Já não venho aqui há alguns dias mas, acreditem, não é por falta de assunto. É mesmo por falta de tempo. Chego ao fim do dia tão esgotada que a última coisa que me apetece é voltar a pegar no computador e escrever.
Mas hoje foi um bom dia e, como tal, até dá para estar sentada no sofá e ter tempo e força anímica para aqui escrever.
As coisas com o Henrique não têm sido fáceis: a escola está a deixá-lo frágil porque ele está a perceber que, por vezes, as coisas são difíceis. Por vezes não somos os melhores, temos de aprender, temos de errar. E o meu filho, verdade seja dita, tem muita dificuldade em lidar com a frustração. Segunda-feira foi um horror: uma daquelas birras que quase nos faz perder o norte. Tive tanta vontade de lhe dar uma lambada daquelas de lhe virar a cabeça. Mas não o fiz. Em vez disso castiguei-o onde mais lhe dói. Não o deixei ficar com a bola na escola para jogar no recreio. E posso dizer que a birra foi horrível: ele chorou, esperneou, gritou, suplicou... Foi tão mau que eu só tinha vontade de me agarrar a ele a chorar também. Mas é importante, é memso importante saber que, às vezes, temos de ser firmes. Eu sou mãe. Ninguém gosta mais do meu filho do que eu. Adoro-o, quero o melhor dele e para ele. Mas não me posso esquecer que, por vezes, para educar é preciso ser firme. Mesmo que isso me parta o coração.
E na terça, quando tudo parecia correr bem, o fim da tarde acabou por ser mau. E na quarta também não foi grande coisa...
E isto dá cabo de mim. É um desgaste tão grande que o resto das coisas me parecem quase insignificantes. às vezes tento entender o meu comportamento e aquilo que posso melhorar. Sei que não sou a mãe perfeita, mas custa-me sentir que posso estar completamente ao lado do que devo fazer, que posso estar a contribuir, de alguma forma, para que ele não consiga crescer da melhor forma.
Hoje, no entanto, as coisas forma um bocadinho diferentes. Chegámos a casa tarde porque o levei ao Estádio da Luz a assistir a um programa da Benfica TV e, quando eu pensei que a birra ia começar ele surpreendeu-me. Fez os trabalhos de casa em três tempos (e bem feitos!!!), pintou os desenhos que tinha a pintar sozinho e foi para a cama sem dramas. Foi tão bom, tão bom que me lembrei que ser mãe é mesmo a melhor coisa do mundo.
quinta-feira, setembro 30, 2010
quinta-feira, setembro 23, 2010
Expliquem-me como se tivesse quatro anos
Por que razão se pede a todos os portugueses que cortem nas despesas e o Estado tem a distinta lata de continuar a aumentar as suas despesas e me venha com a desculpa de que o crescimento da despesa está a diminuir. Não acho normal. Juro que não acho. Assim também eu prometo gastar mais mas menos dentro do mais. Com a diferença que eu gasto o meu dinheiro, aquele que ganho todos os meses.
Cortes Cegos
Eu sou contra cortes cegos. Aqueles em nós somos apenas números, em que não temos cara, passado, vida... nada. Somos apenas um número para a estatística.
Acontece o mesmo, por exemplo, com o encerramento de escolas. Todas as escolas com menos de não sei quantos meninos têm de fechar e estes passam a estar inseridos em mega agrupamentos, escolas grandes, por vezes a mais de uma vintena de quilómetros da sua residência.
Esta notícia já de si é absurda. Porque se é verdade que em alguns casos faz sentido fechar escolas básicas a cair aos pedaços, com falta de condições para acolher as crianças, com falta sistemática de professores, não é menos verdade que fechar certas escolas, mesmo que estas só tenham 30 alunos, é um verdadeiro atentado. Porque nem sempre o que e grande é bom. Porque ter turmas com mais de 20 alunos não é bom para ninguém- as crianças não aprendem tão bem, os professores ficam esgotados e não conseguem dar o mesmo acompanhamento a todos -.
É olhar apenas para o número sem ter em consideração o resto. E esse resto pode ser determinante.
E porque há outras vezes então, em que acontecem pérolas destas: fecham-se escolas que tinham sido distinguidas pelo seu funcionamento e mandam-se as crianças para os tais mega agrupamentos onde nem sequer há internet. Dá vontade de rir, não dá? Deve serpor estas e por outras que o nosso Primeiro, apesar de tanto gostar da qualidade do ensino público em Portugal, mantem os seus dois filhos em escolas privadas.
Acontece o mesmo, por exemplo, com o encerramento de escolas. Todas as escolas com menos de não sei quantos meninos têm de fechar e estes passam a estar inseridos em mega agrupamentos, escolas grandes, por vezes a mais de uma vintena de quilómetros da sua residência.
Esta notícia já de si é absurda. Porque se é verdade que em alguns casos faz sentido fechar escolas básicas a cair aos pedaços, com falta de condições para acolher as crianças, com falta sistemática de professores, não é menos verdade que fechar certas escolas, mesmo que estas só tenham 30 alunos, é um verdadeiro atentado. Porque nem sempre o que e grande é bom. Porque ter turmas com mais de 20 alunos não é bom para ninguém- as crianças não aprendem tão bem, os professores ficam esgotados e não conseguem dar o mesmo acompanhamento a todos -.
É olhar apenas para o número sem ter em consideração o resto. E esse resto pode ser determinante.
E porque há outras vezes então, em que acontecem pérolas destas: fecham-se escolas que tinham sido distinguidas pelo seu funcionamento e mandam-se as crianças para os tais mega agrupamentos onde nem sequer há internet. Dá vontade de rir, não dá? Deve serpor estas e por outras que o nosso Primeiro, apesar de tanto gostar da qualidade do ensino público em Portugal, mantem os seus dois filhos em escolas privadas.
segunda-feira, setembro 20, 2010
Tanto...
que eu tinha para escrever aqui. Tanto, mas tanto... foi o casamento da Pipoquinha, foi a despedida de solteira da Mariana (que casa no próximo sábado), já para não falar do novo escritório e do turbilhão que está a ser esta nova fase da minha vida... mas estou esgotada e sem tempo. Prometo dar notícias em breve.
domingo, setembro 19, 2010
sábado, setembro 18, 2010
novidade
o meu jantar foi interrompido com uma notícia fantástica: vem mais um sobrinho emprestado a caminho.IUPI!
Balanço da primeira semana de aulas
Começou bem, o Henrique ia cheio de vontade de rever amigos, de conhecer a professora, de jogar à bola no recreio. Na terça-feira começaram as dificuldades: as letras manuscritas.
Na quarta veio o desabafo: "mãe, o meu nome é tão difícil de escrever... e tão grande!", lamentou-se omeu petiz. e tive pena dele porque, realmente, o H manuscrito é um grande pincel. Que raio, pensei eu. Mas como é que nunca me ocorreu que o nome dele seria difícil de escrever?
Hoje, sexta-feira, - dia em que o Miguel vinha jantar e dormir cá em casa, para brincar com o amigo e esquecer (por um bocadinho) que tem um mano recém-nascido lá em casa - é que a coisa ficou preta. Ele trazia trabalhos de casa. Eu sentei-me ao seu lado para o acompanhar. Era uma ficha com desenhos para pintar... mas tinha também de escrever o nome, com letra manuscrita... e eu, confesso que não fui boa a tratar a situação. Apaguei várias vezes as letras que estavam mal, ensinando como é que se faziam e tentanto explicar-lhe alguns truques. Foi difícil, ele estava tristonho, mas conseguiu, e ficou mesmo muito bem escrito.
Mas quando lhe disse que ele também deveria escrever um dos seus apelidos caiu o Carmo e a Trindade, fartou-se de chorar, fez uma grande birra, disse que a escola era uma seca, que nunca mais queria voltar... tive tanta pena dele
Porque eu, caraças, sou muito dura com estas coisas da escola. Sempre fui. Mesmo quando dava explicações. Posso ensinar a fazer, mas recuso-me a aceitar desistências ou coisas menos bem feitas. Esqueci-me é que estava a lidar com uma criança de 6 anos, que nunca tinha feito uma letra manuscrita na sua vida, e que tem um forma muito peculiar de pegar no lápis.
Tenh0 de pensar muito bem qual será a malhor abordagem de futuro. Mas fiquei destroçada a olhar para ele.
Na quarta veio o desabafo: "mãe, o meu nome é tão difícil de escrever... e tão grande!", lamentou-se omeu petiz. e tive pena dele porque, realmente, o H manuscrito é um grande pincel. Que raio, pensei eu. Mas como é que nunca me ocorreu que o nome dele seria difícil de escrever?
Hoje, sexta-feira, - dia em que o Miguel vinha jantar e dormir cá em casa, para brincar com o amigo e esquecer (por um bocadinho) que tem um mano recém-nascido lá em casa - é que a coisa ficou preta. Ele trazia trabalhos de casa. Eu sentei-me ao seu lado para o acompanhar. Era uma ficha com desenhos para pintar... mas tinha também de escrever o nome, com letra manuscrita... e eu, confesso que não fui boa a tratar a situação. Apaguei várias vezes as letras que estavam mal, ensinando como é que se faziam e tentanto explicar-lhe alguns truques. Foi difícil, ele estava tristonho, mas conseguiu, e ficou mesmo muito bem escrito.
Mas quando lhe disse que ele também deveria escrever um dos seus apelidos caiu o Carmo e a Trindade, fartou-se de chorar, fez uma grande birra, disse que a escola era uma seca, que nunca mais queria voltar... tive tanta pena dele
Porque eu, caraças, sou muito dura com estas coisas da escola. Sempre fui. Mesmo quando dava explicações. Posso ensinar a fazer, mas recuso-me a aceitar desistências ou coisas menos bem feitas. Esqueci-me é que estava a lidar com uma criança de 6 anos, que nunca tinha feito uma letra manuscrita na sua vida, e que tem um forma muito peculiar de pegar no lápis.
Tenh0 de pensar muito bem qual será a malhor abordagem de futuro. Mas fiquei destroçada a olhar para ele.
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cumplicidade espontânea
Hoje dei os primeiros passos concretos no que poderá a vir a ser um projecto dentro do meu novo projecto de vida. E foi giro. Entrei de mãos a abanar. Saí de sorriso na cara, daqueles que temos depois de uma boa conversa, regada com água do melhor que há. E ainda trouxe um acessório para completar a fatiota do casamento do ano!
terça-feira, setembro 14, 2010
Dia 12 rules
vejamos: é o dia do meu aniversário, e do aniversário do meu filho, e do meu aniversário de casamento e, desde domingo passad, é também o dia d aniversário do António. Vais ver, meu querido, que nasceste no melhor dia possívl. Join the club!
segunda-feira, setembro 13, 2010
contagem decrescente
A roupa que ele vai levar para o seu primeiro dia de aulas a sério já está dobrada em cima da cadeira (t-shirt do Yoda). Não escolhemos o calçado mas, tendo em conta que ele adora futebol, o mais provável é escolher as chuteiras). O material está devidamente etiquetado, a mochila do Homem Aranha carregada com livros, cadernos e estojo. Faltam-nos 5 folhas de cartolina e uma caiza para guardar o material escolar (e que, por me ter deixado com dúvidas, decidi não comprar sem falar com a professora). A ementa também foi escolhida por ele: empada de bacalhau, uma das especialidades do pai.
Amanhã meu filho deixa de ser o meu bebé para ser um crescido que frequenta o recreio dos crescidos. Amanhã temos de nos levantar cedo e começar uma nova rotina: a de nunca chegar atrasado à escola.
Amanhã vai ser um grande dia!
(ou melhor, hoje, porque já passa da meia-noite)
Amanhã meu filho deixa de ser o meu bebé para ser um crescido que frequenta o recreio dos crescidos. Amanhã temos de nos levantar cedo e começar uma nova rotina: a de nunca chegar atrasado à escola.
Amanhã vai ser um grande dia!
(ou melhor, hoje, porque já passa da meia-noite)
sábado, setembro 11, 2010
regressei
Depois de quatro máquinas de roupa, de uma ida ao mercado e de uma passagem pelo supermercado, aqui estou de regresso à rotina de mãe e dona de casa.
As férias já foram e agora há que fazer tudo a 300% para que o sonho passe a realidade.
E agora vou ali preparar a minha sala para receber a minha grande amiga L para jantar.
As férias já foram e agora há que fazer tudo a 300% para que o sonho passe a realidade.
E agora vou ali preparar a minha sala para receber a minha grande amiga L para jantar.
quarta-feira, setembro 01, 2010
Até já
quarta-feira, agosto 25, 2010
O princípio do resto da minha vida
Na semana passada demiti-me da empresa onde trabalhava há cerca de três anos e meio. Fi-lo por várias razões, mas a principal foi porque queria investir em mim e na minha família. Não, não vou virar dondoca de ficar por casa, até porque não tenho dinheiro para isso. Investir em mim e na minha família significa fazer algo diferente, mais à minha escala, com outros objectivos. Vago não é? Mas, para já, não posso adiantar mais nada. Digamos que vou para uma carreira a solo, ou para um dueto. Logo voltarei aqui para dar mais notícias.
Desde segunda que deixei de ir ao escritório e me preparo para o que aí vem. Passo mais tempo em casa, mas também pela cidade. Tenho tempo para acompanhar as minhas amigas e para estar com o meu filho. Até me sobra tempo para organizar coisas em casa. Os planos para hoje passam por um almoço, uma ida às Amoreiras à procura de um casaco e de um vestidinho e uma passagem pelo Ikea para comprar uma caixas para arrum0s.
Para a semana vou de férias e, quando voltar, tudo será diferente. Novo projecto, filho na Primária...
Tenho borboletas na barriga. Desejo, sinceramente, que tudo me corra bem.
Desde segunda que deixei de ir ao escritório e me preparo para o que aí vem. Passo mais tempo em casa, mas também pela cidade. Tenho tempo para acompanhar as minhas amigas e para estar com o meu filho. Até me sobra tempo para organizar coisas em casa. Os planos para hoje passam por um almoço, uma ida às Amoreiras à procura de um casaco e de um vestidinho e uma passagem pelo Ikea para comprar uma caixas para arrum0s.
Para a semana vou de férias e, quando voltar, tudo será diferente. Novo projecto, filho na Primária...
Tenho borboletas na barriga. Desejo, sinceramente, que tudo me corra bem.
domingo, agosto 22, 2010
Obrigada, querido.
Agradeço ao meu marido ter-me chamado à razão quando eu, louca de pedra, falei em comprar um cativo na Luz para este ano.
Obrigada, amor. Neste momento, em que vejo as imagens do jogo e os frangos do Sr. Roberto, levanto as mãos aos céus e agradeço o facto de me teres chamado á razão.
Obrigada, amor. Neste momento, em que vejo as imagens do jogo e os frangos do Sr. Roberto, levanto as mãos aos céus e agradeço o facto de me teres chamado á razão.
quinta-feira, agosto 19, 2010
quarta-feira, agosto 18, 2010
afectos
Uma pessoa sobrevive a uma doença grave, sobrevive aos patrões, aos maus dias no trabalho, às confusões laborais e outras chatices. Mas quando chega aos afectos o caso muda de figura: desaparece a valentia, a tolerância escapa-se como areia entre os dedos. Exige-se, esperneia-se. Queremos tudo à nossa imagem e nas nossas condições. Não se admitem falhas, não se perdoa com facilidade, não se partilha.
Porquê?
Porquê?
segunda-feira, agosto 16, 2010
reviver o passado
acabadinha de chegar do cinema ligo a tv e o que vejo? Dirty Dancing na Sic. Sorry mas não posso escrever mais.
domingo, agosto 15, 2010
Contagem decrescente
A menos de 24 horas de voltar ao trabalho confesso que estou com muito pouca vontade. Avizinham-se momentos decisivos na minha vida. E, como sempre acontece, quando esta evidência nos assola, a vontade de permanecer de férias é ainda maior. Apetece-me continuar a ir à praia de manhã, a passar no mercado para comprar peixe fresco para o almço, a arrumar as miudezas que se acumulam pela casa, a telefonar às amigas, a ir ao Chiado ao fim da tarde, a comprar material escolar no Continente e a ver episódios do Dartacão. Mas sei que não pode ser assim, para mal dos meus pecados.
Há que voltar à rotina, à que voltar a fazer business plans e folhas de excel com listagens, stocks, planos de marketing, promoções e afins. Há que ter conversas difícieis, decisivas, apertos na barriga (os do estêmago deixei de ter há conco anos).
Se tudo correr bem, daqui a duas semanas e meia, quando me preparar para queimar o resto dos cartuxos das minhas férias, a minha vida será diferente. Igualmente caótica, mas diferente.
A ver vamos
Há que voltar à rotina, à que voltar a fazer business plans e folhas de excel com listagens, stocks, planos de marketing, promoções e afins. Há que ter conversas difícieis, decisivas, apertos na barriga (os do estêmago deixei de ter há conco anos).
Se tudo correr bem, daqui a duas semanas e meia, quando me preparar para queimar o resto dos cartuxos das minhas férias, a minha vida será diferente. Igualmente caótica, mas diferente.
A ver vamos
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