Muitas vezes o começo e o fim andam mais próximos do que pensamos. A vida e a morte tocam-se das formas mais estranhas e constrangedoras, até. Ou, sem pensar numa experiência tão limite, a doença e uma nova vida. Podem acompanhar-nos quase de mãos dadas uma com a outra causando em nós sentimentos contraditórios. Por um lado a felicidade de presenciarmos uma vida que começa (de fazermos parte dela), por outro a tristeza de vermos alguém que amamos sofrer.
Como se a vinda de uma nova vida, justificasse a dor provocada por a perda ou a ameaça a outra.
Por estes dias tenho pensado muito em dois amigos e no que eles devem estar a passar.
Deixo aqui ficar um beijo para os dois.
sexta-feira, janeiro 18, 2008
quinta-feira, janeiro 17, 2008
De costas voltadas
O conflito emocional é tão grande que nem sei por onde começar. De cada vez que damos um passo em frente somos obrigados a recuar dois...
Depois da porta aberta à esperança, na passada segunda-feira, quando conseguimos finalmente a consulta em Madrid, eis que voltamos à estaca zero. Estás novamente no hospital, voltamos a passar por um grande susto... ainda vai ser o coração que me vai trair, tantas são as preocupações que lhe dou.
Sinto-me de costas voltadas para o mundo, para a sorte. Que raio de vida esta! Sempre a lutar, sempre a esbracejar para tentar manter a cabeça fora de água. Que cansaço... às vezes apetecia-me desistir. Deixar de nadar...
Depois da porta aberta à esperança, na passada segunda-feira, quando conseguimos finalmente a consulta em Madrid, eis que voltamos à estaca zero. Estás novamente no hospital, voltamos a passar por um grande susto... ainda vai ser o coração que me vai trair, tantas são as preocupações que lhe dou.
Sinto-me de costas voltadas para o mundo, para a sorte. Que raio de vida esta! Sempre a lutar, sempre a esbracejar para tentar manter a cabeça fora de água. Que cansaço... às vezes apetecia-me desistir. Deixar de nadar...
segunda-feira, janeiro 14, 2008
Gerir expectativas
Quando somos adolescentes oscilamos entre a verdade absoluta que ninguém nos entende e a esperança secreta que o príncipe encantado irá surgir. Ouvimos as discussões dos nossos pais, vemos os erros que cometem e pensamos que connosco vai ser dieferente. O ideal de felicidade absoluta parece-nos real. Eu, no meu caso concreto, chegava a pensar que mais valia estar só do que viver sem essa felicidade completa e absoluta.
A entrada na vida adulta e, sobretudo, na vida a dois, ensina-nos muitas coisas, a primeira delas é que a felicidade absoluta não existe. Podemos viver felizes, podemos ter momentos de felicidade absoluta, mas a vida adulta também é preenchida de grandes desilusões, de pequenos e grandes fracassos, de momentos infelizes.
O problema é quando não sabemos gerir expectativas, quando não conseguimos perceber que a vida é mesmo assim: boa e má, feliz e infeliz. Não nos conseguirmos adaptar às mudanças e Às dificuldades é uma merda, porque ficamos paralisados no meio da nossa frustração. E não conseguimos avançar, não conseguimos ver o lado bom da coisa. Ficamos ali, eternamente no lamento e no mau humor do que podia ter sido e não foi.
A isto chamo crescer e é por isso que a vida de adulto é tão difícil. E é por isso que cada vez mais vejo as pessoas sozinhas, sem paciência apra relações. Porque uma relação é, muitas vezes, sinónimo de ralação. E há quem já não esteja para isso.
A entrada na vida adulta e, sobretudo, na vida a dois, ensina-nos muitas coisas, a primeira delas é que a felicidade absoluta não existe. Podemos viver felizes, podemos ter momentos de felicidade absoluta, mas a vida adulta também é preenchida de grandes desilusões, de pequenos e grandes fracassos, de momentos infelizes.
O problema é quando não sabemos gerir expectativas, quando não conseguimos perceber que a vida é mesmo assim: boa e má, feliz e infeliz. Não nos conseguirmos adaptar às mudanças e Às dificuldades é uma merda, porque ficamos paralisados no meio da nossa frustração. E não conseguimos avançar, não conseguimos ver o lado bom da coisa. Ficamos ali, eternamente no lamento e no mau humor do que podia ter sido e não foi.
A isto chamo crescer e é por isso que a vida de adulto é tão difícil. E é por isso que cada vez mais vejo as pessoas sozinhas, sem paciência apra relações. Porque uma relação é, muitas vezes, sinónimo de ralação. E há quem já não esteja para isso.
sexta-feira, janeiro 04, 2008
Catarina Tolentino
Agora que aqui estava sentada a percorrer os contactos do meu telemóvel, dei com o número da Catarina Tolentino. E tive de o apagar. A Catarina morreu. Em Agosto. Creio que no dia 5. eu estava em Paris, a sair de Versailles quando recebi um telefonema da Susaninha "A Catarina faleceu." A notícia não me apanhou desprevenida, aliás, o sofrimento da Catarina era tal que creio que todos os que dele gostavam ficaram um bocadinho aliviados com a sua morte; com o fim do seu calvário.
A Catarina era uma mulher doce, a quem a vida pregou muitas partidas. Amiga de há muitos anos do meu marido e da minha amiga Susana, era pessoa que eu só encontrava quando ia à Madeira, nas férias. A Catarina e a sua Laura.
Quando fiquei doente a Catarina fez questão de se fazer presente.
Em Dezembro de 2006, quando cheguei à Madeira fui bombardeada com a notícia de que a Catarina estava com cancro. Do estômago, tal como eu. E que nem sequer nos tinha telefonado para não me fazer reviver o meu processo...
Fiquei espanatada quando a encontrei na Fnac, para assistir à apresentação do livro do filipe, 15 dias após a sua operação. Eu mal me mexia quinze dias depois de ter sido operada, confidenciei-lhe.
A partir desse encontro ficámos mais próximas. Ela tinha muitas dúvidas. Eu também as tinha e ainda tenho, mas já tinha quase dois anos de avanço em relação a ela. E assim fomos, nos meses que se seguiram, trocando mensagens, telefonemas. Ela sempre com medo de incomodar. Eu com receio de forçar a minha presença.
Sobre ela escrevi aqui em Junho http://princesaestrelas.blogspot.com/2007_06_01_archive.html
Na altura não escrevi tudo o que queria porque sabia que ela me lia e tinha receio que ela percebesse que eu já tinha a certeza que o fim estava a bater-lhe à porta.
Mas hoje, meses depois, esse risco já não existe.
Hoje, Catarina, apaguei-te do meu telemóvel.
A tua morte doeu-me. Por muitas razões. E também porque nela vejo um anúncio da minha.
A Catarina era uma mulher doce, a quem a vida pregou muitas partidas. Amiga de há muitos anos do meu marido e da minha amiga Susana, era pessoa que eu só encontrava quando ia à Madeira, nas férias. A Catarina e a sua Laura.
Quando fiquei doente a Catarina fez questão de se fazer presente.
Em Dezembro de 2006, quando cheguei à Madeira fui bombardeada com a notícia de que a Catarina estava com cancro. Do estômago, tal como eu. E que nem sequer nos tinha telefonado para não me fazer reviver o meu processo...
Fiquei espanatada quando a encontrei na Fnac, para assistir à apresentação do livro do filipe, 15 dias após a sua operação. Eu mal me mexia quinze dias depois de ter sido operada, confidenciei-lhe.
A partir desse encontro ficámos mais próximas. Ela tinha muitas dúvidas. Eu também as tinha e ainda tenho, mas já tinha quase dois anos de avanço em relação a ela. E assim fomos, nos meses que se seguiram, trocando mensagens, telefonemas. Ela sempre com medo de incomodar. Eu com receio de forçar a minha presença.
Sobre ela escrevi aqui em Junho http://princesaestrelas.blogspot.com/2007_06_01_archive.html
Na altura não escrevi tudo o que queria porque sabia que ela me lia e tinha receio que ela percebesse que eu já tinha a certeza que o fim estava a bater-lhe à porta.
Mas hoje, meses depois, esse risco já não existe.
Hoje, Catarina, apaguei-te do meu telemóvel.
A tua morte doeu-me. Por muitas razões. E também porque nela vejo um anúncio da minha.
Olímpio Ferreira (1967-2007)
Não era íntima dele, mas conheci-o o suficiente para dele gostar.
Trabalhámos juntos em alguns projectos. Concebeu a paginação do livro do meu marido.
O seu Miguel e o meu Henrique nasceram no mesmo dia (12 de Junho de 2004).
Voltei a encontrá-lo, profissionalmente, na Oficina do Livro.
O seu sorriso, a sua boa disposição, o seu amor pela vida ficarão para sempre gravados na minha memória.
Não consegui ir ao seu funeral. Por várias razões, mas muito por falta de coragem.
É-me cada vez mais difícil lidar com a morte.
Mas não podia deixar de o lembrar.
Ficas aqui, Olímpio.
Trabalhámos juntos em alguns projectos. Concebeu a paginação do livro do meu marido.
O seu Miguel e o meu Henrique nasceram no mesmo dia (12 de Junho de 2004).
Voltei a encontrá-lo, profissionalmente, na Oficina do Livro.
O seu sorriso, a sua boa disposição, o seu amor pela vida ficarão para sempre gravados na minha memória.
Não consegui ir ao seu funeral. Por várias razões, mas muito por falta de coragem.
É-me cada vez mais difícil lidar com a morte.
Mas não podia deixar de o lembrar.
Ficas aqui, Olímpio.
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Natal silencioso
Este ano o Natal vai ser diferente.
Vamos ser muitos lá em casa.
Barulho, gritos, a anmação típica do Natal. Mas da tua parte pai vai ser diferente. Vai ser o teu primeiro Natal silencioso. e vai doer.
Vamos ser muitos lá em casa.
Barulho, gritos, a anmação típica do Natal. Mas da tua parte pai vai ser diferente. Vai ser o teu primeiro Natal silencioso. e vai doer.
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Constatação do dia 2
Apesar das contantes desilusões eu tenho tendência para acreditar nas pessoas e na sua boa fé.
Às vezes lixo-me, como hoje
Às vezes lixo-me, como hoje
sexta-feira, novembro 30, 2007
quarta-feira, novembro 21, 2007
O fim da UCI
Para ele foi, felizmente, o fim da Unidade de Cuidados Intensivos.
O Sobral já está na enfermaria, embora não possa ter visitas.
A malta é fonte de contágio...
Mas ele vai-se aguentar, mesmo nesteisolamento forçado.
O Sobral já está na enfermaria, embora não possa ter visitas.
A malta é fonte de contágio...
Mas ele vai-se aguentar, mesmo nesteisolamento forçado.
sábado, novembro 17, 2007
Inveja Boa???
Nunca pensei ter apenas um filho. Quando o Henrique nasceu sempre pensei que seria o primeiro de, pelo menos, dois. Mas, aos seus oito meses, quando fiquei doente, soube que muito dificilmente poderia voltar a ter filhos e que o risco de engravidar poderia ser voltar a ficar doente. É uma das piores marcas que o cancro me deixou. Amo o meu filho, estou muito grata por o ter tido antes de adoecer, mas adoraria poder voltar a experimentar a maternidade. E saber que não voltarei a ser deixa-me, às vezes, triste e angustiada.
Esta semana soube que uma das minhas grandes amigas está grávida pela segunda vez. Depois de tantas dificuldades, depois de tantos obstáculos, ela lá conseguiu. E fiquei tão feliz. A juntar a esta acompanho de perto pelo menos mais três gravidezes e desconfio de uma outra. E fico feliz, começo a bordar fraldas e a remexer na muita roupa de recém-nascido que comprei para o Henrique e a pensar em quem a irá vestir.
Sinto uma ponta de inveja. Claro que sinto. É uma situação que adoraria reviver e que sei que não o farei. Mas sinto-a como uma inveja boa, porque não desperta em mim outro sentimento que não o da alegria. Já que não posso ser mãe, serei pelo menos tia!
Esta semana soube que uma das minhas grandes amigas está grávida pela segunda vez. Depois de tantas dificuldades, depois de tantos obstáculos, ela lá conseguiu. E fiquei tão feliz. A juntar a esta acompanho de perto pelo menos mais três gravidezes e desconfio de uma outra. E fico feliz, começo a bordar fraldas e a remexer na muita roupa de recém-nascido que comprei para o Henrique e a pensar em quem a irá vestir.
Sinto uma ponta de inveja. Claro que sinto. É uma situação que adoraria reviver e que sei que não o farei. Mas sinto-a como uma inveja boa, porque não desperta em mim outro sentimento que não o da alegria. Já que não posso ser mãe, serei pelo menos tia!
sexta-feira, novembro 16, 2007
Novas de um lutador
O Sobral foi operado.
Depois de tanta angústia pela espera de um fígado, começou na segunda-feira uma nova fase.
O tão esperado fígado chegou. Agora ele vai ter de nos mostrar de que fibra é feito e aguentar as muitas limitações e provações que estão para chegar.
Para já está tudo bem encaminhado.
Estamos à tua espera.
Depois de tanta angústia pela espera de um fígado, começou na segunda-feira uma nova fase.
O tão esperado fígado chegou. Agora ele vai ter de nos mostrar de que fibra é feito e aguentar as muitas limitações e provações que estão para chegar.
Para já está tudo bem encaminhado.
Estamos à tua espera.
terça-feira, outubro 16, 2007
Carta aberta ao meu pai
Pai, acho que estás a atravessar uma fase em que estar vivo já não é suficiente.
Tentas sorrir-me, mas vejo-te triste, ausente, sem vontade de lutar contra as muitas barreiras que tens diante de ti.
Gostava que me conseguisses olhar nos olhos e contar as tuas tristezas, as tuas frustrações, os teus medos, as tuas revoltas. Gostava que te sentisses mais próximo de mim, a ponto de teres vontade, naturalmente, de me dizer essas coisas. Bem sei da tua limitação do dizer. Tu não falas, ou melhor, não emites sons. Mas eu, pai, quero ler-te os lábios, quero, eu própria, aprender a saltar essa cerca das dificuldades.
Gostava que te irritasses mais, que te revoltasses, que te zangasses, que te indignasses de cada vez que, na clínica onde diariamente fazes o penso, ouves da boca dos enfermeiros frases menos apropriadas em relação a ti. Gostava que interiorizasses que tens direitos, que não és menos pessoas que os demais, que tens de resmungar.
Eu imagino que a vida que evas é triste, incompleta. E imagino que cada vez que olhas para trás, para um passado não muito distante, vês e sentes o quanto te foi tirado.
Mas tu pai, não te deixaste morrer. Não permitiste que a morte falasse mais alto quando ela apareceu tão sorrateira. Por isso peço-te que agora tenhas a força para enfrentar a vida!
Da tua filha
Tentas sorrir-me, mas vejo-te triste, ausente, sem vontade de lutar contra as muitas barreiras que tens diante de ti.
Gostava que me conseguisses olhar nos olhos e contar as tuas tristezas, as tuas frustrações, os teus medos, as tuas revoltas. Gostava que te sentisses mais próximo de mim, a ponto de teres vontade, naturalmente, de me dizer essas coisas. Bem sei da tua limitação do dizer. Tu não falas, ou melhor, não emites sons. Mas eu, pai, quero ler-te os lábios, quero, eu própria, aprender a saltar essa cerca das dificuldades.
Gostava que te irritasses mais, que te revoltasses, que te zangasses, que te indignasses de cada vez que, na clínica onde diariamente fazes o penso, ouves da boca dos enfermeiros frases menos apropriadas em relação a ti. Gostava que interiorizasses que tens direitos, que não és menos pessoas que os demais, que tens de resmungar.
Eu imagino que a vida que evas é triste, incompleta. E imagino que cada vez que olhas para trás, para um passado não muito distante, vês e sentes o quanto te foi tirado.
Mas tu pai, não te deixaste morrer. Não permitiste que a morte falasse mais alto quando ela apareceu tão sorrateira. Por isso peço-te que agora tenhas a força para enfrentar a vida!
Da tua filha
frustração
contra esta nada posso.
Hoje queria muito poder ter estado com uma amiga muito querida que precisa, de certeza, de uma palavra minha. Perdeu o seu pai. E eu, talvez por ter esse fantasma tão perto de mim, sinto-me ainda mais solidária com a sua dor.
Mas não consegui. Tenho tanto trabalho que não consegui sair para a missa. E o que fazer quando esta frustração, este vazio horrível nos invade?
Descula Jó.
Hoje queria muito poder ter estado com uma amiga muito querida que precisa, de certeza, de uma palavra minha. Perdeu o seu pai. E eu, talvez por ter esse fantasma tão perto de mim, sinto-me ainda mais solidária com a sua dor.
Mas não consegui. Tenho tanto trabalho que não consegui sair para a missa. E o que fazer quando esta frustração, este vazio horrível nos invade?
Descula Jó.
segunda-feira, outubro 08, 2007
Saudade
Hoje acordei com o som da voz do meu pai nos meus ouvidos... ele estava a cantar.
Depois percebi que tinha sido um sonho, que ele nunca mais vai falar. Que essa grande mutilação não tem retorno. E eu nunca pensei que tê-lo ali pudesse, por instantes, não ser suficiente. Queria tanto que este silêncio que nos atravessa fosse interrompido por uma gargalhada... ou mesmo um ralhete. Ralha-me, pai. Eu juro que não te levo a mal
Depois percebi que tinha sido um sonho, que ele nunca mais vai falar. Que essa grande mutilação não tem retorno. E eu nunca pensei que tê-lo ali pudesse, por instantes, não ser suficiente. Queria tanto que este silêncio que nos atravessa fosse interrompido por uma gargalhada... ou mesmo um ralhete. Ralha-me, pai. Eu juro que não te levo a mal
terça-feira, setembro 25, 2007
Nem tempo tenho para me coçar...
quanto mais para blogar....
Mas estou no suporte de papel. Agora sim, sou uma cronista.
Pais & Filhos de Outubro.
Aguardo comentários.
Mas estou no suporte de papel. Agora sim, sou uma cronista.
Pais & Filhos de Outubro.
Aguardo comentários.
terça-feira, setembro 18, 2007
O regresso
Foi bom mas acabou.
As férias já são passado e no trabalho já tudo funciona em velocidade cruzeiro... até ao Natal.
Estou de volta e não queria
As férias já são passado e no trabalho já tudo funciona em velocidade cruzeiro... até ao Natal.
Estou de volta e não queria
sexta-feira, setembro 07, 2007
domingo, setembro 02, 2007
Às voltas com o mundo
Este foi um fim-de-semana muito particular. Fizemos 600 km para que o meu pai pudesse assistir ao casamento de um dos seus sobrinhos preferidos. A viagem foi dura, muito calor. Eu também, confesso, que já dei para o peditório casamento de aldeia, mas fui. Não por mim, mas por ele. E ele teve de escolher entre dois casamentos porque, afinal, ontem casaram-se dois sobrinhos e não apenas um. E embora eu soubesse que ele estava onde queria estar, também percebi que a outra festa era muito desejada. Era lá que estava a sua família (e não a da sua mulher), era lá que estava a sua mãe, minha avó.
E, com muito jogo de cintura mas, acima de tudo, muito boa vontade, lá voámos de um casamento para o outro. E, apesar de haver um minuto em que me questionei se tanto desgaste serviria para algo, senti, pouco depois, que para o que vi faria mais 1200 km, sem parar.
Foi a primeira vez em muitos meses que vi um sorriso na cara do meu pai. E a primeira vez, desde o meu próprio casamento, que o vi dançar. E com alegria.
E, com muito jogo de cintura mas, acima de tudo, muito boa vontade, lá voámos de um casamento para o outro. E, apesar de haver um minuto em que me questionei se tanto desgaste serviria para algo, senti, pouco depois, que para o que vi faria mais 1200 km, sem parar.
Foi a primeira vez em muitos meses que vi um sorriso na cara do meu pai. E a primeira vez, desde o meu próprio casamento, que o vi dançar. E com alegria.
sexta-feira, agosto 24, 2007
Subscrever:
Mensagens (Atom)

