Mostrar mensagens com a etiqueta aniversario. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta aniversario. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Agora sim, os 35

É oficial, os 35 chegaram. A única diferença que sinto, para já, é que comecei a usar creme de noite. De resto, tudo como dantes: continuo com mesmo marido fantástico, com o mesmo filho fofo, com vontade de, por vezes, matar os dois, com amigos do caraças, uma mãe que só vendo e um irmão muito melhor.
Os 35 chegaram muito bem, rodeada de amigos, no conforto da casa que agora, dois anos depois, já a sinto como minha. Rodeada de crianças (eram 14 ao todo), porque embora tenha sido das primeiras a ter filhos, a verdadé é que a maioria dos amigos já vai no segundo. E, last but not least, rodeada de prendas, e de mimos, e de beijos.
E que bom que é fazer anos, e estar rodeada de malta, fugir para a varanda para fumar uma cigarrilha às escondidas da mãe e do filho, lavar loiça, fazer comida, reabastecer a malta de vinho, ouvir boa música...
Não sei se já vos tinha dito, mas gosto mesmo de fazer anos.

domingo, junho 13, 2010

Xi pá, para o ano há mais

Ontem o meu filho fez seis anos. Tínhamos tudo preparado para um grande festarola na rua, no Parque Infantil do Parque Eduardo VII. autorização pedida à Câmara Municipal de Lisboa que (ao contrário do que aconteceu no ano passado) veio a tempo e horas, rissóis, croquetes, sandocha... tudo como manda o figurino. Na sexta-feira fiquei muito assustada com o tempo e comecei a ver a minha vidinha a andar para trás. Toca de ir a todos os sites de metereologia. Melhoria de tempo para sábado. Ufa! Estávamos safos! Mas qual não foi o meu espanto quando acordei ontem e vi que o tempo estava uma trampa, e das grandes. A qualquer minuto ameaçava chover. Caraças para o São Pedro. Logo este ano que, como não pagávamos a festa, tínhamos cerca de 20 miúdos confirmados...
Fomos almoçar de coração nas mãos e a pensar que teríamos de enfiar 20 miúdos, mais adultos, na nossa casinha... e assim foi. Depois de muito penar à procura dos telefones de todas as mães para avisar da alteração de planos, a campainha começou a tocar por volta das 16h. E foi a rebaldaria total até cerca das 19h. Mas foi giro, muito giro. Acabou por haver dois turnos de convidados: os índios lá da escola e, mais tarde, os amigos crescidos que têm filhotes que ainda fazem a sesta.
E foi assim que tive a oportunidade de conhecer o Pedro, filho da minha amiga Mena (e que vergonhosamente ainda não tinha visitado....), tive oportunidade de estar com o Sérgio e seu clã, com a Madalena... acabou por correr tudo muito bem. Muito bem mesmo. Nem faltaram sardinhas assadas, porque uns vizinhos aqui da rua decidiram montar um arraial à porta do prédio e eu, com a minha lara natural, apareci lá com duas garrafas de vinho para trocar por sardinhas. Estavam boas, deliciosas... E no fim da noite, já quese de gatas, deitadinha no sofá a rever o Argentina/Nigéria, ainda houve tempo para o melhor: a minha prenda de casamento. Depois das belíssimas rosas amarelas e do manjerico, houve ainda uma noite numa Pousada de Portugal... sem filho:)
Como diz um amiguinho do meu filho "estou partidinha na flôr da vida". Só para o ano é que há mais.

sexta-feira, outubro 09, 2009

Obrigada, senhor Obama

Custou-me muito, mas sobrevivi a este dia. Em parte graças ao senhor Obama. Thank you Mr President. Sim, o senhor Obama é meu autor e, por esse motivo, começaram a chover telefonemas a partir das 9h30 da manhã. Não foram telefonemas de parabéns mas sim de "que material vamos fazer para o ponto de venda e de que modo coordenamos a produção?". E soube-me muito bem não passar a viagem de comboio a pensar no meu destino, na tristeza que há dentro de mim. Ela continuou cá, mas adormecida. Porque, vá-se lá saber porquê, eu sou daquelas que vibra com o trabalho (às vezes, muitas, também esperneio e rabujo), que gosto de fazer bem, que me interesso por fazer melhor e, verdade verdadinha, apesar de todas as merdas que se dizem hoje, que ele não merecia, que não fez nada pela paz no mundo, que pela primeira vez o prémio é atribuído a alguém de quem se espera muito mas que ainda não fez nada, fico muito agradecida aos senhores que deliberaram, que a escolha tenha recaído sobre o senhor Obama. Eu já gostava muito dele. Talvez porque deixei de acreditar em Deus e me centro mais nos Homens, gosto deste homem que tem, com toda a certeza, muitos defeitos, mas que transporta em sim a chama da esperança que há muito eu não via. Estou-me a borrifar para as considerações acerca do poder e do domínio excessivo dos EUA na política e na economia mundial. Sim, eles são uns pedantes, sim, eles são uns cínicos, sim eles acham-se os melhores do mundo e fazem muita merda. Mas terá sido o Obama a iniciar o processo??? Pois, bem me parecia que não.
Senhor Obama, eu já gostava de si e hoje passei a gostar ainda mais. Porque o senhor, sem saber muito bem porquê, amenizou a minha dor, tornou menos dolorosa a colocação da placa com a foto e com o nome do meu pai em cima do jazigo de família, fez-me pensar que há mais no mundo que a minha tristeza.
Obrigada, senhor Obama