segunda-feira, março 01, 2010

Obrigada

ao sporting na pessoa dos 3 jogadores que marcaram golos ao Porto. Graças a vocês o Porto está a 9 pontos do meu Benfica. Obrigadinha, do fundo do coração!

Alguém tem de ceder...

Há cena mais hilariante do que aquela em que o Jack Nicolson nos mostra o rabo tendo vestida uma bata de hospital???? Ainda me dói a barriga de tanto rir...

terça-feira, fevereiro 23, 2010

xi pá, dá para parar com isto?

Eu adoro a Anatomia de Grey, a sério que adoro. A coisa do serão de terça-feira é um ritual para mim. Gosto de rir, de chorar baba e ranho, reconforta-me que nas séries de televisão, nesta caixinha de mundos perfeitos, se retratem vidas imperfeitas, pessoas doentes, que sofrem, que riem, no fundo, que vivem. Mas hoje eles estão a abusar. Cancro, radioterapia, quimioterapia, amigos que fogem porque não aguenta,, oncologistas que acham que a melhor terapia é serem brutos e insensíveis, terapias ocupacionais como tricotar???? é pá, isto até para mim é demais. Vou ali buscar uns lenços de papel e já volto.

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Acto de fé

A expressão não é minha, foi de Clara Ferreira Alves, no seu comentário à entrevista de José Sócrates esta noite a Miguel Sousa Tavares. E é, a meu ver, a expressão ideal. O que o PM de Portugal nos pede, face à divulgação de toda a lama que envolve as escultas aos seus amigos pessoais, é um acto de fé. Quando tudo aponta numa direcção, na de que ele sabia do negócio da PT, ele escuda-se dizendo que nada sabia. Que ele, cidadão José Sócrates, não sabia de nada, que devemos acreditar na sua palavra.
O que é que ele quer dizer? Que devemos fingir que estas escutas não existiram porque violam o segredo de justiça? Que elas foram adulteradas? Ou quererá simplesmente dizer que ele está muito mal rodeado? que os seus amigos são pessoas de índole duvidosa e que ele é, no mínimo, bastante ingénuo.
Que me perdoe o PM mas a minha fé nele anda pelas ruas da amargura. Está ainda pior do que a minha fé em Deus, e olhem que essa já anda mal.
Uma nota final para felicitar Miguel Sousa Tavares: não se tratou de um combate, tão somente de uma entrevista, mas gostei de ver alguém a fazer perguntas difíceis.

domingo, fevereiro 21, 2010

horror


Por todos os motivos e mais alguns, todos os meus pensamentos estão aqui, na ilha da Madeira e, principalmente, aqui, no Funchal.
Espero que esta catástrofe chegue para que todos aprendam que não se pode contrariar a Natureza, não se pode alterar o curso natural da água, não se pode construir em cima de ribeiras.
Espero que a normalidade volte o quanto antes a esta ilha que também é minha.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

34


É oficial: entrei nos 34 e mudei de hidratante... primeiras rugas. No meu caso, segundas rugas e manchas que o cocktail quimioterapia/radioterapia fez muitos estragos nesta fronha.


Entrei nos 34 na passada sexta-feira, dia 12. E fi-lo em grande, em Nova Iorque, na companhia do meu gajo e das minhas amigas Catarina e Ana. E foi bom, muito bom.

O dia começou com uma visita à exposição do Tim Burton, no Moma, passou por uma subida ao Rockefeller e acabou aqui, no restaurante Convivio, com um belo jantar, regado com um excelente vinho...


É muito bom estar viva, é o que vos digo!

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Nova Iorque em imagens

Cai neve em Nova Iorque...
Miúdas no Central Park



Me and my yellow rain boots





A única parte da exposição do Tim Burton que se podia fotografar




Central Park lindo e geladooooo.















segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Pausa

Vou até Nova Iorque e já volto....

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Iupi! Estou de férias

Tecnicamente a revisão dos 5 mil ainda não acabou (tenho consulta no dia 22), mas a verdade é que tanto o médico da endoscopia como o da ecografia me disseram que está tudo bem. Iupi!
Em relação à minha amiga, ainda a procissão vai no adro, mas a esta hora sei que está na sua casinha, talvez aninhada no sofá com o seu gajo e os seus gatos, pronta para passar o seu aniversário com grande calma, à espera de terça-feira, dia em que será operada.
A convenção de vendas já foi! Não correu brilhantemente mas também não correu mal. Já foi e agora estou em contagem decrescente para Nova Iorque, sentada no meu sofá, com uma botija de água quente no colo e um copo de Post Scriptum à minha frente.
O miúdo não tosse (nem quero falar muito para não dar azar), depois de uma noite passada nas urgências da Cuf e eu estou em frente à tv a ver o lipstick jungle e a pensar que, tchanan, já dei uma voltinha com aquele Rodrigo. Xi pá, eu já fui uma gaja gira. Há muitos anos, mas não deixa de me fazer rir. Eheheheheh,
Vou mas é dormir que o meu aml é sono
Ah, e last but not least: ESTOU DE FÈRIAS!!!!

....

estou tão cansada tão cansada que só me apetece chorar...

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

bipolar

Esta é a definição perfeita para o dia que hoje acaba (ou talvez não esteja assim tão perto de acabar, já que acho que ainda vou fazer um tour à Cuf das Descobertas com o meu filho).
Começou mal, depois de uma madrugada em branco. Sim, depois de uma noite de segunda com chichi na cama e a de terça com tosse cavernosa, a de ontem foi mais original:paragem de digestão às 5 da manhã para não mais dormirmos. Portanto, assim de levezinho, pode-se dizer que ando com humor de cão (cadela). Mas como dizia, o dia começou mal mas logo se recompôs. No meio deste carrocel que tem sido a minha vida nos últimos dias esqueci-me de aqui dizer que começaram os exames oficiais para a minha revisão dos 5 mil estar completa ou, melhor ainda, estamos quase em condições de fazer a festa do mata-bicho (depois de 8 de Março). Lá fui eu, de olheiras até aos joelhos fazer a minha querida endoscopia. Tudo bem, tudo "lindo", nas palavras do médico. Segundo ele vou vier até aos 74.
Mas, depois de queimada esta adrenalina, passei o resto do dia em transe, à espera que o telefone tocasse e a minha C me desse notícias da p* da petazeta que ela tem na cabeça.
O diagnóstico não é o melhor, mas também não é o pior. Pode-se dizer que fiquei algo tranquila. Porque não é fatal e porque sei o que se está a passar. Pela primeira vez nesta semana sabemos o que se está a passar. E isso é reconfortante. Mas corta-me o coração saber que na próxima terça-feira, quando eu estiver a rumar a NY (viagem para a qual te convidei, C), ela, a minha amiga mais querida de todas, vai estar a ser operada.
Caraças, e ainda nem sequer é sexta-feira!

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Dia 0

Amanhã é um dia muito importante; amanhã saberemos muitas coisas; amanhã será o nosso dia zero, minha amiga.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Boas novas

Há mais um bebé a caminho, uma amiga conseguiu um emprego do caraças (depois de muito penar, Cuncas és a maior) e eu estou quase quase de partida para NY.
Nem tudo é cinza escuro.

Hoje...

sinto-me como se tivesse levado uma valente bofetada na cara.
E doi-me.

domingo, janeiro 31, 2010

...

A ti nada pode acontecer. Vai tudo correr bem, tenho a certeza. Só pode ser assim, certo? Amanha, quando te for ver ao hospital, não vou ter lágrimas para chorar. vou gastá-las esta noite, na minha almofada. Amanhã tudo me parecerá melhor. Tu estarás melhor. Porque tu és a minha outra metade feminina. És o meu porto de abrigo. E não me podes faltar.
Até amanhã, amiga.

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Avanços e recuos

Passaram-lhe as grandes birras. Não grita por tudo e por nada, está a gostar de estar na sala dos crescidos na escola de música, interessa-se por experiências científicas na escola e não pára de falar da Idade do Gelo 3. Ontem, quinta-feira, dia mãe/filho, lá fomos jantar ao Buenos Aires (que, ou muito me engano ou vai passar a ser a nossa cantina das quintas-feiras). À chegada, pouco depois das sete da tarde, teve direito a recepção calorosa por parte das empregadas (e ele adora a atenção que lhe dão), lá veio a sua sopinha, o pão com manteiga e o bife argentino carregado de batatas fritas e salada. Estava tudo quase perfeito. Até que apareceu o pai. Juntou-se a nós para jantar. Nesse momento deixou de ser a nossa refeição a dois para ser uma coisa de família. E foi muito bom. Ele adorou dividir o seu gelado de doce de leite com o pai, e gostou ainda mais de lhe roubar batatas fritas. Janta terminada fomos cada um para seu lado, o pai para o trabalho e nós para o quentinho da cama grande. A grande conquista da noite deu-se quando ele se virou para mim, já sentado em cima da nossa cama e me disse: "mãe podemos fazer aquela coisa das etapas para eu ir ao meu quarto buscar a almofada?" E eu senti-me feliz. Na semana anterior quando o forcei a ir sozinho ao quarto buscar a almofada para vencer o medo senti-me horrível. Apesar de lhe ter explicado que o truque era fazer a coisa por etapas, ir acendendo todas as luzes da casa até chegar ao quarto, ele ficou furioso comigo. Mas ontem foi um regalo vê-lo a ir sozinho, a correr e a acender todas as luzes.
Com tantos avanços há, no entanto, um recuo que me preocupa: o chichi. O Henrique nasceu com hipospádias, uma malformação da pilinha que já o obrigou a 3 cirurgias. Mesmo assim terá de se submeter a uma última porque, neste momento, tem dois jactos de chichi e quando acaba de o fazer forma-se sempre uma bolsinha com chichi que faz com que pingue as cuecas, por mais cuidado que tenha. Apesar destas condicionantes, o Henrique, há cerca de seis meses, deixou de fazer chichi na cama. Para isso bastava que um dos pais o levasse à casa de banho por volta da meia-noite. Depois, no fim de Novembro, deixou de ser necessário levá-lo, e ficámos muito felizes. Ele começou a chamar-nos de cada vez que queria fazer chichi. Em Dezembro fez duas infecções urinárias e não sei se foi por isso, nas duas últimas semanas voltámos ao chichi na cama. O fim-de-semana passado chegou a fazer, na mesma noite, chichi na cama por duas vezes.
Não sei se deva estar muito preocupada. Tudo o que leio na net me fala dos problemas da enurese nocturna, e isto e aquilo. Não sei se deva ficar muito preocupada ou se deva aguardar e achar que, no meio de tantos avanços, os recuos são mesmo normais.

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Foi há 25 anos

mas para mim é como se tivesse sido ontem. Não me canso desta canção e muito menos do que ela representa.

domingo, janeiro 17, 2010

Que modernos que somos... ou eramos?

Pois sim, e não é que o senhor Presidente da Câmara de Lisboa me voltou a decepcionar? Primeiro o estado vergonhoso em que deixou ficar os jardins da cidade, depois a operação de cosmética de os fechar a todos mesmo em cima das eleições (é só dar uma volta pela cidade para ver como está o jardim Constantino, ou o jardim do Príncipe Real, ou o da Praça José Fontana). E agora, depois de uma suposta tomada de decisão em relação aos casamentos de Santo An´tónio poderem receber casais homossexuais, eis que, em nome da tradição e mais não sei quantas pressões, fica o dito por não dito e volta tudo ao mesmo.
É triste, mas conheço muita gente de direita mais de fiar do que este senhor.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

fim de dia perfeito

sim, este blogue não pode ser só para carpir e para rezar na pele do pequeno. Hoje foi um dia em cheio.
De manhã, após rápida conversa com a educadora fiquei a saber que ele está mais calmo e que está com imensa vontade de trabalhar nas áreas e de aprender.
A meio da tarde recebi um telefonema da escola de música. Este ano o Henrique tem andado muito diferente na escolinha; não está interessado, não quer ir e, pior de tudo, tem-se portado mal. Depois de muito pensar decidi falar com a professora. Parecia-me que o miúdo tinha falta de estímulo e a culpa, neste caso, só neste caso, não era dele. Mas sim do novo sistema educativo lá da escola que decidiu juntar todas as crianças da pré iniciação musical. Resultado: o Henrique, que já anda na escolinha há três anos, começou a ter aulas com meninos sem o mínimo de formação musical e mais novos, com 3 e 4 anos. Bem, isto para dizer que fiquei muito satisfeita com o telefonema da professora. "Sabe, fiquei a pensar no que me disse e acho que tem razão", disse-me ela. Como alternativa sugeriu-me integrar o Henrique nas aulas de iniciação musical, já com meninos de 6 anos, já sentadinho à mesa. Gostei e ele, então, adorou a novidade. E com a vantagem de, como as aulas são mais tarde, posso ser eu a ir buscá-lo à escola e não a empregada.
Depois de chegar a casa e de saber que se tinha portado bem decidi premiá-lo comuma ida ao seu restaurante favorito: só nós dois, porque esta semana voltámos à nossa rotina das quintas-feiras juntos, após uma baixa de dois meses e meio do pai. Ele vibrou. Fomos e viemos de metro (que o pai levou a cadeirinha dele no carro), muito beijos, abraços e jogos de sombras (levou uma lanterna que eu apontava para a parede da carruagem enquanto ele dizia todas as falas da idade do gelo 3 acompanhadas de jogos de mímica). Chegámos a casa, lavar dentes, chichi e cama. Esta aqui onde me encontro, grande. Eu ao computador e ele a ilustrar uma nova história. "Orelhas de Borboleta". Não sei onde foi desencantar o nome, mas achei delicioso. E não é que ele sabe mesmo desenhar borboletas? E deu-lhes nomes e tudo. E até escreveu sozinho alguns desses nomes... estou babada, não estou? É verdade. Hoje amo-o ainda mais e só me apetece apertá-lo e beijá-lo enquanto dorme aqui ao lado

Boas intenções

Hoje é o nosso dia. E as minhas boas intenções passam por não me zangar com ele. Vou levá-lo à pizaria favorita, vai-se empanturrar das suas massinhas com fiambre e depois vamos para casa, para o quentinho da cama grande. Até o pai chegar. São estas as minhas intenções para esta noite. No big plans. Só amor e carinho

frase do dia

"Nós, as pessoas sem ódios, temos memória curta."
Foi uma frase que ouvi esta semana da boca de uma grande mulher.
Quero tê-la bem presente.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

triste

por não ter conseguido gerir mais uma daquelas birras e lhe ter dado um berro que o fez tremer. Não que ele não o estivesse a merecer. Mas não resolvi nada. A única coisa que ganhei foi um aperto no coração.
F*

terça-feira, janeiro 12, 2010

Varada..

foi assim que o meu filho me deixou hoje, varada, cega de raiva. Tive tanta vontade de lhe encher o rabo de palmadas... e depois fico tão triste por ter estas ganas de lhe bater. Caramba, isto é mesmo difícil. Sinto-me emocionalmente atropelada por um camião.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Lhasa De Sela - Mi Vanidad

Esta música é simplesmente fabulosa.

Give me a break ou, porque raio ainda me surpreendo com a estupidez?

Como é possível que quase a entrar nos 34 (sim, parece mentira, eu sei, mas estou à beirinha deles) ainda me consiga surpreender com a estupidez? Ou será com a futilidade? Ou será com a burrice? Estou com dificuldade em encontrar a palavra certa.
Eu sou uma defensora de todas as liberdades e cada um faz o que quer das redes sociais, mas no momento em que o país atravessa uma crise dos diabos, em que temos mais e mais desempregados a cada dia que passa, em que se discute o casamento gay e os direitos de adopção destes casais, ainda há pessoas que têm a lata de criar um grupo no facebook contra uma pessoa que se candidata a um concurso para ganhar sapatos? E nem é esta a parte que me deixa surpreendida, porque a moçoila que criou o grupo, a julgar pela sua foto, tem todo o ar de quem deseja tanto os 250 euros em sapatos do prémio que écapaz de furar olhos com garfos para o conseguir. O que me deixa de queixos no chão é a expressão que ela usa para fundar o grupo. Ela acha que se impedir a outra miúda (que por acaso é muito mais gira e estilosa) de ganhar os sapatos está a contribuir para que se acabem com as injustiças sociais. Injustiças sociais??? Deus, é nestas alturas que me sinto velha e sem paciência, quando vejo que se confude a socialite com coisas verdadeiramente importantes...

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Pecado


Aqui estão eles, o meu pecado de fim de ano. Bem posso vir com a desculpa de que já estavam em saldos, mas a verdade é que são um pecado, e dos caros, mas não lhes resisti. Entraram comigo em 2010. E foi bom

terça-feira, janeiro 05, 2010

Balanço

Um vestido roxo (obrigada mãe, és a maior), duas t-shirts da Purificacion Garcia, uma bolsa para levar jóias em viagens, um perfume (rose the one by D&G), uma mala Purificacion Garcia, dois ganchos, uma caneca para o chá, mais uma caneca para o chá (sim, eu bebo muito chá), uma embalagem de chá (do próprio), 4 belos albuns cheios de fotografias devidamente organizadas que resumem os últimos três anos da minha vida (é o que dá ter um homem em casa durante dois meses), um pó da Estée Lauder (de moi para moi) e duas bolsas super mariquinhas para os meus dois telemóveis,foram estas, assim de repente, as minhas prendas deste Natal. Amei todas, sem excepção. Ainda me perdi e comprei uns sapatos, mas foi no dia 30, já não os posso considerar de Natal, pois não?

segunda-feira, janeiro 04, 2010

o céu tem mais uma estrela

Recordá-la-ei não pela doença que a levou, mas pela profundidade e sensualidade da sua magnífica voz.

segunda-feira, dezembro 28, 2009

saudades com sorrisos

Não vale a pena dizer quantas vezes me lembrei do meu pai este Natal. Senti muitas saudades de acordar em sua casa no dia 25, com o cheiro do pão torrado a entrar pelo quarto e a sua voz a chamar-me molengona. Senti a falta do seu beijo, da sua alegria enquanto me via a abrir as prendas, do brilho do seu olhar... senti a falta de muitas coisas dele, mas não chorei. Consegui engolir uma ou outra lágrima mais matreira e vivi esta quadra com alegria.
Mas hoje pai, foi mais forte do que eu, lembrei-me de ti quando regressava do trabalho e no rádio parei na Amália FM. Escutava-se "O Rapaz da Camisola Verde", faduncho do qual tanto gostavas. E dei por mim a rir-me como uma perdida e a lembrar-me de ti e da forma como gozava contigo por gostares desse fado.
Onde quer que estejas pai, sente o meu beijo com muito amor

sábado, dezembro 26, 2009

A ressacar o Natal

é assim que eu me sinto neste momento, aqui sentadinha no sofá, depois de três dias de intensa agenda social. Primeiro a ceia aqui em casa, tudo muito bom, tudo muito lindo mas ficámos até às quatro da manhã a arrumar pratos. Ontem foi dia de rumar a casa da sogra e por lá ficar, horas a fio, de rabo alapado no sofá em frente à lareira, a ver televisão e a dormir. Hoje foi dia de receber o meu irmão e os meus sobrinhos. Não me estou a queixar, não me interpretem mal. Adoro receber os amigos e familiares nesta altua, mas preciso destes momentos de ressaca, de estar sentada no sofá a pensar em todas as minhas lindas prendas e a ver o meu puto de volta dos playmobil. Assim, no silêncio. Calminho, calminho...
volto mais tarde com as prendas de Natal-

quarta-feira, dezembro 16, 2009

É Natal

Estamos a 8 dias da noite de Natal e ainda não tinha baixado em mim" o espírito dos Natais passados... aqueles em que a família estava completa. Em memória deles e na esperança que os Natais futuros sejam mais sorridentes, aqui fica uma das minhas favoritas de sempre.
Feliz Natal!

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Obrigada, Pai Natal

Bem sei que sentimentos destes não ficam bem na quadra que vivemos, mas queria agradecer ao Pai Natal um certo nariz partido e dois dentes a menos numa certa pessoa. Bem sei que isto só fortalece a sua posição e que apareceu nos jornais de todo o mundo, e que a pubicidade lhe é favoral e coiso e tal. Mas fiquei contente, pois que fiquei.

quinta-feira, dezembro 10, 2009

tudo isto numa semana?

Pois, desde o nosso fantástico e retemperador fim-de-semana na costa vicentina já montámos a árvore de Natal, já fomos às Caldas comprar prendas, já fomos ao circo, já conhecemos as gémeas mais bonitas da cidade, já lhes comprámos a sua primeira árvore de Natal e, para borrar a pintura, já passámos 4 horas no Hospital da Estefânia de onde o petiz saiu com uma infecção urinária. Passámos duas noites difíceis mas hoje a vida voltou quase ao normal: o Henrique regressou à escola para contar a melhor novidade de todas aos seus amigos: viu a Guerra das Estrelas... e hoje vai fazer um texto da Estrela da Morte no momento em que o Luke Skywalker dispara sobre ela.
É maravilhoso ver que, depois de uma doença, a memória que lhe fica

terça-feira, dezembro 01, 2009

Back

Depois de um fim-de-semana prolongado na costa alentejana, estou de volta. E, se não tivesse sido eu a conduzir os 600 km que fizemos, poderia arriscar a dizer que estou como nova. Houve birras, pois houve, e respostas mal dadas, e zangas, mas houve passeios, jogos, tardes na cama a ver filmes, boas refeições, muitos beijinhos, bricadeiras com gormitis, tricô... foi um fim-de-semana em cheio.

quinta-feira, novembro 26, 2009

Obrigada

Quem me conhece sabe que não sou uma heroína, nem tenho grande coragem. Sou apenas uma gaja com muita vontade de viver. ALiás, o que eu mais tenho é medo. Medo de morrer. E deve ser por isso que me agarro muito à vida e que tenho ultrapassar os obstáculos que me aparecem. Há momentos melhores e momentos piores, como na vida de todas as pessoas. Também não escrevo para dar conselhos. Escrevo porque gosto. Escrevo porque, durante vários anos, a minha profissão passava pela escrita; escrevo porque a dada altura da minha doença senti necessidade de expurgar, de me renovar matando os meus fantasmas. Por esse motivo aceitei as crónicas da Pais & Filhos e confesso que fiquei muito triste quando elas acabaram (percebo que se queiram outro tipo de histórias); por esse motivo escrevo aqui, se bem que não com a frequência desejada. E, embora escreva mais para mim do que para os outros, não nego que fico muito feliz quando leio o comentário de alguém que me lê e que encontra nisso alguma inspiração.

Obrigada Marta, pelo seu comentário. E aproveito para dizwer que não tenho Fox Life. Tenho meo... só a partir de Janeiro é que passo a ter Fox Life. Até lá tenho mesmo de me contentar com a 5ª série na RTP 2

terça-feira, novembro 24, 2009

post interrompido

Eu tinha boas intenções, sim tinha. E muito para contar. Mas começou a anatomia de Grey... vai ter de ficar para mais tarde

quinta-feira, novembro 19, 2009

Podia ser pior. Podia?

Não falo da gripe A, até ver estamos a salvo. Mas hoje, depois de uma bela sessão de reflexologia, sabem como acabou o meu dia? A catar piolhos e lêndeas da cabeça de um puto de cinco anos. Podia ser pior. Podia? NAAAAA

quinta-feira, novembro 12, 2009

fazer de conta

Hoje, durante o jantar o Henrique disse, "mãe nunca mais vamos ter o nosso dia?". O petiz referia-se às nossas quintas-feiras, aquele dia em que o pai trabalha noite dentro e ele vem para a cama comigo. Com o pai de baixa torna-se difícil o ritual das quintas-feiras.
Mas o pai apresentou a solução perfeita "vou ali para a sala ver televisão e faz de conta que estou no jornal a trabalhar". E assim foi, depois do jantar o pai despediu-se com "um beijinho que vou trabalhar". E aqui está ele, a roncar ligeiramente, com os pezinhos enroscados nos meus.
E é muito bom.

quarta-feira, novembro 11, 2009

nas pequenas coisas

estás nas pequenas coisas do meu dia-a-dia, pai. Nas pequenas frustrações, nos insignificantes gestos do quotidiano, nas mais simples memórias. Hoje à noite, quando chegávamos a casa depois da natação, o Henrique disse, "Olha ali o teu pai, no céu". E eu senti-me verdadeiramente acompanhada por ti.
Este fim-de-semana, enquanto tomávamos banho, olhou-me com aqueles olhos de criança cheia de medo e disse "Mãe, nunca te vou esquecer. Nem quando morreres. Eu também não esqueci o avô António".
Por isso pai, como podes ver, estás em nós, na peça de roupa que comprei quando te fui ver ao hospital, na frase que dirias, no petisco que como e que sei que adoravas... estás em tudo e nem por isso as saudades são menos.

segunda-feira, novembro 09, 2009

Algo vai mal

quando a minha banda sonora é o OK Computer.

segunda-feira, novembro 02, 2009

Ele há dias...

Em que as coisas simplesmente não correm bem. Passei o dia a correr, cheguei a casa tarde, dediquei-me a tratar do puto e a fazer um belo jantar, lulas recheadas (óptimas, por sinal). E o que é que acontece? Alguém adormece e não vai jantar, apesar de ter sido chamado três vezes... ele há dias do caraças

quarta-feira, outubro 28, 2009

cromice do dia

É quando chego a casa e ele vem mostrar-me o caderno onde temos andado a fazer as tabuadas de somar e as vogais. Vem de peito cheio e olhar confiante... teme-se o pior. "Mãe, estive a escrever o nome dos jogadores do Benfica". E lá estavam: Nuno Gomes, Di Maria, Oscar Cardozo, Quim e Moreira... cromice

Eu sabia que me ia arrepender...

mas, mesmo assim, decidi ver o episódio da Anatomia de Grey de ontem à noite. Foi bom, muito bom, mas deitei-me quase à meia-noite e a tosse do Henrique não nos poupou. Começou antes das quatro da manhã para não mais abrandar...

terça-feira, outubro 27, 2009

voltei...

só para registar uma pequena alegria do meu dia. O empate do Sporting deixou-o a dez pontos de quem? Do grande líder BENFICA. Acho que vou ali ouvir o Senhor dr. Rui Santos falar um bocadinho de futebolez... talvez volte a acreditar em Deus, tal é o trabalho do seu filho aqui na Terra.

E ainda nem cheguei a meio da semana

e já estou de rastos, confesso.
Comecei a minha semana de trabalho com praticamente duas directas em cima. O Henrique, que parecia estar a resistir lindamente às mudanças de temperatura, começou a tossir no sábado à tarde para não mais parar. Chamámos um médico a casa na madrugada de sábado mas, mesmo medicado, voltou a não dormir na noite de domingo. Ele e todos cá em casa. Com a agravante do pai, como anda de braço ao peito, não poder ajudar a pegar no pimpolho ao colo.
Eu, que já andava estoirada com o volume de trabalho, fiquei nas lonas. Comecei a segunda com cara de sexta... resultado, a coisa não correu bem, no escritório. Gritei, esbracejei, refilei... porque estava cansada, é verdade, mas porque também é preciso. De vez em quando é preciso que saibam que não somos feitos de gelatina. Não me levem a mal, gosto muito de gelatina, mas no prato.
O dia de segunda acabou com uma ida ao consultório da pediatra, onde deixei mais 80 euros e de onde saí com um novo saco de medicamentos. Tirando a laringite e a crise de tosse (que é assustadora, acreditem).
Mas as coisas vão melhorar, acredito. A empregada nova já começou e deixou boa impressão em todos cá em casa, a minha mãe continua a ajudar de forma preciosa e eu consegui dormir seis horas na noite passada. Não as oito de que tanto preciso, mas seis já não é mau.
Só a parte do trabalho é que não há maneira de abrandar... acho que o melhor é levar qualquer coisa de alfazema para queimar no escritório, antes que parta a cara a alguém...
mas, antes disso, vou rezar para que o pequeno pirata passe uma boa noite... ele e eu. E, já agora, tentar não adormecer antes do episódio da anatomia de grey que está quase a começar e que é uma das alegrias da minha vidinha. E, se não for pedir muito, queria mesmo chegar inteira a sexta-feira

domingo, outubro 25, 2009

A minha mãe é a melhor do mundo

A minha mãe é mesmo a melhor do mundo. Ajuda-me que se farta. Vem todos os dias cá a casa fazer o almoço do genro que está empanado, vai buscar o neto à escola, faz-me jantarinhos maravilhosos, cuida da minha roupa, diz-me para ir ao cinema que fica a tomar conta do neto... e, apesar de eu ser bruta que nem uma porta e, por vezes, ralhar com ela, ela engole em seco, não me dá uma resposta torta e, no dia seguinte, volta-me perguntar se preciso de ajuda.
Obrigada querida mãe.

quinta-feira, outubro 15, 2009

Operação empregada concluída

Chama-se Cecília e começa a trabalhar aqui em casa na última semana e Outubro.
Conquistou o Henrique durante a entrevista. Ainda a procissão ía no adro e ele já estava no colo dela a dar-lhe beijinhos e a dizer que podíamos ficar com ela. Vai ser muito difícil substituir a Chica. Foram três anos. É uma familiar que o meu filho perde. Mas espero que vá ficar em boas mãos... A ver vamos

terça-feira, outubro 13, 2009

Reforço

Se dúvidas houvesse, hoje dissiparam-se. Fiquei com a certeza que confio plenamente no meu marido.
Mas também percebi que confio cada vez menos nas pessoas, principalmente nas que conheço.
O mundo é mesmo um lugar estranho.

domingo, outubro 11, 2009

Como é possível?

Que tendo eu 33 anos e ele 5, consiga tirar-me do sério ao ponto de lhe pregar uma valente palmada no rabo? Como é possível que ele me olhe com os olhinhos cheios de água e me diga que eu gosto de lhe dar palmadas e que isso me deixe de rastos?
E como é possível que, minutos depois me peça desculpas, me dê um beijo e um abraço apertado, me diga que eu não o devia ter puxado pelo pescoço (agarrei-o para lhe lavar os dentes) e, mesmo assim, eu me sinta um traste?

sexta-feira, outubro 09, 2009

Obrigada, senhor Obama

Custou-me muito, mas sobrevivi a este dia. Em parte graças ao senhor Obama. Thank you Mr President. Sim, o senhor Obama é meu autor e, por esse motivo, começaram a chover telefonemas a partir das 9h30 da manhã. Não foram telefonemas de parabéns mas sim de "que material vamos fazer para o ponto de venda e de que modo coordenamos a produção?". E soube-me muito bem não passar a viagem de comboio a pensar no meu destino, na tristeza que há dentro de mim. Ela continuou cá, mas adormecida. Porque, vá-se lá saber porquê, eu sou daquelas que vibra com o trabalho (às vezes, muitas, também esperneio e rabujo), que gosto de fazer bem, que me interesso por fazer melhor e, verdade verdadinha, apesar de todas as merdas que se dizem hoje, que ele não merecia, que não fez nada pela paz no mundo, que pela primeira vez o prémio é atribuído a alguém de quem se espera muito mas que ainda não fez nada, fico muito agradecida aos senhores que deliberaram, que a escolha tenha recaído sobre o senhor Obama. Eu já gostava muito dele. Talvez porque deixei de acreditar em Deus e me centro mais nos Homens, gosto deste homem que tem, com toda a certeza, muitos defeitos, mas que transporta em sim a chama da esperança que há muito eu não via. Estou-me a borrifar para as considerações acerca do poder e do domínio excessivo dos EUA na política e na economia mundial. Sim, eles são uns pedantes, sim, eles são uns cínicos, sim eles acham-se os melhores do mundo e fazem muita merda. Mas terá sido o Obama a iniciar o processo??? Pois, bem me parecia que não.
Senhor Obama, eu já gostava de si e hoje passei a gostar ainda mais. Porque o senhor, sem saber muito bem porquê, amenizou a minha dor, tornou menos dolorosa a colocação da placa com a foto e com o nome do meu pai em cima do jazigo de família, fez-me pensar que há mais no mundo que a minha tristeza.
Obrigada, senhor Obama

Ano I depois de ti

Faz hoje um ano que o meu pai morreu. Não posso dizer que tenha sido sem aviso, ele estava doente há dois anos, vivia num grande calvário e, talvez por isso, tenha decidido desistir. O seu enorme coração já não suportava tanta dor e tanta tristeza. E assim, apesar da alegria de ver os netos, apesar da minha mãe, de mim e do meu irmão, ele decidiu que não queria viver mais.
E quem me conhece sabe que sou a última pessoa a criticar ou a condenar o meu pai. O que ele vivia, sendo viver, ja não era quase nada. Era coisa pouca para um homem tão grande e tão generoso.
Faz hoje precisamente um ano que soube o que era perder um bocadinho de mim. E, fechando os olhos, lembro-me de quase tudo o que aconteceu nesse dia.
Todos tínhamos consciência que o meu pai nos estava a escapar por entre os dedos; ele já tinha desisitido há alguns dias; lembro-me do telefonema para me ir despedir dele; recordo-me perfeitamente dos minutos que estivemos a sós... ele já inconscinete, sereno, tranquilo. O coração a bater cada vez mais devagar; sei exactamente o que lhe disse, os beijos que lhe dei, as saudades que comecei a sentir logo naquele instante... E depois saí, fui a casa escolher uma roupa, a mais bonita, tudo a condizer (o meu pai adorava que eu lhe escolhesse a roupa)... e depois o telefonema do meu irmão, a chegada ao hospital, o olhar para ele já sem vida, a tristeza da minha mãe, o desespero do meu irmão. E quando olhei para o meu irmão, roupa nos braços para vestir o meu pai com um coleg de trabalho, soube que não o podia deixar com um estranho a fazer a mais penosa das suas tarefas: aquele não era um morto, era o nosso pai. E ainda não sei como, contrariei todas as minhas crenças e entrei naquela sala para o vestir, num ritual muito ambíguo: triste, muito triste mas, simultaneamente, com algum orgulho por sermos nós, naquele momento, a tratar dele.
E depois foi tudo muito rápido. Um ano a voar, o primeiro aniversário do mano sem ele, o primeiro Natal, o meu primeiro aniversário, o dele, o do Henrique, o da mãe, o dia do pai....
E a cada dia que passa sinto mais saudades dele...

quarta-feira, outubro 07, 2009

problema de expressão

Hoje entrevistei a nossa primeira candidata a empregada. E gostei dela, a sério que gostei. Mas fiquei desarmada com a resposta do Henrique À pergunta "Então, gostaste da Tamara?"
- Sim, gostei, mas não podemos ficar com ela porque não percebi nada do que ela disse.
- Mas isso é porque ela é de outro país. Se ouvires com atenção percebes.
- Não mãe, eu não percebi nada do que ela disse. Depois não te admires se eu não arrumar o quarto. é que quando ela me mandar arrumar eu não vou percerber nada.

E esta?

terça-feira, outubro 06, 2009

siderada

Está uma mulher em casa, de avental, a ver as notícias enquanto o arroz de polvo está ao lume e os rapazes não chegam da natação, e depara-se com o novo look do meu treinador. Meu amigo, não havia necessidade... é caso para dizer que é pior a emenda que o soneto

segunda-feira, outubro 05, 2009

fim-de-semana sem marcação

Acabou agora, no momento em que me sentei no sofá a escrever este post e a ver um episódio do Dexter. Acabou agora o meu fim-de-semana de improviso. E foi muito simpático.
Saímos ontem de casa para um almoço em Arraiolos e acabámos no Modelo de Évora a comprar cuecas e uma muda de roupa para o miúdo. Bom almoço de domingo, dormida numa casa muito simpática e visita ao castelo, com direito a faz de conta que somos reis: Afonso Henriques e o seu leal Egas Moniz. Se foi perfeito? Não. Se nos chateámos? Claro que sim. Mas foi um belo fim-de-semana, sem marcação.

sábado, outubro 03, 2009

que bom que é um fim-de-semana a três

Este é o primeiro fim-de-semana a três em algumas semanas. E está a ser bom. Pais sentadinhos no sofá à espera dos convidados para jantar; filho no tapete a brincar com os seus super-heróis e uma bela musiquinha a tocar. Não houve grande descanso, é verdade, mas deu para a minha sessão de reflexologia (Tininha és a maior), deu para ir ao mercado comprar peixe fresco e verduras, deu para cortar o cabelo (eu e o rebento) e ainda deu para um lanche com a pequena Madalena e sua mamã.
Nada mau...

quarta-feira, setembro 30, 2009

uma pequena grande vitória

A minha vida está um caos, é verdade. A Chica vai mesmo embora (apesar de ter tentado segurá-la aumentando o seu horário sem necessitar de uma empregada por mais horas do que as que ela já faz), o trabalho não abranda, o Henrique está triste que se farta, a minha mãe continua longe... e eu sinto-me a correr de um lado para o outro sem fazer realmente nada bem feito, apenas a apagar fogos e a colar remendos em tecidos já muito rotos.
Mas hoje aconteceu algo verdadeiramente extraordinário: uma pequena grande vitória familiar. Desde que mudámos para esta casa, em Novembro passado, o Henrique passou a ter muitos medos, medo do escuro, medo de ir à casa de banho sozinho, medo dos barulhos da rua... a última dele é dormir completamente tapado, quase a sufocar com a capa do edredão à volta da cabeça. A porta do quarto, que dantes estava encostada, agora tem de estar aberta e com uma luz (a da despensa) acesa. Hoje, depois de muitas tentativas frustradas, conseguimos comprar as estrelinhas brilhantes da Imaginarium (estavam esgotadas há mais de um ano). Estivemos a colar algumas na parede do seu quarto e depois fizemos a experiência de apagar as luzes para vermos o quanto brilhavam... "não brilham assim tanto", disse-me ele tristonho. Expliquei-lhe então que isso acontecia porque a porta estava muito aberta deixando entrar claridade do resto da casa e mostrei-lhe o que acontecia se deixássemos a porta quase fechada.
E qual não foi o meu espanto ao sair do quarto dele e a ouvi-lo dizer: "mãe, fecha mais a porta".

Ressaca

O meu mundo não parou por casa das declarações do Presidente, mas posso dizer que o meu mundo desabou ontem ao final da tarde. O meu mundo doméstico ficou um caos com a notícia de que a minha empregada vai embora no final do mês de Outubro.
E agora? Logo agora que estou cheia de trabalho, logo agora que o Henrique anda tão tristinho... é que o meu problema não é arranjar alguém para limpar a casa, é confiar o meu filho a alguém... Help!

terça-feira, setembro 29, 2009

O país vai parar às 20H?

Será que vai ser como da outra vez? Daquela em que o país parou, as pessoas pararam as suas férias para o Presidente falar sobre o estatuto dos Açores? Não que não seja importante, mas se fizermos uma sondagem (agora que elas estão na moda) percebemos com facilidade que ninguém sabe o que isso é.
E agora? O Presidente amputado (ficou sem o Lima de uma vida) vai dizer que teme estar a ser escutado ou vai-nos falar da falta de ética na política, do preço do bacalhau, da roupa da Ferreira Leite, ou dos perigos das bebidas gaseificadas???
Bem, pelo sim pelo não, vou optar por aquela minoria que vai estar alheada dos desígnios da nação. Vou mesmo ali ao lado, à natação com o meu filho que, assim de repente, me parece um programa muito melhor que o do Cavaco.

As minhas novas sobrinhas

São lindas de morrer, de morrer. Ainda não as vi na "vida real", como diz o meu filho, mas já as vi em filme. São as bebés mais bonitas de Lisboa, disso não tenham dúvidas.

sexta-feira, setembro 25, 2009

nervos

As gémeas estão a nascer e eu aqui, sem saber o que se passa. Nervos, muitos nervos. Camila e Joana, despachem-se a nascer, por favor, e, já agora, não magoem muito a mãe.

terça-feira, setembro 22, 2009

Encontro imediato com o meu velho sofá

E que bom que está a ser voltar a sentar-me no meu renovadíssimo sofá velhinho. Chegou no sábado À tarde, mas o stress do trabalho era tanto que só hoje consegui aproveitá-lo. Depois da correria com o novo horário da natação do Henrique, depois de um jantar com duas queridas amigas (mãe e filha), depois de o ter deitado demasiado tarde e demasiado excitado, consegui refastelar-me no meu querido sofá, completamente renovado: almofadas novas, enchimento de primeira categoria e um tecido novo e lindo de morrer...
e eu até tenho um sofá novo, mas nada se compara a este querido, que tantas vezes me acolheu... pode ser que adormeça.

segunda-feira, setembro 21, 2009

Alive!

Sim, resisti à reunião (foi hoje mas, como acabei de escrever o post anterior depois da meia-noite, ficou tudo baralhado aqui...), podia ter corrido melhor, mas também poderia ter sido pior.
Infelizmente o portátil voltou a casa comigo, mas mais para adiantar trabalho do que para ficar maluca de tanto mexer no powerpoint. Também não sou ingénua ao ponto de pensar que o pior já passou, no que se refere à minha adaptação às novas funções. Na verdade, desconfio que o pior ainda está para vir. Mas, para já, festejo o fim do primeiro embate, com o computador, é certo, mas com a televisão ligada e dois episódios do ER de seguida. É que o que não acabar hoje, faz-se amanhã.
A descompressão foi tal que, ainda houve tempo para dar um passeio de trotineta com o Henrique, que hoje se portou "lindamente" na escola e que, por isso mesmo, teve direito a um fá (lembram-se daqueles geladinhos de gelo que vinham em pequenas embalagens transparentes de plástico?) depois do jantar, e a comer filestes de espada preto com arroz de ervilhas.
Estamos a melhorar, é o que acho. E sinto, lentamente, que a minha vida está a regressar.
Pode ser que amanhã este bicho de quase três quilos fique lá para as bandas de Alfragide...

Balanço

Nove dias de mãe solteira... 20 novos cabelos brancos das birras, amuos e mudanças de humor do meu filho; olheiras profundas da ansiedade e carga de trabalho acrescido; dores no pescoço de tantas horas passadas frente ao portátil (eu sabia que terem-me passado um portátil para as mãos tinha segundas intenções...). Não há tempo para ir ao parque com o miúdo (consegui levá-lo no sábado a uma festa de aniversário para poder gastar alguma da muita energia acumulada); não há tempo para cortar o cabelo, fazer a depilação ou arranjar as unhas.
Amanhã ao fim do dia terei ultrapassado uma primeira prova profissional. Depois dos nervos espero conseguir retomar parte da minha vida e voltar a deixar o computador lá... quietinho em cima da secretária, que é onde pertence.

quinta-feira, setembro 17, 2009

morte de um ídolo

Não vos sei dizer quantas vezes vi esta cena, nem quantas vezes desejei que este senhor, mesmo a coxear, me viesse buscar para dançar. Acho até que cheguei a saber todos os passos e as falas do filme.
Piroso, bem sei, mas o Patrick Swayze e o Dirty Dancing marcaram a minha adolescência. E não consigo deixar de ficar triste quando penso na forma como morreu

pequena vitória

Hoje, pela primeira vez esta semana, não trouxe o portátil para casa. Hoje, apesar do muito trabalho e da imensa correria, foi dia de jantar do quarteto maravilha. Um bom vinho tinto, uma massa razoável (desculpem-me as princesas mas foi tudo muito feito à pressa), mas tudo com a melhor das companhias. As minhas gajas são mesmo do melhor que há: deixaram-me longe de business planas por umas horas. E sem sentimentos de culpa.
Obrigada

domingo, setembro 13, 2009

Inspira, expira, insipra, expira

Sinto que me faz falta uma daquelas aulas de preparação para o parto, onde ficava uns 15 minutos deitadinha, de olhos fechados, apenas concentrada na minha respiração. Inspira, expira, inspira, expira... é que as coisas não estão muito fáceis aqui para estas bandas. Hoje, pela primeira vez em algum tempo, senti-me fisicamente esgotada, a tremer, com uma dor de cabeça daquelas em que só nos apetece fechar os olhos deitada num quarto escuro. Mas tal não foi possível. Hoje foi o segundo de doze dias em que vou estar sozinha com o Henrique. O pai partiu ontem depois do almoço em direcção a Bragança, no encalce do Dr. Portas, por esse Portugal fora. E nós temos de nos amanhar os dois. Uns dias melhor, outros pior... já sabemos como é. Mas digamos que não começou bem. A tarde de ontem foi assim para o horrível. E agora, aqui sentada no sofá, de computador no colo e a ver televisão, apercebo-me de que a culpa foi tanto dele como minha. A semana foi particularmente difícil no trabalho, eu ando nervosa, ansiosa, cansada ... logo, com pouca paciência. E os miúdos, já se sabe, têm uns radares do caraças. Aliás, o meu podia trabalhar no aeroporto... sentiu que eu não andava bem e vai daí a infernizar a cabeça da mãe. Ontem, depois de dois chichis pelas pernas abaixo, passei-me, na verdadeira acepção da palavra, e preguei-lhe duas grandes palmadas no rabo...senti-me um traste.
Hoje, depois da ida à feira para frutas e legumes, e do almoço, rumámos à Terra Pura (sugestão de uma amiga) e comprámos um óleo essencial de alfazema e um spary de alfazema natural para borrifar a almofada. É que esta mãe está mesmo a precisar de relaxar... Cá andei, a queimar alfazema pela casa. Acabei por descobrir uma espuma de banho de alfazema perdida aqui em casa e toca de enfiar-me com o puto dentro da banheira... resultou: ele dorme o sono dos justos e eu, bem, eu estou um bocadinho mais calma e com menos vontade de chorar de cansaço.

o meu domingo tem de ser perfeito

e por perfeito entenda-se calmo, sem nada a registar, sem grandes euforias. Aliás, espero que o grande momento do meu domingo seja uma ida à feira, logo pela manhã, para comprar frutas e legumes. É que a minha semana foi tão agitada, tão stressante, tão cansativa, que espero passar o meu domingo a arrumar compras, a cozinhar e a passar longas temporadas no sofá com o meu filho a ver desenhos animados. Isto, claro, se não der um nó naquela linda cabecinha...
É ter esperança...

quarta-feira, setembro 09, 2009

Parabéns mãe

Apesar de toda a agitação, hoje foi um bom dia que terminou num belo jantar.

Temos de celebrar os vivos e o facto de nos amarmos.

Hoje, no dia do teu 57º aniversário, não podia deixar de dizer o quanto te amo e de te agradecer tudo o que tens feito por mim. Tu, mãe, és generosidade, és amor sem fim.

Obrigada

terça-feira, setembro 08, 2009

Mudança

Hoje sinto-me orfã... perdi o melhor dos patrões que já tive (e olhem qe já foram muitos).
Adivinham-se tenpos difíceis.

segunda-feira, setembro 07, 2009

Voltámos às mantinhas

Depois de dois meses atribuados com uma tradução que, felizmente, já acabou, estou de volta às mantinhas das gémeas. E tenho de me despachar se não quero atrasar-me muito: é que elas podem nascer a qualquer momento e eu ainda vou a meio da primeira....

sexta-feira, setembro 04, 2009

Boas novas

Vem aí outro bebé.... e não é meu, mas estou igualmente feliz

quarta-feira, setembro 02, 2009

Podia estar pior

A Escolinha do Henrique já abriu, a minha empregada regressou hoje de férias (obrigada, Chica) e o Benfica ganhou como há muito não se via... podia estar pior. Lá isso podia

sexta-feira, agosto 07, 2009

eh pá... só passou um mês???

Voltámos do Funchal no dia 2 de Agosto, domingo. No dia seguinte ao fim da tarde, depois de horas a limpar um frigorífico e a tentar dar um ar decente à casa que estávamos prestes a vender, mas que tinha sido invadida e conspurcada durante seis meses por três estudantes Erasmus, rumámos a Marco de Canaveses. E a meio do caminho o carro começou a deitar muito fumo... medo, tenham medo. Passámos uns dias com a avó Emília que anda muito entretida a cuidar da sua horta. Fomos a Amarante. Visitámos a avó bisa. Regressámos, acabáms de limpar a arranjar a antiga casa, vendemo-la (escritura assinada) voltámos ao trabalho, fomos novamente a Marco de Canaveses buscar a nossa encomendinha e sua avó, continuámos a trabalhar. Surgiram algumas novidades e outras tantas chatices no trabalho. Ficámos sem avó, que foi novamente cuidar da sua horta a 350 km de Lisboa. Andámos uma semana a fazer ginástica para tentar manter o puto ocupado sem sermos despedidos. Eu tennho uma tradução para acabar. São quase duas das manhã de domingo e ainda me faltam 15 páginas mais bibliografia e notas.
A nossa empregada está de férias há duas semanas....
Porque será que me sinto como se não tivesse férias há um ano?

sábado, agosto 01, 2009

Quase de regresso

Depois de duas semanas de lapas, praia, caramujos, brisol, birras, amuos, sol, rali.... estou quase a deixar o paraíso chamado Madeira... e invadem-me sentimentos contraditórios. Gosto muito de estar no Funchal, gosto do calor, da água do mar, da comida, dos amigos, dos familiares... mas tenho saudades de férias a três, para o bem e para o mal. Sinto-me como se precisasse de umas novas férias, sem avó pelo meio... Talvez estja a ser ingrata....

sábado, julho 18, 2009

crónica de um dia atribulado ...

ou ufa, nem acredito que já estou de férias.
Pois, é verdade. Estou de férias, dentro de 48h estarei no sofá da minha sogra, no Funchal, a borregar frente à televisão e a preparar-me para dormir. Mas esta realidade ainda me parece muito distante. Hoje foi um dia muito preenchido, envolto em grandes mudanças e muitas notícias, nem todas agradáveis. Os assuntos do trabalho lá ficarão, a marinar até ao meu regresso. Mas deixo aqui o que se passou com a minha mãe e que é uma daquelas situações que Para quem não conhece a minha mãe, ela é das pessoas mais sérias que eu conheço, incapaz de ficar com troco a mais, incapaz de passar à frente de alguém numa fila... uma pessoa mesmo muito séria e honesta. Em meados de Junho ela entrou num autocarro da Carris vinda do comboio, cheia de malas e, por várias vezes, tentou validar o seu título de transporte. Expressou essa dificuldade ao motorista que nada lhe disse e, em seguida, foi pousar as malas para voltar a tentar validar o bilhete. Na paragem a seguir entram três revisores da carris e ela dirige-se a um deles dizendo que estava a tentar validar o bilhete, que não consegui mas que tinha a certeza que o bilhete tinha dinheiro. O senhor colocou o bilhete na sua maquineta de revisor e disse que realmente o bilhete tinha dinheiro. E começou a pedir o b.i. à minha mãe e a morada. Ela, que em tantas ocasiões me surpreende com a sua esperteza, desta vez foi bastante ingénua e achou que o senhor lhe estava a passar uma guia para que pudesse trocar o seu bilhete por um novo. E lá continuou, sem bem a conheço, na conversa com o revisor, a dizer que tinha mais autocarros para apanhar e que tinha medo de voltar a ter o mesmo problema com o bilhete, ao que o tal fiscal simpático lhe disse para não se preocupar, que com aquele papel poderia entrar em qualquer autocarro. E a minha mãe, acreditou nele e ainda assinou o que ele lhe pediu para assinar sem sequer o questionar. Resultado: ao entrar no autocarro seguinte, quando exibiu o papel que lhe tinham dado, foi informada pelo motorista de que tinha em mãos ums multa de 114 euros para pagar.
Escusado será dizer que ficou para morrer; escusado será dizer que se fartou de chorar; escusado será dizer que fizemos uma exposição ao provedor do utente. Mas a carris está-se a borrifar para a minha mãe e hoje lá chegou a casa dela a cartinha que dizia que o pedido dela não tinha sido aceite. E que ela não tiha testemunhas! Claro que não! Ela não sabia que estava a ser multada, como é que se havia de preocupar com testemunhas? Aliás, o revisor nem se identificou, apenas assinou a multa com o seu número profissional. E quando, hoje, a minha mãe pediu o nome dele para poder fazer uma queixa formal à carris, foi-lhe dito quesó fariam isso com ordem do tribunal... acho isto verdadeiramente inacreditável e algo me die que amanhã irei desenhar o número desse senhor no livro de reclamações daquela chafarica.
Mas acho inacreditável que as coisas passem assim,impunes.
Gostava de poder levar esta reclamação a uma outra instância, mas já percebi que é impossível...

terça-feira, julho 14, 2009

Depois da tempestade


avizinha-se a bonança. O puto já se porta melhor, amanhã chega o amigo do seu coração e, daqui a cinco dias, estaremos na pérola do Atlântico, de preferência a comer umas lapas na chapa. A vida é mesmo assim, certo? como os interruptores: umas vezes para cima e outras para baixo.

quinta-feira, julho 09, 2009

Contabilidade

Durante todo o dia tentei pensar em outras coisas. Mas, nem por um segundo, consegui esquecer que faz hoje nove meses que te perdi, pai.

fazes-me falta

quarta-feira, julho 08, 2009

Sinto-me a modos que chateada

Há alturas em que tudo parece correr bem. Muito stress, muito trabalho, mas a estrelinha parece cintilar em cima da nossa cabeça e, verdade seja dita, as coisas nem custam assim tanto porque o resultado se vê. Mas quando as coisas começam a descambar... fonix, saiam de perto de mim que eu até tenho medo que esta merda esteja em contágio. Estilo cocó de bebé que parece que fica no ar, na roupa, nas mãos durante horas? é assim que me sinto.
No trabalho propriamente dito não é que me tenha acontecido algo de mau, mas avizinham-se mudanças que não sei bem o que significam. E, não sendo directamente relacionado com o meu trabalho, há coisas que gravitam à volta dele e que me aborrecem à brava. Uma delas é a falta de tomates de algumas pessoas que adoram criticar mas não directamente. Digamos que são aquele tipo de pessoas que adoram mandar uns bitaites mas que, quando são espremidas, adoram olhar para o lado, assobiar e dizer que não era nada daquilo que queriam dizer e que nós (no caso eu) é que percebi tudo ao contrário. Sim, sim... sou eu a ingénua e parva de serviço.
E, como se tudo isto não bastasse, estou com as putas (perdoem-me o vernáculo mas tem mesmo de ser) das hormonas aos saltos porque tirei o Implanon e até me vir o próximo período vou estar assim para o impossível. Só um aparte, nunca mas nunca caiam na burrice de colocar este cabrão deste implante no braço. A sério.
E a cereja no topo do bolo tem mesmo sido o Henrique. Sim, o meu querido filho de cinco anos tem-se portado tão mal, mas tão mal que já comecei a pensar em novos métodos de tortura. A sério, se alguém tiver algum conselho para dar eu estou aqui, de ouvidos bem abertos. Ele está impossível, violento, birrento, sempre a gritar à primeira contrariedade... está mesmo muito difícil.
E, para quarta-feira, parece-me que chega, não?

segunda-feira, julho 06, 2009

Esta malta sabe-se tratar

Dois ou três dias antes do Michael Jackson morrer tive, pela terceira ou quarta vez, o disco comemorativo dos 25 anos do Thriller nas mãos. E pela terceira ou quarta vez eu e o meu marido decidimos não o comprar. Estava a 10,95, um preço muito bom, mas era tanta a música que estávamos a levar, um bocado na boleia da Festa da Música da Fnac, que pensámos que poderia ficar para depois. Nessa mesma semana o senhor morre e o que faz a malta da Fnac? coloca o mesmo disco com muito mais destaque, debaixo de um cartaz que assinala a homenagem da cadeia de lojas ao rei da pop e, para o comemorar, nada melhor que subir o preço do cd para os 19 euros. Esta malta sabe-se tratar, essa é que é essa.

Festival Panda nunca mais...

Ok, eu já não era uma novata nas andanças do Festival Panda. Tinha estado lá na edição passada e o Henrique era mais pequeno. Vai daí, ingenuamente, pensei que este ano a coisa correria ainda melhor e passaríamos uma manhã juntos, ele a delirar de alegria e eu nem por isso, mas tudo bem, ser mãe nem sempre é fácil. Só que, desta vez, as coisas correram mesmo muito mal. Para começar eu tive uma semana bastante complicada de trabalho; muito stress, descansei pouco... digamos que não estava mentalmente preparada para umas 20 mil crianças a correr e a gritar. Ou melhor, não estava preparada para eventuais desvios comportamentais naquele lugar. E, assim para ser simpática e tentar dourar a pílula, digamos que foi uma manhã para esquecer. Muito sol, muitas filas, pouca resistência, muitas birras do Henrique e, para finalizar, ele tentou fugir para o meio da estrada, coisa que nunca tinha acontecido.
Fiquei fora de mim; segurei-o com tanta força que ontem, na praia, podia ver a marca dos meus dedos nos seus bracinhos (esta é a parte em que a comissão de protecção de menores e o senhor do Refúgio Aboim Ascenção me vêm prender). Mas o pior nem foi ele quase morrer atropelado, o pior foi o que ele me disse a seguir, danado por não lhe ter feito as vontades e por lhe ter dado duas valentes palmadas no rabo. Verdade, verdadinha, nunca imaginei que uma criança de cinco anos guardasse em si tamanha crueldade. Sim, ali estava o meu filho a dizer, ou melhor, a gritar para quem quisesse ouvir, que me odiava, que eu era má, que queria viver longe de mim e que nunca mais queria ser meu filho. Não sei o que me deixou mais atordoada, se o medo que tivesse ficado debaixo de um carro mesmo ali à minha frente, ou se o que ouvi daquela boquinha. Mas foi tudo tão desconcertante que, mal chguei perto do meu marido, desatei num pranto.
Não sei que ensinamentos tirarei deste fatídico sábado, mas uma coisa é garantida: Festival Panda, nunca mais

sexta-feira, julho 03, 2009

balanço

Depois de uma semana louca de trabalho e stress onde é que vou começar o meu fim-de-semana?
Exactamente, no Festiva Panda
Quem disse que ser mãe é fácil?

quinta-feira, julho 02, 2009

amor é...

estar sentada na cama a tentar traduzir um livro com um ronco constante ao meu lado e ainda não ter assassinado ninguém.

Dia Pipoca

Hoje foi um dia especial:: a minha pipoca lançou o seu livro e eu senti-me muito orgulhosa, ao estilo mana mais velha. A sério que sim. Correu tudo lindamente (não tivesse sido eu a organizar o evento...),a Zilian recebeu-nos muito bem. Mas do que eu gostei mesmo foi de estar ali, a vê-la, linda, charmosa e com um ar feliz. Houve um momento em que uma lágrima marota quis ver a luz do dia, mas cortei-lhe o caminho antes que fizesse estragos.
Já houve uma altura das nossas vidas em que passámos mais tempo juntas e em que fomos mais próximas, porque nos víamos todos os dias. Mas o carinho que sinto por aquela miúda que berrava "Sisse" de cada vez que eu aparecia na redacção, quando estava grávida, esse é o mesmo.
Parabéns Pipoquinha.

obrigada pelo agradecimento...

amores e desamores




Tenho saudades do tempo em que comprava religiosamente o meu jornal. Todas as manhãs passava pela banca e, quase sempre, o meu jornal foi o Público. Há algum tempo que me zanguei com o meu jornal, assim como nos zangamos com um amor de longa data.

Mas quando vejo uma primeira página como a de hoje, com aquela foto maravilhosa da Pina Bausch, tenho a certeza que, independentemente das nossas zangas e por muito tempo que passe sem o comprar, o meu jornal será sempre este.

quarta-feira, julho 01, 2009

é impressão minha

ou o preço da gasolina não para de subir e ninguém fala disso?
Lembro-me de por gasóleo a 88 cêntimos... já vai para lá de 1 euro...

terça-feira, junho 30, 2009

morte de um mito

Morreu a Pina Bausch. E, apesar de não ter gostado das últimas coisas que vi dela, não posso deixar de sentir um aperto no coração por tudo o que ela fez e representou. Estou triste. Mais uma vida ceifada pelo cancro.

Falando de coisas sérias

estou para a minha vida com o que acabei de descobrir com a tradução que estou a fazer. Os arrotos e os peidos de uma vaca libertam mais gases de efeito de estufa que um carro todo o terreno. Impressionante, não é?

domingo, junho 28, 2009

Voltou...

Está lindo, moreno, mas está impossível. Parece que meteu os dedos na tomada... não pára, não sabe o que há-de fazer, se ri, se chora, se faz birra ou se se porta bem... não está fácil.

quinta-feira, junho 25, 2009

Lindamente, não foi?

Depois de uma demonstração do que poderiam ser 12 dias de histeria completa, em que eu poderia escrever várias vezes ao dia sobre as horas que faltavam para o meu filho regressar, ou das muitas saudades que sentia, eu inverti a tendência e portei-me lindamente. Estive mesmo bem. Nada de lamechices, nada de choramingar, nada de dizer que nunca mais o deixaria ir para longe (este assunto ainda não está resolvido). Decidi-me por aproveitar, da melhor forma possível, 12 dias de liberdade de horários. Muitos jantares, algum cinema, muitas idas à esplanada ao fim da tarde sem estar constantemente a olhar para o relógio.
Mas hoje, véspera de o voltar a ter no meu colo, não posso continuar a mentir. Estou cheia de saudades. Apetece-me brincar com ele, ouvi-lo correr pela casa, sentar-me ao seu lado no sofá para ver a Vila Moleza... Não sei se volto a deixar o Atlântico meter-se entre nós

terça-feira, junho 23, 2009

Reeducar o bicho

Já fiz a revisão! Não a dos 70 mil quilómetros, mas a dos 4 anos. E passei. Análises, ecografia, conversa com o médico e ... está tudo bem. Agora entro numa nova fase: a da preparação para os cinco anos. Da próxima vez que for ao hospital (em Dezembro) será para uma conversa com o médico e para marcar uma bateria de exames para Março de 2010, altura em que ultrapassarei a mítica barreira dos cinco anos. E iniciei também uma nova etapa da minha compreensão e vivência das minhas limitações. Ultimamente tenho tido algumas queixas. Andei até preocupada, com medo de ter algum problema. Mas, ao que parece, o meu problema é comer demasiado. Nunca pensei poder voltar a dizer isto, mas a verdade verdadinha é que como como muito e não o posso fazer. Porque as consequências são desagradáveis. Reeducação alimentar, é o próximo passo. Não deixa de ter graça eu que depois da operação, há quatro anos, não conseguia comer mais de três colheres de cerelac, agora como demais:)
Podia ser pior, podia ser pior

quarta-feira, junho 17, 2009

Entrevista, qual entrevista?

Eu não sou grande adepta da entrevistas agressivas ou, como alguns gostam de chamar, entrevistas duras. A sério que não gosto. Mas tenho alguma dificuldade em classificar o género jornalístico do programa que acabei de ver na Sic com o primeiro-ministro. Foi tão mole tão mole que parecia um gelado derretido. Entrevista? Não me parece. Eu, pelo menos quase não ouvi perguntas e, das poucas vezes que as ouvi, eram antecedidas pela expressão "Deixe-me fazer-lhe uma pergunta", como se ela necessitasse do aval do entrevistado de cada vez que abria a boca.
Quanto mais penso no que vi, mais me lembro do saudoso programa também exibido na Sic, "Na Cama Com". Ana Lourenço, bem ao estilo da Alexandra Lecastre, foi lançando temas, com voz lânguida e olhar sensual e ficou, quase sempre, em silêncio a deixar o seu convidado a falar.
Oiço muita gente que está na tv a falar do estilo diferente da jornalista e do modo como este estilo acabou por ser uma espécie de "armadilha" para José Socrates. Hello? Está alguém no Planeta Terra? A Ana Lourenço não armadilhou coisíssima nenhuma. O que eu vi foi um José que está decidido a mudar de cassete e que, muito inteligentemente, decidiu escolher a jornalista mais queridinha e mais suavezinha para fazer passar o seu tempo de antena. "Deixe-me que lhe explique"? "Parte-se-me o Coração"? Como se a moça fosse estúpida e não conseguisse perceber o que ele diz. Poupem-me...

terça-feira, junho 16, 2009

Um ser maior (Ana Catarina Santos)

Eu já desconfiava que a Ana Catarina Santos era uma pessoa especial. Muito mais que a exuberante alegria que contagia todos os que a rodeiam. Nunca fui sua colega de trabalho, apesar de também ter sido jornalista. Mas do que vou ouvindo na TSF sempre a achei muito competente. Mas hoje veio a confirmação de que ela é muito mais do que isso: é uma grande jornalista e uma grande mulher que me deixou de lágrimas nos olhos.
Aqui fica a reportagem que fez e que venceu o Prémio AMI - jornalismo contra a indiferença, "Os Filhos da Solidão"
Parabéns Ana.
Obrigada

Ausência

O dia 9 é um dia malfadado. É o dia em que partiste. Este ano, que é o primeiro sem ti, pai, é também contabilizado pela tua ausência nas comemorações da família. Em Novembro faltaste ao 3º aniversário do Tiago, e ao 36º do teu filho e do Filipe. Em Dezembro não estiveste no Natal. Não me mandaste um beijo no ano novo. Falhaste os meus anos em Fevereiro. Tiveste a coragem de não comemorar os teus em Março. E agora foram os anos do Henrique... fazes-me falta.

segunda-feira, junho 15, 2009

Esta sou eu? Como é possível?

Pois bem, a verdade é esta. Eu sou uma liberal, vou de férias sem o meu filho, deixo-o ficar a dormir em casa das avós e tudo e tudo mas agora, que foi ele quem viajou, o caso está a mudar de figura.
Eu que sou o tipo de mãe para quem as outras mães olham de lado, porque vou muitas vezes para fora sem o Henrique, estou à beira de um ataque de nervos com as suas primeiras férias fora.
Explico-me: o meu filho foi ontem à noite para o Porto Santo com a minha mãe e o meu stress começou logo a caminho do aeroporto. Ele, que sentiu a minha inquietação disse-me "Mãe eu não quero ir para o Porto Santo, fico contigo". E, apesar de me apetecer dizer-lhe sim, sim a tua avó que vá sozinha que já é crescida, enchi-me de coragem e expliquei-lhe todas as vantagens de 12 dias de praia e convenci-o também de que alguém teria de tomar conta da avó agora que o avô tinha morrido.
Depois do chek-in já estava com palpitações e no momento em que ele passou o rx apeteceu-me ir lá resgatá-lo e dizer "Mãe, ele é um pestinha e estou farta dele, mas tu és crescidinha podes ir de férias sozinha e, mesmo peste, prefiro tê-lo ao meu lado, ok? Desculpa lá mas não vai dar." Mas não disse, deixei-o ir. E aí começou o tormento da viagem: era a primeira vez que ele ia andar de avião sem mim... e comecei a olhar para o relógio de 5 em 5 minutos.
Ok, chegou bem, dormiu bem. Está tudo bem, relaxa Inês, respia fundo ele está óptimo.
Expliquem-me então porque é que já lhe liguei 3 vezes esta manhã?

sábado, junho 13, 2009

Não havia eu de gostar de futebol

Foi num dia 12 de Junho, há nove anos atrás, que comecei a namorar com o meu marido. A coisa já andava no ar há algum tempo, mas foi preciso um jogo da selecção para que dessemos largas à nossa alegria. O Filipe bem diz que não sabe o que teria acontecido se não fosse o Figo virar o resultado do Portugal-Inglaterra! Estivémos quase a desisitir, mas não o fizemos. Ficámos ali, numa tasca de Câmara de Lobos, a comer gata e a beber cerveja... e o resto está à vista.
Num outro dia 12 de Junho, há cinco anos atrás, nascia o nosso filho. E eu estava louca furiosa porque queria ver o jogo de abertura de Euro 2004. A minha médica passou o parto inteiro a dizer: "vamos lá despachar isto que se ela não vê o jogo ninguém a atura".
E foi num outro 12 de Junho, há precisamente três anos, que nos casámos. Numa cerimónia muito bonita, em casa de uns amigos, no nosso cenário preferido. E a lua-de-mel passada em Itália teve sempre como pano de fundo os jogos da nossa selecção.
Deve ser por isto que o meu filho tem 10 pares de calças rasgadas nos joelhos....

terça-feira, junho 09, 2009

Quando for grande quero ser funcionária da Câmara de Lisboa

A modos que é assim: aos 33 anos descobri o que realmente quero fazer: quero ser funcionária da Câmara Municipal de Lisboa, daquelas que recebem mails dos pais a solicitar autorização para uma festinha no Parque Infantil do Parque Eduardo VII e que demoram mais de 10 dias a responder. Daquelas que saem supostamente para uma coisa chamada "serviço externo" e que desligam o telemóvel durante o mesmo. Daquelas que, três dias antes da festa (sendo que o resto dos dias que faltam são feriados) ainda não responderam a dizer se dão ou não a porcaria da autorização. O mais caricato é que aquele é um parque público, caraças. Porque razão me falam como se estivéssemos a pedir autorização para uma festa nos jardins do Palácio de Belém? Na sexta-ta feira passada ligaram-me para saber quantos meninos e quantos adultos estariam na festa - informação para acrescentar ao processo- (processo? é preciso um processo?). Quando respondi acrescentei que a festa seria no dia 13, e que esta era uma semana cheia de feriados e que que não podia deixar 10 crianças e respectivos pais pendurados... e coisa e tal."Pois, mas nós estamos com imenso trabalho e não sou eu que dou as autorizações. Ligue-me mais tarde, ou na segunda-feira"
E eu, que sou bem mandada, assim fiz. Mas estão todos em serviço externo. Whatever that means. Desde ontem que não há ninguém, para além da telefonista, que me atenda o telefone. Não há responsável que me diga sim ou sopas. E nem me posso queixar de quem me atendeu o telefone. Pessoas simpáticas e eficientes, mas que não podem decidir nada.
Está acabadinho, passamos todos para o Museu da Marioneta. Fico 110 euros mais pobre, mas pelo menos tenho onde fazer a festa.
E por favor, amigas, não me convidem para festas no Parque, que eu estou capaz de matar alguém. Ou então, arranjem-me um trabalho na Câmara, com muitos serviços externos.


p.s. aposto que agora que já telefonei para o museu a confirmar, vou receber um telefonema do parque...

sábado, junho 06, 2009

Indispensável

Não consigo recordar-me de onde surgiu a nossa amizade, nem a ideia de nos juntarmos com mais ou menos regularidade para os nossos jantares de gajas. Mas a verdade é que cá estamos, dez anos depois, com percursos de vida e amorosos bastante diferentes, mas nós, as gajas, continuamos esta nossa, nem sempre muito fácil, relação de amor e cumplicidade.
Quando casei, já de puto nos braços, foi um momento extraordinário na minha vida. Foi uma festa que nunca esquecerei, simples, informal, muito divertida, muito sentida, muito restrita. Foram muitos os amigos que ficaram de fora, por várias razões mas principalmente porque decidimos convidar apenas as pessoas que nõ poderiam faltar naquela festa, as pessoas cuja ausência faria com que aquela festa fosse menos completa. E lá estiveram as minhas gajas e eu adorei tê-las ali. Mas nunca me passou pela cabeça não partilhar aquele mesmo momento quando chegasse a vez delas. E isso aconteceu já duas vezes. Por razões muito lógicas e que eu respeito. Não é isso que muda o meu amor por elas. Mas entristece-me saber que não fui indispensável no momento delas.

terça-feira, junho 02, 2009

Copo meio vazio ou meio cheio?

O Ministério da Educação está muito contente porque um em cada quatro alunos do ensino básico foi sujeito a um plano de recuperação e, desses, 74 por cento transitaram de ano. É apenas uma forma de ver as coisas. Onde eles vêem o copo meio cheio eu vejo meio vazio. A minha pergunta é, como é que 25% das crianças do ensino primário têm tamanhas dificuldades de aprendizagem? Como mãe de uma criança de quase 5 anos fico preocupada. Pode ser que tenha má memória mas não me recordo de as coisas serem tão complicadas na minha altura. E eu andava numa das chamadas "escolas problemátias", cheias de crianças de bairros de lata, com pais sem escolaridade, miúdos que iam para a escola sem comer, que apanhavam dos pais, que faltavam imenso porque tinham de ficar a tomar conta dos irmãos bebés quando estes ficavam doentes (porque os pais não podiam faltar ao trabalho). A coisa era tão rara que me lembro perfeitamente da Filipa, uma coleguinha que não conseguiu passar para a quarta classe com o resto da turma apesar dos esforços da professora nesse sentido.
Devo andar muito distanciada da realidade das escolas deste país....

segunda-feira, junho 01, 2009

Caramba, isto é fado

Tinha-a ouvido há um ano, por altura do lançamento de um livro da editora onde trabalho. E, já na altura, fiquei presa à sua voz. Bem sei que toda a gente fala dela e, até certo ponto, isso pode causar alguma aversão à miúda. Mas, verdade verdadinha... isto é memso muito bom

quinta-feira, maio 28, 2009

Nem tanto ao mar....

Ponto prévio: eu não gosto do estilo de jornalismo praticado pela Manuela Moura Guedes. A sério que não gosto; encanita-me com os nervos a forma como ela está sempre a dar a sua opinião, sempre a dizer o que pensa, sempre a fazer comentários. Não gosto e não acho que seja bom jonralismo.
But enough is enough. De repente ela passou a ser o monstro do jornalismo português? O bicho papão? Poupem-me. Como alguém, e muito bem, me recordou há dias, o jornal da TVI é o único que tem agenda, que não deixa cair histórias, que vai atrás das promessas feitas para ver se foram cumpridas. quantas vezes, enquanto jornalistas, nos lamentámos do que não conseguimos escrever ou dos constrangimentos que tivemos ao fazer uma peça porque podia beliscar alguém? Duvido que isso aconteça naquele jornal. E tenho muito respeito por vários profissionais que lá trabalham a começar pela Constança Cunha e Sá, passando pela Rita Ferreira, pelo Vasco Rosendo, só para nomear alguns.
As peças daquele jornal são, na sua grande maioria, bem feitas.
Não é o telejornal que veja por norma, mas não fica atrás do da SIC ou do da RTP.
E quando me falam de perseguição ao Governo eu tenho vontade de rir. Eles têm memória, que é coisa diferente e que falta a muito boa gente. Se o governo prometeu algo e não cumpriu deve ser chamado a prestar contas, ou não? Ou é melhor assistir a entrevistas como a do Mário Crespo ao Alberto João Jardim em que fez comentários do género "As eleições que o senhor tão brilhantemente ganhou"?
Resumindo, eu não gosto do estilo da Manuela Moura Guedes, mas fazer uma "causa" no facebook para lhe oferecer o código deontológico parece-me um exagero. Até porque, se fossemos enviar uma cópia a todos os jornalistas que precisam de uma, tinhamos um bestseller em mãos.