Foi maravilhoso olhar para aquela carinha logo pela manhã, onde estava estampada a ansiedade de ser o primeiro a dar o presente à mãe. "Já é domingo?", perguntou-me. "Sim", respondi. "Então anda pai, preciso da tua ajuda".
E lá foram os dois ao escritório. E lá voltaram com a mais bonita das prendas que recebi: um magnífico livro de receitas feito por ele. Com direito a coração de brilhantes e fogo-de-artifício.
Fica prometida a foto.
quarta-feira, maio 06, 2009
segunda-feira, abril 27, 2009
Coisas que me aborrecem à brava
comprar uma revista para ver as novas tendências da moda e verificar que, pelo menos metade da roupa, tem preço sob consulta. Mas que raio é isso? O jornalista não se deu ao trabalho de ver quanto custam as coisas? Acha que não temos dinheiro para as comprar ou será que as lojas fazem variar o preço de acordo com a cara do cliente?
Juro que fico danada.
Juro que fico danada.
Ainda a pensar no terrorismo bom e no terrorismo mau...
.. encontrei
artigo, que deve ser lido.
Porque é importante ter memória
Etiquetas:
25 de abril,
liberdade,
terrorismo
domingo, abril 26, 2009
Quando o jornalismo não passa de pinceladas impressionistas
Há coisas que me deixam realmente de boca aberta, a sério que há. E uma delas é quando os jornalistas que, supostamente deveriam relatar factos, se armam em escritores e decidem, à sua maneira e de forma muito impressionista, reescrever a História.
No P2 da passada sexta-feira, o jornalista Paulo Moura fez uma longa entrevista a Otelo Saraiva de Carvalho com o pomposo título "Se isto não é um herói".
Eu ainda não tinha nascido no 25 de Abril de 74, mas gosto de pensar que sou uma pessoa minimamente informada. Não vou aqui falar do óbvio, a importância da revolução ou de Otelo Saraiva de Carvalho nela. Mas deixo aqui uma parte da verdade que Paulo Moura se esqueceu de escrever.
Otelo Saraiva de Carvalho foi condenado a 18 anos de prisão por actos de terrorismo dos quais resultaram várias mortes. E o único motivo pelo qual não cumpriu mais do que 5 anos da sua pena foi, não por ter sido abslovido numa instância superior, mas por ter sido amnistiado.
Apesar se não trabalhar no diário dito mais sério deste país, tenho uma concepção de herói bastante diferente da do senhor Paulo Moura
No P2 da passada sexta-feira, o jornalista Paulo Moura fez uma longa entrevista a Otelo Saraiva de Carvalho com o pomposo título "Se isto não é um herói".
Eu ainda não tinha nascido no 25 de Abril de 74, mas gosto de pensar que sou uma pessoa minimamente informada. Não vou aqui falar do óbvio, a importância da revolução ou de Otelo Saraiva de Carvalho nela. Mas deixo aqui uma parte da verdade que Paulo Moura se esqueceu de escrever.
Otelo Saraiva de Carvalho foi condenado a 18 anos de prisão por actos de terrorismo dos quais resultaram várias mortes. E o único motivo pelo qual não cumpriu mais do que 5 anos da sua pena foi, não por ter sido abslovido numa instância superior, mas por ter sido amnistiado.
Apesar se não trabalhar no diário dito mais sério deste país, tenho uma concepção de herói bastante diferente da do senhor Paulo Moura
quinta-feira, abril 23, 2009
Afectos
Neste dia do Livro que está quase a terminar, e a pretexto de o lançamento de um, vou falar de afectos. Eu sou uma mulher de afectos. Gosto de me entusiasmar com os pequenos detalhes, com a espuma dos dias. Não pretendo mudar o mundo, acabar com a guerra nem com a fome... talvez por isso nunca tenha desejado candidatar-me a miss. Não acredito em muitas das frases feitas que ouço; já perdi a ingenuidade de achar que todas as pessoas têm um "fundo bom", ou que são apenas levadas pelas circunstâncias da vida. Para mim há mesmo pessoas que são más, gajos que tiram o dia para enfernizar a vida dos outros, filhos da puta mais ou menos encartados que, por dá cá aquela palha, prejudicam o seu semelhante. Tiveram azar na vida? Sofreram horrores? Não quero saber. Simplesmente não quero saber e, cada vez mais, apago essas pessoas da minha vida, como se fossem cromos que decido não colar na minha caderneta. Porque não merecem o trabalho.
E depois, depois há aquelas pessoas que nos fazem chorar só de olhar para elas, aquelas pessoas que por mais mazelas que carreguem de uma vida com muita dor e perda, continuam em frente e não se deixam vergar pela dor.
Hoje estive com duas pessoas assim, pessoas que admiro do fundo do meu coração.
Uma delas é o Manuel Acácio, um dos seres humanos mais puros e generosos que me passou pela frente nos últimos meses. A outra é Paula Teixeira da Cruz, uma mulher que admiro pela sua fibra, pelos seus princípios, por não se deixar vergar nas suas convicções, por tanto sofrer no seu papel de mãe e, mesmo assim, de não baixar os braços e viver a sua vida com a alegria que lhe é possível.
Tive o privilégio de estar com estas duas pessoas que tanto admiro no mesmo evento, o lançamento do livro "A Balada do Ultramar", do Manuel Acácio. Com ele tenho mais confiança, consigo dizer-lhe claramente o quanto o admiro por ter colocado no papel não a sua história, mas a da mulher que amou e que viu morrer. Este livro, como o próprio diz, é um tributo à sua falecida mulher, é, por isso mesmo, uma forma de passados alguns anos este homem se pacificar com a vida e com as feridas que lhe foram infligidas.
Paula Teixeira da Cruz foi uma das pessoas convidadas para apresentar este belo livro e as palavras que proferiu foram tão certeiras e tão plenas de sentimento que me deixaram com as lágrimas nos olhos. E quando vejo pessoas assim, fico feliz por me deixar levar pelos afectos, pela capacidade de chorar comovida com as palavras alheias.
E sinto-me bem mais feliz
E depois, depois há aquelas pessoas que nos fazem chorar só de olhar para elas, aquelas pessoas que por mais mazelas que carreguem de uma vida com muita dor e perda, continuam em frente e não se deixam vergar pela dor.
Hoje estive com duas pessoas assim, pessoas que admiro do fundo do meu coração.
Uma delas é o Manuel Acácio, um dos seres humanos mais puros e generosos que me passou pela frente nos últimos meses. A outra é Paula Teixeira da Cruz, uma mulher que admiro pela sua fibra, pelos seus princípios, por não se deixar vergar nas suas convicções, por tanto sofrer no seu papel de mãe e, mesmo assim, de não baixar os braços e viver a sua vida com a alegria que lhe é possível.
Tive o privilégio de estar com estas duas pessoas que tanto admiro no mesmo evento, o lançamento do livro "A Balada do Ultramar", do Manuel Acácio. Com ele tenho mais confiança, consigo dizer-lhe claramente o quanto o admiro por ter colocado no papel não a sua história, mas a da mulher que amou e que viu morrer. Este livro, como o próprio diz, é um tributo à sua falecida mulher, é, por isso mesmo, uma forma de passados alguns anos este homem se pacificar com a vida e com as feridas que lhe foram infligidas.
Paula Teixeira da Cruz foi uma das pessoas convidadas para apresentar este belo livro e as palavras que proferiu foram tão certeiras e tão plenas de sentimento que me deixaram com as lágrimas nos olhos. E quando vejo pessoas assim, fico feliz por me deixar levar pelos afectos, pela capacidade de chorar comovida com as palavras alheias.
E sinto-me bem mais feliz
Etiquetas:
afectos,
amigos,
felicidade
quinta-feira, abril 16, 2009
Xi pá, tanta coisa se passou
Duas semanas sem passar por cá... e não se pode dizer que tenha sido por falta de assunto. Nada disso. Foi mesmo mais por falta de tempo e de paciência. Muito trabalho, Páscoa (muito trabalho com as ementas), miudo adoentado, eu com uma amigdalite daquelas de caixão à cova, muito trabalho...
Mas cá estou, duas semanas depois, e a saber que a cegonha, uma outra, também já iniciou a sua viagem.
Quer-me parecer que, depois das muitas tristezas de 2008, e apesar da crise e da recessão, 2009 me vai trazer alegrias.
Mas cá estou, duas semanas depois, e a saber que a cegonha, uma outra, também já iniciou a sua viagem.
Quer-me parecer que, depois das muitas tristezas de 2008, e apesar da crise e da recessão, 2009 me vai trazer alegrias.
quinta-feira, abril 02, 2009
Esta quinta está a ser diferente
Esta noite não foi como as demais noites de quinta-feira. Ele estava em casa da avó e quando lá cheguei já dormia. Apesar de pouco passar das oito. Não jantou. Pelo caminho despertou e veio em amena cavaqueira, contando as peripécias destes dois dias sem pais. Mas, mal pós o pé em casa voltou a ficar quebrado. Tem febre, doi-lhe a garganta, tem tosse... está aqui ao meu lado, como nas demais noites de quinta-feira, mas está doente.
domingo, março 29, 2009
Março chega finalmente ao fim
E sinto-me aliviada.
Com o fim deste mês vai-se o dia do pai e passa-se o aniversário do meu pai. Foi ontem, dia 28, que, nos 33 anos da minha existência pela primeira vez passei pelo seu aniversário sem o ter.
Desde que o meu pai morreu que não voltei ao cemitério onde está sepultado. Este fim-de-semana achei que era tempo de enfrentar a realidade e fui até Marco de Canaveses. Eu e a minha mãe. E foi horrível chegar aquele jazigo e imaginar-te lá, pai. Sem a tua fotografia e sem qualquer lápide tornou-se menos penoso. Pude fingir, durante instantes, que estava ali apenas para ver o avô ou a bisavó. Mas foi só durante um instante. Passados esses segundos iniciais pude fechar os olhos e ver-te descer à terra naquele caixão castanho claro. Ontem parei de fingir que ainda estavas na clínica à espera da minha visita. Ontem não houve bolo de aniversário, nem prenda, nem parabéns a você. Houve lágrimas e muitas saudades
Com o fim deste mês vai-se o dia do pai e passa-se o aniversário do meu pai. Foi ontem, dia 28, que, nos 33 anos da minha existência pela primeira vez passei pelo seu aniversário sem o ter.
Desde que o meu pai morreu que não voltei ao cemitério onde está sepultado. Este fim-de-semana achei que era tempo de enfrentar a realidade e fui até Marco de Canaveses. Eu e a minha mãe. E foi horrível chegar aquele jazigo e imaginar-te lá, pai. Sem a tua fotografia e sem qualquer lápide tornou-se menos penoso. Pude fingir, durante instantes, que estava ali apenas para ver o avô ou a bisavó. Mas foi só durante um instante. Passados esses segundos iniciais pude fechar os olhos e ver-te descer à terra naquele caixão castanho claro. Ontem parei de fingir que ainda estavas na clínica à espera da minha visita. Ontem não houve bolo de aniversário, nem prenda, nem parabéns a você. Houve lágrimas e muitas saudades
sexta-feira, março 20, 2009
Porque este blogue também é alegria
A cegonha vem aí....
não a minha, mas é como se fosse.
Estou feliz!
não a minha, mas é como se fosse.
Estou feliz!
Etiquetas:
amigas,
amigos,
amor,
bebés,
felicidade
quarta-feira, março 18, 2009
Rir é mesmo o melhor remédio
O Público de hoje traz uma notícia de uma página com o seguinte título "Ordem dos Médicos apoia recurso a tribunal de doentes oncológicos". Eu pergunto-me como. Só se for rezando por eles uma vez que, tratando-se de doentes terminais aos quais é negado tratamento por este ser caro, dificilmente sobreviverão para defender os seus processos em tribunal.
A Ordem está cheia de boas intenções, não o nego, mas aqui a iniciativa quer-se do lado do Governo e da Administração dos Hospitais. É a eles que lhes tem de ser exigido rigor, eles é que têm de pensar no melhor interesse do doente e não nos orçamentos. Enquanto assim não for, de nada servirá aos médicos oncologistas prescrever certos fármacos que sabem, à partida, não serão administrados. E os doentes, que são terminais, mesmo que avancem para a justiça escudados na Ordem, dificilmente viverão para ver quem tinha razão.
A Ordem está cheia de boas intenções, não o nego, mas aqui a iniciativa quer-se do lado do Governo e da Administração dos Hospitais. É a eles que lhes tem de ser exigido rigor, eles é que têm de pensar no melhor interesse do doente e não nos orçamentos. Enquanto assim não for, de nada servirá aos médicos oncologistas prescrever certos fármacos que sabem, à partida, não serão administrados. E os doentes, que são terminais, mesmo que avancem para a justiça escudados na Ordem, dificilmente viverão para ver quem tinha razão.
Etiquetas:
cancro,
doença,
hipocrisia,
justiça
segunda-feira, março 16, 2009
Porque me podia ter acontecido o mesmo
Foi um choque. Senti um aperto tão grande há medida que o meu marido me ia contando o que tinha acontecido que só pensava o que faria numa situação semelhante. Um pai esquecera-se do seu filho de nove meses no carro e, três horas depois, quando regressou alertado pela mãe, o bebé tinha morrido. Fiquei horrorizada, angustiada... mesmo agora, com a distância de dois dias, não consigo parar de tremer quando penso no que aconteceu.
E eu não conseguia parar de pensar. Não conseguia desviar de mim o terrível pensamento que aquilo poderia muito bem ter acontecido comigo. Ou com o meu marido.
É possível amar um filho e esquecer-se dele? Era mais ou menos este o excelente título da nótícia do Público. A minha resposta é sim e daí esta angústia, esta incredulidade. Eu acho que uma coisa destas pode acontecer. E isso assusta-me. Todos pensamos que somos bons pais e que nunca nos esquecemos deles e que eles estão sempre em primeiro lugar em tudo o que fazemos ou pensamos... mas basta termos a coragem de olhar bem dentro de nós e conseguimos ver que uma tragédia destas podia bater à nossa porta. À minha, pelo menos, podia.
Vivemos tão obcecados com o trabalho, com as reuniões, com as pequenas tragédias do universo que nos rodeia quando estamos a trabalhar que muitas vezes nos esquecemos do essencial: a festa de anos, a peça de teatro do colégio, levantar isto, deixar aquilo. Bem sei que esquecer-se de um bebé não é a mesma coisa que esquecer um papel no carro. Mas se ele estiver a dormir e nós estivermos atrasados para aquela reunião.... não sei. Quantas crianças morrerm afogadas no instante em que um dos pais desvia olhar? E quantas caem da varanda? E quantas bebem produtos tóxicos? Esses pais são julgados na praça pública?
Não consigo deixar de pensar que a vida daquela família está irremediavelmente perdida, que aquele homem nunca terá uma noite de descanso, que a imagem do seu bebé morto no banco traseiro do carro nunca deixará de o perseguir, que aquela mãe, por mais que tente, nunca conseguirá perdoar.
E sinto-me triste que vivamos num mundo assim, que nos asfixia.
E eu não conseguia parar de pensar. Não conseguia desviar de mim o terrível pensamento que aquilo poderia muito bem ter acontecido comigo. Ou com o meu marido.
É possível amar um filho e esquecer-se dele? Era mais ou menos este o excelente título da nótícia do Público. A minha resposta é sim e daí esta angústia, esta incredulidade. Eu acho que uma coisa destas pode acontecer. E isso assusta-me. Todos pensamos que somos bons pais e que nunca nos esquecemos deles e que eles estão sempre em primeiro lugar em tudo o que fazemos ou pensamos... mas basta termos a coragem de olhar bem dentro de nós e conseguimos ver que uma tragédia destas podia bater à nossa porta. À minha, pelo menos, podia.
Vivemos tão obcecados com o trabalho, com as reuniões, com as pequenas tragédias do universo que nos rodeia quando estamos a trabalhar que muitas vezes nos esquecemos do essencial: a festa de anos, a peça de teatro do colégio, levantar isto, deixar aquilo. Bem sei que esquecer-se de um bebé não é a mesma coisa que esquecer um papel no carro. Mas se ele estiver a dormir e nós estivermos atrasados para aquela reunião.... não sei. Quantas crianças morrerm afogadas no instante em que um dos pais desvia olhar? E quantas caem da varanda? E quantas bebem produtos tóxicos? Esses pais são julgados na praça pública?
Não consigo deixar de pensar que a vida daquela família está irremediavelmente perdida, que aquele homem nunca terá uma noite de descanso, que a imagem do seu bebé morto no banco traseiro do carro nunca deixará de o perseguir, que aquela mãe, por mais que tente, nunca conseguirá perdoar.
E sinto-me triste que vivamos num mundo assim, que nos asfixia.
quinta-feira, março 12, 2009
Contra a hipocrisia
Morreu o João Mesquita. Para quem não sabe, o Mesquita era jornalista. Dos bons, dos tesos, sobretudo, dos íntegros, o que é cada vez mais raro nos dias que correm. Esta noite passei os olhos por o que algumas pessoas disseram do João, do seu percurso, do seu carácter, da sua honestidade e frontalidade. Eu sinto-me triste. Porque o conheci, porque tive a felicidade de trabalhar consigo e porque, depois da morte do seu amigo e companheiro Torcato, me sinto um bocadinho mais orfã de referências.
Muitas vezes me lembro do Torcato e da forma como estes dois estarolas andavam juntos pel'A Capital. E se é verdade que A Capital tinha problemas estruturais, não é menos verdade que foi um local que me deu muito. Deu-me a oportunidade de trabalhar directamente com o Torcato no suplemento GLX, deu-me o privilégio de privar com o João Mesquita, deu-me o prazer de conversar todas as semanas com o Appio... preciosidades que não têm preço e que fizeram de mim melhor jornalista e um ser humano mais tolerante.
E é por isso que hoje, lendo o que se escreveu sobre o Mesquita, não posso deixar de sentir revolta. Revolta contra a hipocrisia de certos amigos que tantas linhas te dedicaram nos jornais de hoje. Hoje a igreja estava repleta de famosos: do jornalismo à política.
Gostava de saber onde é que a grande maioria destes senhores estava neste últimos anos da sua vida, em que estava desempregado, já sem o subsídio de desemprego. Lembro-me de algumas colaborações que o João fez para o Torcato, falámos delas. Mas nuca lhe foi permitido o regresso a uma redacção. E se era assim tão bom como hoje se disse (e eu sei que ele era) porque motivo o deixaram no desemprego desde 2003, altura em que foi despedido de A CApital?
Leio o editorial do Público e tenho vontade de rir... o João foi para Coimbra desempregado porque o actual director do Público foi protelando a decisão de o transferir para a delegação de Coimbra. Adiou a coisa por tanto tempo que o João teve de se demitir e ir para Coimbra na qualidade de desempregado...
Eu lembro-me da sua honestidade, da sua integridade e, infelizmente, também me lembro da tristeza que via no seu olhar sempre que a conversa era o jornalismo, a forma pesarosa como dizia que as colaborações eram poucas e mal pagas... a doença deixou-o triste mas acredito que se conseguisse ler o que dele escreveram daria duas ou três gargalhadas...
Muitas vezes me lembro do Torcato e da forma como estes dois estarolas andavam juntos pel'A Capital. E se é verdade que A Capital tinha problemas estruturais, não é menos verdade que foi um local que me deu muito. Deu-me a oportunidade de trabalhar directamente com o Torcato no suplemento GLX, deu-me o privilégio de privar com o João Mesquita, deu-me o prazer de conversar todas as semanas com o Appio... preciosidades que não têm preço e que fizeram de mim melhor jornalista e um ser humano mais tolerante.
E é por isso que hoje, lendo o que se escreveu sobre o Mesquita, não posso deixar de sentir revolta. Revolta contra a hipocrisia de certos amigos que tantas linhas te dedicaram nos jornais de hoje. Hoje a igreja estava repleta de famosos: do jornalismo à política.
Gostava de saber onde é que a grande maioria destes senhores estava neste últimos anos da sua vida, em que estava desempregado, já sem o subsídio de desemprego. Lembro-me de algumas colaborações que o João fez para o Torcato, falámos delas. Mas nuca lhe foi permitido o regresso a uma redacção. E se era assim tão bom como hoje se disse (e eu sei que ele era) porque motivo o deixaram no desemprego desde 2003, altura em que foi despedido de A CApital?
Leio o editorial do Público e tenho vontade de rir... o João foi para Coimbra desempregado porque o actual director do Público foi protelando a decisão de o transferir para a delegação de Coimbra. Adiou a coisa por tanto tempo que o João teve de se demitir e ir para Coimbra na qualidade de desempregado...
Eu lembro-me da sua honestidade, da sua integridade e, infelizmente, também me lembro da tristeza que via no seu olhar sempre que a conversa era o jornalismo, a forma pesarosa como dizia que as colaborações eram poucas e mal pagas... a doença deixou-o triste mas acredito que se conseguisse ler o que dele escreveram daria duas ou três gargalhadas...
Etiquetas:
hipocrisia,
joão mesquita,
jornalismo,
morte
terça-feira, março 10, 2009
aniversários - parte 2
Dia 9 de Março... faz cinco meses que o meu pai morreu. Tenho tantas saudades que até sinto falta de ar de tanto que me dói o peito quando penso nele. Este vai ser um mês difícil com o Dia do Pai e o dia do seu aniversário... são demasiadas efemérides sem a sua presença.
Vou fechar os olhos e recordá-lo a sorrir.
Vou fechar os olhos e recordá-lo a sorrir.
Etiquetas:
aniversário,
morte,
pai,
saudades
segunda-feira, março 09, 2009
Aniversários
Ontem, dia 8 de Março, não comemorei o Dia Internacional da Mulher. Ontem, dia 8 de Março, comemorei com um Porto na esplanada da Graça, o 4º aniversário da minha operação.
Obrigada a todos os amigos!
Obrigada a todos os amigos!
Etiquetas:
amor,
aniversário,
contabilidade,
doença
quinta-feira, março 05, 2009
pequenos prazeres
As noites de quinta-feira, em que ele se enrosca na nossa cama, à espera que eu me vá deitar. "Mãe, hoje é o nosso dia, não é?". E sabe-me bem, apesar da avó estar cá em casa hoje à noite e de eu saber que ele também gosta de dormir com ela... já interiorizou que a quinta é nossa...
Etiquetas:
amor,
cumplicidades,
Filho
Batota
Estou aqui sentada no sofá mais torta que uma marrequinha (contratura muscular das boas) e olho para ele, um pingo de gente, a jogar ao jogo das fadas e do gato preto (prenda da tia Susaninha) com a sua avó. E pergunto-me, como é que ele lhe dá a volta? Sempre a tentar fazer batota e ela resmunga como uma criança de 4 anos e, em vez de o deixar a falar sozinho e abandonar o jogo com as batotices, acaba por fazer exactamente o que ele quer.
É de morrer a rir!
É de morrer a rir!
Um prémio????

Eu confesso que não percebo muito bem como estas coisas funcionam. Escrevo mais pela catarse do que por outra coisa qualquer. Durante muito tempo este foi m blogue anónimo, até.
E confesso que fico orgulhosa quando alguém, no seu estaminé, diz que gosta de me ler...
é bonito, juro que é bonito, e embora não vá, para já, nomear mais 15 blogues, deixo aqui o meu muito obrigada
Etiquetas:
cumplicidades
segunda-feira, março 02, 2009
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
Good vibe
Hoje acordei tarde.... foi uma correria para conseguir sair de casa a uma hora decente.
Mas estou com good vibe, como se algo de bom se avizinhasse.
Pode ser que seja verdade.
Mas estou com good vibe, como se algo de bom se avizinhasse.
Pode ser que seja verdade.
Etiquetas:
boa disposição
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Família feliz

Ali está o avô António, no meio dos seus netos, a azul. Com umas orelhas no cimo da cabeça.
"Está feliz, não vês mãe? Está comigo, com o primo Tiago e com o primo Diogo."
Subscrever:
Mensagens (Atom)
