quarta-feira, dezembro 05, 2007
sexta-feira, novembro 30, 2007
quarta-feira, novembro 21, 2007
O fim da UCI
Para ele foi, felizmente, o fim da Unidade de Cuidados Intensivos.
O Sobral já está na enfermaria, embora não possa ter visitas.
A malta é fonte de contágio...
Mas ele vai-se aguentar, mesmo nesteisolamento forçado.
O Sobral já está na enfermaria, embora não possa ter visitas.
A malta é fonte de contágio...
Mas ele vai-se aguentar, mesmo nesteisolamento forçado.
sábado, novembro 17, 2007
Inveja Boa???
Nunca pensei ter apenas um filho. Quando o Henrique nasceu sempre pensei que seria o primeiro de, pelo menos, dois. Mas, aos seus oito meses, quando fiquei doente, soube que muito dificilmente poderia voltar a ter filhos e que o risco de engravidar poderia ser voltar a ficar doente. É uma das piores marcas que o cancro me deixou. Amo o meu filho, estou muito grata por o ter tido antes de adoecer, mas adoraria poder voltar a experimentar a maternidade. E saber que não voltarei a ser deixa-me, às vezes, triste e angustiada.
Esta semana soube que uma das minhas grandes amigas está grávida pela segunda vez. Depois de tantas dificuldades, depois de tantos obstáculos, ela lá conseguiu. E fiquei tão feliz. A juntar a esta acompanho de perto pelo menos mais três gravidezes e desconfio de uma outra. E fico feliz, começo a bordar fraldas e a remexer na muita roupa de recém-nascido que comprei para o Henrique e a pensar em quem a irá vestir.
Sinto uma ponta de inveja. Claro que sinto. É uma situação que adoraria reviver e que sei que não o farei. Mas sinto-a como uma inveja boa, porque não desperta em mim outro sentimento que não o da alegria. Já que não posso ser mãe, serei pelo menos tia!
Esta semana soube que uma das minhas grandes amigas está grávida pela segunda vez. Depois de tantas dificuldades, depois de tantos obstáculos, ela lá conseguiu. E fiquei tão feliz. A juntar a esta acompanho de perto pelo menos mais três gravidezes e desconfio de uma outra. E fico feliz, começo a bordar fraldas e a remexer na muita roupa de recém-nascido que comprei para o Henrique e a pensar em quem a irá vestir.
Sinto uma ponta de inveja. Claro que sinto. É uma situação que adoraria reviver e que sei que não o farei. Mas sinto-a como uma inveja boa, porque não desperta em mim outro sentimento que não o da alegria. Já que não posso ser mãe, serei pelo menos tia!
sexta-feira, novembro 16, 2007
Novas de um lutador
O Sobral foi operado.
Depois de tanta angústia pela espera de um fígado, começou na segunda-feira uma nova fase.
O tão esperado fígado chegou. Agora ele vai ter de nos mostrar de que fibra é feito e aguentar as muitas limitações e provações que estão para chegar.
Para já está tudo bem encaminhado.
Estamos à tua espera.
Depois de tanta angústia pela espera de um fígado, começou na segunda-feira uma nova fase.
O tão esperado fígado chegou. Agora ele vai ter de nos mostrar de que fibra é feito e aguentar as muitas limitações e provações que estão para chegar.
Para já está tudo bem encaminhado.
Estamos à tua espera.
terça-feira, outubro 16, 2007
Carta aberta ao meu pai
Pai, acho que estás a atravessar uma fase em que estar vivo já não é suficiente.
Tentas sorrir-me, mas vejo-te triste, ausente, sem vontade de lutar contra as muitas barreiras que tens diante de ti.
Gostava que me conseguisses olhar nos olhos e contar as tuas tristezas, as tuas frustrações, os teus medos, as tuas revoltas. Gostava que te sentisses mais próximo de mim, a ponto de teres vontade, naturalmente, de me dizer essas coisas. Bem sei da tua limitação do dizer. Tu não falas, ou melhor, não emites sons. Mas eu, pai, quero ler-te os lábios, quero, eu própria, aprender a saltar essa cerca das dificuldades.
Gostava que te irritasses mais, que te revoltasses, que te zangasses, que te indignasses de cada vez que, na clínica onde diariamente fazes o penso, ouves da boca dos enfermeiros frases menos apropriadas em relação a ti. Gostava que interiorizasses que tens direitos, que não és menos pessoas que os demais, que tens de resmungar.
Eu imagino que a vida que evas é triste, incompleta. E imagino que cada vez que olhas para trás, para um passado não muito distante, vês e sentes o quanto te foi tirado.
Mas tu pai, não te deixaste morrer. Não permitiste que a morte falasse mais alto quando ela apareceu tão sorrateira. Por isso peço-te que agora tenhas a força para enfrentar a vida!
Da tua filha
Tentas sorrir-me, mas vejo-te triste, ausente, sem vontade de lutar contra as muitas barreiras que tens diante de ti.
Gostava que me conseguisses olhar nos olhos e contar as tuas tristezas, as tuas frustrações, os teus medos, as tuas revoltas. Gostava que te sentisses mais próximo de mim, a ponto de teres vontade, naturalmente, de me dizer essas coisas. Bem sei da tua limitação do dizer. Tu não falas, ou melhor, não emites sons. Mas eu, pai, quero ler-te os lábios, quero, eu própria, aprender a saltar essa cerca das dificuldades.
Gostava que te irritasses mais, que te revoltasses, que te zangasses, que te indignasses de cada vez que, na clínica onde diariamente fazes o penso, ouves da boca dos enfermeiros frases menos apropriadas em relação a ti. Gostava que interiorizasses que tens direitos, que não és menos pessoas que os demais, que tens de resmungar.
Eu imagino que a vida que evas é triste, incompleta. E imagino que cada vez que olhas para trás, para um passado não muito distante, vês e sentes o quanto te foi tirado.
Mas tu pai, não te deixaste morrer. Não permitiste que a morte falasse mais alto quando ela apareceu tão sorrateira. Por isso peço-te que agora tenhas a força para enfrentar a vida!
Da tua filha
frustração
contra esta nada posso.
Hoje queria muito poder ter estado com uma amiga muito querida que precisa, de certeza, de uma palavra minha. Perdeu o seu pai. E eu, talvez por ter esse fantasma tão perto de mim, sinto-me ainda mais solidária com a sua dor.
Mas não consegui. Tenho tanto trabalho que não consegui sair para a missa. E o que fazer quando esta frustração, este vazio horrível nos invade?
Descula Jó.
Hoje queria muito poder ter estado com uma amiga muito querida que precisa, de certeza, de uma palavra minha. Perdeu o seu pai. E eu, talvez por ter esse fantasma tão perto de mim, sinto-me ainda mais solidária com a sua dor.
Mas não consegui. Tenho tanto trabalho que não consegui sair para a missa. E o que fazer quando esta frustração, este vazio horrível nos invade?
Descula Jó.
segunda-feira, outubro 08, 2007
Saudade
Hoje acordei com o som da voz do meu pai nos meus ouvidos... ele estava a cantar.
Depois percebi que tinha sido um sonho, que ele nunca mais vai falar. Que essa grande mutilação não tem retorno. E eu nunca pensei que tê-lo ali pudesse, por instantes, não ser suficiente. Queria tanto que este silêncio que nos atravessa fosse interrompido por uma gargalhada... ou mesmo um ralhete. Ralha-me, pai. Eu juro que não te levo a mal
Depois percebi que tinha sido um sonho, que ele nunca mais vai falar. Que essa grande mutilação não tem retorno. E eu nunca pensei que tê-lo ali pudesse, por instantes, não ser suficiente. Queria tanto que este silêncio que nos atravessa fosse interrompido por uma gargalhada... ou mesmo um ralhete. Ralha-me, pai. Eu juro que não te levo a mal
terça-feira, setembro 25, 2007
Nem tempo tenho para me coçar...
quanto mais para blogar....
Mas estou no suporte de papel. Agora sim, sou uma cronista.
Pais & Filhos de Outubro.
Aguardo comentários.
Mas estou no suporte de papel. Agora sim, sou uma cronista.
Pais & Filhos de Outubro.
Aguardo comentários.
terça-feira, setembro 18, 2007
O regresso
Foi bom mas acabou.
As férias já são passado e no trabalho já tudo funciona em velocidade cruzeiro... até ao Natal.
Estou de volta e não queria
As férias já são passado e no trabalho já tudo funciona em velocidade cruzeiro... até ao Natal.
Estou de volta e não queria
sexta-feira, setembro 07, 2007
domingo, setembro 02, 2007
Às voltas com o mundo
Este foi um fim-de-semana muito particular. Fizemos 600 km para que o meu pai pudesse assistir ao casamento de um dos seus sobrinhos preferidos. A viagem foi dura, muito calor. Eu também, confesso, que já dei para o peditório casamento de aldeia, mas fui. Não por mim, mas por ele. E ele teve de escolher entre dois casamentos porque, afinal, ontem casaram-se dois sobrinhos e não apenas um. E embora eu soubesse que ele estava onde queria estar, também percebi que a outra festa era muito desejada. Era lá que estava a sua família (e não a da sua mulher), era lá que estava a sua mãe, minha avó.
E, com muito jogo de cintura mas, acima de tudo, muito boa vontade, lá voámos de um casamento para o outro. E, apesar de haver um minuto em que me questionei se tanto desgaste serviria para algo, senti, pouco depois, que para o que vi faria mais 1200 km, sem parar.
Foi a primeira vez em muitos meses que vi um sorriso na cara do meu pai. E a primeira vez, desde o meu próprio casamento, que o vi dançar. E com alegria.
E, com muito jogo de cintura mas, acima de tudo, muito boa vontade, lá voámos de um casamento para o outro. E, apesar de haver um minuto em que me questionei se tanto desgaste serviria para algo, senti, pouco depois, que para o que vi faria mais 1200 km, sem parar.
Foi a primeira vez em muitos meses que vi um sorriso na cara do meu pai. E a primeira vez, desde o meu próprio casamento, que o vi dançar. E com alegria.
sexta-feira, agosto 24, 2007
quinta-feira, agosto 23, 2007
Arranjem-lhe um emprego na Maxmen
Uma ajudinha, please

Há cerca de um mês que qualquer conversa do meu filho termina, invariavelmente, no assunto Megaman. A princípio era o desconhecimento total. Ele olhava para mim e dizia "eu sou o Megaman e tu és o amigo do Megaman, está bem?" e eu sentia-me uma perfeita idiota, sem a mínima noção do que ele quereria dizer com aquilo. Há umas duas semanas percebi de quem se trata... o Megaman é um desenho animado japonês, um personagem de um vídeojogo. Hoje, apõs uma consulta na wikipédia descobri (e eu cito a fonte ao contrário de uns e outros...) que os desenhos animados foram criados por uma empresa de jogos electrónicos, a Capcom. Também descobri que no Japão se chama Rockman.
Hoje, enquanto estava de boca escancarada no dentista, soube, pela assistente, que o Megaman existe, ou melhor, o boneco existe e ela, assim como eu, estava ansiosa por encontrar um. Senti-me mais acompanhada, neste mundo de crianças e brinquedos. E lanço aqui o apelo, se souberem de uma loja de brinquedos que tenha o dito herói que se veste de roupa coleante, botas e capacete ridículo, avisem-me.
Obrigadinha
quinta-feira, agosto 16, 2007
Cuba
Ontem vi parte da reportagem da Sandra Felgueiras sobre Cuba e muitas questões se levantaram dentro de mim.
Houve tempos em que achei que aquele país, apesar dos pesares, era um exemplo de solidariedade e justiça. Mas já não penso assim. E gostaria de acrescentar que não foi a referida reportagem que me fez mudar de ideias.
Cuba parece-me um país muito triste. E as vozes dessa tristeza, embora estejam muito abafadas, parecem-me cada vez mais.
É claro que eu gostaria de acreditar que um país com educação e saúde para todos seria o suficiente para uma sociedade mais justa. Que um país onde todos têm acesso a um mesmo cabaz básico é um país mais justo que divide da mesma forma os bens que tem... mas isto é tão pouco comparado com todo o resto...
Que tipo de país não permite que os seus cidadãos circulem livremente? Que tipo de país prende por 26 anos quem pensa de forma diferente? Que tipo de país não permite mais dos que os jornais do regime? Que tipo de país não permite mais do que os 4 canais de televisão estatais? Que tipo de país pune com 15 anos de prisão quem coma, ou venda carne de vaca? Que tipo de país não permite a entrada da Cruz Vermelha ou da Amnistia Internacional nas suas cadeias?
Por favor, não me venham com a conversa dos Estados Unidos e do que eles fazem, que eu já dei para esse peditório. O embargo não explica tudo e os Estados Unidos não são exemplo para ninguém.
Mas um país onde se diz "Eu não lhe posso dizer tudo o que penso", é um país triste e que precisa de mudar.
Houve tempos em que achei que aquele país, apesar dos pesares, era um exemplo de solidariedade e justiça. Mas já não penso assim. E gostaria de acrescentar que não foi a referida reportagem que me fez mudar de ideias.
Cuba parece-me um país muito triste. E as vozes dessa tristeza, embora estejam muito abafadas, parecem-me cada vez mais.
É claro que eu gostaria de acreditar que um país com educação e saúde para todos seria o suficiente para uma sociedade mais justa. Que um país onde todos têm acesso a um mesmo cabaz básico é um país mais justo que divide da mesma forma os bens que tem... mas isto é tão pouco comparado com todo o resto...
Que tipo de país não permite que os seus cidadãos circulem livremente? Que tipo de país prende por 26 anos quem pensa de forma diferente? Que tipo de país não permite mais dos que os jornais do regime? Que tipo de país não permite mais do que os 4 canais de televisão estatais? Que tipo de país pune com 15 anos de prisão quem coma, ou venda carne de vaca? Que tipo de país não permite a entrada da Cruz Vermelha ou da Amnistia Internacional nas suas cadeias?
Por favor, não me venham com a conversa dos Estados Unidos e do que eles fazem, que eu já dei para esse peditório. O embargo não explica tudo e os Estados Unidos não são exemplo para ninguém.
Mas um país onde se diz "Eu não lhe posso dizer tudo o que penso", é um país triste e que precisa de mudar.
terça-feira, agosto 14, 2007
Raios partam a Gioconda
quarta-feira, agosto 01, 2007
Primeira metáfora
Foi na segunda-feira e nós, pais, ficámos embasbacados.
"O Fredy faz muito barulho."
"muito barulho, filho?"
"Sim, pai, o Fredy faz muito barulho como a chuva a cair nos carros."
"O Fredy faz muito barulho."
"muito barulho, filho?"
"Sim, pai, o Fredy faz muito barulho como a chuva a cair nos carros."
A ver se me faço entender... ou será que sou mesmo uma porca fascista
Só porque acho que se uma pessoa for dispensada durante o período experimental isso não é, por si, uma sacanice sem desculpa?
Até me acho uma pessoa que defende os direitos dos trabalhadores, fico horrorizada com o número de recibos verdes neste país e com outras pérolas do género. Mas acho, muito sinceramente, que o período experimental existe por isso mesmo, para que a pessoa esteja à experiência e durante esse período acho perfeitamente normal que o trabalhador seja dispensado. E as razões podem ser todas ou nenhuma. Do mesmo modo que o trabalhador, durante esse tempo, também pode desistir do trabalho por qualquer motivo, até o de não gostar da cadeira onde se senta.
Se é agradável? Claro que não. Se há formas mais ou menos decentes de proceder? Claro que sim. Agora, fazer disso uma sacanice pegada? Não concordo.
Até me acho uma pessoa que defende os direitos dos trabalhadores, fico horrorizada com o número de recibos verdes neste país e com outras pérolas do género. Mas acho, muito sinceramente, que o período experimental existe por isso mesmo, para que a pessoa esteja à experiência e durante esse período acho perfeitamente normal que o trabalhador seja dispensado. E as razões podem ser todas ou nenhuma. Do mesmo modo que o trabalhador, durante esse tempo, também pode desistir do trabalho por qualquer motivo, até o de não gostar da cadeira onde se senta.
Se é agradável? Claro que não. Se há formas mais ou menos decentes de proceder? Claro que sim. Agora, fazer disso uma sacanice pegada? Não concordo.
terça-feira, julho 31, 2007
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