segunda-feira, outubro 25, 2010
A escola
Eu defendo o papel dos pais na escola e estou sempre a defender que não são os professores que têm de educar os nossos filhos. Somos nós que temos de lhes ensinar o sentido de responsabilidade, a educação, entre muitas outras coisas. Mas começo a ter algumas dúvidas em relação ao que se está a passar com o meu filho. Ele está no primeiro ano e está com uma grande dificuldade em assumir as suas responsabilidades na escola. Ao que parece há muitos dias em que liga o turbo da conversa e não lhe apetece fazer as tarefas que lhe são atribuídas. Resultado: para além das montanhas de tpc que traz diariamente, começou a trazer os trabalhos que não faz durante o tempo de aulas. E esta situação está a colocar-me um problema, porque se defendo que não tem de ser a professora a dar-lhe a educação que ele tem de levar de casa, também não acho justo que seja eu a resolver os conflitos que ele tem dentro da sala de aulas. Acho que vou ter de falar com a professora dele. Ela tem de arranjar algum mecanismo de o fazer trabalhar na aula. Caso contrário ele vai passar a odiar a escola, porque a mãe está sempre a ralhar e ele a trazer km de trabalhos para fazer em casa. Socorro!
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sábado, outubro 23, 2010
A propósito da consciência económica
Eu raramente comento os comentários do meu blog. Por vários motivos, o principal dos quais, porque este blog é a modos que semi-clandestino, quase ninguém aqui vem. Depois, porque nem sequer aprovo comentários, se eu digo o que me vai na mona, deixo que os poucos que me lêem também o façam. Mas o último comentário que recebi é, no mínimo, hilariante.
A Oriana acha que eu não tenho consciência económica porque entrei numa loja de chineses e achei uma peça cara. Mais, a Oriana deve achar que a minha falta de consciência é ainda maior porque achei um casaco de €22 caro. A Oriana deve achar-me uma consumidora sem escrúpulos porque as pechinchas das lojas dos chineses são feitas por crianças de "6 e 7 anos" e que devia saber que "o barato sai caro" e que "o preço da agora pechincha ainda vai ser pago daqui a uns tempos.. com juros".
Oh Oriana, francamente, se você quer iniciar um boicote aos produtos chineses, crie um abaixo-assinado na net. Quem sabe eu vou lá assiná-lo.
Aproveite e comece a olhar para as etiquetas da maior parte da roupa e do calçado que usa. E, não se iluda, se o produto custar mais de €5 euros, apesar de feito na China, que isso não lhe limpe a consciência em relaçãão à idade da criança que o fez. Quer apenas dizer que não tem marca ou teve menos intermediários.
E, já agora, tenha atenção aos produtos nacionais. é que há por aí muita criança portuguesa de 6 e 7 anos a coser sapatos em casa; e muitos miúdos de 7 e 8 a trabalhar no campo e a pastorear animais.
A Oriana acha que eu não tenho consciência económica porque entrei numa loja de chineses e achei uma peça cara. Mais, a Oriana deve achar que a minha falta de consciência é ainda maior porque achei um casaco de €22 caro. A Oriana deve achar-me uma consumidora sem escrúpulos porque as pechinchas das lojas dos chineses são feitas por crianças de "6 e 7 anos" e que devia saber que "o barato sai caro" e que "o preço da agora pechincha ainda vai ser pago daqui a uns tempos.. com juros".
Oh Oriana, francamente, se você quer iniciar um boicote aos produtos chineses, crie um abaixo-assinado na net. Quem sabe eu vou lá assiná-lo.
Aproveite e comece a olhar para as etiquetas da maior parte da roupa e do calçado que usa. E, não se iluda, se o produto custar mais de €5 euros, apesar de feito na China, que isso não lhe limpe a consciência em relaçãão à idade da criança que o fez. Quer apenas dizer que não tem marca ou teve menos intermediários.
E, já agora, tenha atenção aos produtos nacionais. é que há por aí muita criança portuguesa de 6 e 7 anos a coser sapatos em casa; e muitos miúdos de 7 e 8 a trabalhar no campo e a pastorear animais.
quarta-feira, outubro 20, 2010
Desilusão
As lojas chinesas não são o meu forte, confesso. Não tenho qualuqer tipo de preconceito, se é isso que estão a pensar. Apenas me irrita entrar numa loja onde é impossível saber onde está o que procuro. E com a agravante de não me poder dirigir à menina sorridente que está atrás do balcão porque ela não consegue articular uma frase de português. Por isso, confesso que não sou grande fã de lojas chinesas. Mas toda a gente fala delas, e das verdadeiras pechinchas que lá se compram, e isto e aquilo. E, vai daí, decidi dar-lhes uma nova oportunidade e entrei num desses paraísos do consumismo à procura de um casaquinho tipo capa. E encontrei-o. Giro, até e dava a impressão que não passaria a pano do chão após a primeira lavagem. Mas eis-me a olhar para o preço: €22,90. Onde é que andam as pechinchas de que todos me falam? Este é o preço de qulquer casaco de malha na zara, os da Pull são mais baratos e, com sorte, com esse dinheiro compro uma malhinha mesmo catita no freeport, daquelas que vão durar 3 ou 4 anos.
Daí que tenha saído da loja de mãos a abanar e verdadeiramente desiludida.
Daí que tenha saído da loja de mãos a abanar e verdadeiramente desiludida.
terça-feira, outubro 19, 2010
Eu e os empresarios dos ginásios
Quem me conhece sabe que tenho muito a dizer deste orçamento de Estado mas, se há coisa que me encanita com os nervos é a lata dos donos dos ginásios. Há poucos anos, quando o iva dos ginásios desceu dos 20% para 0s 6% nenhum ginásio que eu conheça baixou os preços. Lembro-me dos muitos artigos de jornal, eu própria escrevi uma carta ao ginásio que frequentava na altura e que me respondeu com uma grande lata. Mas agora, que o iva volta para a taxa máxima há duas coisas que me deixam de cara à banda: por um lado, essa mesma maltosa a avisar já que vai aumentar os preços (claro está) e que isto é uma situação de calamidade; por outro, os mesmos jornalistas que num passado recente falaram da baixa da taxa de iva nos ginásios não tem a inteligência de colocar aos senhores empresários a questão que se impões: "mas se quando a taxa desceu não desceram os preços, porque é que os vão subir agora?".
sexta-feira, outubro 15, 2010
Preocupada
Quando o nosso governo decide taxar todas as conservas que não sejam de peixe a 23% fico preocupada. Muito preocupada. Mães de Portugal, as salsichas vão passar a ser um bem de luxo.
segunda-feira, outubro 11, 2010
Pode não parecer
mas a minha vida está numa roda viva. Não aquela em que vivia, em permanente agonia, sempre à beira de um ataque de nervos (embora com a carteira bem mais recheada do que agora). A minha vida está uma roda viva (e a minha carteira consideravelmente mais vazia e sem subsidio de Natal), mas eu estou mais feliz. Se tenho stresses? Tenho. Se tenho medos ? xi pá, nem se fala, medo que as coisas não resultem, que o FMI entre por aqui a dentro e faça disparar ainda mais os impostos, medo de bloquear e não ter mais ideias interessantes, de não conseguir responder ao que se espera de mim. Se fico chateada? Sim, também fico chateada e preocupada e com a neura. Mas ando mais feliz, e vou a pé para o trabalho, e posso vir almoçar a casa, e gosto do que faço, e ninguém me grita, e não tenho de esperar eternidades que alguém se decida sobre coisas que têm mesmo de ser feitas.
Eu ando tao contente com o que estou a fazer que até tenho medo que as coisas descambem...
Eu ando tao contente com o que estou a fazer que até tenho medo que as coisas descambem...
domingo, outubro 10, 2010
Como tristezas não pagam dívidas...
vou-me embonecar que hoje é dia de concerto na Gulbenkian.
Até tinha pensado em escrever aqui sobre a crise e suas consequências na minha pessoa. Mas vai ter de ficar para mais tarde. Talvez amanhã.
Até tinha pensado em escrever aqui sobre a crise e suas consequências na minha pessoa. Mas vai ter de ficar para mais tarde. Talvez amanhã.
sábado, outubro 09, 2010
quarta-feira, outubro 06, 2010
Ajuda
Alguém conhece alguém que, por sua vez, tenha 1/4 de violoncelo em 2ª mão que queira vender?
Alguém, por favor? Alguém que queira minimizar a chulice de uma escola de música que nos pede €25 por mês de aluguer de um instrumento a juntar ao balúrdio que já se paga de mensalidade? Se conhecerem alguém ajudem esta mãe.
Juro que, se não fosse pelo facto de, pela primeira vez em três anos, ele estar realmente interessado na escola da música, o tirava de lá e o levava para o futebol.
Obrigadinha
Alguém, por favor? Alguém que queira minimizar a chulice de uma escola de música que nos pede €25 por mês de aluguer de um instrumento a juntar ao balúrdio que já se paga de mensalidade? Se conhecerem alguém ajudem esta mãe.
Juro que, se não fosse pelo facto de, pela primeira vez em três anos, ele estar realmente interessado na escola da música, o tirava de lá e o levava para o futebol.
Obrigadinha
domingo, outubro 03, 2010
Irra que dói
Na sexta-feira fui ao dentista tirar um dente e colocar um implante. Eu, que não tenho medo de dentistas, posso afirmar que o método utilizado para extrair o meu dente pode (e é de vcerteza) em algumas sociedades mais avançadas considerado um método de tortura. Até tenho a cara inchada. Imagine-se como está a ser o meu fim-de-semana.
sexta-feira, outubro 01, 2010
Só mais uma coisinha
Esqueci-me de dizer que, na segunda-feira, fui ao médico à revisão dos 5 anos e meio e que, pela primeira vez, ele me olhou nos olhos e me disse que dificilmente iria voltar a ficar doente.
Só quem já passou pelo horror de um cancro em estado avançado e viu a incerteza no rosto dos médicos por tanto tempo, só quem já passou a agonia da quimioterapia e da radioterapia, só quem não dormiu na véspera de ir ao médico saber o resultado dos exames de controle, só quem já cheirou a morte pode perceber o que estas palavras significam.
Porque nenhum médico consciente as diz sem o mínimo de segurança.
E eu fiquei tão surpreendida que só me apeteceu chorar (coisa que fiz, mas não à frente dele).
Sinto-me a recomeçar!
Só quem já passou pelo horror de um cancro em estado avançado e viu a incerteza no rosto dos médicos por tanto tempo, só quem já passou a agonia da quimioterapia e da radioterapia, só quem não dormiu na véspera de ir ao médico saber o resultado dos exames de controle, só quem já cheirou a morte pode perceber o que estas palavras significam.
Porque nenhum médico consciente as diz sem o mínimo de segurança.
E eu fiquei tão surpreendida que só me apeteceu chorar (coisa que fiz, mas não à frente dele).
Sinto-me a recomeçar!
quinta-feira, setembro 30, 2010
What a week
Já não venho aqui há alguns dias mas, acreditem, não é por falta de assunto. É mesmo por falta de tempo. Chego ao fim do dia tão esgotada que a última coisa que me apetece é voltar a pegar no computador e escrever.
Mas hoje foi um bom dia e, como tal, até dá para estar sentada no sofá e ter tempo e força anímica para aqui escrever.
As coisas com o Henrique não têm sido fáceis: a escola está a deixá-lo frágil porque ele está a perceber que, por vezes, as coisas são difíceis. Por vezes não somos os melhores, temos de aprender, temos de errar. E o meu filho, verdade seja dita, tem muita dificuldade em lidar com a frustração. Segunda-feira foi um horror: uma daquelas birras que quase nos faz perder o norte. Tive tanta vontade de lhe dar uma lambada daquelas de lhe virar a cabeça. Mas não o fiz. Em vez disso castiguei-o onde mais lhe dói. Não o deixei ficar com a bola na escola para jogar no recreio. E posso dizer que a birra foi horrível: ele chorou, esperneou, gritou, suplicou... Foi tão mau que eu só tinha vontade de me agarrar a ele a chorar também. Mas é importante, é memso importante saber que, às vezes, temos de ser firmes. Eu sou mãe. Ninguém gosta mais do meu filho do que eu. Adoro-o, quero o melhor dele e para ele. Mas não me posso esquecer que, por vezes, para educar é preciso ser firme. Mesmo que isso me parta o coração.
E na terça, quando tudo parecia correr bem, o fim da tarde acabou por ser mau. E na quarta também não foi grande coisa...
E isto dá cabo de mim. É um desgaste tão grande que o resto das coisas me parecem quase insignificantes. às vezes tento entender o meu comportamento e aquilo que posso melhorar. Sei que não sou a mãe perfeita, mas custa-me sentir que posso estar completamente ao lado do que devo fazer, que posso estar a contribuir, de alguma forma, para que ele não consiga crescer da melhor forma.
Hoje, no entanto, as coisas forma um bocadinho diferentes. Chegámos a casa tarde porque o levei ao Estádio da Luz a assistir a um programa da Benfica TV e, quando eu pensei que a birra ia começar ele surpreendeu-me. Fez os trabalhos de casa em três tempos (e bem feitos!!!), pintou os desenhos que tinha a pintar sozinho e foi para a cama sem dramas. Foi tão bom, tão bom que me lembrei que ser mãe é mesmo a melhor coisa do mundo.
Mas hoje foi um bom dia e, como tal, até dá para estar sentada no sofá e ter tempo e força anímica para aqui escrever.
As coisas com o Henrique não têm sido fáceis: a escola está a deixá-lo frágil porque ele está a perceber que, por vezes, as coisas são difíceis. Por vezes não somos os melhores, temos de aprender, temos de errar. E o meu filho, verdade seja dita, tem muita dificuldade em lidar com a frustração. Segunda-feira foi um horror: uma daquelas birras que quase nos faz perder o norte. Tive tanta vontade de lhe dar uma lambada daquelas de lhe virar a cabeça. Mas não o fiz. Em vez disso castiguei-o onde mais lhe dói. Não o deixei ficar com a bola na escola para jogar no recreio. E posso dizer que a birra foi horrível: ele chorou, esperneou, gritou, suplicou... Foi tão mau que eu só tinha vontade de me agarrar a ele a chorar também. Mas é importante, é memso importante saber que, às vezes, temos de ser firmes. Eu sou mãe. Ninguém gosta mais do meu filho do que eu. Adoro-o, quero o melhor dele e para ele. Mas não me posso esquecer que, por vezes, para educar é preciso ser firme. Mesmo que isso me parta o coração.
E na terça, quando tudo parecia correr bem, o fim da tarde acabou por ser mau. E na quarta também não foi grande coisa...
E isto dá cabo de mim. É um desgaste tão grande que o resto das coisas me parecem quase insignificantes. às vezes tento entender o meu comportamento e aquilo que posso melhorar. Sei que não sou a mãe perfeita, mas custa-me sentir que posso estar completamente ao lado do que devo fazer, que posso estar a contribuir, de alguma forma, para que ele não consiga crescer da melhor forma.
Hoje, no entanto, as coisas forma um bocadinho diferentes. Chegámos a casa tarde porque o levei ao Estádio da Luz a assistir a um programa da Benfica TV e, quando eu pensei que a birra ia começar ele surpreendeu-me. Fez os trabalhos de casa em três tempos (e bem feitos!!!), pintou os desenhos que tinha a pintar sozinho e foi para a cama sem dramas. Foi tão bom, tão bom que me lembrei que ser mãe é mesmo a melhor coisa do mundo.
quinta-feira, setembro 23, 2010
Expliquem-me como se tivesse quatro anos
Por que razão se pede a todos os portugueses que cortem nas despesas e o Estado tem a distinta lata de continuar a aumentar as suas despesas e me venha com a desculpa de que o crescimento da despesa está a diminuir. Não acho normal. Juro que não acho. Assim também eu prometo gastar mais mas menos dentro do mais. Com a diferença que eu gasto o meu dinheiro, aquele que ganho todos os meses.
Cortes Cegos
Eu sou contra cortes cegos. Aqueles em nós somos apenas números, em que não temos cara, passado, vida... nada. Somos apenas um número para a estatística.
Acontece o mesmo, por exemplo, com o encerramento de escolas. Todas as escolas com menos de não sei quantos meninos têm de fechar e estes passam a estar inseridos em mega agrupamentos, escolas grandes, por vezes a mais de uma vintena de quilómetros da sua residência.
Esta notícia já de si é absurda. Porque se é verdade que em alguns casos faz sentido fechar escolas básicas a cair aos pedaços, com falta de condições para acolher as crianças, com falta sistemática de professores, não é menos verdade que fechar certas escolas, mesmo que estas só tenham 30 alunos, é um verdadeiro atentado. Porque nem sempre o que e grande é bom. Porque ter turmas com mais de 20 alunos não é bom para ninguém- as crianças não aprendem tão bem, os professores ficam esgotados e não conseguem dar o mesmo acompanhamento a todos -.
É olhar apenas para o número sem ter em consideração o resto. E esse resto pode ser determinante.
E porque há outras vezes então, em que acontecem pérolas destas: fecham-se escolas que tinham sido distinguidas pelo seu funcionamento e mandam-se as crianças para os tais mega agrupamentos onde nem sequer há internet. Dá vontade de rir, não dá? Deve serpor estas e por outras que o nosso Primeiro, apesar de tanto gostar da qualidade do ensino público em Portugal, mantem os seus dois filhos em escolas privadas.
Acontece o mesmo, por exemplo, com o encerramento de escolas. Todas as escolas com menos de não sei quantos meninos têm de fechar e estes passam a estar inseridos em mega agrupamentos, escolas grandes, por vezes a mais de uma vintena de quilómetros da sua residência.
Esta notícia já de si é absurda. Porque se é verdade que em alguns casos faz sentido fechar escolas básicas a cair aos pedaços, com falta de condições para acolher as crianças, com falta sistemática de professores, não é menos verdade que fechar certas escolas, mesmo que estas só tenham 30 alunos, é um verdadeiro atentado. Porque nem sempre o que e grande é bom. Porque ter turmas com mais de 20 alunos não é bom para ninguém- as crianças não aprendem tão bem, os professores ficam esgotados e não conseguem dar o mesmo acompanhamento a todos -.
É olhar apenas para o número sem ter em consideração o resto. E esse resto pode ser determinante.
E porque há outras vezes então, em que acontecem pérolas destas: fecham-se escolas que tinham sido distinguidas pelo seu funcionamento e mandam-se as crianças para os tais mega agrupamentos onde nem sequer há internet. Dá vontade de rir, não dá? Deve serpor estas e por outras que o nosso Primeiro, apesar de tanto gostar da qualidade do ensino público em Portugal, mantem os seus dois filhos em escolas privadas.
segunda-feira, setembro 20, 2010
Tanto...
que eu tinha para escrever aqui. Tanto, mas tanto... foi o casamento da Pipoquinha, foi a despedida de solteira da Mariana (que casa no próximo sábado), já para não falar do novo escritório e do turbilhão que está a ser esta nova fase da minha vida... mas estou esgotada e sem tempo. Prometo dar notícias em breve.
domingo, setembro 19, 2010
sábado, setembro 18, 2010
novidade
o meu jantar foi interrompido com uma notícia fantástica: vem mais um sobrinho emprestado a caminho.IUPI!
Balanço da primeira semana de aulas
Começou bem, o Henrique ia cheio de vontade de rever amigos, de conhecer a professora, de jogar à bola no recreio. Na terça-feira começaram as dificuldades: as letras manuscritas.
Na quarta veio o desabafo: "mãe, o meu nome é tão difícil de escrever... e tão grande!", lamentou-se omeu petiz. e tive pena dele porque, realmente, o H manuscrito é um grande pincel. Que raio, pensei eu. Mas como é que nunca me ocorreu que o nome dele seria difícil de escrever?
Hoje, sexta-feira, - dia em que o Miguel vinha jantar e dormir cá em casa, para brincar com o amigo e esquecer (por um bocadinho) que tem um mano recém-nascido lá em casa - é que a coisa ficou preta. Ele trazia trabalhos de casa. Eu sentei-me ao seu lado para o acompanhar. Era uma ficha com desenhos para pintar... mas tinha também de escrever o nome, com letra manuscrita... e eu, confesso que não fui boa a tratar a situação. Apaguei várias vezes as letras que estavam mal, ensinando como é que se faziam e tentanto explicar-lhe alguns truques. Foi difícil, ele estava tristonho, mas conseguiu, e ficou mesmo muito bem escrito.
Mas quando lhe disse que ele também deveria escrever um dos seus apelidos caiu o Carmo e a Trindade, fartou-se de chorar, fez uma grande birra, disse que a escola era uma seca, que nunca mais queria voltar... tive tanta pena dele
Porque eu, caraças, sou muito dura com estas coisas da escola. Sempre fui. Mesmo quando dava explicações. Posso ensinar a fazer, mas recuso-me a aceitar desistências ou coisas menos bem feitas. Esqueci-me é que estava a lidar com uma criança de 6 anos, que nunca tinha feito uma letra manuscrita na sua vida, e que tem um forma muito peculiar de pegar no lápis.
Tenh0 de pensar muito bem qual será a malhor abordagem de futuro. Mas fiquei destroçada a olhar para ele.
Na quarta veio o desabafo: "mãe, o meu nome é tão difícil de escrever... e tão grande!", lamentou-se omeu petiz. e tive pena dele porque, realmente, o H manuscrito é um grande pincel. Que raio, pensei eu. Mas como é que nunca me ocorreu que o nome dele seria difícil de escrever?
Hoje, sexta-feira, - dia em que o Miguel vinha jantar e dormir cá em casa, para brincar com o amigo e esquecer (por um bocadinho) que tem um mano recém-nascido lá em casa - é que a coisa ficou preta. Ele trazia trabalhos de casa. Eu sentei-me ao seu lado para o acompanhar. Era uma ficha com desenhos para pintar... mas tinha também de escrever o nome, com letra manuscrita... e eu, confesso que não fui boa a tratar a situação. Apaguei várias vezes as letras que estavam mal, ensinando como é que se faziam e tentanto explicar-lhe alguns truques. Foi difícil, ele estava tristonho, mas conseguiu, e ficou mesmo muito bem escrito.
Mas quando lhe disse que ele também deveria escrever um dos seus apelidos caiu o Carmo e a Trindade, fartou-se de chorar, fez uma grande birra, disse que a escola era uma seca, que nunca mais queria voltar... tive tanta pena dele
Porque eu, caraças, sou muito dura com estas coisas da escola. Sempre fui. Mesmo quando dava explicações. Posso ensinar a fazer, mas recuso-me a aceitar desistências ou coisas menos bem feitas. Esqueci-me é que estava a lidar com uma criança de 6 anos, que nunca tinha feito uma letra manuscrita na sua vida, e que tem um forma muito peculiar de pegar no lápis.
Tenh0 de pensar muito bem qual será a malhor abordagem de futuro. Mas fiquei destroçada a olhar para ele.
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cumplicidade espontânea
Hoje dei os primeiros passos concretos no que poderá a vir a ser um projecto dentro do meu novo projecto de vida. E foi giro. Entrei de mãos a abanar. Saí de sorriso na cara, daqueles que temos depois de uma boa conversa, regada com água do melhor que há. E ainda trouxe um acessório para completar a fatiota do casamento do ano!
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