Na semana passada demiti-me da empresa onde trabalhava há cerca de três anos e meio. Fi-lo por várias razões, mas a principal foi porque queria investir em mim e na minha família. Não, não vou virar dondoca de ficar por casa, até porque não tenho dinheiro para isso. Investir em mim e na minha família significa fazer algo diferente, mais à minha escala, com outros objectivos. Vago não é? Mas, para já, não posso adiantar mais nada. Digamos que vou para uma carreira a solo, ou para um dueto. Logo voltarei aqui para dar mais notícias.
Desde segunda que deixei de ir ao escritório e me preparo para o que aí vem. Passo mais tempo em casa, mas também pela cidade. Tenho tempo para acompanhar as minhas amigas e para estar com o meu filho. Até me sobra tempo para organizar coisas em casa. Os planos para hoje passam por um almoço, uma ida às Amoreiras à procura de um casaco e de um vestidinho e uma passagem pelo Ikea para comprar uma caixas para arrum0s.
Para a semana vou de férias e, quando voltar, tudo será diferente. Novo projecto, filho na Primária...
Tenho borboletas na barriga. Desejo, sinceramente, que tudo me corra bem.
quarta-feira, agosto 25, 2010
domingo, agosto 22, 2010
Obrigada, querido.
Agradeço ao meu marido ter-me chamado à razão quando eu, louca de pedra, falei em comprar um cativo na Luz para este ano.
Obrigada, amor. Neste momento, em que vejo as imagens do jogo e os frangos do Sr. Roberto, levanto as mãos aos céus e agradeço o facto de me teres chamado á razão.
Obrigada, amor. Neste momento, em que vejo as imagens do jogo e os frangos do Sr. Roberto, levanto as mãos aos céus e agradeço o facto de me teres chamado á razão.
quinta-feira, agosto 19, 2010
quarta-feira, agosto 18, 2010
afectos
Uma pessoa sobrevive a uma doença grave, sobrevive aos patrões, aos maus dias no trabalho, às confusões laborais e outras chatices. Mas quando chega aos afectos o caso muda de figura: desaparece a valentia, a tolerância escapa-se como areia entre os dedos. Exige-se, esperneia-se. Queremos tudo à nossa imagem e nas nossas condições. Não se admitem falhas, não se perdoa com facilidade, não se partilha.
Porquê?
Porquê?
segunda-feira, agosto 16, 2010
reviver o passado
acabadinha de chegar do cinema ligo a tv e o que vejo? Dirty Dancing na Sic. Sorry mas não posso escrever mais.
domingo, agosto 15, 2010
Contagem decrescente
A menos de 24 horas de voltar ao trabalho confesso que estou com muito pouca vontade. Avizinham-se momentos decisivos na minha vida. E, como sempre acontece, quando esta evidência nos assola, a vontade de permanecer de férias é ainda maior. Apetece-me continuar a ir à praia de manhã, a passar no mercado para comprar peixe fresco para o almço, a arrumar as miudezas que se acumulam pela casa, a telefonar às amigas, a ir ao Chiado ao fim da tarde, a comprar material escolar no Continente e a ver episódios do Dartacão. Mas sei que não pode ser assim, para mal dos meus pecados.
Há que voltar à rotina, à que voltar a fazer business plans e folhas de excel com listagens, stocks, planos de marketing, promoções e afins. Há que ter conversas difícieis, decisivas, apertos na barriga (os do estêmago deixei de ter há conco anos).
Se tudo correr bem, daqui a duas semanas e meia, quando me preparar para queimar o resto dos cartuxos das minhas férias, a minha vida será diferente. Igualmente caótica, mas diferente.
A ver vamos
Há que voltar à rotina, à que voltar a fazer business plans e folhas de excel com listagens, stocks, planos de marketing, promoções e afins. Há que ter conversas difícieis, decisivas, apertos na barriga (os do estêmago deixei de ter há conco anos).
Se tudo correr bem, daqui a duas semanas e meia, quando me preparar para queimar o resto dos cartuxos das minhas férias, a minha vida será diferente. Igualmente caótica, mas diferente.
A ver vamos
quinta-feira, agosto 12, 2010
Dificuldade
Uma das grandes dificuldades da maternidade é dar um castigo e mantê-lo com a firmeza que se impõe. Hoje cortou-me o coração não ter voltado ao Pavilhão do Conhecimento com o meu filho. Passámos lá duas horas de manhã (tempo insuficiente para se ver aquele mundo de experiências em condições) mas tivemos de interromper a visita para ir a casa almoçar com o pai. Ficou a promessa de voltarmos à tarde. Só que, a caminho do carr, ele saiu-se com uma tirada que me deixou com vontade de o espancar. Estava eu a tentar ser pedagógica e a explicar-lhe que tínhamos de ir a casa para passarmos algum tempo com o pai que ia almoçar connosco, quando ele se sai com um "Porque é que não te calas? Estás sempre a falar." Não o espanquei, é verdade, mas o castigo doeu-lhe tanto que até a mim me doeu.
O resto do dia correu bem e acabámos no chiado a dar voltas na Fnac e a torrar dinheiro na Benetton, mas não foi o dia que ele queria. Eu fiquei triste com a minha decisão mas acho que fiz o que tinha de ser feito. O Henrique tem 6 anos (feitos há menos de dois meses). Não pode dar as respostas que dá de cada vez que as coisas não correrm como ele quer. Mas, apesar de sentir que estou a fazer o que é correcto, não consigo deixar de achar que isto é muito difícil.
O resto do dia correu bem e acabámos no chiado a dar voltas na Fnac e a torrar dinheiro na Benetton, mas não foi o dia que ele queria. Eu fiquei triste com a minha decisão mas acho que fiz o que tinha de ser feito. O Henrique tem 6 anos (feitos há menos de dois meses). Não pode dar as respostas que dá de cada vez que as coisas não correrm como ele quer. Mas, apesar de sentir que estou a fazer o que é correcto, não consigo deixar de achar que isto é muito difícil.
quarta-feira, agosto 11, 2010
trabalho
Depois de um belo batido de meloa e de uma análise de vendas de livros, vou dedicar-me a coisas realmente importantes: arrumar sapatos! Inté
Vida Santa
Manhã de praia com o filho; ameijoas à bulhão pato, jaquinzinhos fritos com arroz de tomate e gelado.
segunda-feira, agosto 09, 2010
good news
e não é que, três horas depois de ter regressado ao trabalho, já me estão a mandar outra vez para casa??? Ao que parece, quanto menos pessoal estiver por aqui esta semana, melhor. Isto porque a empresa deveria estar fechada esta semana. Mas havia pessoas, como eu, que já tinham férias marcadas e compradas quando saiu esta norma e, qque por isso, tiveram de voltar antes. Mas eu, ao que parece, sou uma miragem. Vou despachar-me com as coisas pendentes que aqui tenho e já só cá devo voltar lá para o fim da semana.
IUPI!
IUPI!
regresso
Depois de duas belas semanas de férias preparo-me para regressar ao trabalho. A vida regressa à normalidade. A Teresa está melhor, o que me deixa bastante aliviada. Amanhã é outro dia.
segunda-feira, agosto 02, 2010
Teresa
Em Fevereiro de 2008, escrevi aqui isto sobre o nascimento de uma pequena maravilha - a Madalena. Esta pequena heroína, que morre de amores pelo meu filho e que é uma criança maravilhosa, teve de lutar e muito pela sua vida, apesar de ainda não ter completado três anos. No dia 31 de Julho nasceu a pequena Teresa, irmã mais nova da Madalena. E, tal como tinha acontecido com a sua irmã mais velha, a Teresa está doente.. ao que parece com uma infecção pulmonar. Caraças, como é possível? Expliquem-me que raio de justiça é esta que deixa um recém-nascido a lutar pela vida, e dois pais devastados.
Aguentem-se, amigos, tudo vai acabar bem.
Outra vez. Acreditem.
Aguentem-se, amigos, tudo vai acabar bem.
Outra vez. Acreditem.
António Feio

Bastou-me uma semana longe do computador para que morressem mais duas pessoas que, cada uma à sua maneira, eu admirava, morrerem de cancro. No caso do António Feio senti um nó tão grande na garganta quando vi as primeiras notícias na televisão que só a muito custo evitei desatar a chorar à frente do meu filho.
O que mais admirei neste homem e na sua luta contra uma doença tão destruidora, foi a forma como ele tentou, a todo o custo, viver como até ali, até ao dia em que soube que tinha um cutelo a pender sobre a sua cabeça. Porque, meus amigos, viver com cancro é do caraças. Não é saber que se está doente, não é só saber que se pode morrer. É sobretudo, viver com a dor física e psicológica da doença, dos tratamentos, é sentirmo-nos mais invisíveis a cada dia que passa, é testarmos o limiar das nossas forças a cada dia e, mesmo assim, arranjarmos motivação para nos levantarmos da cama e continuarmos a levar a nossa vida da melhor forma possível.
E daqui vem a minha admiração, pela forma como ele ergueu a cabeça e, de certeza, serviu de exemplo para muitas pessoas que por aí andam, doentes, e sem forças.
Obrigada, António!
sábado, julho 24, 2010
O sonho
O dia de hoje não foi apenas o dia em o SLB se apresentou aos sócios num amigável frente ao Mónaco. Também não foi apenas o dia em que Jorge Jesus fez 56 anos. Hoje foi, para o Henrique, o dia do sonho. O dia em que uma criança de seis anos, benfiquista até à medula, subiu ao relvado da Luz, minutos antes do início do jogo, de mão dada com um dos seus ídolos: o Pablo Aimar. Bem sei que esta foto não é grande coisa, mas é tudo o que nos resta ( a nós, pais) deste dia inesquecível. Quanto a ele terá sempre na memória estes momentos que, nas suas palavras, foram um "sonho".
Não estou à espera que o meu filho seja um craque da bola (embora brinque muito com esse assunto), nem sequer quero que ele seja um daquels miúdos que não vêem mais nada à frente a não ser uma bola. Mas se eu, que sou adulta, fiquei emocionada, imagino-o a ele, nos balneários dos jogadores que admira, a bater-lhes nas mãos à medida que entravam no relvado e, acima de tudo, a subir de mão dada com o Aimar e a ver a Vitória a aterrar a escassos metros dele.
Um sonho.
Férias
Estamos oficialmente de férias!
Não vamos fazer nada de especial, não há viagem de avião nem estadia em hotel (com execpção dos dois dias que vamos passar no Gerês), mas vai ser bom. Duas semanas sem meter os pés no escritório; duas semanas sem orçamentos, campanhas de marketing ou análise de viabilidade de livros... em contrapartida espero dar milho às galinhas e ração aos coelhos. Espero regar a horta com o Henrique, apanhar tomates para a salada e, na semana seguinte, fazer praia, muita praia. Na Costa, na Comporta... onde nos apetecer.
Vai ser bom.
Não vamos fazer nada de especial, não há viagem de avião nem estadia em hotel (com execpção dos dois dias que vamos passar no Gerês), mas vai ser bom. Duas semanas sem meter os pés no escritório; duas semanas sem orçamentos, campanhas de marketing ou análise de viabilidade de livros... em contrapartida espero dar milho às galinhas e ração aos coelhos. Espero regar a horta com o Henrique, apanhar tomates para a salada e, na semana seguinte, fazer praia, muita praia. Na Costa, na Comporta... onde nos apetecer.
Vai ser bom.
sexta-feira, julho 23, 2010
Amanhã será um grande dia
Amanhã o Henrique vai ver o jogo de apresentação do Benfica. O bilhete está comprado desde segunda-feira e carregado no seu cartão de sócio. Mas, ontem ao fim da tarde, tivemos a grande notícia: afinal o Henrique vai ver o jogo com os seus novos amigos do futebol: o Mica, o Vasco... vão entrar pelo relvado e, quem sabe, pela mão de um jogador. Sim, porque nestas coisas ser pequenino tem vantagens. Mais facilmente subirá ao relvado da Luz de mão dada com um jogador um puto de 6 anos que um de 13. E como não queremos ficar em desvantagem competitiva lá fomos comprar um equipamento do glorioso. Completo, meias e tudo. O drama foi quando chegámos à parte de estampar a T-Shirt. Ele queria o número 10,mas os números estavam esgotados. Então decidiu-se por gravar o meu nome. Tentei explicar que isso é que não podia ser, o nome da mãe na t-shirt dele? Nem pensar! E ele fez uma grande birra, explicando-se que a mãe estava a gastar muito dinheiro no equipamento e que ele gostava muito da mãe e por isso querer o meu nome na T-shirt. Passo seguinte: explicar-lhe que era melhor o nome de um dos seus jogadores favoritos: depois de algumas hesitações ficou-se pelo Aimar.
Amanhã teremos aqui fotos fresquinhas, dele equipado a rigor
Para já fica esta, do treino da manhã e a certeza que, se ele não subir ao relvado com um jogador, não será por falta de traje!
quinta-feira, julho 22, 2010
Inevitabilidades
Eu sei que devia estar muito agradecida. tenho emprego, e isto e aquilo e um ordenado acima da média portuguesa e um trabalho aparentemente interessante. Mas, catarino, estou tão fartinha disto... hoje punha-me na alheta em três tempos. e não olhava para trás.
quarta-feira, julho 21, 2010
chef
Hoje voltámos aos nossos fins de tarde na cozinha em que nos tranformamos em verdadeiros chefs. Ou melhor, ele é o chef e eu o Panda. A nossa cozinha transforma-se no cenário do "Panda Cozinha" (que, para quem não sabe, é um programa do canal Panda onde um rapazito faz umas receitas com o próprio do Panda) e saiu uma bela omolete de frango, cebola e coentros.
Um pequeno apontamento de felicidade a dois.
Incrédula
Hoje, durante um almoço de trabalho, em que a televisão estava ligada, apercebi-me que o jovem judoca Tiago Alves tinha morrido. Acidente foi a primeira coisa que me passou pela cabeça. Nunca imaginei que um miúdo de 18 anos, desportista de alta competição pudesse ter morrido de outra coisa.
Ao fim da tarde recebi um telefonema de uma amiga, muito assustada com a morte do Tiago Alves. No decorrer da nossa conversa percebi que o Tiago tinha morrido de cancro do estômago. E ali, logo naquele momento, a minha cabeça deu um nó. Enquanto tentava consolá-la e dizer-lhe que o que se passou com ele era uma situação única que não se iria repetir com ela (que não se tem sentido muito bem ultimamente), comecei a reviver a minha vida em Fevereiro de 2005, o dia em que soube que estava doente.
Depois de ter desligado o telefone fui buscar o meu filhote à escolinha de futebol, mas sempre com esta ideia na cabeça. Como é que um puto de 18 anos, que faz exames regularmente, morre de cancro no estômago?? E foi a reviver o que me aconteceu que me lembrei que este é o cancro "silencioso" por excelência. Eu tinha acabado de sair de uma gravidez, com análises todos os meses, ecografias e afins, e nada disso tinha servido para ver o bicho que estava dentro de mim.
Quando cheguei a casa comecei a pesquisar o nome do Tiago na internet e encontrei uma notícia do Expresso onde havia um link para o blogue que o Tiago criou para falar da sua doença e do que ele acreditava ser uma luta pela vida. Aconselho uma passagem por lá. Fiquei tão impressionada. Pensei na revolta que ele deve ter sentido, na dor que acompanha aqueles pais. O Tiago soube que estava doente no dia 21 de Junho e morreu um mês depois, tendo sido, entretanto, submetido a uma cirurgia que, infelizmente, não serviu para tirar o tumor mas apenas para constatar que estava demasiado metastizado. Um mês! que raio de vida! 18 anos!
Penso neste miúdo que não teve oportunidade de se transformar num homem, de ter a sua família, que não chegou a vencer uma Taça Europa ou um Campeonato do Mundo (embora tenha chegado ao Bronze na última Taça Europa) e penso na minha sorte, no prognóstico que me foi feito e na sorte (só pode ter sido sorte) que tive. E que apesar de um tumor tão grande e de origem tão má continuo aqui 5 anos depois, a ver o meu filho crescer, a viver uma vida intensa e feliz com o homem que amo... e penso que a vida é realmente demasiado curta para ser gasta onde não deve, em trabalhos que não o merecem, com pessoas que não interesam, com chatices insignificantes... caramba. Vou mas é ali melhorar a minha vida. Fazer o que realmente interessa.
Ao fim da tarde recebi um telefonema de uma amiga, muito assustada com a morte do Tiago Alves. No decorrer da nossa conversa percebi que o Tiago tinha morrido de cancro do estômago. E ali, logo naquele momento, a minha cabeça deu um nó. Enquanto tentava consolá-la e dizer-lhe que o que se passou com ele era uma situação única que não se iria repetir com ela (que não se tem sentido muito bem ultimamente), comecei a reviver a minha vida em Fevereiro de 2005, o dia em que soube que estava doente.
Depois de ter desligado o telefone fui buscar o meu filhote à escolinha de futebol, mas sempre com esta ideia na cabeça. Como é que um puto de 18 anos, que faz exames regularmente, morre de cancro no estômago?? E foi a reviver o que me aconteceu que me lembrei que este é o cancro "silencioso" por excelência. Eu tinha acabado de sair de uma gravidez, com análises todos os meses, ecografias e afins, e nada disso tinha servido para ver o bicho que estava dentro de mim.
Quando cheguei a casa comecei a pesquisar o nome do Tiago na internet e encontrei uma notícia do Expresso onde havia um link para o blogue que o Tiago criou para falar da sua doença e do que ele acreditava ser uma luta pela vida. Aconselho uma passagem por lá. Fiquei tão impressionada. Pensei na revolta que ele deve ter sentido, na dor que acompanha aqueles pais. O Tiago soube que estava doente no dia 21 de Junho e morreu um mês depois, tendo sido, entretanto, submetido a uma cirurgia que, infelizmente, não serviu para tirar o tumor mas apenas para constatar que estava demasiado metastizado. Um mês! que raio de vida! 18 anos!
Penso neste miúdo que não teve oportunidade de se transformar num homem, de ter a sua família, que não chegou a vencer uma Taça Europa ou um Campeonato do Mundo (embora tenha chegado ao Bronze na última Taça Europa) e penso na minha sorte, no prognóstico que me foi feito e na sorte (só pode ter sido sorte) que tive. E que apesar de um tumor tão grande e de origem tão má continuo aqui 5 anos depois, a ver o meu filho crescer, a viver uma vida intensa e feliz com o homem que amo... e penso que a vida é realmente demasiado curta para ser gasta onde não deve, em trabalhos que não o merecem, com pessoas que não interesam, com chatices insignificantes... caramba. Vou mas é ali melhorar a minha vida. Fazer o que realmente interessa.
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