Eu já desconfiava que a Ana Catarina Santos era uma pessoa especial. Muito mais que a exuberante alegria que contagia todos os que a rodeiam. Nunca fui sua colega de trabalho, apesar de também ter sido jornalista. Mas do que vou ouvindo na TSF sempre a achei muito competente. Mas hoje veio a confirmação de que ela é muito mais do que isso: é uma grande jornalista e uma grande mulher que me deixou de lágrimas nos olhos.
Aqui fica a reportagem que fez e que venceu o Prémio AMI - jornalismo contra a indiferença, "Os Filhos da Solidão"
Parabéns Ana.
Obrigada
terça-feira, junho 16, 2009
Ausência
O dia 9 é um dia malfadado. É o dia em que partiste. Este ano, que é o primeiro sem ti, pai, é também contabilizado pela tua ausência nas comemorações da família. Em Novembro faltaste ao 3º aniversário do Tiago, e ao 36º do teu filho e do Filipe. Em Dezembro não estiveste no Natal. Não me mandaste um beijo no ano novo. Falhaste os meus anos em Fevereiro. Tiveste a coragem de não comemorar os teus em Março. E agora foram os anos do Henrique... fazes-me falta.
segunda-feira, junho 15, 2009
Esta sou eu? Como é possível?
Pois bem, a verdade é esta. Eu sou uma liberal, vou de férias sem o meu filho, deixo-o ficar a dormir em casa das avós e tudo e tudo mas agora, que foi ele quem viajou, o caso está a mudar de figura.
Eu que sou o tipo de mãe para quem as outras mães olham de lado, porque vou muitas vezes para fora sem o Henrique, estou à beira de um ataque de nervos com as suas primeiras férias fora.
Explico-me: o meu filho foi ontem à noite para o Porto Santo com a minha mãe e o meu stress começou logo a caminho do aeroporto. Ele, que sentiu a minha inquietação disse-me "Mãe eu não quero ir para o Porto Santo, fico contigo". E, apesar de me apetecer dizer-lhe sim, sim a tua avó que vá sozinha que já é crescida, enchi-me de coragem e expliquei-lhe todas as vantagens de 12 dias de praia e convenci-o também de que alguém teria de tomar conta da avó agora que o avô tinha morrido.
Depois do chek-in já estava com palpitações e no momento em que ele passou o rx apeteceu-me ir lá resgatá-lo e dizer "Mãe, ele é um pestinha e estou farta dele, mas tu és crescidinha podes ir de férias sozinha e, mesmo peste, prefiro tê-lo ao meu lado, ok? Desculpa lá mas não vai dar." Mas não disse, deixei-o ir. E aí começou o tormento da viagem: era a primeira vez que ele ia andar de avião sem mim... e comecei a olhar para o relógio de 5 em 5 minutos.
Ok, chegou bem, dormiu bem. Está tudo bem, relaxa Inês, respia fundo ele está óptimo.
Expliquem-me então porque é que já lhe liguei 3 vezes esta manhã?
Eu que sou o tipo de mãe para quem as outras mães olham de lado, porque vou muitas vezes para fora sem o Henrique, estou à beira de um ataque de nervos com as suas primeiras férias fora.
Explico-me: o meu filho foi ontem à noite para o Porto Santo com a minha mãe e o meu stress começou logo a caminho do aeroporto. Ele, que sentiu a minha inquietação disse-me "Mãe eu não quero ir para o Porto Santo, fico contigo". E, apesar de me apetecer dizer-lhe sim, sim a tua avó que vá sozinha que já é crescida, enchi-me de coragem e expliquei-lhe todas as vantagens de 12 dias de praia e convenci-o também de que alguém teria de tomar conta da avó agora que o avô tinha morrido.
Depois do chek-in já estava com palpitações e no momento em que ele passou o rx apeteceu-me ir lá resgatá-lo e dizer "Mãe, ele é um pestinha e estou farta dele, mas tu és crescidinha podes ir de férias sozinha e, mesmo peste, prefiro tê-lo ao meu lado, ok? Desculpa lá mas não vai dar." Mas não disse, deixei-o ir. E aí começou o tormento da viagem: era a primeira vez que ele ia andar de avião sem mim... e comecei a olhar para o relógio de 5 em 5 minutos.
Ok, chegou bem, dormiu bem. Está tudo bem, relaxa Inês, respia fundo ele está óptimo.
Expliquem-me então porque é que já lhe liguei 3 vezes esta manhã?
sábado, junho 13, 2009
Não havia eu de gostar de futebol
Foi num dia 12 de Junho, há nove anos atrás, que comecei a namorar com o meu marido. A coisa já andava no ar há algum tempo, mas foi preciso um jogo da selecção para que dessemos largas à nossa alegria. O Filipe bem diz que não sabe o que teria acontecido se não fosse o Figo virar o resultado do Portugal-Inglaterra! Estivémos quase a desisitir, mas não o fizemos. Ficámos ali, numa tasca de Câmara de Lobos, a comer gata e a beber cerveja... e o resto está à vista.
Num outro dia 12 de Junho, há cinco anos atrás, nascia o nosso filho. E eu estava louca furiosa porque queria ver o jogo de abertura de Euro 2004. A minha médica passou o parto inteiro a dizer: "vamos lá despachar isto que se ela não vê o jogo ninguém a atura".
E foi num outro 12 de Junho, há precisamente três anos, que nos casámos. Numa cerimónia muito bonita, em casa de uns amigos, no nosso cenário preferido. E a lua-de-mel passada em Itália teve sempre como pano de fundo os jogos da nossa selecção.
Deve ser por isto que o meu filho tem 10 pares de calças rasgadas nos joelhos....
Num outro dia 12 de Junho, há cinco anos atrás, nascia o nosso filho. E eu estava louca furiosa porque queria ver o jogo de abertura de Euro 2004. A minha médica passou o parto inteiro a dizer: "vamos lá despachar isto que se ela não vê o jogo ninguém a atura".
E foi num outro 12 de Junho, há precisamente três anos, que nos casámos. Numa cerimónia muito bonita, em casa de uns amigos, no nosso cenário preferido. E a lua-de-mel passada em Itália teve sempre como pano de fundo os jogos da nossa selecção.
Deve ser por isto que o meu filho tem 10 pares de calças rasgadas nos joelhos....
terça-feira, junho 09, 2009
Quando for grande quero ser funcionária da Câmara de Lisboa
A modos que é assim: aos 33 anos descobri o que realmente quero fazer: quero ser funcionária da Câmara Municipal de Lisboa, daquelas que recebem mails dos pais a solicitar autorização para uma festinha no Parque Infantil do Parque Eduardo VII e que demoram mais de 10 dias a responder. Daquelas que saem supostamente para uma coisa chamada "serviço externo" e que desligam o telemóvel durante o mesmo. Daquelas que, três dias antes da festa (sendo que o resto dos dias que faltam são feriados) ainda não responderam a dizer se dão ou não a porcaria da autorização. O mais caricato é que aquele é um parque público, caraças. Porque razão me falam como se estivéssemos a pedir autorização para uma festa nos jardins do Palácio de Belém? Na sexta-ta feira passada ligaram-me para saber quantos meninos e quantos adultos estariam na festa - informação para acrescentar ao processo- (processo? é preciso um processo?). Quando respondi acrescentei que a festa seria no dia 13, e que esta era uma semana cheia de feriados e que que não podia deixar 10 crianças e respectivos pais pendurados... e coisa e tal."Pois, mas nós estamos com imenso trabalho e não sou eu que dou as autorizações. Ligue-me mais tarde, ou na segunda-feira"
E eu, que sou bem mandada, assim fiz. Mas estão todos em serviço externo. Whatever that means. Desde ontem que não há ninguém, para além da telefonista, que me atenda o telefone. Não há responsável que me diga sim ou sopas. E nem me posso queixar de quem me atendeu o telefone. Pessoas simpáticas e eficientes, mas que não podem decidir nada.
Está acabadinho, passamos todos para o Museu da Marioneta. Fico 110 euros mais pobre, mas pelo menos tenho onde fazer a festa.
E por favor, amigas, não me convidem para festas no Parque, que eu estou capaz de matar alguém. Ou então, arranjem-me um trabalho na Câmara, com muitos serviços externos.
p.s. aposto que agora que já telefonei para o museu a confirmar, vou receber um telefonema do parque...
E eu, que sou bem mandada, assim fiz. Mas estão todos em serviço externo. Whatever that means. Desde ontem que não há ninguém, para além da telefonista, que me atenda o telefone. Não há responsável que me diga sim ou sopas. E nem me posso queixar de quem me atendeu o telefone. Pessoas simpáticas e eficientes, mas que não podem decidir nada.
Está acabadinho, passamos todos para o Museu da Marioneta. Fico 110 euros mais pobre, mas pelo menos tenho onde fazer a festa.
E por favor, amigas, não me convidem para festas no Parque, que eu estou capaz de matar alguém. Ou então, arranjem-me um trabalho na Câmara, com muitos serviços externos.
p.s. aposto que agora que já telefonei para o museu a confirmar, vou receber um telefonema do parque...
sábado, junho 06, 2009
Indispensável
Não consigo recordar-me de onde surgiu a nossa amizade, nem a ideia de nos juntarmos com mais ou menos regularidade para os nossos jantares de gajas. Mas a verdade é que cá estamos, dez anos depois, com percursos de vida e amorosos bastante diferentes, mas nós, as gajas, continuamos esta nossa, nem sempre muito fácil, relação de amor e cumplicidade.
Quando casei, já de puto nos braços, foi um momento extraordinário na minha vida. Foi uma festa que nunca esquecerei, simples, informal, muito divertida, muito sentida, muito restrita. Foram muitos os amigos que ficaram de fora, por várias razões mas principalmente porque decidimos convidar apenas as pessoas que nõ poderiam faltar naquela festa, as pessoas cuja ausência faria com que aquela festa fosse menos completa. E lá estiveram as minhas gajas e eu adorei tê-las ali. Mas nunca me passou pela cabeça não partilhar aquele mesmo momento quando chegasse a vez delas. E isso aconteceu já duas vezes. Por razões muito lógicas e que eu respeito. Não é isso que muda o meu amor por elas. Mas entristece-me saber que não fui indispensável no momento delas.
Quando casei, já de puto nos braços, foi um momento extraordinário na minha vida. Foi uma festa que nunca esquecerei, simples, informal, muito divertida, muito sentida, muito restrita. Foram muitos os amigos que ficaram de fora, por várias razões mas principalmente porque decidimos convidar apenas as pessoas que nõ poderiam faltar naquela festa, as pessoas cuja ausência faria com que aquela festa fosse menos completa. E lá estiveram as minhas gajas e eu adorei tê-las ali. Mas nunca me passou pela cabeça não partilhar aquele mesmo momento quando chegasse a vez delas. E isso aconteceu já duas vezes. Por razões muito lógicas e que eu respeito. Não é isso que muda o meu amor por elas. Mas entristece-me saber que não fui indispensável no momento delas.
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terça-feira, junho 02, 2009
Copo meio vazio ou meio cheio?
O Ministério da Educação está muito contente porque um em cada quatro alunos do ensino básico foi sujeito a um plano de recuperação e, desses, 74 por cento transitaram de ano. É apenas uma forma de ver as coisas. Onde eles vêem o copo meio cheio eu vejo meio vazio. A minha pergunta é, como é que 25% das crianças do ensino primário têm tamanhas dificuldades de aprendizagem? Como mãe de uma criança de quase 5 anos fico preocupada. Pode ser que tenha má memória mas não me recordo de as coisas serem tão complicadas na minha altura. E eu andava numa das chamadas "escolas problemátias", cheias de crianças de bairros de lata, com pais sem escolaridade, miúdos que iam para a escola sem comer, que apanhavam dos pais, que faltavam imenso porque tinham de ficar a tomar conta dos irmãos bebés quando estes ficavam doentes (porque os pais não podiam faltar ao trabalho). A coisa era tão rara que me lembro perfeitamente da Filipa, uma coleguinha que não conseguiu passar para a quarta classe com o resto da turma apesar dos esforços da professora nesse sentido.
Devo andar muito distanciada da realidade das escolas deste país....
Devo andar muito distanciada da realidade das escolas deste país....
segunda-feira, junho 01, 2009
Caramba, isto é fado
Tinha-a ouvido há um ano, por altura do lançamento de um livro da editora onde trabalho. E, já na altura, fiquei presa à sua voz. Bem sei que toda a gente fala dela e, até certo ponto, isso pode causar alguma aversão à miúda. Mas, verdade verdadinha... isto é memso muito bom
quinta-feira, maio 28, 2009
Nem tanto ao mar....
Ponto prévio: eu não gosto do estilo de jornalismo praticado pela Manuela Moura Guedes. A sério que não gosto; encanita-me com os nervos a forma como ela está sempre a dar a sua opinião, sempre a dizer o que pensa, sempre a fazer comentários. Não gosto e não acho que seja bom jonralismo.
But enough is enough. De repente ela passou a ser o monstro do jornalismo português? O bicho papão? Poupem-me. Como alguém, e muito bem, me recordou há dias, o jornal da TVI é o único que tem agenda, que não deixa cair histórias, que vai atrás das promessas feitas para ver se foram cumpridas. quantas vezes, enquanto jornalistas, nos lamentámos do que não conseguimos escrever ou dos constrangimentos que tivemos ao fazer uma peça porque podia beliscar alguém? Duvido que isso aconteça naquele jornal. E tenho muito respeito por vários profissionais que lá trabalham a começar pela Constança Cunha e Sá, passando pela Rita Ferreira, pelo Vasco Rosendo, só para nomear alguns.
As peças daquele jornal são, na sua grande maioria, bem feitas.
Não é o telejornal que veja por norma, mas não fica atrás do da SIC ou do da RTP.
E quando me falam de perseguição ao Governo eu tenho vontade de rir. Eles têm memória, que é coisa diferente e que falta a muito boa gente. Se o governo prometeu algo e não cumpriu deve ser chamado a prestar contas, ou não? Ou é melhor assistir a entrevistas como a do Mário Crespo ao Alberto João Jardim em que fez comentários do género "As eleições que o senhor tão brilhantemente ganhou"?
Resumindo, eu não gosto do estilo da Manuela Moura Guedes, mas fazer uma "causa" no facebook para lhe oferecer o código deontológico parece-me um exagero. Até porque, se fossemos enviar uma cópia a todos os jornalistas que precisam de uma, tinhamos um bestseller em mãos.
But enough is enough. De repente ela passou a ser o monstro do jornalismo português? O bicho papão? Poupem-me. Como alguém, e muito bem, me recordou há dias, o jornal da TVI é o único que tem agenda, que não deixa cair histórias, que vai atrás das promessas feitas para ver se foram cumpridas. quantas vezes, enquanto jornalistas, nos lamentámos do que não conseguimos escrever ou dos constrangimentos que tivemos ao fazer uma peça porque podia beliscar alguém? Duvido que isso aconteça naquele jornal. E tenho muito respeito por vários profissionais que lá trabalham a começar pela Constança Cunha e Sá, passando pela Rita Ferreira, pelo Vasco Rosendo, só para nomear alguns.
As peças daquele jornal são, na sua grande maioria, bem feitas.
Não é o telejornal que veja por norma, mas não fica atrás do da SIC ou do da RTP.
E quando me falam de perseguição ao Governo eu tenho vontade de rir. Eles têm memória, que é coisa diferente e que falta a muito boa gente. Se o governo prometeu algo e não cumpriu deve ser chamado a prestar contas, ou não? Ou é melhor assistir a entrevistas como a do Mário Crespo ao Alberto João Jardim em que fez comentários do género "As eleições que o senhor tão brilhantemente ganhou"?
Resumindo, eu não gosto do estilo da Manuela Moura Guedes, mas fazer uma "causa" no facebook para lhe oferecer o código deontológico parece-me um exagero. Até porque, se fossemos enviar uma cópia a todos os jornalistas que precisam de uma, tinhamos um bestseller em mãos.
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terça-feira, maio 26, 2009
Isto se não fosse trágico era mesmo cómico
Está uma gaja em casa, à noite, à espera que a tosse do seu filho passe para poder ir para a cama e a ver a AR tv pnsando que ali só passam coisas sérias, quando vê e ouve o sr. Oliveira e Costa a pôr às mãos à cabeça lamentando, não a gestão danosa e o muito que deve ter roubado nestes anos no BPN, mas o facto de ter sido um viciado no trabalho e de não ter lido um livro por mês, porque se aprende muito a ler livros. Mas este senhor anda a gozar com quem trabalha?
A isto eu chamo representação
Deus sabe que eu não sou uma rapariga de direita, cruzes canhoto, mas dá gosto ver o modo como Nuno Melo está preparado de cada vez que há uma comissão de inquérito ao BPN. Não sendo ele caso único (mas é raro), devia servir de exemplo a muitos dos senhores que se passeiam pela AR.
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segunda-feira, maio 25, 2009
Quem sai aos seus...
O meu filho não é uma criança diferente das outras. Mas gosto de pensar que, talvez fruto dos pais que tem, se sai com algumas respostas de morrer a rir. Vejamos algumas das últimas cenas que protagonizou.
1 - A avó materna, aproveitando que os pais estavam em Marraquexe, decidiu levar o seu neto à missa. Actividade clandestina já que os pais nao são nem tencionam ser dessas coisas. Tudo bem. Gostou, cantou, deu beijinhos mas ficou fulo no momento em que "a avó comeu aquela coisa" e ele não. E quando a avó lhe disse que ele não podia comer aquela coisa porque era muito pequeno e não era baptizado ele respondeu: "mas eu não quero que me molhem todo com água fria e se não posso comer aquela coisa não volto à missa". Quando lhe perguntei o que tinha achado resumiu tudo ao seguinte: "é giro, repetimos o que o senhor diz, damos moedas mas não me deixam comer aquela coisa".
2 - Sábado às 14h00. Urgências do D. Estefânia. 39,9ºde febre. A médica olha para ele, faz conversa de cerimónia a diz-lhe "deita-te aí nessa caminha para eu te ver". Ele deitou-se e ficou a olhar para ela. No momento em que lhe começou a mexer na barriga ele encolheu-se. "Então?" perguntou a médica. "Então o quê", respondeu ele, "Ver não é mexer". Ao que ela remata dizendo, "ai tu és desses, dos explicadinhos. Os teus pais devem ser frescos."
Talvez sejamos!
1 - A avó materna, aproveitando que os pais estavam em Marraquexe, decidiu levar o seu neto à missa. Actividade clandestina já que os pais nao são nem tencionam ser dessas coisas. Tudo bem. Gostou, cantou, deu beijinhos mas ficou fulo no momento em que "a avó comeu aquela coisa" e ele não. E quando a avó lhe disse que ele não podia comer aquela coisa porque era muito pequeno e não era baptizado ele respondeu: "mas eu não quero que me molhem todo com água fria e se não posso comer aquela coisa não volto à missa". Quando lhe perguntei o que tinha achado resumiu tudo ao seguinte: "é giro, repetimos o que o senhor diz, damos moedas mas não me deixam comer aquela coisa".
2 - Sábado às 14h00. Urgências do D. Estefânia. 39,9ºde febre. A médica olha para ele, faz conversa de cerimónia a diz-lhe "deita-te aí nessa caminha para eu te ver". Ele deitou-se e ficou a olhar para ela. No momento em que lhe começou a mexer na barriga ele encolheu-se. "Então?" perguntou a médica. "Então o quê", respondeu ele, "Ver não é mexer". Ao que ela remata dizendo, "ai tu és desses, dos explicadinhos. Os teus pais devem ser frescos."
Talvez sejamos!
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E agora?

Expliquem-me, por favor, como é que se passa destes encantadores olhos verdes, deste saleroso treinador que parece que canta enquanto fala, para este senhor de juba branca que dá pelo nome do filho do Criador?
Alguém tem esperança que, com Jesus chegaremos a campeões? É claro que não. Já que não posso mudar o presidente (um colosso de homem, diga-se de passagem), pelo menos não me levem o Quique. Logo agora que fiz o meu filho sócio... não há direito.
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domingo, maio 24, 2009
Muito bom
Não tenho grande respeito pelo Dr. Marinho Pinto. Mas depois de sexta-feira passada subiu uns pontos na minha consideração. Esta senhora merecia ouvi-las.
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sábado, maio 23, 2009
Um outro mundo
Chegámos há menos de 48 horas, mas parece que já foi há uma eternidade. Marraquexe. Quatro dias para descansar acabaram por ser muito mais que isso. Foi um contacto com uma nova cultura, um outro mundo que, apesar de tão perto do nosso, está muitíssimo distante.
Marraquexe é uma cidade bonita, caótica, colorida. Uma cidade de tons e texturas. Mas é também uma cidade de contrastes, em tudo diferente do que estava acostumada a ver. Esta viagem foi, para mim, uma lição de vida. Bastou-me vê-la com olhos de ver, observar para lá do colorido dos souks ou do glamour dos restaurantes para turistas.
Olhar aquela cidade fez-me perceber o quão afortunada sou.
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sexta-feira, maio 15, 2009
Amália Hoje? Prefiro a de ontem
A Sónia Tavares que me perode, mas a minha gaivota é esta.
E, para que conste, eu gosto dos Gift e não tenho mesmo nada contra versões. Quando bem feitas.
terça-feira, maio 12, 2009
Só por ser para ti
A minha querida amiga Gata lançou-me o desafio. E olhem que não é fácil, nada mesmo. Mas só por ser para ela vou puxar pela cabeça e, mesmo correndo o risco de me esquecer de algo mesmo muito importante, vou listar por ordem de lembradura e não de importância. Mas apenas séries do meu passado. Nada de Sexo e a Cidade, nem de 7 Palmos, nem 24. Apenas as que me ajudaram a crescer.
1 - O Barco do Amor - palavras para quê?
2 - Crime disse ela - gostava mesmo
3 - A árvore dos Patafúrdios - adorava que o meu filho tivesse um guarda Serôdio na sua vida
4 - Os Trintões - aquela Hope não tinha emenda. E oMichael? Tão giro!
5 - Serviço de Urgência - as duas primeiras séries são do melhor que há
6 - Os Três Duques - sempre sonhei em entrar para um carro daquela maneira
7 - Modelo e Detective - o jogo do gato e do rato entre aqueles dois... maravilhoso
8 - Mc Giver - aqui acho que por culpa do meu irmão. Sábado às 19h... aquilo era uma missa
9 - O Tal Canal - ehehehehe
10 -Foulty Towers - don't mind him, he's from Barcelona - é uma das minhas deixas favoritas
11 - Os Soldados da Fortuna
12 - O Justiceiro
13 - Fama - quem nunca usou umas caneleiras coloridas que atire a primeira pedra
14- Alf
15- All in Family - não me lembro do nome da série em português, mas adorava as piadas racistas do Archie
1 - O Barco do Amor - palavras para quê?
2 - Crime disse ela - gostava mesmo
3 - A árvore dos Patafúrdios - adorava que o meu filho tivesse um guarda Serôdio na sua vida
4 - Os Trintões - aquela Hope não tinha emenda. E oMichael? Tão giro!
5 - Serviço de Urgência - as duas primeiras séries são do melhor que há
6 - Os Três Duques - sempre sonhei em entrar para um carro daquela maneira
7 - Modelo e Detective - o jogo do gato e do rato entre aqueles dois... maravilhoso
8 - Mc Giver - aqui acho que por culpa do meu irmão. Sábado às 19h... aquilo era uma missa
9 - O Tal Canal - ehehehehe
10 -Foulty Towers - don't mind him, he's from Barcelona - é uma das minhas deixas favoritas
11 - Os Soldados da Fortuna
12 - O Justiceiro
13 - Fama - quem nunca usou umas caneleiras coloridas que atire a primeira pedra
14- Alf
15- All in Family - não me lembro do nome da série em português, mas adorava as piadas racistas do Archie
Azedices
Na sexta-feira lá estávmos. Cansadas, com o peso de uma semana nas costas, mas lá estávamos, umas para as outras. Aprumadinhas para que nenhuma de nós decepcionasse as outras.
E foi bom, falámos de tantas coisas. Umas importantes, outras nem por isso. E rimos. E bebemos uma bela garrafa de vinho tinto argentino. E no meio daquela algazarra uma voz ficou a ecoar em mim. Uma de nós alertou-nos para as nossas azedices, para as nossas zangas constantes com o mundo.
E aqui estou eu, a pensar nisso, nesta arrelia constante com o que corre mal. E pergunto-me se é mau ou errado, ou uma troca de prioridades...e acho que não. Embora entenda e concorde com grande parte do que a minha amiga disse, a verdade é que acho que me devo continuar a chatear e a indignar com o que me rodeia. Prova que estou viva, prova que tenho sentido de justiça, de civismo, do que quer que seja. O que tenho de fazer, e aí dou-lhe razão, é de relativizar a coisa. Gritar, espernear, mas depois deixar passar.
E foi bom, falámos de tantas coisas. Umas importantes, outras nem por isso. E rimos. E bebemos uma bela garrafa de vinho tinto argentino. E no meio daquela algazarra uma voz ficou a ecoar em mim. Uma de nós alertou-nos para as nossas azedices, para as nossas zangas constantes com o mundo.
E aqui estou eu, a pensar nisso, nesta arrelia constante com o que corre mal. E pergunto-me se é mau ou errado, ou uma troca de prioridades...e acho que não. Embora entenda e concorde com grande parte do que a minha amiga disse, a verdade é que acho que me devo continuar a chatear e a indignar com o que me rodeia. Prova que estou viva, prova que tenho sentido de justiça, de civismo, do que quer que seja. O que tenho de fazer, e aí dou-lhe razão, é de relativizar a coisa. Gritar, espernear, mas depois deixar passar.
quinta-feira, maio 07, 2009
Há dias assim...
O dia de hoje começou mal, muito mal. Lá estava eu a sair de casa a correr rumo à fabulosa Alfragide quando chego ao sítio onde a minha mãe disse que tinha deixado o meu carro e tudo o que encontro é isso mesmo: o sítio. Cheia de boa vontade pensei que o meu querido marido tivesse decidido ir para o trabalho na nossa velha carcaça corsa de 14 anos e tivesse deixado a volvo, linda e maravilhosa e com rádio, para mim.
Voltei a casa para apanhar as chaves da dita volvo azul metalizado com leitor de cd maravilhoso e só encontro as chaves suplentes. Eh pá, aqui há gato, de certeza. Voltei à rua e pus-me a rever mentalmente as minhas últimas 48 horas na esperança de ter um flashback providencial que me dissesse que, afinal, eu tinha andado com o carro e o tinha estacionado num outro local. Mas não, a memória não me trouxe nada de novo por mais que puxasse por ela.
Depois de ter corrido a rua toda à procura do carro "caí na real" (uma das minhas expressões favoritas) e decidi telefonar à Emel, só para despistar a hipótese. E tudo se tornou dolorosamente real quendo, depois de ter dito a matrícula do carro ao senhor ele me respondeu "um corsa branco?". Fim do sonho.
80 euros assim, de mão beijada. Ah, e o pequeno pormenor de não poder ser eu a levantar o carro por não estar me meu nome...
Estupidamente liguei de imediato à minha mãe pedido-lhe que da próxima tentasse não estacionar o carro numas cargas e descargas... ela ficou desolada e eu, ao contrário do que pensava, não me senti mais aliviada por descarregar nela a minha ira.
E desta vez nem fiquei chateda com os senhores, a sério que não. Nós é que estacionámos mal o carro, a verdade é essa. O que me aborreceu foi alguém o ter estacionado lá. Mas, apesar deste início nada sorridente de dia, não me posso queixar do fim. Aqui estou. sentada na cama, gozando de mais uma das minhas noites de quinta-feira, aquelas em que não há televisão, se come duas batatas fritas e, para terminar, acabamos os dois aqui, na caminha da mãe; eu e o meu capitão super cueca de quase cinco anos.
E pelo meio ainda tive direito s rever algumas pessoas maravilhosas: a Patrícia Reis, de quem tanto gosto, e o Zuenir Ventura, esse grande senhor das letras, esse coração generoso. E aqui, do cimo do fim do meu dia, nem me posso queixar.
Amanhã há mais
Voltei a casa para apanhar as chaves da dita volvo azul metalizado com leitor de cd maravilhoso e só encontro as chaves suplentes. Eh pá, aqui há gato, de certeza. Voltei à rua e pus-me a rever mentalmente as minhas últimas 48 horas na esperança de ter um flashback providencial que me dissesse que, afinal, eu tinha andado com o carro e o tinha estacionado num outro local. Mas não, a memória não me trouxe nada de novo por mais que puxasse por ela.
Depois de ter corrido a rua toda à procura do carro "caí na real" (uma das minhas expressões favoritas) e decidi telefonar à Emel, só para despistar a hipótese. E tudo se tornou dolorosamente real quendo, depois de ter dito a matrícula do carro ao senhor ele me respondeu "um corsa branco?". Fim do sonho.
80 euros assim, de mão beijada. Ah, e o pequeno pormenor de não poder ser eu a levantar o carro por não estar me meu nome...
Estupidamente liguei de imediato à minha mãe pedido-lhe que da próxima tentasse não estacionar o carro numas cargas e descargas... ela ficou desolada e eu, ao contrário do que pensava, não me senti mais aliviada por descarregar nela a minha ira.
E desta vez nem fiquei chateda com os senhores, a sério que não. Nós é que estacionámos mal o carro, a verdade é essa. O que me aborreceu foi alguém o ter estacionado lá. Mas, apesar deste início nada sorridente de dia, não me posso queixar do fim. Aqui estou. sentada na cama, gozando de mais uma das minhas noites de quinta-feira, aquelas em que não há televisão, se come duas batatas fritas e, para terminar, acabamos os dois aqui, na caminha da mãe; eu e o meu capitão super cueca de quase cinco anos.
E pelo meio ainda tive direito s rever algumas pessoas maravilhosas: a Patrícia Reis, de quem tanto gosto, e o Zuenir Ventura, esse grande senhor das letras, esse coração generoso. E aqui, do cimo do fim do meu dia, nem me posso queixar.
Amanhã há mais
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quarta-feira, maio 06, 2009
Dia da Mãe
Foi maravilhoso olhar para aquela carinha logo pela manhã, onde estava estampada a ansiedade de ser o primeiro a dar o presente à mãe. "Já é domingo?", perguntou-me. "Sim", respondi. "Então anda pai, preciso da tua ajuda".
E lá foram os dois ao escritório. E lá voltaram com a mais bonita das prendas que recebi: um magnífico livro de receitas feito por ele. Com direito a coração de brilhantes e fogo-de-artifício.
Fica prometida a foto.
E lá foram os dois ao escritório. E lá voltaram com a mais bonita das prendas que recebi: um magnífico livro de receitas feito por ele. Com direito a coração de brilhantes e fogo-de-artifício.
Fica prometida a foto.
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