terça-feira, julho 14, 2009

Depois da tempestade


avizinha-se a bonança. O puto já se porta melhor, amanhã chega o amigo do seu coração e, daqui a cinco dias, estaremos na pérola do Atlântico, de preferência a comer umas lapas na chapa. A vida é mesmo assim, certo? como os interruptores: umas vezes para cima e outras para baixo.

quinta-feira, julho 09, 2009

Contabilidade

Durante todo o dia tentei pensar em outras coisas. Mas, nem por um segundo, consegui esquecer que faz hoje nove meses que te perdi, pai.

fazes-me falta

quarta-feira, julho 08, 2009

Sinto-me a modos que chateada

Há alturas em que tudo parece correr bem. Muito stress, muito trabalho, mas a estrelinha parece cintilar em cima da nossa cabeça e, verdade seja dita, as coisas nem custam assim tanto porque o resultado se vê. Mas quando as coisas começam a descambar... fonix, saiam de perto de mim que eu até tenho medo que esta merda esteja em contágio. Estilo cocó de bebé que parece que fica no ar, na roupa, nas mãos durante horas? é assim que me sinto.
No trabalho propriamente dito não é que me tenha acontecido algo de mau, mas avizinham-se mudanças que não sei bem o que significam. E, não sendo directamente relacionado com o meu trabalho, há coisas que gravitam à volta dele e que me aborrecem à brava. Uma delas é a falta de tomates de algumas pessoas que adoram criticar mas não directamente. Digamos que são aquele tipo de pessoas que adoram mandar uns bitaites mas que, quando são espremidas, adoram olhar para o lado, assobiar e dizer que não era nada daquilo que queriam dizer e que nós (no caso eu) é que percebi tudo ao contrário. Sim, sim... sou eu a ingénua e parva de serviço.
E, como se tudo isto não bastasse, estou com as putas (perdoem-me o vernáculo mas tem mesmo de ser) das hormonas aos saltos porque tirei o Implanon e até me vir o próximo período vou estar assim para o impossível. Só um aparte, nunca mas nunca caiam na burrice de colocar este cabrão deste implante no braço. A sério.
E a cereja no topo do bolo tem mesmo sido o Henrique. Sim, o meu querido filho de cinco anos tem-se portado tão mal, mas tão mal que já comecei a pensar em novos métodos de tortura. A sério, se alguém tiver algum conselho para dar eu estou aqui, de ouvidos bem abertos. Ele está impossível, violento, birrento, sempre a gritar à primeira contrariedade... está mesmo muito difícil.
E, para quarta-feira, parece-me que chega, não?

segunda-feira, julho 06, 2009

Esta malta sabe-se tratar

Dois ou três dias antes do Michael Jackson morrer tive, pela terceira ou quarta vez, o disco comemorativo dos 25 anos do Thriller nas mãos. E pela terceira ou quarta vez eu e o meu marido decidimos não o comprar. Estava a 10,95, um preço muito bom, mas era tanta a música que estávamos a levar, um bocado na boleia da Festa da Música da Fnac, que pensámos que poderia ficar para depois. Nessa mesma semana o senhor morre e o que faz a malta da Fnac? coloca o mesmo disco com muito mais destaque, debaixo de um cartaz que assinala a homenagem da cadeia de lojas ao rei da pop e, para o comemorar, nada melhor que subir o preço do cd para os 19 euros. Esta malta sabe-se tratar, essa é que é essa.

Festival Panda nunca mais...

Ok, eu já não era uma novata nas andanças do Festival Panda. Tinha estado lá na edição passada e o Henrique era mais pequeno. Vai daí, ingenuamente, pensei que este ano a coisa correria ainda melhor e passaríamos uma manhã juntos, ele a delirar de alegria e eu nem por isso, mas tudo bem, ser mãe nem sempre é fácil. Só que, desta vez, as coisas correram mesmo muito mal. Para começar eu tive uma semana bastante complicada de trabalho; muito stress, descansei pouco... digamos que não estava mentalmente preparada para umas 20 mil crianças a correr e a gritar. Ou melhor, não estava preparada para eventuais desvios comportamentais naquele lugar. E, assim para ser simpática e tentar dourar a pílula, digamos que foi uma manhã para esquecer. Muito sol, muitas filas, pouca resistência, muitas birras do Henrique e, para finalizar, ele tentou fugir para o meio da estrada, coisa que nunca tinha acontecido.
Fiquei fora de mim; segurei-o com tanta força que ontem, na praia, podia ver a marca dos meus dedos nos seus bracinhos (esta é a parte em que a comissão de protecção de menores e o senhor do Refúgio Aboim Ascenção me vêm prender). Mas o pior nem foi ele quase morrer atropelado, o pior foi o que ele me disse a seguir, danado por não lhe ter feito as vontades e por lhe ter dado duas valentes palmadas no rabo. Verdade, verdadinha, nunca imaginei que uma criança de cinco anos guardasse em si tamanha crueldade. Sim, ali estava o meu filho a dizer, ou melhor, a gritar para quem quisesse ouvir, que me odiava, que eu era má, que queria viver longe de mim e que nunca mais queria ser meu filho. Não sei o que me deixou mais atordoada, se o medo que tivesse ficado debaixo de um carro mesmo ali à minha frente, ou se o que ouvi daquela boquinha. Mas foi tudo tão desconcertante que, mal chguei perto do meu marido, desatei num pranto.
Não sei que ensinamentos tirarei deste fatídico sábado, mas uma coisa é garantida: Festival Panda, nunca mais

sexta-feira, julho 03, 2009

balanço

Depois de uma semana louca de trabalho e stress onde é que vou começar o meu fim-de-semana?
Exactamente, no Festiva Panda
Quem disse que ser mãe é fácil?

quinta-feira, julho 02, 2009

amor é...

estar sentada na cama a tentar traduzir um livro com um ronco constante ao meu lado e ainda não ter assassinado ninguém.

Dia Pipoca

Hoje foi um dia especial:: a minha pipoca lançou o seu livro e eu senti-me muito orgulhosa, ao estilo mana mais velha. A sério que sim. Correu tudo lindamente (não tivesse sido eu a organizar o evento...),a Zilian recebeu-nos muito bem. Mas do que eu gostei mesmo foi de estar ali, a vê-la, linda, charmosa e com um ar feliz. Houve um momento em que uma lágrima marota quis ver a luz do dia, mas cortei-lhe o caminho antes que fizesse estragos.
Já houve uma altura das nossas vidas em que passámos mais tempo juntas e em que fomos mais próximas, porque nos víamos todos os dias. Mas o carinho que sinto por aquela miúda que berrava "Sisse" de cada vez que eu aparecia na redacção, quando estava grávida, esse é o mesmo.
Parabéns Pipoquinha.

obrigada pelo agradecimento...

amores e desamores




Tenho saudades do tempo em que comprava religiosamente o meu jornal. Todas as manhãs passava pela banca e, quase sempre, o meu jornal foi o Público. Há algum tempo que me zanguei com o meu jornal, assim como nos zangamos com um amor de longa data.

Mas quando vejo uma primeira página como a de hoje, com aquela foto maravilhosa da Pina Bausch, tenho a certeza que, independentemente das nossas zangas e por muito tempo que passe sem o comprar, o meu jornal será sempre este.

quarta-feira, julho 01, 2009

é impressão minha

ou o preço da gasolina não para de subir e ninguém fala disso?
Lembro-me de por gasóleo a 88 cêntimos... já vai para lá de 1 euro...

terça-feira, junho 30, 2009

morte de um mito

Morreu a Pina Bausch. E, apesar de não ter gostado das últimas coisas que vi dela, não posso deixar de sentir um aperto no coração por tudo o que ela fez e representou. Estou triste. Mais uma vida ceifada pelo cancro.

Falando de coisas sérias

estou para a minha vida com o que acabei de descobrir com a tradução que estou a fazer. Os arrotos e os peidos de uma vaca libertam mais gases de efeito de estufa que um carro todo o terreno. Impressionante, não é?

domingo, junho 28, 2009

Voltou...

Está lindo, moreno, mas está impossível. Parece que meteu os dedos na tomada... não pára, não sabe o que há-de fazer, se ri, se chora, se faz birra ou se se porta bem... não está fácil.

quinta-feira, junho 25, 2009

Lindamente, não foi?

Depois de uma demonstração do que poderiam ser 12 dias de histeria completa, em que eu poderia escrever várias vezes ao dia sobre as horas que faltavam para o meu filho regressar, ou das muitas saudades que sentia, eu inverti a tendência e portei-me lindamente. Estive mesmo bem. Nada de lamechices, nada de choramingar, nada de dizer que nunca mais o deixaria ir para longe (este assunto ainda não está resolvido). Decidi-me por aproveitar, da melhor forma possível, 12 dias de liberdade de horários. Muitos jantares, algum cinema, muitas idas à esplanada ao fim da tarde sem estar constantemente a olhar para o relógio.
Mas hoje, véspera de o voltar a ter no meu colo, não posso continuar a mentir. Estou cheia de saudades. Apetece-me brincar com ele, ouvi-lo correr pela casa, sentar-me ao seu lado no sofá para ver a Vila Moleza... Não sei se volto a deixar o Atlântico meter-se entre nós

terça-feira, junho 23, 2009

Reeducar o bicho

Já fiz a revisão! Não a dos 70 mil quilómetros, mas a dos 4 anos. E passei. Análises, ecografia, conversa com o médico e ... está tudo bem. Agora entro numa nova fase: a da preparação para os cinco anos. Da próxima vez que for ao hospital (em Dezembro) será para uma conversa com o médico e para marcar uma bateria de exames para Março de 2010, altura em que ultrapassarei a mítica barreira dos cinco anos. E iniciei também uma nova etapa da minha compreensão e vivência das minhas limitações. Ultimamente tenho tido algumas queixas. Andei até preocupada, com medo de ter algum problema. Mas, ao que parece, o meu problema é comer demasiado. Nunca pensei poder voltar a dizer isto, mas a verdade verdadinha é que como como muito e não o posso fazer. Porque as consequências são desagradáveis. Reeducação alimentar, é o próximo passo. Não deixa de ter graça eu que depois da operação, há quatro anos, não conseguia comer mais de três colheres de cerelac, agora como demais:)
Podia ser pior, podia ser pior

quarta-feira, junho 17, 2009

Entrevista, qual entrevista?

Eu não sou grande adepta da entrevistas agressivas ou, como alguns gostam de chamar, entrevistas duras. A sério que não gosto. Mas tenho alguma dificuldade em classificar o género jornalístico do programa que acabei de ver na Sic com o primeiro-ministro. Foi tão mole tão mole que parecia um gelado derretido. Entrevista? Não me parece. Eu, pelo menos quase não ouvi perguntas e, das poucas vezes que as ouvi, eram antecedidas pela expressão "Deixe-me fazer-lhe uma pergunta", como se ela necessitasse do aval do entrevistado de cada vez que abria a boca.
Quanto mais penso no que vi, mais me lembro do saudoso programa também exibido na Sic, "Na Cama Com". Ana Lourenço, bem ao estilo da Alexandra Lecastre, foi lançando temas, com voz lânguida e olhar sensual e ficou, quase sempre, em silêncio a deixar o seu convidado a falar.
Oiço muita gente que está na tv a falar do estilo diferente da jornalista e do modo como este estilo acabou por ser uma espécie de "armadilha" para José Socrates. Hello? Está alguém no Planeta Terra? A Ana Lourenço não armadilhou coisíssima nenhuma. O que eu vi foi um José que está decidido a mudar de cassete e que, muito inteligentemente, decidiu escolher a jornalista mais queridinha e mais suavezinha para fazer passar o seu tempo de antena. "Deixe-me que lhe explique"? "Parte-se-me o Coração"? Como se a moça fosse estúpida e não conseguisse perceber o que ele diz. Poupem-me...

terça-feira, junho 16, 2009

Um ser maior (Ana Catarina Santos)

Eu já desconfiava que a Ana Catarina Santos era uma pessoa especial. Muito mais que a exuberante alegria que contagia todos os que a rodeiam. Nunca fui sua colega de trabalho, apesar de também ter sido jornalista. Mas do que vou ouvindo na TSF sempre a achei muito competente. Mas hoje veio a confirmação de que ela é muito mais do que isso: é uma grande jornalista e uma grande mulher que me deixou de lágrimas nos olhos.
Aqui fica a reportagem que fez e que venceu o Prémio AMI - jornalismo contra a indiferença, "Os Filhos da Solidão"
Parabéns Ana.
Obrigada

Ausência

O dia 9 é um dia malfadado. É o dia em que partiste. Este ano, que é o primeiro sem ti, pai, é também contabilizado pela tua ausência nas comemorações da família. Em Novembro faltaste ao 3º aniversário do Tiago, e ao 36º do teu filho e do Filipe. Em Dezembro não estiveste no Natal. Não me mandaste um beijo no ano novo. Falhaste os meus anos em Fevereiro. Tiveste a coragem de não comemorar os teus em Março. E agora foram os anos do Henrique... fazes-me falta.

segunda-feira, junho 15, 2009

Esta sou eu? Como é possível?

Pois bem, a verdade é esta. Eu sou uma liberal, vou de férias sem o meu filho, deixo-o ficar a dormir em casa das avós e tudo e tudo mas agora, que foi ele quem viajou, o caso está a mudar de figura.
Eu que sou o tipo de mãe para quem as outras mães olham de lado, porque vou muitas vezes para fora sem o Henrique, estou à beira de um ataque de nervos com as suas primeiras férias fora.
Explico-me: o meu filho foi ontem à noite para o Porto Santo com a minha mãe e o meu stress começou logo a caminho do aeroporto. Ele, que sentiu a minha inquietação disse-me "Mãe eu não quero ir para o Porto Santo, fico contigo". E, apesar de me apetecer dizer-lhe sim, sim a tua avó que vá sozinha que já é crescida, enchi-me de coragem e expliquei-lhe todas as vantagens de 12 dias de praia e convenci-o também de que alguém teria de tomar conta da avó agora que o avô tinha morrido.
Depois do chek-in já estava com palpitações e no momento em que ele passou o rx apeteceu-me ir lá resgatá-lo e dizer "Mãe, ele é um pestinha e estou farta dele, mas tu és crescidinha podes ir de férias sozinha e, mesmo peste, prefiro tê-lo ao meu lado, ok? Desculpa lá mas não vai dar." Mas não disse, deixei-o ir. E aí começou o tormento da viagem: era a primeira vez que ele ia andar de avião sem mim... e comecei a olhar para o relógio de 5 em 5 minutos.
Ok, chegou bem, dormiu bem. Está tudo bem, relaxa Inês, respia fundo ele está óptimo.
Expliquem-me então porque é que já lhe liguei 3 vezes esta manhã?

sábado, junho 13, 2009

Não havia eu de gostar de futebol

Foi num dia 12 de Junho, há nove anos atrás, que comecei a namorar com o meu marido. A coisa já andava no ar há algum tempo, mas foi preciso um jogo da selecção para que dessemos largas à nossa alegria. O Filipe bem diz que não sabe o que teria acontecido se não fosse o Figo virar o resultado do Portugal-Inglaterra! Estivémos quase a desisitir, mas não o fizemos. Ficámos ali, numa tasca de Câmara de Lobos, a comer gata e a beber cerveja... e o resto está à vista.
Num outro dia 12 de Junho, há cinco anos atrás, nascia o nosso filho. E eu estava louca furiosa porque queria ver o jogo de abertura de Euro 2004. A minha médica passou o parto inteiro a dizer: "vamos lá despachar isto que se ela não vê o jogo ninguém a atura".
E foi num outro 12 de Junho, há precisamente três anos, que nos casámos. Numa cerimónia muito bonita, em casa de uns amigos, no nosso cenário preferido. E a lua-de-mel passada em Itália teve sempre como pano de fundo os jogos da nossa selecção.
Deve ser por isto que o meu filho tem 10 pares de calças rasgadas nos joelhos....