pensa nos autores quando copia o CD do amigo porque está com pouco dinheiro para comprar o dito CD?
Pois....
E também gostava de ver estas preocupações morais em outros sectores que não o dos hipermercados. Alguém pensa nos pequenos editores na hora de ir a correr ao espaço da Leya ou da Porto Editora na Feira do Livro comprar 3 livros e levar 4 para casa? Alguém pensa na forma como os pequenos editores são esmagados com estas margens? E alguém pensa nas pequenas livrarias quando entra no Continente ou na Fnac para comprar um livro? E será que alguém pensa nos autores quando copia o CD do amigo porque está com pouco dinheiro para comprar o dito CD?
Pois....
terça-feira, maio 01, 2012
Regresso
A decisão de terminar este blogue foi pensada. De repente, quase sete anos depois de ter ficado doente, achei que já não se justificava andar pela blogosfera. Já pouco ou nada tinha a dizer; não escrevia com a frequência com que devia, deixava passar muita coisa, não tinha tempo... e comecei a ficar com aquela estranha sensação de que me expunha sem necessidade. E assim andei, alguns meses. Mas a verdade é que dou por mim, perante certas situações, a pensar "isto era muito giro para pôr no meu blogue"...
Depois pensei que este blogue, com este nome já não fazia sentido. E criei um novo blogue, mais terra-a-terra.
Mas não deu resultado. Escrevi dois ou três posts e nunca mais lá voltei, apesar de continuar a ter vontade de escrever. Sobre a minha vida, sobre as conquistas do meu filho, sobre as minhas angústias, sobre os meus medos, sobre a dor dos que me rodeiam, sobre as injustiças que vejo, sobre os falsos moralismos, sobre os sonhos, sobre a esperança... e por isso estou aqui. Não sei se para escrever todos os dias ou uma vez por mês; mas voltei. e sabe bem.
P.S. Acabei de apagar o outro blogue.
sábado, outubro 08, 2011
Fim
Foram mais de seis anos de desabafos, partilhas, alegrias, tristezas, dúvidas... foi muito tempo, é verdade. E gostei. Confesso que preferia o início, em que este blogue era anónimo. Sentia-me mais livre.
Hoje sinto-me mais livre, mais leve. O motivo pelo qual iniciei este blogue deixou, de certa forma, de existir e os acontecimentos mais recentes que tenho vivido fazem-me mesmo pensar que não quero que toda a gente (pelo menos hipoteticamente) saiba demasiadas coisas sobre mim...
Por este motivo, decidi que este será o último post do meu blogue.
Alguns dias depois da morte de Steve Jobbs e um dia antes de mais um triste aniversário sobre a morte do meu pai, apetece-me dizer adeus
sexta-feira, setembro 02, 2011
Coisas que me irritam II
os cortes cegos no Serviço Nacional de Saúde. Eu até como o argumento hipócrita de que quem ganha mais pague mais taxas moderadoras (e digo hipócrita porque os que mais ganham também são os que mais descontam todos os meses). Mas quando oiço ministro da saúde dizer que é preciso reduzir os incentivos aos transplantes porque esses incentivos incrementam o número de transplantes fico com vontade de lhe desejar que uma ou várias pessoas da sua família sejam obrigadas a fazer diálise ou entrem em lista para um transplante de fígado ou de pulmão para ele ver o que é bom para a tosse. O homem falava e eu tinha vontade de lhe bater. Como é possível que alguém pense que os médicos fazem mais ou menos transplantes porque gostam de esbanjar o herário público? "O que é que hei-de fazer para chatear o ministro Paulo Macedo? Há, já sei, vou ali fazer um transplante renal que, só por acaso, fica mais barato do que manter um doente em diálise."
Coisas que me irritam I
Que o Américo Amorim digaà boca cheia que não se considera rico.
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2011,
amor. crise
sexta-feira, agosto 05, 2011
notícias deste lado do mundo
Sei que foi há mais de um mês, mas não tive oportunidade para escrever antes. O que não quer dizer que não tenha ocupado a minha mente.
Morreu o Angélico , uma verdadeira tragédia. E não brinco quando o digo. Às vezes os média retiram a dimensão humana às pessoas. Senti isso com o Angélico. Aquela algazarra de fãs, namoradas, correntes de força, notícias e especulações sobre o uso ou não de cinto... até que há umas semanas conheci, por acaso, um casal de amigos do Angélico. E senti ali o lado humano da tragédia, o modo como aquela família está e estará para sempre marcada pela morte do padrinho de um dos seus filhos... comoveu-me e dei por mim a pensar o que aconteceria, como estaria, se fosse comigo, se fosse um dos meus.
Penso naquela mãe, penso no muito que se especula e especulou, no muito que se criticou... e penso em como é fácil carregar no pedal. Quem tem um bom carro e anda na autoestrada sabe o que digo... é tão fácil pisar o risco.
Outra tragédia, a uma outra escala, claro está, e que muito me abalou foi a da Noruega. Como é possível que um ser humano seja capz de tal brutalidade? Acho que a humanidade está a enlouquecer. No outro dia estava no metro e ouvi um senhor a dizer, a respeito do aumento dos transportes, qualquer coisa do género "depois admiram-se com coisas como as da Noruega. Um gajo passa-se". E tive tanta vontade de lhe partir a tromba, mas tanta mesmo.
O mundo corre de tragédia em tragédia e a nossa vida vai avançando. Sempre a tentar manter-me à tona. Sempre a tentar ser feliz.
E raios me partam se não sou capaz
Morreu o Angélico , uma verdadeira tragédia. E não brinco quando o digo. Às vezes os média retiram a dimensão humana às pessoas. Senti isso com o Angélico. Aquela algazarra de fãs, namoradas, correntes de força, notícias e especulações sobre o uso ou não de cinto... até que há umas semanas conheci, por acaso, um casal de amigos do Angélico. E senti ali o lado humano da tragédia, o modo como aquela família está e estará para sempre marcada pela morte do padrinho de um dos seus filhos... comoveu-me e dei por mim a pensar o que aconteceria, como estaria, se fosse comigo, se fosse um dos meus.
Penso naquela mãe, penso no muito que se especula e especulou, no muito que se criticou... e penso em como é fácil carregar no pedal. Quem tem um bom carro e anda na autoestrada sabe o que digo... é tão fácil pisar o risco.
Outra tragédia, a uma outra escala, claro está, e que muito me abalou foi a da Noruega. Como é possível que um ser humano seja capz de tal brutalidade? Acho que a humanidade está a enlouquecer. No outro dia estava no metro e ouvi um senhor a dizer, a respeito do aumento dos transportes, qualquer coisa do género "depois admiram-se com coisas como as da Noruega. Um gajo passa-se". E tive tanta vontade de lhe partir a tromba, mas tanta mesmo.
O mundo corre de tragédia em tragédia e a nossa vida vai avançando. Sempre a tentar manter-me à tona. Sempre a tentar ser feliz.
E raios me partam se não sou capaz
quinta-feira, julho 28, 2011
cena de ciúmes
O meu filho tem um grande amigo na escola, o Afonso Beijoca. O Afonso é um mimo de menino, talvez porque é um de três filhos e não tem tempo para merdas. Não há cá birras desnecessárias. Isso é pura perda de tempo. O meu filho não pode viver sem o Afonso, mas quando estão juntos gosta de armar um barraco. Coisas de gajos. Hoje, no entanto, conseguiu ser mais refinado do que costume e saltou com um "tu gostas mais dele do que de mim, queres é que ele seja teu filho". Jesus... o gajo arma um barraco, porta-se mal mas como eu repreendo já não gosto dele. Cómico, não fosse trágico.
quarta-feira, julho 06, 2011
Morrer de pé
gosto desta expressão. Não gosto de a usar, porque significa que alguém morreu.
Morreu Maria José Nogueira Pinto, vítima de cancro do pâncreas. E se a expressão "morrer de pé" se pode aplicar a alguém, esse alguém é esta mulher que ainda há um mês, já gravemente doente e debilitada pelos tratamentos, participava na campanha para as eleições.
Não partilhava muitos dos ideais de Maria José Nogueira Pinto, mas partilhámos, por infortúnio, uma doença chamada cancro. E creio que partilhámos também a bravura com que lutámos contra a doença e com que tentámos levar a nossa vida da forma mais normal possível. Infelizmente tivemos resultados diferentes.
Muito prazer me daria poder discutir com ela muitas das questões nas quais não estamos de acordo.
Fica aqui, para muitos dos nossos políticos, o exemplo de alguém que não desistiu, enquanto lhe foi possível.
Morreu Maria José Nogueira Pinto, vítima de cancro do pâncreas. E se a expressão "morrer de pé" se pode aplicar a alguém, esse alguém é esta mulher que ainda há um mês, já gravemente doente e debilitada pelos tratamentos, participava na campanha para as eleições.
Não partilhava muitos dos ideais de Maria José Nogueira Pinto, mas partilhámos, por infortúnio, uma doença chamada cancro. E creio que partilhámos também a bravura com que lutámos contra a doença e com que tentámos levar a nossa vida da forma mais normal possível. Infelizmente tivemos resultados diferentes.
Muito prazer me daria poder discutir com ela muitas das questões nas quais não estamos de acordo.
Fica aqui, para muitos dos nossos políticos, o exemplo de alguém que não desistiu, enquanto lhe foi possível.
segunda-feira, julho 04, 2011
Gosto
de um ministro da educação que não acha normal que meninos que andam no 5º ano de escolaridade possam usar máquina calculadora. A sério que gosto!
sexta-feira, maio 27, 2011
the big picture
Eu sei que eles não fazem por mal. Os médicos que me seguem são excelentes, a sério. Mas vivem no seu burgo, olham para a sua capela, raramente olham para o quadro geral. Não é por mal, é mesmo defeito de fabrico. Excepção feita aos internistas e a um ou outro mais atento e interessado.
Desde que fui operada que tenho caimbras muito dolorosas. E quando digo dolorosas falo daquelas que nos fazem acordar a meio da noite a chorar. E em sítios estranhos. Não apenas nos pés e nas pernas mas também no diafragma, E estas são do catarino porque não me deixam respirar e porque é muito difícil esticar essa zona. Só fazendo a ponte! Também tenho muitos gases na barriga e na zona do diafragma e estes já me levaram as urgências, tantas eram as dores.
A resposta é quase sempre a mesma: magnésio para as caimbras, aero-om para os gases. Mas já lá vão 6 anos e as melhoras não aparecem. Sim, estou viva, sim estou livre de doença... mas não há mesmo nada a fazer?
Talvez não... ou talvez haja.
Foi preciso escangalhar o meu pé para conhecer as terapeutas Vera e Margarida. E hoje, juro, hoje só não abracei uma delas a chorar de alegria por vergonha.
Depois do pé e dos gémeos da perna esquerda, a terapeuta Margarida, depois de lhe ter dito o estranho local onde tinha caimbras, decidiu mexer no meu diafragma. E fez maravilhas, juro que fez. E mostrou-me que não tenho de viver com estas dores, com este mau-estar.
Deixem-me ir à próxima consulta de fisiatria que logo vêem o que vou pedir ao médico: as mãos da terapeuta espetadas no meu diafragma...
Escrevo sobre isto porque durante anos achei que estas dores eram o preço apagar por estar bem e viva. Mas não, eu não tenho de pagar este preço e imagino a quantidade de pessoas que por aí há a sofrer, a ter dores desnecessariamente. Se alguém nessas condições me lê, não desista, queixe-se ao seu médico, faça qualquer coisa.
Eu, no que a mimme diz respeito, tive hoje uma dia muito feliz.
Desde que fui operada que tenho caimbras muito dolorosas. E quando digo dolorosas falo daquelas que nos fazem acordar a meio da noite a chorar. E em sítios estranhos. Não apenas nos pés e nas pernas mas também no diafragma, E estas são do catarino porque não me deixam respirar e porque é muito difícil esticar essa zona. Só fazendo a ponte! Também tenho muitos gases na barriga e na zona do diafragma e estes já me levaram as urgências, tantas eram as dores.
A resposta é quase sempre a mesma: magnésio para as caimbras, aero-om para os gases. Mas já lá vão 6 anos e as melhoras não aparecem. Sim, estou viva, sim estou livre de doença... mas não há mesmo nada a fazer?
Talvez não... ou talvez haja.
Foi preciso escangalhar o meu pé para conhecer as terapeutas Vera e Margarida. E hoje, juro, hoje só não abracei uma delas a chorar de alegria por vergonha.
Depois do pé e dos gémeos da perna esquerda, a terapeuta Margarida, depois de lhe ter dito o estranho local onde tinha caimbras, decidiu mexer no meu diafragma. E fez maravilhas, juro que fez. E mostrou-me que não tenho de viver com estas dores, com este mau-estar.
Deixem-me ir à próxima consulta de fisiatria que logo vêem o que vou pedir ao médico: as mãos da terapeuta espetadas no meu diafragma...
Escrevo sobre isto porque durante anos achei que estas dores eram o preço apagar por estar bem e viva. Mas não, eu não tenho de pagar este preço e imagino a quantidade de pessoas que por aí há a sofrer, a ter dores desnecessariamente. Se alguém nessas condições me lê, não desista, queixe-se ao seu médico, faça qualquer coisa.
Eu, no que a mimme diz respeito, tive hoje uma dia muito feliz.
quinta-feira, maio 12, 2011
Fases
Quando eu era miúda achava-me invencível, insuperável, imortal, até certo ponto. A morte não entrava no meu vocabulário. A não ser um avô ou avó velhinhos.... ou um parente distante.
Depois fui crescendo e as mortes foram acontecendo...
Com o nascimento do meu filho, as coisas mudaram, a morte passou a assustar-me. A ideia de que lhe poderia faltar começou a assustar-me e a tirar-me o ar. Depois, bem depois veio a minha doença e a coisa complicou-se ainda mais.
Depois morreu o meu pai e comecei a perceber que estava a começar uma nova etapa, aquela em que começamos a ir a velórios com alguma frequência; aquela em que os pais dos nossos amigos começam a morrer.
Ontem morreu a mãe de uma grande amigo meu, daqueles de coração, aqueles que escolhemos já em adultos, que não são nossos amigos porque crescemos com eles mas porque nos identificamos com eles, partilhamos ideias, vivências, momentos.
Hoje vou ter de partilhar um momento doloroso com este meu amigo, este meu querido amigo que assim, do nada, perdeu a sua referência.
E percebo que este é só o início de uma nova era.
Depois fui crescendo e as mortes foram acontecendo...
Com o nascimento do meu filho, as coisas mudaram, a morte passou a assustar-me. A ideia de que lhe poderia faltar começou a assustar-me e a tirar-me o ar. Depois, bem depois veio a minha doença e a coisa complicou-se ainda mais.
Depois morreu o meu pai e comecei a perceber que estava a começar uma nova etapa, aquela em que começamos a ir a velórios com alguma frequência; aquela em que os pais dos nossos amigos começam a morrer.
Ontem morreu a mãe de uma grande amigo meu, daqueles de coração, aqueles que escolhemos já em adultos, que não são nossos amigos porque crescemos com eles mas porque nos identificamos com eles, partilhamos ideias, vivências, momentos.
Hoje vou ter de partilhar um momento doloroso com este meu amigo, este meu querido amigo que assim, do nada, perdeu a sua referência.
E percebo que este é só o início de uma nova era.
domingo, maio 08, 2011
Abrir caminho
Hoje, enquanto via a edição on-line do Público, deparei-me com uma notícia sobre os transplantes entre pessoas que não tem qualquer relação de sangue.
E, não podia deixar de me lembrar do meu médico, que foi quem fez, em Portugal, a primeira operação do género. O Dr. Pina morreu mas nós, doentes tratados por ele, estamos aqui e somos a prova viva da sua generosidade e dedicação.
Obrigada!
E, não podia deixar de me lembrar do meu médico, que foi quem fez, em Portugal, a primeira operação do género. O Dr. Pina morreu mas nós, doentes tratados por ele, estamos aqui e somos a prova viva da sua generosidade e dedicação.
Obrigada!
quarta-feira, maio 04, 2011
Respeito
Há pouco tive a oportunidade de rever uma entrevista que o António Barreto deu à RTP e onde dizia uma coisa que, para mim, é lapidar. Dizia que os portugueses devem ser tratados com respeito pelos políticos, que não devem ser tratados como parvos. Que só assim poderemos voltar a confiar nas instituições democráticas. E eu não podia estar mais de acordo.
Eu, que tenho 35 anos, que abri a minha própria empresa, que contribuo activamente para o crescimento deste país. Eu, que não me isento das minhas obrigações de cidadã; que voto, que tento educar o meu filho para, ele próprio, respeitar e participar na sociedade que temos... senti-me, ontem à noite enquanto o nosso PM falava, tratada como uma parva.
E se há coisa que me deixa furiosa é isto: ser tratada como burra por um tipo que, esse sim, deixou de merecer o meu respeito há muito.
Eu, que tenho 35 anos, que abri a minha própria empresa, que contribuo activamente para o crescimento deste país. Eu, que não me isento das minhas obrigações de cidadã; que voto, que tento educar o meu filho para, ele próprio, respeitar e participar na sociedade que temos... senti-me, ontem à noite enquanto o nosso PM falava, tratada como uma parva.
E se há coisa que me deixa furiosa é isto: ser tratada como burra por um tipo que, esse sim, deixou de merecer o meu respeito há muito.
segunda-feira, maio 02, 2011
Novo dia
O mundo não deixou de ser um lugar estranho, nem tão pouco passou a ser mais seguro. Quem leu o mínimo sobre o terrorismo sabe que ele sobrevive aos seus líderes e que atrás de um Bin Laden virá outro tão ou mais mortal, tão ou mais ameaçador. Mas a morte de Bin Laden vale, sobretudo, pela sua carga simbólica. Pelo que representa para os muitos familiares das vítimas dos atentados do 11 de Setembro, ou dos atentados de Londres, ou da Atocha. Por eles vale a pena um brinde.
Obrigada Barack.
Obrigada Barack.
sexta-feira, abril 29, 2011
carros
Se algum dia vos disserem que o melhor é comprarem um volvo porque é um carro para a vida... liguem-me!
quarta-feira, abril 20, 2011
Plano contra a anemia
Dia 1 (hoje): iscas ao almoço, meio quilo de morangos, uma caixa de mirtilos e outra de amoras... nada mau para o primeiro dia, pois não?
Agora vou ali ver o Benfica e ver se fico ainda melhor.
Agora vou ali ver o Benfica e ver se fico ainda melhor.
terça-feira, abril 19, 2011
Boas notícias
Entre FMI, birras de políticos, incertezas em relação ao futuro e muito trabalho até me esqueci de dizer que fui ontem ao médico saber o resultado dos exames da revisão dos 6 mil km. Marcadores tumorais nos mínimos de sempre! Para a troca tenho uma ligeiríssima anemia e excesso de vitamina B12.
Podia ser pior.
Podia ser pior.
segunda-feira, abril 18, 2011
Isto está bonito, está
Se há coisa que, nos últimos tempos, me entristece é a qualidade dos nossos políticos. Diga-se em abono da verdade que não tinha grande ideia da maioria deles. Mas nem agora, com o país no estado em que está, eles se entendem. Não há um denominador comum, por mais mínimo que seja. Quer dizer, talvez haja um ou dois: o de passar as culpas para o do lado (estilo passa a outro e não ao mesmo), e o de querer a todo o custo a cadeira do poder (estilo o jogo das cadeiras em que andam todos a dançar muito próximos da cadeirinha, como se não fosse nada com eles, mas sempre a ver a dita pelo rabinho do olho e à espera que a música acabe rapidamente para se poderem sentar, nem que seja ao colo de um que tenha sido mais rápido). As coisas não vão ficar nada fáceis. Acho que a maioria de nós ainda não viu bem o filme que aí vem e que vai ficar nas telas durantes uns bons anos. E se não vai ser bom para mim e para os meus amigos, o que se pode dizer de pessoas que têm muito menos do que eu? Pessoas como a minha empregada, pessoas como os reformados com as pensões mais baixas? É que, se no meu caso, ainda há muito por onde cortar (basta-me lembrar da minha infância e de tudo o que não tive), apesar desses cortes trazerem uma baixa considerável na minha qualidade de vida, a verdade é que há muita gente que já está no osso, que não tem onde cortar nada de nada. E se nós, cidadãos, podemos viver na ilusão de que alguém pagará a conta e de que os juros (e por arrasto as prestações das casas) não vão subir mais este ano, a verdade verdadinha é que os senhores que nos governam e os que nos querem governar sabem muito bem o que nos espera. E o mínimo que podiam fazer era deixar de assobiar para o lado, como se não tivem responsabilidades. Isto não vai ficar bonito, nada mesmo. E aconselho os poucos que aqui costumam passar a fazr um lista de cortes que podem fazer nas despesas mensais e a executá-los. Façam esses cortes logo no início o mês e coloquem esse dinheiro num mealheiro. Palavra de amiga.
terça-feira, março 29, 2011
O Estado da Nação
Há alguns dias que ando para aqui escrever sobre a actual situação política do nosso país. Pode parecer que vivo numa bolha, que não estou nem aí para as palhaçadas dos nossos políticos... antes fosse. A verdade é que dou comigo muitas vezes a barafustar com a televisão, mas não é menos verdade que estou cheia de trabalho e acabo por ficar sem tempo para passar para aqui o turbilhão de considerações que me passam pela cabeça. Eu acho inevitável a entrada do FMI no nosso país. Vai ser mau, muito mau. Mas acho mesmo que é o que vai acabar por acontecer. Com os juros da divida acima dos 8,5%, com os bancos à rasca como estão sem se conseguirem financiar, acho mesmo que não há volta a dar. E tenho medo, claro que tenho. Acabei de abrir uma empresa, sinto na pele o que uma crise agravada pode significar. Mas também acho que, se é inevitável, cada dia que passa sem se tomar essa decisão é pior, porque agrava o estado do país e atemoriza ainda mais as pessoas. Bem sei que, para o caso, é indiferente a cor do partido no governo: laranja, rosa, azul e amarelo, vermelho... é tudo igual uma vez que não estamos sozinhos: as directivas vêm da Alemanha, ou de Bruxelas... Bem sei que vão ser necessários muitos sacrifícios e que as coisas ainda vão piorar muito. Mas há algo que ajudaria a que tudo se passasse com mais clareza: a decência na política. E isso, infelizmente, é coisa que não temos. Apesar de saber que não é bom para o país estarmos com um primeiro-ministro demissionário, acho que é muito pior ter o que temos, que mente a cada dia que passa, que adultera os números e dados a seu belo prazer (muitas vezes com a conivência dos jornalistas que, para não se darem ao trabalho de analisar criticamente o que lhe dão, escrevem o que vem dos gabinetes dos ministérios sem o mínimo de massa crítica), que nos faz passar por burros, que faz tábua rasa de 6 anos de governação, que diaboliza os outros. Os outros são maus e querem o FMI. Como se alguém desejasse o FMI, estilo pedido ao Pai Natal. Ninguém pode, nesta altura do campeonato, fazer milagres. Mas eu, enquanto cidadã que vota, tenho o direito à verdade, a ter políticos decentes, que se preocupam com a "coisa pública". E tenho o direito à indignação quando vejo o nosso primeiro-ministro a dizer que os outros é que têm sede de poder, e querem chegar aos ministérios... Como diria o meu pai "preferia borrar um pé a votar na direita", mas a verdade é que esta esquerda que quer governar mete muito nojo. E algo me diz que estas vão ser as primeiras eleições em que vou votar em branco.
segunda-feira, março 28, 2011
60
Se fosses vivo fazias hoje 60 anos. Seria dia de festa. Teríamos um belo bolo de aniversário. Estarias rodeado dos teus netos que enfiariam os dedos no bolo antes do permitido. Cantaríamos os parabéns. Haveria uma garrafa de espumante. Estaríamos todos reunidos em volta da mesa, uma das coisas que mais gostavas, e haveria muita algazarra. Mas tu morreste e a algazarra foi substituída pelo silêncio da visita ao cemitério onde és apenas uma fotografia. Hoje à noite vou beber um copo por ti, pai. e chorar um bocadinho a falta que me fazes.
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segunda-feira, março 21, 2011
terça-feira, março 15, 2011
Terça? É que a mim parece-me sexta...
No sábado à noite aminha televisão morreu-me. Fiquei devastada. Era meia-noite e eu a tentar o meu momento "gaja sozinha em frente da tv que os gajos já dormem". Enrolo-me na mantinha, ligo a televisão e... pock. Apagão, blackout...
No domingo o dia até correu bem, com passeio à beira rio e um belo lanche a rematar. Estávamos quase a regressar a casa quando o Henrique se magoou na pilinha. Um horror, com direito a sangue e tudo.
Ontem tivemos maratona de médicos: para além da dermatologista, porque precisávamos de ver se a infecção que ele tem na pele melhora ou se é mesmo precisa uma raspagem, tivemos de ir a uma consulta de urgência com o cirurgião dele. Depois de três voltas ao quarteirão acabei por estacionar num local proibido. Resultado: para além dos €50 da consulta foram mais €20 de multa. A consulta foi má, muito má, com o Henrique a trepar paredes. Sei que todos os gajos são muito ciosos da sua pila, mas no caso do Henrique a coisa reveste-se de maior gravidade porque ele já foi operado três vezes; porque nasceu com uma mal-formação... Digamos que a coisa nunca é fácil naquele consultório, e ontem não foi excepção. E as mães deste país sabem o que digo: a televisão tem um efeito anestesiante nos putos e ele, chegado a casa, triste e choroso... não tinha a sua tv.
Vê-lo ali a gritar, a tremer de dores a acusar-me de não o estar a proteger, partiu-me o coração. Mesmo. De tal modo que hoje me sinto quebrada, como se tivesse levado uma cacetada na cabeça...
Hoje ao fim do dia a televisão voltou do mundo dos mortos (obrigada Senhor António, o senhor é mesmo um grande amor). Pena que, para mal dos meu pecados, a televisão tenha acordado memso em cima da entrevista do nosso primeiro com a bela adormecida... vou ali ver se já acabou e se posso ver qualquer coisa de interessante.... ufa!
No domingo o dia até correu bem, com passeio à beira rio e um belo lanche a rematar. Estávamos quase a regressar a casa quando o Henrique se magoou na pilinha. Um horror, com direito a sangue e tudo.
Ontem tivemos maratona de médicos: para além da dermatologista, porque precisávamos de ver se a infecção que ele tem na pele melhora ou se é mesmo precisa uma raspagem, tivemos de ir a uma consulta de urgência com o cirurgião dele. Depois de três voltas ao quarteirão acabei por estacionar num local proibido. Resultado: para além dos €50 da consulta foram mais €20 de multa. A consulta foi má, muito má, com o Henrique a trepar paredes. Sei que todos os gajos são muito ciosos da sua pila, mas no caso do Henrique a coisa reveste-se de maior gravidade porque ele já foi operado três vezes; porque nasceu com uma mal-formação... Digamos que a coisa nunca é fácil naquele consultório, e ontem não foi excepção. E as mães deste país sabem o que digo: a televisão tem um efeito anestesiante nos putos e ele, chegado a casa, triste e choroso... não tinha a sua tv.
Vê-lo ali a gritar, a tremer de dores a acusar-me de não o estar a proteger, partiu-me o coração. Mesmo. De tal modo que hoje me sinto quebrada, como se tivesse levado uma cacetada na cabeça...
Hoje ao fim do dia a televisão voltou do mundo dos mortos (obrigada Senhor António, o senhor é mesmo um grande amor). Pena que, para mal dos meu pecados, a televisão tenha acordado memso em cima da entrevista do nosso primeiro com a bela adormecida... vou ali ver se já acabou e se posso ver qualquer coisa de interessante.... ufa!
sábado, março 12, 2011
Algo vai mal no mundo
O Japão vive uma tragédia desmesurada, com um terramoto como não há memória, seguido de muitas réplicas e de um tsunami que engoliu vilas inteiras.
O governo português anunciou mais um PEC ao qual nnguém deu o devido tempo de antena porque a tragédia do Japão faz (e bem) com que tudo pareça pequeno e irrelevante.
Centenas de milhares de pessoas, à rasca ou solidárias com quem está, saíram à rua para protestar pelo estado a que chegámos, enquanto sociedade, enquanto país.
Eu não tenho muitas certezas, nem uma teoria fantástica a apresentar sobre a geração à rasca. Não acho que sejam todos uns coitadinhos, como também não partilho da ideia de muitos iluminados deste país - quase todos a viver bem, muito bem - de que somos todos uns calinas que não querem trabalhar e que querem tudo sem fazer nada.
A verdade é que não existe direito a um emprego e cada vez vai existir menos. Não podemos viver com a ilusão que, depois de muitos anos de estudo, o emprego maravilhoso, o dos nossos sonhos, estará à nossa espera. Isso, se alguma vez exisitiu, acabou.
Todos nós vamos ser chamados a fazer mais sacrifícios, muitos mais. A questão é saber para quê e para quem. Com um governo como este, que nos mente todos os dias; que nos pede que vivamos cada vez com menos mas que, mesmo assim, não nos garante o mínimo do que era suposto garantir-nos, não vamos a lado algum.
As centenas de milhar de pessoas que hoje estiveram na rua, quiseram dar um sinal de mudança. Espero que seja o início de uma sociedade mais atenta e participativa. Porque não basta embandeirar em arco e descer a avenida em dia de greve e de manifestação. É preciso participar, criticar, fazer acontecer. E isso começa, a meu ver, nas urnas, no dever fundamental de votar.
Algo vai mal no mundo. Mas eu tenho esperança que melhore.
O governo português anunciou mais um PEC ao qual nnguém deu o devido tempo de antena porque a tragédia do Japão faz (e bem) com que tudo pareça pequeno e irrelevante.
Centenas de milhares de pessoas, à rasca ou solidárias com quem está, saíram à rua para protestar pelo estado a que chegámos, enquanto sociedade, enquanto país.
Eu não tenho muitas certezas, nem uma teoria fantástica a apresentar sobre a geração à rasca. Não acho que sejam todos uns coitadinhos, como também não partilho da ideia de muitos iluminados deste país - quase todos a viver bem, muito bem - de que somos todos uns calinas que não querem trabalhar e que querem tudo sem fazer nada.
A verdade é que não existe direito a um emprego e cada vez vai existir menos. Não podemos viver com a ilusão que, depois de muitos anos de estudo, o emprego maravilhoso, o dos nossos sonhos, estará à nossa espera. Isso, se alguma vez exisitiu, acabou.
Todos nós vamos ser chamados a fazer mais sacrifícios, muitos mais. A questão é saber para quê e para quem. Com um governo como este, que nos mente todos os dias; que nos pede que vivamos cada vez com menos mas que, mesmo assim, não nos garante o mínimo do que era suposto garantir-nos, não vamos a lado algum.
As centenas de milhar de pessoas que hoje estiveram na rua, quiseram dar um sinal de mudança. Espero que seja o início de uma sociedade mais atenta e participativa. Porque não basta embandeirar em arco e descer a avenida em dia de greve e de manifestação. É preciso participar, criticar, fazer acontecer. E isso começa, a meu ver, nas urnas, no dever fundamental de votar.
Algo vai mal no mundo. Mas eu tenho esperança que melhore.
terça-feira, março 08, 2011
6 anos
O dia 8 de Março não é, para mim, um dia qualquer. E nem sequer é o Dia Internacional da Mulher. Pelo menos desde 2005. Desde o dia 8 de Março de 2005 que este passou a ser o DIA D. Foi nesse dia que fui operada ao tumor que tinha no estômago. Foi esse o dia mais longo da vida dos meus pais, e do meu irmão, e do meu marido. E é desde essa data que, clinicamente, se conta a minha sobrevida. Como se tivesse renascido depois daquela operação. O conta quilómetros voltou ao zero.
Hoje de manhã, logo pela fresca, liguei à minha mãe, que não está em Lisboa, para lhe dar um beijo e agradecer por tudo o que tem feito por mim nestes últimos 6 anos. «Já que não posso agradecer também ao pai, agradeço-te a ti.» E ouvi-a chorar. E chorei com ela. De alegria, porque estou cá contra todas as expectativas, de saudades, porque, entretanto, o meu pai morreu.
E não deixa de ser engraçada a forma como vou sabendo mais coisas sobre esse dia. A minha mãe disse que a operação durou 8 horas e que ela e o meu irmão se dirigiram ao médico no fim para tentar saber como tinha corrido. Ele, que tinha cara de poucos amigos, mas que era a pessoa mais fantástica do mundo, agarrou na mão da minha mãe e disse qualquer coisa deste género: «a senhora é crente? Então peça a Deus. Eu fiz tudo o que estava ao meu alcance, limpei tudo o que podia. Peça para que ela seja uma das que ficam bem.» E ele fez bem, muito bem. Porque eu continuo cá e, ironia das ironias, ele também morreu entretato.
Dito isto, hoje quero é celebrar. Comer umas belas lapas grelhadas, regadas com um belo branco, comer bolo do caco com manteiga de alho... e dar muitos beijos aos meus homens.
Celebrar os meus seis anos!
Hoje de manhã, logo pela fresca, liguei à minha mãe, que não está em Lisboa, para lhe dar um beijo e agradecer por tudo o que tem feito por mim nestes últimos 6 anos. «Já que não posso agradecer também ao pai, agradeço-te a ti.» E ouvi-a chorar. E chorei com ela. De alegria, porque estou cá contra todas as expectativas, de saudades, porque, entretanto, o meu pai morreu.
E não deixa de ser engraçada a forma como vou sabendo mais coisas sobre esse dia. A minha mãe disse que a operação durou 8 horas e que ela e o meu irmão se dirigiram ao médico no fim para tentar saber como tinha corrido. Ele, que tinha cara de poucos amigos, mas que era a pessoa mais fantástica do mundo, agarrou na mão da minha mãe e disse qualquer coisa deste género: «a senhora é crente? Então peça a Deus. Eu fiz tudo o que estava ao meu alcance, limpei tudo o que podia. Peça para que ela seja uma das que ficam bem.» E ele fez bem, muito bem. Porque eu continuo cá e, ironia das ironias, ele também morreu entretato.
Dito isto, hoje quero é celebrar. Comer umas belas lapas grelhadas, regadas com um belo branco, comer bolo do caco com manteiga de alho... e dar muitos beijos aos meus homens.
Celebrar os meus seis anos!
quinta-feira, março 03, 2011
Just in case...
de algum dia me esquecer porque raio gosto tanto do meu gajo... aqui fica, porque tem o sentido de humor mais fantástico, retorcido, espectacular, irónico, requintado de todo o mundo. Se não fosse porque o amo e é o melhor companheiro do mundo, o seu sentido de humor, por si, seria suficiente.
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
9 euros!!!!
Eu sei que a vida está cara para todos e que ninguém trabalha para aquecer, mas 9 euros para colocar umas capas numas sabrinas e colocar um ponto de cola num lacinho parece-me um manifesto exagero. Fogo!!!!
domingo, fevereiro 27, 2011
Rui Pedro
Sempre que penso no Rui Pedro vem-me a lembrança a sua mãe, Filomena. Quando o Rui Pedro desapareceu eu estava longe de saber o que é ser mãe. O Rui Pedro desapareceu, se bem, me lembro, em Março de 1998. O meu filho nasceu em 2004. Mas não consigo esquecer aquela mulher, aquela mãe, aquele ser humano que passou a ser uma sombra de si mesma. A Filomena é uma heroína, é uma mulher fantástica. Porque nunca desistiu, porque sempre acreditou que era possível saber o que tinha acontecido ao seu menino. Quando o Rui Pedro desapareceu eu estava longe de saber o quer era ser mãe, mas, desde logo, achei que ninguém merecia sofrer daquela forma. Aquela mulher, trémula, semi-dopada por medicação, que lutava para continuar viva para a sua filha, era para mim um exemplo. Ela lutava, e lutava,e lutava. Os anos passaram e a Filomena não desisitiu. Pode ter desistido de encontrar o "seu menino", mas nunca de saber o que tinha acontecido.
Quando estreou o filme "Alice", baseado na história de Filomena e do desaparecimento de Rui Pedro, eu já era mãe. E chorei quase do princípio ao fim do filme, por todos os motivos mas, principalmente por imaginar o que me aconteceria se algo de semelhante acontecesse ao "meu menino".
Hoje, treze anos depois do desaparecimento do Rui Pedro, o principal suspeito do rapto foi constituído arguido. Eu não consigo imaginar o que vai na cabeça daqueles pais, daquela famíla. Principalmente por saber que não foram analisadas novas provas. Não sei se será melhor ou pior para eles esta porta que agora se abre e que, muito sinceramente, pode não ser absolutamente nada.
Mas verdadae é que aquela mulher não desistiu. E a sua insistência, quando muitos dizam que ela era doida varrida, quando muitos já não lhe davam ouvidos, deu os seus frutos. Hoje, a Filomena está mais perto de saber o que se passou com o seu filho.
E isso faz-me admirá-la ainda mais. E de lágrimas nos olhos.
Quando estreou o filme "Alice", baseado na história de Filomena e do desaparecimento de Rui Pedro, eu já era mãe. E chorei quase do princípio ao fim do filme, por todos os motivos mas, principalmente por imaginar o que me aconteceria se algo de semelhante acontecesse ao "meu menino".
Hoje, treze anos depois do desaparecimento do Rui Pedro, o principal suspeito do rapto foi constituído arguido. Eu não consigo imaginar o que vai na cabeça daqueles pais, daquela famíla. Principalmente por saber que não foram analisadas novas provas. Não sei se será melhor ou pior para eles esta porta que agora se abre e que, muito sinceramente, pode não ser absolutamente nada.
Mas verdadae é que aquela mulher não desistiu. E a sua insistência, quando muitos dizam que ela era doida varrida, quando muitos já não lhe davam ouvidos, deu os seus frutos. Hoje, a Filomena está mais perto de saber o que se passou com o seu filho.
E isso faz-me admirá-la ainda mais. E de lágrimas nos olhos.
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Rui Pedro
Há vida em Gorme...
Este fim-de-semana fui promovida a melhor mãe do mundo.
Mas o preço a pagar foi muito elevado: 90 minutos de uma soalheira tarde de domingo passados no Pavilhão Atlântico a ver o espectáculo dos Gormiti com dois pequenos terroristas: o meu filho e o seu grande amgio Beijoca.
Espectáculo patrocinado pela amiga Lina que estava para ir com os seus dois afilhados mas não foi. Fomos nós: eu fiquei a saber tudo sobre a ilha de gorme (nem sei se é assim que se escreve), o senhor do fogo, e tudo e tudo. Eles, bem, eles ficaram vidrados no espectáculo mas a seguir não conseguiram evitar as lutas e os empurrões... são mesmo rapazes.
Perdi a minha tarde de domingo que, num mundo ideal, teria sido passada numa esplanada, com um gin tónico e sol, muito sol nesta fronha amarela.
Mas ganhei o título de melhor mãe do mundo (que não deve durar mais de meia dúzia de horas) e diverti-me a vê-los divertidos.
Mas o preço a pagar foi muito elevado: 90 minutos de uma soalheira tarde de domingo passados no Pavilhão Atlântico a ver o espectáculo dos Gormiti com dois pequenos terroristas: o meu filho e o seu grande amgio Beijoca.
Espectáculo patrocinado pela amiga Lina que estava para ir com os seus dois afilhados mas não foi. Fomos nós: eu fiquei a saber tudo sobre a ilha de gorme (nem sei se é assim que se escreve), o senhor do fogo, e tudo e tudo. Eles, bem, eles ficaram vidrados no espectáculo mas a seguir não conseguiram evitar as lutas e os empurrões... são mesmo rapazes.
Perdi a minha tarde de domingo que, num mundo ideal, teria sido passada numa esplanada, com um gin tónico e sol, muito sol nesta fronha amarela.
Mas ganhei o título de melhor mãe do mundo (que não deve durar mais de meia dúzia de horas) e diverti-me a vê-los divertidos.
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segunda-feira, fevereiro 21, 2011
Vara, o chico-esperto
O grande amigo do nosso primeiro-ministro, o senhor Armando Vara, decidiu passar à frente de todos os utentes de um centro de saúde para "exigir" um atestado médico.
Penetra de profissão, já muito pouco nele nos devia surpreender. Mas a verdade é que surpreende... será que apareceu de capanga?
Os nosso políticos e ex-políticos acham sempre que a sua posição os deixa acima de certos assuntos mundanos, como esperar numa fila. Pena que não se achem acima dos outros para explicar certas situações menos claras relativas ao seu enriqquecimento, às suas declarações de impostos e afins
Deixo aqui os meus agradecimentos públicos ao senhor que se queixou e que achou, e bem, que só porque alguém é uma figura pública, isso não lhe dá o direito de ser tratado de forma diferente dos outros.
Penetra de profissão, já muito pouco nele nos devia surpreender. Mas a verdade é que surpreende... será que apareceu de capanga?
Os nosso políticos e ex-políticos acham sempre que a sua posição os deixa acima de certos assuntos mundanos, como esperar numa fila. Pena que não se achem acima dos outros para explicar certas situações menos claras relativas ao seu enriqquecimento, às suas declarações de impostos e afins
Deixo aqui os meus agradecimentos públicos ao senhor que se queixou e que achou, e bem, que só porque alguém é uma figura pública, isso não lhe dá o direito de ser tratado de forma diferente dos outros.
sexta-feira, fevereiro 18, 2011
Ressaca
Acho que é a minha primeira ressaca, em 35 anos de existência. Não estou morta, mas quase. Ontem fiz sushi para as minhas gajas. Não para todas, porque a M ficou doente, com uma virose. Muita conversa, muito sushi (não ficou perfeito, mas não estava mau), bastante vinho branco. Confissões, tropeções e, para variar, não houve discussões. Eu, com os copos, deu-me para tirar os fantasmas do armário e falar... se calhar demais... fui um bocadinho melga...
Mas foi bom, muito bom, principalmente depois de o dia ter começado com o insulto da "maldita".
Há muito que os nossos jantares não eram tão agradáveis, o que me leva a pensar que deveríamos fazer mais jantares em casa e menos em restaurantes. Harmonia e muita cumplicidade.
Ainda houve tempo para receber um presente de aniversário, da D.
Mas foi bom, muito bom, principalmente depois de o dia ter começado com o insulto da "maldita".
Há muito que os nossos jantares não eram tão agradáveis, o que me leva a pensar que deveríamos fazer mais jantares em casa e menos em restaurantes. Harmonia e muita cumplicidade.
Ainda houve tempo para receber um presente de aniversário, da D.
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quinta-feira, fevereiro 17, 2011
Mãe maldita
Hoje o meu filho chamou-me maldita...
estou triste.
estou triste.
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terça-feira, fevereiro 15, 2011
Senhora

Agora que sou uma senhora de 35 anos, nada melhor que passear a minha nova mala. Linda, não é? Prenda da L e do A.
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segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Agora sim, os 35
É oficial, os 35 chegaram. A única diferença que sinto, para já, é que comecei a usar creme de noite. De resto, tudo como dantes: continuo com mesmo marido fantástico, com o mesmo filho fofo, com vontade de, por vezes, matar os dois, com amigos do caraças, uma mãe que só vendo e um irmão muito melhor.
Os 35 chegaram muito bem, rodeada de amigos, no conforto da casa que agora, dois anos depois, já a sinto como minha. Rodeada de crianças (eram 14 ao todo), porque embora tenha sido das primeiras a ter filhos, a verdadé é que a maioria dos amigos já vai no segundo. E, last but not least, rodeada de prendas, e de mimos, e de beijos.
E que bom que é fazer anos, e estar rodeada de malta, fugir para a varanda para fumar uma cigarrilha às escondidas da mãe e do filho, lavar loiça, fazer comida, reabastecer a malta de vinho, ouvir boa música...
Não sei se já vos tinha dito, mas gosto mesmo de fazer anos.
Os 35 chegaram muito bem, rodeada de amigos, no conforto da casa que agora, dois anos depois, já a sinto como minha. Rodeada de crianças (eram 14 ao todo), porque embora tenha sido das primeiras a ter filhos, a verdadé é que a maioria dos amigos já vai no segundo. E, last but not least, rodeada de prendas, e de mimos, e de beijos.
E que bom que é fazer anos, e estar rodeada de malta, fugir para a varanda para fumar uma cigarrilha às escondidas da mãe e do filho, lavar loiça, fazer comida, reabastecer a malta de vinho, ouvir boa música...
Não sei se já vos tinha dito, mas gosto mesmo de fazer anos.
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E se o Sócrates me aparecesse hoje à frente... levava um murro no focinho, de certeza
Eu sou uma cidadã deste país. Pago os meus impostos, vou votar, discuto com quem cospe no chão, com quem passeia cães que cagam os nosso passeios, com quem estaciona em cima de passadeiras. Dou a mão a quem precisa de ajuda para atravessar a estrada, não viro a cara se alguém tropeça e cai, aviso os turistas se vejo um carteirista a olhar para eles. Eu sou uma cidadã desta porra de país, não sou uma pessoa pessimista. Se existe uma força superior neste universo, ela sabe que falo a verdade. Tenho os meus dias, como toda a gente, mas tento levar a vida para a frente em vez de ficar presa ao que já não tem remédio.
Dito isto, e em bom português, fico lixada quando me roubam os meus direitos desta forma, descarada, sem pudor. Juro que se o Sócrates me aparecesse hoje pela frente o insultava de filho da puta para baixo, a sério que o fazia. E se houvesse uma brecha, por mais pequena que fosse, na segurança dele, dava-lhe um murro no focinho.
Eu não estrebucho com o aumento do IRS, e do IRC, e do Iva e de todas as porras que eles inventam.
Eles que não aumentam os ordenados mínimos, mas que aumentam as contribuições para a SS de forma vergonhosa. E digo vergonhosa não porque nao queira descontar para um
Estado Social, mas porque ele não existe. Não existe para a minha empregada, e não existe para mim. Não existe para ninguém que tenha o azar de ver a sua médica de família reformar-se ou mudar de Centro de Saúde.
Hoje, tentei marcar consulta no meu centro de saúde. Consulta com o médico de família, aquele que supostamente é o médico que segue o meu historial de doenças, que sabe que tive cancro, que preciso de umas vitaminas de vez em quando, que sabe que tenho de fazer umas análises...em resumo, o médico que impede que eu entupa as urgências com uma gripe.
Mas tive AZAR. Eu e os milhares de utentes seguidos pela minha médica: ela reformou-se e a ministra Ana Jorge, à semelhança do que está a fazer no resto do país, não colocou um médico no seu lugar.
Significa isto que agora, no Centro de Saúde, deixei de ter médico de família. Se tiver uma urgência, se estiver mesmo muito doente, posso ir para lá às 5h da manhã à espera de ser atendida. Mas para uma urgência, respondi eu à senhora que me atendeu o telefone, para uma urgência eu vou ao hospital. Pois, minha filha, contestou ela, isto está muito mal. São milhares os que estão na sua situação. Eu só queria que me tirassem daqui.
Também eu, só queria que me tirassem deste país com governantes de merda. Eu desconto mais de €300 euros por mês para a Segurança Social. Sem contar com a parte do empregador que, neste caso, também sou eu (feitas as contas desconto cerca de €800).Reforma, já todos sabemos que não a teremos. Pergunto-me então se não poderia, pelo menos, ter médico de família. É que por muito menos, cerca de €50 tenho um seguro de saúde, que me permite consultar todos os médicos que quero e mais um par de botas, a pagar €15 por consulta. E não me venham com a treta de que estou a pagar para os que mais precisam, porque os que mais precisam estão na mesma situação que eu. Passam horas nos centros de saúde para uma senha que lhes dê acesso a uma consulta; passam horas nos hospitais com os filhos ao colo à espera que vague uma máquina de aerossóis, porque a do Centro de Saúde está avariada.
Eu sou uma gaja que faz sacríficios, por mim mas, sobretudo pelo ideal de que todos vamos ficar melhor. Mas isto, que é o básico dos básicos, é gozar com a cara das pessoas.
O nosso primeiro-ministro faz a defesa pública do SNS mas não nos dá médicos de família; faz a defesa do Ensino Público, mas não nos dá professores nem escolas. O nosso PM pode ir a médicos privados e, como se vê, pode ter os filhos num dos melhores colégios privados da cidade. Assim, meu caro José Sócrates, assim é fácil. Assim também eu.
E, faça-me um favor, não se aproxime de mim.
Dito isto, e em bom português, fico lixada quando me roubam os meus direitos desta forma, descarada, sem pudor. Juro que se o Sócrates me aparecesse hoje pela frente o insultava de filho da puta para baixo, a sério que o fazia. E se houvesse uma brecha, por mais pequena que fosse, na segurança dele, dava-lhe um murro no focinho.
Eu não estrebucho com o aumento do IRS, e do IRC, e do Iva e de todas as porras que eles inventam.
Eles que não aumentam os ordenados mínimos, mas que aumentam as contribuições para a SS de forma vergonhosa. E digo vergonhosa não porque nao queira descontar para um
Estado Social, mas porque ele não existe. Não existe para a minha empregada, e não existe para mim. Não existe para ninguém que tenha o azar de ver a sua médica de família reformar-se ou mudar de Centro de Saúde.
Hoje, tentei marcar consulta no meu centro de saúde. Consulta com o médico de família, aquele que supostamente é o médico que segue o meu historial de doenças, que sabe que tive cancro, que preciso de umas vitaminas de vez em quando, que sabe que tenho de fazer umas análises...em resumo, o médico que impede que eu entupa as urgências com uma gripe.
Mas tive AZAR. Eu e os milhares de utentes seguidos pela minha médica: ela reformou-se e a ministra Ana Jorge, à semelhança do que está a fazer no resto do país, não colocou um médico no seu lugar.
Significa isto que agora, no Centro de Saúde, deixei de ter médico de família. Se tiver uma urgência, se estiver mesmo muito doente, posso ir para lá às 5h da manhã à espera de ser atendida. Mas para uma urgência, respondi eu à senhora que me atendeu o telefone, para uma urgência eu vou ao hospital. Pois, minha filha, contestou ela, isto está muito mal. São milhares os que estão na sua situação. Eu só queria que me tirassem daqui.
Também eu, só queria que me tirassem deste país com governantes de merda. Eu desconto mais de €300 euros por mês para a Segurança Social. Sem contar com a parte do empregador que, neste caso, também sou eu (feitas as contas desconto cerca de €800).Reforma, já todos sabemos que não a teremos. Pergunto-me então se não poderia, pelo menos, ter médico de família. É que por muito menos, cerca de €50 tenho um seguro de saúde, que me permite consultar todos os médicos que quero e mais um par de botas, a pagar €15 por consulta. E não me venham com a treta de que estou a pagar para os que mais precisam, porque os que mais precisam estão na mesma situação que eu. Passam horas nos centros de saúde para uma senha que lhes dê acesso a uma consulta; passam horas nos hospitais com os filhos ao colo à espera que vague uma máquina de aerossóis, porque a do Centro de Saúde está avariada.
Eu sou uma gaja que faz sacríficios, por mim mas, sobretudo pelo ideal de que todos vamos ficar melhor. Mas isto, que é o básico dos básicos, é gozar com a cara das pessoas.
O nosso primeiro-ministro faz a defesa pública do SNS mas não nos dá médicos de família; faz a defesa do Ensino Público, mas não nos dá professores nem escolas. O nosso PM pode ir a médicos privados e, como se vê, pode ter os filhos num dos melhores colégios privados da cidade. Assim, meu caro José Sócrates, assim é fácil. Assim também eu.
E, faça-me um favor, não se aproxime de mim.
domingo, fevereiro 06, 2011
corridinha
de bicicleta, claro está. Mas este fim-de-semana fiz mais de 5km de bicicleta e o Henrique, finalmente, aprendeu a andar de bicicleta sem rodinhas.
Não houve atropelamentos, ainda fomos a uma festa de aniversário na qual o Henrique teve oportunidade de fazer o seu primeiro pão com chouriço.
Tudo isto ontem. Hoje deu para irmos andar de bicla outra vez, mas para o jardim da Estrela. Almoçámos com os nossos queridos amigos e vizinhos, fomos ao jardim beber café enquanto o Henrique se entreteve a rasgar os 10º pares de calças deste Inverno...
E agora estou aqui no sofá, a pensar que deveria traduzir umas paginolas... mas a vontade não chega... estou tramada.
Não houve atropelamentos, ainda fomos a uma festa de aniversário na qual o Henrique teve oportunidade de fazer o seu primeiro pão com chouriço.
Tudo isto ontem. Hoje deu para irmos andar de bicla outra vez, mas para o jardim da Estrela. Almoçámos com os nossos queridos amigos e vizinhos, fomos ao jardim beber café enquanto o Henrique se entreteve a rasgar os 10º pares de calças deste Inverno...
E agora estou aqui no sofá, a pensar que deveria traduzir umas paginolas... mas a vontade não chega... estou tramada.
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
25 anos!
Esta música marcava a minha hora de recolher. Hoje nem queria acreditar que o Vitinho fazia 25 anos. Achei que tinha mais. Ou melhor, achei que era mais miúda quando ele me acompanhava. Mas acho que era mesmo assim: nós eramos mais miúdos, mais infantis, mais inocentes. Eu tinha nove anos quando ele nasceu, mas podia muito bem ter seis.
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