segunda-feira, janeiro 12, 2009
Super Homem
Lá em casa passámos o fim-de-semana com um super herói. O Henrique passou directamente do Natal para o Carnaval e passeou-se, por casa e pela rua, na sua mais recente aquisição: um fato de super-homem. Com músculos tudo. Só lhe falta a capa. E soube-me bem vê-lo tão feliz a imaginar que podia voar. Sim, porque ao contrário de outros super-herois, o super-homem não precisa da capa para voar.
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sexta-feira, janeiro 09, 2009
quinta-feira, janeiro 08, 2009
Saudades
As saudades também nos podem fazer sorrir. Esta era a canção preferida do meu pai.
Lindo, han?
quarta-feira, janeiro 07, 2009
Ensinamento 1
Quando eu era miúda não dispensava uma boa briga. Quer dizer, não era miúda de andar por aí à pancada a torto e a direito mas aprendi a defender-me, coisa que era uma regra de ouro lá em casa. São vários os ensinamentos do meu pai que me vêm à memória ultimamente, e este era um deles. "Não quero que me digam que começaste uma briga, mas nunca me chegues a casa a chorar porque te bateram, que aí ainda te dou uma palmada."
E a verdade é que eu aprendi e nunca me dei mal com esta regra que pretendo passar ao Henrique. Vai ser o primeiro de muitos ensinamentos do avó António.
E a verdade é que eu aprendi e nunca me dei mal com esta regra que pretendo passar ao Henrique. Vai ser o primeiro de muitos ensinamentos do avó António.
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terça-feira, janeiro 06, 2009
o melhor amigo
Apesar das desgraças das últimas semanas, lá em casa o Benfica continua a reinar.
O melhor amigo do Henrique é o Rui Costa, um boneco da imaginarium que o meu filho recebeu quando fez dois anos e que trazia um equipamento da selecção nacional de futebol. Ainda teve uma breve disfunção de personalidade, porque no início se chamava Figo, mas poucos meses depois o Henrique perguntou ao pai se podia chamar Rui Costa ao seu amigo. E é curioso ver que o apego dele ao boneco tem vindo a crescer. É o seu filho e a única companhia permitida na cama.
O melhor amigo do Henrique é o Rui Costa, um boneco da imaginarium que o meu filho recebeu quando fez dois anos e que trazia um equipamento da selecção nacional de futebol. Ainda teve uma breve disfunção de personalidade, porque no início se chamava Figo, mas poucos meses depois o Henrique perguntou ao pai se podia chamar Rui Costa ao seu amigo. E é curioso ver que o apego dele ao boneco tem vindo a crescer. É o seu filho e a única companhia permitida na cama.
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segunda-feira, janeiro 05, 2009
segunda-feira, dezembro 22, 2008
Podia ser pior

O fim-de-semana avizinhava-se negro. Começou, logo na sexta-feira, com uma ida dos bombeiros e da polícia lá a casa para arrombar a porta. A fechadura passou-se e eu com ela, ou melhor, com a despesa que tive por ela se ter passado.
Mas ontem à noite esqueci tudo. Graças ao Vítor e à Carla e à magnífica garrafa de vinho que eles levaram para o jantar... aquilo é que foi. Caraças, ainda tenho na boca o gosto daquele Barca Velha de 95. Nunca mais me ouvirão dizer que um vinho é um vinho...
quinta-feira, dezembro 18, 2008
Aquele friozinho na barriga
O título deste post esteve mesmo para ser "aquele friozinho no estômago", mas depois lembrei-me que já não o tenho... tem piada, apesar de trágico. Pois bem, daqui a umas sete horas estarei a "picar o ponto" no Hospital de Santa Cruz. Eu e os meus exames de rotina. Porque será que não consigo que sejam assim tão rotineiros?Porque será que ainda me dá a volta às entranhas e me tira o sono?
terça-feira, dezembro 16, 2008
"Estar em crise significa não ter dinheiro"
Eu bem sei que o meu filho não é melhor que os outros miúdos da idade dele apesar de todas as mães, assim como eu, terem aquela secreta certeza que o seu é ligeiramente melhor que os outros: mais esperto, mais bonito, com o narizinho mais perfeito ou o sorriso mais matreiro. Eu sei que, lá no fundo, ele é apenas um miúdo de 4 anos como todos os outros. Mas assim como tem comportamentos-padrão que fazem dele um igual aos outros, também têm características únicas que o tornam singular.
No passado sábado, depois de uma semana em casa por causa da maldita escarlatina, fomos ao cabeleireiro. Digamos que o cabelço do Henrique já não estava coisa que se apresentasse na escola. E, enquanto ele estava sentada na sua cadeira especial em amena cavaqueira com a cabeleireira, esta pergunta-lhe "Henrique e já pediu as prendas ao Pai Natal?""sim, pedi uma, o camião Mac Faísca", respondeu ele. "Só uma?" indagou a cabeleireira. "Sim, só uma. Estamos em crise", argumentou o meu pequeno economista. Com esta resposta a cableireira desatou a rir e ele, muito ofendido, olhou para ela e disse "Qual é a graça? Não tem graça nenhuma. Estar em crise significa não ter dinheiro".
No passado sábado, depois de uma semana em casa por causa da maldita escarlatina, fomos ao cabeleireiro. Digamos que o cabelço do Henrique já não estava coisa que se apresentasse na escola. E, enquanto ele estava sentada na sua cadeira especial em amena cavaqueira com a cabeleireira, esta pergunta-lhe "Henrique e já pediu as prendas ao Pai Natal?""sim, pedi uma, o camião Mac Faísca", respondeu ele. "Só uma?" indagou a cabeleireira. "Sim, só uma. Estamos em crise", argumentou o meu pequeno economista. Com esta resposta a cableireira desatou a rir e ele, muito ofendido, olhou para ela e disse "Qual é a graça? Não tem graça nenhuma. Estar em crise significa não ter dinheiro".
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segunda-feira, dezembro 15, 2008
Acabou
Chegou de repente, o telefonema.
Acabaram as minhas crónicas na Pais & Filhos. Fiquei triste. Tinha-me custado muito a decisão de me expor numa revista mas, durante o ano que escrevi, criei cumplicidades importantes. Fiquei triste pela decisão e por ter sido tão repentina. Não foi uma coisa do género "escreves mais uma ou duas e acaba". Foi antes "acabou, não faças a próxima".... fiz, à borla, mas para me despedir. Janeiro é mês de despedida na Pais & Filhos. Talvez recupere aqui o tema.
Eu tenho sempre uma péssima relação com aquilo que escrevo: nunca guardo, acho que nunca vou precisar dos meus textos. E agora estou com pena de não saber onde andam todas as crónicas que escrevi. Aqui já publiquei uma, vou tentar recuperar as outras.
Acabaram as minhas crónicas na Pais & Filhos. Fiquei triste. Tinha-me custado muito a decisão de me expor numa revista mas, durante o ano que escrevi, criei cumplicidades importantes. Fiquei triste pela decisão e por ter sido tão repentina. Não foi uma coisa do género "escreves mais uma ou duas e acaba". Foi antes "acabou, não faças a próxima".... fiz, à borla, mas para me despedir. Janeiro é mês de despedida na Pais & Filhos. Talvez recupere aqui o tema.
Eu tenho sempre uma péssima relação com aquilo que escrevo: nunca guardo, acho que nunca vou precisar dos meus textos. E agora estou com pena de não saber onde andam todas as crónicas que escrevi. Aqui já publiquei uma, vou tentar recuperar as outras.
Acerca do post "Com tanta profissão bonita"
A minha amiga Gata escreveu um belo post sobre uma mistura explosiva: ser mulher, jornalista e mãe. http://agatachristie.blogspot.com/
A minha amiga Gata é minha amiga porque nos cruzámos nessa bela profissão: jornalista. E como se não bastasse sermos mulheres e jornalistas estávamos na secção de cultura. e por lá nos mantivemos até engravidarmos. E era giro. E ser jornalista era giro. Mesmo quando o espaço era pouco e só tinhamos 2000 caracteres para escrever sobre a última peça da Cornucópia, nada substituía o facto de podermos estar alí, naquela sala gelada, até à uma da manhã para podermos ter o privilégio de uma conversa com o Luís Miguel Cintra. Ou com o Jorge, ou com o Ricardo Pais... ou com tantos outros. Porque as pessoas que se cruzavam nas nossas vidas eram interessantes. E isso compensava tudo: o entrar pela noite dentro, o mau humor dos editores, a falta de espaço para escrever... o que ganhávamos em termos intelectuais e em experiência era muito bom e compensava muita coisa.
E depois ficámos grávidas. E continuou a ser giro. Comparávamos barrigas, falávamos de nomes... chegámos a ser 4 grávidas ao mesmo tempo: quatro jornalistas de cultura; eu, a gata, a Cristina Margato e a Ana Goulão. E eu (assim como a minha amiga Gata) que trabalhava num diário fui-me apercebendo, com o decorrer da gravidez, que as coisas começavam a deixar de ser tão giras... os ensaios continuavam a ser muito tarde; eu, invariavelmente, adormecia., ficava muito cansada, rabujenta e o futuro, com o nascimento do bebé, era uma incógnita.
E, no meu caso, havia aquele outro probleminha... é que o meu marido também era jornalista. E ele sim, jornalista à seria e não alguém que escreve sobre teatrinhos e senhores de collants. Jornalismo bem remunerado, que paga grande parte das contas lá de casa.
... e comecei a fazer contas à vida. Tive mesmo de as fazer.
E foi nesse momento que ficou claro na minha cabeça que o jornalismo giro tinha os dias contados. E para fazer um jornalismo que não fosse aquele, dos ensaios, dos espectáculos, das pessoas que me enchiam a alma, mais valia não ser jornalista. E assim matei o sonho que tinha tido 15 anos atrás: o de um dia vir a ser editora de cultura de um bom jornal/revista.
Mal regressei ao trabalho depois da licença de maternidade, comecei a escavar em todas as direcções para encontrar uma alternativa à minha profissão muito gira. A princípio foi duro; porque eu não sabia muito bem onde procurar, e porque tive alguns embates lána redacção. Coisas do tipo "eu tenho direito a duas horas de amamentação e não vou abdicar delas" ou "vou passar a entrar às 11h e saio às sete"... mas quem me conhece também sabe que eu sou "Mafaldinha", que resmugo, que não perco uma boa luta e, naquele caso, arregacei bem as mangas. Até porque eu, apesar de gostar da minha profissão gira, de jornalista de cultura, achava, como continuo a achar, que os jornalistas são bichos de muitos vícios... são, no geral, pessoas com muito pouca disciplina no trabalho. O que interessa é que a página fecha e que o texto ficou bom. As horas às quais se começou a escrever ou a quantidade de pessoas que ficam penduradas à espera que o texto feche é apenas um pormenor. E os jornalistas também acham que sair cedo é sinal de pouco trabalho, o que é uma mentira de todo o tamanho. Porquê deixar para o dia o texto da peça de teatro que se foi ver há uma semana, ou o perfil sobre o escritor que já nos tinham pedido há duas semanas mas que só amanhã faz anos???
E é este tipo de rotina instituída nas redacções que faz com que as mães jornalistas, mesmo que tenham acabado o seu trabalho, não possam sair mais cedo sem ouvir três ou quatro bocas ou, então, sem que lhes tentem passar mais três breves para fazer, porque o colega do lado, que até as podia escrever, chegou às quatro da tarde e está à rasca com a abertura de secção.
Eu consegui sair do jornalismo e, mesmo assim, ter uma profissão interessante e na qual me sinto realizada. Mas não é fácil.
E acho, minha amiga Gata, que o problema de ser mãe se estende a qualquer profissão no nosso país. Porque ser mãe implica ser mulher e, no nosso país ser mulher é fodido.
Até podes ser funcionária pública e saires às 5 da tarde, mas quando os miúdos ficam doentes, e é preciso ficar em casa com eles sobra para quem? e quando há uma consulta programada quem vai? E as noites em branco quando eles estão doentes? e...e...e...?
E se a profissão de jornalista é chata, imaginem os médicos, que em início de carreira ganham uma miséria e têm de fazer bancos de 24 horas... e os enfermeiros que trabalham por turnos?
Mas, mesmo assim, e apesar de todas estas pequenas grandes merdas que nos deixam à beira das lágrimas de felicidade quando dispomos de um serão sozinhas em casa com o comando só para nós, mesmo assim eu não trocava a vida que tenho por outra. E, não fosse a minha doença, atirava-me de cabeça para o segundo filho.
A minha amiga Gata é minha amiga porque nos cruzámos nessa bela profissão: jornalista. E como se não bastasse sermos mulheres e jornalistas estávamos na secção de cultura. e por lá nos mantivemos até engravidarmos. E era giro. E ser jornalista era giro. Mesmo quando o espaço era pouco e só tinhamos 2000 caracteres para escrever sobre a última peça da Cornucópia, nada substituía o facto de podermos estar alí, naquela sala gelada, até à uma da manhã para podermos ter o privilégio de uma conversa com o Luís Miguel Cintra. Ou com o Jorge, ou com o Ricardo Pais... ou com tantos outros. Porque as pessoas que se cruzavam nas nossas vidas eram interessantes. E isso compensava tudo: o entrar pela noite dentro, o mau humor dos editores, a falta de espaço para escrever... o que ganhávamos em termos intelectuais e em experiência era muito bom e compensava muita coisa.
E depois ficámos grávidas. E continuou a ser giro. Comparávamos barrigas, falávamos de nomes... chegámos a ser 4 grávidas ao mesmo tempo: quatro jornalistas de cultura; eu, a gata, a Cristina Margato e a Ana Goulão. E eu (assim como a minha amiga Gata) que trabalhava num diário fui-me apercebendo, com o decorrer da gravidez, que as coisas começavam a deixar de ser tão giras... os ensaios continuavam a ser muito tarde; eu, invariavelmente, adormecia., ficava muito cansada, rabujenta e o futuro, com o nascimento do bebé, era uma incógnita.
E, no meu caso, havia aquele outro probleminha... é que o meu marido também era jornalista. E ele sim, jornalista à seria e não alguém que escreve sobre teatrinhos e senhores de collants. Jornalismo bem remunerado, que paga grande parte das contas lá de casa.
... e comecei a fazer contas à vida. Tive mesmo de as fazer.
E foi nesse momento que ficou claro na minha cabeça que o jornalismo giro tinha os dias contados. E para fazer um jornalismo que não fosse aquele, dos ensaios, dos espectáculos, das pessoas que me enchiam a alma, mais valia não ser jornalista. E assim matei o sonho que tinha tido 15 anos atrás: o de um dia vir a ser editora de cultura de um bom jornal/revista.
Mal regressei ao trabalho depois da licença de maternidade, comecei a escavar em todas as direcções para encontrar uma alternativa à minha profissão muito gira. A princípio foi duro; porque eu não sabia muito bem onde procurar, e porque tive alguns embates lána redacção. Coisas do tipo "eu tenho direito a duas horas de amamentação e não vou abdicar delas" ou "vou passar a entrar às 11h e saio às sete"... mas quem me conhece também sabe que eu sou "Mafaldinha", que resmugo, que não perco uma boa luta e, naquele caso, arregacei bem as mangas. Até porque eu, apesar de gostar da minha profissão gira, de jornalista de cultura, achava, como continuo a achar, que os jornalistas são bichos de muitos vícios... são, no geral, pessoas com muito pouca disciplina no trabalho. O que interessa é que a página fecha e que o texto ficou bom. As horas às quais se começou a escrever ou a quantidade de pessoas que ficam penduradas à espera que o texto feche é apenas um pormenor. E os jornalistas também acham que sair cedo é sinal de pouco trabalho, o que é uma mentira de todo o tamanho. Porquê deixar para o dia o texto da peça de teatro que se foi ver há uma semana, ou o perfil sobre o escritor que já nos tinham pedido há duas semanas mas que só amanhã faz anos???
E é este tipo de rotina instituída nas redacções que faz com que as mães jornalistas, mesmo que tenham acabado o seu trabalho, não possam sair mais cedo sem ouvir três ou quatro bocas ou, então, sem que lhes tentem passar mais três breves para fazer, porque o colega do lado, que até as podia escrever, chegou às quatro da tarde e está à rasca com a abertura de secção.
Eu consegui sair do jornalismo e, mesmo assim, ter uma profissão interessante e na qual me sinto realizada. Mas não é fácil.
E acho, minha amiga Gata, que o problema de ser mãe se estende a qualquer profissão no nosso país. Porque ser mãe implica ser mulher e, no nosso país ser mulher é fodido.
Até podes ser funcionária pública e saires às 5 da tarde, mas quando os miúdos ficam doentes, e é preciso ficar em casa com eles sobra para quem? e quando há uma consulta programada quem vai? E as noites em branco quando eles estão doentes? e...e...e...?
E se a profissão de jornalista é chata, imaginem os médicos, que em início de carreira ganham uma miséria e têm de fazer bancos de 24 horas... e os enfermeiros que trabalham por turnos?
Mas, mesmo assim, e apesar de todas estas pequenas grandes merdas que nos deixam à beira das lágrimas de felicidade quando dispomos de um serão sozinhas em casa com o comando só para nós, mesmo assim eu não trocava a vida que tenho por outra. E, não fosse a minha doença, atirava-me de cabeça para o segundo filho.
Peças soltas
Hoje, enquanto vinha para o trabalho, lembrei-me de ti, pai. Não penses que não me lembro de ti nos outros dias. Tu estás muito no meu pensamento. Mas hoje voltou-me à memória esta coisa da ironia do destino... eu, que andei tanto tempo a queixar-me que trabalhava longe da clínica e que era muito complicado visitar-te à hora do almoço, fiquei feliz da vida quando a empresa onde trabalho foi comprada pelo grupo Leya. Ia, finalmente, para perto de ti... e hoje, enquanto subia os Cabos de Ávila lembrei-me que de nada servia estar aqui tão perto da clínica... sabias que às vezes me perco? Já não é a primeira vez que dou por mim a caminho da Reboleira e só depois me apercebo que já não estás lá, que o meu destino é outro.
Fazes-me tanta falta... o teu silêncio, o teu olhar, a tua mão na minha. Ando tão perdida sem ti.
Fazes-me tanta falta... o teu silêncio, o teu olhar, a tua mão na minha. Ando tão perdida sem ti.
sexta-feira, dezembro 12, 2008
escarlatina
Mas que raio de nome para uma doença... mas que existe, existe. O Henrique que o diga.
Não imaginam como anseio por 2009...
Não imaginam como anseio por 2009...
quarta-feira, dezembro 03, 2008
pesadelo
Ainda não estou completamente adaptada à casa nova e, por mais que tente, não consigo. Não há maneira dos homens das obras me deixarem em paz... Sinto-me a Murphy Brown... a qualquer momento pode sair-me um homem das obras de dentro de um armário....
segunda-feira, novembro 17, 2008
Saudades
pequenas coisas
Eu trabalho na Oficina do Livro que, para quem não sabe, é a editora de Margarida Rebelo Pinto e de Maria João Lopo de Carvalho e, apesar das vendas destas duas senhoras justificarem o seu estatuto de publicáveis, a editora onde eu trabalho tem um longo historial de levar pancada. Eu própria, vinda do jornalismo, tinha a mania de torcer o nariz de cada vez que ouvia o nome Oficina do Livro. Só que, e embora eu não ponha em causa o valor e o trabalho da Margarida e da Maria João Lopo de Carvalho (dei-as apenas como exemplos das autoras que a crítica tanto gosta de enxovalhar), a Oficina do Livro faz um trabalho tão válido como o de todas as outras editoras e edita, no mercado português autores como Guillermo Fadanelli, David Toscano, Augusto Monterroso, Hugo Gonçalves e Miguel Sousa Tavares. Mas, acima de tudo, editamos livros e nada mais que isso.
O mesmo não se pode dizer de outros grandes grupos editoriais.
A semana passada, por exemplo, ligaram-me do Círculo Leitores não para me venderem livros, mas para me venderem um seguro de saúde.
Bonito não acham?
O mesmo não se pode dizer de outros grandes grupos editoriais.
A semana passada, por exemplo, ligaram-me do Círculo Leitores não para me venderem livros, mas para me venderem um seguro de saúde.
Bonito não acham?
quarta-feira, novembro 12, 2008
Dia 9
Fez um mês que deixei de te ter, de te poder contar o meu dia, de te poder massajar as costas.
Temos saudades, pai.
Temos saudades... sinto um vazio muito grande no lugar do meu coração... às vezes nem percebo bem o que se passa, não é o trabalho, não são as coisas em casa.... depois vens-me à ideia. És tu pai, ou melhor, é a falta que me fazes que me deixa assim... como se me faltasse um pedaço.
Temos saudades, pai.
Temos saudades... sinto um vazio muito grande no lugar do meu coração... às vezes nem percebo bem o que se passa, não é o trabalho, não são as coisas em casa.... depois vens-me à ideia. És tu pai, ou melhor, é a falta que me fazes que me deixa assim... como se me faltasse um pedaço.
sexta-feira, novembro 07, 2008
Mas que semana
"No news is bad news". assim se pode definir a minha ausência nesta última semana.
Uma gastroenterite no Henrique que nos levou a passar 16 horas da sexta-feira e do sábado no Hospital da Estefânia; uma mudança em que o meu marido estava sozinho, valeram-nos os fantásticos amigos que, com apenas um sms apareceram lá em casa para ajudar; obras que não acabaram a tempo e que nos fazem viver em casa como quase num acampamento de ciganos; e hoje, assim do tipo cereja no topo do bolo, o meu marido teve um acidente.
Coincidências??? cruzes canhoto, vou fazer como o António Oliveira e começar a andar com uns alhinhos no bolso.
Uma gastroenterite no Henrique que nos levou a passar 16 horas da sexta-feira e do sábado no Hospital da Estefânia; uma mudança em que o meu marido estava sozinho, valeram-nos os fantásticos amigos que, com apenas um sms apareceram lá em casa para ajudar; obras que não acabaram a tempo e que nos fazem viver em casa como quase num acampamento de ciganos; e hoje, assim do tipo cereja no topo do bolo, o meu marido teve um acidente.
Coincidências??? cruzes canhoto, vou fazer como o António Oliveira e começar a andar com uns alhinhos no bolso.
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