O meu filho está a crescer... tanto que às vezes me dói. Ontem, no nosso serão a dois, houve um pequeno desaguisado entre nós. Ele a fazer os trabalhos a despachar, eu a repreendê-lo e a fazê-lo repetir tudo o que estava mal. Eu falava-lhe da cozinha e ele, respondia do quarto dizendo que não ia repetir os trabalhos e isto, e aquilo. Até que ele se sai com esta «quando eu puder falar e explicar-te as coisas sem me estares sempre a interromper, avisa.» E com esta me fiquei, consciente que nunca o deixo acabar, que a minha voz se sobrepõe sempre à dele, nas pequenas e nas grandes discussões. Tive vontade de rir. Se ele é assim e ainda não tem oito anos, espera-me uma longa batalha discursiva.
P.S. No final acabou por fazer tudo, e bem feito. Deu-me muitos beijinhos, comemos os nosso caracóis e fomos para a cama juntos, até o pai chegar.
sexta-feira, maio 18, 2012
quinta-feira, maio 03, 2012
obrigada
Foi esta "princesa das estrelas" que recebi de presente que me fez, decididamente, voltar a este blogue. Ainda por cima vinda de quem veio. Obrigada.
quarta-feira, maio 02, 2012
Pingo Doce
Confesso que ontem não fui ao Pingo Doce. Mas não por qualquer motivo ideológico. Não fui porque não estive para me sujeitar a horas de fila. Não fui porque (ainda) me posso dar ao luxo de não querer estar horas na fila de uma caixa de supermercado em troca de um desconto (mesmo que esse desconto seja de 50 por cento). Mas também confesso que não percebo a onde de histeria e moralismo que vejo pela blogosfera e pelo facebook. Acho que se pode condenar a escolha do dia, acho que cada um pode achar o que bem entender, mas o que eu gostava mesmo, era que cada um pensasse no desespero em que vivem muitas famílias, asfixiadas pelas prestações mensais e que as faz encarar um desconto destes como um milagre.
E também gostava de ver estas preocupações morais em outros sectores que não o dos hipermercados. Alguém pensa nos pequenos editores na hora de ir a correr ao espaço da Leya ou da Porto Editora na Feira do Livro comprar 3 livros e levar 4 para casa? Alguém pensa na forma como os pequenos editores são esmagados com estas margens? E alguém pensa nas pequenas livrarias quando entra no Continente ou na Fnac para comprar um livro? E será que alguém pensa nos autores quando copia o CD do amigo porque está com pouco dinheiro para comprar o dito CD?
Pois....
E também gostava de ver estas preocupações morais em outros sectores que não o dos hipermercados. Alguém pensa nos pequenos editores na hora de ir a correr ao espaço da Leya ou da Porto Editora na Feira do Livro comprar 3 livros e levar 4 para casa? Alguém pensa na forma como os pequenos editores são esmagados com estas margens? E alguém pensa nas pequenas livrarias quando entra no Continente ou na Fnac para comprar um livro? E será que alguém pensa nos autores quando copia o CD do amigo porque está com pouco dinheiro para comprar o dito CD?
Pois....
terça-feira, maio 01, 2012
Regresso
A decisão de terminar este blogue foi pensada. De repente, quase sete anos depois de ter ficado doente, achei que já não se justificava andar pela blogosfera. Já pouco ou nada tinha a dizer; não escrevia com a frequência com que devia, deixava passar muita coisa, não tinha tempo... e comecei a ficar com aquela estranha sensação de que me expunha sem necessidade. E assim andei, alguns meses. Mas a verdade é que dou por mim, perante certas situações, a pensar "isto era muito giro para pôr no meu blogue"...
Depois pensei que este blogue, com este nome já não fazia sentido. E criei um novo blogue, mais terra-a-terra.
Mas não deu resultado. Escrevi dois ou três posts e nunca mais lá voltei, apesar de continuar a ter vontade de escrever. Sobre a minha vida, sobre as conquistas do meu filho, sobre as minhas angústias, sobre os meus medos, sobre a dor dos que me rodeiam, sobre as injustiças que vejo, sobre os falsos moralismos, sobre os sonhos, sobre a esperança... e por isso estou aqui. Não sei se para escrever todos os dias ou uma vez por mês; mas voltei. e sabe bem.
P.S. Acabei de apagar o outro blogue.
sábado, outubro 08, 2011
Fim
Foram mais de seis anos de desabafos, partilhas, alegrias, tristezas, dúvidas... foi muito tempo, é verdade. E gostei. Confesso que preferia o início, em que este blogue era anónimo. Sentia-me mais livre.
Hoje sinto-me mais livre, mais leve. O motivo pelo qual iniciei este blogue deixou, de certa forma, de existir e os acontecimentos mais recentes que tenho vivido fazem-me mesmo pensar que não quero que toda a gente (pelo menos hipoteticamente) saiba demasiadas coisas sobre mim...
Por este motivo, decidi que este será o último post do meu blogue.
Alguns dias depois da morte de Steve Jobbs e um dia antes de mais um triste aniversário sobre a morte do meu pai, apetece-me dizer adeus
sexta-feira, setembro 02, 2011
Coisas que me irritam II
os cortes cegos no Serviço Nacional de Saúde. Eu até como o argumento hipócrita de que quem ganha mais pague mais taxas moderadoras (e digo hipócrita porque os que mais ganham também são os que mais descontam todos os meses). Mas quando oiço ministro da saúde dizer que é preciso reduzir os incentivos aos transplantes porque esses incentivos incrementam o número de transplantes fico com vontade de lhe desejar que uma ou várias pessoas da sua família sejam obrigadas a fazer diálise ou entrem em lista para um transplante de fígado ou de pulmão para ele ver o que é bom para a tosse. O homem falava e eu tinha vontade de lhe bater. Como é possível que alguém pense que os médicos fazem mais ou menos transplantes porque gostam de esbanjar o herário público? "O que é que hei-de fazer para chatear o ministro Paulo Macedo? Há, já sei, vou ali fazer um transplante renal que, só por acaso, fica mais barato do que manter um doente em diálise."
Coisas que me irritam I
Que o Américo Amorim digaà boca cheia que não se considera rico.
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amor. crise
sexta-feira, agosto 05, 2011
notícias deste lado do mundo
Sei que foi há mais de um mês, mas não tive oportunidade para escrever antes. O que não quer dizer que não tenha ocupado a minha mente.
Morreu o Angélico , uma verdadeira tragédia. E não brinco quando o digo. Às vezes os média retiram a dimensão humana às pessoas. Senti isso com o Angélico. Aquela algazarra de fãs, namoradas, correntes de força, notícias e especulações sobre o uso ou não de cinto... até que há umas semanas conheci, por acaso, um casal de amigos do Angélico. E senti ali o lado humano da tragédia, o modo como aquela família está e estará para sempre marcada pela morte do padrinho de um dos seus filhos... comoveu-me e dei por mim a pensar o que aconteceria, como estaria, se fosse comigo, se fosse um dos meus.
Penso naquela mãe, penso no muito que se especula e especulou, no muito que se criticou... e penso em como é fácil carregar no pedal. Quem tem um bom carro e anda na autoestrada sabe o que digo... é tão fácil pisar o risco.
Outra tragédia, a uma outra escala, claro está, e que muito me abalou foi a da Noruega. Como é possível que um ser humano seja capz de tal brutalidade? Acho que a humanidade está a enlouquecer. No outro dia estava no metro e ouvi um senhor a dizer, a respeito do aumento dos transportes, qualquer coisa do género "depois admiram-se com coisas como as da Noruega. Um gajo passa-se". E tive tanta vontade de lhe partir a tromba, mas tanta mesmo.
O mundo corre de tragédia em tragédia e a nossa vida vai avançando. Sempre a tentar manter-me à tona. Sempre a tentar ser feliz.
E raios me partam se não sou capaz
Morreu o Angélico , uma verdadeira tragédia. E não brinco quando o digo. Às vezes os média retiram a dimensão humana às pessoas. Senti isso com o Angélico. Aquela algazarra de fãs, namoradas, correntes de força, notícias e especulações sobre o uso ou não de cinto... até que há umas semanas conheci, por acaso, um casal de amigos do Angélico. E senti ali o lado humano da tragédia, o modo como aquela família está e estará para sempre marcada pela morte do padrinho de um dos seus filhos... comoveu-me e dei por mim a pensar o que aconteceria, como estaria, se fosse comigo, se fosse um dos meus.
Penso naquela mãe, penso no muito que se especula e especulou, no muito que se criticou... e penso em como é fácil carregar no pedal. Quem tem um bom carro e anda na autoestrada sabe o que digo... é tão fácil pisar o risco.
Outra tragédia, a uma outra escala, claro está, e que muito me abalou foi a da Noruega. Como é possível que um ser humano seja capz de tal brutalidade? Acho que a humanidade está a enlouquecer. No outro dia estava no metro e ouvi um senhor a dizer, a respeito do aumento dos transportes, qualquer coisa do género "depois admiram-se com coisas como as da Noruega. Um gajo passa-se". E tive tanta vontade de lhe partir a tromba, mas tanta mesmo.
O mundo corre de tragédia em tragédia e a nossa vida vai avançando. Sempre a tentar manter-me à tona. Sempre a tentar ser feliz.
E raios me partam se não sou capaz
quinta-feira, julho 28, 2011
cena de ciúmes
O meu filho tem um grande amigo na escola, o Afonso Beijoca. O Afonso é um mimo de menino, talvez porque é um de três filhos e não tem tempo para merdas. Não há cá birras desnecessárias. Isso é pura perda de tempo. O meu filho não pode viver sem o Afonso, mas quando estão juntos gosta de armar um barraco. Coisas de gajos. Hoje, no entanto, conseguiu ser mais refinado do que costume e saltou com um "tu gostas mais dele do que de mim, queres é que ele seja teu filho". Jesus... o gajo arma um barraco, porta-se mal mas como eu repreendo já não gosto dele. Cómico, não fosse trágico.
quarta-feira, julho 06, 2011
Morrer de pé
gosto desta expressão. Não gosto de a usar, porque significa que alguém morreu.
Morreu Maria José Nogueira Pinto, vítima de cancro do pâncreas. E se a expressão "morrer de pé" se pode aplicar a alguém, esse alguém é esta mulher que ainda há um mês, já gravemente doente e debilitada pelos tratamentos, participava na campanha para as eleições.
Não partilhava muitos dos ideais de Maria José Nogueira Pinto, mas partilhámos, por infortúnio, uma doença chamada cancro. E creio que partilhámos também a bravura com que lutámos contra a doença e com que tentámos levar a nossa vida da forma mais normal possível. Infelizmente tivemos resultados diferentes.
Muito prazer me daria poder discutir com ela muitas das questões nas quais não estamos de acordo.
Fica aqui, para muitos dos nossos políticos, o exemplo de alguém que não desistiu, enquanto lhe foi possível.
Morreu Maria José Nogueira Pinto, vítima de cancro do pâncreas. E se a expressão "morrer de pé" se pode aplicar a alguém, esse alguém é esta mulher que ainda há um mês, já gravemente doente e debilitada pelos tratamentos, participava na campanha para as eleições.
Não partilhava muitos dos ideais de Maria José Nogueira Pinto, mas partilhámos, por infortúnio, uma doença chamada cancro. E creio que partilhámos também a bravura com que lutámos contra a doença e com que tentámos levar a nossa vida da forma mais normal possível. Infelizmente tivemos resultados diferentes.
Muito prazer me daria poder discutir com ela muitas das questões nas quais não estamos de acordo.
Fica aqui, para muitos dos nossos políticos, o exemplo de alguém que não desistiu, enquanto lhe foi possível.
segunda-feira, julho 04, 2011
Gosto
de um ministro da educação que não acha normal que meninos que andam no 5º ano de escolaridade possam usar máquina calculadora. A sério que gosto!
sexta-feira, maio 27, 2011
the big picture
Eu sei que eles não fazem por mal. Os médicos que me seguem são excelentes, a sério. Mas vivem no seu burgo, olham para a sua capela, raramente olham para o quadro geral. Não é por mal, é mesmo defeito de fabrico. Excepção feita aos internistas e a um ou outro mais atento e interessado.
Desde que fui operada que tenho caimbras muito dolorosas. E quando digo dolorosas falo daquelas que nos fazem acordar a meio da noite a chorar. E em sítios estranhos. Não apenas nos pés e nas pernas mas também no diafragma, E estas são do catarino porque não me deixam respirar e porque é muito difícil esticar essa zona. Só fazendo a ponte! Também tenho muitos gases na barriga e na zona do diafragma e estes já me levaram as urgências, tantas eram as dores.
A resposta é quase sempre a mesma: magnésio para as caimbras, aero-om para os gases. Mas já lá vão 6 anos e as melhoras não aparecem. Sim, estou viva, sim estou livre de doença... mas não há mesmo nada a fazer?
Talvez não... ou talvez haja.
Foi preciso escangalhar o meu pé para conhecer as terapeutas Vera e Margarida. E hoje, juro, hoje só não abracei uma delas a chorar de alegria por vergonha.
Depois do pé e dos gémeos da perna esquerda, a terapeuta Margarida, depois de lhe ter dito o estranho local onde tinha caimbras, decidiu mexer no meu diafragma. E fez maravilhas, juro que fez. E mostrou-me que não tenho de viver com estas dores, com este mau-estar.
Deixem-me ir à próxima consulta de fisiatria que logo vêem o que vou pedir ao médico: as mãos da terapeuta espetadas no meu diafragma...
Escrevo sobre isto porque durante anos achei que estas dores eram o preço apagar por estar bem e viva. Mas não, eu não tenho de pagar este preço e imagino a quantidade de pessoas que por aí há a sofrer, a ter dores desnecessariamente. Se alguém nessas condições me lê, não desista, queixe-se ao seu médico, faça qualquer coisa.
Eu, no que a mimme diz respeito, tive hoje uma dia muito feliz.
Desde que fui operada que tenho caimbras muito dolorosas. E quando digo dolorosas falo daquelas que nos fazem acordar a meio da noite a chorar. E em sítios estranhos. Não apenas nos pés e nas pernas mas também no diafragma, E estas são do catarino porque não me deixam respirar e porque é muito difícil esticar essa zona. Só fazendo a ponte! Também tenho muitos gases na barriga e na zona do diafragma e estes já me levaram as urgências, tantas eram as dores.
A resposta é quase sempre a mesma: magnésio para as caimbras, aero-om para os gases. Mas já lá vão 6 anos e as melhoras não aparecem. Sim, estou viva, sim estou livre de doença... mas não há mesmo nada a fazer?
Talvez não... ou talvez haja.
Foi preciso escangalhar o meu pé para conhecer as terapeutas Vera e Margarida. E hoje, juro, hoje só não abracei uma delas a chorar de alegria por vergonha.
Depois do pé e dos gémeos da perna esquerda, a terapeuta Margarida, depois de lhe ter dito o estranho local onde tinha caimbras, decidiu mexer no meu diafragma. E fez maravilhas, juro que fez. E mostrou-me que não tenho de viver com estas dores, com este mau-estar.
Deixem-me ir à próxima consulta de fisiatria que logo vêem o que vou pedir ao médico: as mãos da terapeuta espetadas no meu diafragma...
Escrevo sobre isto porque durante anos achei que estas dores eram o preço apagar por estar bem e viva. Mas não, eu não tenho de pagar este preço e imagino a quantidade de pessoas que por aí há a sofrer, a ter dores desnecessariamente. Se alguém nessas condições me lê, não desista, queixe-se ao seu médico, faça qualquer coisa.
Eu, no que a mimme diz respeito, tive hoje uma dia muito feliz.
quinta-feira, maio 12, 2011
Fases
Quando eu era miúda achava-me invencível, insuperável, imortal, até certo ponto. A morte não entrava no meu vocabulário. A não ser um avô ou avó velhinhos.... ou um parente distante.
Depois fui crescendo e as mortes foram acontecendo...
Com o nascimento do meu filho, as coisas mudaram, a morte passou a assustar-me. A ideia de que lhe poderia faltar começou a assustar-me e a tirar-me o ar. Depois, bem depois veio a minha doença e a coisa complicou-se ainda mais.
Depois morreu o meu pai e comecei a perceber que estava a começar uma nova etapa, aquela em que começamos a ir a velórios com alguma frequência; aquela em que os pais dos nossos amigos começam a morrer.
Ontem morreu a mãe de uma grande amigo meu, daqueles de coração, aqueles que escolhemos já em adultos, que não são nossos amigos porque crescemos com eles mas porque nos identificamos com eles, partilhamos ideias, vivências, momentos.
Hoje vou ter de partilhar um momento doloroso com este meu amigo, este meu querido amigo que assim, do nada, perdeu a sua referência.
E percebo que este é só o início de uma nova era.
Depois fui crescendo e as mortes foram acontecendo...
Com o nascimento do meu filho, as coisas mudaram, a morte passou a assustar-me. A ideia de que lhe poderia faltar começou a assustar-me e a tirar-me o ar. Depois, bem depois veio a minha doença e a coisa complicou-se ainda mais.
Depois morreu o meu pai e comecei a perceber que estava a começar uma nova etapa, aquela em que começamos a ir a velórios com alguma frequência; aquela em que os pais dos nossos amigos começam a morrer.
Ontem morreu a mãe de uma grande amigo meu, daqueles de coração, aqueles que escolhemos já em adultos, que não são nossos amigos porque crescemos com eles mas porque nos identificamos com eles, partilhamos ideias, vivências, momentos.
Hoje vou ter de partilhar um momento doloroso com este meu amigo, este meu querido amigo que assim, do nada, perdeu a sua referência.
E percebo que este é só o início de uma nova era.
domingo, maio 08, 2011
Abrir caminho
Hoje, enquanto via a edição on-line do Público, deparei-me com uma notícia sobre os transplantes entre pessoas que não tem qualquer relação de sangue.
E, não podia deixar de me lembrar do meu médico, que foi quem fez, em Portugal, a primeira operação do género. O Dr. Pina morreu mas nós, doentes tratados por ele, estamos aqui e somos a prova viva da sua generosidade e dedicação.
Obrigada!
E, não podia deixar de me lembrar do meu médico, que foi quem fez, em Portugal, a primeira operação do género. O Dr. Pina morreu mas nós, doentes tratados por ele, estamos aqui e somos a prova viva da sua generosidade e dedicação.
Obrigada!
quarta-feira, maio 04, 2011
Respeito
Há pouco tive a oportunidade de rever uma entrevista que o António Barreto deu à RTP e onde dizia uma coisa que, para mim, é lapidar. Dizia que os portugueses devem ser tratados com respeito pelos políticos, que não devem ser tratados como parvos. Que só assim poderemos voltar a confiar nas instituições democráticas. E eu não podia estar mais de acordo.
Eu, que tenho 35 anos, que abri a minha própria empresa, que contribuo activamente para o crescimento deste país. Eu, que não me isento das minhas obrigações de cidadã; que voto, que tento educar o meu filho para, ele próprio, respeitar e participar na sociedade que temos... senti-me, ontem à noite enquanto o nosso PM falava, tratada como uma parva.
E se há coisa que me deixa furiosa é isto: ser tratada como burra por um tipo que, esse sim, deixou de merecer o meu respeito há muito.
Eu, que tenho 35 anos, que abri a minha própria empresa, que contribuo activamente para o crescimento deste país. Eu, que não me isento das minhas obrigações de cidadã; que voto, que tento educar o meu filho para, ele próprio, respeitar e participar na sociedade que temos... senti-me, ontem à noite enquanto o nosso PM falava, tratada como uma parva.
E se há coisa que me deixa furiosa é isto: ser tratada como burra por um tipo que, esse sim, deixou de merecer o meu respeito há muito.
segunda-feira, maio 02, 2011
Novo dia
O mundo não deixou de ser um lugar estranho, nem tão pouco passou a ser mais seguro. Quem leu o mínimo sobre o terrorismo sabe que ele sobrevive aos seus líderes e que atrás de um Bin Laden virá outro tão ou mais mortal, tão ou mais ameaçador. Mas a morte de Bin Laden vale, sobretudo, pela sua carga simbólica. Pelo que representa para os muitos familiares das vítimas dos atentados do 11 de Setembro, ou dos atentados de Londres, ou da Atocha. Por eles vale a pena um brinde.
Obrigada Barack.
Obrigada Barack.
sexta-feira, abril 29, 2011
carros
Se algum dia vos disserem que o melhor é comprarem um volvo porque é um carro para a vida... liguem-me!
quarta-feira, abril 20, 2011
Plano contra a anemia
Dia 1 (hoje): iscas ao almoço, meio quilo de morangos, uma caixa de mirtilos e outra de amoras... nada mau para o primeiro dia, pois não?
Agora vou ali ver o Benfica e ver se fico ainda melhor.
Agora vou ali ver o Benfica e ver se fico ainda melhor.
terça-feira, abril 19, 2011
Boas notícias
Entre FMI, birras de políticos, incertezas em relação ao futuro e muito trabalho até me esqueci de dizer que fui ontem ao médico saber o resultado dos exames da revisão dos 6 mil km. Marcadores tumorais nos mínimos de sempre! Para a troca tenho uma ligeiríssima anemia e excesso de vitamina B12.
Podia ser pior.
Podia ser pior.
segunda-feira, abril 18, 2011
Isto está bonito, está
Se há coisa que, nos últimos tempos, me entristece é a qualidade dos nossos políticos. Diga-se em abono da verdade que não tinha grande ideia da maioria deles. Mas nem agora, com o país no estado em que está, eles se entendem. Não há um denominador comum, por mais mínimo que seja. Quer dizer, talvez haja um ou dois: o de passar as culpas para o do lado (estilo passa a outro e não ao mesmo), e o de querer a todo o custo a cadeira do poder (estilo o jogo das cadeiras em que andam todos a dançar muito próximos da cadeirinha, como se não fosse nada com eles, mas sempre a ver a dita pelo rabinho do olho e à espera que a música acabe rapidamente para se poderem sentar, nem que seja ao colo de um que tenha sido mais rápido). As coisas não vão ficar nada fáceis. Acho que a maioria de nós ainda não viu bem o filme que aí vem e que vai ficar nas telas durantes uns bons anos. E se não vai ser bom para mim e para os meus amigos, o que se pode dizer de pessoas que têm muito menos do que eu? Pessoas como a minha empregada, pessoas como os reformados com as pensões mais baixas? É que, se no meu caso, ainda há muito por onde cortar (basta-me lembrar da minha infância e de tudo o que não tive), apesar desses cortes trazerem uma baixa considerável na minha qualidade de vida, a verdade é que há muita gente que já está no osso, que não tem onde cortar nada de nada. E se nós, cidadãos, podemos viver na ilusão de que alguém pagará a conta e de que os juros (e por arrasto as prestações das casas) não vão subir mais este ano, a verdade verdadinha é que os senhores que nos governam e os que nos querem governar sabem muito bem o que nos espera. E o mínimo que podiam fazer era deixar de assobiar para o lado, como se não tivem responsabilidades. Isto não vai ficar bonito, nada mesmo. E aconselho os poucos que aqui costumam passar a fazr um lista de cortes que podem fazer nas despesas mensais e a executá-los. Façam esses cortes logo no início o mês e coloquem esse dinheiro num mealheiro. Palavra de amiga.
terça-feira, março 29, 2011
O Estado da Nação
Há alguns dias que ando para aqui escrever sobre a actual situação política do nosso país. Pode parecer que vivo numa bolha, que não estou nem aí para as palhaçadas dos nossos políticos... antes fosse. A verdade é que dou comigo muitas vezes a barafustar com a televisão, mas não é menos verdade que estou cheia de trabalho e acabo por ficar sem tempo para passar para aqui o turbilhão de considerações que me passam pela cabeça. Eu acho inevitável a entrada do FMI no nosso país. Vai ser mau, muito mau. Mas acho mesmo que é o que vai acabar por acontecer. Com os juros da divida acima dos 8,5%, com os bancos à rasca como estão sem se conseguirem financiar, acho mesmo que não há volta a dar. E tenho medo, claro que tenho. Acabei de abrir uma empresa, sinto na pele o que uma crise agravada pode significar. Mas também acho que, se é inevitável, cada dia que passa sem se tomar essa decisão é pior, porque agrava o estado do país e atemoriza ainda mais as pessoas. Bem sei que, para o caso, é indiferente a cor do partido no governo: laranja, rosa, azul e amarelo, vermelho... é tudo igual uma vez que não estamos sozinhos: as directivas vêm da Alemanha, ou de Bruxelas... Bem sei que vão ser necessários muitos sacrifícios e que as coisas ainda vão piorar muito. Mas há algo que ajudaria a que tudo se passasse com mais clareza: a decência na política. E isso, infelizmente, é coisa que não temos. Apesar de saber que não é bom para o país estarmos com um primeiro-ministro demissionário, acho que é muito pior ter o que temos, que mente a cada dia que passa, que adultera os números e dados a seu belo prazer (muitas vezes com a conivência dos jornalistas que, para não se darem ao trabalho de analisar criticamente o que lhe dão, escrevem o que vem dos gabinetes dos ministérios sem o mínimo de massa crítica), que nos faz passar por burros, que faz tábua rasa de 6 anos de governação, que diaboliza os outros. Os outros são maus e querem o FMI. Como se alguém desejasse o FMI, estilo pedido ao Pai Natal. Ninguém pode, nesta altura do campeonato, fazer milagres. Mas eu, enquanto cidadã que vota, tenho o direito à verdade, a ter políticos decentes, que se preocupam com a "coisa pública". E tenho o direito à indignação quando vejo o nosso primeiro-ministro a dizer que os outros é que têm sede de poder, e querem chegar aos ministérios... Como diria o meu pai "preferia borrar um pé a votar na direita", mas a verdade é que esta esquerda que quer governar mete muito nojo. E algo me diz que estas vão ser as primeiras eleições em que vou votar em branco.
segunda-feira, março 28, 2011
60
Se fosses vivo fazias hoje 60 anos. Seria dia de festa. Teríamos um belo bolo de aniversário. Estarias rodeado dos teus netos que enfiariam os dedos no bolo antes do permitido. Cantaríamos os parabéns. Haveria uma garrafa de espumante. Estaríamos todos reunidos em volta da mesa, uma das coisas que mais gostavas, e haveria muita algazarra. Mas tu morreste e a algazarra foi substituída pelo silêncio da visita ao cemitério onde és apenas uma fotografia. Hoje à noite vou beber um copo por ti, pai. e chorar um bocadinho a falta que me fazes.
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segunda-feira, março 21, 2011
terça-feira, março 15, 2011
Terça? É que a mim parece-me sexta...
No sábado à noite aminha televisão morreu-me. Fiquei devastada. Era meia-noite e eu a tentar o meu momento "gaja sozinha em frente da tv que os gajos já dormem". Enrolo-me na mantinha, ligo a televisão e... pock. Apagão, blackout...
No domingo o dia até correu bem, com passeio à beira rio e um belo lanche a rematar. Estávamos quase a regressar a casa quando o Henrique se magoou na pilinha. Um horror, com direito a sangue e tudo.
Ontem tivemos maratona de médicos: para além da dermatologista, porque precisávamos de ver se a infecção que ele tem na pele melhora ou se é mesmo precisa uma raspagem, tivemos de ir a uma consulta de urgência com o cirurgião dele. Depois de três voltas ao quarteirão acabei por estacionar num local proibido. Resultado: para além dos €50 da consulta foram mais €20 de multa. A consulta foi má, muito má, com o Henrique a trepar paredes. Sei que todos os gajos são muito ciosos da sua pila, mas no caso do Henrique a coisa reveste-se de maior gravidade porque ele já foi operado três vezes; porque nasceu com uma mal-formação... Digamos que a coisa nunca é fácil naquele consultório, e ontem não foi excepção. E as mães deste país sabem o que digo: a televisão tem um efeito anestesiante nos putos e ele, chegado a casa, triste e choroso... não tinha a sua tv.
Vê-lo ali a gritar, a tremer de dores a acusar-me de não o estar a proteger, partiu-me o coração. Mesmo. De tal modo que hoje me sinto quebrada, como se tivesse levado uma cacetada na cabeça...
Hoje ao fim do dia a televisão voltou do mundo dos mortos (obrigada Senhor António, o senhor é mesmo um grande amor). Pena que, para mal dos meu pecados, a televisão tenha acordado memso em cima da entrevista do nosso primeiro com a bela adormecida... vou ali ver se já acabou e se posso ver qualquer coisa de interessante.... ufa!
No domingo o dia até correu bem, com passeio à beira rio e um belo lanche a rematar. Estávamos quase a regressar a casa quando o Henrique se magoou na pilinha. Um horror, com direito a sangue e tudo.
Ontem tivemos maratona de médicos: para além da dermatologista, porque precisávamos de ver se a infecção que ele tem na pele melhora ou se é mesmo precisa uma raspagem, tivemos de ir a uma consulta de urgência com o cirurgião dele. Depois de três voltas ao quarteirão acabei por estacionar num local proibido. Resultado: para além dos €50 da consulta foram mais €20 de multa. A consulta foi má, muito má, com o Henrique a trepar paredes. Sei que todos os gajos são muito ciosos da sua pila, mas no caso do Henrique a coisa reveste-se de maior gravidade porque ele já foi operado três vezes; porque nasceu com uma mal-formação... Digamos que a coisa nunca é fácil naquele consultório, e ontem não foi excepção. E as mães deste país sabem o que digo: a televisão tem um efeito anestesiante nos putos e ele, chegado a casa, triste e choroso... não tinha a sua tv.
Vê-lo ali a gritar, a tremer de dores a acusar-me de não o estar a proteger, partiu-me o coração. Mesmo. De tal modo que hoje me sinto quebrada, como se tivesse levado uma cacetada na cabeça...
Hoje ao fim do dia a televisão voltou do mundo dos mortos (obrigada Senhor António, o senhor é mesmo um grande amor). Pena que, para mal dos meu pecados, a televisão tenha acordado memso em cima da entrevista do nosso primeiro com a bela adormecida... vou ali ver se já acabou e se posso ver qualquer coisa de interessante.... ufa!
sábado, março 12, 2011
Algo vai mal no mundo
O Japão vive uma tragédia desmesurada, com um terramoto como não há memória, seguido de muitas réplicas e de um tsunami que engoliu vilas inteiras.
O governo português anunciou mais um PEC ao qual nnguém deu o devido tempo de antena porque a tragédia do Japão faz (e bem) com que tudo pareça pequeno e irrelevante.
Centenas de milhares de pessoas, à rasca ou solidárias com quem está, saíram à rua para protestar pelo estado a que chegámos, enquanto sociedade, enquanto país.
Eu não tenho muitas certezas, nem uma teoria fantástica a apresentar sobre a geração à rasca. Não acho que sejam todos uns coitadinhos, como também não partilho da ideia de muitos iluminados deste país - quase todos a viver bem, muito bem - de que somos todos uns calinas que não querem trabalhar e que querem tudo sem fazer nada.
A verdade é que não existe direito a um emprego e cada vez vai existir menos. Não podemos viver com a ilusão que, depois de muitos anos de estudo, o emprego maravilhoso, o dos nossos sonhos, estará à nossa espera. Isso, se alguma vez exisitiu, acabou.
Todos nós vamos ser chamados a fazer mais sacrifícios, muitos mais. A questão é saber para quê e para quem. Com um governo como este, que nos mente todos os dias; que nos pede que vivamos cada vez com menos mas que, mesmo assim, não nos garante o mínimo do que era suposto garantir-nos, não vamos a lado algum.
As centenas de milhar de pessoas que hoje estiveram na rua, quiseram dar um sinal de mudança. Espero que seja o início de uma sociedade mais atenta e participativa. Porque não basta embandeirar em arco e descer a avenida em dia de greve e de manifestação. É preciso participar, criticar, fazer acontecer. E isso começa, a meu ver, nas urnas, no dever fundamental de votar.
Algo vai mal no mundo. Mas eu tenho esperança que melhore.
O governo português anunciou mais um PEC ao qual nnguém deu o devido tempo de antena porque a tragédia do Japão faz (e bem) com que tudo pareça pequeno e irrelevante.
Centenas de milhares de pessoas, à rasca ou solidárias com quem está, saíram à rua para protestar pelo estado a que chegámos, enquanto sociedade, enquanto país.
Eu não tenho muitas certezas, nem uma teoria fantástica a apresentar sobre a geração à rasca. Não acho que sejam todos uns coitadinhos, como também não partilho da ideia de muitos iluminados deste país - quase todos a viver bem, muito bem - de que somos todos uns calinas que não querem trabalhar e que querem tudo sem fazer nada.
A verdade é que não existe direito a um emprego e cada vez vai existir menos. Não podemos viver com a ilusão que, depois de muitos anos de estudo, o emprego maravilhoso, o dos nossos sonhos, estará à nossa espera. Isso, se alguma vez exisitiu, acabou.
Todos nós vamos ser chamados a fazer mais sacrifícios, muitos mais. A questão é saber para quê e para quem. Com um governo como este, que nos mente todos os dias; que nos pede que vivamos cada vez com menos mas que, mesmo assim, não nos garante o mínimo do que era suposto garantir-nos, não vamos a lado algum.
As centenas de milhar de pessoas que hoje estiveram na rua, quiseram dar um sinal de mudança. Espero que seja o início de uma sociedade mais atenta e participativa. Porque não basta embandeirar em arco e descer a avenida em dia de greve e de manifestação. É preciso participar, criticar, fazer acontecer. E isso começa, a meu ver, nas urnas, no dever fundamental de votar.
Algo vai mal no mundo. Mas eu tenho esperança que melhore.
terça-feira, março 08, 2011
6 anos
O dia 8 de Março não é, para mim, um dia qualquer. E nem sequer é o Dia Internacional da Mulher. Pelo menos desde 2005. Desde o dia 8 de Março de 2005 que este passou a ser o DIA D. Foi nesse dia que fui operada ao tumor que tinha no estômago. Foi esse o dia mais longo da vida dos meus pais, e do meu irmão, e do meu marido. E é desde essa data que, clinicamente, se conta a minha sobrevida. Como se tivesse renascido depois daquela operação. O conta quilómetros voltou ao zero.
Hoje de manhã, logo pela fresca, liguei à minha mãe, que não está em Lisboa, para lhe dar um beijo e agradecer por tudo o que tem feito por mim nestes últimos 6 anos. «Já que não posso agradecer também ao pai, agradeço-te a ti.» E ouvi-a chorar. E chorei com ela. De alegria, porque estou cá contra todas as expectativas, de saudades, porque, entretanto, o meu pai morreu.
E não deixa de ser engraçada a forma como vou sabendo mais coisas sobre esse dia. A minha mãe disse que a operação durou 8 horas e que ela e o meu irmão se dirigiram ao médico no fim para tentar saber como tinha corrido. Ele, que tinha cara de poucos amigos, mas que era a pessoa mais fantástica do mundo, agarrou na mão da minha mãe e disse qualquer coisa deste género: «a senhora é crente? Então peça a Deus. Eu fiz tudo o que estava ao meu alcance, limpei tudo o que podia. Peça para que ela seja uma das que ficam bem.» E ele fez bem, muito bem. Porque eu continuo cá e, ironia das ironias, ele também morreu entretato.
Dito isto, hoje quero é celebrar. Comer umas belas lapas grelhadas, regadas com um belo branco, comer bolo do caco com manteiga de alho... e dar muitos beijos aos meus homens.
Celebrar os meus seis anos!
Hoje de manhã, logo pela fresca, liguei à minha mãe, que não está em Lisboa, para lhe dar um beijo e agradecer por tudo o que tem feito por mim nestes últimos 6 anos. «Já que não posso agradecer também ao pai, agradeço-te a ti.» E ouvi-a chorar. E chorei com ela. De alegria, porque estou cá contra todas as expectativas, de saudades, porque, entretanto, o meu pai morreu.
E não deixa de ser engraçada a forma como vou sabendo mais coisas sobre esse dia. A minha mãe disse que a operação durou 8 horas e que ela e o meu irmão se dirigiram ao médico no fim para tentar saber como tinha corrido. Ele, que tinha cara de poucos amigos, mas que era a pessoa mais fantástica do mundo, agarrou na mão da minha mãe e disse qualquer coisa deste género: «a senhora é crente? Então peça a Deus. Eu fiz tudo o que estava ao meu alcance, limpei tudo o que podia. Peça para que ela seja uma das que ficam bem.» E ele fez bem, muito bem. Porque eu continuo cá e, ironia das ironias, ele também morreu entretato.
Dito isto, hoje quero é celebrar. Comer umas belas lapas grelhadas, regadas com um belo branco, comer bolo do caco com manteiga de alho... e dar muitos beijos aos meus homens.
Celebrar os meus seis anos!
quinta-feira, março 03, 2011
Just in case...
de algum dia me esquecer porque raio gosto tanto do meu gajo... aqui fica, porque tem o sentido de humor mais fantástico, retorcido, espectacular, irónico, requintado de todo o mundo. Se não fosse porque o amo e é o melhor companheiro do mundo, o seu sentido de humor, por si, seria suficiente.
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
9 euros!!!!
Eu sei que a vida está cara para todos e que ninguém trabalha para aquecer, mas 9 euros para colocar umas capas numas sabrinas e colocar um ponto de cola num lacinho parece-me um manifesto exagero. Fogo!!!!
domingo, fevereiro 27, 2011
Rui Pedro
Sempre que penso no Rui Pedro vem-me a lembrança a sua mãe, Filomena. Quando o Rui Pedro desapareceu eu estava longe de saber o que é ser mãe. O Rui Pedro desapareceu, se bem, me lembro, em Março de 1998. O meu filho nasceu em 2004. Mas não consigo esquecer aquela mulher, aquela mãe, aquele ser humano que passou a ser uma sombra de si mesma. A Filomena é uma heroína, é uma mulher fantástica. Porque nunca desistiu, porque sempre acreditou que era possível saber o que tinha acontecido ao seu menino. Quando o Rui Pedro desapareceu eu estava longe de saber o quer era ser mãe, mas, desde logo, achei que ninguém merecia sofrer daquela forma. Aquela mulher, trémula, semi-dopada por medicação, que lutava para continuar viva para a sua filha, era para mim um exemplo. Ela lutava, e lutava,e lutava. Os anos passaram e a Filomena não desisitiu. Pode ter desistido de encontrar o "seu menino", mas nunca de saber o que tinha acontecido.
Quando estreou o filme "Alice", baseado na história de Filomena e do desaparecimento de Rui Pedro, eu já era mãe. E chorei quase do princípio ao fim do filme, por todos os motivos mas, principalmente por imaginar o que me aconteceria se algo de semelhante acontecesse ao "meu menino".
Hoje, treze anos depois do desaparecimento do Rui Pedro, o principal suspeito do rapto foi constituído arguido. Eu não consigo imaginar o que vai na cabeça daqueles pais, daquela famíla. Principalmente por saber que não foram analisadas novas provas. Não sei se será melhor ou pior para eles esta porta que agora se abre e que, muito sinceramente, pode não ser absolutamente nada.
Mas verdadae é que aquela mulher não desistiu. E a sua insistência, quando muitos dizam que ela era doida varrida, quando muitos já não lhe davam ouvidos, deu os seus frutos. Hoje, a Filomena está mais perto de saber o que se passou com o seu filho.
E isso faz-me admirá-la ainda mais. E de lágrimas nos olhos.
Quando estreou o filme "Alice", baseado na história de Filomena e do desaparecimento de Rui Pedro, eu já era mãe. E chorei quase do princípio ao fim do filme, por todos os motivos mas, principalmente por imaginar o que me aconteceria se algo de semelhante acontecesse ao "meu menino".
Hoje, treze anos depois do desaparecimento do Rui Pedro, o principal suspeito do rapto foi constituído arguido. Eu não consigo imaginar o que vai na cabeça daqueles pais, daquela famíla. Principalmente por saber que não foram analisadas novas provas. Não sei se será melhor ou pior para eles esta porta que agora se abre e que, muito sinceramente, pode não ser absolutamente nada.
Mas verdadae é que aquela mulher não desistiu. E a sua insistência, quando muitos dizam que ela era doida varrida, quando muitos já não lhe davam ouvidos, deu os seus frutos. Hoje, a Filomena está mais perto de saber o que se passou com o seu filho.
E isso faz-me admirá-la ainda mais. E de lágrimas nos olhos.
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Há vida em Gorme...
Este fim-de-semana fui promovida a melhor mãe do mundo.
Mas o preço a pagar foi muito elevado: 90 minutos de uma soalheira tarde de domingo passados no Pavilhão Atlântico a ver o espectáculo dos Gormiti com dois pequenos terroristas: o meu filho e o seu grande amgio Beijoca.
Espectáculo patrocinado pela amiga Lina que estava para ir com os seus dois afilhados mas não foi. Fomos nós: eu fiquei a saber tudo sobre a ilha de gorme (nem sei se é assim que se escreve), o senhor do fogo, e tudo e tudo. Eles, bem, eles ficaram vidrados no espectáculo mas a seguir não conseguiram evitar as lutas e os empurrões... são mesmo rapazes.
Perdi a minha tarde de domingo que, num mundo ideal, teria sido passada numa esplanada, com um gin tónico e sol, muito sol nesta fronha amarela.
Mas ganhei o título de melhor mãe do mundo (que não deve durar mais de meia dúzia de horas) e diverti-me a vê-los divertidos.
Mas o preço a pagar foi muito elevado: 90 minutos de uma soalheira tarde de domingo passados no Pavilhão Atlântico a ver o espectáculo dos Gormiti com dois pequenos terroristas: o meu filho e o seu grande amgio Beijoca.
Espectáculo patrocinado pela amiga Lina que estava para ir com os seus dois afilhados mas não foi. Fomos nós: eu fiquei a saber tudo sobre a ilha de gorme (nem sei se é assim que se escreve), o senhor do fogo, e tudo e tudo. Eles, bem, eles ficaram vidrados no espectáculo mas a seguir não conseguiram evitar as lutas e os empurrões... são mesmo rapazes.
Perdi a minha tarde de domingo que, num mundo ideal, teria sido passada numa esplanada, com um gin tónico e sol, muito sol nesta fronha amarela.
Mas ganhei o título de melhor mãe do mundo (que não deve durar mais de meia dúzia de horas) e diverti-me a vê-los divertidos.
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segunda-feira, fevereiro 21, 2011
Vara, o chico-esperto
O grande amigo do nosso primeiro-ministro, o senhor Armando Vara, decidiu passar à frente de todos os utentes de um centro de saúde para "exigir" um atestado médico.
Penetra de profissão, já muito pouco nele nos devia surpreender. Mas a verdade é que surpreende... será que apareceu de capanga?
Os nosso políticos e ex-políticos acham sempre que a sua posição os deixa acima de certos assuntos mundanos, como esperar numa fila. Pena que não se achem acima dos outros para explicar certas situações menos claras relativas ao seu enriqquecimento, às suas declarações de impostos e afins
Deixo aqui os meus agradecimentos públicos ao senhor que se queixou e que achou, e bem, que só porque alguém é uma figura pública, isso não lhe dá o direito de ser tratado de forma diferente dos outros.
Penetra de profissão, já muito pouco nele nos devia surpreender. Mas a verdade é que surpreende... será que apareceu de capanga?
Os nosso políticos e ex-políticos acham sempre que a sua posição os deixa acima de certos assuntos mundanos, como esperar numa fila. Pena que não se achem acima dos outros para explicar certas situações menos claras relativas ao seu enriqquecimento, às suas declarações de impostos e afins
Deixo aqui os meus agradecimentos públicos ao senhor que se queixou e que achou, e bem, que só porque alguém é uma figura pública, isso não lhe dá o direito de ser tratado de forma diferente dos outros.
sexta-feira, fevereiro 18, 2011
Ressaca
Acho que é a minha primeira ressaca, em 35 anos de existência. Não estou morta, mas quase. Ontem fiz sushi para as minhas gajas. Não para todas, porque a M ficou doente, com uma virose. Muita conversa, muito sushi (não ficou perfeito, mas não estava mau), bastante vinho branco. Confissões, tropeções e, para variar, não houve discussões. Eu, com os copos, deu-me para tirar os fantasmas do armário e falar... se calhar demais... fui um bocadinho melga...
Mas foi bom, muito bom, principalmente depois de o dia ter começado com o insulto da "maldita".
Há muito que os nossos jantares não eram tão agradáveis, o que me leva a pensar que deveríamos fazer mais jantares em casa e menos em restaurantes. Harmonia e muita cumplicidade.
Ainda houve tempo para receber um presente de aniversário, da D.
Mas foi bom, muito bom, principalmente depois de o dia ter começado com o insulto da "maldita".
Há muito que os nossos jantares não eram tão agradáveis, o que me leva a pensar que deveríamos fazer mais jantares em casa e menos em restaurantes. Harmonia e muita cumplicidade.
Ainda houve tempo para receber um presente de aniversário, da D.
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quinta-feira, fevereiro 17, 2011
Mãe maldita
Hoje o meu filho chamou-me maldita...
estou triste.
estou triste.
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terça-feira, fevereiro 15, 2011
Senhora

Agora que sou uma senhora de 35 anos, nada melhor que passear a minha nova mala. Linda, não é? Prenda da L e do A.
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segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Agora sim, os 35
É oficial, os 35 chegaram. A única diferença que sinto, para já, é que comecei a usar creme de noite. De resto, tudo como dantes: continuo com mesmo marido fantástico, com o mesmo filho fofo, com vontade de, por vezes, matar os dois, com amigos do caraças, uma mãe que só vendo e um irmão muito melhor.
Os 35 chegaram muito bem, rodeada de amigos, no conforto da casa que agora, dois anos depois, já a sinto como minha. Rodeada de crianças (eram 14 ao todo), porque embora tenha sido das primeiras a ter filhos, a verdadé é que a maioria dos amigos já vai no segundo. E, last but not least, rodeada de prendas, e de mimos, e de beijos.
E que bom que é fazer anos, e estar rodeada de malta, fugir para a varanda para fumar uma cigarrilha às escondidas da mãe e do filho, lavar loiça, fazer comida, reabastecer a malta de vinho, ouvir boa música...
Não sei se já vos tinha dito, mas gosto mesmo de fazer anos.
Os 35 chegaram muito bem, rodeada de amigos, no conforto da casa que agora, dois anos depois, já a sinto como minha. Rodeada de crianças (eram 14 ao todo), porque embora tenha sido das primeiras a ter filhos, a verdadé é que a maioria dos amigos já vai no segundo. E, last but not least, rodeada de prendas, e de mimos, e de beijos.
E que bom que é fazer anos, e estar rodeada de malta, fugir para a varanda para fumar uma cigarrilha às escondidas da mãe e do filho, lavar loiça, fazer comida, reabastecer a malta de vinho, ouvir boa música...
Não sei se já vos tinha dito, mas gosto mesmo de fazer anos.
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E se o Sócrates me aparecesse hoje à frente... levava um murro no focinho, de certeza
Eu sou uma cidadã deste país. Pago os meus impostos, vou votar, discuto com quem cospe no chão, com quem passeia cães que cagam os nosso passeios, com quem estaciona em cima de passadeiras. Dou a mão a quem precisa de ajuda para atravessar a estrada, não viro a cara se alguém tropeça e cai, aviso os turistas se vejo um carteirista a olhar para eles. Eu sou uma cidadã desta porra de país, não sou uma pessoa pessimista. Se existe uma força superior neste universo, ela sabe que falo a verdade. Tenho os meus dias, como toda a gente, mas tento levar a vida para a frente em vez de ficar presa ao que já não tem remédio.
Dito isto, e em bom português, fico lixada quando me roubam os meus direitos desta forma, descarada, sem pudor. Juro que se o Sócrates me aparecesse hoje pela frente o insultava de filho da puta para baixo, a sério que o fazia. E se houvesse uma brecha, por mais pequena que fosse, na segurança dele, dava-lhe um murro no focinho.
Eu não estrebucho com o aumento do IRS, e do IRC, e do Iva e de todas as porras que eles inventam.
Eles que não aumentam os ordenados mínimos, mas que aumentam as contribuições para a SS de forma vergonhosa. E digo vergonhosa não porque nao queira descontar para um
Estado Social, mas porque ele não existe. Não existe para a minha empregada, e não existe para mim. Não existe para ninguém que tenha o azar de ver a sua médica de família reformar-se ou mudar de Centro de Saúde.
Hoje, tentei marcar consulta no meu centro de saúde. Consulta com o médico de família, aquele que supostamente é o médico que segue o meu historial de doenças, que sabe que tive cancro, que preciso de umas vitaminas de vez em quando, que sabe que tenho de fazer umas análises...em resumo, o médico que impede que eu entupa as urgências com uma gripe.
Mas tive AZAR. Eu e os milhares de utentes seguidos pela minha médica: ela reformou-se e a ministra Ana Jorge, à semelhança do que está a fazer no resto do país, não colocou um médico no seu lugar.
Significa isto que agora, no Centro de Saúde, deixei de ter médico de família. Se tiver uma urgência, se estiver mesmo muito doente, posso ir para lá às 5h da manhã à espera de ser atendida. Mas para uma urgência, respondi eu à senhora que me atendeu o telefone, para uma urgência eu vou ao hospital. Pois, minha filha, contestou ela, isto está muito mal. São milhares os que estão na sua situação. Eu só queria que me tirassem daqui.
Também eu, só queria que me tirassem deste país com governantes de merda. Eu desconto mais de €300 euros por mês para a Segurança Social. Sem contar com a parte do empregador que, neste caso, também sou eu (feitas as contas desconto cerca de €800).Reforma, já todos sabemos que não a teremos. Pergunto-me então se não poderia, pelo menos, ter médico de família. É que por muito menos, cerca de €50 tenho um seguro de saúde, que me permite consultar todos os médicos que quero e mais um par de botas, a pagar €15 por consulta. E não me venham com a treta de que estou a pagar para os que mais precisam, porque os que mais precisam estão na mesma situação que eu. Passam horas nos centros de saúde para uma senha que lhes dê acesso a uma consulta; passam horas nos hospitais com os filhos ao colo à espera que vague uma máquina de aerossóis, porque a do Centro de Saúde está avariada.
Eu sou uma gaja que faz sacríficios, por mim mas, sobretudo pelo ideal de que todos vamos ficar melhor. Mas isto, que é o básico dos básicos, é gozar com a cara das pessoas.
O nosso primeiro-ministro faz a defesa pública do SNS mas não nos dá médicos de família; faz a defesa do Ensino Público, mas não nos dá professores nem escolas. O nosso PM pode ir a médicos privados e, como se vê, pode ter os filhos num dos melhores colégios privados da cidade. Assim, meu caro José Sócrates, assim é fácil. Assim também eu.
E, faça-me um favor, não se aproxime de mim.
Dito isto, e em bom português, fico lixada quando me roubam os meus direitos desta forma, descarada, sem pudor. Juro que se o Sócrates me aparecesse hoje pela frente o insultava de filho da puta para baixo, a sério que o fazia. E se houvesse uma brecha, por mais pequena que fosse, na segurança dele, dava-lhe um murro no focinho.
Eu não estrebucho com o aumento do IRS, e do IRC, e do Iva e de todas as porras que eles inventam.
Eles que não aumentam os ordenados mínimos, mas que aumentam as contribuições para a SS de forma vergonhosa. E digo vergonhosa não porque nao queira descontar para um
Estado Social, mas porque ele não existe. Não existe para a minha empregada, e não existe para mim. Não existe para ninguém que tenha o azar de ver a sua médica de família reformar-se ou mudar de Centro de Saúde.
Hoje, tentei marcar consulta no meu centro de saúde. Consulta com o médico de família, aquele que supostamente é o médico que segue o meu historial de doenças, que sabe que tive cancro, que preciso de umas vitaminas de vez em quando, que sabe que tenho de fazer umas análises...em resumo, o médico que impede que eu entupa as urgências com uma gripe.
Mas tive AZAR. Eu e os milhares de utentes seguidos pela minha médica: ela reformou-se e a ministra Ana Jorge, à semelhança do que está a fazer no resto do país, não colocou um médico no seu lugar.
Significa isto que agora, no Centro de Saúde, deixei de ter médico de família. Se tiver uma urgência, se estiver mesmo muito doente, posso ir para lá às 5h da manhã à espera de ser atendida. Mas para uma urgência, respondi eu à senhora que me atendeu o telefone, para uma urgência eu vou ao hospital. Pois, minha filha, contestou ela, isto está muito mal. São milhares os que estão na sua situação. Eu só queria que me tirassem daqui.
Também eu, só queria que me tirassem deste país com governantes de merda. Eu desconto mais de €300 euros por mês para a Segurança Social. Sem contar com a parte do empregador que, neste caso, também sou eu (feitas as contas desconto cerca de €800).Reforma, já todos sabemos que não a teremos. Pergunto-me então se não poderia, pelo menos, ter médico de família. É que por muito menos, cerca de €50 tenho um seguro de saúde, que me permite consultar todos os médicos que quero e mais um par de botas, a pagar €15 por consulta. E não me venham com a treta de que estou a pagar para os que mais precisam, porque os que mais precisam estão na mesma situação que eu. Passam horas nos centros de saúde para uma senha que lhes dê acesso a uma consulta; passam horas nos hospitais com os filhos ao colo à espera que vague uma máquina de aerossóis, porque a do Centro de Saúde está avariada.
Eu sou uma gaja que faz sacríficios, por mim mas, sobretudo pelo ideal de que todos vamos ficar melhor. Mas isto, que é o básico dos básicos, é gozar com a cara das pessoas.
O nosso primeiro-ministro faz a defesa pública do SNS mas não nos dá médicos de família; faz a defesa do Ensino Público, mas não nos dá professores nem escolas. O nosso PM pode ir a médicos privados e, como se vê, pode ter os filhos num dos melhores colégios privados da cidade. Assim, meu caro José Sócrates, assim é fácil. Assim também eu.
E, faça-me um favor, não se aproxime de mim.
domingo, fevereiro 06, 2011
corridinha
de bicicleta, claro está. Mas este fim-de-semana fiz mais de 5km de bicicleta e o Henrique, finalmente, aprendeu a andar de bicicleta sem rodinhas.
Não houve atropelamentos, ainda fomos a uma festa de aniversário na qual o Henrique teve oportunidade de fazer o seu primeiro pão com chouriço.
Tudo isto ontem. Hoje deu para irmos andar de bicla outra vez, mas para o jardim da Estrela. Almoçámos com os nossos queridos amigos e vizinhos, fomos ao jardim beber café enquanto o Henrique se entreteve a rasgar os 10º pares de calças deste Inverno...
E agora estou aqui no sofá, a pensar que deveria traduzir umas paginolas... mas a vontade não chega... estou tramada.
Não houve atropelamentos, ainda fomos a uma festa de aniversário na qual o Henrique teve oportunidade de fazer o seu primeiro pão com chouriço.
Tudo isto ontem. Hoje deu para irmos andar de bicla outra vez, mas para o jardim da Estrela. Almoçámos com os nossos queridos amigos e vizinhos, fomos ao jardim beber café enquanto o Henrique se entreteve a rasgar os 10º pares de calças deste Inverno...
E agora estou aqui no sofá, a pensar que deveria traduzir umas paginolas... mas a vontade não chega... estou tramada.
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
25 anos!
Esta música marcava a minha hora de recolher. Hoje nem queria acreditar que o Vitinho fazia 25 anos. Achei que tinha mais. Ou melhor, achei que era mais miúda quando ele me acompanhava. Mas acho que era mesmo assim: nós eramos mais miúdos, mais infantis, mais inocentes. Eu tinha nove anos quando ele nasceu, mas podia muito bem ter seis.
domingo, janeiro 30, 2011
Chegou a primeira prenda

Ainda faltam duas semanas para o meu aniversário mas já chegou a primeira prenda. Vindo directamente da garagem do meu irmão onde estava parada há mais de um ano.
A prenda perfeita. Vai ser difícil alguém conseguir fazer melhor.
A minha monty f14 reclama ser a bicicleta mais pequena do mundo. E eu já estou apaixonada por ela. Dobra-se toda e até traz uma malinha para se guardar lá dentro. Vermelha, como convém a uma benfiquista que se preze.
Com esta até posso voltar a atropelar o Henrique: é de aluminio, não o vai magoar. E as rodinhas são tão pequeninas....
Obrigada, mano.
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Atropelamento sem fuga...
Eu não sou grande ciclista, é uma verdade. Muito por culpa dos meus pais, que nunca me deram uma bicicleta em condições. Enquanto o meu primo Tó-Zé se exibia na sua fantástica BMX cheia de amortecedores, eu lá andava, com uma bicla assim-assim. E lembro-me perfeitamente que, das primeiras verzes que peguei nela, ainda sem travões, atropelei um velhote bêbado que andava lá pelo bairro. E depois, depois foi um ver se te havias, a fugir estrada acima com a bicicleta na mão, o meu primo a rir como um perdido, e o raio do velho a correr atrás de mim.
Devo ter ficado traumatizada com esta cena da minha adolescência porque, verdade seja dita, poucas foram as vezes que, depois deste incidente, voltei a andar de bicicleta. Mas gosto, gosto mesmo.
Gosto tanto que ontem decidi alugar uma ali para os lados do Museu do Oriente para dar uma voltinha até aos Meninos do Rio com o meu filho: eu de bicicleta, ele de trotineta. Mas aquela não era a bicicleta ideal, pelo menos para andar com uma criança ao lado. Um daqueles modelos holandeses, muito bonitinha mas pesada como o caraças. Eu mal chegava com os pés ao chão e, horror dos horrores, não tinha travões; para travar tinha de pedalar ao contrário.
E vai daí avisei logo o Henrique: que devíamos ir lado a lado, nada de andar à minha frente, porque a bicicleta não tinha travões, e eu não chegava com os pés ao chão e isto e aquilo. Tudo corria às mil maravilhas. Até que encontrámos o pai, que estava a correr e o Henrique decidiu ir ao lado do pai e, sem aviso, vira-se de frente para mim. Eu tentei, juro que tentei, mas não consegui travar a tempo e atropelei o meu próprio filho. Muito choro, muito ranho, nenhuma lesão para a posteridade mas eu fiquei com o coração nas mãos e, vá-se lá saber porquê, lembrei-me claramente do meu outro atropelamento.
Não fiquei sem vontade de andar de bicicleta, mas esta que trava de maneira esquisita ficou, quer-me parecer, riscada do meu caderninho.
Devo ter ficado traumatizada com esta cena da minha adolescência porque, verdade seja dita, poucas foram as vezes que, depois deste incidente, voltei a andar de bicicleta. Mas gosto, gosto mesmo.
Gosto tanto que ontem decidi alugar uma ali para os lados do Museu do Oriente para dar uma voltinha até aos Meninos do Rio com o meu filho: eu de bicicleta, ele de trotineta. Mas aquela não era a bicicleta ideal, pelo menos para andar com uma criança ao lado. Um daqueles modelos holandeses, muito bonitinha mas pesada como o caraças. Eu mal chegava com os pés ao chão e, horror dos horrores, não tinha travões; para travar tinha de pedalar ao contrário.
E vai daí avisei logo o Henrique: que devíamos ir lado a lado, nada de andar à minha frente, porque a bicicleta não tinha travões, e eu não chegava com os pés ao chão e isto e aquilo. Tudo corria às mil maravilhas. Até que encontrámos o pai, que estava a correr e o Henrique decidiu ir ao lado do pai e, sem aviso, vira-se de frente para mim. Eu tentei, juro que tentei, mas não consegui travar a tempo e atropelei o meu próprio filho. Muito choro, muito ranho, nenhuma lesão para a posteridade mas eu fiquei com o coração nas mãos e, vá-se lá saber porquê, lembrei-me claramente do meu outro atropelamento.
Não fiquei sem vontade de andar de bicicleta, mas esta que trava de maneira esquisita ficou, quer-me parecer, riscada do meu caderninho.
quinta-feira, janeiro 27, 2011
Wish #3

Este é tão giro que o comprei eu! Não sou tão gira como a moça em questão mas, muito sinceramente, acho que o vestido me fica melhor a mim do que a ela. Ele não é tão curto e a cintura fica mesmo na cintura e não ali em cima, quase debaixo dos braços, como parece.
Giro, não é?
Da Max & Co. Comprei naquela venda maluca com descontos de 70%
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quarta-feira, janeiro 26, 2011
Aqui está
Eu confesso que não sou muito destas coisas. Nem sei bem porquê.
No início achava que era prematuro estar a falar de vencer porque achava que podia quinar a qualquer momento. Depois, acho que o tempo foi passando e eu fui desvalorizando. A minha história é só isso, nada mais. Há tanta gente no mundo com problemas maiores... e também tinha receio de passar a mensagem errada. Não sou de me vitimizar: acho que é muito importante arregaçar as mangas e enfrentar a coisa. Mas também não posso criticar quem não tem forças, quem simplesmente desiste. Até porque eu tive sorte. A minha garra foi importante, mas a sorte também. E não sei se teria a mesma garra se a operação e os tratamentos não tivessem resultado.
Posto isto lá dei a entrevista à melhor entrevistadora possível, porque estas coisas só se partilham assim, com alguém muito especial. Só contei à minha mãe e ao meu marido. MAs como gostei do resultado e gostei, especialmente, de ver os comentários no blog da entrevistadora. De perceber que a minha história pode dar alento. Confesso que até a mim me deixou feliz ouvi-la. Porque me sinto bem, porque estou viva e feliz. Muita coisa aconteceu que não coube naqueles 4 minutos: o meu pai, que me acompanhou sempre durante a minha doença, que me levou a tdos os tratamentos, morreu entretanto, com cancro, e a história dele é bem mais penosa que a minha; também não falei do meu marido, do quanto me ajudou a todos os níveis (sim, porque uma pessoa muda radicalmente depois de uma experiência destas); da minha mãe, que é a maior lutadora do mundo, que aguentou a minha doença e a seguir a do meu pai; e não falei dos meus amigos, essa família alargada que mora no meu coração.
Obrigada.
Aqui está, para quem quiser ouvir.
http://soundcloud.com/s-278/n-s-vencedores#2%2FfKljobxhZ-o5OjJjCHvChgOMMBQAsGmrpQox8AMbwAk
No início achava que era prematuro estar a falar de vencer porque achava que podia quinar a qualquer momento. Depois, acho que o tempo foi passando e eu fui desvalorizando. A minha história é só isso, nada mais. Há tanta gente no mundo com problemas maiores... e também tinha receio de passar a mensagem errada. Não sou de me vitimizar: acho que é muito importante arregaçar as mangas e enfrentar a coisa. Mas também não posso criticar quem não tem forças, quem simplesmente desiste. Até porque eu tive sorte. A minha garra foi importante, mas a sorte também. E não sei se teria a mesma garra se a operação e os tratamentos não tivessem resultado.
Posto isto lá dei a entrevista à melhor entrevistadora possível, porque estas coisas só se partilham assim, com alguém muito especial. Só contei à minha mãe e ao meu marido. MAs como gostei do resultado e gostei, especialmente, de ver os comentários no blog da entrevistadora. De perceber que a minha história pode dar alento. Confesso que até a mim me deixou feliz ouvi-la. Porque me sinto bem, porque estou viva e feliz. Muita coisa aconteceu que não coube naqueles 4 minutos: o meu pai, que me acompanhou sempre durante a minha doença, que me levou a tdos os tratamentos, morreu entretanto, com cancro, e a história dele é bem mais penosa que a minha; também não falei do meu marido, do quanto me ajudou a todos os níveis (sim, porque uma pessoa muda radicalmente depois de uma experiência destas); da minha mãe, que é a maior lutadora do mundo, que aguentou a minha doença e a seguir a do meu pai; e não falei dos meus amigos, essa família alargada que mora no meu coração.
Obrigada.
Aqui está, para quem quiser ouvir.
http://soundcloud.com/s-278/n-s-vencedores#2%2FfKljobxhZ-o5OjJjCHvChgOMMBQAsGmrpQox8AMbwAk
terça-feira, janeiro 25, 2011
Perder a Cabeça

Recebi um estranho sms que me dava conta de uma venda de stock BCBG, Karen Millen e MAX&Co com descontos de 70%. Achei que era uma daquelas cenas para me endrominar ou, então, uma daquelas vendas onde não conseguiria comprar nada, mesmo com 70% de desconto. E lá fui, a medo, a pensar que poderia perder um rim numa sala esconsa. Mas não é que fui? E não é que me perdi mesmo e comprei coisas?
Adorei. Acho que, a partir de agora, só compro roupa no Freeport e nestas vendas. Um novo mundo se abriu diante de mim. Com montes de tias aos encontrões a disputarem vestidos de noite cheios de lantejoulas.
Deixo-vos aqui a primeira peça... um vestido que eu experimentei pensando que era uma saia.
Preço??? €26
segunda-feira, janeiro 24, 2011
Portugal a duas velocidades
Tinha prometido a mim mesma não escrever sobre o caso Carlos Castro. Mas há coisas que simplesmente me arrepiam e me envergonham. Mete-me nojo que este Portugal supostamente moderno, aquele onde já é possível a duas pessoas do mesmo sexo casarem uma com a outra, seja o mesmo onde a conversa de café passa por desculpabilizar uma pessoa que matou outra, pelo simples facto de que o gajo que morreu era homossexual. A sério, mete-me nojo!
domingo, janeiro 23, 2011
sexta-feira, janeiro 21, 2011
Está quase
quinta-feira, janeiro 20, 2011
Dormir
Agora que parou a tosse, vou arriscar-me a dormir. 00h47... podia ser pior. Esperemos que não seja.
segunda-feira, janeiro 17, 2011
Globos de Ouro 2011 - the outfits


Começo por uma pergunta simples: porque raio as miúdas gostam de ir a cerimónias com vestidos cor de pele? Para dar ideia que estão nuas? A sério que não consigo perceber. Eu até sou uma moça simples, gosto de vestidos com detalhes, vestido que não deixem metade do corpo de fora, vestidos elegantes... mas dá para escolher uma cor um bocadinho melhor?
Aqui ficam os meus dois preferidos. Adorei: detalhes, cor... e até mesmo o par.
terça-feira, janeiro 11, 2011
Mas que grande festa
Resisto quase sempre a festas de revistas, jornais, televisões... não é que ande por aí a receber convites a torto e a direito, é mesmo porque calço as pantufas e depois não há quem em tire do quentinho, sobretudo para festas durante o Inverno.
Mas este ano decidi que iríamos à festa da Sic Notícias. Poucas horas antes de sair ainda pensei que na hora h me ia faltar a coragem, mas a minha mãe, que veio dormir cá a casa para eu poder esticar a perna para fora de casa, avisou-me logo que se não lhe deixasse a televisão e o neto só para ela, que nunca mais cá punha os pés para eu poder sair.
E lá fomos, os dois, janotinhas qb.
E dançámos, dançámos... até a música se calar, bruscamente, às quatro da matina. Ah pois foi. Sempre a bombar. Imparáveis. E se a festa não estivesse cheia de gente conhecida ainda tinha sido melhor. Aquela música e os meus amigos... ia ser do bonito.
Mas este ano decidi que iríamos à festa da Sic Notícias. Poucas horas antes de sair ainda pensei que na hora h me ia faltar a coragem, mas a minha mãe, que veio dormir cá a casa para eu poder esticar a perna para fora de casa, avisou-me logo que se não lhe deixasse a televisão e o neto só para ela, que nunca mais cá punha os pés para eu poder sair.
E lá fomos, os dois, janotinhas qb.
E dançámos, dançámos... até a música se calar, bruscamente, às quatro da matina. Ah pois foi. Sempre a bombar. Imparáveis. E se a festa não estivesse cheia de gente conhecida ainda tinha sido melhor. Aquela música e os meus amigos... ia ser do bonito.
quinta-feira, janeiro 06, 2011
2011
Este é o meu primeiro post do ano e, por isso mesmo, deve ser suposto fazer um balanço de 2010 e lançar-me em previsões para 2011. Mas nem sei bem o que escrever.
2010 foi um ano muito importante na minha vida, porque me lancei num novo desafio profissional que, quer queira quer não, vai condicionar a minha vida pessoal. Estou feliz e satisfeita com a decisão tomada que eu não sou gaja de me arrepender.
Mas o grande fantasma da crise gosta de aparecer, mesmo que muito de vez em quando, no meu pensamento. E acredito que este ano que agora começa vai ser mau para muita gente; vai lançar ainda mais pessoas no desemprego, vamos estar todos um bocadinho mais pobres, porque ganhamos o mesmo (ou menos) e as coisas não param de aumentar,e os impostos não param de subir, e os senhores que nos governam não param de gastar com o que não devem e cortar onde já se está no osso.
Mas acredito também que os tempos de crise são os que proporcionam grandes desafios. A nível profissional e pessoal. No primeiro caso, porque a dificuldade aguça o engenho, e os desenrascados como eu fazem das tripas coração para que as coisas aconteçam. A nível pessoal porque esta pode ser uma excelente oportunidade para nos centrarmos no que é realmente importante, na família que nos rodeia, nos amigos. É fundamental parar e olhar para o lado, ver como andam os que mais amamos.
Não me posso queixar do ano que terminou: fez cinco anos que fui operada e que acabei os tratamentos, lancei-me na minha empresa, continuo com o homem que amo, tenho um filho maravilhoso , tenho uma mãe espectacular e um irmão e sobrinhos mais próximos. E todos temos saúde que é mesmo o mais importante.
Não faço grandes planos para 2011. Espero apenas acabá-lo tão satisfeita como acabei 2010.
BOM ANO
2010 foi um ano muito importante na minha vida, porque me lancei num novo desafio profissional que, quer queira quer não, vai condicionar a minha vida pessoal. Estou feliz e satisfeita com a decisão tomada que eu não sou gaja de me arrepender.
Mas o grande fantasma da crise gosta de aparecer, mesmo que muito de vez em quando, no meu pensamento. E acredito que este ano que agora começa vai ser mau para muita gente; vai lançar ainda mais pessoas no desemprego, vamos estar todos um bocadinho mais pobres, porque ganhamos o mesmo (ou menos) e as coisas não param de aumentar,e os impostos não param de subir, e os senhores que nos governam não param de gastar com o que não devem e cortar onde já se está no osso.
Mas acredito também que os tempos de crise são os que proporcionam grandes desafios. A nível profissional e pessoal. No primeiro caso, porque a dificuldade aguça o engenho, e os desenrascados como eu fazem das tripas coração para que as coisas aconteçam. A nível pessoal porque esta pode ser uma excelente oportunidade para nos centrarmos no que é realmente importante, na família que nos rodeia, nos amigos. É fundamental parar e olhar para o lado, ver como andam os que mais amamos.
Não me posso queixar do ano que terminou: fez cinco anos que fui operada e que acabei os tratamentos, lancei-me na minha empresa, continuo com o homem que amo, tenho um filho maravilhoso , tenho uma mãe espectacular e um irmão e sobrinhos mais próximos. E todos temos saúde que é mesmo o mais importante.
Não faço grandes planos para 2011. Espero apenas acabá-lo tão satisfeita como acabei 2010.
BOM ANO
segunda-feira, dezembro 27, 2010
Ainda o Natal
Mais Natal
domingo, dezembro 26, 2010
Era isto que eu temia
terça-feira, dezembro 21, 2010
As boas compras
Se há pessoa que fica feliz com uma pechincha sou eu, a sério. Adoro ver os preços a baixar, a baixar e gosto ainda mais de me ver com uns saquitos de compras todas por tuta e meia.
Este ano, como já disse, não comprei praticamente nada das novas colecções de roupa. Primeiro porque tudo o que gostava era muito caro, depois porque há coisas que já não compro e lojas nas quais já não entro. Calças mal cortadas, camisolas que banham borboto à primeira lavagem... são coisas que cada vez me fazem mais espécie. Prefiro ter menos, mas melhor. E se puder ser mais barato melhor ainda.
O sábado passado fui ao Freeport acompanhar a minha sogra que ainda tinha umas compras para fazer. Fui contrariada porque achei que ainda não haveria promoções e que as lojas estariam todas rapadas. Enganei-me. A Bimba y Lola já tinha uns preços muito jeitosos (exepção feita às malas) e por lá desterrei grande parte do dinheiro que tinha destinado às compras: dois pares de calças de ganga skinny, uma camisola e dois pares de sapatos. Ainda entrei na Purificacion Garcia mas, depois das compras na Bimba y Lola, fiquei a achar tudo caríssimo. Esperamos por Janeiro. E, por fim, dei um ar da minha graça na Intimissimi. Aquilo era uma loja de arrepiar, com tudo ao molho e fé em Deus e, por isso, nem queria acreditar quando lá entrei: tudo muito arrumadinho, por temas. Gostei. Como disse alguém lá em casa, parece que a Irina andou em arrumações. Tudo tão bonitinho, tão coquete... o estrago foi grande, mas tudo óptimas compras. Agora há que voltar a fechar a torneira e esperar, pacientemente, pelas grandes pechinchas de Janeiro/Fevereiro (aniversário aqui da bebé).
Este ano, como já disse, não comprei praticamente nada das novas colecções de roupa. Primeiro porque tudo o que gostava era muito caro, depois porque há coisas que já não compro e lojas nas quais já não entro. Calças mal cortadas, camisolas que banham borboto à primeira lavagem... são coisas que cada vez me fazem mais espécie. Prefiro ter menos, mas melhor. E se puder ser mais barato melhor ainda.
O sábado passado fui ao Freeport acompanhar a minha sogra que ainda tinha umas compras para fazer. Fui contrariada porque achei que ainda não haveria promoções e que as lojas estariam todas rapadas. Enganei-me. A Bimba y Lola já tinha uns preços muito jeitosos (exepção feita às malas) e por lá desterrei grande parte do dinheiro que tinha destinado às compras: dois pares de calças de ganga skinny, uma camisola e dois pares de sapatos. Ainda entrei na Purificacion Garcia mas, depois das compras na Bimba y Lola, fiquei a achar tudo caríssimo. Esperamos por Janeiro. E, por fim, dei um ar da minha graça na Intimissimi. Aquilo era uma loja de arrepiar, com tudo ao molho e fé em Deus e, por isso, nem queria acreditar quando lá entrei: tudo muito arrumadinho, por temas. Gostei. Como disse alguém lá em casa, parece que a Irina andou em arrumações. Tudo tão bonitinho, tão coquete... o estrago foi grande, mas tudo óptimas compras. Agora há que voltar a fechar a torneira e esperar, pacientemente, pelas grandes pechinchas de Janeiro/Fevereiro (aniversário aqui da bebé).
Já só faltam três dias
e o Henrique começa a enlouquecer com a contagem decrescente... não há prendas na árvore (que o Pai Natal há-de tocar à campainha por volta da meia-noite de dia 24), mas já há lsta de compras de supermercado para a consoada, feita pelo petiz e em letra manuscrita, como o próprio gosta de se gabar.
As prendas estão praticamente todas compradas, excepção feita à do meu sobrinho mais velho, que vai ficar resolvida hoje. Este ano não houve grandes desvarios, que a vida não está para isso. Esta coisa do negócio próprio foi o melhor que podia ter feito, sim senhora, mas a verdade é que não há subsídio e, sem subsídio não há palhacinhos. Há uma prenda para cada um lá de casa e vva o velho.
Este ano também não me desgracei em compras, e Deus sabe como me custa. Fui-me contendo, a custo, para os saldos ou para promoções que realmente valessem a pena. Amanhã é dia de compras no supermercado, as últimas faltas; na sexta vamos ao mercado e, de preferência, fazemos um desvio até à baixa para comermos um sonho da casa chinesa.
E depois, depois é que vão ser elas, cozinhar, arrumar, arranjar.
Mas, para já, vou-me deixar de escrevinhices e trabalhar que não é para isto que me pagam.
As prendas estão praticamente todas compradas, excepção feita à do meu sobrinho mais velho, que vai ficar resolvida hoje. Este ano não houve grandes desvarios, que a vida não está para isso. Esta coisa do negócio próprio foi o melhor que podia ter feito, sim senhora, mas a verdade é que não há subsídio e, sem subsídio não há palhacinhos. Há uma prenda para cada um lá de casa e vva o velho.
Este ano também não me desgracei em compras, e Deus sabe como me custa. Fui-me contendo, a custo, para os saldos ou para promoções que realmente valessem a pena. Amanhã é dia de compras no supermercado, as últimas faltas; na sexta vamos ao mercado e, de preferência, fazemos um desvio até à baixa para comermos um sonho da casa chinesa.
E depois, depois é que vão ser elas, cozinhar, arrumar, arranjar.
Mas, para já, vou-me deixar de escrevinhices e trabalhar que não é para isto que me pagam.
segunda-feira, dezembro 20, 2010
Chegou
A custo, é verdade, mas o espírito de Natal baixou sobre mim. Estou a ultimar os presentes e a lista de supermercado para a ceia de Natal. Vai ser bonito, vai ser feliz e vamos estar todos juntos. Sem o meu pai, é verdade. Mas vamos estar felizes.
segunda-feira, dezembro 13, 2010
O tempo voa
Já só faltam 11 dias para o Natal. Lembrou-mo o meu filho hoje de manhã enquanto olhava para o calendário do Advento. E eu não consegui evitar um olhar de tristeza. Caramba, ainda me falta tanta coisa. Caramba, desta vez não me sinto particularmente feliz ou bem disposta. E eu costumo ficar tão contente no Natal... gosto das cores, da azáfama das prendas, dos embrulhos, dos fritos, de pensar a ementa da ceia de Natal, de escolher prendas, de passear na baixa. Este ano... este ano não fiz nada disso. Talvez o facto de ter tido uma infecção respiratória como há muito não me lembrava de ter tenha ajudado. Fiquei quase uma semana de cama e mesmo depois de já estar a trabalhar quase que não conseguia andar mais de 5 minutos sem começar a arfar como o Darth Vader.
Hoje já me sinto melhor, mas continuo sem a luzinha de Natal acesa em mim.
E tenho muitas saudades do meu pai. Muitas mesmo.
E queria resolver os problemas dos que me rodeiam e não consigo.
E queria ter tempo e disposição, e vontade para organizar jantares de amigos lá em casa. Mas não tenho... E já só tenho 11 dias para mudar esta porra em mim.
Hoje já me sinto melhor, mas continuo sem a luzinha de Natal acesa em mim.
E tenho muitas saudades do meu pai. Muitas mesmo.
E queria resolver os problemas dos que me rodeiam e não consigo.
E queria ter tempo e disposição, e vontade para organizar jantares de amigos lá em casa. Mas não tenho... E já só tenho 11 dias para mudar esta porra em mim.
sábado, dezembro 04, 2010
Grito do Ipiranga
Henrique, 6 anos e meio, manhã de sábado, dia 4 de Dezembro:
"Mãe, posso encostar a porta do meu quarto para não sair o calor do aquecedor?"
"Claro, querido."
"Se quiserem entrar batam à porta, por favor."
Medo!
"Mãe, posso encostar a porta do meu quarto para não sair o calor do aquecedor?"
"Claro, querido."
"Se quiserem entrar batam à porta, por favor."
Medo!
quinta-feira, dezembro 02, 2010
Crónica do sofá
É onde nos encontramos: eu e o meu pimpolho: os dois de computador no colo. Os dois doentes. Ele tem uma mancha no pulmão. Vamos hoje "descobrir" exactamente o que quer esta expressão dizer. Depois de uma manhã (a de ontem) surreal no Hospital da Estefânia, com uma médica que falava comigo enquanto mascava pastilha elástica de boca aberta, ficámos a saber quase o mesmo que sabíamos antes.
Hoje vamos à peditara, essa sim, uma médica a sério. Deixamos lá €80, mas vale a pena cada cêntimo (enquanto pudermos).
E agora vamos parar um bocadinho e vamos ver se somos nós e nuestros hermanos os organizadores do mundial.
Hoje vamos à peditara, essa sim, uma médica a sério. Deixamos lá €80, mas vale a pena cada cêntimo (enquanto pudermos).
E agora vamos parar um bocadinho e vamos ver se somos nós e nuestros hermanos os organizadores do mundial.
segunda-feira, novembro 29, 2010
Portugal solidário
Apesar da crise, apesar de estarmos todos um bocadinho mais pobres (e alguns de nós bastante mais, até), as doações para o Banco Alimentar contra a Fome aumentaram cerca de 30%. É uma excelente notícia em tempos de tanta descrença. Ao contrário do nosso governo, que continua a gastar mal e a mais o dinheiro dos nossos impostos, a parte do orçamento que fica em casa das famílias portuguesas está a ser bem orientada. Tão bem que ainda dá para dar mais e a quem mais precisa.
Notícias de um Portugal solidário em tempos de crise, fazem-me acreditar nas pessoas.
Notícias de um Portugal solidário em tempos de crise, fazem-me acreditar nas pessoas.
quinta-feira, novembro 25, 2010
Medo
Esta noite foi um terror. O Henrique começou a tossir às 4 da manhã e não mais parou... já alterámos a medicação, mas a tosse que oiço neste momento não augura nada de bom... medo, tenho medo.
terça-feira, novembro 23, 2010
Parar para pensar
Nos primeiros dez meses deste ano morreram 39 mulheres vítimas de violência doméstica. No ano passado morreram 29.
Dá que pensar não dá? Como é que alguém que supostamente nos amou nos pode matar?
Dá para pensar no tipo de homens que estamos a educar, no país que temos...
Dá que pensar não dá? Como é que alguém que supostamente nos amou nos pode matar?
Dá para pensar no tipo de homens que estamos a educar, no país que temos...
segunda-feira, novembro 22, 2010
Assustada
Eu tento não me deixar abalar com o fantasma da crise. A sério que tento. Não se esqueçam que me despedi do maior grupo editorial português para abrir a minha própria editora. Sou aquilo que se pode chamar uma optimista nata. Mas quando vejo uma das poucas pessoas em cuja palavra acredito a dizer que este corte salarial foi o primeiro de vários e que, provavelmente, se vai estender ao sector privado, começo a entrar em pânico. Um pânico pequenino, mas um pânico... Oh prof. Luís Duque tem mesmo a certeza do que acabou de dizer na SIC? Os cortes vão mesmo (quase de certeza) até aos 10%?
Medo.
Medo.
É triste, mas é verdade
Depois de muito adiar, por falta de tempo e não por achar que iria descobrir a cura da sida ali dentro, acabei por abrir o meu diário de adolescente (tardia, porque foi dos 15 aos 20) no passado fim-de-semana. E foi triste. Não havia ali nada de vagamente interessante. Nada. Donde concluí que eu fui uma adolescente verdadeiramente insuportável que nem para escrever um diário servia. Apesar de achar que deveria ter feito muito mal a alguém para ser tão infeliz, a verdade é que passava largos meses sem escrever uma linha que fosse naquelas páginas seladas a cadeado. E, quando o fazia, raramente acabava por escrever sobre o assunto que me tinha levado a abrir o tal caderninho. Começa por mencionar que tinha uma coisa importante para dizer, rapidamente começava a divagar sobre outra coisa qualquer e acabava, quase sempre, por dizer que estava muito cansada e que no dia seguinte voltaria para escrever mais e, adivinhem? Nunca voltava.
Pode-se, portanto, concluir, que ganhei imenso com a idade.
Agora vou ali queimar o meu diário e já volto :-)
Pode-se, portanto, concluir, que ganhei imenso com a idade.
Agora vou ali queimar o meu diário e já volto :-)
domingo, novembro 21, 2010
Já está
É oficial: 12 anos e meio depois de ter saído da faculdade sou, oficialmente licenciada em Ciências da Comunicação com média de 14 - Bom. E quem o diz? O certificado de habilitações que tive de pedir e que me custou 133 euros. Bem que tentei andar na clandestinidade. E consegui, durante 12 anos e meio consegui não ter de ceder, mas quando falamos de institutos públicos a coisa pia mais fininho e eu tive de me render. Fui mesmo obrigada a pedir o raio do papel e custou-me tanto... podia ter comprado tantas prendas de Natal com aquele dinheirinho, mas tantas. E, de cada vez que penso no assunto dá-me vontade de esmurrar alguém. Quer dizer, a malta anda quatro anos na faculdade, paga as suas propinas, cumpre com as suas obrigações de estudante e, quando acaba o curso, não tem como provar que o fez. Ou melhor, tem se pagar 133 euros. Mas haverá coisa mais estúpida?? Eu não falo de um diploma, porque percebo que o lacre ande pela hora da morte, mas uma merda de um pape impresso em frente e verso custar 133 euros parece-me o fim da picada. Mas paguei e não reclamei, que a senhora da secretaria não tem culpa das regras. Irra!
quarta-feira, novembro 17, 2010
Revelações do passado
Hoje, por força das circunstâncias, dei por mim em casa da minha mãe à procura do meu relatório de estágio e de mais umas papeladas do tempo da faculdade que me ajudem na tarefa de,finalmente, 12 anos e meio depois de concluída a licenciatura, pedir o meu certificado de habilitações.
E, no meio da tragicomédia que foi procurar papeis que, supostamente, entreguei na faculdade há mais de uma vida atrás, encontrei algumas preciosidades do passado que me vão fazer rir nos próximos dias. A saber: uma fotografia da minha turma da segunda classe; um dossiê da escola, do ano de 1992 com poemas muito maus escritos em jeito de dedicatória por algumas amigas; os certificados de habilitações do 11º e 12º anos e ....tchanan...... um diário. é verdade, um diário de capa preta, com uma flor ridícula, e com material que deve ser lindo mas que não vou ter tempo de ler esta noite. Eu fico com vontade de rir só de imaginar o que por lá mora, que grandes sofrimentos da minha existência lá relatei.
Nada de picante que fui uma miúda muito casta até muito tarde (talvez demasiado tarde), mas aposto que tenho lá umas cenitas bem melodramáticas.
Amanhã, de amanhã não passa.
E, no meio da tragicomédia que foi procurar papeis que, supostamente, entreguei na faculdade há mais de uma vida atrás, encontrei algumas preciosidades do passado que me vão fazer rir nos próximos dias. A saber: uma fotografia da minha turma da segunda classe; um dossiê da escola, do ano de 1992 com poemas muito maus escritos em jeito de dedicatória por algumas amigas; os certificados de habilitações do 11º e 12º anos e ....tchanan...... um diário. é verdade, um diário de capa preta, com uma flor ridícula, e com material que deve ser lindo mas que não vou ter tempo de ler esta noite. Eu fico com vontade de rir só de imaginar o que por lá mora, que grandes sofrimentos da minha existência lá relatei.
Nada de picante que fui uma miúda muito casta até muito tarde (talvez demasiado tarde), mas aposto que tenho lá umas cenitas bem melodramáticas.
Amanhã, de amanhã não passa.
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terça-feira, novembro 09, 2010
IUPI!

Três meses depois, aqui está o primeiro fruto do nosso novo projecto, o livro da Filipa Vacondeus. Ninguém pode imaginar o que se sente quando se olha para a obra acabada, assim, prontinha e já à venda.
Esperemos que seja o primeiro de muitos e muito frutos.
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Celebrações
quinta-feira, novembro 04, 2010
Tosse
Abriu a época da tosse cá em casa. Ainda não são onze da noite e já tive de mudar a roupa da minnha cama, mais o pijama do meu filho e o meu. Tudo porque o pobre tanto tossiu que acabou por vomitar metade do jantar... eu estava aqui ao ladinho dele e não cheguei a tempo. Queira tanto acabar uma coisa de trabalho. Mas acho mais seguro pegar nele ao colo para ver se consigo evitar que a dose se repita...
segunda-feira, outubro 25, 2010
A escola
Eu defendo o papel dos pais na escola e estou sempre a defender que não são os professores que têm de educar os nossos filhos. Somos nós que temos de lhes ensinar o sentido de responsabilidade, a educação, entre muitas outras coisas. Mas começo a ter algumas dúvidas em relação ao que se está a passar com o meu filho. Ele está no primeiro ano e está com uma grande dificuldade em assumir as suas responsabilidades na escola. Ao que parece há muitos dias em que liga o turbo da conversa e não lhe apetece fazer as tarefas que lhe são atribuídas. Resultado: para além das montanhas de tpc que traz diariamente, começou a trazer os trabalhos que não faz durante o tempo de aulas. E esta situação está a colocar-me um problema, porque se defendo que não tem de ser a professora a dar-lhe a educação que ele tem de levar de casa, também não acho justo que seja eu a resolver os conflitos que ele tem dentro da sala de aulas. Acho que vou ter de falar com a professora dele. Ela tem de arranjar algum mecanismo de o fazer trabalhar na aula. Caso contrário ele vai passar a odiar a escola, porque a mãe está sempre a ralhar e ele a trazer km de trabalhos para fazer em casa. Socorro!
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sábado, outubro 23, 2010
A propósito da consciência económica
Eu raramente comento os comentários do meu blog. Por vários motivos, o principal dos quais, porque este blog é a modos que semi-clandestino, quase ninguém aqui vem. Depois, porque nem sequer aprovo comentários, se eu digo o que me vai na mona, deixo que os poucos que me lêem também o façam. Mas o último comentário que recebi é, no mínimo, hilariante.
A Oriana acha que eu não tenho consciência económica porque entrei numa loja de chineses e achei uma peça cara. Mais, a Oriana deve achar que a minha falta de consciência é ainda maior porque achei um casaco de €22 caro. A Oriana deve achar-me uma consumidora sem escrúpulos porque as pechinchas das lojas dos chineses são feitas por crianças de "6 e 7 anos" e que devia saber que "o barato sai caro" e que "o preço da agora pechincha ainda vai ser pago daqui a uns tempos.. com juros".
Oh Oriana, francamente, se você quer iniciar um boicote aos produtos chineses, crie um abaixo-assinado na net. Quem sabe eu vou lá assiná-lo.
Aproveite e comece a olhar para as etiquetas da maior parte da roupa e do calçado que usa. E, não se iluda, se o produto custar mais de €5 euros, apesar de feito na China, que isso não lhe limpe a consciência em relaçãão à idade da criança que o fez. Quer apenas dizer que não tem marca ou teve menos intermediários.
E, já agora, tenha atenção aos produtos nacionais. é que há por aí muita criança portuguesa de 6 e 7 anos a coser sapatos em casa; e muitos miúdos de 7 e 8 a trabalhar no campo e a pastorear animais.
A Oriana acha que eu não tenho consciência económica porque entrei numa loja de chineses e achei uma peça cara. Mais, a Oriana deve achar que a minha falta de consciência é ainda maior porque achei um casaco de €22 caro. A Oriana deve achar-me uma consumidora sem escrúpulos porque as pechinchas das lojas dos chineses são feitas por crianças de "6 e 7 anos" e que devia saber que "o barato sai caro" e que "o preço da agora pechincha ainda vai ser pago daqui a uns tempos.. com juros".
Oh Oriana, francamente, se você quer iniciar um boicote aos produtos chineses, crie um abaixo-assinado na net. Quem sabe eu vou lá assiná-lo.
Aproveite e comece a olhar para as etiquetas da maior parte da roupa e do calçado que usa. E, não se iluda, se o produto custar mais de €5 euros, apesar de feito na China, que isso não lhe limpe a consciência em relaçãão à idade da criança que o fez. Quer apenas dizer que não tem marca ou teve menos intermediários.
E, já agora, tenha atenção aos produtos nacionais. é que há por aí muita criança portuguesa de 6 e 7 anos a coser sapatos em casa; e muitos miúdos de 7 e 8 a trabalhar no campo e a pastorear animais.
quarta-feira, outubro 20, 2010
Desilusão
As lojas chinesas não são o meu forte, confesso. Não tenho qualuqer tipo de preconceito, se é isso que estão a pensar. Apenas me irrita entrar numa loja onde é impossível saber onde está o que procuro. E com a agravante de não me poder dirigir à menina sorridente que está atrás do balcão porque ela não consegue articular uma frase de português. Por isso, confesso que não sou grande fã de lojas chinesas. Mas toda a gente fala delas, e das verdadeiras pechinchas que lá se compram, e isto e aquilo. E, vai daí, decidi dar-lhes uma nova oportunidade e entrei num desses paraísos do consumismo à procura de um casaquinho tipo capa. E encontrei-o. Giro, até e dava a impressão que não passaria a pano do chão após a primeira lavagem. Mas eis-me a olhar para o preço: €22,90. Onde é que andam as pechinchas de que todos me falam? Este é o preço de qulquer casaco de malha na zara, os da Pull são mais baratos e, com sorte, com esse dinheiro compro uma malhinha mesmo catita no freeport, daquelas que vão durar 3 ou 4 anos.
Daí que tenha saído da loja de mãos a abanar e verdadeiramente desiludida.
Daí que tenha saído da loja de mãos a abanar e verdadeiramente desiludida.
terça-feira, outubro 19, 2010
Eu e os empresarios dos ginásios
Quem me conhece sabe que tenho muito a dizer deste orçamento de Estado mas, se há coisa que me encanita com os nervos é a lata dos donos dos ginásios. Há poucos anos, quando o iva dos ginásios desceu dos 20% para 0s 6% nenhum ginásio que eu conheça baixou os preços. Lembro-me dos muitos artigos de jornal, eu própria escrevi uma carta ao ginásio que frequentava na altura e que me respondeu com uma grande lata. Mas agora, que o iva volta para a taxa máxima há duas coisas que me deixam de cara à banda: por um lado, essa mesma maltosa a avisar já que vai aumentar os preços (claro está) e que isto é uma situação de calamidade; por outro, os mesmos jornalistas que num passado recente falaram da baixa da taxa de iva nos ginásios não tem a inteligência de colocar aos senhores empresários a questão que se impões: "mas se quando a taxa desceu não desceram os preços, porque é que os vão subir agora?".
sexta-feira, outubro 15, 2010
Preocupada
Quando o nosso governo decide taxar todas as conservas que não sejam de peixe a 23% fico preocupada. Muito preocupada. Mães de Portugal, as salsichas vão passar a ser um bem de luxo.
segunda-feira, outubro 11, 2010
Pode não parecer
mas a minha vida está numa roda viva. Não aquela em que vivia, em permanente agonia, sempre à beira de um ataque de nervos (embora com a carteira bem mais recheada do que agora). A minha vida está uma roda viva (e a minha carteira consideravelmente mais vazia e sem subsidio de Natal), mas eu estou mais feliz. Se tenho stresses? Tenho. Se tenho medos ? xi pá, nem se fala, medo que as coisas não resultem, que o FMI entre por aqui a dentro e faça disparar ainda mais os impostos, medo de bloquear e não ter mais ideias interessantes, de não conseguir responder ao que se espera de mim. Se fico chateada? Sim, também fico chateada e preocupada e com a neura. Mas ando mais feliz, e vou a pé para o trabalho, e posso vir almoçar a casa, e gosto do que faço, e ninguém me grita, e não tenho de esperar eternidades que alguém se decida sobre coisas que têm mesmo de ser feitas.
Eu ando tao contente com o que estou a fazer que até tenho medo que as coisas descambem...
Eu ando tao contente com o que estou a fazer que até tenho medo que as coisas descambem...
domingo, outubro 10, 2010
Como tristezas não pagam dívidas...
vou-me embonecar que hoje é dia de concerto na Gulbenkian.
Até tinha pensado em escrever aqui sobre a crise e suas consequências na minha pessoa. Mas vai ter de ficar para mais tarde. Talvez amanhã.
Até tinha pensado em escrever aqui sobre a crise e suas consequências na minha pessoa. Mas vai ter de ficar para mais tarde. Talvez amanhã.
sábado, outubro 09, 2010
quarta-feira, outubro 06, 2010
Ajuda
Alguém conhece alguém que, por sua vez, tenha 1/4 de violoncelo em 2ª mão que queira vender?
Alguém, por favor? Alguém que queira minimizar a chulice de uma escola de música que nos pede €25 por mês de aluguer de um instrumento a juntar ao balúrdio que já se paga de mensalidade? Se conhecerem alguém ajudem esta mãe.
Juro que, se não fosse pelo facto de, pela primeira vez em três anos, ele estar realmente interessado na escola da música, o tirava de lá e o levava para o futebol.
Obrigadinha
Alguém, por favor? Alguém que queira minimizar a chulice de uma escola de música que nos pede €25 por mês de aluguer de um instrumento a juntar ao balúrdio que já se paga de mensalidade? Se conhecerem alguém ajudem esta mãe.
Juro que, se não fosse pelo facto de, pela primeira vez em três anos, ele estar realmente interessado na escola da música, o tirava de lá e o levava para o futebol.
Obrigadinha
domingo, outubro 03, 2010
Irra que dói
Na sexta-feira fui ao dentista tirar um dente e colocar um implante. Eu, que não tenho medo de dentistas, posso afirmar que o método utilizado para extrair o meu dente pode (e é de vcerteza) em algumas sociedades mais avançadas considerado um método de tortura. Até tenho a cara inchada. Imagine-se como está a ser o meu fim-de-semana.
sexta-feira, outubro 01, 2010
Só mais uma coisinha
Esqueci-me de dizer que, na segunda-feira, fui ao médico à revisão dos 5 anos e meio e que, pela primeira vez, ele me olhou nos olhos e me disse que dificilmente iria voltar a ficar doente.
Só quem já passou pelo horror de um cancro em estado avançado e viu a incerteza no rosto dos médicos por tanto tempo, só quem já passou a agonia da quimioterapia e da radioterapia, só quem não dormiu na véspera de ir ao médico saber o resultado dos exames de controle, só quem já cheirou a morte pode perceber o que estas palavras significam.
Porque nenhum médico consciente as diz sem o mínimo de segurança.
E eu fiquei tão surpreendida que só me apeteceu chorar (coisa que fiz, mas não à frente dele).
Sinto-me a recomeçar!
Só quem já passou pelo horror de um cancro em estado avançado e viu a incerteza no rosto dos médicos por tanto tempo, só quem já passou a agonia da quimioterapia e da radioterapia, só quem não dormiu na véspera de ir ao médico saber o resultado dos exames de controle, só quem já cheirou a morte pode perceber o que estas palavras significam.
Porque nenhum médico consciente as diz sem o mínimo de segurança.
E eu fiquei tão surpreendida que só me apeteceu chorar (coisa que fiz, mas não à frente dele).
Sinto-me a recomeçar!
quinta-feira, setembro 30, 2010
What a week
Já não venho aqui há alguns dias mas, acreditem, não é por falta de assunto. É mesmo por falta de tempo. Chego ao fim do dia tão esgotada que a última coisa que me apetece é voltar a pegar no computador e escrever.
Mas hoje foi um bom dia e, como tal, até dá para estar sentada no sofá e ter tempo e força anímica para aqui escrever.
As coisas com o Henrique não têm sido fáceis: a escola está a deixá-lo frágil porque ele está a perceber que, por vezes, as coisas são difíceis. Por vezes não somos os melhores, temos de aprender, temos de errar. E o meu filho, verdade seja dita, tem muita dificuldade em lidar com a frustração. Segunda-feira foi um horror: uma daquelas birras que quase nos faz perder o norte. Tive tanta vontade de lhe dar uma lambada daquelas de lhe virar a cabeça. Mas não o fiz. Em vez disso castiguei-o onde mais lhe dói. Não o deixei ficar com a bola na escola para jogar no recreio. E posso dizer que a birra foi horrível: ele chorou, esperneou, gritou, suplicou... Foi tão mau que eu só tinha vontade de me agarrar a ele a chorar também. Mas é importante, é memso importante saber que, às vezes, temos de ser firmes. Eu sou mãe. Ninguém gosta mais do meu filho do que eu. Adoro-o, quero o melhor dele e para ele. Mas não me posso esquecer que, por vezes, para educar é preciso ser firme. Mesmo que isso me parta o coração.
E na terça, quando tudo parecia correr bem, o fim da tarde acabou por ser mau. E na quarta também não foi grande coisa...
E isto dá cabo de mim. É um desgaste tão grande que o resto das coisas me parecem quase insignificantes. às vezes tento entender o meu comportamento e aquilo que posso melhorar. Sei que não sou a mãe perfeita, mas custa-me sentir que posso estar completamente ao lado do que devo fazer, que posso estar a contribuir, de alguma forma, para que ele não consiga crescer da melhor forma.
Hoje, no entanto, as coisas forma um bocadinho diferentes. Chegámos a casa tarde porque o levei ao Estádio da Luz a assistir a um programa da Benfica TV e, quando eu pensei que a birra ia começar ele surpreendeu-me. Fez os trabalhos de casa em três tempos (e bem feitos!!!), pintou os desenhos que tinha a pintar sozinho e foi para a cama sem dramas. Foi tão bom, tão bom que me lembrei que ser mãe é mesmo a melhor coisa do mundo.
Mas hoje foi um bom dia e, como tal, até dá para estar sentada no sofá e ter tempo e força anímica para aqui escrever.
As coisas com o Henrique não têm sido fáceis: a escola está a deixá-lo frágil porque ele está a perceber que, por vezes, as coisas são difíceis. Por vezes não somos os melhores, temos de aprender, temos de errar. E o meu filho, verdade seja dita, tem muita dificuldade em lidar com a frustração. Segunda-feira foi um horror: uma daquelas birras que quase nos faz perder o norte. Tive tanta vontade de lhe dar uma lambada daquelas de lhe virar a cabeça. Mas não o fiz. Em vez disso castiguei-o onde mais lhe dói. Não o deixei ficar com a bola na escola para jogar no recreio. E posso dizer que a birra foi horrível: ele chorou, esperneou, gritou, suplicou... Foi tão mau que eu só tinha vontade de me agarrar a ele a chorar também. Mas é importante, é memso importante saber que, às vezes, temos de ser firmes. Eu sou mãe. Ninguém gosta mais do meu filho do que eu. Adoro-o, quero o melhor dele e para ele. Mas não me posso esquecer que, por vezes, para educar é preciso ser firme. Mesmo que isso me parta o coração.
E na terça, quando tudo parecia correr bem, o fim da tarde acabou por ser mau. E na quarta também não foi grande coisa...
E isto dá cabo de mim. É um desgaste tão grande que o resto das coisas me parecem quase insignificantes. às vezes tento entender o meu comportamento e aquilo que posso melhorar. Sei que não sou a mãe perfeita, mas custa-me sentir que posso estar completamente ao lado do que devo fazer, que posso estar a contribuir, de alguma forma, para que ele não consiga crescer da melhor forma.
Hoje, no entanto, as coisas forma um bocadinho diferentes. Chegámos a casa tarde porque o levei ao Estádio da Luz a assistir a um programa da Benfica TV e, quando eu pensei que a birra ia começar ele surpreendeu-me. Fez os trabalhos de casa em três tempos (e bem feitos!!!), pintou os desenhos que tinha a pintar sozinho e foi para a cama sem dramas. Foi tão bom, tão bom que me lembrei que ser mãe é mesmo a melhor coisa do mundo.
quinta-feira, setembro 23, 2010
Expliquem-me como se tivesse quatro anos
Por que razão se pede a todos os portugueses que cortem nas despesas e o Estado tem a distinta lata de continuar a aumentar as suas despesas e me venha com a desculpa de que o crescimento da despesa está a diminuir. Não acho normal. Juro que não acho. Assim também eu prometo gastar mais mas menos dentro do mais. Com a diferença que eu gasto o meu dinheiro, aquele que ganho todos os meses.
Cortes Cegos
Eu sou contra cortes cegos. Aqueles em nós somos apenas números, em que não temos cara, passado, vida... nada. Somos apenas um número para a estatística.
Acontece o mesmo, por exemplo, com o encerramento de escolas. Todas as escolas com menos de não sei quantos meninos têm de fechar e estes passam a estar inseridos em mega agrupamentos, escolas grandes, por vezes a mais de uma vintena de quilómetros da sua residência.
Esta notícia já de si é absurda. Porque se é verdade que em alguns casos faz sentido fechar escolas básicas a cair aos pedaços, com falta de condições para acolher as crianças, com falta sistemática de professores, não é menos verdade que fechar certas escolas, mesmo que estas só tenham 30 alunos, é um verdadeiro atentado. Porque nem sempre o que e grande é bom. Porque ter turmas com mais de 20 alunos não é bom para ninguém- as crianças não aprendem tão bem, os professores ficam esgotados e não conseguem dar o mesmo acompanhamento a todos -.
É olhar apenas para o número sem ter em consideração o resto. E esse resto pode ser determinante.
E porque há outras vezes então, em que acontecem pérolas destas: fecham-se escolas que tinham sido distinguidas pelo seu funcionamento e mandam-se as crianças para os tais mega agrupamentos onde nem sequer há internet. Dá vontade de rir, não dá? Deve serpor estas e por outras que o nosso Primeiro, apesar de tanto gostar da qualidade do ensino público em Portugal, mantem os seus dois filhos em escolas privadas.
Acontece o mesmo, por exemplo, com o encerramento de escolas. Todas as escolas com menos de não sei quantos meninos têm de fechar e estes passam a estar inseridos em mega agrupamentos, escolas grandes, por vezes a mais de uma vintena de quilómetros da sua residência.
Esta notícia já de si é absurda. Porque se é verdade que em alguns casos faz sentido fechar escolas básicas a cair aos pedaços, com falta de condições para acolher as crianças, com falta sistemática de professores, não é menos verdade que fechar certas escolas, mesmo que estas só tenham 30 alunos, é um verdadeiro atentado. Porque nem sempre o que e grande é bom. Porque ter turmas com mais de 20 alunos não é bom para ninguém- as crianças não aprendem tão bem, os professores ficam esgotados e não conseguem dar o mesmo acompanhamento a todos -.
É olhar apenas para o número sem ter em consideração o resto. E esse resto pode ser determinante.
E porque há outras vezes então, em que acontecem pérolas destas: fecham-se escolas que tinham sido distinguidas pelo seu funcionamento e mandam-se as crianças para os tais mega agrupamentos onde nem sequer há internet. Dá vontade de rir, não dá? Deve serpor estas e por outras que o nosso Primeiro, apesar de tanto gostar da qualidade do ensino público em Portugal, mantem os seus dois filhos em escolas privadas.
segunda-feira, setembro 20, 2010
Tanto...
que eu tinha para escrever aqui. Tanto, mas tanto... foi o casamento da Pipoquinha, foi a despedida de solteira da Mariana (que casa no próximo sábado), já para não falar do novo escritório e do turbilhão que está a ser esta nova fase da minha vida... mas estou esgotada e sem tempo. Prometo dar notícias em breve.
domingo, setembro 19, 2010
sábado, setembro 18, 2010
novidade
o meu jantar foi interrompido com uma notícia fantástica: vem mais um sobrinho emprestado a caminho.IUPI!
Balanço da primeira semana de aulas
Começou bem, o Henrique ia cheio de vontade de rever amigos, de conhecer a professora, de jogar à bola no recreio. Na terça-feira começaram as dificuldades: as letras manuscritas.
Na quarta veio o desabafo: "mãe, o meu nome é tão difícil de escrever... e tão grande!", lamentou-se omeu petiz. e tive pena dele porque, realmente, o H manuscrito é um grande pincel. Que raio, pensei eu. Mas como é que nunca me ocorreu que o nome dele seria difícil de escrever?
Hoje, sexta-feira, - dia em que o Miguel vinha jantar e dormir cá em casa, para brincar com o amigo e esquecer (por um bocadinho) que tem um mano recém-nascido lá em casa - é que a coisa ficou preta. Ele trazia trabalhos de casa. Eu sentei-me ao seu lado para o acompanhar. Era uma ficha com desenhos para pintar... mas tinha também de escrever o nome, com letra manuscrita... e eu, confesso que não fui boa a tratar a situação. Apaguei várias vezes as letras que estavam mal, ensinando como é que se faziam e tentanto explicar-lhe alguns truques. Foi difícil, ele estava tristonho, mas conseguiu, e ficou mesmo muito bem escrito.
Mas quando lhe disse que ele também deveria escrever um dos seus apelidos caiu o Carmo e a Trindade, fartou-se de chorar, fez uma grande birra, disse que a escola era uma seca, que nunca mais queria voltar... tive tanta pena dele
Porque eu, caraças, sou muito dura com estas coisas da escola. Sempre fui. Mesmo quando dava explicações. Posso ensinar a fazer, mas recuso-me a aceitar desistências ou coisas menos bem feitas. Esqueci-me é que estava a lidar com uma criança de 6 anos, que nunca tinha feito uma letra manuscrita na sua vida, e que tem um forma muito peculiar de pegar no lápis.
Tenh0 de pensar muito bem qual será a malhor abordagem de futuro. Mas fiquei destroçada a olhar para ele.
Na quarta veio o desabafo: "mãe, o meu nome é tão difícil de escrever... e tão grande!", lamentou-se omeu petiz. e tive pena dele porque, realmente, o H manuscrito é um grande pincel. Que raio, pensei eu. Mas como é que nunca me ocorreu que o nome dele seria difícil de escrever?
Hoje, sexta-feira, - dia em que o Miguel vinha jantar e dormir cá em casa, para brincar com o amigo e esquecer (por um bocadinho) que tem um mano recém-nascido lá em casa - é que a coisa ficou preta. Ele trazia trabalhos de casa. Eu sentei-me ao seu lado para o acompanhar. Era uma ficha com desenhos para pintar... mas tinha também de escrever o nome, com letra manuscrita... e eu, confesso que não fui boa a tratar a situação. Apaguei várias vezes as letras que estavam mal, ensinando como é que se faziam e tentanto explicar-lhe alguns truques. Foi difícil, ele estava tristonho, mas conseguiu, e ficou mesmo muito bem escrito.
Mas quando lhe disse que ele também deveria escrever um dos seus apelidos caiu o Carmo e a Trindade, fartou-se de chorar, fez uma grande birra, disse que a escola era uma seca, que nunca mais queria voltar... tive tanta pena dele
Porque eu, caraças, sou muito dura com estas coisas da escola. Sempre fui. Mesmo quando dava explicações. Posso ensinar a fazer, mas recuso-me a aceitar desistências ou coisas menos bem feitas. Esqueci-me é que estava a lidar com uma criança de 6 anos, que nunca tinha feito uma letra manuscrita na sua vida, e que tem um forma muito peculiar de pegar no lápis.
Tenh0 de pensar muito bem qual será a malhor abordagem de futuro. Mas fiquei destroçada a olhar para ele.
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cumplicidade espontânea
Hoje dei os primeiros passos concretos no que poderá a vir a ser um projecto dentro do meu novo projecto de vida. E foi giro. Entrei de mãos a abanar. Saí de sorriso na cara, daqueles que temos depois de uma boa conversa, regada com água do melhor que há. E ainda trouxe um acessório para completar a fatiota do casamento do ano!
terça-feira, setembro 14, 2010
Dia 12 rules
vejamos: é o dia do meu aniversário, e do aniversário do meu filho, e do meu aniversário de casamento e, desde domingo passad, é também o dia d aniversário do António. Vais ver, meu querido, que nasceste no melhor dia possívl. Join the club!
segunda-feira, setembro 13, 2010
contagem decrescente
A roupa que ele vai levar para o seu primeiro dia de aulas a sério já está dobrada em cima da cadeira (t-shirt do Yoda). Não escolhemos o calçado mas, tendo em conta que ele adora futebol, o mais provável é escolher as chuteiras). O material está devidamente etiquetado, a mochila do Homem Aranha carregada com livros, cadernos e estojo. Faltam-nos 5 folhas de cartolina e uma caiza para guardar o material escolar (e que, por me ter deixado com dúvidas, decidi não comprar sem falar com a professora). A ementa também foi escolhida por ele: empada de bacalhau, uma das especialidades do pai.
Amanhã meu filho deixa de ser o meu bebé para ser um crescido que frequenta o recreio dos crescidos. Amanhã temos de nos levantar cedo e começar uma nova rotina: a de nunca chegar atrasado à escola.
Amanhã vai ser um grande dia!
(ou melhor, hoje, porque já passa da meia-noite)
Amanhã meu filho deixa de ser o meu bebé para ser um crescido que frequenta o recreio dos crescidos. Amanhã temos de nos levantar cedo e começar uma nova rotina: a de nunca chegar atrasado à escola.
Amanhã vai ser um grande dia!
(ou melhor, hoje, porque já passa da meia-noite)
sábado, setembro 11, 2010
regressei
Depois de quatro máquinas de roupa, de uma ida ao mercado e de uma passagem pelo supermercado, aqui estou de regresso à rotina de mãe e dona de casa.
As férias já foram e agora há que fazer tudo a 300% para que o sonho passe a realidade.
E agora vou ali preparar a minha sala para receber a minha grande amiga L para jantar.
As férias já foram e agora há que fazer tudo a 300% para que o sonho passe a realidade.
E agora vou ali preparar a minha sala para receber a minha grande amiga L para jantar.
quarta-feira, setembro 01, 2010
Até já
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